quinta-feira, 31 de outubro de 2013

'JB' antecipou pedido de recuperação judicial da OGX

 OGX deverá dar um dos maiores calotes internacionais
No dia 14 de junho, o Jornal do Brasil antecipava que a OGX, do empresário Eike Batista, iria pedir a recuperação judicial, após a agência Fitch Ratings ter rebaixado os IDRs (Issuer Default Ratings - Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) em Moeda Estrangeira e Local da petrolífera de 'B-' para 'CCC’, e seu Rating Nacional de Longo Prazo de 'BB+ (bra)' para ’CCC (bra)’. 

A agência também rebaixou o rating das notas de US$ 2,6 bilhões e US$ 1,1 bilhão da subsidiária integral da OGX Austria GMBH para ‘CCC/RR4’, de ‘B-/RR4'. Ambas as emissões eram garantidas pela OGX, OGX Petróleo e Gás Ltda. e OGX Campos Petróleo e Gás S.A.

O rebaixamento dos ratings já refletia a crescente incerteza com relação à intenção e à capacidade do acionista controlador, Eike Batista, de honrar a opção de venda de ações detidas pela OGX, no montante de US$ 1 bilhão. Em face das necessidades de recursos da OGX para financiar seu programa de investimentos, vital para o aumento de produção, uma inadimplência por parte de Eike Batista em relação à opção de venda podia apertar ainda mais a liquidez da companhia. 

O Jornal do Brasil noticiou nesse mesmo dia que a OGX anunciou que seu acionista controlador reduziu sua participação na companhia para 58,92% por intermédio de venda de 2,17% das ações da OGX, em maio de 2013. Embora essa venda seja simbólica, ela aumentava a preocupação com o compromisso de Eike Batista em relação à companhia.

Já no dia 1º de outubro o 'JB' publicava: "OGX joga suas últimas cartadas para sobreviver: recuperação judicial pode vir nos próximos dias".
No texto da matéria, o jornal noticiava o calote de US$ 44,5 milhões referentes ao pagamento  de juros. Nesse dia, as ações da empresa fecharam em alta de 14,29%, embora o valor nominal tenha alcançado apenas R$ 0,25. O movimento refletia uma forte especulação dos investidores diante da possibilidade da empresa reestruturar sua dívida, além do prazo de 30 dias que ainda teria pela frente para que a suspensão do pagamento dos juros fosse efetivamente reconhecida.

"A OGX poderá ainda pedir recuperação judicial e, nesse caso, as negociações de suas ações na Bolsa serão suspensas, o que também explica em parte a especulação desta terça com os papeis da empresa. Segundo informações do mercado, a petrolífera teria em caixa pouco mais de US$ 60 milhões, que poderiam ser usados para o pagamento da dívida, mas a opção foi por não honrar esse débito e utilizar melhor esses recursos, já que a recuperação judicial suspende temporariamente o pagamento de dívidas", informou o JB..

Já no dia 30 de setembro o JB destacava que a OGX já estava elaborando o plano de reestruturação. "A OGX confirmou nesta terça-feira (30/9) que já está elaborando o plano de reestruturação, primeiro passo para o pedido de recuperação judicial. De acordo com a assessoria de imprensa da petroleira, 'o plano está sendo conduzido pela própria companhia, com assessoria da Blackstone e Lazard'.  

Fonte: Jornal do Brasil

Internautas voltam a protestar contra motoristas na ciclofaixa da Marechal

 
A enorme faixa vermelha pintada na avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, parece que ainda na foi percebida pelos motoristas que insistem em estacionarem seus veículos, mesmo sabendo que a faixa é exclusiva para ciclistas. 

Desde a noite desta quarta-feira (30/10), mais uma foto, e desta vez até um vídeo gravado pelo internauta André Moraes, circulam no Facebook, como forma de denúncia pelo mau uso da ciclofaixa.
Nas redes sociais, os adeptos da "magrela" como forma de exercício ou mesmo de transporte, protestam contra os motoristas que insistem em deixar seus veículos estacionados no local, o que é proibido.

marechal.jpg

Vários portais  e outros veículos de comunicação já denunciaram algumas  vezes a situação, que acontece devido a falta de fiscalização de trânsito no local, o que permite os abusos por parte dos condutores. Isso acontece em varias ciclofaixas de Teresina.

Com informações do Portal 180 Graus


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Pesquisa: Rock e MPB são estilos de classes A e B; funk e gospel, de C, D e E

Pesquisa: Rock e MPB são estilos de classes A e B; funk e gospel, de C, D e E 
Pesquisa divulgada na segunda-feira (28) pelo Ibope procurou traçar quais são os estilos musicais mais ouvidos no rádio, assim como o perfil dos ouvintes de cada gênero no Brasil. Segundo o estudo, que recebeu o nome de “Tribos Musicais”, o sertanejo aparece no topo da pesquisa, com 53% dos pesquisados respondendo que ouvem o gênero.

Em seguida, aparecem MPB (47%), Samba/Pagode (43%), Forró (31%), Música Eletrônica (29%), Gospel (29%), Axé (26%), Funk (17%), Country (12%), Clássica (11%) e Jazz/Blues (9%).

Os ouvintes de Sertanejo e Samba/Pagode foram apontados como pertencentes, majoritariamente, à classe C, com 52% e 53% dos ouvintes dos estilos pertencendo, respectivamente, a essa faixa de renda.
Já os ouvintes de MPB e Rock foram apontados como integrantes, principalmente, das classes A e B, com 46% dos ouvintes de MPB nessas faixas de rendas e 52% dos ouvintes de Rock. Dentre estes ouvintes, 13% possuem ensino superior, maior incidência do que no caso dos demais gêneros analisados de forma específica (Sertanejo, Samba/Pagode, Gospel e Funk – os demais não foram esmiuçados).

A pesquisa também aponta que 70% dos ouvintes de Rock também ouve MPB, enquanto, entre os ouvintes de MPB, 42% ouve Rock. A audiência Gospel e de Funk foi apontada como integrante, majoritariamente, das classes C, D e E, com 71% e 72% dos ouvintes, respectivamente, nessas faixas de renda.
Segundo o estudo, 38% dos que ouvem Funk também ouvem Música Gospel, enquanto dentre os ouvintes de música Gospel, apenas 22% ouve Funk.

Para 43% dos funkeiros, diz a pesquisa, o presente é o mais importante, não se planejando tanto para o futuro. Para 81% dos que ouvem Música Gospel, a sua própria casa é o “melhor lugar do mundo”.
A pesquisa foi feita nas “principais capitais e regiões metropolitanas do país”, segundo o Ibope.

Fonte: Folha de S. Paulo

Se encherem muito o meu saco, vou voltar em 2018; diz Lula

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 29, em Brasília que a ex-ministra Marina Silva é "sombra" do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), assim como o ex-governador José Serra é a "sombra" do senador Aécio Neves (PSDB) na disputa pelo Palácio do Planalto, em 2014. "Eu já fui essa sombra (da presidente Dilma Rousseff), mas não sou mais. E, se encherem muito o meu saco, vou voltar em 2018", disse o petista em encontro com aliados.

Lula participou ontem de uma série de eventos no Congresso sobre os 25 anos da Constituição. Em encontro fechado com senadores da base da presidente Dilma Rousseff, avaliou que Campos pode ter problemas por causa da aliança feita com Marina. "O Eduardo não sabe o tamanho da encrenca em que se meteu", disse aos líderes do PTB e do PR no Senado durante um almoço, no qual apareceu acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, provável candidato do PT ao governo de São Paulo.

Marina foi ministra do Meio Ambiente pelo PT no primeiro mandato de Lula. Candidata derrotada pelo PV em 2010, tentou criar a Rede a fim de se candidatar ao Planalto no ano que vem. Sem sucesso, filiou-se na última hora ao PSB de Campos e poderá ser candidata a vice na sua chapa.

Antes do almoço, nos discursos no Congresso, o ex-presidente atacou a imprensa e defendeu a reforma política. No plenário do Senado, onde recebeu a medalha Ulysses Guimarães, criticou os que desqualificam a política e seus atores. "Se a juventude lesse a biografia do Getúlio (Vargas) e do Juscelino (Kubitschek) possivelmente não iria desprezar a política, e muito menos a imprensa iria avacalhar a política como avacalha", afirmou.

Ao receber homenagem na Câmara dos Deputados, usou o mesmo tom e ouviu gritos de "olê, olê,olê, olá, Lula, Lula", tradicional refrão de suas campanhas. "Nada contribui tanto para desmoralizar a política do que ver partidos atuando como reles balcões de negócios, alugando prerrogativas, como o tempo de propaganda e o acesso a fundos públicos", disse.
Filé
Ao mencionar os protestos de junho, Lula afirmou que a população está exigindo mais dos governos porque já alcançou um melhor nível de vida. "O povo foi para a rua para dizer que precisa de mais coisas, porque ele aprendeu a comer contrafilé e não quer voltar a comer acém. Ele quer comer agora filé de verdade", disse.

Sem citar o escândalo do mensalão, que atingiu seu governo e dizimou a cúpula do PT, Lula disse que, "como toda instituição formada por seres humanos", o Congresso comete erros. "Muitas vezes são erros graves que nem sempre são corrigidos ou punidos de maneira exemplar. Mas, se há fragilidade na representação, o remédio está no fortalecimento da política."

Se encherem muito o meu saco, vou voltar em 2018; diz Lula 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 29, em Brasília que a ex-ministra Marina Silva é "sombra" do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), assim como o ex-governador José Serra é a "sombra" do senador Aécio Neves (PSDB) na disputa pelo Palácio do Planalto, em 2014. "Eu já fui essa sombra (da presidente Dilma Rousseff), mas não sou mais. E, se encherem muito o meu saco, vou voltar em 2018", disse o petista em encontro com aliados.
Lula participou ontem de uma série de eventos no Congresso sobre os 25 anos da Constituição. Em encontro fechado com senadores da base da presidente Dilma Rousseff, avaliou que Campos pode ter problemas por causa da aliança feita com Marina. "O Eduardo não sabe o tamanho da encrenca em que se meteu", disse aos líderes do PTB e do PR no Senado durante um almoço, no qual apareceu acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, provável candidato do PT ao governo de São Paulo.
Marina foi ministra do Meio Ambiente pelo PT no primeiro mandato de Lula. Candidata derrotada pelo PV em 2010, tentou criar a Rede a fim de se candidatar ao Planalto no ano que vem. Sem sucesso, filiou-se na última hora ao PSB de Campos e poderá ser candidata a vice na sua chapa.
Antes do almoço, nos discursos no Congresso, o ex-presidente atacou a imprensa e defendeu a reforma política. No plenário do Senado, onde recebeu a medalha Ulysses Guimarães, criticou os que desqualificam a política e seus atores. "Se a juventude lesse a biografia do Getúlio (Vargas) e do Juscelino (Kubitschek) possivelmente não iria desprezar a política, e muito menos a imprensa iria avacalhar a política como avacalha", afirmou.
Ao receber homenagem na Câmara dos Deputados, usou o mesmo tom e ouviu gritos de "olê, olê,olê, olá, Lula, Lula", tradicional refrão de suas campanhas. "Nada contribui tanto para desmoralizar a política do que ver partidos atuando como reles balcões de negócios, alugando prerrogativas, como o tempo de propaganda e o acesso a fundos públicos", disse.
Filé
Ao mencionar os protestos de junho, Lula afirmou que a população está exigindo mais dos governos porque já alcançou um melhor nível de vida. "O povo foi para a rua para dizer que precisa de mais coisas, porque ele aprendeu a comer contrafilé e não quer voltar a comer acém. Ele quer comer agora filé de verdade", disse.
Sem citar o escândalo do mensalão, que atingiu seu governo e dizimou a cúpula do PT, Lula disse que, "como toda instituição formada por seres humanos", o Congresso comete erros. "Muitas vezes são erros graves que nem sempre são corrigidos ou punidos de maneira exemplar. Mas, se há fragilidade na representação, o remédio está no fortalecimento da política."
Fonte: Estadão

Mudanças climáticas no Brasil trazem prejuízo e pobreza

Segundo o relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, brasileiros de classes econômicas menos favorecidas serão atingidos em maior intensidade

Solo rachado pela seca
Segundo o sumário executivo do Grupo de Trabalho 2 do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, as alterações nos regimes de chuva devem levar a secas e enchentes mais frequentes e intensas.

Secas mais intensas, prejuízo na agricultura, diminuição do pescado, reformulação da matriz energética - esses são alguns dos impactos que as mudanças climáticas devem gerar no Brasil. E os mais afetados serão os brasileiros de classes econômicas menos favorecidas.

Esse é o cenário descrito no sumário executivo do Grupo de Trabalho 2 (GT2) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), divulgado sexta-feira (25/10) na Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), no Rio de Janeiro. O documento aborda os impactos das mudanças climáticas nos sistemas naturais e socioeconômicos, bem como suas consequências, além de opções de adaptação ao novo cenário.

"Esse relatório mostra que os impactos já estão acontecendo e é preciso tomar decisões quanto a isso de imediato. Quanto mais se espera, maior e mais caro fica o problema", afirmou Suzana Kahn, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente do comitê científico do PBMC.
Para ela, o relatório também fornece elementos para que os governantes brasileiros planejem suas respostas de maneira a diminuir os impactos e os custos, bem como para melhorar a inclusão social. "Quem sempre sofre mais e tem menos chance de se adaptar é a população pobre", declarou Kahn.
O primeiro sumário executivo do Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do PBMC foi divulgado no dia 6 de agosto durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima), organizada pela FAPESP, em São Paulo.
RECURSOS HÍDRICOS
A água é um elemento-chave na questão dos impactos das mudanças climáticas. Segundo o sumário divulgado na sexta-feira, as alterações nos regimes de chuva devem levar a secas e enchentes mais frequentes e intensas, podendo também ter impacto sobre a recarga de águas subterrâneas.
As taxas de vazão dos rios também sofrerão variação. No leste da Amazônia e no Nordeste, as perdas podem chegar a 20%, sendo que na bacia do Tocantins o valor é de 30%. Já na do Paraná-Prata, a expectativa é de aumento de 10% a 40%.

"É um problema muito sério. Segundo a Agência Nacional de Águas, mais de 2 mil municípios terão problema de abastecimento de água em 2015", alertou Eduardo Assad, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e coordenador do GT2.
Nas áreas costeiras, o aumento do nível do mar deve intensificar as inundações e os processos erosivos. Além disso, o aumento da temperatura e da acidificação dos oceanos deverá ter impacto negativo sobre os ecossistemas marinhos e sobre a pesca.

"Podemos ter uma perda no volume de pescado de 6%, em média. Imaginem quantas famílias de pescadores serão atingidas", observou Assad. O estudo prevê ainda a perda de biodiversidade em ecossistemas aquáticos e terrestres, levando ao desaparecimento ou à fragmentação de hábitats .
AGRICULTURA E ENERGIA
A atividade agrícola tende a ser afetada diretamente pelas mudanças climáticas. Com o aumento da temperatura e a redução da quantidade de água, áreas de baixo risco para a agricultura vão se tornar de alto risco, perdendo valor e forçando a população rural local a migrar para os centros urbanos.
"No Ceará, por exemplo, isso pode acarretar uma redução de até 60% no produto interno bruto agrícola e no valor das terras", ressaltou o coordenador do GT2.

Outro problema sério são os efeitos sobre pragas e doenças que atacam as culturas. A alta de temperatura e umidade serão condições ideais para a eclosão de fungos.
Já o setor energético pode ser afetado de diversas formas pelas mudanças climáticas. Segundo Assad, é necessário ampliar a matriz energética, pois haverá problemas na geração de energia hidrelétrica em razão das alterações na oferta de água.

Para ele, a abertura para alternativas energéticas mais limpas ainda é tímida, enquanto há estímulo para fontes como gás de xisto e termelétricas a carvão. "Onde estão os incentivos para as energias solar, eólica e de marés? Continuamos insistindo na vanguarda do conservadorismo energético", destacou.
CIDADES E SAÚDE
As cidades também serão bastante afetadas, com alguns fenômenos já em andamento, como os deslizamentos de encosta e os alagamentos causados por deficiências no sistema de drenagem urbano.
"Não preciso lembrar o que vai acontecer em janeiro e fevereiro no Rio de Janeiro e em Salvador. Nenhuma atitude foi tomada nos últimos anos para resolver esse problema", criticou Assad.
Em termos de transporte, o modal utilizado pelo país estaria totalmente equivocado, principalmente o urbano, de acordo com o documento. Mudar isso, especialmente no quesito transporte de carga, faria o Brasil dar um grande salto na emissão de gases de efeito estufa.

Na questão de saúde humana, o país estaria extremamente vulnerável por conta de ondas de calor e de frio, que estariam relacionadas a uma maior mortalidade. Essas condições também podem ser ideais para a proliferação de vetores de doenças tropicais, como mosquitos, levando a uma expansão de males como a dengue.

Para o coordenador do GT2, reduzir os problemas relacionados à água, bem como à subsistência e à pobreza são igualmente críticos. "Essas são ações prioritárias que o Brasil tem que atacar. Para isso, governo, indústria, comércio e sociedade precisam estar envolvidos em uma resposta nacional adequada", concluiu Assad. 

Fonte: National Geographic

Exercícios protegem contra a depressão e transtornos mentais

Entre outros benefícios, o exercício físico diminui os riscos de doenças coronarianas 

Mas ter uma rotina de exercícios também é bom para a saúde mental. As atividades físicas são uma ótima opção para auxiliar no combate à depressão, por exemplo. Uma meta-análise – revisão de diversos estudos publicados anteriormente – feita por Penny McCullagh, da Universidade Estadual da Califórnia (CSU) aponta os diversos benefícios dessas atividades físicas.

• Os benefícios do exercício físico aparecem imediatamente e protegem durante muito tempo após o término de uma sessão de atividades.
• Apesar de beneficiar a todo tipo de indivíduo, os exercícios físicos são ainda mais efetivos em pessoas que não faziam nenhum tipo de atividade.
• Independentemente da idade, os exercícios são benéficos para toda a saúde. Mas pessoas com mais de 50 anos têm um decréscimo ainda mais rápido dos sintomas da depressão quando começam a se exercitar.
• O fator protetivo independe do sexo.
• Andar ou fazer uma corrida leve são as formas mais frequentes de se começar a se exercitar, mas qualquer tipo de atividade – seja aeróbica, como a corrida, ou anaeróbica, como a musculação – diminuem os sintomas da depressão, variando apenas o grau de decréscimo dos sintomas.
• Quanto mais tempo se exercitando, mais rápido os efeitos.
• A combinação de psicoterapia, medicamentos e exercícios físicos é a melhor forma de combater a depressão, confirmam os pesquisadores.
Como diz a máxima grega: “mente sã, corpo são”. Portanto não fique parado. Não é apenas uma questão de estética, mas de saúde para todo o corpo e para a mente.
Fonte: Com Informações Do Uol

Casal viaja Brasil de carro para ‘caçar’ projetos sociais


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Vender a casa própria, pedir demissão e ir atrás de um sonho. Você teria coragem? Foi o que Eduardo e Iara Xavier fizeram. Sem experiência de grandes aventuras, em janeiro de 2011 o casal largou a vida pacata em Divinópolis, interior de Minas Gerais, para viajar sobre quatro rodas Brasil afora em busca de projetos sociais.

Sem patrocínio ou qualquer incentivo financeiro, o objetivo do casal é descobrir o que move quem faz o bem. Deixaram o materialismo de lado e decidiram conviver com pessoas que pensam no coletivo.
Crentes de que existem mais ações positivas do que negativas no mundo, o casal visitou 21 estados e percorreu 162 mil km para conhecê-las. Durante 33 meses de estrada, os administradores de empresas já enfrentaram muita lama, pó, buracos e piadas pelo caminho. Mesmo assim, Eduardo e Iara não desanimam.
Mais de 750 projetos já foram identificados. O método? É simples: percorrer ruas das cidades e abordar pessoas para indicar bons exemplos. Nada de ‘jogar no Google’! A prática, porém, não é tããão simples assim: ao anoitecer é preciso sair à procura de local para estacionar e passar a noite, normalmente próximo de postos de gasolina.

Para que as iniciativas fossem bem divulgadas, os Caçadores de Bons Exemplos, como ficaram conhecidos, criaram um site* (e uma fã page no Facebook) que, além de servir como instrumento de divulgação de iniciativas inspiradoras do Brasil, é um verdadeiro banco de dados para a rede do bem.
Apesar da vontade de parar e ajudar diversos projetos que conheceram, abastecer a rede do bem, segundo Iara, é o papel deles. Ao incentivar esse intercâmbio, as pessoas acabam tendo mais ideias sobre como solucionar problemas.

Depois de dois anos e meio, a viagem continua insuficiente para saciar a sede do casal. Planos para o futuro? Vender o carro – pois o dinheiro da casa já está quase extinto – e seguir com mochilas nas costas… a pé! E, já que o Brasil está se tornando pequeno demais para tamanha aventura, Iara e Eduardo pretendem embarcar – sem roteiros – para o exterior até 2014.
Para casa, em Divinópolis, interior de Minas Gerais, só pretendem retornar no ano de 2015 – com uma bagagem que, sem dúvidas, não caberá em lugar nenhum.

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Fonte: Abril

Sindicato quer prisão de Firmino e Montezuma por desrespeitar liminar

Firmino declarou recentemente que não irá negociar com a categoria que pede saída do secretário

 

O Sindicato dos Professores de Teresina declarou ‘guerra’ contra o prefeito Firmino Filho e o secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma. Na manhã desta quarta-feira (30/10), eles estiveram reunidos com a presidente do TJ-Tribunal de Justiça do Piauí, Eulália Pinheiro, para pedir o cumprimento da liminar concedida à categoria que obriga o município a cumprir a reivindicação de máximo de 26 aulas de 50 minutos cada.

O presidente do Sindicato, Sinésio Soares, garante que caso a liminar não seja cumprida, os professores irão pedir a prisão de Firmino e de Montezuma. ‘O prefeito e o secretário têm ido a mídia e feito várias declarações agressivas contra o sindicato. Mas os professores não vão se amedrontar. Se eles não cumprirem a determinação da Justiça devem responder por isso. Nós vamos pedir a prisão dos dois”, disse.

Os professores questionam os motivos que levaram a prefeitura a não pedir a ilegalidade da greve. “Uma administração tão truculenta quanto essa do Firmino já deveria ter pedido a ilegalidade do movimento. Mas eles não fizeram isso porque eles sabem que eles é que estão na ilegalidade já que não cumpriram a liminar da Justiça”, disse.

O prefeito Firmino declarou recentemente que não irá negociar com a categoria que tem como principal reivindicação a saída do secretários do cargo. “Um movimento que tem como principal reivindicação a saída de um secretário não merece nossa atenção. A greve é hoje mais do sindicato. A maioria das escolas funcionam normalmente”, garantiu.

Sinésio reagiu às declarações do prefeito e negou que a proximidade da disputa eleitoral pela presidência do sindicato seja um dos motivos da greve. “Isso é um grande absurdo. Nossa chapa é a mais prejudicada com a greve. Em vez de estarmos pedindo voto, estamos é na Câmara e nas escolhas defendendo o movimento de greve. Seria muito melhor se nós estivéssemos trabalhando por votos e não pelo movimento”, garantiu.
Uma comissão de vereadores da Câmara de Teresina foi nesta manhã ao Tribunal de Justiça do Piauí para uma reunião com a presidente da Corte, desembargadora Eulália Maria Pinheiro, para solicitar que o Poder Judiciário interceda para que a categoria dos professores da rede municipal e a Secretaria de Educação de Teresina cheguem a um consenso, no sentido de por fim à greve iniciada no final de setembro. A comissão que se reuniu com Eulália foi composta pelos vereadores Edilberto Borges Dudu (PT), Paulo Roberto da Iluminação (PTB) e Rodrigo Martins (PSB).

Fonte: Portal 180 Graus

terça-feira, 29 de outubro de 2013

W. Dias responde Wilsão: ‘Se estava quebrado, como conseguiu R$ 1 bi’

W. Dias responde Wilsão: ‘Se estava quebrado, como conseguiu R$ 1 bi’ 
As últimas declarações do governador Wilson Martins (PSB) sobre as dificuldades que encontrou ao receber o Estado das mãos de Wellington Dias (PT), têm desagrado os petistas e tornou ainda mais incomoda a permanência do PT no governo. As declarações de Wilsão foram dadas durante encontro de blogueiros na região Norte.

Na tentativa de evitar uma polêmica ainda maior, W. Dias diz acreditar que o governador foi mal interpretado. “Como um Estado quebrado consegue que alguém lhe empreste R$ 1 bilhão em um ano? Tenho convicção de que o governador queria falar de outras dificuldades. Antes salários atrasavam e nem tínhamos condições de fazer parceria com o Governo Federal e outros órgãos”, disse. 

Com informações do Jornal O DIA.

Prefeito assina amanhã início da obra da avenida Poty Velho

 
Será assinada amanhã (30) a ordem de serviço para o início da obra de duplicação da avenida Poty Velho, a partir da ponte Mariano Castelo Branco até a Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina.

A nova pista terá 5,3 km de extensão, com 30 metros de largura. Serão duas vias de rolamento em cada sentido. Estão previstos dois corredores para ônibus, duas ciclovias e calçadas, seguindo as normas de acessibilidade.

A obra está estimada em R$ 11,58 milhões e deve ficar pronta em sete meses. A solenidade de assinatura será ao meio dia, no local do início da obra, depois da ponte do Poty.

"Esta é uma obra que Firmino Filho prometeu em campanha na última eleição para prefeito de Teresina no qual ele assumiu este compromisso com o povo de Teresina. Espero que não faça como o governador que prometeu internet banda larga para a grande Teresina e até hoje nem se fala mais no assunto"

Com informações do Cidade Verde

Suíça ameaça devolver dinheiro a brasileiros condenados

Lentidão do Judiciário pode fazer com que cerca de 28 milhões de dólares voltem às mãos de condenados por corrupção e lavagem de dinheiro

Anthony Garotinho, em reunião da Executiva Nacional, no Congresso Nacional
Anthony Garotinho, em reunião da Executiva Nacional, no Congresso Nacional (Dida Sampaio)
A lentidão da Justiça brasileira pode fazer com que cerca 28 milhões de dólares que estão bloqueados na Suíça acabem retornando aos bolsos de condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O dinheiro em questão é referente ao caso que ficou conhecido como "propinoduto", que envolveu em 2003 fiscais das receitas federal e estadual do Rio de Janeiro, entre eles Rodrigo Silveirinha – ligado aos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho.
                                                                 Leia também:
                                               Rede de escândalos: Anthony Garotinho
As autoridades suíças enviaram um ofício ao governo brasileiro, datado de 17 de maio deste ano, cobrando uma definição do caso, que já dura uma década. Elas alertaram que, pela lei suíça, esse é o prazo-limite para reter o dinheiro no país e, que sem uma decisão final da Justiça, terão de liberar os recursos para saque dos donos originais das contas bancárias.

O Ministério da Justiça repassou o alerta ao Ministério Público Federal que, na semana passada, ingressou com um pedido de "prioridade de julgamento" do recurso. Há quatro anos, o processo vai de um gabinete a outro no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem que seja apreciado. Já passou pela mão de cinco diferentes relatores, sendo que o último, a ministra Assusete Magalhães, está com o caso há apenas dois meses. Mesmo que seja julgado imediatamente pelo grupo do qual faz parte a ministra relatora, os quase 70 volumes terão ainda de passar pela análise dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Em Berna, fontes no governo suíço admitem que não entendem a demora da Justiça brasileira. Em Brasília, os procuradores se sentem frustrados, mas não falam oficialmente do caso. O Ministério da Justiça não deu qualquer posicionamento à reportagem. O STJ, questionado institucionalmente sobre a demora dos processos que chegam à casa, não fez qualquer comentário.
Essa não é a primeira vez que a demora da Justiça brasileira ameaça derrubar todo um processo de investigação e bloqueio de recursos. A família do deputado Paulo Maluf também teve contas bloqueadas, em 2001. Dez anos depois, por falta de julgamento, a Suíça ameaçou liberar os recursos. O Brasil conseguiu manter o dinheiro congelado, demonstrando que as investigações ainda estavam em curso.
(Com Estadão Conteúdo
Fonte: Veja

Protesto de estudantes fecha portão principal da USP

Manifestantes querem eleições diretas para a cúpula da universidade

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) fecham os portões da universidade durante protesto na manhã desta terça-feira (29). O objetivo do protesto é pressionar o reitor, João Grandino Rodas, a atender as pautas, como eleições diretas para reitor e o fim do convênio da USP com a PM
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) fecham os portões da universidade durante protesto  na manhã desta terça-feira (29). O objetivo do protesto é pressionar o reitor, João Grandino Rodas, a atender as pautas, como eleições diretas para reitor e o fim do convênio da USP com a PM (Gabriela Biló/Futura Press/Folhapress)
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) fecham, desde às 6h desta terça-feira, a entrada principal do campus Cidade Universitária, localizado na avenida Afrânio Peixoto, junto à avenida Alvarenga, na zona oeste da capital paulista. Os manifestantes protestam por eleições direitas para a escolha do reitor da instituição. Atualmente, o cargo é ocupado por João Grandino Rodas. Os outros dois portões de acesso à universidade não foram bloqueados.
De acordo com informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), há lentidão na Marginal Pinheiros (sentido Interlagos), entre as pontes do Jaguaré e Cidade Universitária. 
A reitoria da universidade está ocupada por estudantes desde o dia 1º de outubro. Eles reivindicam eleições diretas para a cúpula da universidade e o fim da lista tríplice, que dá ao governador do estado autonomia para a escolha do reitor. Está prevista para esta terça-feira uma reunião de negociação entre os alunos e representantes da administração da escola. 

(Com Estadão Conteúdo)
Fonte: Veja

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Decreto de migração do rádio AM já tem data para ser assinado



                                  

Medida que atende à proposta de entidades de radiodifusão pode beneficiar 1,8 mil emissoras

O decreto que permite a migração das emissoras de rádio AM para o FM será assinado pela presidente Dilma Rousseff em 7 de novembro, no Dia do Radialista. A medida atende à proposta da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) e entidades estaduais de radiodifusão, motivada pelo aumento dos níveis de interferência sobre o rádio AM, em 2011. Com a assinatura do documento, cerca de 1,8 mil emissoras podem ser beneficiadas. A mudança de faixa, no entanto, não será obrigatória.

Para o presidente da Abert, Daniel Slaviero, será um dia histórico para o rádio brasileiro. "O rádio AM ganhará em competitividade com a transmissão na faixa de FM. Estamos muito satisfeitos porque o governo compreendeu a importância do nosso pleito", afirma. A cerimônia está marcada para às 11h, no Palácio do Planalto, com a presença de ministros e parlamentares, e será aberta a empresários e profissionais do setor.

A migração estará autorizada nos municípios onde o espectro de FM estiver livre. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é o órgão encarregado de estudar o plano básico do rádio para verificar a disponibilidade de canais. 
 
 Fonte: Coletiva.net

A infância roubada na publicidade da Couro Fino

Campanha da marca cearense é mais uma a mostrar como a publicidade tem distorcido valores e contribuído culturalmente para uma infância com cara adulta

 

A garota-propaganda tem as unhas pintadas de vermelho, sombra nos olhos, rímel, batom e blush. Ela leva as próprias roupas para o ensaio fotográfico, mas o produtor sugere que ela fique só de calcinha. Ficaria mais condizente com a mensagem da campanha publicitária. O cenário está preparado. Ela finge se maquiar em frente ao espelho, coloca colares e pulseiras de pérola. Ela manda beijo, faz movimento com o corpo para os cabelos voarem e faz pose sensual em cima de salto alto. Se o caso já não fosse conhecido, dificilmente se pensaria que a descrição é de uma menina de apenas três anos. As peças publicitárias que compõem a campanha da marca cearense de sapatos Couro Fino foram lançadas nas redes sociais este mês em referência ao Dia das Crianças. O conteúdo incomodou logo de cara, o que motivou centenas de críticas, feitas também pelos próprios consumidores da marca, além de 70 notificações em apenas dois dias no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o CONAR. Segundo nota de esclarecimento da Couro Fino, a reação foi provocada por "interpretação equivocada da arte veiculada".

Erro de interpretação em grande quantidade representa, no mínimo, uma falha dos códigos utilizados. Levando em conta o uso de uma criança para comunicar algo que não diz respeito ao universo infantil, interpretando uma mulher adulta e na qual o alvo do consumo são as próprias adultas, a agência publicitária Salto Alto pecou frente aos princípios estabelecidos pelo CONAR e às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo artigo 37 do Código Nacional de Autorregulamentação Publicitária, "crianças e adolescentes não deverão figurar como modelos em anúncio de serviço incompatível com sua condição". Já o ECA deixa claro em seus artigos 17 e 18 o respeito à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.

O maior problema em questão é a naturalização do tipo de conteúdo e o entendimento ingênuo e preocupante de que uma brincadeira de criança (brincar de ser gente grande), como declarou a marca, não justificaria esse olhar negativo às peças. A própria mãe da menina, que chegou a dizer que a repercussão foi uma grande "tempestade em copo d'água", se preocupou só agora com a imagem da filha, que "não merecia passar por isso".

O problema não é a brincadeira, mas o estímulo a um comportamento que suspende desde cedo o interesse da criança em ser apenas criança. Ações do gênero não podem mais ser somente interpretadas como brincadeira, porque ultrapassam esse limite. Falam de um comportamento que extrapola a fantasia e que interfere diretamente na formação de nossas crianças. Cada vez mais cedo e com mais frequência, meninos e meninas revelam um processo acelerado do que ficou chamado de adultização. Quando os pequenos passam a se preocupar mais com a aparência do que com as brincadeiras, o universo infantil já não tem mais espaço. E uma infância mal vivida desencadeia uma série de problemas quando essa criança, enfim, se torna uma pessoa adulta.

Não há dúvidas de que a mídia é um dos grandes responsáveis por esse fenômeno, ao comunicar, o tempo todo, valores, comportamentos e necessidades que, se impactam os adultos, atingem com muito mais facilidade as crianças, em processo de formação de identidade e de compreensão dos códigos sociais. Basta uma breve análise do conteúdo midiático que chega às nossas casas e é consequentemente consumido pelo segmento infanto-juvenil para identificar uma série de estímulos que tem grande chance de interferir negativamente no comportamento de crianças e adolescentes: apelo erótico, imposição de padrões de beleza que não condizem com nossa pluralidade estética, estímulo ao consumismo, ridicularização dos que são tidos como diferentes dos padrões pré-estabelecidos, violência, intolerância, preconceitos de todos os tipos.

Tanto do ponto de vista individual, no que se refere à exposição indevida da criança pela mídia e a violação de seu direito, quanto do ponto de vista da imagem de crianças e adolescentes em nossa sociedade - muitas vezes representadas de forma apelativa e estigmatizante pelos meios de comunicação de massa -, o caso da campanha da Couro Fino é emblemático. E nos aponta a necessidade de ampliação de mecanismos de fiscalização e controle social das produções midiáticas, incluindo aí as campanhas publicitárias.
Assim como os meios precisam ser regulados sobre a qualidade do serviço que prestam, a publicidade necessita de regras claras de produção e veiculação. Debates sobre a publicidade infantil se arrastam hoje no campo jurídico e legislativo, ao mesmo tempo em que a autorregulamentação, de forma isolada, já se mostrou insuficiente para garantir a proteção dos consumidores e cidadãos. Daí a importância do monitoramento permanente da sociedade civil.

A propaganda da Couro Fino não foi a primeira, nem será a última a violar direitos fundamentais. Mas o impacto negativo na campanha da marca cearense, por meio das críticas que circularam nas redes sociais e das denúncias junto ao CONAR, deixa claro que a população está atenta, se posicionando e cobrando, exigindo uma comunicação - seja no noticiário da manhã ou na campanha publicitária -, que esteja comprometida com o interesse público e a efetivação de uma sociedade verdadeiramente democrática.
* Natasha Cruz e Raquel Dantas são jornalistas e integrantes do Intervozes no Ceará.
Foto: R7
 Fonte: Carta Capital

Com dificuldade de se renovar, clã Sarney vive crise no Maranhão

Envelhecido, grupo político que orbita em torno da família Sarney perde força no Estado e já trabalha com perspectiva de derrota nas urnas em 2014

Após aproximadamente 50 anos de domínio no Maranhão, a família Sarney vive uma crise sem precedentes no Estado. Pela primeira vez em toda a sua história, o clã tenta reverter um quadro político desfavorável, faltando cerca de um ano para as eleições estaduais. Com dificuldade de se renovar e atrair novos quadros, o grupo ainda não encontrou a receita para manter o controle do capital político que começou a construir ainda na década de 60.


Nos bastidores, até mesmo os aliados mais próximos da família Sarney admitem que o grupo está perdido no que se refere à montagem de uma estratégia que permita derrotar seu principal adversário, o presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Flávio Dino. Pré-candidato ao governo do estado pelo PCdoB, Dino aparece em pesquisas internas com pelo menos 60% das intenções de voto.
                               
Agência Brasil
O senador José Sarney e a filha Roseana, governadora do Maranhão
Independentemente do resultado das eleições de 2014, os Sarney não têm um “herdeiro político” natural para manter a família no poder por muito tempo. Os próprios aliados admitem, em caráter reservado, que “o grupo envelheceu”.
Quadros importantes da família Sarney devem deixar a cena política a partir do ano que vem, seja pelo desgaste com a opinião pública local ou por conveniência pessoal. A própria Roseana Sarney (PMDB), ex-senadora e atual governadora do Maranhão, por exemplo, vive um dilema. Até agora, ela não decidiu se irá se dedicar a uma eventual candidatura ao Senado ou se vai encerrar a carreira política.
Cansada e com a saúde desgastada, Roseana vem reiterando a interlocutores que não gostaria de se submeter a mais uma eleição. Seu marido, Jorge Murad, conforme informações de pessoas próximas à família, também a pressiona a deixar os palanques em 2014.
A insistência para que ela se lance ao Senado parte basicamente de seu pai, o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Ele enxerga nessa possibilidade a única chance de uma sobrevida política, tanto para a filha quanto para o clã. Mesmo assim, uma sobrevida enfraquecida conforme os aliados. Roseana é tida como a última figura carismática capaz de manter a união do grupo no Maranhão. Os aliados acreditam que, em Brasília, na condição de senadora, ela não teria condições de manter a articulação política capaz de sanar os costumeiros choques de interesses internos de integrantes do clã no Estado.

A interlocutores, Roseana também tem dito que só deixaria de fato o cargo de governadora para se candidatar ao Senado se conseguisse articular a eleição indireta de Luís Fernando Silva (PMDB), secretário de infraestrutura do Estado, no início do ano que vem. Silva foi escolhido por Roseana como candidato do governo para enfrentar Dino na disputa ao governo do Estado em 2014. A manobra para uma eventual eleição indireta de Silva foi antecipada pelo iG , em setembro.

Herança
A avaliação que existe hoje na família Sarney é a de que outros possíveis herdeiros não têm cacife suficiente para conseguir manter o domínio da família no governo do Estado. O deputado federal Sarney Filho (PV-MA), Zequinha, se lançará ano que vem mais uma vez a uma cadeira na Câmara. E o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), tem dito que quer apenas concluir seu mandato como senador e encerrar a vida política.

Entre os aliados, Zequinha é visto como “eterno deputado federal” e, segundo interlocutores, lhe falta carisma e força política para encarar uma disputa para o governo do Estado, por exemplo. Sarney Filho nem tem apoio nem mesmo dos sarneístas em uma eventual disputa majoritária.

Lobão chegou a ser sondado como candidato ao governo para o ano que vem e sempre foi apontado como o nome mais forte do grupo para uma disputa contra Dino. Preterido por Luís Fernando Silva, Lobão ainda é apontado como um “plano B” do clã caso o secretário de Roseana não consiga decolar na disputa contra Dino no ano que vem.

Existem duas versões para a desistência de Lobão na disputa pelo governo do Maranhão em 2014. A primeira: o ministro de Minas e Energia abdicou de uma eventual candidatura por cansaço pessoal e para não criar uma crise interna no grupo. Outras fontes afirmam que a história é completamente diferente. Apoiado por José Sarney, o nome de Lobão teria sido vetado pelo marido de Roseana, Jorge Murad.
Nos bastidores, fala-se que, em um eventual mandato de Lobão ao governo maranhense, quem daria as cartas no Estado seria Edison Lobão Filho (PMDB-MA), hoje mantenedor da cadeira do pai no Senado.
Sem apoio de Roseana, Lobão também deve se eximir de trabalhar por Silva na disputa do ano que vem. Aliados da família, no entanto, dizem que Lobão ainda tem boas chances de ficar na corrida, caso Silva não consiga atingir pelo menos 20% das intenções de votos até março de 2014.

Independentemente de ser candidato ou não, Lobão quer encerrar a carreira política em 2018, quando termina seu último mandato como senador. Edinho Lobão, idem. O filho do ministro fala a interlocutores que deixa a cadeira do Senado caso o pai reassuma o cargo ou em 2018, ou caso o ministro de Minas e Energia não volte à Casa. Edinho Lobão diz que ganha mais trabalhando por suas empresas no Maranhão que disputando cargos eleitorais. “É cansativo. A minha família sofre muito com esse translado Brasília x São Luís. São quatro dias fora de casa semanalmente. É complicado”, admitiu Lobão Filho ao iG .

Outro quadro da família Sarney que poderia ser uma esperança de sobrevida do clã no Estado, Adriano Sarney, neto de Sarney, também custa a ser visto como herdeiro político forte e não tem a bênção da tia, Roseana. Adriano participará da primeira eleição em 2014, como candidato a deputado estadual. Mas nos bastidores, especula-se que ele deve seguir o mesmo destino de Zequinha Sarney.


Mudanças
Tanto aliados quanto adversários admitem que a eleição de Jackson Lago (PDT), em 2006, que teve seu mandato cassado três anos depois, foi o primeiro indício de uma mudança de mentalidade do eleitorado maranhense. Agora, líderes sarneístas e de outras correntes políticas locais afirmam que o Estado vive um sentimento inédito de mudança, que deve se refletir radicalmente nas urnas em 2014.

“A própria classe política, que sempre baixou a cabeça para o grupo, tal poder que eles têm, já começa a duvidar que esse poder vá continuar”, alfinetou José Reinaldo Tavares (PSB), ex-governador do Maranhão e ex-aliado dos Sarney. “Há um enfraquecimento do ponto de vista político também. Pela primeira vez, há o maior número de prefeitos eleitos pela oposição e alguns deputados ligados historicamente ao grupo Sarney iniciam um processo de desfiliação”, diz o líder da oposição na Assembleia Legislativa do Maranhão, Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

Nas pesquisas internas, encomendadas pelos principais candidatos, o cenário aponta que Dino tem aproximadamente 60% das intenções de voto, contra 15% de Luís Fernando Silva. Nas pesquisas espontâneas (quando o eleitor não é estimulado a apontar nome de um candidato), Dino aparece com 40% das intenções de voto; Silva, não passa dos 5%.

Conforme políticos locais, esse sentimento de mudança tem sido corroborado por falhas graves na administração Roseana. Reeleita em 2010 com a promessa de fazer “o melhor governo da vida”, Roseana é cobrada por problemas crônicos no Estado, como a explosão da violência - principalmente na capital, São Luís -, deficiência na saúde, atrasos de obras e o não cumprimento de promessas de campanha.
Em comparação com 2012, por exemplo, o número de homicídios em São Luís cresceu 23% nos nove primeiros meses do ano conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-MA). Desses nove meses, oito foram marcados por recordes históricos mensais do número de assassinatos.

Algumas obras do governo do Estado arrastam-se por anos a fio, como uma avenida chamada Via Expressa, em São Luís, uma das principais promessas de campanha de Roseana. A avenida, cujo projeto é ter 9 km de extensão, começou a ser construída em abril de 2011 e deveria ter sido inaugurada em setembro do ano passado, em comemoração aos 400 anos da capital maranhense. Inicialmente prevista em R$ 109 milhões, a obra já teve suplementação orçamentária de R$ 7 milhões e prazo dilatado para o final de 2013. Dos R$ 116 milhões que serão gastos na obra, R$ 20 milhões foram alocados pelo Ministério do Turismo.

 
Máquina governamental
Mesmo em desvantagem nas pesquisas e tendo que defender um governo com tantos problemas, tanto sarneístas quanto oposicionistas reconhecem que, se a derrota nas urnas de fato ocorrer, não irá necessariamente significar uma derrota definitiva do clã Sarney.

A frase dita tanto por membros do governo, quanto pela oposição é que, desde quando Sarney assumiu Maranhão, nunca um candidato do governo perdeu um processo eleitoral. “Quem tem a máquina administrativa, sempre fez seu sucessor” é o mantra repetido nos corredores do Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão. “O grupo vê (as eleições de 2014) com um otimismo que me assusta. Eu vejo com moderação. Mas a história mostra que quem detém o poder, detém votos”, admite o líder do governo Roseana na Assembleia Legislativa, César Pires (DEM).

“O nosso medo para o ano que vem é quanto a possíveis abusos da máquina administrativa do Estado. Por isso que estamos vigilantes desde agora”, afirma Rubens Júnior. “Eu acho que esse discurso do fim do ciclo, o povo do Maranhão tem escutado já há muitos anos”, avalia o líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Roberto Costa. “O que o povo do Maranhão tem mostrado na hora da eleição é completamente diferente do que pensa a oposição. É dando o direito de nós continuarmos fazendo um governo pelo povo do Maranhão”, complementa Costa.

Fonte: Ig

5 dicas para ter uma família feliz

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                                                     COMAM SEMPRE JUNTOS
Café da manhã, almoço e janta. Não desperdice esse momento fora de casa. Pesquisadores da Universidade de Michigan analisou a vida de crianças americanas entre 1981 e 1997. E descobriram que crianças que fazem as refeições junto com os pais se envolvem menos em problemas (drogas, gravidez na adolescência, suicídio, etc) e tiram notas melhores na escola. Talvez seja impossível repetir o ritual todos os dias, é verdade. Mas outra pesquisa, do pessoal da Universidade Columbia, garante que reunir a família pelo menos uma vez por semana para jantar ou almoçar já melhora o comportamento das crianças.

COMPARTILHE AS HISTÓRIAS
A história de luta dos seus pais ou avôs, seja ela qual for, provavelmente te enche de orgulho. E isso reflete positivamente na sua autoestima. Palavra de pesquisadores que entrevistaram 40 famílias e gravaram as conversas entre eles na mesa de jantar. Em seguida, fizeram vários testes psicológicos com as crianças: aquelas que conheciam a história de seus antepassados (e se orgulhavam) eram as mais felizes, com autoestima alta, e tendiam a se sentir mais donas da própria vida.

DIMINUA O ESTRESSE
Essa é difícil, claro. E óbvia: menos estresse, maior a felicidade. Estudos mostram que pais estressados deixam as crianças doentes (enfraquecem o sistema imunológico delas), com riscos maiores de ter obesidade, doenças mentais, alergias e diabetes.

DEIXE AS CRIANÇAS DECIDIREM
Quantas vezes seus pais matricularam você em atividades que você nunca quis fazer? Bem, talvez não tenha sido a melhor das ideias. Segundo cientistas da Universidade da Califórnia, crianças que planejam seu próprio tempo, estipulam suas metas, escolhem prêmios e castigos, e avaliam por si só os resultados desenvolvem melhor o córtex pré-frontal. Isso dá a elas maior controle sobre a própria vida e os tornam mais disciplinados e conscientes de suas escolhas.

MANTENHA A AVÓ POR PERTO
Pesquisadores avaliaram 66 estudos sobre a relação entre avós e a felicidade das crianças. E perceberam que a presença constante da avó deixa as crianças menos estressadas. Por quê? Bem, é que elas sempre passam ensinamentos sobre sociabilidade, como compreensão e compaixão. Numa outra pesquisa, dessa vez da Universidade Brigham Young, 408 adolescentes contaram sobre a relação com os avós. Aqueles que se saíam melhor na escola e mostravam maior preocupação com os colegas tinham uma relação mais próxima com os velhinhos da família.


Fonte: Abril

Mutirão realiza atendimento para famílias do Bolsa Família em Teresina

Prefeitura realiza atendimento de saúde para cumprir normas do programa. Famílias que não forem aos postos de saúder podem perder o benefício.

Começa na terça-feira (29) o mutirão de orientação e atendimento em saúde aos beneficiários do Programa Bolsa Família em Teresina. Como parte das exigências do programa, as famílias beneficiadas têm o dever de acompanhar o cartão de vacinação, o crescimento e desenvolvimento das crianças menores de sete anos, das mulheres na faixa etária de 14 a 44 anos, das gestantes e das mulheres que estão amamentando. Caso contrário, mais de 16 mil famílias da capital poderão perder o benefício.

“Este atendimento faz parte do pacto que as famílias fizeram para receber o programa Bolsa Família. Por esta razão, é necessário que as famílias levem seus entes para os postos de saúde ou aos Centros de Referência e Assistência Social, que são os Cras, para que o benefício não seja suspenso”, informou Jovina Sérvulo, coordenadora do Bolsa Família.

Além dos postos de saúde e Cras, os mutirões da Prefeitura de Teresina farão o acompanhamento das condicionalidades do programa, na área da saúde, através dos mutirões em regiões que não recebem cobertura de equipes da estratégia saúde da família.

A coordenadora Jovina Sérvulo também explicou que os mutirões são realizados por conta da necessidade de atendimento às normativas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. No dia 29 de outubro, o primeiro dia de mutirão acontece no Povoado Taboca do Pau Ferrado, Zona Sudeste, e nos dias 5 e 6 de novembro recebe o mutirão o Residencial Vale do Gavião, Zona Leste.

O prazo para a realização do acompanhamento das condicionalidades da saúde vai até o dia 30 de novembro. "O ideal seria que o beneficiário procurasse o quanto antes as unidades de saúde mais próxima de sua residência ou comparecesse aos mutirões do seu território. Em caso do não comparecimento, poderá ter o benefício suspenso, bloqueado e até mesmo cancelado", afirmou Jovina Sérvulo.
O titular do cartão deverá levar todos os membros da família que recebem o benefício munidos do cartão bolsa família, cartão de vacina, e cartão da gestante (se grávida) para ser realizado o acompanhamento das agendas de saúde a avaliação nutricional.

 Fonte: G1/PI

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