quinta-feira, 30 de junho de 2011

A importância de um rádio legal

Brasil afora, as rádios piratas e ilegais se multiplicam, trazendo problemas para a população, prestando maus serviços à sociedade e aumentando a criminalidade.
A grande população brasileira ao ligar o rádio, muitas vezes não sabe o que está por detrás da sintonia de algumas emissoras em seu dial. Fato comum nas grandes e pequenas cidades são as rádios piratas, que atuam de forma ilegal, sempre trazendo prejuízos para a população. Além de crimes praticados com anúncios ilegais, prestação de serviços para o tráfico de drogas, interferência nas transmissões das polícias e de aviões, causando acidentes fatais e de grandes proporções, a pirataria das rádios ilegais não respeita a legislação, a constituição e prega a idéia de que o crime compensa.
Por isso, as associações estaduais de radiodifusão, juntamente com a Abert - Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão, estão trabalhando com a conscientização da população brasileira sobre esses crimes, que são um grande problema que grassa Brasil afora, contando com a impunidade e com a omissão de toda sociedade.
Para esclarecer o que é uma rádio ilegal, a AMIRT - Associação Mineira de Rádio e Televisão, trabalha diuturnamente apontando as diferenças entre uma rádio legal e uma ilegal, expondo as características de cada uma delas.
As Rádios legais são todas aquelas que conseguiram do poder concedente, Ministério das Comunicações, atos de permissão, concessão ou autorização para operar no território nacional.
São emissoras de radiodifusão sonora AM - amplitude modulada, FM - Freqüência Modulada, OC - Ondas Curtas e OT - Ondas Tropicais. Elas têm sua operação regulamentada por legislação federal e por acordos internacionais de mútua proteção. Para obterem concessões, passam por concorrências públicas, nas quais podem se habilitar todo e qualquer cidadão brasileiro.
As rádio comunictárias pertencem a uma radiodifusão bem específica, que normalmente opera na faixa de freqüência de FM e foi regulamentada no ano de 1998. Sendo assim, toas as autorizadas legalmente e que operam dentro dos parâmetros previstos pela legislação vigente, são também emissoras de radiodifusão legal.
Infelizmente, com a criação e a denominação desse serviço comunitário, criou-se, extra-oficialmente, uma nova denominação às emissoras anteriormente existentes, dividindo-as em emissoras educativas e comerciais.
Como se a criação desse novo serviço fosse justificada pelo fato das emissoras comerciais, até então existentes, nada fizessem pelas suas comunidades, além de explorá-las comercialmente.
Elas não podem veicular propaganda comercial, podendo obter somente patrocínios sob forma de apoios culturais de entidades localizadas na sua área de cobertura. Não podem ter fins lucrativos e nem vínculos de qualquer tipo, com partidos políticos, instituições religiosas, entre outras entidades. Devem, por determinação legal, divulgar a cultura, o convívio social eventos locais; noticiar os acontecimentos comunitários e de utilidade pública; promover atividades educacionais.
A radiodifusão comunitária tem cobertura restrita. Uma rádio comunitária que não atende as exigências da Lei é considerada ilegal.
As rádio ilegais e piratas são emissoras que não possuem qualquer tipo de autorização do poder concedente. Atrás de uma máscara supostamente romântica, elas se auto-determinam Rádio Comunitárias. Porém, escondem uma prática condenada tanto pelos órgãos governamentais, como pela polícia Federal, responsável por coibir a prática de delitos tipificados na Legislação Federal.
Quando detectadas e interrompidas pela ANATEL e pela polícia Federal, recorrem ao Judiciário, alegando estarem prestando serviços comunitários. Culpam a falta de agilidade do Ministério das Comunicações em atender seus pedidos de autorização. No entanto, muitas vezes, sequer deram entrada em pedidos de abertura ou em documentos visando as suas habilitações. Não cumprem as exigências impostas às emissoras legais, logo vivem na clandestinidade.
Instalam-se em locais de difícil acesso à fiscalização, normalmente em logradouros onde residem grande quantidade de pessoas que poderão estar sujeitas a riscos de saúde física por irradiações eletromagnéticas.
Utilizam qualquer tipo de equipamento transmissor, sem possuir certificados da ANATEL, muitos de baixo custo, desprovidos de filtros protetores contra emissão de freqüências indesejáveis, podendo vir a causar interferência a outros serviços de comunicações, como os de segurança pública, bombeiros, ambulâncias e de proteção a voos.
Algumas utilizam freqüência, potência e outras características técnicas de operação sem estarem dimensionadas pelos órgãos federais e, muitas vezes, fora de limites aceitáveis, o que amplia a possibilidade de interferência. Outras utilizam a freqüência atribuída à localidade para o serviço de radiodifusão comunitária, mas é interferida quando esta vem a ser autorizada.
Muitas vezes se dizem comunitárias, mas não tem qualquer compromisso com as comunidades onde se instalam, nem tampouco com a verdade. Praticam a comercialização de espaços publicitários, praticando preços irrisórios, já que não registram seus empregados e pagam baixíssimos salários, se recolherem impostos.
Saber identificar uma rádio clandestina e denunciar aos órgãos competentes é dever de todo cidadão, é o livre exercimento da cidadania. Não podemos mais ser cúmplices com a criminalidade que domina nossas cidades, com a pirataria que nos causa tantos prejuízos. É hora de se conscientizar e denunciar, só assim teremos uma sociedade mais saudável e um povo vivendo a cidadania plena.
*presidente da Associação Mineira de Rádio e Televisão

Governo e operadoras firmam acordo de internet de 1 mega a R$ 35

Segundo o ministro das Comunicações, o documento será assinado hoje à tarde pelas operadoras e será publicado em edição extra do Diário Oficial da União
BRASÍLIA - Depois de muita queda de braço, as empresas de telefonia assinarão hoje um termo de compromisso para que os brasileiros tenham internet de 1 mega a R$ 35 no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse à Agência Estado que o documento será assinado hoje à tarde pelas operadoras e será publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
Para chegar a um consenso, a presidente Dilma Rousseff concordou em retirar do documento a obrigação de as empresas garantirem no mínimo 40% de velocidade contratada, mas exigiu da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a aprovação, até 31 de outubro, dos regulamentos que garantirão maiores velocidades aos usuários de telefonia fixa e móvel. "Ela abriu mão dessa exigência, mas deixou claro que vai pegar no pé na questão da qualidade. Tanto que a data para que a Anatel aprove e publique os regulamentos constará no decreto", afirmou Bernardo.
Conforme antecipou ontem a Agência Estado, a reunião entre governo e empresas foi interrompida na noite da última terça-feira, por determinação da presidente, para a inclusão de parâmetros de qualidade e velocidade da banda larga. Dilma queria que as operadoras assumissem a obrigação de garantir no mínimo 40% da velocidade contratada e 70% de velocidade média até 2014.
As empresas se surpreenderam com as metas de qualidade, que superam até os padrões internacionais e argumentaram que não teriam condições de avaliar o impacto financeiro nas propostas em um prazo tão exíguo. Mas só depois de o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, ter sido convocado ontem à noite e assumir o compromisso de acelerar a votação dos regulamentos de qualidade da banda larga é que Dilma abriu mão dessa exigência.
Hoje, no caso da banda larga móvel, as operadoras só garantem 10% da velocidade contratada. Com as novas normas, esse porcentual subirá para o mínimo de 30% nos horários de pico e 50% nos horários de menor tráfego. Um ano depois, esses índices subirão para 50% e 70%, respectivamente.
O governo não abriu mão de aplicação de sanções caso as operadoras descumpram as metas do PNBL. As penalidades vão de antecipação de metas a multas. "As multas têm os mesmos valores aplicados pela Anatel, mas o trâmite de aplicação das penalidades será diferente", explicou Bernardo.
O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse à Agência Estado que está "otimista" na assinatura do acordo com o governo hoje. "Há uma boa probabilidade. Estamos otimistas", disse. O executivo afirmou, no entanto, que ainda precisam ser feitos alguns ajustes. A Oi tem posição semelhante. "A intenção de todo mundo é fechar. Mas há algumas questões em aberto para serem pactuadas ainda", afirmou uma fonte da empresa.
A pressa do governo para publicar o termo de adesão ao PNBL é porque hoje vence o prazo de vigências das antigas metas de universalização das concessionárias de telefonia fixa. Como as empresas estavam resistentes em aderir ao PNBL, o governo fez uma negociação cruzada, ao retirar algumas metas em troca da adesão ao programa do governo.

O Papa tuíta: ''Queridos amigos, acabo de lançar o News.va. Louvado seja o Senhor!''

O Papa Bento XVI decidiu, ele mesmo, promover o novo portal de informações do Vaticano, News.va. E, para isso, nada melhor do que enviar uma mensagem através da página de microblogging Twitter.

"Queridos amigos, acabo de lançar o News.va. Louvado seja o Senhor. Com minhas orações e bençãos, Benedictus XVI", tuitava o Sumo Pontífice na tarde desta terça-feira.
Embora o perfil do Vaticano News exista no Twitter desde março do ano passado (com versões em inglês, francês e italiano), este é o primeiro tuíte assinado pelo papa, segundo a Reuters.
Segundo informado pela Sala de Imprensa do Vaticano, no portal informativo – com versão em italiano e em inglês –, poderão ser consultadas todas as notícias divulgadas pelos diversos meios da Santa Sé , como a própria Sala, o jornal do Vaticano L'Osservatore Romano, a Rádio do Vaticano, a agência Fides e o Serviço de Informação do Vaticano (VIS).
O portal será inaugurado oficialmente na Internet pelo próprio Bento XVI nesta quarta-feira, por ocasião da solenidade dos santos Pedro e Paulo e da celebração do 60º aniversário de ordenação sacerdotal do pontífice.
O presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, destacou que esse novo portal de informação "é uma homenagem" ao papa pelo seu 60º aniversário de ordenação e "a expressão da fidelidade e da dedicação ao Santo Padre" dos diversos dicastérios da Cúria Romana.
Os usuários poderão acessar esse portal também através das redes sociais, principalmente através do Facebook e do Twitter, e poderão visualizar as atividades do papa, como o Angelus dos domingos ou as viagens apostólicas, ao vivo, por meio da página.
O Vaticano encomendou o projeto e o aspecto técnico dessa página a uma agência espanhola chamada 101 e dirigida por Gustavo Entrala, que destacou que essa nova iniciativa demonstra "como a Igreja Católica está aberta aos usuários".


Google anuncia nova rede social

Los Angeles (EUA) - A gigante da internet Google apresentou nesta terça-feira Google+, um novo projeto de rede social que aposta em ordenar os contatos em grupos para direcionar os destinatários de cada mensagem como um diferencial do Facebook.
Trata-se de uma nova tentativa da Google para competir no rentável mundo das redes sociais virtuais onde suas propostas anteriores Buzz e Wave não tiveram o sucesso esperado.
Google+ foi lançado em versão de teste e está disponível unicamente sob convite, segundo publicou Vic Gundotra, vice-presidente de Engenharia da companhia através do blog institucional onde postaram seis vídeos de apresentação.
"O problema dos serviços online atuais é que consideram que todas as pessoas que conhecemos são nossos amigos e a forma como compartilhamos a informação com nossos contatos nem sempre pode ser a mesma", afirmou Gundotra, se referindo a diferenças entre a intimidade entre amigos, colegas de trabalho e até chefes.
A solução que a Google propõe é uma plataforma baseada em "círculos sociais" nos quais as comunicações se organizam em grupos de contatos em função dos critérios do usuário.
Vic indicou que "cada conversa online (com mais de 100 amigos) é uma superexposição pública", razão pela qual considera que cada vez se compartilha menos informação.
Facebook, que segundo os últimos dados oficiosos já superou os 750 milhões de usuários no mundo todo, conta também com ferramentas para criar grupos dentro da rede social apesar de muitos usuários compartilharem informação com seus "amigos" indiscriminadamente.
Essa rede social é um projeto que foi supervisionado diretamente pelo novo CEO da Google, Larry Page, enquanto a empresa acredita que será uma ameaça ao Facebook.
*da Agência EFE

Dez filmes ganham verba para serem lançados no exterior

Programa distribui US$ 250 mil por ano para promover produções brasileiras; dinheiro não vai para produtores
Investimento é visto como única forma de concorrer num mercado de cinema dominado por "blockbusters"
"Os Famosos e os Duendes da Morte" (2009), longa-metragem de estreia de Esmir Filho, foi lançado, no ano passado, em dez salas de cinema do país. Foi visto, de acordo com dados da Ancine (Agência Nacional de Cinema), por 7.800 espectadores.
Elogiado pela crítica e premiado em festivais, "Os Famosos e os Duendes da Morte" faz parte daquele grupo de filmes que, a despeito de suas qualidades, sofre para conseguir cavar espaço no mercado de exibição, que é formatado para produções de outro feitio -leia-se aqueles "comerciais".
Pois, ainda assim, essa fábula passada numa pequena cidade do Rio Grande do Sul conseguiu ser lançada na França, em Portugal e no Japão. Nos três países, chegou com relativa estatura.
"Os Famosos e os Duendes da Morte" é um dos 20 filmes brasileiros que, nos últimos dois anos, receberam apoio institucional para viajar.
Criado em 2009, pelo programa Cinema do Brasil, que tem o objetivo de promover internacionalmente o cinema nacional, o projeto distribui US$ 250 mil por ano para dez filmes.
Parte do dinheiro sai do programa Cinema do Brasil; parte vem da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações) e do Ministério das Relações Exteriores.
Neste ano, o programa vai apoiar o lançamento de "Tropa de Elite 2" na Polônia, de "Nosso Lar" na África do Sul, de "Trabalhar Cansa" na França, de "As Mães de Chico Xavier" no Chile, de "Diário de Uma Busca" na França e de "A Marcha da Vida" nos Estados Unidos.
Contrapartida
O que chama a atenção é que quem recebe a verba não é o produtor nacional, e sim os distribuidores internacionais. "O que o cinema do Brasil faz é amortizar o risco dos distribuidores", diz André Sturm, um dos idealizadores do programa.
Detalhe: para ter acesso aos US$ 25 mil dados pelo Brasil, o distribuidor compromete-se a colocar US$ 15 mil próprios.

O português Luís Apolinário é um dos que, impulsionado pelo apoio, comprou dois filmes brasileiros, "Duendes" e "Estômago".

Apolinário diz que, no caso de "Estômago", a decisão de lançamento não passou diretamente pelo programa.

Mas pondera: "O que foi completamente diferente foi a capacidade de marketing que o apoio nos possibilitou. Sem o apoio, seria um lançamento tímido. Porém, com esses meios, foi uma estreia com enorme repercussão midiática".
Barulhão
Sara Silveira, produtora de "Duendes" e de "Trabalhar Cansa", que acaba de ser beneficiado pelo apoio, diz que, não fosse essa verba, os filmes, mesmo que lançados, ficariam à sombra. "Com esse dinheiro, eles convidam diretores, atores, fazem um barulhão", afirma.
Diversas cinematografias, como a francesa, a alemã e a dos países nórdicos, têm programas semelhantes.
Trata-se, segundo esses governos, da única maneira de suas produções se fortalecerem um pouquinho num mercado em que os blockbusters dão as cartas.

O filho da Grande Imprensa

Causa espanto que uma imprensa sempre tão ciosa de ter seu direito à liberdade de expressão cassado, censurado, suprimido, tenha de livre e espontânea vontade desistido de divulgar assunto tão mobilizador de corações e mentes como o do "filho de FHC". Quando foi para falar sobre Lurian Cordeiro, filha de Lula, o comportamento foi bem distinto.
Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa decide tratar, destratar, maltratar ou não tratar assunto que por algum infinitésimo de segundo lhe cause incômodo na esfera política. Refiro-me ao filho adulterino do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a jornalista Miriam Dutra, então funcionária da Rede Globo de Televisão. A vida do inocente filho sempre foi permeada por mistério, muitos silêncios, excessivas pausas e imoderada paciência em levar a público o que já era de conhecimento de meia Brasília política, de meio país dos mexericos e se podiam contar nos dedos os jornalistas desinformados de paternidade tão noticiada nos bastidores do Poder quanto sigilosa nos meios noticiosos de circulação nacional e de maior audiência radiofônica e televisiva.
Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa vem, com atraso de 19 anos, dar conta que o filho do experiente político com a renomada jornalista na verdade não é seu filho biológico: dois exames de DNA deram negativo. E o mesmo espanto é estendido à informação de que este filho, mesmo não sendo seu do ponto de vista biológico é assumido plenamente pelo velho patriarca como seu por “laços afetivos e emocionais”. E o assunto somente terá seu capítulo final após sua morte que é quando seus três filhos legítimos com D. Ruth Cardoso irão tratar do sensível tema chamado direito à herança. Até lá, este mais novo desdobramento de uma notícia há tanto tempo vetada de vir à luz pública, não por força de monstruosos sensores, e sim, de decisão editorial envolvendo os principais jornais do eixo Rio-São Paulo, as revistas de maior circulação nacional e as redes de televisão de maior audiência.
Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa aceitou ser “furada” por uma revista de modesta circulação nacional e, para completar o contraste do furo, de regularidade mensal – a Caros Amigos. E foi em sua edição nº 37, de abril do ano 2000, que o editor de Caros Amigos Palmério Dória publicou a matéria “Por que a Imprensa esconde o filho de oito anos de FHC com a repórter da Globo?”. A revista questionava o silêncio concedido pela grande imprensa ao assunto, e apontava o grave contraste com o estardalhaço com que esta mesma grande imprensa tratara de filhos ilegítimos de outras personalidades do mundo político como Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, não por acaso, também ex-presidentes da República.
Causa espanto que uma imprensa sempre tão ciosa de ter seu direito à liberdade de expressão cassado, censurado, suprimido, tenha de livre e espontânea vontade (editorial) desistido de divulgar assunto tão mobilizador de corações e mentes. Vale registrar que, à época, não foram poucos os jornalistas que se apressaram a não acusar o golpe – no caso o furo protagonizado por Caros Amigos – e deixando claro que o “filho ilegítimo de FHC” se tratava tão-somente de um “assunto pessoal”, desprovido de qualquer “teor jornalístico” e não oferecendo aqueles características basilares que têm o poder de converter a mera informação de bastidor em “notícia capaz de interessar à opinião pública”.
Causa espanto que o assunto, desde seu nascedouro, no caso, desde o nascimento do pequeno Tomás Dutra Schmidt, o tema já se impunha com todos os ingredientes com que uma informação assume ares e jeito de notícia e mesmo assim foi escanteado para o misterioso arquivos dos “assuntos que são, mas não deviam ser notícia”. Tinha a marca da novidade, relevância, importância (por se tratar de filho do Presidente da República); configurava aspectos de raridade (porque não é comum deixar de noticiar a existência de filho ilegítimo de um Presidente da República), trazia a força capaz de atiçar a curiosidade (porque era filho de famosa jornalista da principal rede de televisão do Brasil, a Globo); era, sobretudo, oportuna (porque na campanha eleitoral de 1989, um dos maiores escândalos era nada menos que a existência da jovem Lurian Cordeiro, igualmente filha ilegítima do segundo candidato mais votado à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Em resumo, noticiar a existência de Tomás não poderia ser chancelado, sob qualquer hipótese como “evento pouco significativo, banal ou corriqueiro”. Muito menos ainda vir a ser tratada como notícia destinada a passar ao largo do chamado interesse do público. E, no entanto, assim foi tratada. E não apenas pela Rede Globo de Televisão, como também pelo SBT, pela Record e pela Band. Deixou de ser impressa tanto nas páginas de Estado de São Paulo quanto nas de O Globo e da Folha de S.Paulo. Nenhuma emissora de rádio registrou algum locutor dando conta do assunto. E quando se levanta a tese da existência de personalidades premiadas com a blindagem da imprensa é óbvio que esta não surge do nada, do encontro do vento sudeste com o noroeste, do acaso com a mera coincidência. É que existe blindagem mesmo.
Causa espanto que somente no domingo, 15 de novembro de 2009, reportagem da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, dava conta que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceria oficialmente Tomas Dutra Schmidt como filho. E agregava que “Tomas, que hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.”. A jornalista informava ainda que “FHC consultou advogados e viajou na semana passada para Madri -- onde vive a jornalista -- para cuidar do reconhecimento do filho.” Cuidadosa na apuração de suas notícias exclusivas, Mônica Bergamo informava também que “FHC negou a informação e disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri. Procurada pela Folha, Mirian disse que quem deveria falar do assunto seria ele e a família dele.” Com este punhado de informações parecia que, finalmente, nove anos após a alentada reportagem do jornalista Palmério Dória em Caros Amigos, um dos nossos grandes diários trazia à luz o mais comentado e também o quase-nunca-noticiado segredo da República. Outros veículos de comunicação fizeram o de sempre: repercutiram a notícia sem agregar qualquer nova informação.
É curioso observar como o mexerico, desde o início, recebeu as tintas da autenticidade. Bergamo não deixa margem à dúvidas quanto à paternidade de Tomás: “Tomás, que hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.” E escancara nas entrelinhas a quantidade de energia despendida pelo ex-presidente para despistar nossos argutos jornalistas sobre o assunto, quando mesmo há poucos dias de reconhecer oficialmente o filho, na verdade encontrava-se na capital espanhola apenas para atender “a reunião do Clube de Madri”.
Causa espanto, e põe espanto nisso!, as três notas publicadas pela revista Veja (Edição 2223, de 29/6/2011), na coluna Radar, do jornalista Lauro Jardim. São elas:
DNA revelador 1
Dois exames de DNA, o último deles feito no início do ano, deram um desfecho surpreendente a uma história envolta em muita discrição há duas décadas: Tomás, de 19 anos, o rapaz que FHC reconheceu oficialmente como filho em 2009 em um cartório espanhol, não é filho do ex-presidente.
DNA revelador 2
Embora só tenha perfilhado Tomás há dois anos, FHC sempre ajudou a jornalista Miriam Dutra, sua mãe, a sustentá-lo. Como morava entre Portugal e Espanha, para onde Míriam foi enviada pela Globo pouco antes do seu nascimento, Tomás tinha contato com FHC quando o ex-presidente viajava para a Europa - tendo eles se encontrado também várias vezes no Brasil durante a passagem de FHC pela Presidência. A situação, porém, sempre foi envolta em total reserva, quebrada somente com a publicação pela Folha de S.Paulo, em 2009, de uma reportagem sobre o reconhecimento de Tomás.
DNA revelador 3
No ano passado, mesmo sem nenhuma contestação da paternidade, FHC e Tomás, hoje estudando relações internacionais nos EUA, decidiram fazer exames de DNA. Eles foram juntos ao laboratório. Antes, no entanto, FHC disse a Tomás que, qualquer que fosse o resultado, nada mudaria na relação entre os dois. Com o inesperado resultado dos exames em mãos, FHC reafirmou o que dissera. Portanto, nada muda na vida do rapaz no que diz respeito a seu ex-pai biológico.
Nenhuma das notas, com o que agora soa como irônico título “DNA revelador”, revelou algo que capaz de jogar luzes sobre o DNA da nossa grande imprensa: quais os reais motivos para sonegar do público a existência do filho ilegítimo de Fernando Henrique Cardoso? E, se optasse por condensar as três notas em apenas uma, o jornalista poderia ter brindado seus sonolentos leitores com informações como:
(1) Por quê o tratamento desigual concedido aos filhos ilegítimos de outros ex-presidentes da República?
(2) Por quê não buscar alguma declaração de Miriam Dutra sobre a real identidade do pai biológico de Tomás Dutra Schmidt?
(3) Quanto custou a Fernando Henrique Cardoso o peso de tão longevo silêncio por parte de nossa grande imprensa acerca de suas estripulias extramatrimoniais?;
(4) Por quê a revista Veja desconheceu o furo de Caros Amigos – ocorrido com antecipação de no mínimo 9 anos? - e oferece atestado de paternidade do referido furo ao jornal Folha de S.Paulo, que, a bem da verdade, publicou informações da jornalista Mônica Bergamo, apenas em sua edição de 15/11/2009?
Aberta a temporada de celebrações por ocasião dos 80 anos do pai-afetivo, mas não biológico do jovem Tomás, há que se inferir que seria tremendo mau gosto incluir o exame de DNA tão diligentemente divulgado por Lauro Jardim como... parte das comemorações.
Sem dúvida, o assunto que ainda parece longe de ter seu desfecho, oferece ensejo para alentada reflexão do papel de nossa grande imprensa e sua perigosa opção por continuar se equilibrando entre o bom e o mau jornalismo.
Até o momento, o mau jornalismo parece estar ganhando. E de goleada.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Amin morreu, mas passa bem David Brazil acusa Amin Khader de inventar boato sobre a sua própria morte. Mas humorista nega de pés juntos

Em sinal de protesto contra os supostos boatos da morte do humorista Amin Khader feitos por ele ou  David Brasil  que é também humorista e promoter. Este blog lamenta de forma fermente e pedem desculpas a todos nossos leitores e em protesto ao não ocorrido  fato. Nem só retiramos a matéria do ar como também não mencionaremos tão cedo o nome desses dois "mentirosos" que contribuem para que os meios de comunicação fiquem cada vez com menos credibilidade. Observa-se também que nossas matéria nacionais e internacionais passam por pesquisas bem elaboradas antes de serem postadas. Para finalizar deixaria uma recomendação aos patrões ou autoridades que se investiga e os punam na forma da lei para que sirva de exemplo. Só não os mandem para uma prisão cheia de estrupadores, pois a punição para os dois seria uma mera recompensa ao delito e um premio banal ou bundão de consolação. Para não dizer outras coisa e correr o risco de ser processado eu apenas agora me calo.

Texto e edição: Gabriel Hammer

Novo álbum do No Doubt está quase pronto

“Queremos que seja moderno, atraente e viciante", disse Gwen Stefani"

Gwen Stefani diz que o novo álbum do No Doubt está quase pronto
Gwen Stefani diz que o novo álbum do No Doubt está quase pronto
O No Doubt está cada vez mais próximo de lançar seu novo álbum. A banda contou, em entrevista à Rolling Stone EUA, que o sucessor de Rock Steady (2001) está quase pronto.
O grupo, encabeçado por Gwen Stefani, se juntou ao produtor Mark 'Spike' Stent (que anteriormente trabalhou com Madonna) para o novo material, que deverá ficar pronto em dois meses. O início dos trabalhos aconteceu em 2008, mas teve que ser interrompido quando a cantora descobriu que estava grávida de Zuma, seu segundo filho com Gavin Rossdale. Em 2011, o No Doubt retornou ao estúdio Stent, em Santa Monica, para se dedicar às novas faixas. O disco, até o momento, não tem título nem data certa de lançamento.

"É empolgante demais ter um álbum para lançar", disse a vocalista. "E todos nós queremos a mesma coisa: que seja moderno, atraente e viciante." Depois de gravar dois álbuns solo (
Love. Angel. Music. Baby, de 2004, e The Sweet Escape, de 2006), Gwen admitiu que já era hora de retornar à sua banda. "Eu me submeti à tortura de trabalhar com outros compositores. Eu vomitaria se tivesse que fazer isso de novo", afirmou ela. "Compor com outras pessoas é um aprendizado, mas quando você volta, e senta junto aos seus amigos, é como se você estivesse em casa", complementou o baixista Tony Kanal. 
 
 

Chuck Berry será homenageado com estátua

Apesar de protestos contra dos moradores de St. Louis, nos Estados Unidos, contra o monumento, inauguração acontecerá nesta quarta, 29


Chuck Berry
Chuck Berry
A confecção de uma estátua de dois metros e meio de Chuck Berry foi aprovada em St. Louis, no Missouri - apesar de protesto de cidadãos da cidade, que dizem que a lenda do rock não deveria ser homenageado porque "é um criminoso machista".

O conselho da University City, que tem poderes legais sobre o local onde a estátua será colocada, organizou uma petição de última hora, assinada por 100 pessoas, para barrar o monumento. No entanto, o protesto não impedirá a homenagem.

A estátua mostrará um jovem Chuck Berry - que nasceu em St. Louis - tocando sua guitarra, e irá permanecer em uma praça. O local também terá muros decorados com notas musicais, gravadas a laser, de "Johnny B. Goode", o maior hit da carreira de Berry. A inauguração acontecerá nesta quarta, 29, em uma cerimônia que terá a participação do roqueiro de 84 anos.


Chuck Berry é considerado um dos pioneiros do rock 'n' roll. Contemporâneo de Elvis Presley, serviu de influência para inúmeras bandas e artistas no final dos anos 50, como os Beatles e os Rolling Stones. 
 
 

Iron Maiden: álbum “The Final Frontier” é disco de platina no Brasil

“The Final Frontier”, o mais recente álbum de estúdio do Iron Maiden, atingiu a marca de 40 mil cópias vendidas no Brasil, o que corresponde a um disco de platina. Este é o 15º gravado em estúdio pela banda inglesa e foi lançado pela EMI em agosto de 2010.

O Iron Maiden tem mais de 85 milhões de álbuns vendidos no mundo. No Brasil, “The Final Frontier” durante as duas primeiras semanas do lançamento, além de atingir também o primeiro lugar em outros 28 países.

Este ano, o Brasil esteve na rota da turnê mundial deste álbum. O Iron Maiden voou mais uma vez no avião da banda, o “Ed Force One”, pilotado pelo cantor Bruce Dickinson, e passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Recife e Curitiba. O grupo apresentou as novas canções tocou também os clássicos dos 30 anos de carreira.

Em junho de 2011, chegou às lojas do Brasil a coletânea dupla “From Fear to Eternity”, cujo repertório é baseado nos oito últimos álbuns de estúdio da banda, lançados entre 1990 e 2010. 

 

Diretor da China Mobile é condenado à morte por receber suborno da Siemens

Um diretor da China Mobile, a maior companhia de telefones celulares do mundo, foi condenado à morte por aceitar milhões de dólares em suborno da multinacional alemã Siemens, o maior conglomerado tecnológico europeu, informa nesta sexta-feira o diário "South China Morning Post".
Segundo a sentença, ditada pelo Superior Tribunal da Província de Henan, Shi Wanzhong, de 51 anos, aceitou da Siemens suborno no valor de US$ 5,06 milhões.
Shi recebeu esse dinheiro quando dirigia a China Mobile na província de Anhui, no leste do país, em troca de garantir à firma alemã contratos de telecomunicações nessa divisão administrativa chinesa.
A condenação ao diretor foi suspensa por dois anos, o que significa que será comutada à cadeia perpétua após esse período se o réu tiver boa conduta.
No processo, também foi condenado a 15 anos de prisão um agente da Siemens em Anhui, Tian Qu, que trabalhou como negociador entre os dois gigantes tecnológicos.
A importância das duas empresas e a natureza estratégica dos contratos fez o julgamento ser realizado a portas fechadas e com medidas de discrição próprias de processos nos quais há segredos de Estado envolvidos, assinalou a revista econômica "Caixin Century Magazine", que acompanhou o caso.
Representantes da Siemens consultados pelo diário "South China Morning Post" não quiseram comentar o caso, alegando que por enquanto a sentença não foi publicada em meios oficiais, e não confirmaram ter relação direta com os condenados.
A China Mobile enfrentou nos últimos meses vários casos por corrupção que atingiram até seu ex-vice-presidente, Zhang Chunjiang, destituído em janeiro por "graves irregularidades financeiras".
*da Agência EFE

Obs: Se no Brasil fosse assim teriamos varios corruptos mortos por dia e eu assinaria em baixo junto com milhões de brasileiros que não suportam mais tanta impunidade.

Ringo Starr confirma shows no Brasil em novembro

O beatle Ringo Starr e sua All Starr Band confirmaram a turnê brasileira, que se inicia dia 10 de novembro, no Ginásio do Gigantinho, em Porto Alegre, dias 12 e 13 de novembro, no Credicard Hall, em São Paulo, 15 de novembro, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, dia 16 de novembro em Belo Horizonte, no Chevrolet Hall, dia 18 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília e, fechando a passagem pelo Brasil, dia 20 de novembro, em Recife, no Chevrolet Hall.

Clientes Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva para os todos os shows da turnê entre os dias 11 e 17 de julho. Público em geral pode adquirir ingressos a partir de 18 de julho.


Pré-venda e vendas acontecem nas bilheterias oficiais dos shows, pelo telefone 4003-5588 (válido para todo o País), pelo site
www.ticketsforfun.com.br e nos pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Mais informações sobre valores dos ingressos serão divulgadas em breve.

Além de Ringo, a All Starr Band conta com Rick Derringer, Wally Palmar, Edgar Winter, Richard Page e Gregg Bissonette. 
Os velhos parceiros Ringo Starr e Paul McCartney trabalharam juntos em duas músicas que serão lançadas o próximo álbum de estúdio do ex-baterista dos Beatles.

Os músicos estarão juntos nas canções “Walk With Me” e “Peace Dream”, onde McCartney também toca baixo. O novo disco de Starr, batizado como “Y Not”, será lançado em 12 de janeiro de 2010.

“Eu toquei a música para ele e Paul disse ‘me dê os fones’”, contou Ringo Starr. “Ele foi ao microfone e simplesmente inventou aquela parte em que ele segue meu vocal. Aquilo é Paul McCartney e não poderia ser melhor. Ele é um gênio”.

 

Aplicativos de celular são novas causas de acidentes de trânsito

NOVA YORK - Primeiro foram os chats, depois as mensagens de texto. Agora os aplicativos estão distraindo jovens motoristas. Mais de um terço dos estudantes de uma universidade dos Estados Unidos afirmou usá-los atrás do volante.
De acordo com novas pesquisas da Universidade do Alabama (UAB), até mesmo motoristas que já relataram acidentes anteriores envolvendo aplicativos de celulares, não conseguem resistir a usá-los enquanto dirigem.
"É assombroso, assustador. Muito pouco dessa atividade se deve a negócios urgentes. É socialização e entretenimento", disse David Schwebel, diretor do laboratório de segurança da juventude da UAB, que supervisionou o estudo.
Dez dos quase 100 estudantes da UAB entrevistados no estudo relataram acidentes diretamente relacionados à direção distraída nos últimos cinco anos e três deles tiveram dois acidentes no período.
Todos que participaram da pesquisa são donos de smartphones e usam aplicativos ao menos quatro ou mais vezes por semana.
"O que salta aos olhos é o número de participantes que afirmou compreender que o uso da Internet em aparelhos móveis na direção é perigoso, mas continua fazendo isso", disse Lauren McCartney, que trabalhou no estudo.
Socializar pelo telefone pareceu mais importante para alguns estudantes universitários do que a segurança no trânsito.
"Eles parecem bastante interessados em se manter atualizados com o que todos estão fazendo a cada hora do dia", disse McCartney.
Dez por cento dos estudantes admitiu usar frequentemente ou quase sempre aplicativos ao dirigir. Mais de um terço os utiliza de vez em quando.

Egípcio causa polêmica no Twitter com imagem de Mickey "islâmico"

O magnata das telecomunicações egípcio Naguib Sawiris enfrenta uma enxurrada de protestos na internet e na Justiça após postar em sua conta no Twitter uma imagem do Mickey e da Minnie vestindo roupas tradicionais islâmicas.
Vários advogados apresentaram queixas contra o empresário por "insulto ao islã", segundo uma fonte judicial, enquanto foram feitos apelos nas redes sociais Facebook e Twitter para que as pessoas boicotem a companhia de telefonia móvel, Mobinil, que pertence ao empresário.
Sawiris é um cristão copta que já manifesta ambições políticas depois da queda do ditador Hosni Mubarak. Ele postou em sua conta no Twitter uma imagem do Mickey vestido com uma roupa islâmica e ostentando uma longa barba, ao lado de Minnie, que veste um niqab (véu islâmico que cobre todo o corpo).
O magnata voltou atrás depois no Twitter: "Peço desculpas a todas as pessoas que não consideraram isso uma brincadeira. Achei apenas que fosse uma imagem engraçada, sem ser desrespeitoso! Assef (lamento)!!".
Liberdade
No site do microblog Twitter, alguns consideram que a história "fugiu do controle", mas outros não aceitaram as desculpas de Sawiris.
"Há uma diferença entre expressar sua opinião/liberdade de expressão e faltar com o respeito", escreveu uma internauta.
Alguns consideram que o momento para a divulgação das imagens foi inapropriado, já que o Egito enfrenta uma retomada das tensões entre muçulmanos e a minoria cristã.
A imagem dos dois personagens de Walt Disney vestidos como islâmicos começou a circular há algumas semanas em uma mensagem de e-mail que se espalhou como um rastro de pólvora, com a menção "este é o futuro do Egito". A imagem reflete os temores frente ao avanço crescente de grupos islamitas, depois da revolta popular que derrubou Mubarak no início do ano.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Filmes brasileiros ganham espaço nos EUA


A diretora Rosane Svartman voltou esta semana de Nova York com um troféu – o Lente de Cristal de melhor longa-metragem do CineFest Petrobras, por Desenrola – e um prêmio de outra categoria: o entusiasmo do produtor Jim Stark (Daunbailó), que viu o filme e disse acreditar no potencial do enredo adolescente junto ao público americano. “Ele pediu dezenas cópias em DVD para mostra-lo a produtores e distribuidores americanos e tentar vender a ideia de pelo menos um remake dele”, conta a diretora carioca, autora de Como ser solteiro (1998) e Mais uma vez amor (2005).
Embora modesta, a reação ao filme de Rosane é uma prova da eficácia da iniciativa do Circuito Inffinito de festivais, que começou a tomar forma 15 anos atrás com uma mostra em Miami, com o firme propósito de difundir o cinema brasileiro, em particular, e a cultura brasileira, em geral. O histórico do Inffinito contém uma série de exemplos que mostram o potencial brasileiro nesse mercado. “Dois filmes meus, o thriller O mar por testemunha (2001), que era a uma coprodução, e o drama Mulheres do Brasil (2006), encontraram seu caminho nos Estados Unidos com a exposição que eles tiveram no festival de Miami da Inffinito, onde há também um espaço para encontros entre realizadores brasileiros e americanos”, testemunha a produtora Elisa Tolomelli, que este ano participou da competição de Nova York com o drama Como esquecer, de Malu de Martino.
“Carlota Joaquina – Princesa do Brazil (1995) e Copacabana (2001) também venderam bastante nos Estados Unidos e para outros territórios estrangeiros graças à visibilidade que conseguiram na mostra de Miami”, atesta a produtora Bianca De Filippes, uma das curadoras da programação do Inffinito para o calendário deste ano. “Mas é preciso observar que esta troca é maior em festivais que dispõem de um espaço para mercado, e nem todos podem contar com isso, porque exige um investimento maior por parte da organização”, observa a diretora da produtora Gávea.
Ponto inicial do roteiro de festivais da Inffinito, Miami foi um dos primeiros a ganhar um espaço para mercado. “Até dois anos atrás, o de Nova York também tinha mercado, mas tivemos que acabar com ele porque perdemos o patrocínio”, explica Adriana Dutra, uma das sócias da produtora responsável pelo circuito de festivais, que hoje se estende por nove cidades no exterior, em sete países diferentes. “A manutenção de uma estrutura de business dentro do festival é fundamental para dar uma maior visibilidade para os filmes”.
Rodrigo Brandão, diretor de publicidade da Kino Lorber, distribuidora responsável pelo lançamento de filmes de arte nos Estados Unidos, diz que é preciso um trabalho contínuo para tornar o cinema brasileiro visível fora de suas fronteiras, com apoio do governo. “Um dos países que hoje têm uma marca muito forte de cinema é o França. Mas foi uma conquista viabilizada por décadas de trabalho da Unifrance, o órgão oficial de promoção do cinema francês ao redor do mundo”, compara Brandão.
Criada no final dos anos 40, a Unifrance hoje organiza mais de 50 festivais de filmes franceses – o recém-encerrado Festival Varilux, em 22 cidades brasileiras, é um deles. “Uma vez que a produção brasileira tenha uma mostra regular aqui nos Estados Unidos, o público e os produtores terão mais chances de se acostumar com a cultura audiovisual brasileira”, entende Brandão. “Num passado recente, filmes como Madame Satã, por exemplo, funcionaram muito bem aqui”, informa Vanessa Arteaga, da Jaman, distribuidora de produtos audiovisuais online. “O cinema brasileiro precisa criar uma estrutura permanente para promover a sua produção”.
Sem isso, não será possível vencer as barreiras que ainda existem, e são difíceis de vencer. “A língua portuguesa é um entrave à maior circulação do filme brasileiro nos Estados Unidos”, constata Emily Russo, da Zeitgeist Film, distribuidora independente americana que distribui uma média de cinco títulos estrangeiros por ano no país.
No mercado há pouco mais de 20 anos, a Zeitgeist lançou títulos como Irma Vep (1996), do francês Olivier Assayas, e O gosto da cereja, do iraniano Abbas Kiarostami, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1997. Até hoje, no entanto, não há um título brasileiro sequer no catálogo da empresa. “O filme tem que ter algo que seja traduzível para as plateias americanas. Até certas comédias francesas não funcionam muito bem por aqui”, explica Emily, uma das convidadas do debate sobre o mercado americano promovido pelo Cine Fest de Nova York.

Limp Bizkit lanÇa novo videoclipe "Gold Cobra"


O Limp Bizkit divulgou o videoclipe oficial de seu mais recenteO single�, �Gold Cobra�. O novo v�deo foi criado e dirigido pela produtora Fred Durst Productions And The Zoo FX e conta com performance da banda, dan�arinas e carros.

Esta faixa foi a primeira a ser revelada do novo �lbum da banda que tamb�m se chama �Gold Cobra� e ser� lan�ado amanh�, nos Estados Unidos.

Confira as faixas do �lbum:

01. Introbra
02. Bring It Back
03. Gold Cobra
04. Shark Attack
05. Get A Life - Interlude 1
06. Shotgun
07. Douche Bag
08. Walking Away
09. Loser - Interlude 2
10. Autotunage
11. 90.2.10 - Interlude 3
12. Why Try
13. Killer In You
14. Back Porch
15. My Own Cobain
16. Angels
17. Middle Finger

Para assistir ao novo videoclipe, basta acessar o site oficial do Limp Bizkit: www.limpbizkit.com

SWU confirma Neil Young como palestrante, mas sem show

Neil Young foi grande atração de evento beneficente nos EUA. Foto: AP 
 
A organização do SWU confirmou, em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (28), a realização do festival nos dias 12, 13 e 14 de novembro e a presença do músico Neil Young como um dos padrinhos da sustentabilidade proposta pelo evento. Segundo produtores, o canadense não fará shows no festival. As atrações musicais confirmadas foram: Megadeth, Snoop Dogg, Damian Marley, The Black Eyed Peas e Peter Gabriel. 
Este ano, o festival se deslocará da Fazenda Maeda, em Itu, onde foram realizados os shows na edição anterior, para a cidade de Paulínia, também no interior de São Paulo.
De acordo com os organizadores, foi fechado um contrato de cinco anos para realização do SWU na cidade, que foi escolhida devido a "preocupação que a região mantém em relação a ações de sustentabilidade".
A arena destinada para os eventos será quatro vezes maior do que a área dos shows do ano passado, mas a organização afirmou não ter aumentado a expectativa de público, que continua na marca de 70 mil pessoas por dia. Áreas de estacionamento e lugares para camping também serão re-arranjadas para mais perto do local dos shows. As polêmicas áreas VIP serão deslocadas para a parte lateral dos palcos.
Sobre este anúncio "magro" das primeiras atrações, os responsáveis pelo SWU alegaram que, em 2010, a reação foi a mesma quando as primeiras bandas foram divulgadas. Na sua edição de estreia, o festival contou com nomes como Rage Against the Machine, Queens of the Stone Age, Pixies, Incubus, Kings of Leon, Avenged Sevenfold e Linkin Park. 


Janet Jackson fará dueto virtual com o irmão Michael em Londres


 . Foto: Bryan Bedder /Getty Images 
Janet Jackson fará uma apresentação com o falecido irmão Michael Jackson em Londres usando o recurso de dueto virtual, informou o site Gigwise
A cantora fará três apresentações no país em conjunto com uma projeção virtual de Michael.
"É algo terapêutico e me faz sorrir por dentro", declarou Janet sobre a ideia de cantar novamente "junto" com o irmão.
Fãs do rei do pop verão Janet e Michael Jackson apresentarem juntos o sucesso Scream, de 1995. Ingressos para os três shows já estão à venda.
Michael morreu no dia 25 de junho de 2009, semanas antes de apresentar sua turnê em Londres. 


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ator viverá o renomado escritor no longa-metragem The Raven; foto oficial foi divulgada
A primeira imagem oficial de John Cusack como Edgar Allan Poe foi divulgada, segundo informou o site Coming Soon.

O ator viverá o escritor norte-americano na cinebiografia intitulada The Raven (homônimo do poema mais emblemático do escritor - em português, "O Corvo"). Na trama, Edgar Allen Poe se une a um detetive de Baltimore (vivido por Luke Evans) na busca por um serial killer que está usando os trabalhos de Poe como base para assassinatos brutais.
A direção é de James McTeigue e Alice Eve, Brendan Gleeson e Oliver Jackson-Cohen também integram o elenco. The Raven estreia nos Estados Unidos em 9 de março de 2012. John Cusack viverá Edgar Allan Poe nas telonas em  The Raven

O jornalismo diante das novas mídias

Durante séculos, a imprensa orgulhou-se de ser insubstituível. Era o motor, o maestro e o filtro da sociedade. Elegia e derrubava presidentes, ditava moda e construía mitos. A partir de meados da década de 1990, com a popularização da internet, a irrevogável evolução tecnológica universalizou o conhecimento. Nasceram os sites de busca, os blogs e as mídias sociais.
Profetas vaticinaram: livros e jornais impressos estão destinados a desaparecer porque o futuro é digital. Cidadãos comuns converteram-se em emissores de notícia, com textos curtos e fragmentados. Twitter, Facebook e Orkut se apresentaram como novas fontes de informação quebrando as barreiras entre a notícia e a sociedade. E até os jornalistas passaram a usar essas ferramentas como matéria-prima para reportagens e artigos.
Na semana passada, uma nova farsa do mundo virtual veio à tona: uma jovem lésbica síria que mantinha um blog com fortes críticas ao governo do presidente Bashar Al-Assad era, na verdade, um estudante de pós-graduação americano que vive na Escócia. Pouco antes de revelar a mentira, o estudante chegou a inventar que a autora do blog “Garota gay em Damasco” havia sido sequestrada a mando do governo. No início de junho, uma outra face do uso das mídias sociais entrou em pauta. O jornalista Bill Keller, que ocupou durante oito anos o cargo de editor executivo do jornal The New York Times, publicou um artigo criticando o uso indiscriminado da tecnologia nas relações pessoais. O Observatório da Imprensa exibido ao vivo na terça-feira (21/6) pela TV Brasil discutiu o impacto das novas mídias na sociedade e no trabalho da imprensa.
Para discutir o tema, Alberto Dines recebeu no estúdio do Rio de Janeiro o jornalista e escritor Muniz Sodré. Mestre em Sociologia da Informação e Comunicação e doutor em Letras, Sodré é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional. É autor de mais de 30 livros na área de Comunicação. Em São Paulo, o programa contou com a presença do jornalista Caio Tulio Costa, que foi o primeiro ombudsman da imprensa brasileira. Caio Túlio trabalhou na Folha de S.Paulo durante 21 anos. Foi um dos fundadores do UOL, do qual foi diretor geral até 2002. Ex-presidente do iG, atualmente é consultor de mídias digitais e professor de Ética Jornalística.
Informação superficial
Em editorial, Dines criticou a preferência da sociedade pela velocidade em detrimento da profundidade. “A contribuição mais forte para o fim dos jornais começou a ser oferecida pelos próprios jornais, quando anunciaram formalmente o seu próximo fim. O episódio mais recente deste suicídio coletivo aconteceu há poucos dias quando o Guardian, um dos jornais mais importantes e bem sucedidos da Inglaterra, anunciou que passaria a investir maciçamente na sua versão digital, que absorveria o noticiário quente. A versão impressa ficaria com as análises, opiniões e a contextualização do que seria veiculado pela internet”, comentou Dines.
Antes do debate no estúdio, a reportagem produzida pelo programa mostrou a opinião da jornalista Míriam Leitão, que atua tanto na imprensa convencional como nas novas plataformas. Para Míriam, o jornalista precisa ter consciência de que a informação veiculada por profissionais de imprensa nas redes sociais tem um peso maior do que as demais notícias que circulam no mundo virtual: “A estrada existe para todo o mundo, mas nós somos os profissionais do volante nesta estrada”.
Amante dos livros em formato tradicional e da palavra impressa, a jornalista explicou que vê com bons olhos a criação de novas plataformas, mas que torce para que as bibliotecas continuem a ter espaço nas casas. “Digamos que acabe este livro, esta idéia que foi inventada por Gutenberg, e que os livros sejam só eletrônicos daqui em diante. O livro é sempre a alma, a ideia, e isso vai continuar para sempre”, avaliou.
O que é real?
A coordenadora de Jornalismo da UFRJ Cristiane Costa contou que, durante a Guerra do Golfo (1990-1991), o perfil de um conceituado blogueiro chamou a atenção da opinião pública. Sob o pseudônimo de Salam Pax,o internauta abastecia seu diário virtual com informações de dentro de Bagdá, conflagrada pelos bombardeiros, enquanto os jornalistas das mídias tradicionais se limitavam a acompanhar as tropas aliadas. Apesar de as informações do blog “Where is Raed?” serem verdadeiras, a opinião pública desconfiou da existência do blogueiro porque parecia irreal que um arquiteto, gay e junkie morasse em Bagdá.
Na era das novas tecnologias, o diferencial, na avaliação do jornalista Arnaldo Cesar, é a qualidade da informação, independente plataforma em que é publicada. “Para você ter conteúdo de qualidade, tem que ter boas fontes de informação e a informação tem que ser checada e rechecada antes de ser impressa ou publicada. Eu acho que o New York Times e os jornais no mundo todo ficaram meio perdidos em relação a isso e hoje já começam a encontrar um caminho”, disse o jornalista. Leão Serva, que foi diretor de Jornalismo do iG e hoje é diretor de Redação do Diário de S.Paulo, comparou as informações que circulam nas redes sociais às cartas anônimas. Nas duas situações é necessário checar a fonte, apurar e ouvir o outro lado da questão. “Eu acho que esses mesmos cuidados são necessários, embora em uma versão digital”, disse Serva.
Convivência pacífica
As novas tecnologias não se sobrepõem aos meios tradicionais, na avaliação de Luiz Garcia, articulista do jornal O Globo: “A imprensa sempre sobreviveu aos novos meios de comunicação. A quantidade de informações que são passadas à opinião pública é sempre muito grande, mas cada um tem a capacidade de escolher e selecionar o que acha melhor. Não creio que algum tipo de mídia diferente, novo, que pode fazer muito sucesso inclusive pelo fato de ser novo, pode afetar as características próprias das mídias mais antigas”.
De Nova York, o correspondente Lucas Mendes comentou a atuação de Bill Keller no NYTimes. “Foi sob o comando dele que o jornal decidiu cobrar pelo acesso online para compensar a brutal queda no faturamento da publicidade. ‘Sem uma nova receita, o fim do Times é inevitável’ – quem diz é o próprio editor-executivo”, contou o jornalista.
No debate ao vivo, Dines perguntou a Caio Túlio Costa se, quando assumiu a direção do UOL, imaginava o rápido desenvolvimento tecnológico que se seguiria, a ponto de ser decretado o fim do jornalismo impresso. “Quando a gente criou o UOL, não tínhamos a noção exata do que estávamos fazendo”, contou Caio Túlio. A ideia, segundo ele, era tentar reproduzir no Brasil o sucesso das grandes provedoras daquele momento, como AOL e a Compuserve. Intuitivamente, a equipe já tinha em mente que para a iniciativa ser bem sucedida era preciso um grande número de pessoas conectadas ao site para garantir o faturamento. Os assinantes e a publicidade deveriam sustentar o provedor.
Verdades e mentiras
Caio Túlio relembrou casos amplamente divulgados em que a mentira estava presente na mídia tradicional, como o do ex-repórter do NYTimes Jayson Blair, que admitiu publicamente, em 2003, que plagiava textos e inventava informações em suas matérias. “Isso faz parte do jogo e evidentemente, o jogo está muito maior agora, com muito mais alcance, com quase uma impossibilidade de controle. E nós, que somos formados nessa mídia tradicional, somos loucos para controlar. Acho que a questão que se coloca é essa: esse controle ficou muito mais difícil e muito mais complexo”, avaliou o jornalista.
O fator humano acaba fazendo com que situações como essas ocorram em qualquer plataforma. “Nós, enquanto jornalistas, trabalhando tecnicamente a informação e agora tendo a concorrência de pessoas, cidadãos – bem intencionados e mal intencionados – de instituições e de empresas, continuamos enfrentando os mesmos problemas de sempre”, sublinhou Caio Túlio.
Para Muniz Sodré, a tecnologia é fascinante porque conserva enigmas e incertezas. “Eu acho que frequentemente perdemos de vista determinadas coisas porque tendemos a avaliar os objetos culturais isoladamente. Foi como o rádio e a televisão. Na verdade, todos esses objetos e dispositivos formam, para mim, um paradigma em que se tenta duplicar o universo anterior”, analisou o professor. Esta duplicação se dá na direção da velocidade, necessária ao sistema capitalista. “O valor ‘ético’ passa a ser o rápido, o veloz. Não é o profundo, o humano o autêntico. Essa duplicação e essa aceleração matam o sentido”, afirmou Muniz Sodré.
A busca pela novidade
O professor acredita as novas tecnologias da informação põem em pauta a crise do sentido e da palavra. E a imprensa é um “pálido reflexo” dessa crise mais profunda. Jornalistas e consumidores estão fascinados pelas novas tecnologias, na avaliação de Muniz Sodré. Muitas vezes, buscam os mais recentes lançamentos sem saber ao certo para o que servem aquelas ferramentas. “Há uma coisa mais grave. É um pouco como a indecisão de um cientista subatômico diante de um objeto subatômico: não sabe se é onda ou se é partícula. Em um nível macro da história, nós, diante de um fato, não sabemos quais são os padrões de verdade, de realidade, de imaginário. E isso parece não importar mais”, observou Sodré.
Para o professor, a sociedade está “surfando na onda das aparências” e não tem os meios de controlar o que é verdade. O jornalismo sempre ofereceu a possibilidade de estabelecer a distinção entre real e irreal porque havia um pacto de credibilidade implícito. Sem uma pausa na transmissão das informações, os dados apenas se multiplicam, sem uma reflexão aprofundada. “Se esse pacto se rompe, essa informação tão abundante, tão prolífica, é tão fascinante quanto o aparelho novo, mas não vale nada”, disse Sodré.

Irmãos Coen pretendem fazer filme sobre o folk nos anos 60

Ethan e Joel Coen querem fazer filme sobre a cena folk










Eles já tinham anunciado anteriormente a intenção de fazer um filme relacionado à música, mas agora saíram detalhes a respeito desse projeto dos irmãos Coen. De acordo com o blog 24 Frames, pertencente ao LA Times, Ethan e Joel Coen querem relatar a cena folk no Greenwich Village, bairro de Nova York, na década de 60, tudo sob o ponto de vista do músico Dave van Ronk.

O roteiro será baseado livremente na vida dele, de acordo com uma fonte próxima aos cineastas, que não quis se identificar.


Van Ronk foi um músico bastante influente, na metade do século passado. Morto em 2002, ficou conhecido por sua defesa dos valores esquerdistas e vasto conhecimento cultural. Ajudou a levar à fama artistas como Bob Dylan e Joni Mitchell e integrou movimentos trotskistas.
Parte da história deverá ter como base a autobiografia de Van Ronk, The Mayor of MacDougal Street, publicada após sua morte.

CPI do Ecad deve ser instalada na terça-feira

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) convocou para a próxima terça-feira (28) a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que deve investigar, no prazo de 180 dias, denúncias de irregularidades no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). A entidade cuida dos direitos autorais referentes a obras musicais.
A CPI foi proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) para apurar falhas na arrecadação e distribuição do dinheiro pago pelos direitos autorais, abuso da ordem econômica e prática de cartel no arbitramento de valores de direito autoral.
Lido em Plenário no dia 17 de maio, o requerimento para a CPI do Ecad teve 28 assinaturas de apoio. Randolfe Rodrigues também sugeriu, no requerimento, a análise do "modelo de gestão coletiva centralizada de direitos autorais de execução pública no Brasil". A CPI discutirá, ainda, o aprimoramento da Lei 9.610/98, que rege os direitos autorais no país.
A reunião de instalação da CPI havia sido convocada para a manhã do último dia 14, mas acabou adiada. Dessa vez, foi agendada para depois da Ordem do Dia do Plenário, na sala 15 da ala Alexandre Costa. Na pauta, está a eleição do presidente e do vice-presidente do colegiado, que será formado por 11 senadores titulares e seis suplentes.
O Ecad é uma sociedade civil, de natureza privada, instituída pela Lei Federal 5.988/73 e regida pela Lei 9.610/98. Tem sede no Rio de Janeiro e 25 unidades arrecadadoras.

32 milhões de brasileiros usam LAN houses no país

Pesquisa revela que 45% dos acessos à rede no país são feitos nesses locais
Maioria é de jovens do Nordeste e Sudeste com renda de até R$ 1.200 e que desembolsam R$ 2 por hora na internet
Trinta e dois milhões de brasileiros acessam a internet em 107 mil LAN houses espalhadas pelo Brasil, segundo o Comitê Gestor de Internet no Brasil. O que significa dizer que 45% dos acessos à rede no país são realizados por meio desses locais.
São usuários, na maior parte, jovens, com idade entre 14 e 24 anos, que possuem renda pessoal de até R$ 1.200 e trabalham e/ou estudam. Concentram-se em regiões carentes do Nordeste e do Sudeste e desembolsam, em média, R$ 2 por hora para ter acesso a serviços de internet.
Sete em cada dez desses jovens concluíram no mínimo o oitavo ano do ensino fundamental. E 43% deles têm ensino médio completo ou superior incompleto.
Eles trabalham de seis a oito horas por dia, quase a metade deles com carteira assinada, e 77% deles contribuem para a renda familiar.
Os dados, obtidos com exclusividade pela Folha, constam de estudo sobre o perfil dos usuários de LAN houses realizado pela CDI Lan (empresa ligada à organização não governamental Comitê para Democratização da Informática) em parceria com a consultoria Plano CDE, especializada no mercado de baixa renda.
Parte das informações será apresentada hoje em um seminário do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para discutir formas mais eficientes de apresentar serviços e produtos de mais qualidade para os consumidores de baixa renda.
Na América Latina, esse mercado movimenta cerca de US$ 500 bilhões por ano.
Emprego e Educação
"Mesmo sem computador ou sem acesso à internet, esse jovem busca informação e tecnologia fora de sua casa. Utiliza esse serviço, ao contrário do que se pensa, não apenas para jogar", afirma Luciana Aguiar, antropóloga e diretora da Plano CDE.
Um dos pontos que mais chamam a atenção dos pesquisadores é o fato de um quarto desses jovens usar a LAN house para trabalhar e obter informações sobre emprego e formas de ganhar dinheiro, além de fazer cursos.
No estudo, realizado com 891 usuários de todo o país, 40% deles responderam que investiriam em educação caso tivessem incremento na renda de R$ 500. Em seguida, aparecem as categorias meio de transporte (20%), tecnologia (13%) e consumo pessoal (7%) -vestuário, calçados e higiene pessoal.
"Esse resultado mostra o potencial das LAN houses para oferecer cursos à distância, presenciais, além de crédito e produtos de inclusão financeira. As empresas ainda dão pouca atenção a esses consumidores", diz Bernardo Farias, diretor da CDI Lan.
Até julho, a CDI Lan deve firmar acordo com empresa de grande porte de educação para iniciar cursos à distância em 20 LAN houses do Nordeste e Centro-Oeste.
Em parceria com o Banco do Brasil, lançou recentemente o programa CorBan, que transforma LAN houses em correspondentes bancários. Hoje são 20 no país.
Incluir os Excluídos
Os usuários de LAN houses estão hoje distantes até mesmo do universo das pesquisas. Não estão em painéis de empresas de pesquisa on-line (comScore e Ibope).

"A base da pirâmide passa muito distante dos radares das pesquisas tradicionais. É preciso ir além e procurar inseri-la nesses levantamentos", afirma Aguiar.

A comScore, empresa líder mundial na medição de audiência digital, registra dados de usuários que acessam a rede em casa ou no trabalho em 45 países. "Nos próximos meses, isso deve mudar, com a inclusão da audiência de LAN houses. O Brasil será um dos primeiros a medir isso", afirma Alex Banks, diretor da empresa no Brasil.
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