sexta-feira, 29 de junho de 2012

Narrador da Globo coloca ídolo corintiano no Boca

Narradores da Globo falam besteiras sem tamanho no ar. Confira as gafes 

 Cléber Machado confundiu Riquelme, argentino, com Rincón, campeão mundial em 2000

 A inédita presença do Corinthians na grande final da Libertadores da América não mexeu com a cabeça apenas dos apaixonados pelo Alvinegro do Parque São Jorge. Cléber Machado, principal narrador da Rede Globo depois de Galvão Bueno, conseguiu a proeza de 'colocar' um antigo ídolo corintiano no meio-campo do Boca Juniors na primeira decisão do torneio continental, disputada em La Bombonera na noite de quarta-feira (28). Em dois ataques do Boca Juniors pela esquerda do gramado, o narrador chamou Juan Riquelme, camisa 10 e principal destaque dos hermanos, de Rincón, colombiano que fez história como capitão do Corinthians no fim dos anos 90 e na conquista do Mundial de Clubes da Fifa, em 2000.

Riquelme e Rincón não têm absolutamente nada em comum. Os jogadores são de nacionalidades diferentes (Rincón é colombiano), posições diferentes (Riquelme é meia e Rincón era volante) e até etnias diferentes. Para o narrador global, no entanto, um dos principais símbolos do Timão na conquista do primeiro título mundial de clubes reconhecido pela Fifa esteve em campo na quarta - e com a camisa do Boca.

Continuando a linha de raciocínio do R7 é porque os nobres sulistas não conhecem as gafes de seus afiliados da Record em Teresina. Os erros de português são os mais ridículos que alguém com formação por menor que seja possa cometer.
Infelizmente não posso falar nomes, pois seria imprudência de minha parte e a coisa é tão grosseira, digo às gafes que se comentadas aqui poderiam até me processar por calúnia. Mas o que eles deveriam fazer mesmo era contratar melhores profissionais para não envergonhar a emissora Antena 10, que é afiliada da Rede Record. Só me resta dizer que "quem tem telhado de vidro não joga pedra na casa do vizinho". 
Sem falar na Linha comercial feita pelos apresentadores que beiram a linha do ridículo e do bizarro, como é o caso do Black fazendo comercial da Honda e um louco fazendo comercial de tal “Santa Cruz dos Milagres” que diz em alto e bom som “Temos uma linha compReta de produtos”. E assim por diante.  Se eu fosse da Record nacional eu daria uma volta por Teresina e mandaria muita gente ir para a roça e bem longe da fazenda, o programa.
Fonte R7
Edição final: Gabriel Hammer

Ugly Kid Joe virá ao Brasil com nova formação

anda fará shows em Florianópolis, São Paulo e Porto Alegre, em agosto 

Ugly Kid Joe

Com nova formação, a banda norte-americana Ugly Kid Joe, sucesso no início dos anos 90, virá ao Brasil em agosto para shows em três capitais. Nesta segunda passagem pelo país – em 1994 eles participaram do Hollywood Rock, em São Paulo –, eles se apresentarão em Florianópolis (9/8), São Paulo (10/8) e Porto Alegre (12/8).
O grupo ficou 16 anos separado até voltar, em 2010, com dois dos integrantes originais. No início deste mês, foi lançado o EP Stairway To Hell, título que segue o costume do grupo de parodiar sucessos – assim como o próprio nome da banda, que faz referência ao também norte-americano Pretty Boy Floyd.
O vocalista Whitfield Crane e o guitarrista Klaus Eichstadt, integrantes desde o início do UKJ, agora têm a companhia de Cordell Crockett no baixo, Dave Fortman na guitarra e Shannon Larkin na bateria.
Ugly Kid Joe no Brasil
Florianópolis

Quinta-feira, dia 9 de agosto, às 23h
Local: John Bull Pub Florianópolis - Avenida das Rendeiras, 1046
Ingressos: R$ 50,00
Bilheteria: no site
Pontos de venda: http://www.blueticket.com.br ou nos pontos de venda John Bull Pub (048-32328535), lojas Multisom (Florianópolis e São José), Roots Records (048-32221134), Mensageiro Musical (048-32224418), Minikalzone da UFSC (048-32332079), Nelson Musical (048-3348-1590)
São Paulo
Sexta-feira, dia 10 de agosto, às 22h
Local: Santana Hall - Av. Cruzeiro do Sul, 2737 – Santana
Ingressos: entre R$60 e R$140
Pontos de Venda: no local e na Loja Moshi Moshi Anime (Galeria do Rock - Rua Vinte e Quatro de Maio, 62, tel:(11) 3331-1073).
Porto Alegre
Domingo, dia 12 de agosto, às 22h
Local: Opinião - Rua José do Patrocínio, 834 – Centro
Ingressos: de R$80 a R$140
Pontos de Venda: Lojas Trópico ou pela internet nos sites www.opiniaoingressos.com.br e www.ticketbrasil.com.br (em até 12x no cartão)
 Fonte: Rolling Stones Brasil

Twitter ou Facebook: de que lado você está?

 
A batalha final entre as redes sociais se aproxima feito epílogo de uma franquia de cinema. As redes mais fracas foram eliminados em escaramuças ocorridas nos últimos dois anos. Orkut, MySpace e outras perderam seus membros e, por conseguinte, a guerra. Na Internet, briga-se não por territórios, mas por exércitos, porque eles constituem a maior riqueza. Exércitos que lutam entre si por mais e mais tropas: talvez os conflitos do passado não tenham sido nada além que isto, a sanha de dominar pessoas. Só que agora tudo acontece no campo aparentemente etéreo da guerra mundial virtual. Nesta altura da saga das redes, os vencedores são o Facebook (ou Face, como dizem os brasileiros em bom português) e o Twitter. O serviço de rede social de Mark Zuckerberg disputa com o microblog de Jack Dorsey a hegemonia de nossas mentes e almas. Tornou-se quase uma guerra de trincheiras. De que lado você está?
A pergunta pode parecer ociosa se consideramos que muitos usuários de uma rede fazem parte da outra. No entanto, observo que uma parcela significativa da turma que usa tanto Twitter como Facebook prefere um serviço ao outro. Existe uma divisão mental e de tipo de usuário. Na verdade, são duas tribos bem distintas, que possuem características e visões de mundo que vou tentar descrever e analisar mais adiante. Antes, vou abordar a história e o estatuto dos dois serviços e identificar seus detratores.
Já disseram que nunca se sabe aonde vai dar uma invenção, porque ela depende do uso que as pessoas fazem dela. Ninguém imaginaria, oito anos atrás, que um site criado para juntar estudantes da universidade Harvard, como o Facebook, chegaria aos atuais 900 milhões de usuários e revelaria às pessoas a dimensão e a qualidade de seus relacionamentos. Ou que um microblog de San Francisco que não se levava a sério em 2006, a começar pelo nome – na definição do cofundador Jack Dorsey, Twitter significa a um só tempo gorjeio de pássaro e “uma manifestação breve de informação inconsequente” – atingiria 500 milhões de membros, entre eles muitos cidadãos inteligentes capazes de expressar visões de mundo e sistemas filosóficos inteiros nos limites dos 140 caracteres impostos por seus donos. Cada um a sua maneira, Facebook e Twitter colaboraram para alterar a história e a forma como lidamos com outras pessoas e com a própria realidade. Por meio deles, surgiram movimentos sociais, rebeliões e focos de resistência democrática, bem como atentados terroristas.
Mas há quem reduza a função política dos dois. O escritor americano Jonathan Franzen me disse em entrevista que duvida que o Twitter foi um fator determinante nos protestos do Irã e do Egito. “O papel das redes sociais em atuar efetivamente no mundo concreto está sendo superestimado”, disse Franzen. “A solução dos problemas das pessoas não está no mundo digital, mas no mundo concreto.” Franzen me disse que jamais irá entrar no Facebook e no Twitter.
Entendo o virgem de internet. É aquele sujeito que acredita que pode manter a reputação simplesmente por se recusar a participar do lindo mundo novo das redes sociais. Eu próprio escrevi tempos atrás uma refutação ao Facebook, e anunciei que ia sair do serviço de Zuck, mas acabei desistindo por pressão social. Família e amigos me forçaram a me emaranhar de novo na teia e, pior que isso, a interagir virtualmente com eles. E acabei imitando o virgem de 40 anos daquela comédia com o Steve Carell: quando, virgem de 50 anos, caí em tentação, e me lambuzei como nunca. Fui incapaz de manter meu voto de castidade digital, e admiro quem consiga. Quando intelectuais como Jonathan Franzen - e Eugenio Bucci, em artigo recente para ÉPOCA - juram que são felizes na condição de dinossauros tecnológicos, sinto-me um rematado pecador. Mas acho que eles mantêm o celibato digital mais como estratégia de militância filosófica do que por uma fé inabalável em que o ser humano possa se purificar longe dos tentáculos da aranha digital. De minha parte, não tenho vocação sacerdotal. Sou curioso demais para manter a reputação ilibada. Como disse o polemista austríaco Karl Kraus: “Conhecer o Diabo sem assar no inferno é algo que conviria a muita gente”. Prefiro queimar no inferno a posar de falso moralista.
E já que me encontro no inferno, vou tentar resistir por estes círculos mesmo, sem perder a argúcia. Uso os dois serviços, mas prefiro o Twitter, por inclinação. Vou raramente ao Facebook, até porque não gosto de fuçar detalhes das vidas alheias e muito menos ainda que investiguem a minha. Eu acho que aí reside a diferença essencial entre quem usa mais o Twitter do que o Facebook: o Twitter é fundamentalmente aberto e público, ao passo que o Facebook oferece ao participante um ambiente supostamente privado. Supostamente porque sabemos que Zuck libera os dados dos usuários a empresas que queiram pagar para utilizá-los para vender seus produtos e serviços. Segundo o militante digital Eli Pariser (no livro O filtro invisível – o que a internet está escondendo de você, Zahar, 252 páginas, R$ 41,75), o Facebook filtra a informação e usa um algoritmo que esconde a maior parte dos seus amigos, destacando aqueles com quem você mais interage. Com isso, o Facebook tribaliza os usuários, tornando sua comunidade um grupo ordenado de pessoas que pensam, se comunicam e têm gostos idênticos entre si. Mesmo assim, ainda acredito que é possível manter a mesmo tempo a privacidade e o perfil no Facebook – bastando para isso ser seletivo e alterar as configurações de privacidade do site. Segundo Pariser, o Twitter é um veículo mais livre e transparente, porque sua regulamentação é tênue e seu algoritmo, totalmente inclusivo.
De alguma forma, o Twitter se parece com os meios tradicionais de comunicação, pois permite que se propaguem informações sem restrições de comunidade. Daí, talvez, os profissionais de comunicação gostarem mais dele do que do Facebook. O usuário pode seguir uma celebridade – e ser seguido por ela – sem filtros. Você pode dar um furo de notícia e se tornar importante da noite para o dia. E também tem a opção de configurar o Twitter para que ele sirva como uma rede superexclusiva, ou então se valer de um pseudônimo para se expressar livremente, sem as amarras de sua condição social e profissional. Eu, por exemplo, tenho duas contas de Twitter, uma aberta e pública, e outra fechada, só para a família. Como interagir com parentes não se parece nem de longe com diversão, minha conta superprivada é quase inoperante. Por curiosidade, a conta fechada é, entre as duas, a que mais recebe solicitações de ingresso. O Twitter se afigura (e se configura) mais ágil que o Facebook e, ainda que não traga aplicativos e páginas atraentes como os do Facebook, permite comunicação com interlocutores específicos e divulgação de fotos instantâneas.
Por tudo isso, o Twitter aparentemente combina mais com pessoas mais despreocupadas e capazes de agir em público com desenvoltura. Quem usa o Twitter corre risco. Parece andar em uma praça, sujeita às intempéries, ao acaso e ao contato das multidões. Faz e recebe críticas, ataca e é atacado. Quando alguém namora pelo Twitter, o faz à vista da massa incógnita – mas não está nem aí para isso. A presumível livre expressão do pensamento faz parte do mecanismo do gorjeio quase infinito, que se dissemina através da retuitagem. Ele fornece a ilusão de que o usuário é popular, pelo número de pessoas que o seguem. Mas até que ponto quem segue leva o que ele diz de fato? Até que ponto os donos do serviço não escondem algo do usuário? É um meio de comunicação imprevisível, caótico e violento. Por isso, sujeito à suspeição.
O usuário de Facebook parece ser mais passivo e inclinado ao convencionalismo. Ele tem um só nome, um só endereços e um só rosto. Seu prestígio não se mede pelo número de seguidores como o Twitter. Ele precisa se sentir protegido e não ser contestado. Ali só existe o verbo “curtir”. Não existe o “discordar”. Isso apazigua os ânimos e torna todos falsamente concordes. O Facebook apresenta um processo de afinidades menos eletivas que forçadas. Lembra um ambiente amplo, porém fechado e controlado. Quem está sob seu teto é obrigado a fazer amigos e se relacionar intensamente com os outros, só que mantendo a discórdia fora da conversa. Bloquear pessoas é o mesmo que ofendê-las para sempre. Até os jogos são consensuais, como montar uma fazenda e atirar em pássaros feitos de bits. O usuário do Facebook adora que Zuck e os outros organizem sua linha do tempo, poste fotos e hierarquize sua rede de relacionamentos.
Para resumir, o Facebook é entediante e fechado tal qual colegas em uma escola, ao passo que o Twitter se apresenta difuso e divertido como um espetáculo a céu aberto. Mesmo assim, há em ambas as redes sociais sempre alguém monitorando o que você diz, faz e pensa, em graus diferentes de vigilância. Isso para mim soa como uma terrível restrição à liberdade. Neste momento, estamos sendo conduzidos a optar por um e outro, e escolher entre a cruz e a caldeirinha. Obviamente, você ainda pode fazer parte dos dois ambientes ao mesmo tempo. Mas, na hora em que um conquistar o outro, para onde irá? Sim, é possível sobreviver sem um deles – e, melhor ainda, viver sem nenhum dos dois. Porque daqui a pouco deverá surgir uma invenção muito mais ardilosa que os tornará obsoletos. A outra alternativa, não de todo desprezível, é voltar a ser virgem de internet. Fica a pergunta: existe virgindidade reversível? 
 Fonte:  Revista Época

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Garbage: Not Your Kind Of People

O quinto álbum de estúdio do Garbage chegou ao mercado debaixo de expectativas e de muita ansiedade por parte dos fãs. Não à toa: a banda esteve em um hiato por seis longos anos. A pergunta é: "O disco corresponde?". Afirmativo. Nada de volta morninha, apenas para constar.

O período de pausa da banda não foi exatamente de férias. Buth Vig, por exemplo, produziu discos do Green Day, Foo Fighters e Muse nesse espaço de tempo. A vocalista, Shirley Manson, estreou como atriz - na série televisiva "Terminator: The Sarah Connor Chronicles" - e gravou um disco solo, ainda sem previsão de lançamento.


Em 2010 a banda passou a se encontrar e desses encontros surgiram algumas novas músicas. Foi o suficiente para animar os fãs. E "Not Your Kind Of People" é o resultado da fome de criarem juntos que Shirley Manson, Duke Erikson (guitarra, teclados), Steve Marker (guitarra, sintetizadores) e Butch Vig (bateria e efeitos diversos) descobriram que ainda existia dentro de cada um.


Produzido pela própria banda de forma independente, já que o Garbage saiu da Geffen Records bastante descontente, "Not Your Kind Of People" traz 11 faixas inspiradas. Guitarras ruidosas se misturam harmonicamente com batidas e efeitos eletrônicos por todo o repertório - Butch Vig parece ter se divertido com loops e samples.


A produção que acompanha essa mistura deixa as canções bastante coesas. Talvez coesas demais, o que pode levar à críticas de super produção. Mas não dá para dizer que haja pasteurização ou exagero em "Not Your Kind Of People".


Se for para destacar uma única canção no disco essa é "Man on a Wire". Basta ouvi-la uma única vez para saber que nasceu para ser um 'hit'. Uma canção de levantar a arena. Mas seria injusto com "Battle in Me". Ou com a quase dançante "Automatic Systematic Habit".


Outro ponto alto do disco é "Big Bright World" com suas passagens vindas do túnel do tempo, lá dos anos 1990. Vale citar ainda "Blood for Poppies", com sua guitarra suja, mas seu jeitão pop rock de duas décadas atrás. A canção, escolhida para ser o primeiro 'single', ganhou o videoclipe que você vê abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=4OdTBCgqRt4
O quinto álbum de estúdio do Garbage chegou ao mercado debaixo de expectativas e de muita ansiedade por parte dos fãs. Não à toa: a banda esteve em um hiato por seis longos anos. A pergunta é: "O disco corresponde?". Afirmativo. Nada de volta morninha, apenas para constar.

O período de pausa da banda não foi exatamente de férias. Buth Vig, por exemplo, produziu discos do Green Day, Foo Fighters e Muse nesse espaço de tempo. A vocalista, Shirley Manson, estreou como atriz - na série televisiva "Terminator: The Sarah Connor Chronicles" - e gravou um disco solo, ainda sem previsão de lançamento.


Em 2010 a banda passou a se encontrar e desses encontros surgiram algumas novas músicas. Foi o suficiente para animar os fãs. E "Not Your Kind Of People" é o resultado da fome de criarem juntos que Shirley Manson, Duke Erikson (guitarra, teclados), Steve Marker (guitarra, sintetizadores) e Butch Vig (bateria e efeitos diversos) descobriram que ainda existia dentro de cada um.


Produzido pela própria banda de forma independente, já que o Garbage saiu da Geffen Records bastante descontente, "Not Your Kind Of People" traz 11 faixas inspiradas. Guitarras ruidosas se misturam harmonicamente com batidas e efeitos eletrônicos por todo o repertório - Butch Vig parece ter se divertido com loops e samples.


A produção que acompanha essa mistura deixa as canções bastante coesas. Talvez coesas demais, o que pode levar à críticas de super produção. Mas não dá para dizer que haja pasteurização ou exagero em "Not Your Kind Of People".


Se for para destacar uma única canção no disco essa é "Man on a Wire". Basta ouvi-la uma única vez para saber que nasceu para ser um 'hit'. Uma canção de levantar a arena. Mas seria injusto com "Battle in Me". Ou com a quase dançante "Automatic Systematic Habit".


Outro ponto alto do disco é "Big Bright World" com suas passagens vindas do túnel do tempo, lá dos anos 1990. Vale citar ainda "Blood for Poppies", com sua guitarra suja, mas seu jeitão pop rock de duas décadas atrás. A canção, escolhida para ser o primeiro 'single', ganhou o videoclipe que você vê abaixo.

                                                       VEJA O PLAYLIST:
01. Automatic Systematic Habit
02. Big Bright World
03. Blood for Poppies
04. Control
05. Not Your Kind of People
06. Felt
07. I Hate Love
08. Sugar
09. Battle in Me
10. Man on a Wire
11. Beloved Freak
Fonte Territorio da Musica

A fotografia digital se vulgarizou', diz Delfim Martins

Junto com Nair Benedicto, Ricardo Malta e seu irmão Juca Martins, Delfim Martins fundou, em 1979, a agência F4, empresa pioneira no ramo do fotojornalismo baseada em casos de sucesso no exterior, a exemplo da Magnum, criada por Henri Cartier-Bresson e Robert Capa. Nascido em Barcelos, Portugal, o fotógrafo se radicou no Brasil onde iniciou sua carreira em 1973.
“Eu comecei fotografando no centro audiovisual do Mackenzie e, em 1975, fui contratado pela revista Visão para comandar a equipe de fotografia”, lembra. Delfim recorda a época, quando a maioria dos fotógrafos autodidatas passavam direto para o mercado fotográfico. Ficou até 1983 como chefe de fotografia da publicação, que na época realizava uma parceria com a F4.
No período da segunda metade da ditadura militar (1964-1985), o fotógrafo enfrentou as dificuldades da censura. “O mais comum era ter uma pessoa, que não era fotógrafa, um funcionário [do governo]. Tinha um ponto previamente combinado e, à medida que íamos terminando o material, este era passado para essa pessoa”. No caso de Delfim, ele nunca teve seu material recolhido.
Nos últimos anos, Delfim se especializou em fotografia de agricultura, prestando serviço a corporações e empresas multinacionais instaladas no Brasil. Começou após fazer uma reportagem no interior de São Paulo, quando notou poucas informações na mídia sobre o tema.
“Comecei a perceber que havia certa carência. Assim como tínhamos fotógrafos de natureza, percebi que havia uma deficiência de alguém que conhecesse bem a produção agrícola no Brasil. Por acaso entrei nesse caminho, hoje em dia sei praticamente tudo sobre o assunto”, explica.
Entre outros projetos, atualmente Delfim tem registrado a situação da transposição do rio São Francisco, no Nordeste, onde mantém contato com famílias do local. “Vou para lá pelo menos uma vez por ano. Também estou fazendo uma cobertura do Festival de Folclore de Olímpia (SP), que reúne grupos de folclore na região”, conta.
Olhando para as novas tecnologias de fotografias, ele critica a vulgarização como resultado do mundo digital. “A fotografia digital se vulgarizou. As pessoas não conseguem ter uma avaliação técnica. Acho que as pessoas perderam um pouco o senso crítico. Vejo muitas postando fotos, é tudo muito lugar comum”, diz. Para ele, as vantagens são o custo do equipamento mais acessível e a alta capacidade de cartões de memória.
“Toda vez que saíamos para um trabalho tínhamos um limite de filme para medir a luz”, compara. “Existe um lado bom porque você pode fazer várias tentativas [com o digital]. Por outro lado, se o cara não souber medir a luz ou fazer uma boa composição, vai acabar com a imagem”, pondera. Na sua época, fotógrafos tinham de pensar a pose e a luminosidade em razão do número de filmes disponíveis na câmera.
Ainda assim, observa que hoje é possível encontrar um mercado destinado especificamente para o trabalho de artistas independentes. “Ao mesmo tempo, dez anos atrás não tínhamos um mercado de fotografia de arte. O mercado hoje também está absorvendo esse tipo de fotografia”, conclui.

Fonte: Portal Imprensa

Câmara debate proposta de "cura" de gays

Políticos discutem uma autorização para que psicólogos proponham tratamentos para a homossexualidade

Casal gay de mãos dadas

São Paulo - A Câmara dos Deputados discute nesta quinta-feira o projeto de lei que busca autorização para que psicólogos proponham tratamentos para a homossexualidade. O debate gera críticas de entidades ligadas a movimentos contra a homofobia e ao Conselho Federal de Psicologia (CFP), que atualmente veta que profissionais da área tratem a homossexualismo como transtorno psíquico.

"O motivo da audiência, em si, já é um contrassenso, pois tenta interferir na decisão de um conselho profissional legalmente instituído", afirma o presidente do CFP, Humberto Verona. "Na opinião do conselho, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de todos os órgãos competentes, o homossexualismo não é doença, desvio ou qualquer tipo de perversão."
O Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, do deputado João Campos (PSDB-GO), quer suprimir dois pontos da resolução da CFP, de 1999. No documento, a entidade proíbe os profissionais da área de colaborar com "eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade" e de "reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".
Apesar de receber o convite para participar da audiência de hoje, o CFP publicou uma manifestação de repúdio ao projeto. "Fomos convidados, mas não vamos comparecer, pois estamos repudiando a forma antidemocrática como esse debate será conduzido", diz Verona. "O deputado convidou quatro pessoas que representam a mesma posição e pôs o conselho do outro lado para ser massacrado. É uma audiência de cartas marcadas."
Psicóloga cristã
O psicólogo Luciano Garrido, que também foi convidado para a audiência pública, rebate as críticas. "O conselho está aparelhado em favor de causas políticas, como o movimento pró-LGBT. Há influência muito grande desses setores e as pessoas do conselho usam seus poderes normativos para impor normas, em vez de promover o debate intelectual."
Ele nega, porém, que os defensores de mudança na resolução queiram tratar o homossexualismo como doença. "Não considero a homossexualidade uma anomalia ou patologia, mas a psicologia não se resume a questões de saúde e doença. Não se pode reduzi-la a isso."
Suplente na Comissão de Seguridade Social e Família, João Campos tem o apoio de psicólogos ligados a movimentos religiosos, como Marisa Lobo, que se autodenomina "psicóloga cristã" - recentemente, ela foi alvo de uma investigação do conselho por associar psicologia e religião nas redes sociais.
"Não proibimos ninguém de falar sobre nada. Mas não pode falar como psicólogo, pois a profissão não reconhece", afirma Verona. "Ela (Rozângela) foi alvo de um processo público e acabou condenada por oferecer tratamento psicológico para o homossexualismo." No processo, a psicóloga sofreu censura pública do conselho. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Exame

Corintianos já pagam até 12.000 reais por ingresso na final

Com poucos bilhetes oferecidos a torcedor comum, mercado paralelo esquenta

Torcida Corinthians no Pacaembu
Na estreia do Corinthians na Copa Libertadores 2012, em 7 de março, no Pacaembu, contra o Nacional do Paraguai, o torcedor do clube paulista pagava 50 reais por um ingresso de arquibancada ou 200 reais por uma cadeira. Exatos quatro meses depois, em 7 de julho, o Corinthians volta ao estádio na grande final da competição - e já há fanáticos que gastam até 12.000 reais por uma entrada. O valor, pago por um torcedor anônimo num site de revenda de ingressos na manhã desta quinta-feira, dia seguinte à primeira partida da final, seria suficiente para comprar 240 entradas para os jogos do time na fase de grupos.
      Leia também: Cinco motivos para acreditar na conquista do título pelo Corinthians

No primeiro jogo da final, em Buenos Aires, os corintianos já sofreram para conseguir ingressos. O Boca Juniors disponibilizou apenas 2.450 bilhetes, que foram vendidos através da agência de viagens oficial do clube, entregues a torcidas organizadas e oferecidos aos sócios mais assíduos do plano Fiel Torcedor. Alguns torcedores que foram à Argentina sem ingresso arriscaram a sorte com os cambistas - e muitos acabaram comprando bilhetes falsos nos arredores do Estádio La Bombonera. O Corinthians chegou a divulgar comunicados aos torcedores pedindo que eles não viajassem à Argentina se não tivessem a entrada nas mãos.
      Leia também: Cinco motivos para desconfiar da conquista do título pelo Corinthians

Para a segunda partida, a venda de ingressos foi iniciada na terça-feira. Em apenas 15 minutos, os torcedores participantes do programa Fiel Torcedor esgotaram os bilhetes para três setores do estádio - cadeira laranja, numerada e setor VIP. O torcedor comum deve ter acesso a um número reduzido de entradas nas bilheterias do Pacaembu, já que apenas sócios que já compraram mais de 45 entradas no Fiel Torcedor puderam garantir o ingresso da final por antecipação. Em função disso, acredita-se que a corrida pelos ingressos no mercado paralelo vai se intensificar a cada hora em que a partida de quarta que vem se aproxima.
Fonte: Veja

Cliente poderá recusar anúncio no celular

Anatel determina que as operadoras consultem os consumidores até 20 de setembro

As operadoras de telefonia móvel terão de consultar todos os clientes sobre a política de envio de mensagens publicitárias para celulares.
A decisão foi publicada ontem pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), por meio de uma circular, e garante aos clientes a opção de recusar o recebimento dessas mensagens.
Atualmente, parte dos usuários que entram em conta-
to com a operadora de celular e solicitam a interrupção do envio dessas mensagens consegue ser atendida. No entanto, essa não é a regra.
De acordo com a agência reguladora, muitos contratos, ao detalhar plano e custos, incluem também cláusulas que preveem o recebimento de conteúdo publicitário.
Com a implementação da nova norma, as empresas terão dois meses, entre os dias 20 de julho e 20 de setembro, para enviar um SMS aos clientes questionando se eles têm interesse em continuar recebendo os anúncios.
O texto das operadoras deve seguir um modelo predefinido: "Por determinação da Anatel, caso não queira receber mensagem publicitária desta prestadora, envie SMS gratuito com a palavra 'sair'".
A empresa também dirá na mensagem para qual número os usuários deverão encaminhar a resposta.
Assim que o cliente avisar a empresa que não quer receber conteúdo publicitário, a operadora deverá enviar uma notificação reconhecendo a opção do usuário.
Caso o usuário decida voltar a receber as mensagens, ele poderá reativar o serviço a qualquer tempo.
As normas da Anatel exigem ainda que as prestadoras façam uso do site institucional para divulgar a nova medida e impõem que a informação seja exposta em um espaço em que a mensagem esteja visível.
Nos novos contratos, as operadoras terão de incluir uma cláusula para que o usuário indique se deseja ou não receber as mensagens.
Caso não cumpram a determinação, as empresas podem ser punidas pela Anatel com advertência ou multa. De acordo com a agência, não há um valor fixo para a multa e cada caso será estudado.
As empresas deverão manter, por pelo menos dois anos, um arquivo com a opção feita pelos clientes. 

Fonte: Folha de São paulo

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A publicidade brasileira passa por uma crise de criação


Em entrevista ao Meio & Mensagem, Serginho Groisman, jornalista e apresentador da Rede Globo, afirmou que a publicidade brasileira está passando por uma "crise de criação".
"Vejo comerciais muito parecidos, como os de supermercados. Não sei se é por causa do investimento, já que o preço para veicular em televisão é muito caro. Por outro lado, há coisas muito bem feitas. Mas eu gostaria de ver um pouco mais de criação. A gente se comunica bem, mas estamos em uma crise de criação", explicou.
O apresentador já foi convidado várias vezes para fazer campanhas publicitárias e diz ter um critério para aceitar os trabalhos. "Nunca vou fazer sobre produtos que eu não acredito. Não vou fazer comercial de cigarro, por exemplo", comenta. "No programa, existem ações de merchandising, que faço muito mais por causa do recurso que entra no programa do que em valor próprio".
Com a ideia de “trazer vida inteligente para as madrugadas”, há quase doze anos Serginho Groisman comanda o programa "Altas Horas", na Globo.
VEJA 2 DOS PIORES DE 2010:

 AGORA UM DOS PIORES JÁ FEITOS:
Fonte: FNDC

Globo já estuda mudanças no programa de Fátima Bernardes


Dois dias no ar, 30% de audiência a menos: mudanças à vista. A reunião pós-estreia do "Encontro com Fátima Bernardes", na segunda-feira (25), não foi só para comemorar os dez pontos de audiência. A atração, que caiu para sete pontos na terça (26), já começa a passar por ajustes. Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP.
As reformas devem começar pelo visual. A Folha apurou na Globo que a direção achou que o cenário de Fátima ficou "escuro" para o horário, com cara de boate.
A diferença de luz é ressaltada pelas atrações que antecedem o programa, como o "Mais Você", que tem iluminação extremamente clara.
Uma das ideias em estudo é trocar a cor das cadeiras do programa por um tom mais claro. O cenário também pode ficar com menos cara de consultório, puxando para tons de cinza e azul.
Uma das dificuldades da iluminação está justamente na inovação do cenário, que conta com projeção mapeada de imagens nas paredes. Tal projeção necessita de pouca luz no estúdio para poder ser visualizada. É como uma tela de cinema. Há quem defenda que a novidade deva ser trocada por LED.
Quanto ao conteúdo, os debates devem ficar menores e o jornalismo ganhará mais espaço. Procurada, a Globo não comentou o assunto.
*
Reforço Samara Felippo está acertando sua contratação pela Record. A atriz, ex-Globo, integrará o elenco da minissérie bíblica "José". O ator Henri Pagnoncelli também deve entrar na produção.
Vendas Outra minissérie bíblica da emissora, "Rei Davi", está fazendo sucesso na feira de audiovisual Natpe Budapeste, realizada nesta semana, na Hungria. A obra estampa a capa de duas revistas internacionais que circulam no evento internacional.
Ajustes "Só dei uma olhadinha. Mas acho que precisa de retoques, melhores reportagens." Eis o diagnóstico da estreia de "Encontro com Fátima Bernardes" (Globo) dado pelo diretor-geral da rede, Octávio Florisbal, à Folha, durante o Encontro de Mídias, na segunda (25), em São Paulo.
Ajustes 2 Cercado de profissionais de mídia, Florisbal encerrou o evento com um discurso repleto de dicas profissionais e emocionais.
Ajustes 3 O executivo da Globo pediu aos jovens publicitários para não esquecerem de suas mulheres ao se dedicarem às suas carreiras. "Sejam apaixonados pelo trabalho, mas cuidem dos amigos, tragam sua mulher junto nesse caminho. Compatibilizem as coisas", continua. "A carreira tem começo, meio e fim. O que fica é a sua família."
Amigos É grande a torcida por parte de Ratinho para que Hebe Camargo volte ao SBT.
O NÚMERO É...
A novela "Cheias de Charme" (Globo) bateu recorde de audiência na segunda: registrou 36 pontos.
Fonte:  Folha Online

Cerca de 64% dos petistas rejeitam apoio de Maluf em São Paulo

É a 1ª pesquisa após Lula obter apoio de Maluf e perder Erundina na chapa

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (27) mostra que o apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP) a Fernando Haddad (PT) na corrida eleitoral na capital paulista é rejeitado por 62% dos eleitores de São Paulo. Entre os petistas, a reprovação é ainda maior: 64%, segundo o levantamento.

Esta é a primeira pesquisa feita após o ex-presidente Lula obter o apoio de Maluf. A parceria levou Luiza Erundina (PSB) a abandonar a chapa onde concorreria como vice. O levantamento foi encomendado pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

O Datafolha ouviu 1.081 eleitores na capital paulista entre segunda (25) e terça-feira (26). A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número 87/2012.

A pesquisa foi realizada com base em perguntas do Datafolha:

O PT buscou apoio de Maluf. O PT agiu bem ou mal?
Mal: 62%
Bem: 23%
Não sabe: 15%

OBS: entre os simpatizantes do PT, o total de respostas “agiu mal” é de 64%, mostra o gráfico do Datafolha

O apoio de Maluf a Haddad traz ao petista:

Mais prejuízos: 39%
Indiferente: 36%
Mais benefícios: 14%
Não sabe: 11%

Erundina agiu bem ou mal ao desistir de ser vice de Haddad?
Bem: 67%
Mal: 17%
Não sabe: 16%

Os números indicam que 59% disseram que não votariam num candidato apoiado por Maluf. Outros 12% seguiriam sua indicação, e 26% seriam indiferentes.

A desistência de Erundina teve ampla aprovação: 67% dos eleitores. Outros 17% reprovaram a atitude, e 16% não opinaram.

A influência de Lula no quadro eleitoral está em queda. Hoje, 36% dos eleitores dizem que o apoio do ex-presidente os faria escolher um candidato. O índice anterior era de 49%.

Fonte: G1

Cineasta e escritora Nora Ephron morre aos 71 anos

Conhecida por comédias românticas como Harry & Sally e Sintonia de Amor, artista sofria de leucemia 

Nora Ephron

A escritora, roteirista e diretora Nora Ephron morreu nesta terça, 26, aos 71 anos. Jacob Bernstein, filho da cineasta, revelou ao The New York Times que a causa da morte foi uma pneumonia causada por leucemia.
Nora era conhecida por escrever comédias românticas – inteligentes – de grande apelo para o público feminino. Harry & Sally – Feitos um para o Outro (1989), escrito por ela, e Sintonia de Amor (1993), escrito e dirigido pela artista, ajudaram a tornar Meg Ryan uma estrela do gênero. Entre outras obras estão Mens@agem para Você (1998, roteiro e direção), Silkwood – O Retrato de uma Coragem (1983, roteiro) e Michael – Anjo e Sedutor (1996, direção). O último trabalho dela foi Julie & Julia, de 2009, estrelado por Amy Adams e Meryl Streep.
Na vida real, foram três casamentos: com o autor Dan Greenberg, com o investigador do caso Watergate Carl Bernstein (cujo divórcio inspirou o filme A Difícil Arte de Amar) e o atual, com Nicholas Pileggi, autor de Os Bons Companheiros.
Em 2008, ela lançou o best-seller Meu Pescoço É um Horror, sobre o envelhecimento. O tema também foi tratado no livro de crônicas Não Me Lembro de Nada e Outros Papos da Idade Madura.
 Veja trailer do filme Julie & Julia de 2009:
 Fonte: Rolling Stones Brasil

Cannes, dez anos depois



O Festival de Cannes que deixei de ir há dez anos estava ficando datado e dispensável. Com a internet e a convergência batendo à porta, ele se resumia a um festival de filmes e impressos, com cara de 1953, quando foi fundado. Dez anos depois, o festival mudou muito, e eu também. Ambos para melhor, acho.
Deixei a publicidade em 1999 e montei um portal de internet grátis. Passei dois anos explicando aos meus amigos "mídias" que internet ia dar certo, que internet era o futuro.
Investi numa agência de internet que estava começando, a Click, e ajudei muito para que ela tivesse no nascedouro oportunidades que o talento de seus sócios, Pedro Cabral e PJ Pereira, mereciam.
A Click ganhou o primeiro Grand Prix Digital do Brasil em Cannes e é ate hoje a grande dama do setor.
Depois de cumprir o período de "non-compete", voltei para a publicidade para ir desta vez além da publicidade e fazer um grupo de comunicação, não só de propaganda. Um grupo multiplataforma que fosse do anúncio ao entretenimento, das relações públicas ao design.
Recomecei do zero. Acertei muito, errei bastante. Abri empresas bem-sucedidas e tive de fechar outras rapidamente. Ou seja, o tempo que fiquei longe da propaganda e dos prêmios, o tempo que namorei o sucesso e o insucesso, ajudou a me identificar mais com este festival de hoje do que com o finado festival do cinema publicitário de Cannes lá de 2002.
Ele é agora um festival de criatividade --e não só de comerciais de 30 segundos. É natural que o seja. A comunicação hoje é uma medusa. Para acompanhá-la, você tem de ter mais do que uma cabeça aberta, você tem de ter várias cabeças.
O festival que disputei psicoticamente até 2000 (com mais de 50 Leões, um Grand Prix e duas Agência do Ano) era voltado para publicitários e agências e foi virando um oba-oba de nós conosco.
Já o festival de hoje é do publicitário, do pensador, do "geek" de Palo Alto, do financista de Wall Street, do professor universitário. E ele conseguiu atrair os grandes anunciantes. O maior deles, a Procter & Gamble, foi premiadíssimo neste ano com a campanha "Mãe, o Melhor Emprego do Mundo", aplaudida em delírio no "palais" do festival.
O CEO da Procter, Bob MacDonald, estava no camarote do prefeito de Cannes assistindo à cerimônia e à consagração do trabalho de marketing de seu CMO, Marc Prichet, e da fabulosa agência americana Wieden+Kennedy.
Cannes hoje é, portanto, um festival de grandes ideias e grandes negócios. Enquanto as categorias são julgadas, os 11 mil delegados assistem a palestras e participam de atividades das mais instigantes.
Aí também as agências, as Microsoft, Google e Facebook da vida e os mega-anunciantes disputam a atenção do público. Quebrando a cabeça para trazer o "insight" mais inovador e provocar o maior impacto.
Para quem trabalha com marketing, é essencial ir a Cannes hoje. É caro, mas vale cada centavo. Não é mais só um festival, é curso de atualização, um debate de alto nível.
Volto de Cannes-2012 como sempre voltei: com as unhas todas roídas. Culpado de não ter assistido a todas as palestras e a todos os filmes. Inquieto porque, independentemente de uma de minhas agências ter ultrapassado a marca do centésimo Leão, haverá sempre um Dan Wieden que é maravilhosamente maior, bem maior que nós e que me deixa possuído por aquele maravilhoso ciúme que, em vez de roer nosso fígado, rói nossas unhas e nos tira da zona de conforto.
Sinto-me como bem disse Wieden ao receber o Leão de São Marcos (em homenagem a sua imensa contribuição ao setor): a mudança vem de todas as áreas da propaganda e de todos os cantos do planeta. Não tenho mais certeza de nada. E acho isso uma delícia.
Cannes é um festival renascentista que chega aos 60 anos no ano que vem muito mais jovem do que quando tinha 50.
Mais do que um centro de criatividade, é um centro de inovação. E independentemente do meu sucesso pessoal, volto de lá me sentindo pequeno, um merda comparado com o que vi no novamente grande festival.
Nizan Guanaes, publicitário baiano, é dono do maior grupo publicitário do país, o ABC. Escreve às terças-feiras, a cada duas semanas, na versão impressa de "Mercado".

Fonte: Folha On Line

Hábito de ler está além dos livros, diz um dos maiores especialistas em leitura do mundo





Um dos maiores especialistas em leitura do mundo, o francês Roger Chartier destaca que o hábito de ler está muito além dos livros impressos e defende que os governos têm papel importante na promoção de uma sociedade mais leitora.
O historiador esteve no Brasil para participar do 2º Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários, realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em entrevista à Agência Brasil, o professor e historiador avaliou que os meios digitais ampliam as possibilidades de leitura, mas ressaltou que parte da sociedade ainda está excluída dessa realidade. “O analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital”, disse.
Agência Brasil: Uma pesquisa divulgada recentemente indicou que o brasileiro lê em média quatro livros por ano (a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em abril). Podemos considerar essa quantidade grande ou pequena em relação a outros países?
Roger Chartier: Em primeiro lugar, me parece que o ato de ler não se trata necessariamente de ler livros. Essas pesquisas que peguntam às pessoas se elas leem livros estão sempre ignorando que a leitura é muito mais do que ler livros. Basta ver em todos os comportamentos da sociedade que a leitura é uma prática fundamental e disseminada. Isso inclui a leitura dos livros, mas muita gente diz que não lê livros e de fato está lendo objetos impressos que poderiam ser considerados [jornais, revistas, revistas em quadrinhos, entre outras publicações]. Não devemos ser pessimistas, o que se deve pensar é que a prática da leitura é mais frequente, importante e necessária do que poderia indicar uma pesquisa sobre o número de livros lidos.
Agência Brasil: Hoje a leitura está em diferentes plataformas?
Chartier: Absolutamente, quando há a entrada no mundo digital abre-se uma possibilidade de leitura mais importante que antes. Não posso comparar imediatamente, mas nos últimos anos houve um recuo do número de livros lidos, mas não necessariamente porque as pessoas estão lendo pouco. É mais uma transformação das práticas culturais. É gente que tinha o costume de comprar e ler muitos livros e agora talvez gaste o mesmo dinheiro com outras formas de diversão.
Agência Brasil: A mesma pesquisa que trouxe a média de livro lidos pelos brasileiros aponta que a população prefere outras atividade à leitura, como ver televisão ou acessar a internet.
Chartier: Isso não seria próprio do brasileiro. Penso que em qualquer sociedade do mundo [a pesquisa] teria o mesmo resultado. Talvez com porcentagens diferentes. Uma pesquisa francesa do Ministério da Cultura mostrou que houve uma redistribuição dos gastos culturais para o teatro, o turismo, a viagem e o próprio meio digital.
Agência Brasil: Na sua avaliação, essa evolução tecnológica da leitura do impresso para os meios digitais tem o papel de ampliar ou reduzir o número de leitores?
Chartier: Representa uma possibilidade de leitura mais forte do que antes. Quantas vezes nós somos obrigados a preencher formulários para comprar algo, ler e-mails. Tudo isso está num mundo digital que é construído pela leitura e a escrita. Mas também há fronteiras, não se pode pensar que cada um tem um acesso imediato [ao meio digital]. É totalmente um mundo que impõe mais leitura e escrita. Por outro lado, é um mundo onde a leitura tradicional dos textos que são considerados livros, de ver uma obra que tem uma coerência, uma singularidade, aqui [nos meios digitais] se confronta com uma prática de leitura que é mais descontínua. A percepção da obra intelectual ou estética no mundo digital é um processo muito mais complicado porque há fragmentos e trechos de textos aparecendo na tela.
Agência Brasil: Na sua opinião, a responsabilidade de promover o hábito da leitura em uma sociedade é da escola?
Chartier: Os sociólogos mostram que, evidentemente, a escola pode corrigir desigualdades que nascem na sociedade mesmo [para o acesso à leitura]. Mas ao mesmo tempo a escola reflete as desigualdades de uma sociedade. Então me parece que, também, é um desafio fundamental que as crianças possam ter incorporados instrumentos de relação com a cultura escrita e que essa desigualdade social deveria ser considerada e corrigida pela escola que normalmente pode dar aos que estão desprovidos os instrumento de conhecimento ou de compreensão da cultura escrita. É uma relação complexa entre a escola e o mundo social. E é claro que a escola não pode fazer tudo.
Agência Brasil: Esse é um papel também dos governos?
Chartier: Os governos têm um papel múltiplo. Ele pode ajudar por meio de campanhas de incentivo à leitura, de recursos às famílias mais desprovidas de capital cultural e pode ajudar pela atenção ao sistema escolar. São três maneira de interação que me parecem fundamentais.
Agência Brasil: No Brasil ainda temos quase 14 milhões de analfabetos e boa parte da população tem pouco domínio da leitura e escrita – são as pessoas consideradas analfabetas funcionais. Isso não é um entrave ao estímulo da leitura?
Chartier: É preciso diferenciar o analfabetismo radical, que é quando a pessoa está realmente fora da possibilidade de ler e escrever da outra forma que seria uma dificuldade para uma leitura. Há ainda uma outra forma de analfabetismo que seria da historialidade no mundo digital, uma nova fronteira entre os que estão dentro desse mundo e outros que, por razões econômicas e culturais, ficam de fora. O conceito de analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital. Cada um precisa de uma forma de aculturação, de pedagogia e didática diferente, mas os três também são tarefas importantes não só para os governos, mas para a sociedade inteira.
Agência Brasil: Na sua avaliação, a exclusão dos meios digitais poderia ser considerada uma nova forma de analfabetismo?
Chartier: Me parece que isso é importante e há uma ilusão que vem de quem escreve sobre o mundo digital, porque já está nele e pensa que a sociedade inteira está digitalizada, mas não é o caso. Evidente há muitos obstáculos e fronteiras para entrar nesse mundo. Começando pela própria compra dos instrumentos e terminando com a capacidade de fazer um bom uso dessas novas técnicas. Essa é uma outra tarefa dada à escola de permitir a aprendizagem dessa nova técnica, mas não somente de aprender a ler e escrever, mas como fazer isso na tela do computador.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 26 de junho de 2012

Encontro com Fátima Bernardes' dobra audiência da Globo

 
A estreia do programa 'Encontro com Fátima Bernardes' foi líder de audiência na manhã desta segunda-feira, 25, na Rede Globo. Dados de audiência em tempo real registraram média de 10 pontos, o dobro do que a Globo marcava com a exibição de "TV Globinho". A atração teve ainda pico de 11,5 pontos. Cada ponto vale por 60 mil domícilios na Grande SP.

O programa rendeu ainda o segundo lugar para o SBT, já que com o fim da 'TV Globinho' a emissora de Sílvio Santos passa a ser o único a exbir desenhos de qualidade. O SBT fechou com média de 7,1 pontos e teve picos de 8,5, ficando à frente da Record entre 10h30 às 12h que registrou média de seis pontos. As informações são da Folha.com.

"Encontro com Fátima Bernardes" estaria causando tensão no programa de Ana Maria Braga 

A chegada de Fátima Bernardes na grade da manhã da Rede Globo não anda agradando a todo mundo. Segundo informações do F5, o programa "Encontro com Fátima Bernardes", que estreiou na ultima  segunda-feira, 25, e estaria causando tensão a produção do "Mais Você', de Ana Maria Braga. As produções dos programas estariam disputando matérias sobre pautas de comportamento. Ainda de acordo com a publicação, na semana passada a produção do "Mais Você" procurava um entrevistado, um ator da Globo, e soube que ele já havia se comprometido a participar do programa de Fátima Bernardes.

Outra tensão estaria sendo criado pelas corredos do Projac. A produção de Fátima tem trabalhado em sigilo total, e não permite a presença de nenhum funcionário da Globo em área próxima ao estúdio, durante os preparativos da estreia. 
 VEJA AQUI A FINAL DO PRIMEIRO PROGRAMA
 Fonte: Folha on Line / You Tube
Edição Final: Gabriel Hammer

Resumo das ultimas da novela "ELEIÇÕES 2012 EM THE".

Sobre o nome de Wellington Dias concorrendo à vaga, ele afirmou que não é contra

Após a solenidade de assinatura do termo de adesão do Governo do Estado com o programa Minha Casa Minha Vida, no Palácio de Karnak, no fim da manhã desta terça-feira (26/06), o governador Wilson Martins (PSB) comentou sobre a situação política das eleições municipais de Teresina e a sua posição sobre os acontecimentos.
Sobre o nome do senador Wellington Dias (PT) concorrendo à vaga, ele afirmou que não é contra a opção. “Nós temos uma relação muito próxima, não só partidária, mas de amizade, não somos contra isso. Agora pode apostar que nós também vamos ter nosso candidato. Pensamos em lançar nomes da base aliada para forçar um segundo turno”, afirmou.
O governador descartou qualquer possibilidade de aliança no primeiro turno com os petistas. “O senador já chega com a chapa fechada, pura, não tem espaço para um entendimento, entendemos as dificuldades e compreendemos isso. Deus é que mostrar o caminho, vamos cada um com seu time sem nenhum stress, é uma oportunidade de amadurecer a relação”, declarou.

Mas no segundo turno tudo pode mudar, como a grande possibilidade de haver um novo pleito, aliança entre PSB e PT já é quase dada como certa caso o candidato dos partidos passem para a nova fase. “Na frente quem sabe os caminhos não se cruzam, com um apoiando o outro, espero que seja o meu candidato, Beto Rêgo, só não quero que seja com eles, que vai me deixar numa situação muito constrangedora, mas daqui pra sábado tem muita água pra rolar debaixo dessa ponte”, disse.

Sobre as estratégias que o partido do governador tem feito para ter um nome do PMDB vice de Beto Rêgo, ele afirma que o diálogo continua. “Tudo é possível, não pra ter certeza em hipóteses, mas vamos aguardar, esse dialogo é salutar e enriquecedor”, concluiu.

Para deputado, o PT agiu com desrespeito ao lançar a candidatura de W.Dias

O deputado estadual, Evaldo Gomes, do PTC, afirmou na tarde desta terça-feira (26), que o Partido dos Trabalhadores foi desrespeitoso com o prefeito Elmano Férrer (PTB) ao lançar o senador Wellington Dias como candidato à Prefeitura de Teresina. “Essa decisão do PT significou que o partido acha que o prefeito Elmano não está preparado para o mandato, foi um desrespeito”, declarou.
Evaldo Gomes destacou ainda que o senador Wellington Dias foi muito infeliz em suas colocações. “No momento em que Wellington leva uma manobra dessa natureza e joga para a população, é dizer que Elmano Férrer é muito despreparado” enfatizou.
“O Elmano tem apoio de 11 partidos que conhecem a cidade de Teresina, que tem trabalho aqui, além de lideranças sindicais e populares, portanto as chances do prefeito desistir da reeleição é zero” confirma o parlamentar.
Sobre a escolha do vice de Elmano Férrer, o deputado afirmou que o nome será referendado pelos partidos que compõem a base. “Tenho certeza que o nome que Elmano apresentar, será referendado por todos os outros partidos que o apoiam”, disse em entrevista à TV Cidade Verde.

Prefeito afirma que é "sem sentido" reunião com senador Wellington Dias

Elmano Férrer disse que não parou para avaliar permanência do PT na gestão, mas diz que situação é "complicada". 

O prefeito de Teresina, Elmano Férrer, afirmou que o rompimento do PT com o PTB só lhe fortaleceu. Na oportunidade, durante encontro com parlamentares aliados na sede do PTB nesta terça-feira (26), o gestor garantiu que reunião com o senador Wellington Dias nesse contexto seria "sem sentido".  

“Sendo Wellington candidato, é inócua e sem sentido uma reunião. Primeiro ele é candidato e em segundo eu também sou. Se o Wellington Dias sair mesmo candidato não tem mais o que dialogar pois o PTB não aceita ser vice na chapa do PT”, explicou o prefeito que é pré-candidato a reeleição na capital.

Elmano Férrer garantiu ainda que até a próxima quinta-feira (28) mais novidades serão divulgadas sobre o pleito na capital. No encontro, ele evitou falar que o PT traiu o PTB e disse que a sigla é "um partido ético" e reforçou aliança com o povo. “Eu jamais vou trair o povo”. 

“[Essa situação] só fortaleceu a minha determinação de continuar servindo a Teresina. Tenho recebido muitas mensagens de encorajamento e confesso que estou saindo mais fortalecido”, disse Elmano. 

Mesmo com as reviravoltas, Elmano afirmou que ficou não ficou surpreso com a decisão do PT.  “A política é dinâmica. Quem entende o PT é o PT. Mas em momento algum foi cogitada a possibilidade do PTB ser vice. Serei candidato e quero ser avaliado pelo povo”, disse.

Sobre entrega de cargos
O prefeito destacou o nível técnicos dos secretários do PT que participam da gestão, mas admitiu que ainda não examinou a possibilidade de pedir os cargos de volta. “É realmente complicado”, avaliou.

Cargo de vice
“Estamos conversando com os 10 partidos que estão dão apoio. O nome da deputada federal Iracema Portella é um grande nome. Mas o cargo de vice será um consenso entre todos os partidos da base”, explica Elmano.
Fontes: 180 graus, 45 graus e Cidade Verde 
Edição: Equipe 91

Google cria computador que simula pensamento humano

 
Pesquisadores do Google X - o laboratório secreto do Google responsável por projetos como os óculos de realidade aumentada ou o carro sem motorista - criou um computador que simula o pensamento humano. Segundo reportagem do The New York Times desta terça-feira, a companhia ligou 16 mil computadores para criar uma rede neural que vasculha a internet para aprender sozinha.
Depois de vasculhar 10 milhões de imagens digitais no YouTube, a máquina do Google foi capaz de reconhecer sozinha o que são gatos. Os resultados da pesquisa serão apresentados nessa semana em uma conferência em Edimburgo, na Escócia.
"Nunca dissemos durante o treinamento 'isso é um gato'. Ele basicamente inventou o conceito de um gato", afirmou o pesquisador do Google Jeff Dean. O cérebro do Google montou uma imagem de sonho digital de um gato, empregando uma hierarquia de memória após ser exposto a milhões de imagens. Os cientistas disseram, no entanto, que parecia que tinha desenvolvido uma habilidade cibernética semelhante ao que acontece no córtex visual do cérebro.
Entre as aplicações possíveis dessa pesquisa estão a melhoria na visão e percepção de imagens, reconhecimento de voz, busca e tradução.
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