sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dilma vai vetar parte da lei sobre distribuição dos royalties


Percentuais de participação definidos para os estados e municípios produtores serão corrigidos por MP

A presidente Dilma Rousseff vetará hoje parte do projeto de lei de distribuição dos royalties do petróleo, aprovado neste mês pela Câmara dos Deputados, e corrigirá por meio da edição de uma Medida Provisória (MP) os percentuais de participação definidos para os estados e municípios produtores. O Palácio do Planalto fez modificações de última hora no texto, que já estava sendo analisado desde a quarta-feira, por técnicos do Ministério de Minas e Energia.
Os arremates finais foram acertados em reunião de Dilma, no final da tarde de ontem, com o Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, a Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o Advogado-Geral da União, Luis Inácio Adams.
Conforme apurou o Brasil Econômico , a presidente Dilma Rousseff deverá reduzir ainda mais a participação da União nas receitas de royalties e participação especial como uma tentativa de diminuir os conflitos em torno do projeto e para evitar que os vetos sejam derrubados na Câmara. O projeto de lei aprovado na Câmara reduziu de 30% para 20% a participação da União nas receitas de royalties e de 50% para 40% a parcela referente à participação especial dos contratos de concessão.
A presidente manterá a posição que vem defendendo nos últimos tempos pela manutenção das atuais receitas dos estados e municípios produtores (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo) em respeitos aos contratos firmados pelo governo (ver matéria abaixo). Para promover consenso, a presidente também deve trabalhar em outros temas como a disposição de renegociar as dívidas dos estados.
Dilma também deve incluir em sua medida provisória algumas das concepções elaboradas pelo deputado petista Carlos Zarattini (SP) que foi relator de um substitutivo na Câmara sobre o tema, costurado inicialmente com o aval do Palácio do Planalto, mas que acabou sendo preterido pelos deputados no momento da votação da matéria em Plenário.
Um dos critérios que deve ser aproveitado por Dilma diz respeito à distribuição de receitas advindas dos excedentes da produção petrolífera, o que garantiria os mesmos ganhos previstos para os estados e municípios produtores e ao mesmo tempo aumentaria os recursos para o grupo dos chamados “não produtores”.
A expectativa de parlamentares da base aliada no Congresso é para um veto pontual de Dilma e que não abale a espinha dorsal do projeto de lei aprovado pelo Congresso que procura uma divisão mais “equânime” dos recursos. Os parlamentares afirmam que um veto total fatalmente será derrubado pelo Congresso. “Depois da decisão soberana do Senado e da Câmara, a presidente deve se posicionar com zelo pelo projeto”, diz o líder do governo no Senado Eduardo Braga (PMDB-AM). “É a vontade do povo uma nova regra de distribuição do petróleo e a presidente respeitará isso.”
A presidente não deve mexer na parte do projeto que deixou de fora os recursos dos royalties para investimentosem educação. Abase do governo no Senado também já articula uma nova solução por meio de mudanças no projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PNE) que define 10% do PIB para investimento em educação. 
Fonte: Ig

Madonna chega ao Rio e já está em hotel na Zona Sul da cidade


Cantora estava com os filhos e, ao descer do avião, protegeu os olhos do sol com a manga de sua camisa.

Madonna chega ao Rio de Janeiro (Foto: Andre Freitas  / Agnews) 
Madonna já está no Brasil! Na manhã desta sexta-feira, 30, a estrela pop chegou ao aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por volta das 11h30, e desembarcou no terminal de cargas do local. De lá, ela seguiu com a família - o namorado, Brahim Zaibat, e os filhos -, de carro, para o Fasano, hotel onde ficará hospedada na Zona Sul do Rio, onde entrou por volta das 12h10. A escolta da cantora teve 15 batedores.
Segundo informações, a cantora veio com todo seu staff, incluindo preparadores físicos, os seus quatro filhos com seus professores particulares, maquiadores, coreógrafos, figurinistas, assistente pessoais e dançarinos. Ao descer do avião, ela usou a manga de sua camisa para se proteger do sol. Assim que chegaram no hotel, o namorado da diva e Rocco, seu filho mais velho, logo correram para apreciar a vista da cidade. Brahim estava sem camiseta e mostrou seus músculos.

Madonna apresenta seu show "MDNA", no Parque dos Atletas, neste domingo, 2.
Fonte: G1

A disputa da presidência da câmara.

Rosário Bezerra: "não é regra presidente ser do lado do prefeito"
A vereadora Rosário Bezerra (PT) confirmou durante entrevista candidatura à presidência da Câmara dos Vereadores de Teresina. Segundo a parlamentar sua posição de atuação diante do prefeito eleito Firmino Filho (PSDB) será de oposição.
Além da vereadora, mais três parlamentares estão cotados para a disputa. “Além de mim os vereadores Rodrigo Martins (PSB), Inácio Carvalho (PP) e Edvaldo Marques (PSB) pretendem concorrer ao cargo”, declarou a gestora.
Ainda segundo Rosário bezerra, que esteve na tarde desta sexta-feira (23) no Jornal do Piauí, a colocação de seu nome para a eleição foi um pedido de seus companheiros vereadores.
“Colocamos o nome a pedido de alguns vereadores, mas podemos fazer composição. Não é uma regra que o presidente da Câmara seja do lado do prefeito em exercício. Somos 29 vereadores e 13 estão do nosso lado, só precisamos de mais dois e já estamos conversando”, disse Rosário Bezerra.
A vereadora informou que os partidos PTC, PP, PV, PT e PHS já confirmaram ser oposição a gestão de Firmino em 2013. “Somente o partido PSB ainda está conversando com os dois lados, mas vamos esperar para saber a posição deles”, ressaltou a gestora.
É muito difícil  que todo o PTC faça oposição ao prefeito.Assim como PSB.
O presidente da câmara deve ser uma pessoa sintonizada com todos os vereadores.
Oposição ao prefeito pode ser prejudicial ao povo de Teresina.Temos que ter oposição,mas a presidência tem que ser o mais imparcial possível.É o que pensa muita gente.
                                   Fonte:cidade verde.

Fórum pró-Estado do Gurguéia na APPM

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Disputa na presidência da APPM.
Candidato a presidente da entidade, Arinaldo Leal acatou sugestão do prefeito eleito de Corrente, Jesualdo Cavalcante (PTB), para instalação na APPM de um fórum permanente de discussões sobre o projeto que prevê a criação do Estado do Gurguéia. Se eleito em janeiro, o fórum será instalado ainda no primeiro semestre de 2013.
Muita gente é  contra essa divisão do Piauí.Do tamanho que é, já é muito discriminado.O que deve acontecer,é que deputados  estaduais,federais e senadores pensem no Piauí como todo e não apenas na capital e em seus currais eleitorais.Sabemos  que existem municípios se sentindo prejudicados devido a distância da capital.Mas isso deve ser corrigido e logo.Existem cidades do Piauí que negociam com cidades de outros estados por serem mais próximas do que o norte e centro do Piauí.
Muitos acham que essa divisão visa o aumento de cargos eletivos.Mais deputados,mais senadores,mais um governador,mais assessores,etc.
Nosso estado é pequeno e perfeitamente fácil de ser governado.Afinal ,temos muita gente capacitada para administrar o estado. Falta  apenas boas escolhas e boa vontade.
 Fonte: Da Redação

Dilma tem até hoje para vetar ou sancionar redistribuição dos royalties

Dilma tem até hoje para vetar ou sancionar redistribuição dos royalties 
A presidenta Dilma Rousseff tem até esta sexta-feira (30) para decidir sobre o projeto que redistribui os royalties do petróleo. A Folha de São Paulo divulgou hoje que a presidenta já decidiu pelo veto, mas a informação não está confirmada.

Após a aprovação na Câmara, ocorrida no último dia 6, a presidenta Dilma disse que faria uma “análise exaustiva” do texto antes de decidir se vetará o texto de forma total ou parcial ou ainda se sancionará o projeto sem mudanças.

O texto aprovado não era a proposta do Executivo e deixou de fora a previsão de repasse de 100% dos royalties dos poços que serão licitados para a educação, como queria o governo.

A presidenta Dilma também defendeu ontem no Plenário a manutenção dos atuais contratos de exploração do regime de concessão para preservar os ganhos dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que pode sinalizar um possível veto ao novo projeto.

Manifestações do movimento "Sanciona, Dilma" estão acontecendo em todo o território nacional, com exceção do ES e RJ, onde o movimento "Veta, Dilma" recebeu reforço de artistas e famosos. Só que artistas famosos não vão eleger ela em 2014 e muito menos ajudaram a matar a fome e diminuir a pobresa do sertanejo. 

Muitos cariocas são a favor que Dilma aprove o projeto dos royalties e até se manifestam nas redes sociais. Apenas os ricos da Rede Globo é que se manifestam e fazem chantagem ao governo apelando em nome da Copa do Mundo e das Olimpiadas. Será que estes eventos temporareos são mais importante para nosso Brasil que a diminuição da pobresa? Fica aqui meu questionamento e em nome de todo nordeste eu peço a nossa nobre presidenta Dilma que sancione o projeto e salve os nordestino da pobresa e desse preconceito sulista que nos distanciam cada vez mais de nossos irmaõs patriarcas.

Fonte: Cidade Verde
Edição final: Gabriel Hammer

Ex-árbitro acusado de matar a mulher vai a júri nesta sexta em Teresina

Edílson Rodrigues é acusado de matar a mulher com 11 facadas. Foragido, o acusado atuava como árbitro de futebol em São Paulo.

 

O ex-jogador e árbitro de Futebol Edílson Rodrigues dos Santos será julgado nesta sexta-feira (30) sob a acusação de aprisionar e matar a facadas a mulher Leoneide Ferreira, que morreu após passar 90 dias internadas em um hospital de Teresina.
O crime ocorreu no ano de 2009 no bairro Porto alegre, zona Sul da capital. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, no momento do crime, a vítima entrava em casa acompanhada de uma amiga quando foi atacada pelas costas por seu ex-marido. Após cometer o homicídio, o suspeito teria fugido para o estado de São Paulo, onde viveu como árbitro de futebol durante três anos.
Procurado pela Justiça, Edílson Rodrigues foi capturado pela polícia em julho de 2012 e conduzido para um presídio de Teresina, onde aguarda o julgamento que acontece nesta sexta, no Tribunal Popular do Júri da 1ª Vara Criminal.
Segundo a advogada e assistente do Ministério Público no caso, Josilda Neri, o julgamento será presidido pelo juiz Antônio Noleto e as acusações serão feitas pelo promotor de justiça João Malato.
“Devem compor o júri popular sete pessoas que ouvirão inicialmente o depoimento de nove testemunhas, quatro convocadas pelo Ministério Publico e cinco pela defesa. Depois o réu será ouvido e em seguida o promotor fará a acusação. Por fim,  o advogado do réu se pronunciará”, informa a advogada.
Ainda segundo Josilda Neri, tanto a promotoria quanto a defesa do réu terão direito a uma replica, antes da decisão dos jurados.
A irmã da vítima, Lezonilde Ferreira, disse esperar que a justiça seja cumprida. “A família espera que o acusado pegue a pena máxima. Foi um crime bárbaro e anunciado, este julgamento sirva de exemplo para a Justiça”, disse.
Segundo Lezonilde Ferreira sua irmã poderia ter sido salva se a Justiça não tivesse sido omissa. “Minha irmã foi agredida diversas vezes pelo Edílson. Ela denunciou e ele até chegou a ser preso, mas foi solto menos de uma semana antes do assassinato, antes de assiná-la com requintes de crueldade”, afirmou.
Fonte: G1
Foto: Cidade Verde

 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Antonia Fontenelle na Justiça

 
A vida não anda nada fácil para Antonia Fontenelle desde a morte de seu marido Marcos Paulo, no último dia 11. Em comunicado à imprensa nessa terça-feira 27, a mulher do diretor disse que antes de sua morte ele manifestou a vontade de Antonia ser considerada na partilha dos bens, embora essa vontade não ter sido registrada em cartório. E que pode entrar na justiça para provar que tem esse direito.
“Meu marido, antes de partir, manifestou expressamente sua última vontade. Caso as coisas não se ajeitem amigavelmente, judicialmente essa verdade será mostrada. É preciso que seja respeitada sua memória bem como as pessoas que lhe eram queridas, que estavam ao seu lado, até o último instante. Vamos dar a César o que é de César.”, declarou, por escrito. Há rumores de uma possível má relação entre Antonia e a filha do diretor, Mariana, e a ex-mulher, Flávia Alessandra.
Fonte: isto é Gente

ONU reconhece Palestina como Estado observador não membro

 
Por maioria, a Assembleia-Geral da ONU reconheceu nesta quinta-feira a chamada Palestina como um Estado observador não membro. A decisão eleva o status do Estado palestino perante a organização e significa uma importante vitória política para os palestinos.
A resolução foi aprovada com 138 votos dos 193 da Assembleia-Geral. Houve nove votos contrários e 41 abstenções.
O status de Estado observador, semelhante ao do Vaticano, não garante direito a voto e fica aquém do reconhecimento pleno, que transformaria a Palestina no 194º membro da organização. Desde a entrada na ONU, em 1974, os palestinos eram representados pela OLP (Organização para Libertação da Palestina), que tinha o status de entidade observadora.
Pelo direito internacional, o reconhecimento de Estados não se dá na ONU (Organização das Nações Unidas), mas por outros países. 
Perante as delegações, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, afirmou que "a janela de oportunidade" para a paz "está se fechando".
Ele afirmou que a mudança solicitada pelos palestinos nesta quinta é a "única chance de salvar a solução dos dois Estados". Para Abbas, a operação realizada pelo Exército de Israel contra a faixa de Gaza, há duas semanas, que matou quase 170 palestinos, é um "doloroso lembrete" de que a solução de dois Estados é "uma escolha muito difícil, se não impossível".
Muito aplaudido, ele disse ainda que não aceitará "nada além de uma Palestina independente", que viva ao lado de um Estado judeu. "Não acho que isso seja terrorismo."
O pedido não acontece nesta quinta por acaso. Ele marca o aniversário de 65 anos da resolução que estabeleceu a divisão da Palestina em um estado árabe e outro judeu. Os líderes judeus aceitaram e fundaram Israel. Mas a liderança árabe rejeitou o plano e declarou guerra, reivindicando toda a Palestina.
Logo após Abbas, o representante de Israel tomou o palco e afirmou que a paz só pode ser alcançada por meio de negociações de paz, e não por meio de uma resolução na ONU. Ele ainda criticou Abbas por reivindicar liderança sobre um território que não controla --a faixa de Gaza, dominada pelo movimento radical islâmico Hamas. "Os que apoiarem a resolução hoje estão minando a paz, e não dando o seu apoio."
Prosor afirmou que "os Palestinos estão virando as costas para a paz" e que a entidade "não pode quebrar a relação de 4.000 anos de ligação entre o povo de Israel e a Terra de Israel".
Ele acusou os palestinos de não aceitarem a "mão estendida" de Israel para negociar um acordo de paz. "Essa resolução não serve para as negociações de paz com Israel, não diz nada sobre a segurança de Israel e não pede o fim do conflito". "A verdadeira negociação não é em Nova York, mas sim em Jerusalém e em Ramallah."
PAZ
Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu formalmente que dirigentes israelenses e palestinos "retomem o processo de paz", paralisado há dois anos. "O necessário, agora, é vontade política e é coragem", disse Ban durante discurso no Comitê sobre os Direitos Inalienáveis do Povo Palestino.
Recomeçar as negociações "é a única maneira de resolver os temas que permanecem suspensos" entre a ANP e Israel e conseguir um acordo de paz, disse.
Ban reiterou sua condenação aos ataques feitos a partir da faixa de Gaza contra o território israelense, bem como a colonização da Cisjordânia por Israel. "O prolongamento da política de assentamentos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, constitui uma violação do direito internacional e essas ações devem acabar." 
Fonte: Uol

Afegã de 14 anos é decapitada após família rejeitar casamento

 Os países mais perigosos do mundo para as mulheres 
Foto demonstrativa
A polícia afegã prendeu dois homens acusados de decapitar uma adolescente com uma faca em Kunduz, província que fica no norte do Afeganistão. Antes do ataque, o pai da menina rejeitou uma proposta de casamento feito por um dos suspeitos. "Nossa investigação revelou que quem tentou matá-la queria casar com ela", disse a polícia à BBC.
A menina de 14 anos estava carregando água potável para casa na segunda-feira no distrito de Imam Sahib, quando foi atacada. "As pessoas estavam perturbando a família e pedindo a mão da jovem. Quando eles recusaram, aconteceu isso com ela", disse um dos policiais do caso.
Autoridades afegãs disseram que os detidos são parentes próximos da jovem. O pai não queria ver sua filha casada ainda, por considerá-la jovem demais, segundo uma agência de notícias local.
No começo do mês, quatro policiais foram condenados a 16 anos de prisão por estuprar uma jovem na mesma
 
Fonte: Terra

Firmino Filho confirma Lázaro do PI na Fundação Cultural de Teresina

O advogado Charles Max também foi confirmado na Procuradoria Geral.Com os novos anúncios, já são 10 nomes confirmados no secretariado.

Mãe e filha, Bete Moreno e Lorena Betsy

O prefeito eleito de Teresina Firmino Filho anunciou, nesta quinta-feira (29), dois novos nomes do primeiro escalão do executivo municipal que assume em janeiro de 2013. O cantor Lázaro do Piauí será o novo presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves e Charles Max será o novo Procurador Geral do Município.
Como das outras vezes, Firmino Filho fez o anúncio através do seu perfil em uma rede social. Agora já são 10 nomes confirmados no primeiro escalão da Prefeitura de Teresina.
Lázaro do Piauí é cantor e compositor e foi candidato a vice-prefeito na chapa de Beto Rego (PSB). Apesar da orientação do partido em apoiar o prefeito Elmano Ferrer no segundo turno das eleições na capital, Lázaro tomou caminho próprio e aderiu ao grupo do então candidato Firmino Filho. Charlles Max é advogado e membro da equipe de transição do prefeito eleito.

 Fonte: G1/Piaui

Vereadores de Teresina se mobilizam para pedir sanção da lei dos royalites

O movimento contou com parlamentares do executivo e legislativo. Vereadores querem a divisão dos recursos para todos os estados.

O movimento em prol da sanção da Lei para nova divisão dos royalites de petróleo continua no Piauí. Na manhã desta quinta-feira (29), vereadores de Teresina organizaram uma nova manifestação no adro da Igreja São Benedito, no Centro. A exemplo dos mais de 200 prefeitos piauienses que realizaram manifesto nessa quarta-feira, os parlamentares querem chamar a atenção da presidente Dilma Roussef para a importância da divisão dos royalites para todos os estados.
Vereadoras eleitas Celene (PT do B) e Teresina Medeiros (PPS)  (Foto: Gilcilene Araújo/G1)Vereadoras eleitas Celene (PT do B) e Teresina Medeiros (PPS) (Foto: Gilcilene Araújo/G1)
Para a vereadora Teresa Brito (PV), a divisão dos royalites para todos os estados vem a ser uma forma de organizar as despesas da prefeitura. “O petróleo é da União e não apenas de dois estados como o Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os recursos pertencem a todos os brasileiros. A presidente não pode trocar o país inteiro por apenas dois estados”, disse a vereadora.
As vereadoras eleitas e próximas representantes da população na Câmara Municipal de Teresina, Teresinha Medeiros (PPS) e Celene (PT do B), falaram da importância da divisão dos royalites para todos os estados da federação. “Só vou assumir na Câmara em janeiro de 2013, mas já me sinto como vereadora e representante do povo e achei importante vir participar de um momento como este que pretende chamar a atenção para a sanção dessa lei e lutar por mais recursos”, disse Teresina Medeiros.
A manifestação em Teresina contou ainda com a participação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho e do presidente da Câmara de Municipal de Teresina, vereador Edvaldo Marques.
Nessa quarta-feira mais de 200 prefeitos do Piauí com o apoio da Confederação Nacional de Municípios organizaram o movimento "Sanciona, Dilma", que contou ainda com a participação do governador do estado, Wilson Martins.
O Projeto de Lei 2.565/201 aprovado na Câmara dos Deputados no dia 7 de novembro, prevê que boa parte da compensação financeira paga os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, maiores produtores de petróleo do Brasil, seja redividida e direcionada a estados não produtores.
Sansiona Dilma:
 Fontes: G1 / Portal 180 Graus

 

James Cameron começa a gravar as sequências de Avatar no segundo semestre de 2013

O segundo e o terceiro longas serão rodados ao mesmo tempo e a ideia é que os roteiros estejam prontos até fevereiro do ano que vem
James Cameron 
O site The Film Stage divulgou que James Cameron quer filmar Avatar 2 e 3 mais para o fim do ano de 2013. O diretor espera acabar os roteiros até fevereiro do ano que vem.
“Quero finalizar esses roteiros, não quero terminar de escrever o filme na pós-produção. A gente meio que fez isso com o primeiro e acabamos cortando muitas cenas, não quero fazer isso de novo”, disse Cameron.
A respeito do uso da tecnologia de exibição em 48 quadros por segundo, que será usada para O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, ele declarou: “se tivermos uma boa aceitação do 48, isso pavimentará o caminho para que as [sequências de] Avatar tirem vantagem disso. Abrimos caminho para o 3D em Avatar, agora Peter [Jackson] está fazendo isso em O Hobbit. É preciso de ousadia para realizar mudanças”.
Fonte: Rolling Stones Brasil 

Jornalista Joelmir Beting morre aos 75 anos em São Paulo

O corpo de Beting será velado a partir das 8h desta quinta-feira, no Cemitério do Morumbi

 

Morreu, à 0h55 desta quinta-feira, aos 75 anos, o jornalista Joelmir Beting, apresentador e mediador do dominical Canal Livre e comentarista do Jornal da Band, em São Paulo. No domingo (25), ele sofreu um AVE (Acidente Vascular Encefálico) no Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul da capital paulista, onde estava internado desde o dia 22 de outubro, devido a uma doença autoimune que tinha nos rins.

O corpo de Beting será velado a partir das 8h desta quinta-feira, no Cemitério do Morumbi. Às 14h, os familiares se encaminharão para o Cemitério e Crematório Horto da Paz.

A morte foi comunicada pelo filho de Joelmir, o também jornalista Mauro Beting, que entrou ao vivo na Rádio Bandeirantes durante a madrugada e leu uma carta de homenagem ao pai. Na TV Bandeirantes, Bóris Casoy, apresentador do Jornal da Noite, demonstrou abatimento ao transmitir a notícia.

Nascido na cidade de Tambaú, interior de São Paulo, no dia 21 de dezembro de 1936, Beting começou a trabalhar cedo, mas sem nunca largar mão dos estudos. Aos 7 anos, já ajudava a família humilde como boia fria. No pequeno município, atualmente com população pouco superior a 20 mil habitantes, ficou até 1955, quando o padre Donizetti Tavares, a quem classificava como guru espiritual e profissional, o orientou a prestar faculdade de sociologia na USP, para depois se dedicar à carreira jornalística.
 
Ainda na universidade, Beting iniciou-se no jornalismo, em 1957, trabalhando especialmente com futebol nos jornais O Esporte e Diário Popular e na rádio Panamericana - atual Jovem Pan. Na contramão dos jornalistas que costumam fazer mistérios pelos times que torcem, Beting nunca escondeu sua paixão pelo Palmeiras. Cinco anos depois, migrou para o jornalismo econômico.
 
Em 1968, após lançar a bem-sucedida editoria de Automóveis no caderno de Classificados da Folha de S. Paulo, foi contratado para ser editor de Economia do jornal. Dois anos depois, passou a assinar sua própria coluna, publicada em diversos periódicos brasileiros. Em 1991, foi para o O Estado de S. Paulo.

Beting foi um dos responsáveis pela introdução do jornalismo econômico no rádio, ainda nos anos 1970, e na televisão, na década seguinte. Além disso, lançou livros como Na Prática a Teoria é Outra e Os Juros Subversivos, procurando, assim, clarear o entendimento do tema para leigos. Também assinou ensaios e artigos para as principais revistas semanais do País.
 
Jornalista respeitado, Beting afirmava trabalhar e estudar, desde a infância, cerca de 15 horas por dia, e dizia realizar no mínimo oito palestras mensais em convenções, congressos e seminários.
 
Casado desde 1963 com Lucila, Joelmir teve dois filhos: o publicitário e webmaster Giangranco e o comentarista e apresentador esportivo Mauro. Ele também é tio de outro conhecido jornalista, Erich Beting.
 
Nos últimos anos, Beting foi editor e comentarista econômico do Jornal da Band, além de comentarista de Jornal Gente e Jornal Três Tempos, da Rádio Bandeirantes, do Beting&Beting, exibido pelo Band Sports, e do Primeiro Jornal, Jornal da Noite e do canal fechado Band News. Aos domingos, apresentava e mediava debates sobre política e economia no Canal Livre, da TV Bandeirantes.
 


Fonte: Terra

 

Conselhos errados que as pessoas dão: Diga não às drogas!

 
Calma, não é o que você está pensando.
Este post não vai fazer apologia às drogas ou algo do tipo. MAS vai afirmar que dizeres como “diga não às drogas”, “drogas fazem mal” ou aquelas imagens horrendas nas embalagens de cigarro (que mostram gangrena e coisas do tipo) talvez não funcionem – pelo menos para pessoas com propensão à dependência química. Ou seja, o problema não está no que o conselho diz, mas em como ele faz isso.
Foi o que descobriu um estudo das Universidades de Indiana e de Wayne State, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, mensagens desse tipo (destacando consequências ou palavras negativas), embora sejam amplamente usadas, não têm o mesmo impacto no cérebro de dependentes químicos quanto uma mensagem positiva e, portanto, seriam ineficientes para tentar fazer as pessoas desistirem de consumir drogas (lícitas ou não).
O estudo
Usando imagens obtidas com ressonância magnética funcional, os pesquisadores examinaram o impacto de diferentes mensagens sobre o cérebro de dependentes químicos e comparou-os com os efeitos sobre não-dependentes.
Enquanto isso, os participantes participaram um jogo virtual que envolve tomada de decisões, chamado Iowa Gambling Task. Quatro baralhos de cartas apareciam em uma tela, e os participantes foram informados ou de que iriam ganhar ou perder dinheiro escolhendo certos baralhos.
O resultado
Quando recebiam mensagens negativas (dizendo que a escolha de certas cartas levaria a perdas), o grupo de dependentes químicos mostrou atividade cerebral menor nas áreas que avaliam o risco. Uma região específica envolvida aí, o córtex cingulado anterior, também está fortemente envolvida numa variedade de desordens clínicas, como o abuso de drogas, o TDAH, autismo, esquizofrenia e transtorno obsessivo-compulsivo.
Além disso, as mensagens negativas provocaram reações significativamente piores e mais arriscadas no grupo dos viciados. O resultado sugere que eles processam as mensagens de forma diferente – especialmente as que enfatizam a perda ou redução das perspectivas de ganho.
Mas, para o autor principal do estudo, o professor Joshua Brown, ainda é cedo para saber se mensagens positivas (destacando os benefícios de se permanecer limpo, por exemplo) são mais eficazes para reduzir o uso de drogas porque sua experiência envolveu decisões sobre o dinheiro. Ele e sua equipe estão trabalhando para descobrir isso.
O que você acha?
Fonte: Abril

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Protesto: Servidores da Agespisa querem barrar "concessão"

Categoria não aceita que empresa privada administre o serviço.

O Sindicato dos Urbanitários continua o protesto contra a concessão de serviços da Agespisa a uma empresa privada, medida anunciada na última terça-feira (28) pelo presidente Raimundo Neto. Hoje pela manhã, pouco mais de uma dezena de servidores levou faixas e permanece em frente à Agespisa. 


O vice-presidente do sindicato, Francisco Ferreira, afirmou que a categoria não acredita nas declarações de Raimundo Neto de que não haverá demissões em massa e por isso irá continuar o movimento até barrar o projeto. 

“É um projeto demagogo e perigoso que não resolve os problemas de esgotamento e abastecimento da cidade. A empresa não trabalha com planejamento e metas, por isso chegou nessa situação”, acredita. 


Além do medo da demissão, o sindicato se preocupa com o encarecimento do valor da água. “Com certeza, a empresa privada vai buscar o lucro acima de tudo. Isso vai resultar no aumento do preço da tarifa e a exploração da sociedade. O presidente não vai ter o apoio dos trabalhadores neste projeto. Queremos um debate para explicar toda essa questão para a população”, pontua. 

Os urbanitários confirmaram presença na audiência que discutirá o assunto no dia 14 de dezembro. 



Fonte: Cidade Verde

Wilsão reforça a oposição ao PT e apoia prefeitos no 'Sanciona Dilma'

 Muitos prefeitos estão presente
Prefeitos de todo o Piauí fizeram manifestação nesta quarta-feira (28/11) em Teresina em prol da campanha “Sanciona, Dilma” lançada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e pelas entidades estaduais e microrregionais de municípios.
A campanha “Sanciona, Dilma!” pede que a presidente da República, Dilma Rousseff, sancione a nova lei de partilha dos royalties do petróleo.
No Brasil, centenas de prefeituras realizaram atividades públicas para mobilizar a sociedade na luta pela aprovação do projeto de Lei 2.565/2011, recentemente aprovada pela Câmara dos Deputados. 
No Piauí, a luta é encabeçada pela bancada federal em Brasília. O senador Wellington Dias (PT) e os deputados federais Marcelo Castro (PMDB) e Júlios César (PSD).
Questionado como ele analisava os protestos a favor do veto de Dilma como os de Xuxa, Buxexa e Alcione, Wilsão disse que preferia não comentar. Limitou-se apenas a afirmar que “é um direito deles. O que não sou a favor é mentir sobre a situação, falar sobre números errados, tentar passar informações erradas para a sociedade”.
WILSÃO X DILMA
A participação de Wilson Martins no protesto dos prefeitos contra a presidente Dilma, para que ela não vete o projeto do pré-sal, como os estados mais carentes querem, pode ser entendido como mais um passo de oposição à presidente petista, já que Wilsão pode apoiar Eduarco Campos (PSB), atual governador do Pernambuco, que costura sua candidatura à presidência da República em 2014. 
Gil Carlos, prefeito de São João do Piauí, comentou que todo o Nordeste tem a expectativa de que a presidente Dilma Rousseff sancione a lei, para que a riqueza do país seja melhor distribuída, corrigindo desigualdades históricas.
“Naturalmente não é a salvação da lavoura, mas é uma ajuda financeira considerável para os municípios. Mas é preciso ter a consciência de que não há uma única solução”, reforçou o prefeito que é do PT, partido de Dilma. 
FOTOS
      

      
      
      
      
      
      
  
SÓ FALTA ALGUÉM MOBILIZAR O POVO A IREM ÀS RUAS E PROTESTAR CONTRA O RIO E PEDIR QUE DILMA FIQUE DO LADO DOS MAIS POBRES. OU A RESPOSTA SERÁ FEITA EM 2014 NAS URNAS CONTRA QUALQUER UM DO PT QUE ENTRAR PARA PRESIDENTE DO BRASIL
Fonte: 180 Graus
Edição: Gabriel Hammer

Deputados aprovam descriminalização das rádios comunitárias



Foi aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados, nesse dia 20 (terça), a Medida Provisória n. 575/12, que propõe, entre seus artigos, a descriminalização das rádios comunitárias com potência menor do que 100 kW. Aquelas que excederem esse patamar e não possuírem autorização passam a estar sujeitas a punição que varia entre 6 meses (e não mais um ano) e dois anos de prisão. A proposta tem causado controvérsias e aguarda aprovação do Senado.
Para José Soter, da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), a mudança prevista é positiva, pois “na situação atual contempla a maioria das emissoras comunitárias” e “pode inclusive facilitar a tramitação de processos em andamento na justiça das rádios de baixa potência que correm nos últimos cinco anos”
Segundo Arthur William, representante da Associação Mundial de Rádios Comunitárias no Brasil (Amarc), a proposta converge com “o entendimento mundial de que rádios de baixa potência não atrapalham outros serviços de comunicação”. Contudo, defende que somente a inclusão desse artigo não é suficiente. “Além da descriminalização, é preciso cair com a desclassificação automática de legalização de rádios que já estejam no ar e também mobilizar o movimento social para aprovar o texto da MP no Senado, onde a conjuntura é menos favorável”, defende.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) lançou uma nota dirigida à imprensa em que se manifesta “frontalmente contrária à proposta de descriminalização da atividade ilegal de radiodifusão” alegando que haveria comprometimento da administração do espectro radioelétrico e enfraquecimento da atuação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Polícia Federal.
O artigo que modifica a Lei Geral de Telecomunicações tem sido alvo de críticas também por ter sido inserido “de contrabando” junto com outras emendas em uma medida provisória que trata especificamente da possibilidade de haver o aporte de recursos públicos durante obras realizadas em regime de parceria público privada (PPP).
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação

Dilma e o controle remoto


“É sempre preferível o ruído da imprensa livre do que o silêncio da ditadura”
 
A frase em epígrafe tem sido proferida pela presidente Dilma Rousseff desde a sua posse no cargo, em 1º de janeiro de 2011. A última vez em que a proferiu publicamente foi em 7 de novembro último, na abertura 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, logo após a mídia ter tentado destruir o PT eleitoralmente durante a campanha eleitoral deste ano.
Essa frase, que já se tornou um mantra da presidente, incomodou parcela da sociedade que apóia o governo e que está revoltada com o uso político que tem sido feito de concessões públicas de rádio e televisão, sobretudo no sentido de pressionar o Judiciário a condenar os réus da ação penal 470.
Há, ainda, outra frase de Dilma que vem desde a campanha eleitoral de 2010. Nas suas várias declarações sobre o tema comunicação, a presidente sempre disse que o único controle de mídia que ela leva em consideração é o controle remoto, de forma que quem queira possa mudar de canal de TV ou de emissora de rádio.
“Não conheço outro tipo de controle [da mídia]”, repete a mandatária sempre que alguém fala do assunto.
Sob esse espírito, Dilma, assim que assumiu, engavetou projeto de regulação da mídia deixado por seu antecessor e padrinho político, um projeto elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins após exaustivas consultas a órgãos reguladores da mídia dos países desenvolvidos e infindáveis estudos sobre as legislações desses países.
Em novembro de 2010, no apagar das luzes do governo Lula, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) promoveu o seminário internacional “Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias”. O encontro trouxe a Brasília os titulares das agências de regulação da mídia de países como Reino Unido, França e Canadá, entre outros.
Quem, como este que escreve, acompanhou aquele Seminário, sabe muito bem que a regulação da mídia que se pretende para o Brasil não difere em nada das legislações das democracias mais avançadas do planeta.
Na França, por exemplo, existe a Autorité de Régulation des Communications Electroniques et des Postes (Arcep); na Inglaterra, há o Office of Comunications (Ofcom); nos Estados Unidos, há o Federal Communications Commission (FCC). E por aí vai.
No Brasil, a mídia e sua militância dizem que esses órgãos se limitam ao papel que a Anatel exerce aqui, o que não é verdade. A Anatel regula relações comerciais, mas não fiscaliza uso político de concessões públicas de rádio e televisão e tampouco atua para impedir a formação de oligopólios como fazem as agências dos países ricos.
Só para que se possa mensurar a dimensão da anomalia comunicacional brasileira, não existe, em nenhuma parte do mundo desenvolvido, um império de comunicação como o da Globo, que, nos Estados Unidos, por exemplo, teria que ser fatiada e vendida. Há grupos maiores pelo mundo, mas não se concentram em um país só.
O império de Rubert Murdoch ou o de Carlos Slim se espraiam por vários países. Em um país só, a Globo é o maior.
Outra balela sobre a regulação da mídia é a de que seus defensores pretendem “censurar conteúdo” como na Argentina, na Venezuela ou no Equador. É balela porque nenhum desses países censurou a mídia. Em todos eles, basta ligar a televisão ou comprar um jornal para constatar que os governos continuam sendo duramente criticados.
Não foi à toa que Frank la Rue, relator especial da ONU para a liberdade de expressão e opinião, deu a seguinte declaração sobre a “ley de medios” argentina:
“Creio ser o mais avançado que existe em termos de liberdade de expressão na América Latina e certamente um exemplo para o mundo”.
Dilma Rousseff não é nenhuma tolinha. Ela sabe muito bem, portanto, que as propostas de regulação da mídia que vêm sendo feitas no Brasil não contêm nenhum tipo de intenção de censura de conteúdo. Ela sabe, também, que a legislação brasileira é profundamente anacrônica, oriunda da primeira metade do século XX, quando não existiam as plataformas de mídia que existem hoje e a televisão era, ainda, um artigo de luxo.
Por que, então, a presidente se vale do escapismo sobre o “controle remoto” toda vez que se manifesta sobre o assunto regulação da mídia? Por que o governo está condenando o Brasil a continuar com uma comunicação de massas de republiqueta bananeira?
O Blog fez algumas consultas a pessoas próximas à presidente que preferem se manter no anonimato. A postura de Dilma não deriva de medo da mídia, que já faz, hoje, tudo que pode para desmoralizar seu governo e pressionar a Justiça contra esse governo e contra o partido da presidente. Dilma teme é o Legislativo…
Não existe clima no Congresso para aprovação de uma legislação sobre comunicação inspirada nas legislações dos países em estágio civilizatório mais avançado, como Estados Unidos e os países da União Europeia.
Enorme parcela do Congresso é composta ou de donos de meios de comunicação ou de políticos ligados a tais meios, simplesmente porque, em um país deste tamanho, sem uma estratégia e alguma força em termos de comunicação é muito difícil um político se eleger.
Não confundamos a eleição majoritária de um presidente da República com as eleições de vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e prefeitos de milhares de pequenos municípios. Esses, dependem muito mais da boa vontade das mídias locais.
A rejeição à civilização do país via regulação moderna da mídia, portanto, é apenas mais um dos vários sintomas do atraso paroquial que ainda aprisiona o Brasil. Este, manifesta-se em um Judiciário submisso ao capital e na promiscuidade entre políticos e meios de comunicação.
Uma proposta de lei da mídia fatalmente fracassaria no Congresso e seria alvo de bloqueio pelo Judiciário, mesmo que seja uma lei inspirada nas dos países mais avançados do mundo. E ainda poderia provocar uma ruptura do governo com partidos como o PMDB, por exemplo, no qual grande parte dos membros tem meios de comunicação.
A luta pela democratização da comunicação, neste momento, está sendo perdida pelos setores democráticos da sociedade. Não existe, ainda, a menor esperança de fazê-la avançar. Além disso, o Judiciário brasileiro não passa de braço dos interesses da elite racial, econômica e regional que infecta o país.
Se quisermos fazer a luta pela democratização das comunicações avançar, então, teremos que tomar alguns cuidados.
Toda vez que algum meio de comunicação comete algum excesso, os que batalham pela democratização desse setor logo pedem “ley de médios”. Isso dá a impressão de que uma legislação mais avançada impediria a mídia de atacar o governo.
Não é isso. A regulação da mídia versaria sobre propriedade cruzada, ou seja, sobre concentração de propriedade de meios de comunicação e sobre uso partidarizado de concessões públicas, mas não impediria críticas a governo algum desde que quem diverge pudesse ter o mesmo espaço. E isso só em concessões públicas, porque um jornal, por exemplo, poderia fazer o que quisesse.
A luta para democratizar a comunicação será árdua e não avançará muito neste governo e nesta legislatura. Ainda poderá levar muitos anos para que avance em um país desigual como o nosso, em que as elites ainda conservam tanto poder.
É muito mais provável que a tecnologia, ao continuar avançando, reduza o poder discricionário que os barões da mídia ainda detêm. Mesmo assim, isso pode demorar, talvez, uma década para produzir os efeitos democratizantes desejados.
Esses são os fatos. Se quiser, leitor, pode chorar. Mas cuidado com o discurso, porque a estratégia da direita midiática é usar o que dizemos para distorcer o que pretendemos, os que defendemos uma comunicação de país desenvolvido para o Brasil.
Fonte: Blog da Cidadania

'Comunicação é direito humano que precisa ser assegurado com políticas públicas e participação social'



Afirmou Rosane Bertotti no II Seminário Comunicação em Pauta, realizado pelo governo do RS


A comunicação é um direito humano que precisa ser assegurado com políticas públicas e participação social para que não fique à mercê de meia dúzia de famílias e de seus patrocinadores. Se queremos fortalecer a democracia, é preciso ampliar o protagonismo da sociedade nas decisões. Para isso, assim como é essencial a nível nacional um novo marco regulatório para o setor, que garanta a efetiva liberdade de expressão, é decisiva a conformação de Conselhos Estaduais de Comunicação, como o que está sendo gestado no Rio Grande do Sul”.
A afirmação da secretária nacional de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti, foi feita nesta segunda-feira durante o Seminário Comunicação em Pauta, realizado pelo governo do Rio Grande do Sul.
A campanha “Para expressar a liberdade – uma nova lei para um novo tempo”, capitaneada pelo FNDC, ressaltou Rosane, procura ampliar e somar energias para elevar o tom em defesa da oxigenação do setor, que também passa “pela consolidação de um Conselho Nacional de Comunicação Social e a efetivação de um Plano Nacional de Banda Larga que atenda o interesse público e não das teles”.
O evento foi convocado pela diretoria de Políticas Públicas da Secretaria Estadual de Comunicação e Inclusão Digital, para debater junto a intelectuais, empresários e representantes de movimentos sociais e pela democratização a criação do Conselho de Comunicação do Rio Grande do Sul, há mais de um ano em discussão com diversos segmentos da sociedade gaúcha.
"Nós acreditamos que o projeto está bastante maduro e há a compreensão de que é necessário um lugar para o debate. A sociedade é envolvida pela comunicação diariamente, mas não conhece o seu mecanismo. Precisamos ler, ouvir e assistir com espírito critico", afirmou a secretária estadual de Comunicação e Inclusão Digital, Vera Spolidoro.
A secretária lembrou que a proposta de criação do conselho foi amplamente debatida e referendada pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) diante de uma tomada de consciência coletiva dos mais amplos segmentos sobre a relevância da medida para o avanço e consolidação da democracia. Spolidoro citou o caso da “Escola Base”, na capital paulista, onde uma sucessão de erros sensacionalistas da imprensa, que repercutiu versões completamente falsas sobre abusos sexuais de crianças, acabou com a escola em ruínas e com seus proprietários na rua, ameaçados de morte. Só muito tempo depois, com as suas vidas já destruídas, ficou comprovado que eram inocentes. Mas já era tarde.
Para o vice-governador Beto Grill, a criação do conselho, além de proporcionar um espaço para o intercâmbio de ideias, possibilitará que o Estado se coloque uma vez mais na vanguarda de ações democratizantes.
Debatedor no painel "A importância da Participação Social na Comunicação", Laurindo Leal Filho, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), descreveu a intensa luta política em torno da comunicação, que ganha cada vez mais peso e relevância a partir da enorme concentração de poder pelos donos da mídia, que passam a exercer o papel de partidos contra o interesse público. Lalo defende ações mais ativas e efetivas do estado, a exemplo do argentino, para capitanear medidas democratizantes que enfrentem os latifúndios midiáticos que manipulam, deformam e criminalizam em função do seu “negócio”, onde a informação é reduzida a mera mercadoria.
Marlupe Caldas, da Secretaria de Comunicação da Bahia, falou sobre a experiência do seu Estado, o primeiro no país a criar um conselho estadual de comunicação, e o significado para a luta de setores completamente marginalizados e invisibilizados pelos grandes meios. Entre as importantes atribuições, Marlupe destacou o estabelecimento de critérios para democratizar as verbas publicitárias com veículos alternativos, rádios e jornais populares e do interior, fugindo da lógica imposta pela mídia hegemônica.
O painel Democracia e Participação Social na Comunicação: As Experiências Internacionais de Conselhos de Comunicação, contou com a participação do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, e de João Brant, do Coletivo Intervozes e do FNDC, que reiterou a necessidade da democratização para ampliar a transparência da informação.
Programação desta terça-feira
9h - Painel: A participação dos empresários de comunicação no Conselho Estadual de Comunicação Social da Bahia. Participam Pedro Dourado (Sindicato das Empresas em Publicidade Exterior do Estado da BA/Sepex - Uranus 2), Alexandre Gabret (Agert) e João Batista de Melo Filho (ARI), coordenada pela titular da Secom, Vera Spolidoro.
Fonte: CUT
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