sábado, 30 de novembro de 2013

Morre João Araújo, produtor e pai de Cazuza, aos 78 anos; ele será homenageado em show holográfico, em São Paulo

Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), ele ajudou a carreira de músicos como Djavan, Caetano Veloso e Xuxa Meneghel


João Araújo e Cazuza
Reprodução / Facebook

João Araújo, produtor musical e pai de Cazuza, morreu na manhã deste sábado, 30, na casa onde morava, no Rio de Janeiro. Ele tinha 78 anos e foi vítima de uma parada cardíaca.


A notícia da morte, confirmada por uma funcionaria da ONG Sociedade Viva Cazuza, é uma triste coincidência: está marcado para este sábado o GVT Music - Show Cazuza, no qual o filho de João fará uma aparição holográfica. Procurada pela Rolling Stone Brasil, a produção da empresa responsável confirmou a apresentação e ainda informou que será feita uma homenagem a ele. O show será realizado no Parque da Juventude, em São Paulo, a partir das 19h.

O velório do produtor ocorre no Rio de Janeiro, a partir das 12h, no Cemitério São João Batista, no bairro Botafogo. O enterro acontece às 17h, também deste sábado, no jazigo da família, onde o filho Cazuza está enterrado.
Carreira
Homenageado pela gravadora Som Livre, em 2009, braço fonográfico das Organizações Globo com o qual trabalhou por 38 anos, João Araújo foi determinante para a carreira de muitos músicos de sucesso no Brasil, como é o caso de Djavan, no início de carreira no Rio.

Antes de ingressar na Som Livre, João foi fundamental para que Caetano Veloso e Gal Costa fossem contratados pela gravadora Philips. Rita Lee, já em carreira solo, também despontou graças ao auxílio do produtor, quando lançou o álbum Mania de Você.
 
Araújo também foi o responsável pela contratação de Xuxa Meneghel, nos anos 80, e ainda trabalhou com o Barão Vermelho, banda com a qual o filho dele, Cazuza, despontou como poeta e músico. Em 2007, ele foi empossado presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) e recebeu o prêmio Grammy Latino por sua contribuição à indústria musical 

Fonte: Rolling Stone Brasil

Dom Barreto vence recurso e surge como a 8º melhor no Enem de 2012

Em 2011, o colégio tinha ocupado a 6ª posição no ranking nacional. Na redação, é o 2º melhor

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou, no fim da tarde desta sexta-feira (29), que mais cinco colégios que entraram com pedido de revisão das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 tiveram o pedido deferido e as notas divulgadas. Entre quarta-feira e quinta-feira, seis escolas já haviam tido o mesmo tipo de recurso deferido.

Desta vez, foram atendidos o Colégio Olimpo, de Goiás; o Colégio Tamandaré, do Rio de Janeiro; o Colégio Popular Madre Maria Villac e o Instituto Dom Barreto, ambos do Piauí; e Colégio Salesiano - Região Oceânica, do Rio de Janeiro. O Instituto Dom Barreto ficou com média de 700,89, passando a ocupar a 8ª posição entre as escolas com maiores médias das provas objetivas. Em 2011, o colégio tinha ocupado a 6ª posição no ranking nacional.

O Colégio Tamandaré ficou com média 659,92; o Colégio Olimpo obteve 649,78; o Colégio Salesiano - Região Oceânica obteve 617,98 e o Colégio Popular Madre Maria Villac ficou com 598,61.

Segundo nota divulgada pelo Inep, 31 escolas entraram com "pedido de reexame" após a divulgação do resultado das notas de 11.239 escolas na última terça-feira (26). A regra para a divulgação da nota de uma escola exige que pelo menos dez alunos matriculados no colégio tenham feito o Enem, e que o número de participantes represente pelo menos 50% do total de alunos matriculados no terceiro ano do ensino médio.

"Todas as escolas que realizarem o procedimento de formalização do requerimento, com informações dos estudantes vinculados, e que tiverem as novas informações validadas pelo Inep, terão suas notas calculadas e disponibilizadas", diz o comunicado.

De acordo com o Inep, as escolas que ainda não tiveram resposta sobre o recurso ainda estão tendo seus casos analisado. As escolas podem entrar com recurso até o dia 4 de dezembro e solicitar uma revisão das notas e após análise técnica, se for identificada inconsistência nos dados, elas podem ser inseridas no sistema.

Veja as 20 escolas com as maiores médias nas PROVAS OBJETIVAS do Enem 2012
1º) Colégio Objetivo Integrado (São Paulo/SP) - privada - média 740,81
2º) Colégio Bernoulli - unidade Lourdes (Belo Horizonte/MG) - privada - média 722,15
3º) Colégio Elite Vale do Aço (Ipatinga/MG) - privada - média 720,88
4º) Colégio São Bento (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 712,79
5º) Ari de Sá Cavalcanti (Fortaleza/CE) - privada - média 711,24
6º) Colégio de Aplicação da UFV - Coluni (Viçosa/MG) - federal - média 706,22
7º) Colégio Vértice Unidade II (São Paulo/SP) - privada - média 705,26
8º) Instituto Dom Barreto (Teresina/PI) - privada - média 700,89
9º) Colégio Santo Agostinho - unidade Nova Lima (Nova Lima/MG) - privada - média 695,87
10º) Colégio Helyos (Feira de Santana/BA) - privada - média 695,54
11º) Colégio Magnum Agostiniano unid. Nova Floresta (Belo Horizonte/MG) - privada - 694,67
12º) Colégio de Aplicação do CE da UFPE (Recife/PE) - federal - média 692,41
13º) Colégio Anglo Leonardo da Vinci (Carapicuíba/SP) - privada - média 692,07
14º) Colégio Santo Agostinho-Novo Leblon (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 691,23
15º) Colégio Santo Agostinho (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 690,04
16º) Colégio Cruzeiro unidade Centro (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 689,80
17º) Colégio WR (Goiânia/GO) - privada - média 689,43
18º) Colégio Ipiranga (Petrópolis/RJ) - privada - média 686,86
19º) Colégio Móbile (São Paulo/SP) - privada - média 685,50
20º) Colégio Santa Marcelina (Belo Horizonte/MG - privada - média 684,75
O Inep divulgou nesta terça-feira (26) a planilha com as notas de todas as escolas. A planilha do Inep do Enem 2012 não inclui o cálculo da média das provas objetivas. Na edição de 2011, a planilha do governo trazia esta média, feita a partir da soma das notas das quatro provas e a divisão por quatro. A nota da redação não é considerada. O G1 traz abaixo as escolas com maiores médias na prova de redação.

Veja 10 escolas com as maiores médias na REDAÇÃO do Enem 2012
1º) Colégio São Bento (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 810,53
2º) Instituto Dom Barreto (Teresina/PI) - privada - média 804,30
3º) Colégio Cruzeiro unidade Centro (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 798,35
4º) Colégio Helyos (Feira de Santana/BA) - privada - média 792,90
5º) Colégio Elite Vale do Aço (Ipatinga/MG) - privada - média 790,63
6º) Colégio Lerote Ltda (Teresina/PI) - privada - média 787,06
7º) Colégio Santo Agostinho-Novo Leblon (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 785,38
8º) Colégio de A a Z (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 785,26
9º) Colégio Magnum Agostiniano - unid. Nova Floresta (Belo Horizonte/MG) - privada -779,22
10º) Ari de Sá Cavalcanti (Fortaleza/CE) - privada - média 777,96

Fonte: Com informações do G1

Funcionário que sofre de alcoolismo deve voltar ao trabalho

 
 
Cabe ao empregador, e não ao funcionário demitido, provar dispensa não discriminatória em casos de pessoas com vírus HIV ou que sofram doença grave que gere preconceito. Com essa tese, a 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou que a Telefonica e a Mobitel reintegrem ao emprego um atendente de call center que estava em tratamento contra o alcoolismo e foi demitido três dias após receber alta previdenciária.

Segundo o processo, o empregado sofre de transtorno mental e comportamental devido ao uso de álcool, com síndrome de abstinência. Depois da demissão sem justa causa em 2001, ele ajuizou reclamação trabalhista na 7ª Vara de Trabalho de Londrina (PR).

A primeira instância e o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região consideraram o pedido incabível porque o homem não tinha meios de comprovar se a demissão foi discriminatória. O autor do processo, por exemplo, disse em depoimento que ninguém citou o alcoolismo no momento da demissão.

As empresas negaram a discriminação e defenderam a faculdade legal de rescindir contratos de trabalho mesmo sem haver motivação para isso.

Mas, no TST, o relator Aloysio Corrêa da Veiga citou a Súmula 443 do tribunal e afirmou que “a presunção de ato discriminatório somente pode ser afastada se houver prova concludente e decisiva em contrário”. No caso julgado, escreveu o ministro, “inexiste prova produzida no sentido de que a dispensa se deu por ato diverso, de cunho disciplinar, econômico ou financeiro”. Logo, a discriminação é presumível.

Com a decisão da 6ª Turma, o empregado deverá retornar à função que exercia e ganhar o ressarcimento integral de todo o período de afastamento. As empresas ainda podem recorrer. 

Fonte: TST

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Buy Nothing Day: você consegue ficar 24 horas sem comprar nada?



Um dos assuntos da semana é o Black Friday, mas aqui a conversa é outra. Que tal, em vez de “quebrar o porquinho”, poupar seu dinheiro – e, de quebra, o planeta? Esse é o desafio do Buy Nothing Day, conhecido no Brasil como Dia Mundial sem Compras.

Comemorada sempre no último sábado de novembro – não por acaso, após o Dia da Ação de Graças, famoso em países da América do Norte –, a data é um protesto ao consumo exagerado e, ao mesmo tempo, um desafio para a população: ficar 24 horas sem comprar, absolutamente, nada! Você consegue?
A ideia é que as pessoas experimentem a sensação de não se deixar levar pelo apelo (constante) de adquirir coisas e reflitam antes de abrir a carteira: será que todas as compras que fazemos são, realmente, necessárias?

Para os criadores da data – o artista Ted Buster e o publicitário Kalle Lasn, da organização Adbusters –, sair do automático e parar para refletir sobre nossas atitudes é o melhor caminho para as pessoas se darem conta de que gastar não é sinônimo de viver bem.
Neste ano, a comemoração do Buy Nothing Day no Brasil é no próximo sábado (30/11). E aí, vai aderir?

Foto: Adbusters 
Fonte: Abril

Carine diz que não recebeu premio e Miss Bumbum comprova pagamento


Ganhadora do concurso em 2012 afirma não ter recebido os R$ 5 mil 

Dias antes da grande final do Miss Bumbum 2013, a vencedora do concurso no ano passado, Carine Felizardo afirmou que não teria recebido os R$ 5 mil, valor que fazia parte do prêmio para a primeira colocada. No entanto, a organização do evento, procurando esclarecer o mal entendido, enviou um e-mail contendo uma foto do recibo de quitação do valor.

Na época, a modelo afirmou que não participaria da final do concurso. A assessoria do evento, no entanto, respondeu à reportagem que Carine havia se comprometido em contrato e o seu não comparecimento poderia desencadear em um processo judiciário. A Miss Bumbum 2012, por fim, compareceu ao evento e entregou a faixa de campeã à Dai Macedo.

O documento apresentado pela organização do Miss Bumbum, diferente do que foi dito pela primeira colocada do ano de 2012, mostra que Carine assinou um termo de recebimento do valor do prêmio no dia 30 de novembro de 2012. 

Documento comprova que Miss Bumbum recebeu prêmio. Montagem R7 / reprodução/Instagram / Divulgação 
Documento comprova que Miss Bumbum recebeu prêmio. Montagem R7 / reprodução/Instagram / Divulgação  
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Fonte: Com informações do R7

Cazuza volta aos palcos em forma de holograma

O cantor Cazuza

A versão virtual de Cazuza aparece nos 20 minutos finais do show com amigos do cantor que acontecerá neste sábado em São Paulo 

São Paulo - Vê-lo não vai ser tão bacana quanto no passado. Mas quem sentiu a força de "Cazuza" no palco pode, enfim, matar as saudades. E quem apenas o ouviu agora tem a chance de conferir o ídolo em ação neste sábado, 30, no Parque da Juventude.

O evento acontece no ano em que Agenor de Miranda Araujo Neto completaria 55 anos. A homenagem virá em forma de holograma, com uma banda formada por amigos.

A ideia surgiu depois que o diretor geral do evento, Omar Marzagão, foi a Londres, em 2011, para conhecer a tecnologia holográfica a convite da empresa Musion, responsável pelo holograma do rapper Tupac Shakur no festival Coachella, na Califórnia.

"Sou muito amigo do George (Israel, do Kid Abelha) e lembrei do show que ele fez do disco 13 Parcerias com Cazuza", diz o diretor, que aproveitou a efeméride para, junto a Israel, realizar a apresentação.

A versão virtual de Cazuza aparece nos 20 minutos finais do show, quando ele canta cinco músicas e interage com a plateia. "Encaramos essa parte como um pocket show dentro do espetáculo", diz Israel.

"Pegamos falas dele, algumas políticas, outras com aquela ação impulsiva, com aquele deboche." A banda que acompanha o holograma é composta por músicos que fizeram parte da carreira do cantor: Nilo Romero, baixista e produtor dos dois últimos discos; Arnaldo Brandão, parceiro em "O Tempo Não Para"; Leoni, que teve participação em "Exagerado"; Rogério Meanda, de "O Nosso Amor a Gente Inventa"; Guto Goffi, um dos fundadores do "Barão Vermelho"; e o próprio Israel, que, com Cazuza, compôs sucessos como "Burguesia" e "Brasil". 
Esta é entoada por Gal Costa, que também deve cantar outras duas músicas do poeta na primeira parte do show. Além dela, participam Paulo Ricardo e outros músicos que, formando uma orquestra, dão outros ares para algumas das canções.

Sobre o efeito mórbido que a aparição de Cazuza pode gerar, Israel reconhece a polêmica. "Também por isso eu procurei me cercar dos pais dele antes de embarcar nessa. Mas o Cazuza sempre foi desbravador, corajoso. Acho que tem a ver.

"Para Marzagão, o risco não existe. "De jeito nenhum estamos ressuscitando o artista, é apenas uma homenagem. Qual é a diferença entre colocá-lo em holograma ou no cinema?"

Segundo Marzagão, a produção do holograma, feita pela Revel Alliance (responsável por efeitos em filmes hollywoodianos), durou cinco meses e foi dividida em várias etapas. Primeiro, todo o roteiro do show foi definido para que a voz de Cazuza fosse extraída dos fonogramas.

Ao mesmo tempo, a equipe fazia testes para escolher quem faria os movimentos que são executados pela imagem. Orlando Ávila - que ficou atrás apenas de Daniel de Oliveira para interpretar o astro no cinema - fez, separadamente, as expressões corporais e faciais, que foram posteriormente combinadas. O processo foi feito no Rio, em Paris, Milão e Dubai. 
Curta Cazusa - O tempo não Para

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cometa zumbi Ison pode retornar da morte

Cometa Ison em uma foto de digulvação da agência espacial americana (NASA), tirada de um telescópio do centro aeroespacial Marshall 

Cometa Ison em uma foto de digulvação da agência espacial americana (NASA), tirada de um telescópio do centro aeroespacial Marshall

Versão menor e mais pálida do cometa pode ter sobrevivido à incineração na coroa solar 

Cabo Canaveral - Uma versão menor e mais pálida do cometa Ison pode ter sobrevivido à incineração na coroa solar e talvez esteja brilhando, disseram cientistas nesta sexta-feira.

Desde sua descoberta, em setembro de 2012, o cometa Ison ofereceu várias surpresas. Ele surgiu extremamente brilhante, levando-se em conta sua grande distância até o sol, na época, quando estava além da órbita de Júpiter.

Ao se aproximar, não ganhou o brilho esperado, gerando dúvidas sobre seu tamanho e volume de água contido. O gelo no corpo do cometa se vaporiza com o aquecimento solar, deixando para trás um reluzente fluxo de partículas, a cauda.

Imagens conflitantes do futuro do cometa continuaram até quinta-feira, quando o Ison aparentemente voou perto demais do sol. Sua longa cauda e seu núcleo pareciam ter se vaporizado na fornalha solar, esmagando as esperanças de que um cometa visível a olho nu agraciaria o céu terrestre em dezembro.
Mas, na noite de quinta-feira, o Ison voltou a surpreender.
"Um risco brilhante de material se afastando do sol apareceu no Observatório Solar e Heliosférico da Agência Espacial Europeia e da NASA ainda naquela noite", escreveu a NASA em seu site na sexta-feira.
"A questão continua sendo se isso são apenas destroços do cometa, ou se alguma porção do núcleo do cometa sobreviveu", disse a agência espacial europeia. Análises preliminares sugerem que pelo menos um pequeno núcleo está intacto. 

Fonte: Exame

A batalha pela alma do kung fu

No legendário templo Shaolin, na China, discípulos de um mestre de kung fu encaram as mudanças no mundo das artes marciais 

Edição 127 – A batalha pela alma do kung-fu - Jovem no treino de kung-fu - Fotos kung-fu no templo Shaolin e as mudanças nas artes marciais 


O mestre passa seu último dia de vida envolto em uma colcha costurada pela esposa, sua respiração rascante e irregular dominando o espaço exíguo do quartinho. Ao longo daquele dia frio de primavera, um fluxo de visitantes deságua na pequena cidade de Yanshi, no sopé das montanhas Song, para render homenagem a Yang Guiwu em seu leito de morte. Ele é o homem que lhes ensinou o kung fu. Alguns envergam hábitos de monge e distribuem bênçãos ao entrar na casinha de tijolos. A mulher do mestre, de cabelo branco bem penteado, espalma os ombros de cada recém-chegado como se fosse um irmão de sangue e o admite cozinha adentro, para além do fogareiro de brasas ardentes, para se juntar aos familiares e outros discípulos reunidos ao pé da cama de seu marido.

A esposa debruça-se sobre ele para anunciar um visitante especial, o último discípulo que o mestre acolheu no âmbito de sua família kung fu, 15 anos antes. "É Hu Zhengsheng", diz ela. De abrigo esportivo e calçando as tradicionais sapatilhas de pano, Hu, hoje um espadaúdo homem de 33 anos, inclina-se sobre a criatura encarquilhada. "Shifu", fala ele baixinho, respeitoso, empregando o termo mandarim para "professor". "O senhor está me ouvindo?" Pálidas e finas feito papel de arroz, as pálpebras do velhinho tremem. Por um instante, suas pupilas parecem se fixar no rosto do jovem, antes de se dispersarem.

Foram muitas as vezes em que o mestre contou a Hu como acordava de sonhos nos quais seus antepassados nas artes marciais, monges do templo Shaolin há muito falecidos, vinham visitá-lo. Eles traziam a sabedoria amealhada ao cabo de séculos por muitas gerações de homens cujos pés vincaram as lajes do salão de treinamento da instituição e cujos ossos estão agora enterrados na floresta do Pagode, do lado de fora das muralhas do templo. Eram esses os monges que dedicaram a vida ao aperfeiçoamento dos estilos do kung fu, com nomes do tipo "punho de flor de ameixeira" ou "palma da mão do pato mandarim", cada qual uma sinfonia de movimentos, com variações sobre como empurrar músculos e ossos em direção a seus limites. Ou para além deles, diria alguém. Talvez até, cogita Hu, esses ancestrais estejam agora rodeando o mestre.

Os avançados discípulos do mestre veem uma ironia no fato de que os pulmões do velho o estejam traindo ultimamente. Ele teria aprovado mais esse giro na roda da vida, uma lição terminal de humildade ao homem que os instruiu sobre o papel fundamental da respiração no aproveitamento da chi, ou força vital, de cada um. Era a primeira coisa que ele ensinava: respirar "pelo umbigo", expirar pelo nariz, de forma constante, controlada, em harmonia com as batidas do coração e com o ritmo dos outros órgãos. Aprender a respirar certo, dizia ele, era o passo inicial no árduo caminho que leva as pessoas a se conectar com seu manancial de força chi, abrindo dessa maneira uma das portas ocultas do universo.

Kung-fu: Monge Shaolin pratica kung-fu no alto do monte
Agora, com ou sem espíritos invisíveis a seu lado, Yang Guiwu aguarda diante de outra porta oculta do universo. Os discípulos ouvem na respiração dele os sinais de que ele está tentando reunir sua força vital para a jornada a sua frente.

A cerca de 19 quilômetros de onde o velho mestre jaz, em um vale logo depois das montanhas Song, ônibus de turismo preparam-se para regurgitar sua carga diária de visitantes do templo Shaolin. Todo mundo quer ver o berço da maior lenda do kung fu na China. Foi bem ali que um místico indiano do século 5 ensinou aos monges uma série de exercícios, ou formas, que imitava o movimento de animais. Os monges adaptaram as formas à defesa pessoal e, mais tarde, as modificaram, tendo em vista a guerra. Seus descendentes aperfeiçoaram essas "artes marciais" e as utilizaram pelos 14 séculos seguintes em incontáveis batalhas contra déspotas inimigos, sufocando rebeliões e repelindo invasores. Muitos desses feitos se acham anotados em lousas de pedra no templo, ornando também narrativas que datam da dinastia Ming (1368-1644).

Os estudiosos descartam grande parte desses relatos como lendas costuradas com alguns elementos de realidade. As artes marciais a mão livre existiram na China muito antes do século 5 e provavelmente foram trazidas a Shaolin por ex-soldados em busca de refúgio. Durante longos períodos de sua história, o templo era essencialmente um Estado afluente, dispondo de um bem treinado Exército. Quanto mais os monges combatiam, melhores lutadores se tornavam e maior ficava sua fama. Todavia, eles não eram imbatíveis. O templo foi saqueado repetidas vezes ao longo de sua existência. O golpe mais devastador veio em 1928, quando um senhor da guerra vingativo incendiou a maior parte do prédio, inclusive sua biblioteca. Séculos de pergaminhos que detalhavam a teoria e o treinamento do kung fu, bem como tratados da medicina chinesa e escrituras budistas, acabaram destruídos. A transmissão do legado do kung fu de Shaolin passou a se dar apenas de mestre para discípulo, por homens como Yang Guiwu.

Hoje, porém, as autoridades do templo parecem mais interessadas em consolidar a marca de Shaolin do que em restaurar sua alma. Durante a última década, Shi Yongxin, o monge-mor de 45 anos de idade, ergueu um império internacional de negócios que inclui excursões de trupes de kung fu, projetos para TV e cinema, uma loja on-line de chás e sabonetes com a marca Shaolin e templos franqueados no exterior. Além disso, muitos dos homens de cabeça raspada e hábitos monásticos que operam as numerosas caixas registradoras do templo admitem não serem monges de verdade, e sim empregados vestidos a caráter. Bebendo chá em seu escritório, o sereno Shi sustenta que todos esses esforços servem para disseminar o budismo. "Fazemos com que mais pessoas conheçam o zen-budismo e promovemos a nossa cultura", diz ele. Com seu olhar melancólico, o homem tem o talento do político para dar a impressão de que acredita no que está dizendo.  

Esse é um argumento que Shi tem repetido muitas vezes, tanto na imprensa chinesa quanto na mundial, e ele nem é o primeiro monge-mor a enfrentar a crítica de que Shaolin busca riquezas em vez de iluminação. Em todo caso, quer seja uma instituição evangelizadora, quer seja apenas lucrativa, o templo Shaolin ajudou a deflagrar uma inegável renascença do kung fu, a qual coincidiu com a própria emergência da China como potência mundial. Em nenhum outro lugar isso é mais evidente do que em Dengfeng, uma cidade de 650 mil habitantes, a apenas 10 quilômetros dos portões do templo. Cerca de 60 academias de artes marciais surgiram ali nas últimas duas décadas, com mais de 50 mil alunos. As maiores situam-se ao longo da avenida principal, erguendo-se feito cassinos em Las Vegas, com dormitórios em arranha-céus que ostentam murais que exibem lutadores de kung fu, dragões e tigres.

Essas academias preenchem suas vagas com garotos e um número crescente de meninas, vindos de todas as províncias e classes sociais, com idades que vão dos 5 aos 30 anos. Alguns chegam com a esperança de se tornar estrela de cinema ou atingir a glória como kickboxer. Outros vêm para adquirir habilidades que lhes garantirão empregos no Exército, na polícia ou em empresas de segurança. Uns poucos são enviados pelos pais para aprender disciplina e a trabalhar duro.

Durante seis dias por semana, 11 meses por ano, as academias despertam bem cedo, animadas por legiões de alunos vestidos com abrigos esportivos e dispostos em fileiras bem alinhadas, a praticar kung fu. Olhares fixos à frente, costas eretas, eles golpeiam com mãos e pés em uníssono, suas vozes pontuando o ar matinal ao repetir as cadências ordenadas pelo instrutor.

Alguns dias antes de visitar seu mestre moribundo, Hu Zhengsheng atendeu a um telefonema que muitos praticantes de artes marciais passam a vida ansiando receber. Era um produtor de Hong Kong que oferecia a ele o papel principal em um filme de kung fu. É fácil entender o porquê do convite: Hu tem um belo rosto de garoto e projeta uma confiança adquirida através de anos a se testar física e mentalmente.

No entanto, ele não tem certeza se vai aceitar. Hu não concorda com a maneira pela qual o kung fu costuma ser retratado nos filmes: uma celebração de violência que ignora os princípios disciplinares de moralidade e respeito pelo oponente. Sem contar seu medo de cair nas armadilhas da fama. Seu mestre exortava-o a permanecer humilde, mesmo quando Hu superou os demais alunos. A humildade derrota o orgulho, pregava Yang. O orgulho derrota o homem.

Por outro lado, o papel no cinema traria publicidade e dinheiro, coisas tão necessárias a sua pequena academia de kung fu. Com a bênção de seu mestre, Hu fundou a escola há oito anos na periferia de Dengfeng. Ao contrário das grandes academias, que privilegiam a parte acrobática do kung fu e o kickboxing, Hu ensina a seus 200 garotos - e algumas garotas - as formas antigas do Shaolin que lhe foram passadas por Yang Guiwu.

Mas a luta não é a lição mais importante do kung fu, explica Hu. O foco é a honra. As habilidades que ele transmite a seus pupilos vêm com uma responsabilidade. Ele espera de cada um respeito e disposição de "engolir o amargor", aprendendo a conviver com a adversidade usando-a para disciplinar a vontade e forjar o caráter.

À noite seus alunos dormem em quartos sem aquecimento. Sob qualquer temperatura, eles treinam ao ar livre, em geral antes do nascer do sol. Esmurram troncos de árvore para enrijecer as mãos e praticam agachamentos com outro aluno montado em seus ombros para desenvolver força nas pernas. Durante os exercícios, os treinadores usam bastões de bambu para sapecar os tendões de quem não fizer os movimentos com perfeição ou cujo esforço é considerado insuficiente. Quando lhe pergunto se um tratamento tão severo não poderia criar alunos injuriados, Hu sorri: "Eles estão engolindo o amargor. E entendem que isso os torna melhores".  

Edição 127 – A batalha pela alma do kung-fu - Epitáfio de monges Shaolin - Fotos kung-fu no templo Shaolin e as mudanças nas artes marciais

O problema de Hu é menos perder alunos do que recrutar novos interessados, de maneira a arcar com as despesas da escola. Muitos dos garotos vêm de famílias pobres, e o mestre só cobra deles a comida. Aos poucos, porém, ele se curvou às novas tendências no ensino e passou a oferecer cursos de kickboxing e de formas acrobáticas de kung fu, na esperança de atrair novos pupilos, para depois dirigi-los às formas tradicionais.
Pela própria experiência, Hu sabe que a ideia de um garoto sobre o kung fu pode mudar com seu amadurecimento. Quando jovem, ele era obcecado por filmes de luta marcial, sorvendo as performances de Bruce Lee e Jet Li, dois dos mais famosos astros desse tipo de cinema, e vivia fantasiando vinganças contra os valentões de sua aldeia. Aos 11 anos, conseguiu cavar sua admissão ao templo Shaolin, onde virou ajudante do treinador de uma das trupes performáticas. Mais tarde, esse homem o apresentou a Yang Guiwu.
"Quando encontrei Yang, eu já havia memorizado muitas formas tradicionais", conta Hu. "Mas ele me ensinou a teoria por trás das formas. Por que você deve mover sua mão de uma certa maneira. Por que seu peso deve recair sobre determinada parte de seu pé." Ele levanta-se para demonstrar isso. Um golpe de mão, explica Hu, é disparado como um lance de xadrez, antecipando uma gama de possíveis contragolpes. "Seja lá como meu oponente responder, estarei preparado para bloquear seu golpe e disparar um segundo, um terceiro e um quarto ataque, cada qual direcionado a um ponto de pressão." Ele faz a pantomima dos movimentos em câmera lenta.

"Um aluno pode aprender isso em um ano", afirma Hu. "Mas fazer assim" - suas mãos e seus cotovelos viram um borrão ao repetir o movimento a toda velocidade - "leva muitos e muitos anos." A diferença, ensina ele, está em realizar os movimentos sempre de forma instintiva, despachando cada golpe com precisão e força máxima, sem sacrificar o equilíbrio.

"Não há pontapés voadores ou acrobáticos", garante ele. Tais movimentos expõem pontos vulneráveis. "Shaolin é pensado para o combate, não para entreter plateias. É difícil convencer a garotada a empenhar muitos anos aprendendo algo que não os tornará ricos ou famosos." Ele parece absorto nesse pensamento: "É dessa maneira que os estilos tradicionais vão se perder".

Um garoto vestido com a roupa cinza-claro da escola surge à porta do escritório para relatar que um aluno torceu a canela. Quando Hu chega ali para ver o que acontecera, o aluno, machucado, já havia retomado os exercícios, rilhando os dentes enquanto esmurrava um saco de pancadas. Hu meneou a cabeça com satisfação de professor: "Ele está aprendendo a engolir o amargor".

Quando a notícia da iminente morte do mestre Yang chega a seu mais enigmático aluno, ele está no topo isolado de um monte acima do templo Shaolin. Shi Dejian, um monge budista de 47 anos, vem de uma semana bem dura. Primeiro, uma equipe de televisão trilhou o caminho vertiginoso na montanha para chegar ao monastério. Com ela veio um lutador profissional de diversas artes marciais, com a missão de testar suas habilidades contra os monges. (Ele voltou machucado para casa.) Depois, um grupo de neurologistas de Hong Kong apareceu para estudar o efeito do rigoroso regime de meditação de Shi sobre sua atividade cerebral. Em seguida, ele passou uma noite exaustiva aplicando suas técnicas chi para aplacar as dores de um amigo doente. E eis que uma autoridade do Partido Comunista de Suzhou irrompe portão adentro solicitando a cura da diabetes de seu irmão. Para um homem que busca a solidão, Shi anda afogado em gente.

Ele deve essa procissão de estrangeiros em grande parte aos videoclipes veiculados na internet em que ele aparece demonstrando as formas de Shaolin, em geral se equilibrando no topo em agulha de precipícios ou no teto de seu pagode, encravado na face de um penhasco, a um pequeno passo em falso de uma queda fatal de mais de 100 metros. Os clipes, filmados por visitantes ao longo dos anos, espalharam-se por sites de kung fu e de medicina chinesa, chamando atenção à filosofia segundo a qual uma vida saudável gira em torno dos princípios de chan (meditação zen), wu (artes marciais) e yi (medicina herbal). 
Foto: Fritz Hoffmann
Edição 127 – A batalha pela alma do kung-fu - Escola de artes marciais Shaolin - Fotos kung-fu no templo Shaolin e as mudanças nas artes marciais 

São esses os mesmos princípios na raiz do pensamento que norteia o templo Shaolin, afirma Shi Dejian. Embora ele não o diga, são também os mesmos princípios que os muitos críticos do templo, dentro e fora da China, afirmam terem sido negligenciados em benefício dos negócios. A mensagem de suas performances desafiando a morte tem a ver, parece, com a autenticidade da sua filosofia: quando você pratica o verdadeiro chan wu yi, torna-se possível esse tipo de coisa.

Cara a cara, Shi parece uma espécie de elfo da montanha, com seu 1,60 metro de altura e uma sólida carapaça muscular. Ele enverga um manto de lã e um chapéu em estilo mongol e prefere falar quando está em movimento, replantando uma muda de cedro ou catando folhas de dente-de-leão para uma salada. Suas risadas constantes sugerem um espírito mais moleque que devoto.

O caminho que o levou a esse pico das montanhas Song teve início em 1982, quando, aos 19 anos, e já um prodígio do kung fu, Shi deixou a casa de sua família, não longe da fronteira mongol, para empreender uma peregrinação ao templo Shaolin. Sua busca por professores desse estilo de luta levou-o a Yang Guiwu, e ele logo se distinguiu como o melhor aluno do mestre. Quanto mais aprendia sobre o kung fu, mais se interessava por suas interseções com a meditação e a medicina chinesa. Por fim, resolveu tomar os votos monásticos no templo Shaolin.

Com as multidões de turistas se expandindo no início dos anos 1990, Shi passou a buscar cada vez mais o recolhimento, acampando perto das ruínas de um pequeno templo em um pico nas proximidades. Os monges mais velhos, desolados pela expansão dos empreendimentos comerciais de Shaolin, o encorajaram a transformar o antigo local em um retiro focado no chan wu yi. Shi recrutou pedreiros para cortar blocos de granito das rochas enquanto ele e seus discípulos içavam sacos de cimento e telhas. Aos poucos, foram transformando o templo carcomido em um complexo de pagodes que parece escalar a encosta granítica íngreme da montanha.

O lugar evoca uma calma meditativa, com bolsões de neblina enclausurados ao longo da crista da serra. Shi e seus discípulos cultivam pequenos bambuzais e terraços plantados com vegetais e ervas. Eles seguem uma dieta vegetariana e colhem flores, musgos e raízes para confeccionar remédios contra tudo, de picadas de insetos a problemas de fígado. As pessoas vêm de toda parte da China em busca de tratamento para diversas enfermidades. Em geral, elas querem cuidar apenas dos sintomas, conta Shi, mas "chan wu yi trata da pessoa como um todo. Quando ela fica saudável, os sintomas desaparecem".

Ele costuma se levantar às 3h30 para meditar. Depois, Shi pratica técnicas respiratórias destinadas a reforçar a chi. Houve um tempo em que ele gastava seis horas ou mais, todos os dias, praticando as formas tradicionais do kung fu. Agora, porém, Shi se vê impulsionado pelas mesmas forças que estão remodelando o templo Shaolin. Ele atende a pedidos de palestras, levanta fundos para finalizar a construção de seu templo, treina seus discípulos e, é claro, dá conta da enxurrada de visitantes - tudo isso competindo por sua atenção e energia. "Mas estou sempre praticando kung fu", garante ele, apanhando minha mão para pousá-la sobre seu imenso quadríceps. Posso sentir a pulsação que imprime ao músculo. Daí, ele move minha mão para a sua panturrilha batatuda. Mais pulsação. "Faço isso o dia inteiro", conta Shi, explicando como incorpora os movimentos de kung fu em todas as atividades diárias, desde arrancar ervas daninhas até escalar montanha.

Não seria o kung fu violento em sua essência, pergunto-lhe, e será que isso não contradiz os princípios de não violência do budismo, como o conhecemos no mundo ocidental? Não, como explica ele, já que o fundamento do kung fu é a conversão de energia em força. Na ausência de um adversário, a prática consiste em uma série de movimentos. As fragilidades físicas e mentais do próprio praticante tornam-se seus adversários.

Às vezes o adversário não está distante. Nem todo mundo que sobe a montanha é amigo, e Shi já sobreviveu a atentados contra a sua vida. Anos atrás, ao ir para casa por uma trilha íngreme, quatro homens o emboscaram tentando jogá-lo para fora de uma saliência rochosa. Eles tinham avançadas habilidades de kung fu, mas Shi rapidamente os repeliu. Esse é um assunto que ele prefere não discutir, mas o incidente é confirmado por outras pessoas. "As montanhas Song estão cheias de rivalidades envolvendo o kung fu", conta-me uma autoridade de Dengfeng, "do mesmo jeito que tem sido há séculos."

  Edição 127 – A batalha pela alma do kung-fu - Velório de um mestre de kung fu - Fotos kung-fu no templo Shaolin e as mudanças nas artes marciais 

Na última manhã que passo em seu retiro, Shi mostra-me suas dependência privadas, uma exígua cúpula de pedra empoleirada na ponta de um íngreme penhasco. Ele me conduz até um terraço com vista para o profundo vale em forma de cuia, acarpetado de espessas florestas de pinheiros. Uma frente fria está em atividade, e sua grossa pelerine agita-se atrás dele. Sem aviso, Shi salta para a mureta baixa que bordeja o bico do penhasco, a ventania inflando sua pelerine, que se alvoroça toda sobre o vazio a suas costas.

"Está com medo?", pergunta-me, ao ver a minha cara. "Kung fu não é só treinar o corpo. É também controlar a mente." Como uma pluma, Shi saltita com leveza de um pé para o outro, estocando, esmurrando, girando, sempre a centímetros de uma pavorosa queda. Seus olhos arregalam-se quando ele se concentra. O manto encapela-se e farfalha ao vento gelado.

"Você não pode derrotar a morte", proclama o mestre, sua voz alçando-se acima da ventania. Ele lança um pé ao abismo, equilibrando-se em apenas uma de suas pernas troncudas. "Mas você pode derrotar seu medo da morte."

Pouco depois de Hu Zhengsheng visitá-lo em seu leito, Yang Guiwu passa para a outra vida. Dezenas de alunos juntam-se a seus familiares na pequena casa em Yanshi. Shi Dejian chega com dois de seus discípulos. Alguns alunos de Hu demonstram sequências de kung fu.

O assobio seguido de explosões de fogos de artifício enchem os ares, alertando o mundo dos espíritos da chegada do mestre. Um trio de flautistas encabeça o cortejo fúnebre para fora da cidade, em direção ao campo de trigo da família, onde o mestre será enterrado ao lado de seus parentes e em meio ao verde reluzente do trigo.

Enquanto caminhamos atrás do caixão, Hu ainda matuta se deve ou não aceitar o papel no filme de kung fu. Seria desrespeitoso, assim, tão em cima da morte do mestre. No entanto, ele já discutiu o assunto com alguns de seus discípulos, que o encorajaram a aceitar. Isso significa que uma parte de Yang Guiwu sobreviveria na performance de Hu e, quem sabe, inspiraria outros praticantes. Afinal de contas, como lembraram seus alunos, foram justamente os filmes de kung fu que coduziram Hu até o mestre.
A roda da vida completou o seu ciclo, como diria o falecido shifu. 

Fonte: National Geographic
 


Dermatologistas condenam exposição ao sol sem proteção para obter vitamina D

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia questionam argumento de que uso de protetor solar causa deficiência do nutriente

A proteção contra o sol precisa ser redobrada em pessoas que têm alergia de pele 

Dermatologistas negam que proteção solar provoque deficiência em vitamina D (ThinkStock)
Em documento lançado nesta quinta-feira, com diretrizes sobre fotoproteção, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) condenou a exposição solar sem proteção para a obtenção da vitamina D.
Nos últimos anos, o aumento do número de pessoas com deficiência do nutriente fez com que especialistas passassem a recomendar aos pacientes a exposição ao sol sem filtro solar por um período de 15 a 20 minutos por dia para possibilitar ao organismo a produção da vitamina. O argumento era de que o protetor impedia a absorção da radiação solar, essencial para a obtenção do nutriente.
Durante o lançamento do Consenso Brasileiro de Fotoproteção, primeiro documento do tipo no país, o órgão questionou o argumento. “É impossível que a proteção solar, da forma que é feita, seja a responsável pela deficiência de vitamina D. Estudo feito em São Paulo mostra que bastam dez minutos de exposição ao ar livre, mesmo em dias nublados, para que a pessoa atinja os níveis recomendados. Portanto, dizer que a fotoproteção leva à deficiência da vitamina é prejudicial e gera uma mensagem antagônica à população”, diz Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele.
Leia também:
 

A vitamina D tem como principal função ajudar no desenvolvimento do sistema esquelético. Cerca de 90% do nutriente é obtido por meio da radiação solar. Sua deficiência está relacionada a doenças como raquitismo e osteoporose. Segundo a SBD, pacientes de risco para o desenvolvimento da deficiência devem passar por exames periódicos e, se necessário, receber suplementação vitamínica.
Neste sábado, Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele, a SBD vai reunir 4 000 médicos voluntários em 139 postos de todo o país para atender a população com o objetivo da detecção precoce da doença. Os endereços dos postos podem ser consultados no site da sociedade. Na campanha do ano passado, 33 000 pessoas passaram por avaliação e 12% foram diagnosticadas com câncer de pele.
O câncer de pele não melanoma é o mais prevalente no Brasil tanto em homens quanto em mulheres. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 182 000 pessoas apresentem a doença no próximo ano. 

Fonte:  Estadão

Casais que bebem juntos se entendem melhor

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Parceria é tudo. Principalmente na hora de beber.

É o que mostra um estudo de pesquisadores americanos. Por nove anos, eles acompanharam a vida e a felicidade conjugal de 634 casais. A ideia era ver qual a relação entre excesso de álcool e divórcio.

Bem, quando só um dos parceiros bebia, os índices de divórcio eram os mais altos: 50% deles se separavam. Sem grandes surpresas, afinal ninguém sóbrio aguenta um bêbado por muito tempo. Por isso é melhor contar com a parceria do seu amor na hora de cair na bebedeira. Entre os casais que bebiam juntos, o risco de divórcio se igualava ao dos casais abstêmios: só 30% terminavam o casamento.
É só uma questão de sintonia, gente. Simples. 

Fonte: Abril/ Ciênçia Maluca

Islândia usa o Faceboook para reescrever sua Constituição

Enquanto no Brasil manifestantes saíram do Facebook e foram para a rua, na Islândia eles saíram às ruas e depois voltaram para reescrever a Constituição no próprio Facebook. O cientista político islandês Eiríkur Bergmann conversou com a SUPER sobre o processo.

por Reportagem: Valquíria Vita Edição: Cristine Kist

Até cinco anos atrás, a Islândia é que parecia estar deitada em berço esplêndido: todo mundo sabia ler, 95% da população tinha acesso à internet, a economia ia muito-bem-obrigado e não existia desemprego. Só que durante a crise financeira que tomou conta do mundo em 2008, o pequeno país nórdico (pequeno mesmo, 82 vezes menor que o Brasil) passou por uma barra tão pesada que a situação chegou a ser descrita pelo FMI como uma "crise financeira de proporções catastróficas". Os maiores bancos da região faliram e a moeda local sofreu uma desvalorização de 80% em relação ao euro. A taxa de desemprego aumentou nove vezes, a dívida do país chegou a 900% do PIB e, bom, as pessoas começaram a empobrecer.

Os islandeses deram uma de argentinos e foram às ruas protestar batendo panelas quando o governo quis aplicar medidas exigidas pelo FMI em troca de uma ajuda financeira bilionária. Bateram tanta panela que o primeiro ministro foi obrigado a renunciar, e novas eleições foram convocadas. Mesmo assim, eles não ficaram satisfeitos. De repente, os protestos já não eram mais contra as medidas de austeridade, mas contra tudo que parecia errado no país (parece familiar?). No caso da Islândia, o que o povo realmente queria era uma nova Constituição. Foi aí que o Facebook entrou na jogada.

A rede social foi a principal plataforma escolhida pelos islandeses para recolher contribuições para a nova Constituição. O processo foi mediado por um conselho de 25 voluntários apartidários, que postava os textos no Facebook depois de cada reunião para que o resto da população pudesse debater a respeito. E foi assim que a Islândia ficou conhecida mundialmente por ter elaborado a primeira Constituição crowdsourced da história. O texto final passou por referendo e foi aprovado por dois terços dos islandeses em 2012. Está até agora aguardando aprovação do Parlamento (Brasil e Islândia também têm suas semelhanças), mas já serviu de exemplo para destacar a força das redes sociais na construção de uma nova forma de democracia.

Um daqueles 25 conselheiros, o cientista político Eiríkur Bergmann, diretor do Centro de Estudos Europeus da Bifröst University, enfrentou uma viagem de 24 horas da Islândia para o Brasil para fazer uma palestra sobre o futuro dos Estados democráticos. Aproveitou para falar sobre o uso da tecnologia pela democracia e para dar sua opinião sobre a viabilidade de um processo parecido por aqui.

Como vocês receberam sugestões para a nova Constituição?
Por alguma razão, todos na Islândia estão no Facebook, então esse foi o principal portal. Criamos uma página onde as pessoas podiam mandar sugestões e comentar, e nos dividimos em comitês para analisar os assuntos. As pessoas também mandaram sugestões pelo Twitter, e-mail, correspondências, ligaram e vieram pessoalmente até nós. A decisão que tomamos foi que não importava de que maneira elas viriam, só queríamos que participassem. Se quisessem mandar um pombo com uma mensagem, podiam fazer isso também. Recebemos 3.600 sugestões formais.

Como foi tomada a decisão de criar um canal no Facebook para que a população se manifestasse?
Existiram muitos motivos para isso. Um foi que existia alguma animosidade entre o conselho eleito e o Parlamento, e sabíamos que isso poderia ser uma estratégia para ter o apoio do público. E como ter o envolvimento do público? Botando no Facebook. Entre os 25 conselheiros representantes, houve quem dissesse que devíamos desligar o celular, fechar a internet e apenas escrever o texto e trazer ao público quando estivesse completo. Mas decidimos fazer completamente o oposto. Nosso time técnico cuidou de todas as portas de entrada de opinião. Invocamos toda a população a participar. Postamos até nossos telefones particulares para as pessoas ligarem se quisessem. Postávamos todo o nosso trabalho online imediatamente para as pessoas debaterem. E desse debate tirávamos a vontade do público e integrávamos no próximo round de postagens.

E as pessoas levaram isso a sério?
Essa foi a parte maravilhosa disso. Normalmente, na Islândia, temos discussões acaloradas sobre tudo, as pessoas atacam as gargantas umas das outras nos comentários, temos discursos muito negativos e comentários muito duros e pessoais. O que as pessoas já postaram sobre mim, meu deus! E isso acontece com todo mundo. Mas, com esse assunto, por alguma razão, ninguém fez comentários negativos. A questão é que todos queriam causar impacto. Quando você convida as pessoas, tem de escutar o que elas têm a dizer. E elas levaram a sério porque sabiam que o que dissessem também seria levado a sério. Deixamos claro para elas que seus comentários realmente importavam, e como resultado tivemos comentários muito mais responsáveis. Quando você dá poder às pessoas, e diz a elas que suas vozes realmente importam, elas tomam mais cuidado com o que dizem. Eles sentiram que estavam participando de verdade, não apenas assistindo à recuperação da Islândia. Isso teve efeito de cura na sociedade. Foi um jeito construtivo de avançar, em vez de ficar nos protestos.

Se o povo não tivesse sido parte desse processo, você acha que a Constituição teria sido diferente?
Sim. Por exemplo: capítulos importantes sobre recursos naturais e direitos humanos sofreram grande impacto com a participação do público. Se a Constituição tivesse sido criada pelos parlamentares, teria sido mais conservadora.

O quanto a crise econômica que afetou a Islândia influenciou esse movimento?
Em 2008, a Islândia foi a primeira a entrar em colapso. Nossos bancos foram à falência em apenas uma semana. Isso foi um choque e houve um grande senso de crise. E crises abrem espaço para discursos políticos, fazem surgir novos pensamentos. Além disso, tivemos uma sociedade receptiva, homogênea o suficiente para compreender algo assim, e tecnológica o bastante para que as pessoas participassem.

Além da crise, o que mais colaborou para que esse projeto desse certo na Islândia?
Foi uma vantagem sermos um país pequeno, onde é fácil conseguir que as pessoas se envolvam. Somos poucos, mas o suficiente para causar impacto, se quisermos. Fora isso, mais de 95% da população tem internet e 100% é alfabetizada. Os islandeses são educados, têm acesso à mídia.

Uma iniciativa como essa poderia funcionar em um país maior?
O processo aconteceria de um jeito diferente, mas poderia funcionar, sim. Acho que o que vale é o convite para que as pessoas participem, que é quase mais importante do que elas participarem de fato. Também é fundamental saber que as necessidades são diferentes em lugares diferentes. Você não pode forçar uma mudança em uma sociedade que não precisa dela. Tem de haver uma demanda por mudanças.

Isso daria certo no Brasil?
Sim, talvez mais certo do que em outros países, porque vocês têm uma herança muito interessante de participação popular. Claro que a maioria não participaria, mas uma parte, sim. Eu acredito que esse tipo de exercício vai ser cada vez mais comum.

Há quem chame essa de uma nova forma de democracia direta por meio da internet. Você concorda?
A nova Constituição foi criada por 25 pessoas, que foram impactadas pelo público em geral. Então houve um filtro, isso não é democracia direta.

Mas o senhor acredita que esse é o caminho? Transformar pela internet?
Estamos em um ponto de virada no que diz respeito ao desenvolvimento da democracia. Agora, estamos nos movendo para uma forma mais participativa de democracia. Eu sinto que essa é a primeira vez que a tecnologia pode ser usada democraticamente. Temos essa tecnologia há anos, mas não tínhamos uma população pronta para isso. Até agora. Quando começarmos a ver esses exemplos se acumulando, vai ser mais fácil dar um passo para frente e realmente integrar mecanismos participatórios na tomada de decisão. Eu acredito que organismos participativos são importantes para aumentar processos democráticos representativos tradicionais, trazendo a tomada de decisões de volta para as pessoas. As mudanças estão vindo, quer você goste ou não, concorde ou não. O desafio é se organizar para que essas mudanças sejam construtivas. Não sabemos o que vai acontecer. E isso pode ser usado para o bem ou para o mal.

Fonte: Abril

Black Friday em THE:Consumidores enchem as mãos e pegam muita fila

Invasão no supermercado Extra marcou o início do Black Friday no Piauí

Conhecido internacionalmente pelas grandes ofertas de produtos a baixos preços, o Black Friday chega a sua quarta edição no Brasil e com expectativa de recorde de vendas por parte dos comerciantes que abrem suas lojas com descontos de até 80% em produtos dos mais diversos setores.
No Brasil, o início aconteceu exclusivamente com os sites de vendas na web, mas logo se estendeu as lojas físicas. Em Teresina, várias lojas e supermercados aderiram à moda e já participam dessa edição do Black Friday e o destaque é para o supermercado Extra, que fica localizado na Avenida Presidente Kennedy, bairro São Cristóvão, zona Leste da capital que, apesar de o termo Black Friday significar, em sua tradução para o português, sexta-feira negra, abriu suas portas às 22h da última quinta-feira (28). Apesar da antecipação, os clientes, na ansiedade para começar logo a comprar e garantir os melhores produtos, esperaram na porta do supermercado, tumultuaram a entrada e ‘invadiram’ a loja antes do horário marcado. O Extra ficou de portas abertas durante toda a madrugada e permanecerá assim até a meia-noite desta sexta-feira.
Os produtos que fazem maior sucesso dentro da loja estão no departamento de bebidas, com descontos de até 30% no valor de cervejas, vodcas e uísques, e no departamento de eletroeletrônicos, com descontos em celulares, tablets, TVs e vários outros produtos que fizeram com que as filas para compra revoltasse muitos clientes que culparam o despreparo da loja e a falta de mais caixas abertos para dar vazão ao grande fluxo de compradores.

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Para evitar surpresas desagradáveis com os produtos adquiridos, seja pela internet, seja nas lojas, o PROCON-PI elegeu alguns cuidados que os clientes devem tomar. Confira as ‘regras da boa compra’:
1º - verifique os preços dos produtos antes do dia marcado para o evento;
2º - veja a descrição do produto, compare-o com o de outras marcas e certifique-se de que ele supre suas necessidades;
3º - Decidido pelo produto a ser adquirido, verifique se realmente houve redução do preço do produto ofertado no dia da Black Friday, para evitar o risco de cair na armadilha de promoções que não são tão vantajosas como anunciado;
4º - Fique atento à política de privacidade da loja virtual e sua responsabilidade pelo armazenamento e manipulação de seus dados pessoais;
5º - imprima e/ou salve todos os documentos (telas) que demonstrem a compra e confirmação do pedido (comprovante de pagamento, contrato, anúncios, etc.).

CONFIRA OS PREÇOS DE ALGUNS DOS PRODUTOS:
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VEJA COMO FOI A MOVIMENTAÇÃO NA LOJA NA MANHÃ DESTA SEXTA (29):
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Fonte: Portal 180 Graus

Atriz dispara contra machismo de Hollywood após sexo oral ser censurado

'Nós temos o direito e o dever de nos darmos prazer. É hora de nos manifestarmos...'Diz ela! 

 

A atriz Evan Rachel Wood recorreu ao Twitter para expressar sua indignação e chamar a Motion Picture Association of America (MPAA), entidade que representa os maiores estúdios de Hollywood, de machista, depois que uma cena de seu novo filme foi cortada.

O longa é "Charlie Countryman" e a cena em questão é uma em que a personagem de Wood recebe sexo oral do tal Charlie, vivido por Shia LaBeouf (de "Transformers"). A MPAA controla a censura por faixas etárias nos filmes dos Estados Unidos.

O filme, que é a estreia do diretor Fredrik Bond, foi exibido no Festival de Sundance deste ano, mas voltou à sala de edição para ajustes finais antes de entrar em circuito. Nesse processo, a cena de sexo oral foi cortada a pedido da MPAA.

Curiosamente, outras cenas bastante violentas permaneceram intocadas, o que deixou Wood revoltada.
"Ao ver o novo corte de 'Charlie Countryman, eu gostaria de compartilhar meu desapontamento com a MPAA, que achou ser necessário censurar a sexualidade de uma mulher mais uma vez", escreveu ela em sua rede social.

"A cena em que os dois personagens principais fazem 'amor' foi alterada porque alguém sentiu que ver um homem fazer sexo oral numa mulher deixava as pessoas 'desconfortáveis', mas as cenas em que as pessoas são mortas tendo suas cabeças explodidas ficaram intactas e inalteradas", disparou.

"Esse é um sintoma de uma sociedade que quer envergonhar as mulheres e diminuí-las por gostarem de sexo, especialmente quando (uau) o homem não chega ao orgasmo também! Para mim, é difícil de acreditar que [a cena] teria sido cortada se os papéis fossem invertidos. Ou se a personagem feminina tivesse sido estuprada. É hora das pessoas CRESCEREM. Aceitem que as mulheres são seres sexuais. Aceitem que alguns homens gostam de dar prazer a uma mulher. Aceitem que a mulher não precisa apenas ser f... e agradecer. Nós temos o direito e o dever de nos darmos prazer. É hora de nos manifestarmos..."

 Veja trailer de "Charlie Countryman":

Fonte: Com informações da Folha Online

Menina que mora em hospital do Piauí visita Papai Noel em shopping

 Rayssa já havia realizado o sonho de conhecer a TV Cidade Verde.
 
A pequena Rayssa Alves, 10 anos, vive no hospital desde quando era um bebê. Mas seus problemas de saúde não foram empecilho para que ela continue a realizar seus sonhos. Com a ajuda de uma equipe médica, ela viu Papai Noel durante visita ao shopping Teresina nesta quinta-feira (28).

Divulgação/Teresina Shopping

Em 2010, Rayssa já havia realizado o sonho de conhecer a TV Cidade Verde e visitar o estúdio do Jornal do Piauí, comandado por Amadeu Campos. Na época, ela precisou ser acompanhada por profissionais de saúde, que levavam um respirador portátil para a garotinha. Ela é portadora da síndrome de Werdming-Hoffmamm, que provoca deficiência neuromuscular. Por conta disso, a menina não se movimenta e nem fala, mas desenvolveu formas de se comunicar com a família.

Nesta quinta-feira, Rayssa teve a oportunidade de mudar a rotina, como confirma a enfermeira Nicole Pereira. “O único passeio dela é do apartamento para o corredor, já que ela vive no hospital há muitos anos. Com esse passeio, ela tem noção do mundo aqui fora. Rayssa estava aperreando para ver logo o Papai Noel. É um conto de fadas para ela”, afirmou.


“É uma felicidade muito grande esse passeio para a Rayssa. Entre as raras saídas dela, ela veio visitar o Papai Noel, e no ano passado ela chorou, porque não foi possível ver o Papai Noel aqui no shopping. Esse ano foi possível voltarmos, ela já estava cobrando. Muito gratificante esse momento”, comentou a mãe Raylane Alves.

Arquivo/Cidadeverde.com
Em 2010, sonho realizado ao conhecer a TV Cidade Verde
 
Em 2011, na campanha Natal da Cidade, da TV Cidade Verde, Rayssa recebeu a visita de Papai Noel no hospital. Ela ganhou de presente uma cadeira de rodas adaptada para suas necessidades.
 
 Relembre a história de Rayssa no Natal da Cidade de 2011 e 2012


Fonte: Cidade Verde

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Qual o feijão mais popular no Brasil?

 
Em matéria de feijão, o brasileiro é quase unânime – dominando 71% da produção, o tipo conhecido como carioca é o melhor amigo do nosso arroz. O que quase ninguém sabe é que o feijão mais popular do país do arroz-com-feijão só existe há 30 anos. O carioquinha – que recebeu esse nome por causa das suas listras, que lembram o calçadão de Copacabana – foi desenvolvido a partir de mutações e cruzamentos de outras variedades de feijão marrom, como o jalo e o mulatinho. Esse feijão turbinado produz o dobro das variedades tradicionais e, com preço mais acessível, dominou todo o país.

Todo? Não, duas aldeias ainda resistem... No Rio Grande do Sul e, ironicamente, no Rio de Janeiro, o “carioquinha” não tem vez. Segundo o historiador Carlos Antunes, da Universidade Federal do Paraná, a origem dessa diferença é dos tempos do Brasil colonial. Para ele, o consumo de feijão no Sul e Sudeste do Brasil seguiu o caminho de dois tipos de viajante: os tropeiros e os bandeirantes. Como esses exploradores iam fundando cidades por onde passavam, cada região acabou herdando o gosto de seu colonizador.

Os tropeiros, mercadores de produtos da agropecuária gaúcha, consumiam feijão-preto sem caldo e com farinha de mandioca, lingüiça e toucinho, para facilitar o transporte e conservação. Já os paulistas, goianos e mato-grossenses foram influenciados pelos bandeirantes, que levavam feijão marrom e com caldo em farnéis, bolsas de couro impermeáveis. O Rio de Janeiro aderiu ao feijão-preto quando a feijoada foi inventada, no século 19, e acabou abolindo todos os outros tipos da leguminosa.

A região de Belém do Pará tem a história mais curiosa: o gosto regional por feijão-manteiguinha e fradão – variantes do feijão americano de chili – foi introduzido pelos funcionários das indústrias Ford, que se instalaram lá no começo do século 20 para a extração de borracha.

Grãos da resistência

Usados em pratosregionais, eles combatemo domínio carioca
Fradão
Onde: Pará
Prato: Filhote de pai-d’égua. Um vinagrete com feijão servido com farofa, arroz e peixe filhote no espeto
Mulatinho
Onde: Parte do Nordeste
Prato: Feijoada nordestina. É como a tradicional, mas acrescida de abóbora e aipim
Feijão-de-corda
Onde: Ceará
Prato: Baião-de-dois. Uma mistura de feijão, carne de charque e arroz, regada com manteiga de garrafa
Fradinho
Onde: Bahia
Prato: Acarajé. Bolinho de feijão recheado com vatapá, camarão e vinagrete
Preto
Onde: Rio de Janeiro
Prato: Feijoada. O clássico da culinária brasileira: feijão com carne de porco
Branco
Onde: Santa Catarina
Prato: Eisbein com feijão-branco. Joelho de porco cozido, servido tradicionalmente com feijão-branco
Preto
Onde: Rio Grande do Sul
Prato: Feijão tradicional. Amigo inseparável do nosso arroz branco
Cavalo
Onde: Paraná
Prato: Salada de feijão-cavalo. Salada simples de feijão, cebola e azeite. É servida para acompanhar a carne de churrasco
Jalo
Onde: Minas Gerais
Prato: Feijão-tropeiro. Feijão sem caldo misturado com farinha de mandioca e ovos fritos em pedaços
Rosinha
Onde: Centro-Oeste
Prato: Feijão à moda do Pantanal. Uma mistura de feijão, lombo de porco, lingüiça e repolho-branco
Carioca
Onde: Em todo o país
Prato: É usado em diversas preparações
  

Fonte: Abril
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