terça-feira, 12 de setembro de 2017

STF autoriza inquérito contra Temer por corrupção no setor de portos

Presidente é suspeito de se beneficiar da edição de decreto para a área, que teria ajudado empresa que  atua em Santos
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou nesta terça-feira 12 a abertura de um inquérito para investigar o presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de um decreto no setor de portos, que teria beneficiado uma empresa do setor.

Em junho o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo a abertura de uma nova investigação sobre Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para apurar a prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na ocasião o Ministério Público Federal enviou ao STF a denúncia contra Temer.

As acusações se baseiam na delação da JBS, que no momento está suspensa após o vazamento de nova gravação envolvendo Joesley Batista, dono da empresa. A suspeita da Procuradoria-Geral é de que Temer e Loures atuaram para beneficiar a Rodrimar, empresa especializada em comércio exterior e que opera no Porto de Santos, no litoral paulista. Antônio Celso Grecco e Rodrimar Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar, também serão investigados.

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Em agosto, em manifestação enviada ao Supremo, Janot, insistiu na abertura de um novo inquérito e apontou a necessidade de apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva. Segundo a PGR, durante as investigações relacionadas ao caso da JBS foram identificados “outros fatos penalmente relevantes, os quais merecem ser devidamente apurados em inquérito próprio”.

De acordo com informações veiculadas pela imprensa, as suspeitas sobre Temer em torno da edição do Decreto dos Portos surgiram a partir de uma conversa de pouco mais de dois minutos com Loures interceptada pela Polícia Federal em quatro de maio. Loures, que foi assessor especial da Presidência, estava grampeado. O deputado tentava saber sobre a assinatura do Decreto dos Portos e Temer informou o parlamentar que iria assinar o decreto na outra semana.

Depois da conversa com Temer, Rocha Loures passou informações por telefone a Ricardo Conrado Mesquita, membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Terminais Portuários e diretor da empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos.

O nome de “Ricardo” é apontado pela Procuradoria como um dos possíveis intermediários de repasses ilícitos para Temer. Na denúncia que foi enviada ao STF em junho, a PGR descreve os diálogos interceptados que usa para identificar os codinomes “Ricardo”, “Celso”, “Edgar” e “Coronel” como possivelmente pessoas que recebiam repasses para Loures e Temer. 



Fonte: Carta Capital
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Roger, o “inútil”, ofende Adriana Varejão pelo Twitter com imagens pornográficas

 

Roger, o “inútil”, ofende Adriana Varejão pelo Twitter com imagens pornográficas

Por conta de entrevista concedida pela artista defendendo a liberdade de expressão, o antigo roqueiro postou uma foto de Adriana com desenhos pornográficos rabiscados grosseiramente e grafitando a palavra “puta” sobre a imagem.
  

A artista plástica Adriana Varejão, cujas obras compunham o acervo interditado da propalada e cancelada mostra “Queermuseum – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” – realizada pelo Santander Cultural, com curadoria de Gaudêncio Fidelis e sediada em Porto Alegre – se posicionou contra o cancelamento da mostra e a favor da liberdade de expressão, em entrevista que concedeu para o blog #AgoraÉQueSãoElas, direto de Los Angeles, onde prepara uma exposição.

Foi o suficiente para o líder da banda Ultraje a Rigor, Roger Rocha Moreira, postar uma foto de Adriana com desenhos pornográficos rabiscados grosseiramente por cima e grafitando a palavra “puta” sobre a imagem.


Na legenda, o antigo roqueiro escreve: “Fiz essa arte, Adriana. Tudo bem, né? Mostra pra criançada”.

O outrora compositor, que hoje faz fundo musical para as pataquadas de Danilo Gentili, é frequentador assíduo das redes e reconhecido por suas posições conservadoras, xenófobas e preconceituosas.

Já Adriana Varejão, concordem ou não com ela, é uma artista plástica carioca reconhecida internacionalmente, expoente da arte contemporânea brasileira e mundial, de sucesso e relevância artística inquestionáveis. Suas obras foram reiteradas vezes recebidas com celebração por instituições como o MOMA de NY, a Tate Modern em Londres e a Fundação Cartier de Paris.



Fonte: Revista Fórum
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Organização criminosa acaba exposição de artes


Organização criminosa acaba exposição de artes

Não faltava mais nada, o MBL faz campanha de intolerância à exposição de artes Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira.
O MBL, grupo identificado com os ideais da direita, acusou de a exposição promover blasfêmia e pedofilia. Em redes sociais o líder do movimento, mas parecia um jovem com distúrbios mentais do que alguém  instruído. Como alguém consegue seguir um maluco com reflexos de retardo como este doido do MBL?
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Kim kataguiri no auge de sua arrogância acusou de forma burra e grosseira a  exposição de ser de um evento da esquerda e gastar dinheiro público. Uma tática conhecida acusa os outros do que são, afinal quem leu a reportagem MBL no antro da hipocrisia e imoralidade, já entendeu de onde vem o dinheiro de turma.  
Kim  promoveu um verdadeiro show de despreparo e falta de conhecimento, inflamando os seu seguidores para uma realidade que não existe. Kim acusou de atentado ao cristianismo, pedofilia e zoofilia, as obras de artes que nada tinham a ver com sua alucinação. Santa estupidez ou distúrbio?

Agora abaixo segue as imagens da exposição que nada tem a ver com as acusações infundadas de um alienado como Kim Kataguiri.
Senão bastasse a alucinação de um louco, o tal líder liberal se mostrou um completo retardado ao pregar num país laico a total defesa do cristianismo, quando na verdade nem todos no país são cristãos, há de sem lembrar que temos no país, umbandistas, Judeus, muçulmanos, ateístas, budistas e outras inúmeras crenças, que provavelmente o paspalho não conhece.
A informação de que, em Porto Alegre, o Santander Cultural encerrou a exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, por conta de um movimento chamado Movimento Brasil Livre (MBL), é grave, é o inicio de um atentado contra a liberdade de expressão cultural.
Afinal que espécie de movimento liberal é esse que se prende a censura?
Como alguém pode querer se utiliza de artimanhas ofensivas contra as artes?
Qual será o próximo passo? Queimar livros? Quem dera se ele ver o Livro de Ele.
Não é de hoje que o MBL tenta empurrar ideias arcaicas e sem sentido . O mundo não é mais o mesmo onde as pessoas têm de viver na mordaça; ao Santander resta uma explicação à sociedade, por que se deixou influenciar por uma turma de alienados ou  bandidos mirins travestidos de homens intelectuais.

O que o MBL fez foi calar a boca dos amantes das artes, e atentar contra um direito básico da constituição que é o livre direito de expressão.Calar uma cultura limpa e livre.
É claro que alguns dirão que nosso texto não tem nada a ver com o que aconteceu, mas essas conclusões devem ser tiradas pelos leitores, a nós apenas cabe o ônus de noticia-los e alertar o quanto é perigosa essa organização criminosa chamada de MBL. 
Que DEUS proteja a liberdade de expressão e toda forma de cultura. 

Por: Pedro Oliveira
Finalização: Gabriel Hammer
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CUT convoca trabalhadores para semana de mobilizações

 

CUT convoca trabalhadores para semana de mobilizações

Agenda da central começa na quarta-feira (13), dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva presta depoimento em Curitiba. E continua na quinta-feira (14) com atividades contra a reforma trabalhista

  
'Lula representa a vontade de um Brasil melhor e o ponto final dos retrocessos', disse o presidente da central
 
 
Na quarta-feira (13), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve comparecer à Justiça Federal, em Curitiba, para prestar novo depoimento ao juiz Sergio Moro. A CUT incluiu na jornada de mobilizações da central. O presidente da entidade, Vagner Freitas, classifica a perseguição judicial ao ex-presidente como "a tentativa de inviabilizar a candidatura de Lula" à presidência do país em 2018.
Em seu recente congresso extraordinário, a CUT considerou a defesa de Lula como parte da luta pela revogação das medidas consideradas consideradas contrárias aos interesses nacionais e dos trabalhadores adotas pelo governo Temer.

A central, reunida com a Frente Brasil Popular, da qual faz parte, realizará, a partir das 15h, na Praça Generoso Marques, no centro de Curitiba, a "Jornada de Lutas pela Democracia", em apoio ao ex-presidente, enquanto este estará prestando depoimento. Estão programados eventos culturais, além de aulas públicas sobre a condução da Operação Lava Jato pela Justiça.

Ainda nesta semana, na quinta-feira (14), a central reunida com outras entidades sindicais, promove o Dia Nacional de Lutas para Anulação da Reforma Trabalhista. A CUT pretende reunir assinaturas para a criação de uma Lei de Iniciativa Popular que anule a reforma Trabalhista, que entra em vigor no país no dia 11 de novembro. "Essa proposta aprovada por esse governo e esse Congresso corrupto acaba com sua carteira assinada", afirma Vagner.



É possível acessar os materiais de campanha, bem como a programação dos atos e mais informações sobre a reforma Trabalhista na página da CUT na internet.



Fonte: Rede Brasil Atual 
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Filme da Lava Jato: entre a realidade e a ficção


 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Filme da Lava Jato: entre a realidade e a ficção

Filme foi estreado no dia 7 de setembro, um dia após o depoimento de Antonio Palocci

O porvir é a aniquilação do processo penal brasileiro e, em consequência, de diversos instrumentos da nossa democracia

 

“Pacto de sangue”. A frase dita pelo ex-ministro Palocci ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira, 06 de setembro, após um ano preso e contradizendo seu depoimento anterior, para qualificar a relação entre o ex-presidente Lula e a Odebrecht, aproxima ainda mais a operação Lava Jato de uma peça de ficção. Peça, aliás, já transposta para as telas de cinema, cuja sessão de pré-estréia contou com servidores públicos — juízes procuradores e outros — rindo às gargalhadas em suas poltronas. A Lava Jato, para essas pessoas que deveriam ser impassíveis e sóbrias diante da responsabilidade que seus cargos exigem, indica ter virado entretenimento. A investigação sobre a vida de sujeitos, os julgamentos que podem custar-lhes a liberdade, foram visualizados pelos agentes que os conduzem em uma telona enquanto comiam pipoca, trocavam afagos recíprocos e conversavam amenidades, como em uma sala de espetáculo.

O filme, que estreou oficialmente nesse 07 de setembro em todo o Brasil, no exato dia seguinte ao depoimento de Palocci e a menos de dez dias do novo depoimento de Lula em Curitiba, custou 16 milhões, bancado por “financiadores ocultos”, segundo o produtor. O diretor Marcelo Antunez possui um currículo pouco extenso. Curiosamente, seus únicos filmes conhecidos são três comédias. Mas já anunciou que a Lava Jato renderá uma trilogia. Ao ser entrevistado, disse que o filme é “apolítico”. Uma afirmação que não pode ser assimilada de outra forma: é desonesta! Nada mais político do que transpor para a linguagem cinematográfica, com todo o fascínio novelesco e ficcional, a luta entre “o bem e o mal”, exercitando as emoções que ligam o espectador aos homens, sendo esses personagens da vida real e política do país, despidos então de suas naturais complexidades para transmutarem-se em heróis ou bandidos.

A operação Lava Jato completou três anos em março de 2017. Se ela pretendeu ser, em seu primórdio, um trabalho investigativo dentro do sistema de justiça brasileiro, sereno sobre corrupção, esse propósito, correto e digno, há muito se perdeu. Juízes e procuradores deixaram-se levar pela popularidade e vaidade, comportando-se em larga medida como agentes políticos, descumprindo normas e princípios do direito processual penal e da Constituição Federal para alcançar determinados fins. Termos cunhados fora da legalidade, como “convicção”, personagens literários como Sherlock Holmes, têm sido adotados na representação discursiva das peças processuais, em teorias interpretativas onde realidade e ficção se confundem e se entrelaçam na construção de representação do mundo, em que os interlocutores estão divididos e identificados simbolicamente com deuses ou criminosos.

Embora questionada dentro e fora do Brasil por renomados e respeitados teóricos e operadores Direito, a operação Lava Jato parece ter conseguido naturalizar procedimentos que antes pareceriam difíceis de imaginar em uma democracia que se supunha madura. Um juiz que assume claramente o lado de parte no processo, tratando inclusive de questões que dizem respeito à investigação, é uma desconstrução do significado da imparcialidade como princípio. Delações premiadas feitas com réus presos, alteração de conteúdo de depoimento, feita para negociar redução de pena e mudança na regra de cumprimento, assemelha-se inexoravelmente a uma tortura moderna. Teorias estrangeiras incorporadas ao nosso ordenamento jurídico de forma distorcida também compõem o cardápio, que já alcançou a declaração de um Tribunal de segunda instância de que essa não é uma operação “comum”, que necessite seguir as regras.

Nem mesmo quem defende a operação Lava Jato consegue, sequer superficialmente, negar que o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, tem a clara intenção de condenar o ex-presidente Lula, na primeira como em qualquer das ações, independente de qualquer prova. Sua aliança — explicita e comemorada — com o Ministério Público, com quem forma, segundo o procurador Deltan Dallagnol, uma “equipe”, por si só, seria bastante para que o processo fosse anulado de acordo com as normas que o regem.

Tendo se tornado personagens de cinema, objetos de observação para transposição romanesca, a considerar o comportamento adotado até aqui, é amedrontador imaginar o que procuradores e juízes da Lava Jato pretendem fazer para estimular as películas vindouras da trilogia cinematográfica, de forma a engrandecer o desejo de sua representação como paladinos da moral. O temor induz à lembrança do anjo pintado por Paul Klee, em tela interpretada por Walter Benjamin, que via a História do futuro como angustia e sofrimento.

A pretender ser uma película instrutiva, cinema de arte, o filme sobre a Lava Jato poderia enquadrar-se no realismo fantástico. Seu intento de conferir verossimilhança ao que é aparente ou abstrato está posto, o contraste do idealizado com a razão também. Alguns fatos narrados, de tão impressionantes e improváveis, poderiam ser traduzidos como sobrenaturais. O cotidiano da operação é repetitivo e cheio de antecipações, como profecias. As sucessivas e intermináveis fases possuem nomes que dialogam com o prosaico. E ela assemelha-se, metaforicamente, a um polvo, com tentáculos que se creem éticos e alcançam a delinquência em vários cantos da nação.

Mas o filme passa ao largo de qualquer intento artístico, é apenas tradicional e mercadológico, criado com objetivo específico de estimular e adicionar números ao apoio popular a uma operação em andamento que ganhou ares de série de TV, com várias temporadas. Pode ser que queira também influenciar o resultado eleitoral. Afinal, quais os interesses de quem tirou 16 milhões do caixa pra financiar a obra? Pergunta impertinente de resposta improvável! Ou quem sabe o filme queira apenas justificar todas as arbitrariedades já cometidas pela operação e as futuras. Não se sabe.

O que é possível delinear é que no mundo real, o porvir da Lava Jato é a aniquilação do processo penal brasileiro e, em consequência, de diversos instrumentos da nossa democracia. É a criminalização da política, com recortes para atingir apenas os segmentos, coletivos e personalidades que interessam aos seus protagonistas. Não é um caminho, é um atalho para nossa ruína civilizatória.



Por: Tânia Maria de Oliveira
Adaptação:  TeamGHammer
Fonte: Brasil de Fato

 

PF vê indícios de crime de corrupção de Temer e partidários

 

Segundo informação da Coluna do Estadão, as investigações apontaram que os integrantes da cúpula do PMDB participavam de uma organização criminosa, que mantinha uma estrutura com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Para a Polícia Federal, os integrantes da cúpula do partido se organizaram como o objetivo de obter "vantagens indevidas" na administração pública direta e indireta. Entre os crimes atribuídos ao grupo, estão corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas.

O relatório sobre o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, porque entre os apontados como responsáveis estão políticos com foro privilegiado.

O Supremo Tribunal Federal remeterá o inquérito para a Procuradoria Geral da República, que, se concordar com os argumentos da PF, apresentará denúncia contra os envolvidos ao STF.

Em junho, Temer foi denunciado pela primeira vez pelo procurador Rodrigo Janot, sob acusação de corrupção envolvendo a JBS. Depois de liberações de emendas e distribuições de cargos para aliados de Temer, a Câmara dos Deputados decidiu suspender o trâmite da denúncia no dia 2 de agosto.




Fontes: Portal Vermelho / Agências

sábado, 9 de setembro de 2017

Barroso: Nova denúncia contra Temer mostra sistema político ruim

barroso

Em palestra nesta sexta-feira (8) em Washington, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso disse que o pedido de abertura de um novo inquérito contra o presidente Michel Temer mostra que o sistema político brasileiro “opera de forma muito ruim”

“Esse indiciamento confirma que o sistema opera de forma muito ruim, porque é um sistema no qual todos os atores relevantes enfrentam problemas. Provavelmente todos os ex-presidentes menos um enfrentam problemas”, disse Barroso, que não quis confirmar se o pedido de abertura de novo indiciamento já havia sido encaminhado para a presidente do STF, Cármen Lúcia.

“O relator vai checar as formalidades básicas e o próximo passo será mandá-lo para a Câmara dos Deputados de acordo com o procedimento constitucional estabelecido para o indiciamento do presidente”, limitou-se a dizer Barroso durante evento no Brazil Institute do Wilson Center, na capital americana.

Questionado sobre a possibilidade de prisão dos delatores da JBS, incluindo Joesley Batista, depois que o procurador-geral, Rodrigo Janot, decidiu pedir a revogação da imunidade concedida sob acordo de delação, Barroso também evitou comentar.

“Os juízes falam depois de decidir, ao fim da investigação. Quando vier para a mão, vou ter uma opinião. Agora, sou estou olhando”, disse.
Com a revogação da imunidade, haveria a possibilidade de Janot pedir sua prisão.



Leia mais no Notícias ao Minuto.
Via: Debate Progressista
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PGR pede prisão de Joesley, Ricardo Saud e ex-procurador Marcello Miller

A Procuradoria-Geral da República pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva do dono da JBS, Joesley Batista, do diretor da empresa Ricardo Saud, e do ex-procurador Marcello Miller. Miller continua a prestar depoimento na noite desta sexta-feira na sede da Procuradoria Regional da República da 2ª Região, no Centro do Rio. O depoimento já dura mais de sete horas.

Os pedidos de prisão serão encaminhados ao relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin. Ele ainda não teve acesso aos pedidos. A tendência é que examine com cautela ao longo do fim de semana antes de tomar uma decisão.

Janot deve enviar também ao STF a rescisão do acordo de colaboração premiada firmado por Joesley e Ricardo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Como o acerto previa imunidade total aos delatores, ele terá de ser revisto para que os dois vão para trás das grades.

O advogado é suspeito de fazer jogo duplo, ou seja, atuar como investigador do grupo de trabalho da Lava-Jato e, ao mesmo tempo, defender os interesses de executivos da J&F no início deste ano, conforme entendimento unânime da equipe de auxiliares mais próximos do procurador-geral Rodrigo Janot.

A equipe do procurador-geral considera que ao patrocinar a defesa do empresário Joesley Batista e outros delatores da J&F, controladora da JBS, o ex-procurador incorreu em crimes como envolvimento com organização criminosa, exploração de prestígio e obstrução de justiça. Neste caso, o dono e o diretor da JBS também violaram o acordo de delação por ter suprimido informações relevantes.


Na conversa, gravada involuntariamente, os dois falam sobre sobre contatos e favores recebidos de Miller no período que pré-tratativas do acordo de delação premiada deles e de outros executivos da J&F. Os dois também discorrem sobre como arrancar do ex-ministro José Eduardo Cardozo revelações comprometedoras sobre ministros do STF.

Miller pediu exoneração em 5 de março desde ano, mas a portaria só passou de demissão só passou a valer a partir de 5 de abril. Neste período ele teria se apresentado como advogado e atuado em defesa dos interesses dos executivos da J & F.





Fonte: O Globo
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PT aponta que afirmações de Palocci ocorrem “sem provas”





sexta-feira, 8 de setembro de 2017

PT aponta que afirmações de Palocci ocorrem “sem provas”

   

Foto: Agência Brasil

Lula e Dilma também responderam a acusações de ex-ministro


Preso desde setembro de 2016 pela Lava Jato, o ex-ministro Antonio Palocci prestou depoimento como réu ao juiz federal Sérgio Moro na última semana. Como já era aventado, seu relato incriminando Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff consolidou sua intenção em realizar uma delação premiada.

O Partido dos Trabalhadores (PT), assim como os ex-presidentes, reagiram ao que foi dito. Em nota pública, a Comissão Executiva Nacional do PT afirma que o relato de Palocci se deu “sem apresentação de provas”, o que tornaria “mais claro o caráter de perseguição política movida por setores da Justiça” contra a legenda. 

Palocci foi condenado por Moro a 12 anos de prisão em junho de 2017. Seu novo depoimento contrasta com o prestado antes da sentença, em maio deste ano, no qual não apontava envolvimento do ex-presidente em supostos esquemas de corrupção com a Odebrecht.

Para o PT, Palocci repete o feito por Delcídio do Amaral e Léo Pinheiro, que mudaram seus depoimentos “buscando a diminuição de suas penas, depois de permanecerem presos por um longo tempo”.  O partido também atentou para o período de tempo do novo relato, realizado “às vésperas de um novo depoimento de Lula ao juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba” e “em um momento em que ele lidera todas as pesquisas de opinião para as eleições de 2018 e após o êxito de sua caravana pelo Nordeste”.

O Instituto Lula, também em nota, afirmou que o novo relato de Palocci reforça arbitrariedades cometidas contra o ex-presidente.  

“Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se defender como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida as acusações do Ministério Público”. 

As afirmações do ex-ministro devem ser compreendidas como a “situação de um homem preso e condenado em outros processos pelo juiz Sérgio Moro que busca negociar com o Ministério Público e o próprio juiz Moro um acordo de delação premiada que exige que se justifique acusações falsas e sem provas contra o ex-presidente Lula”, sinaliza o documento.

Dilma Rousseff contestou a acusação de que teria beneficiado a Odebrecht ao não permitir que a mesma empresa ou consórcio ganhasse a concessão de mais de um aeroporto.

“Tal decisão foi tomada pelo governo para gerar concorrência entre as empresas concessionárias de aeroportos. Buscou-se evitar que, caso uma empresa tivesse a concessão de dois aeroportos, priorizasse um em detrimento do outro. A empresa Odebrecht, que ganhou a disputa junto com o grupo Changi, pagou R$ 19,018 bilhões pela outorga do Galeão. Sem dúvida, é a maior outorga paga por aeroportos no Brasil, o que afasta a acusação de beneficiamento indevido declarada por Palocci”, escreveu em nota. 

“A colaboração implorada é o esforço de sobrevivência e a busca por liberdade. Isso não significa que se amparem em fatos e na verdade. É um recurso desesperado para se livrar da prisão”, finalizou o texto de Rousseff. 



Fonte: Brasil de Fato

 

Moro prepara uma emboscada para Lula? Todos a Curitiba!



Curitiba, capital da República do Paraná, está se tornando novamente o campo de batalha pela liberdade de Lula. Nos dias que antecederam a ocupação de Curitiba, os militantes da esquerda preparam caravanas para ocupar a terra da Lava Jato e garantir dezenas de milhares de seguranças para o petista, ele ia ser preso, mas a militância impediu isso.

Em cinco dias, no dia 13 de setembro, Lula irá novamente a Curitiba, e novamente é preciso garantir sua liberdade, pois os golpistas conspiram para prendê-lo neste mesmo dia e mesmo lugar. Esta semana, eles mostraram suas cartas.

Nesta semana uma série de eventos mostra o perigo da ida de Lula a Curitiba. Em primeiro lugar, Rodrigo Janot, em uma provocação aberta, indiciou Lula, Dilma e a direção do PT por formação organização criminosa e de tentar obstruir a Lava Jato. Em 24 horas, Palocci, após meses de pressão e de ameaças, faz uma delação fantasiosa contra Lula, acusa-o de ser corrupto e líder do esquema de corrupção. Estes dois eventos são bastante agressivos, e em uma semana, não poderiam ser coincidência, mas não é só isso.

Nesta mesma semana a imprensa golpista introduziu uma campanha virulenta contra Lula, evidenciada pela capa do jornal O Globo, que leva o leitor a crer que as malas de dinheiro de Geddel Vieira Lima são do PT, e ainda fizeram o que podiam para ligar Geddel a Lula. Para concluir a obra, no dia ontem, foi lançado o filme da Lava Jato, uma peça longa de propaganda contra Lula financiada pelos golpistas.

Não são eventos aleatórios que aconteceram sincronizados por mera coincidência (há quem acredite em coincidências?). Os acontecimentos desta semana apontam para uma operação política, possivelmente para preparar a prisão de Lula no dia 13 e é preciso dizer isto em alto e bom som, antes que seja tarde.

O momento político também aponta isso. A campanha pelas Diretas já! chegou a seu ponto mais baixo, a Frente Brasil Popular está desmobilizada e grandes mobilizações estão há algum tempo sem acontecer. Existe uma dispersão, podemos dizer assim, um refluxo da mobilização contra o golpe, propiciando a manobra golpista.

Uma situação similar existia nos dias que precederam o 10 de maio, existia também uma baixa, mas a mobilização de Curitiba ajudou a quebrá-la, e mesmo nas condições da época, vencemos. É preciso mobilizar para vencer novamente.


É preciso vencer a desmobilização e ocupar novamente Curitiba contra Moro, o golpe e os golpistas. Chamamos todos os que lutam contra o golpe e contra a prisão de Lula a não perder um minuto e organizar a ida para Curitiba!



Fonte: Causa Operaria

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