sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cuba diz que inclusão em lista de terrorismo dos EUA é "vergonhosa"

No que se tornou um ritual anual, os Estados Unidos mantiveram Cuba em sua lista de "Estados patrocinadores do terrorismo", e Havana reagiu com irritação, na quinta-feira, chamando a atitude de uma "vergonhosa decisão" com base na política, não na realidade.
Cuba disse em um comunicado que o governo dos EUA está cedendo à comunidade de exilados cubanos em Miami contra seus próprios interesses e os desejos do povo norte-americano.

"Eles esperam agradar a um grupo anticubano, cada vez menor, que tenta manter uma política que agora não tem apoio e nem representa os interesses nacionais dos Estados Unidos", disse o comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba.
Irã, Sudão e Síria também estão na lista, que é publicada anualmente pelo Departamento de Estado dos EUA. Cuba está na lista desde 1982.
A designação terrorismo vem com uma série de sanções, incluindo a proibição de assistência econômica dos EUA e restrições financeiras que criam problemas para Cuba no comércio internacional, já dificultado por um embargo comercial dos EUA imposto contra a ilha desde 1962.
A explicação do Departamento de Estado para a inclusão de Cuba na lista desconta a maioria das razões de anos anteriores e diz que "não há nenhuma indicação de que o governo cubano forneceu armas e treinamento paramilitar a grupos terroristas."
No passado, o relatório listou Cuba por abrigar rebeldes de tendência marxista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e membros de grupos separatistas bascos.
Este ano, o relatório observou que Cuba está patrocinando negociações de paz entre as Farc e o governo colombiano e moveu-se para se distanciar dos bascos.
A acusação principal de Washington é que Cuba recebe e fornece ajuda para fugitivos da Justiça dos EUA. Cuba não nega que tem fugitivos dos Estados Unidos, mas disse que nenhum foi acusado de terrorismo.
Robert Muse, um advogado de Washington especializado em questões de Cuba, disse que não há base legal para a designação de Cuba como um patrocinador terrorista por causa da presença dos fugitivos.
Ele disse que eles permanecem na ilha porque Washington se recusou a honrar um acordo de extradição de longa data com Cuba. 

Fonte: Terra

Filha de Kurt Cobain recebeu convite para interpretar Bella na Saga Crepúsculo, diz Courtney Love

Frances Bean Cobain tinha 13 anos quando lhe foi enviado o roteiro do primeiro filme 
Frances Bean Cobain 
Courtney Love participou nesta quinta, 30, do programa de rádio do locutor e apresentador Howard Stern, e revelou que Frances Bean Cobain (foto) poderia ter interpretado Bella na Saga Crepúsculo.
“Quando ela tinha 13 anos, ofereceram a ela [o papel de] Bella, na Saga Crepúsculo”, disse Courtney. “É verdade. Alguém viu a foto dela em uma revista e me mandou o roteiro de Crepúsculo, e ela ficou tipo: ‘Isso é uma merda Mórmon sexista’.”
Surpreso, Howard Ster questionou se não teria sido bom para Frances ter interpretado o papel que fez de Kristen Stewart uma das estrelas mais famosas – e ricas – do cinema nos últimos anos. Courtney acredita que não. “Ela tinha 13 anos! Teria destruído a vida dela”, afirmou.
Courtney Love e Frances, filha dela com Kurt Cobain, não se encontram pessoalmente há três anos, segundo a cantora. Elas tiveram uma série de desentendimentos nos últimos anos, envolvendo brigas na internet, pelo Twitter. Courtney chegou a dizer que Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana e líder do Foo Fighters, havia dado em cima de Frances. A garota, que hoje tem 20 anos, afirmou, em resposta, que deveriam banir a mãe dela da rede social.
Durante a entrevista, Courtney diz vai fazer parte de um programa de TV – Stern quis saber se o programa em questão é o American Idol, que acabou de perder Mariah Carey e Nicki Minaj, mas ela não confirmou. 

Com informações da Rolling Stones Brasil

Vice de Obama usa frase à la Lula e diz que EUA estão ansiosos por Dilma

 Presidente Dilma Rousseff e vice-presidente dos EUA, Joe Biden, se encontraram no Palácio do Planalto
O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta sexta-feira (31) em Brasília que o convite para a presidente Dilma Rousseff visitar em outubro seu homólogo americano, Barack Obama, é "um reflexo do nosso grande respeito pelo Brasil".
Em uma frase que pareceu lembrar declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Biden afirmou também que "nunca na história deste país tantos representantes do governo americano estiveram aqui", se referindo à dezena de autoridades que visitaram o Brasil desde a reeleição de Obama. Segundo o vice americano, isso prova que "2013 pode e deve marcar o começo de uma nova era nas relações EUA-Brasil".
 

30.mai.2013 - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visita o largo do Cantão, na favela Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro (RJ), nesta quinta-feira, feriado de Corpus Christi.
"Agora sei por que Obama considera ela uma grande parceira. Estamos ansiosos para recebê-la em outubro", disse Biden. O vice afirmou que o encontro de Dilma com Obama será a primeira visita de um chefe de Estado em 2013.
Na quarta-feira (30), Biden anunciou que Dilma fará a primeira visita de um chefe de Estado a Washington neste ano. Segundo o vice, os Estados Unidos esperam com isso marcar o início de uma nova era nas relações com o Brasil e com a região.
"Queremos brasileiros nos EUA não só pra nos ver e comprar, mas para nos entender, com nossos defeitos e tudo o mais", disse.

Laços

Brasil e EUA estão prontos para aprofundar relações em áreas que vão de investimentos na área militar à educação, disse o vice-presidente americano após reunir-se com Dilma Rousseff.
"Não há obstáculo que não possa ser superado entre os dois países", afirmou. Destacou ainda que o Brasil é um exemplo de conciliação entre democracia e desenvolvimento econômico, enquanto outros países, como Egito e Venezuela, ainda passam por esse "dilema".

O vice-presidente americano se disse impressionado após a reunião mantida com a presidente brasileira. "Nos últimos 15 anos vocês demonstraram para o mundo que é possível ter democracia e desenvolvimento dos quais todos se beneficiam. E essa é a magia do que vocês fizeram aqui, o que a presidente de vocês está fazendo agora e a razão pela qual ela pode ter uma influência tão incrível e bem além deste país", acrescentou. 

Fonte: Uol

Taryn Szpilman e Bernand Fines roubam a cena na primeira noite de Festival


Ela carioca, ele francês, ela diva do Jazz e ele servindo música a "La Carte". Foi essa mistura que deu o tom da primeira noite da 10ª edição do Festival de Inverno de Pedro II. Subiram ao palco da praça da Bonelle a cantora Taryn Szpilman e Bernard Fines & Julio Bittencourt Trio.


Resgatando as tradições dos primeiros festivais, este ano Pedro II volta ao berço do Jazz e do Blues para mostrar que o evento não perdeu identidade e a essência continua a mesma. Música boa, clima ameno e muita diversão.

Bernard Fines abriu a noite com seu sotaque carregado mas mostrando que com ritmo fica fácil entender a mensagem que sua música deve passar. Músico quase autodidata Bernard trouxe um repertório com música francesa aliado a clássicos da música brasileira. Apaixonado pela MPB, o cantor não esconde o interesse pelo que é nacional.


Em troca, a multidão respondeu mesmo no início da noite, com a empolgação de uma festa em seu auge. Júlio Bittencourt Trio dá vida a voz cativante de Bernard e comprova o sucesso da parceria que já dura longos anos.


Taryn Szpilman

Declaradamente inspirada nas grandes divas Janis Joplin, Aretha Franklin  e outras, Taryn Szpilman dá um show desde o momento que pisa no palco. Com seu estilo marcante a cantora consegue envolver e levar a todos a uma grande viagem aos bailes dos anos 50. Jazz de qualidade cantado por uma voz feminina tão marcante como o visual. Taryn dá vida as grandes divas que já não sobem mais nos palcos.


Contente com sua chegada a cantora comenta que sua vinda já estava acertada há pelo menos cinco anos, mas sua últim gravidez mudou os planos. "É uma sensação maravilhosa saber que cheguei aqui depois de tanto tempo, comenta a cantora.

Dona de uma voz inconfundível, Taryn se destaca por ter um repertório de grandes clássicos que vão desde a década de 30 até os clássicos do rock como Led Zeppelin e outros.

Solenidade

O evento foi aberto com uma homenagem as pessoas que mais contribuíram com a concepção do Festival. Os homenageados recebera um troféu criado por um artista plástico. Confira os homenageados:


Sílvio Leite
José Eduardo Pereira Filho - advogado da região e proprietário das terras do morro do gritador
Júlio Medeiros - idealizador do festival
Carlos Braga - prefeito da época do primeiro festival
Senador Wellington Dias
Mário Lacerda - diretor executivo do Sebrae
Juratã Moura - podutor executivo do festival
Governador Wilson Martins representado pelo secretário de planejamento
Deputado Estadual Nerinho
João Batista - artista plástico criador do troféu que será dado na homenagem
Bid Lima - secretária de Cultura
Gastão Vieira - Ministro do Turismo

Também esteve presente na solenidade o senador pernambucano Humberto Costa. 


De acordo com a prefeita Neuma Café cerca de 60 mil turistas devem passar pela cidade até o fim do festival que ainda contará com apresentações de Maria Gadú e Zélia Duncan.

Calendário

 Na ocasião a prefeita Neuma Café sancionou a lei que torna o Festival como Patrimônio Cultural do município e anunciou que no fim deste ano será lançado o calendário oficial de eventos de Pedro II.


Um dos novos eventos que deve acontecer a cidade é o Natal Luz, que terá sua primeira edição em 2013. 

Fonte: Cidade Verde



Secretário ‘ilegal’ de Firmino Filho assinou diversas aposentadorias

Sem termo de cessão do DNIT ou da AGU, o advogado Sérgio Henrique Gonçalves Honório estava ‘ilegalmente’ atuando como secretário de Administração do governo Firmino Filho.
Sérgio Honório assinou diversas aposentarias, conforme foi constatado pelo 180graus em pesquisa no Diário Oficial do Município. As portarias também foram assinadas por Firmino Filho e pelo presidente do IPMT, Paulo Roberto Dantas.
Assim, pela TEORIA DO AGENTE PÚBLICO DE FATO, além do princípio da boa-fé , institutos jurídicos defendidos pelo doutrinador Celso Antônio Bandeira de Mello e outros, nem as aposentadorias serão anuladas, nem Sérgio Honório fica obrigado a repor os cofres públicos pelo trabalho realizado como secretário.
Publicado Por: Aquiles Nairó
Fonte: Portal 180 Graus

O LUGAR MAIS PROFUNDO DA TERRA

NG - Um painel de lâmpadas LED do DEEPSEA CHALLENGER ilumina o leito marinho durante um teste de mergulho ao largo do atol Ulithi 

Após sete anos de pesquisas e testes, só restava uma dúvida para James Cameron: o submarino Deepsea Challenger aguentaria a esmagadora pressão a 11 mil metros? O diretor de Titanic apostou sua vida na resposta 

Um painel de lâmpadas LED ilumina o leito marinho durante um teste de mergulho ao largo do atol Ulithi. Amostras de sedimentos colhidas mais tarde na Fossa das Marianas revelaram microorganismos antes desconhecidos.
05h15, 26 de março de 2012 11° 22’ N, 142° 35’ E (oso de guam, pacífico ocidental)
Pouco antes do amanhecer, o mar está negro como piche. O DEEPSEA CHALLENGER balança e se inclina enquanto as enormes ondas do Pacífico se erguem acima de mim. Estamos todos em pé desde a meia-noite, realizando as checagens pré-mergulho, após poucas horas inquietas de sono; o nível de adrenalina é alto em toda a equipe. Essas são as condições mais difíceis em que trabalhei até agora nessa expedição. Pelas câmeras externas posso ver dois mergulhadores bem ao lado de minha minúscula cabine, sendo sacudidos enquanto lutam para aprontar o submersível.
A cabine do piloto é uma bola de aço, com 109 centímetros de diâmetro, e me acomodo nela como uma noz em sua casca, sentado com os joelhos erguidos e a cabeça inclinada para frente devido à curvatura da parede. Vou ficar imobilizado nessa posição pelas próximas oito horas. Meus pés descalços se apoiam na escotilha de ferro de 180 quilos, fechada e travada pelo lado de fora. Estou, literalmente, aferrolhado ali. As pessoas sempre me perguntam se não sinto claustrofobia. Não. Para mim, a sensação é de algo acolhedor e confortável. Meu campo visual é tomado por quatro telas de vídeo, três delas conectadas a câmeras externas. A quarta é um painel de instrumentos, acionado por toque.
O submarino, pintado de verde, está pendurado, ereto, entre as ondas, como um torpedo vertical apontado para o centro da Terra. Giro a câmera 3D, instalada na ponta de um suporte, com 1,8 metro, a fim de dar uma boa olhada. Os mergulhadores estão se posicionando para soltar a boia que mantém o aparelho na superfície.
Passei anos esperando por esse momento, e não posso dizer que as últimas semanas tenham sido tranquilas. Mas agora me sinto calmo. Estou encaixado no submersível, fazendo parte dele e o sentindo como parte de mim – uma extensão de minhas ideias e meus sonhos. Por ter sido um de seus projetistas, conheço bem tudo o que ele é capaz e incapaz de fazer. Depois de semanas treinando para manobrá-lo, minha mão busca com naturalidade o controle ou o interruptor específicos. Não há mais apreensão, apenas a vontade de levar a cabo o que viemos fazer, e uma excitação infantil diante do que nos espera. Respiro fundo e ligo o intercomunicador. “Ok, pronto para começar a descida. Liberar, liberar!”
O mergulhador principal puxa um cabo e solta a boia de sustentação. O submersível afunda feito pedra e, em segundos, os mergulhadores viram figuras minúsculas lá em cima, na superfície revolta. Uma olhada nos mostradores revela que estou afundando 150 metros por minuto. Após passar uma vida sonhando, sete anos concebendo o submarino, meses para construí-lo, estou a caminho da depressão Challenger, o ponto mais profundo de todos os oceanos da Terra.


NG - James Cameron projetou seu próprio submersível, o DEEPSEA CHALLENGER, para descer à fossa das Marianas
 
James Cameron projetou seu próprio submersível, o DEEPSEA CHALLENGER, para descer à fossa das Marianas. - Foto: Mark Thiessen
05h50, profundidade 3 810 metros, velocidade 1,8 metro/segundo
Supero a profundidade do Titanic em apenas 35 minutos, avançando a uma velocidade quatro vezes maior que a dos submersíveis russos Mir que usamos em 1995, quando registramos os destroços do famoso naufrágio para o filme. Naquela época, para mim, o Titanic parecia estar na maior profundidade imaginável, e chegar ali era tão exótico quanto viajar até a Lua. Mas agora só faço uma rápida saudação com a mão quando ultrapasso esse marco, como se estivesse saindo de casa e passando pela caixa de correio ao lado do portão. Quinze minutos depois, alcanço a marca dos 4 760 metros, a profundidade em que está hoje o Bismarck. Ao explorar os destroços desse encouraçado em 2002, a lâmpada de um holofote implodiu com a força de uma granada junto ao casco de nosso Mir. Essa foi a primeira vez em que presenciei uma implosão em águas profundas. Se agora o casco do DEEPSEA CHALLENGER ceder, não vou sentir nada. Seria como dizer “Corta!” em um filme. Mas isso não vai acontecer. Passamos três anos projetando, forjando e torneando essa esfera de aço. Tenho confiança nos conhecimentos e na competência dos engenheiros responsáveis por sua construção.
A temperatura externa se aproxima do 1,7ºC, bem menos que os 30ºC na superfície. A esfera do piloto começa a esfriar, e seu interior agora está coberto de grandes gotas de condensação. Meus pés descalços, pressionados contra o metal da escotilha, começam a congelar. Levo vários minutos para calçar as meias de lã e as botas impermeáveis. Cubro-me com um gorro para proteger minha cabeça do aço úmido e gélido da parede curva. Um gorro de explorador, penso. Na escuridão externa, os únicos indícios de movimento são as partículas de plâncton se deslocando para cima sob as luzes do submersível, como se eu estivesse dirigindo um carro em meio a uma nevasca.
06h33, 7 070 metros, 1,4 metro/segundo
Acabei de passar pelo limite de operação do submersível tripulado que hoje alcança a maior profundidade oceânica, o chinês Jiaolong. Minutos atrás, cheguei às profundidades máximas dos Mir russos, do francês Nautile e do japonês Shinkai 6500. Estou entrando em uma área mais funda que a visitada por qualquer outro submersível tripulado existente. E todos esses modelos foram construídos de programas financiados por governos. Nosso pequeno torpedo verde foi montado com recursos privados, em uma oficina comercial apertada entre um depósito atacadista de encanamentos e um fornecedor de madeira compensada na periferia de Sydney, na Austrália. Os membros de nossa equipe são originários de Canadá, China, Estados Unidos, Austrália e França. Esse é um projeto para sonhadores do mundo todo. Chegou a hora.
06h46, 8 230 metros, 1,3 metro/segundo
Agora consegui ir além de meu recorde de mergulho solitário, na fossa New Britain, ao largo da Papua-Nova Guiné, três semanas atrás. Parece incrível que ainda vou descer mais 2 740 metros. Já verifiquei todos os itens em minha lista de tarefas, e não me resta nada a fazer durante essa longa e silenciosa queda através do limbo além de pensar e acompanhar o aumento no número que assinala a profundidade. O silvo ocasional do solenoide de oxigênio é o único ruído. Vejo meus pés na escotilha e penso na força que a pressiona. Se o submersível tiver uma rachadura, a água penetrará como um laser, abrindo caminho por tudo o que estiver na frente – incluindo meu corpo. Tento imaginar como seria isso. 
07h43, 10 850 metros, 0,26 metro/segundo
Outra hora se passou, com o submarino reduzindo a velocidade nos 2 740 metros finais. Soltei parte do lastro, rolamentos de aço foram liberados por eletromagneto para ajustar a posição do submersível. Ele encontra-se quase “neutro”, nem pesado nem leve, descendo agora devagar, movido apenas pelo propulsor. O altímetro indica que a distância até o fundo é de apenas a 46 metros. As câmeras estão ligadas, as luzes voltadas para baixo. Agarro os controles do propulsor, tenso, com os olhos pregados nas telas ainda vazias.
Trinta metros... 27... 24... Eu já deveria estar vendo algo. Vinte e um... 18... Por fim, distingo um brilho fantasmagórico no fundo. Parece algo indistinto e homogêneo, como uma casca de ovo, sem nenhuma referência de escala para avaliar a distância. Uso os propulsores verticais para dar uma freada. Cinco segundos depois, o mais débil impacto na coluna d’água repercute no leito oceânico, e a superfície indistinta sob mim ondula como um véu de seda. Ainda não tenho certeza de que há ali, de fato, superfície sólida. Giro o holofote para a paisagem em torno. A água é translúcida, e me permite ver longe: nada. O fundo está uniforme, desprovido de qualquer característica, dimensão ou direção. Já vi leitos oceânicos em mais de 80 mergulhos de profundidade. Mas nada é parecido com isso. Nada.
07h46, 10 898,5 metros, zero metro/segundo
Dou outro toque no controle, e o submersível vai até o fundo. Pela câmera instalada no suporte vejo o pé do veículo afundar 10 centímetros, antes de se imobilizar. Cheguei, após uma descida de duas horas e meia. Uma nuvem do mais fino sedimento que já vi se ergue em filamentos sedosos, como fumaça de cigarro pairando quase imóvel. Em seguida, uma voz vinda de 11 mil metros acima de mim: “DEEPSEA CHALLENGER, aqui é a superfície”. O som é distante mas claro. Segundo nossos cálculos, não seria possível nenhuma comunicação naquela profundidade.
Dou uma espiada no altímetro e ligo o microfone. “Superfície, aqui é o DEEPSEA CHALLENGER. Profundidade de 10 898,5 metros... Equipamento de apoio funcionando, tudo em ordem.” Apenas naquele momento me ocorre que eu poderia ter preparado um comentário mais memorável, do tipo “Um pequeno passo para o homem”.
Intermináveis segundos escoam até a mensagem subir do fundo do planeta à velocidade do som, e a resposta voltar da superfície. “Entendido.” O ex-fuzileiro naval que cuida das comunicações é ainda mais pragmático que eu. Formação militar. Mas posso imaginar todos eles, sorrindo e batendo palmas, no navio. Sei que minha mulher, Suzy, está de olhos fixos na tela de telemetria, aliviada. Sinto orgulho pela façanha. O submarino é o resultado concreto da imaginação, do conhecimento e da vontade de todos. É algo permeado de espírito coletivo. Em certo sentido, todos estão aqui embaixo, ao meu lado.
Dez mil, oitocentos e noventa e oito e meio. Quer saber? Acho que vou arredondar para 11 mil metros quando falar disso em uma festa. A próxima voz que ouço é inesperada. “Boa sorte, querido”, diz Suzy, enviando seu amor ao ponto mais remoto da Terra. Ao ouvir sua voz, meus dois mundos se chocam de um modo estranho e belo. Suzy me apoiou durante toda a expedição. Sei o quanto deve ter sido difícil para ela.

NG - James Cameron
Depois de dois meses de testes do DEEPSEA CHALLENGER em águas mais rasas, Cameron foi posicionado acima do lugar mais profundo da Terra. Ninguém imaginava que fosse possível mergulhar em águas assim tão hostis. Um sistema de segurança fundamental tinha falhado, mas era agora ou nunca - Foto: Marco Grob
Planejamos ficar apenas cinco horas no fundo, e há muito que fazer. Giro o submersível, usando as câmeras para explorar esse novo mundo. O leito marinho é plano e desprovido de detalhes em todas as direções. Um limbo alienígena. Aciono o sistema hidráulico, abro a porta externa do compartimento de equipamentos científicos, e uso o braço de manipulação para colher a primeira amostra de núcleo de sedimentos. Se tudo for para o espaço em dez minutos, pelo menos voltarei com um pouco de lama para os cientistas.
Para mim, nunca foi o caso de construir um submarino que me permitisse apenas bater um recorde mundial de mergulho em profundidade. Também é relevante que ele fosse uma plataforma científica. Não faz sentido explorar a fronteira menos compreendida do planeta sem recolher dados ou amostras.
Depois de coletar sedimentos, filmo, em close, o relógio Rolex Deepsea, da empresa suíça que é um dos patrocinadores da expedição. Ele funciona sem problema, a despeito da pressão de 1 147 quilos por centímetro quadrado. Mas nem tudo está bem. Noto gotículas de óleo amareladas pairando diante da vigia de observação: um vazamento no sistema hidráulico. Em minutos, o braço de manipulação fica inutilizado, assim como a escotilha do compartimento científico. Impossibilitado de colher amostras, mas com as câmeras em boas condições, continuo a explorar.
09h10, 10 897 metros, 0,26 metro/segundo
Com leves toques no controle dos propulsores, sigo rumo ao norte por uma planície de sedimentos empoçados, como dizem os geólogos. Ainda não vi nada vivo aqui no fundo, além de ocasionais anfípodes flutuando, minúsculos como flocos de neve. Logo devo estar topando com a “parede” da fossa, que, graças a nossos mapas traçados com sonar multifeixe, sei que não é, de fato, parede, e sim uma encosta que se ergue com suavidade. Quero encontrar afloramentos de rocha que possam abrigar formas de vida.
Até o momento, todas as minhas observações foram feitas pelas câmeras de alta definição. Lembro- me de uma promessa que fiz a mim mesmo antes de iniciar a descida, e resolvo pousar de novo no leito com o submarino. De modo algum vou descer até ali, o ponto mais fundo do oceano, e não ver nada com meus próprios olhos. Levo vários minutos para mover o equipamento de minha frente e me contorcer em uma posição na qual posso olhar de um ângulo direto pela vigia. Passo alguns minutos absorvendo a imobilidade daquele local tão estranho e afastado de toda a experiência humana. Apenas uma vez outros olhos humanos estiveram nessa profundeza. Mas Walsh e Piccard mergulharam 37 quilômetros a oeste, em outra parte da Challenger, hoje conhecida como depressão Vitiaz. 
Todos os outros pontos profundos no leito oceânico que já visitei, mesmo os 8 230 metros da fossa New Britain, estavam marcados por rastros de lesma, pepino-do-mar e outros animais. Mas aqui não há sinal de vida. A superfície está intocada. Sempre esteve assim. Sei que não é de todo estéril – com certeza, vamos descobrir novas espécies de micróbios, vivendo naquela amostra de sedimentos que recolhi há pouco. Mas tenho a inevitável sensação de que mergulhei além dos limites da própria vida. Isso provoca em mim um assombro, o sentimento do privilégio de ser testemunha de um mundo primordial.
Segundo alguns cientistas em nossa equipe, a vida, de fato, poderia ter se originado nessas escuras profundezas hadopelágicas, há 4 bilhões de anos, alimentada pela lenta e constante energia química gerada pelo inexorável arrastamento de uma placa tectônica sob outra e pela libertação de fluidos aprisionados. Essa planície sombria está aqui há eras incontáveis. Fico assombrado com a vastidão de tudo aquilo que não sabemos, tanto aqui, no fundo do mar, como na imensidão do espaço. Sinto como se eu tivesse acendido uma vela por uns instantes em meio à escuridão.
10h25, 10 877 metros, 0,26 metro/segundo
Encontrei a encosta setentrional, e avanço por suas cristas levemente onduladas. Estou 1 500 metros ao norte do ponto em que desci. Até agora, nenhum afloramento rochoso. Em meu percurso pelo fundo chato da fossa, encontrei e fotografei dois possíveis sinais de vida: primeiro, uma bolha gelatinosa, menor que o punho de uma criança, pousada no fundo; segundo, uma cicatriz escura, medindo 1,5 metro, que pode ter sido abrigo de algum tipo de lesma subterrânea. Ambos são enigmáticos e distintos de tudo o que vi em anos de mergulho. Consegui boas imagens em alta definição. Constato que algumas baterias estão com a carga baixa, a bússola comporta-se de modo estranho e o sonar deixou de funcionar. Além disso, como perdi dois dos três propulsores de estibordo, o submersível ficou lento e difícil de ser controlado. A pressão extrema já se faz sentir. Vou em frente, sabendo que o tempo está acabando, mas com a expectativa de chegar ainda a uma escarpa íngreme, como vi na fossa New Britain e que abrigava uma comunidade de animais bem diversa da existente no leito da fossa.
De repente, sinto o submersível inclinar-se para a direita, e dou uma olhada no controle dos propulsores. O único que restava a estibordo deixou de funcionar. Agora posso apenas girar em círculos. Não consigo colher amostras, tampouco explorar mais nada além desse ponto. Não resta nenhum motivo razoável para ficar aqui. Estou no fundo da fossa há quase três horas, menos que as cinco previstas. Com relutância, aviso à equipe na superfície que me preparo para subir.
10h30, 10 877 metros, 3 metros/segundo
O instante em que se aciona o interruptor que libera os lastros para a ascensão é sempre preocupante. Se os pesos não se soltarem, não há como voltar para casa. Ponto final. Passei anos projetando o mecanismo de liberação do lastro, e os engenheiros que o construíram e o testaram procuraram torná-lo o sistema mais confiável do submersível. Mesmo assim, na hora de acioná-lo, sempre resta uma dúvida. Mas não hesito muito, apenas ligo o sistema.
Ouço o ruído já familiar, shtunk, dos dois lastros de 243 quilos que deslizam por seus trilhos e caem no leito oceânico. O submarino dá uma guinada, e o fundo logo se afasta das telas, retornando às trevas eternas. Enquanto a velocidade aumenta, sedimentos aprisionados são expulsos com violência do compartimento científico, como o gelo se desprendendo dos tanques criogênicos durante o lançamento do foguete Saturno 5. Sinto o submersível se sacudir e girar enquanto dispara rumo à superfície. Estou subindo a mais de 3 metros por segundo, a velocidade mais alta alcançada pelo veículo, e vou chegar à superfície em menos de uma hora e meia. Imagino a pressão diminuindo na superfície do submersível, como uma imensa sucuri que, incapaz de esmagar a presa, vai pouco a pouco relaxando o abraço. Um sentimento de alívio me invade à medida que, nos mostradores, os números vão ficando menores. Estou de volta ao mundo da luz solar e do ar livre, e aos doces beijos de Suzy. 

Fonte: National Geographic

Ministério alerta para o crescimento do número de fumantes no Piauí

Piauí tem mais de 300 mil fumantes (BBC)

Ministério da Saúde revela que no Piauí existem mais de 300 mil fumantes. Ação no Shopping leva exames e ação preventiva contra o cigarro.

No Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de maio, o Ministério da Saúde alerta para o crescimento do número de fumantes no Piauí. Segundo dados, no estado existem mais de 300 mil fumantes e para orientar à população sobre os riscos à saúde provocados pelo cigarro, a Secretaria Estadual de Saúde realizara uma serie de serviços na capital.
De acordo com a coordenadora do Programa Controle de Tabagismo da Sesapi, Gisela Brito, o evento é realizado na manhã desta  sexta feira (31) no Shopping da Cidade, no Centro de Teresina.
“A ação começa às 8h30, onde haverá distribuição de panfletos educativos, teste de Fargestön, Glicemia, teste com o monoxímetro e divulgação do tratamento ao fumante", afirma Gisela Brito.
Segundo dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizado pelo Ministério da Saúde, a prevalência de fumantes no Estado do Piauí teve um acréscimo de 13,3% em 2010, para 15,3%, em 2011, na população adulta com mais de 18 anos. 

Fonte: G1/PI

Pesquisa mostra que 37,2% dos brasileiros não aceitariam filho homossexual

Você aceitaria com tranquilidade o fato de seu filho ser homossexual? A pergunta foi feita pelo instituto Data Popular a 1.500 pessoas em cem cidades brasileiras: 37,2% disseram que não aceitariam, de forma alguma, a situação. Às vésperas da realização da Parada Gay de SP, uma das maiores do mundo, outros 38% disseram que são contrários a que casais do mesmo sexo tenham os mesmos direitos que os heterossexuais.

CORAÇÃO A tolerância é maior entre os jovens: entre os entrevistados de 16 a 24 anos, o índice dos que não aceitariam ter um filho homossexual cai para 26%, contra 46,3% dos que têm 50 anos ou mais. As mulheres também são mais flexíveis, em relação à eventual orientação dos filhos, do que os pais.
O QUINTAL DO VIZINHO O ator e diretor Marcio Garcia, contratado da Globo, circulava anteontem na RedeTV!, em São Paulo. Foi conversar com Luciana Gimenez e o marido dela, Marcelo de Carvalho, vice-presidente da emissora. A assessoria da apresentadora diz que ele é amigo do casal e que ela aproveitou a visita para mostrar as instalações do local para ele.
QUANTO RISO

Leticia Moreira/Folhapress

Paulo Gustavo estrela o filme "Minha Mãe É uma Peça", que estreia no dia 21, baseado no espetáculo dele há seis anos em cartaz.
PURA AMIZADE
Como Garcia é também diretor de cinema, surgiu a desconfiança de que ele poderia ter agendado a conversa para convidá-la para participar de um filme. A assessoria de Gimenez diz que não houve sondagem.
RAQUETE
O investidor Naji Nahas passa o feriado em Paris. Estava anteontem assistindo a uma partida de tênis feminino do torneio de Roland Garros. Ele tem até um camarote com seu nome no estádio.
REPETECO
Os ingressos para o show da cantora e atriz Clarice Falcão, integrante do humorístico Porta dos Fundos, no dia 8, no Auditório Ibirapuera, em SP, se esgotaram em 30 minutos. Os organizadores abriram sessão extra, em outro horário e na mesma data.
Ê, SÃO PAULO
E continuam as viagens do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), a SP. Na terça, ele participou do aniversário beneficente da apresentadora Xuxa. "Vim por causa do Hospital de Câncer de Barretos. Se fosse em Brasília, eu iria também", disse. Padilha é cotado para concorrer ao governo paulista no ano que vem.
CAUBÓI E ATOR
O cantor Daniel foi convidado por Benedito Ruy Barbosa e já aceitou participar da nova versão da novela "Meu Pedacinho de Chão", que a Globo prepara para 2014. Ele será um violeiro. É a segunda vez que o sertanejo atuará numa trama do autor. Em 2009, Daniel esteve no remake de "Paraíso".
AÇÃO!
O filme "Mundo Invisível", que reúne vários curtas-metragens, teve pré-estreia na terça, no Espaço Itaú Frei Caneca. Os cineastas Atom Egoyan, egípcio radicado no Canadá, Laís Bodanzky, Beto Brant e Cisco Vasques participam da produção, idealizada por Renata de Almeida e Leon Cakoff, da Mostra Internacional de São Paulo.
 Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Débora Nascimento sensual em revista

A morena foi escolhida pela revista "VIP" para estampar sua edição de aniversário



Débora Nascimento foi escolhida pela revista "VIP" para estampar a capa da edição de aniversário. Linda e com um corpo de dar inveja a atriz usa apena um biquíni e uma camiseta amarada na foto feita para capa.


Depois da estourada estreia em "Avenida Brasil", Débora Nascimento já está atuando na novela "Flor do Caribe". A publicação da morena chega às bancas no começo de junho.





 



Fonte: Pop XD

Promotor Fernando Santos: “PEC 37 só trará prejuízos para o nosso país”

Ministério Público, Receita Federal e outros órgãos de controle ficarão impedidos de investigar 

O promotor de Justiça Fernando Santos participou, na noite dessa quarta-feira (29), do 11º Congresso Nacional do Ministério Público de Contas, no auditório da OAB-PI. Na oportunidade, Santos proferiu a palestra “A PEC nº 37 e seus prejuízos para a sociedade brasileira”, na qual defendeu a participação subsidiária do Ministério Público nos processos investigatórios, bem como a ação conjunta entre MP e polícia na condução dessas investigações.
A PEC 37 tem por finalidade o acréscimo de parágrafo ao artigo 144 da Constituição, por meio do qual é dada privatividade às polícias Civil e Federal no processo investigatório criminal. Com isso, Ministério Público, Receita Federal e outros órgãos de controle social ficarão impedidos de investigar.
“Nosso país não pode continuar prendendo apenas preto, pobre e prostituta. Desde 1988, quando a Constituição Federal estabeleceu as atuais prerrogativas do Ministério Público, o trabalho do órgão tem sido decisivo para denunciar e elucidar os maiores escândalos de corrupção. Lembro aqui, também, o saudoso promotor piauiense Afonso Gil Castelo Branco, responsável por desbaratar toda uma rede de crime organizado no Piauí”, diz Fernando.
Nos seus argumentos contra a PEC 37, Santos destaca que, se aprovada, o Brasil estará na contramão da experiência internacional, onde apenas três países - Uganda, Indonésia e Quênia – não permitem investigação por parte do MP.
“A PEC 37 contradiz sistemas encontrados em países desenvolvidos, onde o MP é quem dirige a investigação criminal. Nos Estados Unidos, na Itália e em Portugal, por exemplo, os investigadores-chefe trabalham sob a direção do MP”, afirma o promotor, defendendo, ainda, a união entre policiais e Ministérios Público nas investigações brasileiras.
Fernando Santos declarou, ainda, que, caso a proposta seja aprovada, os processos investigatórios dos 224 municípios piauienses serão coordenados por apenas 50 delegados de polícia, número inconsistente diante da elevada quantidade de processos. “Vale lembrar que se hoje temos 50 delegados de carreira no Piauí é por ação do próprio Ministério Público, que lutou para que policiais militares deixassem de atuar como delegados em diversos municípios do interior”, reforça o promotor.
O presidente da Associação Piauiense do Ministério Público, Paulo Rubens Parente Rebouças, presente ao evento, declarou que todos os órgãos superiores da magistratura, a exemplo do Supremo Tribunal Federal, já se posicionaram contrários à PEC 37. "Essa proposta é um retrocesso social. Ao invés de fortalecer as instâncias investigadoras, a proposta busca, ao contrário, limitar a atuação de órgãos essenciais no combate à criminalidade, à corrupção e à impunidade”, finaliza o presidente da APMP e coordenador do Comitê Estadual Contra a PEC da Impunidade 

Fonte: Portal 180 Graus

Missa de Corpus Christis em Teresina será realizada na Catedral das Dores

A programação do ato religioso será iniciada às 16h, com a celebração da missa 

A Arquidiocese de Teresina realiza nesta QUINTA-FEIRA (30 de maio), a partir das 16h, a solenidade do Corpo de Deus, na Catedral Nossa Senhora das Dores (Praça Saraiva), momento em que será reunido um grande número de fiéis para prestar homenagem ao Cristo Eucarístico.

A programação do ato religioso será iniciada às 16h, com a celebração da missa na Catedral Nossa Senhora das Dores, presidida por Dom Jacinto Brito, arcebispo de Teresina; em seguida, às 17h, acontece a procissão até a Igreja São Benedito; e às 18h, ocorrerá a Bênção do Santíssimo Sacramento e homenagens.
Fonte: Com informações da Assessoria

"Eram 242 crianças deitadas uma ao lado da outra", protesta mãe de vítima da Kiss; MP vai recorrer

 

Foto: SBT

Incêndio em boate de Santa Maria (RS)
"Eram 242 crianças deitadas. Eles não fazem ideia do que é um ginásio com 242 crianças deitadas, uma ao lado da outra. Não é um número, são pessoas. É uma cena que até hoje eu acordo vendo", disse a mãe de uma das 242 vítimas do incêndio na boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro deste ano, após ter conhecimento da decisão da Justiça que libertou os quatro réus envolvidos na tragédia.
O MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) informou na noite desta quarta-feira (29) que irá recorrer da decisão do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) que ordenou a soltura dos quatro réus. O MP deverá apenas aguardar a publicação do acórdão com a conclusão do TJ-RS para solicitar ao (STJ) Superior Tribunal de Justiça que os dois proprietários da boate e os dois músicos voltem à prisão. Os réus foram soltos por volta das 21h3 de ontem (29), quando quatro carros da polícia fizeram a escolta deles --que estavam em carros de advogados.

População protesta após libertação de réus 


30.mai.2013 - Grupo com cerca de 50 pessoas, formado por parentes de vítimas do incêndio da boate Kiss, realizaram uma manifestação no centro de Santa Maria (RS). Segurando faixas, eles caminharam pelas ruas da cidade até a praça Saldanha Marinho, protestando contra a decisão da Justiça de conceder liberdade aos quatro réus presos do caso. O incêndio aconteceu em 27 de janeiro e deixou 242 mortos Gabriel Haesbaert/Agência RBS/Estadão Conteúdo
"Eram 242 crianças deitadas. Eles não fazem ideia do que é um ginásio com 242 crianças deitadas, uma ao lado da outra. Não é um número, são pessoas. É uma cena que até hoje eu acordo vendo", disse a mãe de uma das 242 vítimas do incêndio na boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro deste ano, após ter conhecimento da decisão da Justiça que libertou os quatro réus envolvidos na tragédia.
O MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) informou na noite desta quarta-feira (29) que irá recorrer da decisão do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) que ordenou a soltura dos quatro réus. O MP deverá apenas aguardar a publicação do acórdão com a conclusão do TJ-RS para solicitar ao (STJ) Superior Tribunal de Justiça que os dois proprietários da boate e os dois músicos voltem à prisão. Os réus foram soltos por volta das 21h3 de ontem (29), quando quatro carros da polícia fizeram a escolta deles --que estavam em carros de advogados.

População protesta após libertação de réus

Segundo o relator do processo, desembargador Manuel Martinez Lucas, o argumento para pedir a prisão preventiva de dois músicos e dois sócios da boate, em janeiro --a  manutenção da ordem pública--, não tem mais fundamento. Para o magistrado, além de não se verificar na conduta dos réus qualquer "traço excepcional de maldade", também não se pode apontar neles qualquer periculosidade, "pois, pelo que se tem, são pessoas de bem, sem antecedentes criminais".    
O habeas corpus determinou a soltura do músico da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e foi estendido ao produtor do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão, ao proprietário da Kiss, Elissandro Spohr, o "Kiko", e ao sócio dele, Mauro Hoffmann. Os quatro devem deixar o sistema prisional ainda nesta quarta.
"Não se vislumbra na conduta dos réus elementos de crueldade, de hediondez, de absoluto desprezo pela vida humana que se encontram, infelizmente com frequência, em outros casos de homicídios e de delitos vários, afirmou o desembargador, na decisão.
O advogado Gilberto Carlos Weber, que representa Bonilha Leão, não viu a decisão com surpresa. "Não é uma grande surpresa para mim essa concessão [de soltura] do tribunal. Era um fato que, desde o início, eu defendi, que eles pudessem responder ao processo em liberdade. Se houver condenação, será algo futuro."
O advogado Mário Cipriani, defensor de Mauro Hoffmann, afirmou que a decisão era esperada.   
"Para nós, mais do que esperada, essa decisão era uma medida necessária. Com isso, o tribunal gaúcho  reafirma sua condição de isenção e restabelece o processo democrático. Estou a caminho de Santa Maria, me dirigindo ao presídio regional, para efetivar a soltura do Mauro. Estamos aliviados, mas era uma notícia que já esperávamos,fundamental para o processo democrático."


Promotor teme por fuga

Em entrevista , o promotor que assinou a primeira denúncia contra os quatro acusados, Joel Oliveira Dutra, de Santa Maria, se disse ter recebido a informação "com tristeza e surpresa".
Na avaliação de Dutra, "há duplo risco envolvido na soltura do grupo: "Eles têm consciência daquilo que fizeram e muito possivelmente há um risco grande de desaparecerem do Estado ou do país em um dois dias", disse, para completar: "Além disso, como mataram 242 pessoas, foram 242 famílias atingidas pela ação desses presos. E o risco sempre existe para quem mata uma pessoa", disse.
Dutra disse acreditar que o MP gaúcho apele da decisão ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A assessoria do MP-RS em Porto Alegre informou que, como ainda não teve acesso ao acórdão da decisão e nem foi intimada sobre ela, não pode se manifestar. A previsão do órgão é que o acórdão seja publicado na próxima segunda-feira (3).

RÉUS DENUNCIADOS POR HOMICÍDIO DOLOSO QUALIFICADO

QUEM SÃO O QUE DIZEM
Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira Diz que tinha autorização para usar o sinalizador na boate. O artefato pode ter causado o incêndio
Luciano Augusto Bonilha Leão, produtor da banda Afirma que comprou os fogos, mas não participou do show pirotécnico
Elissandro Spohr (Kiko), sócio da boate Kiss Diz que não sabia que a banda fazia shows pirotécnicos na boate
Mauro Hoffmann, sócio da boate Afirma que a boate estava regular

Delegado diz que prefere aguardar

O delegado Sandro Meinerz, de Santa Maria, um dos responsáveis pela investigação, disse que o inquérito da polícia já foi concluído. "Agora é com o MP. Mas ainda não tive acesso à decisão, não sei qual foi o argumento [da Justiça, para a libertação dos presos], se houve, por exemplo, alguma falha na denúncia. Estamos aguardando".

Relembre o caso

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, na madrugada de 27 de janeiro deste ano, deixou 242 mortos. Foi o segundo incêndio mais mortal e a quinta maior tragédia da história do Brasil.
A vítima mais recente, de número 242, morreu no último dia 19 de maio, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Mariane Wallau Vielmo, 25, que teve grande parte do corpo queimado e estava internada desde a época da tragédia, apresentou complicações devido aos enxertos de pele que precisou realizar e não resistiu às infecções.
O maior incêndio brasileiro aconteceu no Gran Circo Americano, em 17 de dezembro de 1961, que deixou 503 mortos em Niterói (RJ). Outras milhares de pessoas ficaram feridas por queimaduras de segundo e terceiro graus ou pisoteadas na correria após o incidente. A maioria das vítimas foram crianças.
No começo do mês, a Justiça do Rio Grande do Sul atendeu pedido feito pela Defensoria Pública em Santa Maria sobre o pagamento de pensões alimentícias a vítimas e familiares da tragédia na boate Kiss, em 27 de janeiro.
A defensoria visava garantir que os bens de Eliseo Spohr, sócio oculto da boate, a GP Pneus e a Novaportal Comércio de Autopeças Ltda, empresas de Eliseo --pai de Elissandro Spohr, o Kiko, dono da casa noturna-- fiquem à disposição para o pagamento de pensões que vierem a ser solicitadas.
Dessa maneira, Eliseo e as duas empresas também viraram réus na ação cível.

Denúncia de agressão

Em nota, o advogado Jader Marques, que defende Elissandro Spohr, informou que, ao final do julgamento do pedido de habeas corpus que libertou os quatro acusados, foi agredido por uma mulher que também teria interrompido o último voto dos desembargadores.
Ela foi identificada como sendo Carina Corrêa, mãe da estudante de Filosofia Thanise Corrêa Garcia, 18 anos,morta na tragédia.   
O criminalista afirma que levou um tapa no rosto e foi ofendido com "palavras de baixo calão". "Não há dor no mundo que justifique esse fato. Tenho 20 anos de profissão e nunca tinha sido agredido dessa maneira", disse.

Veja vítimas do incêndio na boate Kiss

Mariane Wallau Vielmo, 25, é a 242ª vítima do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Ela, que teve grande parte do corpo queimado no incêndio da casa noturna e estava internada desde a época da tragédia, apresentou complicações devido aos enxertos de pele que precisou realizar e não resistiu às infecções Reprodução
A reportagem tentou entrarem contato com Carina, que fazia parte do grupo de familiares que estava presente no TJ, durante a leitura da decisão do tribunal, em Porto Alegre. 
Em um ônibus, no retorno a Santa Maria, o presidente da associação das vítimas, Adherbal Ferreira, informou que a mulher estava sob forte emoção e que, por isso, havia sido medicada durante a viagem, ficando impedida de dar qualquer declaração.
Ferreira, entretanto, ressaltou que Carina ficou muito abalada com a soltura dos réus, mas negou ter visto qualquer episódio de agressão. "Eu não vi nada. Estávamos todos lá, chorando, mas certamente hoje foi o limite para ela."      
Marques ressaltou também que tomaria providências em relação à agressão, e que havia registrado queixa no TJ. A assessoria do TJ foi procurada para confirmar tal procedimento, mas não respondeu às ligações.  
*Com informações de Janaina Garcia e Débora Melo, em São Paulo, Lucas Azevedo, em Porto Alegre, e Melina Guterres, de Santa Maria 
Fonte: Uol

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