quarta-feira, 18 de outubro de 2017

“Aécio não tem condições de presidir PSDB”, diz Tasso

   

"Acho que ele não tem condições, dentro da circunstância que está, de ficar como presidente do partido. E nós precisamos ter uma solução definitiva e não provisória", disse Tasso, na manhã desta quarta-feira (18).

Tasso disse ainda que não conversou com Aécio após a votação de ontem (17) e que a decisão do Senado foi “mal interpretada”. "No meu entender, é dar ao senador Aécio o que ele não teve ainda, que é o direito de defesa", disse. "Aqui no próprio Senado ele vai ter o Conselho de Ética, onde vai ter que se defender. E ao mesmo tempo o julgamento no Supremo continua e ele vai ter o direito de apresentar sua defesa", afirmou.

Aécio está licenciado da presidência do PSDB desde que foi envolvido nas investigações da delação da JBS.



Fonte: Brasil 247

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Aécio salvo: saiba como votaram os senadores

Por 44 votos a 26 o plenário do senado salvou o mandato do tucano mineiro e derrubou medidas cautelares do STF 
 plenario.jpg

O Senado decidiu nesta terça-feira 17 derrubar as medidas cautelares impostas pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e, por 44 votos a 26, devolveu o mandato ao tucano. Da mesma forma, foram canceladas as determinações de que Aécio deveria cumprir recolhimento noturno e entregar seu passaporte.

Dos 81 senadores, 71 marcaram presença na sessão, incluindo o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que não vota.

O voto "sim" mantinha a decisão da Primeira Turma do STF de afastar Aécio, enquanto "não" a derrubava.

Confira abaixo como votaram os senadores na sessão plenária:
Acir Gurgacz (PDT-RO): SIM
Airton Sandoval (PMDB-SP): NÃO
Alvaro Dias (PODE-PR): SIM
Ana Amélia (PP-RS): SIM
Ângela Portela (PDT-RR): SIM
Antonio Anastasia (PSDB-MG): NÃO
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE): SIM
Armando Monteiro (PTB-PE):
Ataídes Oliveira (PSDB-TO): NÃO
Benedito de Lira (PP-AL): NÃO
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB): NÃO
Cidinho Santos (PR-MT): NÃO
Ciro Nogueira (PP-PI): NÃO
Cristovam Buarque (PPS-DF):
Dalirio Beber (PSDB-SC): NÃO
Dário Berger (PMDB-SC): NÃO
Davi Alcolumbre (DEM-AP): NÃO
Edison Lobão (PMDB-MA): NÃO
Eduardo Amorim (PSDB-SE): NÃO
Eduardo Braga (PMDB-AM): NÃO
Eduardo Lopes (PRB-RJ): NÃO
Elmano Férrer (PMDB-PI): NÃO
Fátima Bezerra (PT-RN): SIM
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE): NÃO
Fernando Collor (PTC-AL): NÃO
Flexa Ribeiro (PSDB-PA):  NÃO
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN): NÃO
Gladson Cameli (PP-AC):
Gleisi Hoffmann (PT-PR):
Hélio José (Pros-DF): NÃO
Humberto Costa (PT-PE): SIM
Ivo Cassol (PP-RO): NÃO
Jader Barbalho (PMDB-PA): NÃO
João Alberto Souza (PMDB-MA): NÃO
João Capiberibe (PSB-AP): SIM
Jorge Viana (PT-AC):
José Agripino (DEM-RN): NÃO
José Maranhão (PMDB-PB): NÃO
José Medeiros (PSD-MT): SIM
José Pimentel (PT-CE): SIM
José Serra (PSDB-SP): NÃO
Kátia Abreu (PMDB-TO): SIM
Lasier Martins (PSD-RS): SIM
Lídice da Mata (PSB-BA): SIM
Lindbergh Farias (PT-RJ): SIM
Lúcia Vânia (PSB-GO): SIM
Magno Malta (PR-ES): SIM
Maria do Carmo Alves (DEM-SE): NÃO
Marta Suplicy (PMDB-SP): NÃO
Omar Aziz (PSD-AM): NÃO
Otto Alencar (PSD-BA): SIM
Paulo Bauer (PSDB-SC): NÃO
Paulo Paim (PT-RS): SIM
Paulo Rocha (PT-PA): SIM
Pedro Chaves (PSC-MS): NÃO
Raimundo Lira (PMDB-PB): NÃO
Randolfe Rodrigues (REDE-AP): SIM
Regina Sousa (PT-PI):  SIM
Reguffe (S/Partido-DF): SIM
Renan Calheiros (PMDB-AL): NÃO
Roberto Requião (PMDB-PR): SIM Roberto Rocha (PSB-MA): NÃO
Romário (PODE-RJ): SIM
Romero Jucá (PMDB-RR): NÃO
Ronaldo Caiado (DEM-GO): SIM
Simone Tebet (PMDB-MS): NÃO
Tasso Jereissati (PSDB-CE): NÃO
Telmário Mota (PTB-RR): NÃO
Valdir Raupp (PMDB-RO): NÃO
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM): 
Vicentinho Alves (PR-TO): NÃO
Waldemir Moka (PMDB-MS): NÃO
Walter Pinheiro (sem partido-BA): SIM
Wellington Fagundes (PR-MT): NÃO
Wilder Morais (PP-GO): NÃO
Zezé Perrella (PMDB-MG): NÃO 



Agora confira como seu senador votou e comemore ou chore!

Informações do Carta Capital
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Senado derruba decisão do Supremo e garante volta de Aécio

 

Senado derruba decisão do Supremo e garante volta de Aécio

 

Aécio - assim como Temer - também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de obstrução de justiça e organização criminosa com base nas delações da JBS. Segundo a PGR, o tucano pediu e recebeu R$ 2 milhões como propina da empresa, além de ter atuado junto com o presidente Michel Temer para impedir o andamento da Operação Lava Jato.

A votação acontece depois da decisão do Plenário do Supremo que estabeleceu que cabe ao Congresso a palavra final sobre afastamento de parlamentares.

No total, 71 senadores apareceram para deliberar sobre o caso. Eram necessários 41 votos para a manutenção ou reversão das medidas. Foi necessário acionar parlamentares que estavam de licença médica, como Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Paulo Bauer (PSDB-SC), para votar e dessa forma garantir o quórum favorável ao tucano.



Fonte: Portal Vermelho

Aécio Neves (PSDB-MG) implora para ser salvo pelos pares no Senado

Brasília(DF), 25/04/2016 - Eleição dos membros do Comissão Especial que analisará processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado Federal - Na foto o senador Aécio Neves  Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

“A única coisa que peço é o meu direito de defesa. Permitam que eu apresente a minha defesa. Não posso ser condenado sem ter essa chance.” É com esse discurso que Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do mandato pelo Supremo, tentou sensibilizar os poucos colegas do Senado com quem falou nos últimos dias. O tucano tem dito que prefere receber logo o veredicto de seus pares. A Casa pode definir nesta terça (17) se suspende a determinação do STF que o apartou do plenário.

Consultado por Aécio, Sepúlveda Pertence, ex-presidente do Supremo, chancelou a linha adotada pelo tucano. “Natural que o parlamentar tenha, antes da decisão do Senado, que vale por uma verdadeira condenação, o direito de defender-se.”

Aécio sabe que a situação é extremamente delicada. Não arriscou prognóstico sobre o placar de seu caso aos aliados. Disse apenas que não gostaria de ver a situação se arrastar indefinidamente.

Espera-se que cerca de 15 senadores não compareçam à sessão desta terça (17), o que aumentaria a chance de uma derrota do mineiro. Ele precisa de 41 votos. Por isso, há quem defenda que a votação seja transferida para quarta (18).

A competência da Primeira Turma do Supremo para decidir sobre o caso será questionada em plenário. O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), deve ser o autor.

Agora pela manhã o STF decidiu que a matéria que selará o destino do tucano Aécio Neves será aberta e não fechada como queria ele e os aliados de Temer.



Daniela Lima – Painel 
Via: Debate Progressista 
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Temer faz agrado a bancada ruralista e altera conceitos de 'trabalho escravo'

 Trabalho Escravo

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Temer faz agrado a bancada ruralista e altera conceitos de 'trabalho escravo'

Mudanças sobre definições de "jornada exaustiva", "condição degradante" e "trabalho forçado" dificultarão o resgate de trabalhadores e a punição dos envolvidos

 Trabalho Escravo
 Entre 1995 e 2016, mais de 50 mil pessoas foram resgatadas de situação análoga à escravidão 

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, por meio da Portaria nº 1.129, publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União, alterou os conceitos que definem o trabalho escravo no Brasil. As mudanças atendem a antigas reivindicações da bancada ruralista e, coincidentemente, são publicadas em meio as articulações do presidente Michel Temer para escapar da segunda denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com as novas definições, a “jornada exaustiva” e a “condição degradante” agora dependem da privação da liberdade do trabalhador para serem caracterizadas, ao contrário do entendimento que prevalecia até então e aplicado de acordo com o artigo 149 do Código Penal. A portaria publicada pelo governo Temer altera ainda o conceito de “trabalho forçado”, incluindo a necessidade de concordância do empregado com a sua situação de trabalho. A nova definição contraria o entendimento até hoje aplicado pelas operações de resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão, para quem a anuência ou não do empregado sobre sua situação é irrelevante.

"O governo está de mãos dadas com quem escraviza. Não bastasse a não publicação da lista suja, a falta de recursos para as fiscalizações, a demissão do chefe do departamento de combate ao trabalho escravo, agora o ministério edita uma portaria que afronta a legislação vigente e as convenções da OIT", afirma Tiago Muniz Cavalcanti, coordenador da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), do Ministério Público do Trabalho (MPT).

O vice-coordenador nacional da Conaete, Maurício Ferreira Brito, disse que a portaria do governo é um “instrumento normativo inadequado”, além de desregulamentar a publicação da lista suja do trabalho escravo. De acordo com a Portaria nº 1.129, a lista com os nomes das empresas envolvidas com trabalho escravo passa a ser divulgada apenas quando houver “determinação expressa do Ministro do Trabalho”, o que pode comprometer sua efetivação.

"O Ministério Público do Trabalho não ficará inerte diante de mais uma ilegalidade e está reunido, junto com outras entidades, públicas e privadas, para a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais na sua esfera de atuação", anunciou Maurício Brito. Ele observa que a mudança dos conceitos acontece dias depois da demissão do chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do Ministério do Trabalho, André Roston, e no contexto de outras ações “com natureza de retrocesso, relativas ao combate ao trabalho escravo".


 Fonte: RBA
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MPF pede afastamento cautelar de ministro da saúde de Temer

 

 
O ministério, comandado por Barros, negociava com uma empresa para construção de uma nova fábrica de hemoderivados e recombinantes em Maringá, no Paraná, "sem realizar licitação ou apresentar justificativas científicas, técnicas e legais para a medida", segundo o MPF.

A procuradora Regina Pontes Lopes afirma que Barros tenta "esvaziar as atribuições institucionais da Hemobras para o seu Estado, levando assim a produção e industrialização de hemoderivados essenciais ao SUS (Sistema Único de Saúde) e que, atualmente, são produzidos pela empresa em Pernambuco".

Na ação civil pública, o MPF pede a manutenção do contrato firmado do governo com a empresa pública Hemobras (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), localizado em Pernambuco, evitando uma eventual transferência de tecnologia para processamento de plasma para um instituto que pertence ao governo do Paraná.

"O intento do Ministério da Saúde viola frontalmente os princípios da Administração Pública inscritos na Constituição da República, notadamente o da eficiência e moralidade", diz a procuradora, em nota do MPF.

Segundo o MPF, a transferência da unidade de produção da Hemobras também causa prejuízos, "além de cisão do mercado de fornecimentos de material plasmático, comprometendo 90% do orçamento da empresa pública."

"Isso é fruto da omissão do próprio ministro em dar continuidade a projeto de transferência de tecnologia que implicou investimentos em torno de R$ 1 bilhão para a viabilização da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP)", diz.




Fonte: Portal Vermelho/Agências 
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FERNANDO HOLIDAY ACUSA FLANELINHAS DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA.

Lutar a favor dos ricos e retirar direito dos mais pobres, parece não ser o suficiente para um dos lideres do MBL, que em um absurdo, Holiday tenta tirar o sustendo de flanelinhas.
Num projeto que tramita na câmara de vereadores de são Paulo. O vereador que ficou famoso por escândalos dignos do programa casos de família e por incitar o ódio à esquerda. Fernando Holiday; aquele mesmo do caixa 2 do final de campanha, resolveu apresentar uma pérola aos seus pares. 
Visando mais um ataque aos esquecidos por seu prefeito João Dória, Holiday apresentou um projeto que na prática proibi o serviço de flanelinhas, mas o que chamou atenção foi a forma como foi apresentada a justificativa para aprovação do projeto, Holiday chamou os flanelinhas de formadores de quadrilha. Será que tem moral para tal afirmação?
Holiday é conhecido por atacar negros, homossexuais e pobres, as suas contradições são muitas. No mais recente escândalo o rapaz que se declara homossexual, atacou o ator pornô Alexandre Frota (que diga-se de passagem não é flor que se cheire), chamando ele de tarado por travesti.  O que seria no mínimo esquisito partindo de um homossexual, qual o problema de Holiday com travestis? 
Em outros de seus posts Holiday chamou pobres de porcos que viviam num chiqueiro e comiam restos do estado. Vale lembrar que Holiday defende o prefeito que justamente quem quer implantar uma ração para pobres que seria originada de resto de comida, o que demonstra mais uma vez que guri travestido de político  é um verdadeiro hipócrita, um simples fantoche a serviço de um trabalho sujo, que só atende a elite e prejudica os mais pobres. Fato que partindo de apoiadores do golpe não é nenhuma novidade.
Holiday é a cara da esquerda mais se fantasia e age como de direita reacionária que prefere espalhar ódio, temor e sofrimento aos mais pobres e às minorias. Tentar tirar o pão de cada dia de um trabalhador sem renda extra num país em crise, com taxa de desemprego na casa acima de 13 milhões, é só o começo do fim desse projeto mirim de político que  pretende  um dia  ser gente.


O projeto de lei e os documentos anexos ao tal projeto podem ser vistos no site: http://www.camara.sp.gov.br/vereador/fernando-holiday/
Por: Pedro Oliveira
Finalização: Gabriel Hammer
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Venezuela: Partido de Maduro ganha 17 dos 23 governadores de estados nas regionais



Venezuela: Partido de Maduro ganha 17 dos 23 governadores de estados nas regionais

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no Governo) conquistou, nas eleições regionais de domingo, 17 dos 23 cargos de governadores de estado, anunciou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Os dados foram divulgados pela presidente do CNE, Tibisay Lucena, que precisou terem sido contados 95,8% dos votos, faltando apurar os resultados do estado de Bolívar. A taxa de participação foi de 61,14%, acrescentou.

Segundo o CNE, o PSUV obteve maioria nos estados de Amazonas, Apure, Arágua, Barinas, Carabobo, Cojedes, Falcón, Guárico, Lara, Miranda, Monágas, Portuguesa, Sucre, Trujillo, Yaracuy, Delta Amacuro e Vargas.

Os estados de Anzoátegui, Nueva Esparta, Táchira, Mérida e Zúlia vão ser governados pela oposição ao regime de Nicolás Maduro.

A oposição perdeu o cargo de governador em estados importantes e considerados "ícones" opositores, incluindo, Miranda e Lara.

Ainda não foram apurados os resultados do estado venezuelano de Bolívar.
"Vitória nítida"
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, celebrou hoje o resultado das eleições regionais de domingo, vincando que foi uma "vitória nítida" para o "chavismo" que conquistou 75% dos cargos de governador do país.

"Temos 17 governações, uma vitória nítida. O chavismo arrasou, a oposição tem cinco. Reconhecemos os resultados", disse.

Nicolás Maduro falava no palácio presidencial de Miraflores, acompanhado por vários candidatos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

"Estendo a minha mão a cinco governadores da oposição, para trabalhar pelas suas regiões", frisou, fazendo alusão a que cinco dos 23 Estados da Venezuela vão ser governados por opositores.

"O meu chamado é à paz, porque acredito que é o único caminho para recuperar a prosperidade económica e a estabilidade social", declarou o Presidente venezuelano.

Maduro sublinhou que a Justiça "será aplicada aos governadores que "cruzem a linha".

Por outro lado, o Presidente felicitou os venezuelanos pelo "recorde de participação", vincando que votaram dez milhões de eleitores, para "dizer ao mundo que na Venezuela há paz", que "o caminho não é queimar [provocar incêndios], nem "a violência".

"Esta vitória é uma proeza que tem dito não ao intervencionismo", frisou.



Fonte: RTP

sábado, 14 de outubro de 2017

Anatomia de um golpe naufragado

governo temer

Pela primeira vez estamos diante de um golpe que não se propõe a salvar nada. Ao contrário, se propõe a destruir tudo. Neste sentido, não se pode dizer que ele esteja fracassando
 

Todo golpe de estado fala em “salvar” alguma coisa: a pátria, a nação, a família, a propriedade, o sistema, a economia (os bancos), a tradição, a moralidade e os bons costumes etc.

Pela primeira vez estamos diante de um golpe que não se propõe a salvar nada. Ao contrário, se propõe a destruir tudo: empregos, investimentos, a educação, a saúde, a Petrobras, o pré-sal (aqui não é destruir, é vender), a capacidade de auto-defesa, a tecnologia e a indústria nacionais, o futuro, a política, as eleições o futuro…

Neste sentido, não se pode dizer que ele esteja fracassando. Está cumprindo seus objetivos permanentes, que são estes logo acima descritos. Só não vê quem não quer, só não viu desde o princípio quem não quis. Este princípio aludido foi a guinada para a direita das manifestações (dúbias desde o começo) de 2013, seguida da aplicação da máxima lacerdista em relação à eleição de 2014: a esquerda não deve ganhar, se ganhar não deve poder governar etc. É verdade que houve formas de colaboração das esquerdas: a inépcia jurídica do segundo governo Dilma, a proverbial inapetência petista para mexer na questão da mídia eternamente golpista, a aplicação parcial do receituário neoliberal a partir de janeiro de 2015, coisa que afastou as bases tradicionais de sustentação do governo, por exemplo.

O golpismo da mídia, a conspiração da Lava Jato, as tramas norte-americanas, o entreguismo de Temer e do PMDB, o inconformismo do PSDB, o ressentimento de grande parte da classe média, a avidez plurissecular da burguesia pelas benesses do Estado etc. explicam muita coisa, mas não tudo.

Então o golpe veio, com seu cortejo tétrico de menções às mães, famílias, cidades, invocadas naquele patético dia de abril de 2016 que inaugurou a nova noite em que o país mergulhava. Veio, viu e ganhou. Não fracassou, desejando as aves de rapina pelo governo federal, os cães pastores da extrema-direita pelas ruas. Nano fracassou, portanto. Ele veio para isto mesmo.

Mas naufragou. Ou se atolou em suas próprias contradições. Além de levar ao Palácio do Planalto uma chusma de acusados de todo tipo de crime lesa-pátria, a começar pelo de corrupção endêmica, as iniciativas econômicas do pseudo-governo são um desastre. Como, de resto, o ideário que as alimenta só provoca desastres pelo mundo inteiro, além de alimentar a extrema-direita.

O golpe é um naufrágio, rápido, seguro e de uma vez só. Sem gradualismo. A começar pela brigalhada entre seus próceres na mídia, no Judiciário, e na política. Não se entendem sobre o que fazer com Temer. Como sucede-lo? O que fazer com Aécio? Até mesmo sobre o que fazer com Meirelles e os desastres que provoca. O jeito é manter tudo no lugar e não olhar – nem pra trás, nem pro lado, nem pra frente. Não olhar. Fingir que não se vê o que se vê. É o que faz toda a cambada que apoiou o golpe, nas ruas, nas janelas com as panelas, na mídia, nos tribunais, no Parlamento, talvez até mesmo nas casernas.

Nas casernas? Talvez? Sim, porque este golpe teve um detalhe inovador. Nos golpes tradicionais, os civis golpistas açulavam e açulavam os militares. Estes, por fim, querendo “salvar” a disciplina, punham os tanques nas ruas. E saíam esbaforidos com suas lagartas rangendo pelo asfalto. Mas impunham um ritmo, uma disciplina, mesmo que carregada de repressão, torturas, assassinatos, como os decorrentes de 64 e 68. Os civis do golpe acertavam o passo e aceitavam a ordem unida.

Neste novo estilo neoliberal de golpe passou a prevalecer logo de cara a esculhambação. Faltou combinarem com militares, talvez porque naquele momento não houvesse a corporação por detrás. Ou parte dela, como em 1964.

Agora, enquanto se engalfinham, esperam que algo venha a “salvar” – não a pátria, não a economia, não a moralidade que mais que avacalharam – mas o próprio golpe. Seus candidatos a candidatos não têm luz própria. Bolsonaro, bem, Bolsonaro tem treva própria, é verdade. Mas a cena dele batendo continência à bandeira norte-americana pode promove-lo a líder da burguesia venezuelana, que costumava ir às manifestações anti-Chávez levando pequenas estátuas da Liberdade de Nova Iorque. 

Mas não o credencia muito para ser o líder da burguesia que alimenta os comentários econômicos da mídia mainstream do Brasil, mesmo que ela seja subserviente a Washington e seu consenso.

Hoje, a única coisa que une os golpistas é destruir o legado de um país que se concertava e consertava, e também a candidatura de Lula.

Conseguirão? A ver. Enquanto isto, vão esquartejando o país e cavando o próprio túmulo histórico. 
Haveria militares para salvá-los?

O golpe e seu governo se parecem cada vez mais com uma nau dos insensatos, à deriva da tempestade que deflagraram. Um Titanic da dimensão do Brasil.


Fonte: Rede Brasil Atual
 

UMA LOUCURA QUE NÃO TEM FIM! DRAGON BALL É A NOVA VÍTIMA DA DIREITA!

 

UMA LOUCURA QUE NÃO TEM FIM! DRAGON BALL É A NOVA VÍTIMA DA DIREITA!

Bancada evangélica se junta ao MBL para tentar proibir Dragon Ball de ser exibido no Brasil, um programa de verdadeiro sucesso mundial, agora é o novo alvo dos fascistas.
Se não bastasse a censura às obras de artes, ataques à exposição e todo tipo de sabotagem a democracia, a demagogia e loucura da bancada evangélica e dos radicais da direita. O Movimento Brasil Livre, que de Livre não tem nada, agora encabeça uma campanha para que o desenho  Dragon Ball passe a não mais ser exibido no Brasil, motivo: a falsa vitória de Mister Satan sobre Cel. 
A serie japonesa foi criada por Akira Toriyama. Originalmente iniciada com uma série de mangá  foi escrita e ilustrada por Toriyama. Teve os seus capítulos serializados na revista Weekly Shonen Jump de 1984 a 1995, com os seus 519 capítulos compilados em 42 volumes tankōbon e publicados pela editora Shueisha.  O  desenho é aclamado mundialmente, mas para a bancada evangélica é um culto satânico que levaram crianças do passado a tornarem-se criminosos da atualidade.
Para os defensores desta tese louca; está é claro que o culto a satanás é feito quando se troca a imagem de Jesus cristo como salvador para aclamar Mr. Satan, como salvador da humanidade, gerando confusão na cabeça das crianças que assistem ao desenho. Outros vão além e dizem que o desenho é uma verdadeira incitação à violência, satanismo e culto a falsos deuses, apologia sexual e um desrespeito a moral e bons costumes. A historia volta a se repetir e a nobre arte parece voltar no tempo em que liberdade de expressão era coisa de subversivos e comunistas.
Pegando carona na loucura o MBL chegou a postar um vídeo atacando o seriado japonês. Como a reação foi a pior possível, menos de 4 horas depois o vídeo foi retirado da página do grupo no Facebook.
O que parece um ato de insanidade na verdade é o inicio da tentativa de instalação da censura e o fim da liberdade dos pais decidirem o que as crianças podem ou não assistir, na prática isso quer dizer que a liberdade dos pais de educarem seus filhos estaria em risco, até por que na trama que se passa no desenho, nada tem a ver com religião; e a vitória de Satan é tida como falsa para qualquer criança que assiste os episódios, somente os personagens do próprio desenho sabem que Satan jamais venceu a batalha e que de fato não é o salvador da terra.
A loucura já beira ao ridículo, tá na hora de começarem a investigar o mal que de fato o MBL faz à sociedade, ainda mais aliada as loucuras fundamentalistas de evangélicos. Mais volto a afirmar que nem todo evangélico pensam ou agem de forma igual. Na verdade é apenas a velha historia do bem contra o mau. Tão combatida mais também muito cultuada em dias de hoje. 

Por: Pedro Oliveira
Edição: Gabriel Hammer
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