segunda-feira, 31 de março de 2014

Entidades promovem atividades sobre golpe militar no 1º de abril


O primeiro de abril será lembrado em Teresina como o Dia Nacional da Mentira sobre a tomada do poder pelos militares.

Em documento do Comitê Memória, Verdade e Justiça de Teresina é destacado que o Primeiro de Abril é Bodas de Sangue do Golpe Militar.

Diz o documento que os militares e civis fascistas rasgaram a Constituição Brasileira, depuseram o presidente João Goulart, legitimamente eleito pelo povo, cassaram, prenderam, torturaram, exilaram e assassinaram milhares de democratas, sindicalistas, estudantes, clérigos, socialistas e comunistas.

Esta memória será resgatada na Tribuna Livre que acontecerá às 16hs na Praça João Luis Ferreira – centro. Às 10 horas, também do dia primeiro acontecerá uma Sessão Especial na Assembléia Legislativa do Piauí, proposição dos deputados Fabio Novo e Merlong Solano, ambos do Partido dos Trabalhadores.  

O convite está sendo feito pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal, Centro Acadêmico de Pedagogia da UFPI, Partido Comunista Brasileiro, União da Juventude Rebelião, Conlutas/PSTU e várias personalidades piauienses e teresinenses. 

Fonte: Acessepiaui

Filme mostra história de mãe que usa maconha no tratamento da filha

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Ontem ninei minha filha de 9 meses, e ela demorou para dormir. Ficou querendo brincar, toda risonha. Por causa disso, cheguei atrasado à seção de estreia do curta-metragem Ilegal, de Tarso Araújo e Raphael Erichsen. Não me deixaram entrar, fiquei na porta até acabar e vi o público saindo. Todo mundo estava com os olhos vermelhos, de chorar. Mas o clima dominante não era de tristeza não. Era de indignação. As lágrimas eram de raiva. O público todo estava com uma expressão de “isso não vai ficar assim”. Não pode ficar assim.

O filme conta a história da família de Anny Fischer, uma menina de 5 anos que tem uma síndrome genética muito rara, que faz com que ela tenha até 60 convulsões por dia. Existe um remédio incrivelmente eficaz para reduzir o sofrimento da menininha: o CBD, ou canabidiol, um dos componentes da maconha. Só que esse remédio é ilegal. Katiele, a mãe de Anny, resume a situação que ela enfrenta: “já que por lei eu não consigo ter uma coisa que beneficia tanto minha filha, então eu sou uma traficante”. Veja o trailer do curta:

O CBD está se revelando um remédio fantástico para uma série de males, e no mundo todo os governos estão reconhecendo sua utilidade. Nos EUA, ano passado, o médico-celebridade Sanjay Gupta, inimigo histórico da maconha, mudou de ideia diante dos fatos e hoje defende a regulamentação tanto do CBD quanto da planta toda, para uso medicinal. Mas, como no Brasil vivemos hoje num pesadelo kafkiano, esse remédio natural e incrivelmente fácil de produzir está fora do alcance de quem precisa dele. Pior: há um estigma enorme cercando o assunto. Tem milhares de pessoas no país sofrendo desnecessariamente porque não querem chegar perto de nada que tenha relação com a maconha.

Desde 2006, no Brasil, a lei garante o uso medicinal de drogas como a maconha. Mas essa lei não é regulamentada porque nossos políticos e nossa agência reguladora não se empenham – tratar de maconha seria polêmico demais. Então ninguém faz nada, há anos. Ninguém dá a mínima para o sofrimento de gente como Anny. “Não é o filho deles, não é problema deles”, diz Tarso, que, além de co-dirigir o filme, editou a edição especial “A Revolução da Maconha”, da SUPER, que revelou a história de Anny.

Recentemente, participei de uma entrevista na TV com o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, um dos guarda-costas da política de drogas no Brasil, defensor do endurecimento das leis e da intolerância às exceções. Perguntamos a ele sobre o uso medicinal da maconha, e ele disse que não havia nenhum uso legítimo comprovado. Mas não há uso comprovado porque é quase impossível comprovar qualquer coisa ligada à maconha: para fazer pesquisa com a substância, é preciso atravessar um labirinto de exigências surreais, e os cientistas acabam desistindo. O próprio Laranjeira reconheceu que, se estivesse no comitê de ética de uma instituição de pesquisa, ele votaria contra a realização dessas pesquisas. Ou seja: ele é contra o uso do CBD como remédio porque não há pesquisas comprovando sua eficácia. E é também contra a realização de pesquisas para comprovar a eficácia.

Talvez seja apenas um caso de ignorância: as pessoas que tomam essas decisões absurdas podem estar desinformadas sobre casos como o de Anny. Se é isso, fico me perguntando se gente tão mal-informada deveria ter tanto poder. Caso não seja ignorância, a única explicação alternativa que eu consigo imaginar é maldade. Só por ignorância ou maldade consigo entender como o deputado peemedebista Osmar Terra escreveu todo um projeto de lei para mudar a política de drogas no Brasil (para pior) e não incluiu uma única linha sobre o uso medicinal. Ou talvez seja a explicação do Tarso: não é filha deles, por que se preocupariam?

Quando se fala da proibição da maconha, quase todo mundo com quem eu converso é a favor de ao menos abrir exceções para casos como o de Anny. Mas ninguém faz nada para que isso aconteça, como se isso não fosse importante, como se não fosse urgente. E, enquanto somos complacentes com o sofrimento dos outros, gente como a doce Anny precisa enfrentar dezenas de convulsões todos os dias, que vão prejudicando seu desenvolvimento.

Como é que chegamos a esse ponto? Como é que toleramos que haja uma lei tão cruel no Brasil – lei que supostamente foi criada para proteger nossas crianças? Como é que permitimos que a Anvisa, uma agência que teoricamente deveria zelar pela saúde da população, atrapalhe tanto a nossa vida? Como é que deixamos que as políticas de drogas sejam território dominado por políticos em busca de poder, totalmente insensíveis ao sofrimento alheio? Como é que conseguimos viver num país em que uma mãe que cuida de sua filha está sujeita a ser condenada por tráfico de drogas?

Assisti ao filme quando cheguei em casa, pela internet, enquanto minha filhota dormia em paz. Que sorte a minha, não ter que viver num pesadelo, como Katiele. Ao final do curta de 22 minutos, eu estava chorando como se Anny fosse minha filha.

Ela é. É nossa filha: filha de um país que trata suas crianças com frieza, desrespeito e falta de humanidade.
Chega disso. Isso não pode ficar assim.

ps: Você pode colaborar na divulgação da história de Anny e na crítica às nossas leis injustas. A equipe que produziu Ilegal lançou um financiamento coletivo para bancar uma campanha de conscientização sobre o tema. Tá aqui: http://catarse.me/pt/repense
ps2: Continuaremos acompanhando a história de Anny.
 
Fonte: Superinteressante

Nua, Valesca Popozuda faz protesto contra o estupro

Informação de que mais da metade dos entrevistados eram mulheres mobilizou pessoas de vários lugares

Valesca Popozuda entrou no debate sobre estupro e comportamento feminino, deflagrado pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Nua e com um taco de beisebol nas mãos, a funkeira protestou em seu Facebook:

“De saia longa ou pelada #nãomereçoserestuprada”.

De acordo com o estudo do Ipea, 58,5% dos entrevistados, de um total de 3.810 pessoas de 212 cidades, concordam com a seguinte frase: “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”.
Em seu post, Valesca apontou a lei de 2009, que determina que o estupro seja crime hediondo: “Estupro é crime hediondo e as penas estão previstas na Lei 12.015 de 2009. Ajude a combater esse crime!”
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A campanha tem menos de uma semana e já esta causando uma grande discussão nas redes sociais, segue abaixo alguns posts de anônimos se manifestando a respeito dessa pesquisa:

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O debate não está restrito às fronteiras brasileiras. Um estudo realizado em 56 países, divulgado pela revista The Lancet em março deste ano, revelou que uma em cada 14 mulheres já foi ao menos uma vez na vida vítima de abuso sexual.

Além disso, a pesquisa mostrou que o medo da vítima de ser responsabilizada pelo ocorrido e não receber apoio diminui o número de denúncias.

Fonte: Com informações do EXTRA

 

Festival Chapadão do Corisco 2014 abre inscrições nessa segunda-feira(31)

Vem aí mais uma edição Festival de Música da Chapada do Corisco, o Chapadão. E a de 2014 será mais do que especial, pois celebra os 20 anos de um dos mais importantes eventos musicais de Teresina. As inscrições começam nessa segunda-feira, dia 31 de março e serão realizadas até o dia 30 de abril.

Também já está definida a programação das seletivas do Chapadão 2014. A primeira será realizada no dia 06 de maio, no Parque Mão Santa, a segunda no dia 13, no Promorar, e a terceira, na Santa Maria da Codipi, no dia 20. A grande final acontecerá no dia 27 de maio, no Teatro de Arena.

De acordo com o presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, o formato de disputas das seletivas nos bairros da cidade será mantido, sendo em que em 2014 serão realizadas em novos locais. “Estamos levando o evento para bairros mais humildes, em que os jovens estão em situação de risco. É uma ação ousada, pois estamos colocando o dedo na ferida. Acreditamos que a cultura pode ser uma arma contra a violência dessas regiões. Vamos usar a arte para enfrentar o medo!”, ressalta Lázaro.

Em cada fase classificatória serão selecionados sete competidores, somando 21 participantes na grande decisão. Cada concorrente só poderá inscrever duas músicas no festival. O candidato deverá apresentar a canção gravada em CD, acompanhada de cinco cópias da letra inscrita.

Na categoria Instrumental será exigida também uma partitura com tema na forma da música. Músicas em outros idiomas deverão vir acompanhadas de traduções. Lembrando que as canções inscritas deverão ser inéditas, não gravadas comercialmente e nem utilizadas em outros festivais ou divulgadas na mídia.

A banca julgadora nas eliminatórias será formada por três jurados, especialistas em música. Todos esses detalhes sobre o festival estarão no edital no site da FCMC. É o: http://www.fcmc.pi.gov.br.

Serão premiados os três primeiros colocados nas categorias: Estudante, Não-Estudante e Instrumental. Nas duas primeiras categorias haverá premiação também para os melhores intérpretes.

As inscrições poderão ser feitas na sede da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, na Rua Félix Pacheco, 1430, Centro, das 08:00h às 13:00h.

Fonte: com informações da ASCOM

sábado, 29 de março de 2014

16 perguntas que revelam o que brasileiro pensa das mulheres

Quase 60% dos brasileiros afirmaram em pesquisa que haveria menos estupros se as mulheres se comportassem. Veja o que revelam outras 15 perguntas do mesmo levantamento

 pernas de mulher 

Mulheres: brasileiros não toleram mais a violência doméstica, mas elas ainda são responsabilizadas em caso de abuso

São Paulo - Causou espanto nessa semana o dado divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de que 65% dos brasileiros concordam total ou parcialmente com a afirmação de que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. 

Ao mesmo tempo em que colocam sobre a mulher parte da responsabilidade em caso de abuso, os brasileiros parecem não tolerar mais a agressão doméstica: 91% dos entrevistados disseram que homem que bate em mulher deve ir para a cadeia.

Os dados fazem parte da pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), realizada com 3.810 pessoas - 66% delas mulheres - em 212 cidades de todos os estados do país, entre maio e junho de 2013. 
 
Veja abaixo 16 perguntas e respostas, retiradas da pesquisa, que revelam como o brasileiro enxerga a violência contra a mulher:

1. Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
24% 8,40% 1,90% 22,40% 42,70%
2. Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
30,30% 7,60% 2,60% 23,20% 35,30%
3. Os homens devem ser a cabeça do lar
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
24,80% 8,50% 2,70% 22,90% 40,90%
4. Toda mulher sonha em se casar
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
12,30% 5,90% 2,30% 27,80% 50,90%
5. Uma mulher só se sente realizada quando tem filhos
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
25,20% 9,20% 4,90% 30,90% 28,60%
6. A mulher casada deve satisfazer o marido na cama, mesmo quando não tem vontade
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
54% 11,30% 6,40% 13,20% 14%
7. Tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
26,40% 8,90% 6,80% 20,30% 34,60%
8 A questão da violência contra as mulheres recebe mais importância do que merece
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
56,90% 16,20% 3,50% 11,90% 10,50%
9. Em briga de marido e mulher, não se mete a colher
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
13,10% 5,90% 1,90% 31,50% 47,20%
10.Quando há violência, os casais devem se separar
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
8,80% 3,80% 2,10% 23,30% 61,70%
11. Homem que bate na esposa tem que ir para a cadeia
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
5% 2% 1,60% 13,30% 78,10%
12. A mulher que apanha em casa deve ficar quieta para não prejudicar os filhos
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
69,80% 12,30% 2,20% 8,50% 7%
13. Um homem pode xingar e gritar com sua própria mulher
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
76,40% 12,80% 2% 4,90% 3,90%
14. Dá para entender que um homem rasgue ou quebre as coisas da mulher se ficou nervoso
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
71,60% 12% 1,50% 8,10% 6,50%
15. É da natureza do homem ser violento
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
61,90% 12,80% 3,30% 11,30% 10,20%
16. Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar
Discorda totalmente Discorda parcialmente Neutro Concorda parcialmente Concorda totalmente
58,40% 11,60% 3,40% 12,80% 13,20%
 

Fonte: Exame

PM morto em Camaro amarelo exibia vida de luxo em rede social

 A página do Facabook de Mozar: ele foi morto quando dirigia o Camaro amarelo que aparece na foto
O sargento da Polícia Militar Mozar Soares da Cunha, de 36 anos - morto, na tarde desta sexta-feira, ao reagir a um suposto assalto na Rua Bertin, próximo à saída para a Avenida Brasil, em Coelho Neto, na Zona Norte - levava uma vida de luxo. Nas redes sociais, o PM ostentava fotos de passeios de lancha, carros importados e joias. Quando foi morto, ele estava com R$ 100 mil em dinheiro dentro de um Camaro amarelo, acompanhado de uma mulher. A quantia foi levada pelos criminosos, assim como a arma, o cordão, a pulseira, o anel e a aliança de ouro do militar.


O sargento com amigo, durante um passeio de lancha
O sargento com amigo, durante um passeio de lancha

No veículo, comprado há 15 dias, havia um adesivo da loja "O crack da cesta", empresa que comercializa cestas básicas de propriedade de Mozar, em Cosmos, na Zona Oeste. O estabelecimento amanheceu fechado e alguns dos 20 funcionários estavam de uniforme no local.

De acordo com a mulher do PM, Nilva Carla, gerente da loja, o marido tinha acabado de sacar o dinheiro, em um banco na Pavuna e ia realizar um pagamento com uma vendedora, na Ceasa, em Irajá. Esse era o terceiro Camaro que o sargento teve.

- Meu marido foi morador de rua antes de ser adotado para uma família. Ele entrou para a polícia e virou empresário. Era uma pessoa honesta, batalhadora. Tudo que conseguiu foi suor do nosso esforço. Ele já foi até investigado várias vezes, mas não provaram nada contra ele. Infelizmente, essa morte vai ser só mais uma para a estatística. Todo dia morre um PM - emocionou-se Nilva, que estava há dez anos casada, no IML.


A loja de cestas básicas do casal, que está fechada neste sábado
A loja de cestas básicas do casal, que está fechada neste sábado Foto: Agência O Globo

De acordo com o genro do PM, Marcos Paulo, o sargento seguia um caminhão com funcionários da loja. O veículo seria abastecido na Ceasa. Simone Cunha, irma da vítima, contou que os bandidos atiraram quando descobriram que ele era militar:

- Ele era uma pessoa boa, que ajudava todo mundo. Não era um patrão, era um pai.
Segundo informações do 9º BPM (Rocha Miranda), o sargento estava de folga quando foi rendido por quatro homens armados de pistola e de fuzil. Ele teria dito aos bandidos: "Não me esculacha, não", ao sair do carro, antes de levar os dois tiros, no pulmão e no coração.


Um dos três Camaros que Mozar já teve
Um dos três Camaros que Mozar já teve
Após o ataque, policiais militares ainda tentaram socorrer Mozart para o Hospital estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas ele chegou morto à unidade.


Mozar, que estava na PM desde 2001 e há dez anos também era empresário
Mozar, que estava na PM desde 2001 e há dez anos também era empresário
O filho do casal, de 6 anos, ainda não sabe da morte do sargento. O corpo do militar será enterrado, às 14h30m deste sábado, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.


A carteira funcional do PM: ele estava lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia)
A carteira funcional do PM: ele estava lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia) Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo
Segundo a Divisão de Homicídios, a vendedora foi levada para Divisão de Homicídios (DH), onde prestou depoimento.


De acordo com a DH, quatro homens teriam participado do suposto assalto
De acordo com a DH, quatro homens teriam participado do suposto assalto

Os agentes procuram ainda testemunhas que possam ajudar na identificação dos autores do homicídio. Mozart Soares era lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia) e estava na corporação desde 2001, tendo sido lotado pelo Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) e pelo 3º BPM (Méier).



Fonte: Extra

Comandante da Polícia Militar afirma que punição aos bandidos é branda

PORQUÊ TANTA VIOLÊNCIA NO PIAUÍ?! Rebelo considera branda punições a bandidos

Comandante da PM-PI em entrevista

O formato de alguns programas sociais brasileiros deveria ser modificado. A opinião é do comandante-geral da Polícia Militar do PIauí, coronel Gerardo Rebelo. Tal afirmação foi feita em entrevista à Rádio Teresina FM (91,9 MHz).

Na oportunidade, o comandante estava analisando o crescimento da violência e da criminalidade e explicando ações adotadas pela polícia. Segundo ele, na periferia e zona rural não se encontra mais ninguém querendo executar nenhum tipo de trabalho, todos amparados em algum tipo de benefício do governo federal.

"Você procura uma pessoa para fazer uma capina e não encontra. Empregadas domésticas não querem ter a carteira de trabalho assinada para poderem se cadastrar nos benefícios federais", assinalou o comandante. Ele disse ainda que existe até "bolsa presídio" pelo qual um detento recebe uma certa quantia do governo federal pelo período em que se encontra atrás das grades. O sistema prisional, no seu entender, se transformou num espaço de acomodação. "Os presos vão lá para comer, descansar, recebem toda a estrutura, segurança, enquanto que, do lado de fora, o cidadão que trabalha e produz é profundamente afetado pela violência e o crime", enfatizou.

Rebelo afirma que algo precisa ser feito urgentemente para estabelecer punição a quem comete crimes. Ele disse que os atos delituosos são cometidos por menores, em sua maioria. Isso acontece porque os bandidos descobriram que podem usar os menores e assim saírem impunes. "Temos discutido seriamente sobre esse assunto. Estive recentemente em São Paulo, participando de encontro com outros comandantes de polícias estaduais, e tratamos sobre a questão da pena. Deve-se responsabilizar a quem pratica o crime", ressaltou.
Segundo ele, aos 14 anos o indivíduo já possui consciência sobre os seus atos, já pode ser pai, dirige e até pode praticar crimes, caso de muitos menores, mesmo assim não pode ser responsabilizado pelos atos que pratica, conforme a lei brasileira. "É preciso que haja modificações urgentes na legislação. As pessoas que cometem crimes devem ser responsabilizadas. Não se trata de redução da maioridade pena e sim de aplicar a pena a quem comete o crime." Ele disse que certos menores em Teresina já foram presos 30 vezes e continuam reincidindo. "Parece absurdo, mas é verdade."

Relatou o coronel que esteve reunido nesta quarta-feira (26) com os comandantes militares da região e constatou que o modus operandi dos bandidos em atuação é conhecido da polícia. "Conseguimos mapear toda a situação e agora vamos aplicar medidas repressivas ainda mais duras", disse ele. Os bandidos estão em seus crimes utilizando-se de motos, em sua maioria. Com isso, conseguem mais agilidade. O governador Wilson Martins fez a entrega recentemente de 132 motos CC300 para a PM/PI. Foram entregues, ainda, 43 viaturas do tipo SW4, com maior rapidez e campo de visão ampliado. "Serão excelente instrumentos de combate ao crime."
NUNCA SE PRENDEU TANTO
Nunca se prendeu tanto em Teresina, garante o coronel Gerardo Rebelo. Ele observa que em 2013 foram feitas 7 mil prisões. A polícia tem atuado muito mais. Infelizmente, os marginais também estão ampliando suas ações. "No Piauí, nós ainda estamos no controle da situação. Uma ONG mexicana divulgou nesta semana a relação das cidades mais perigosas do mundo, sendo que 50 delas estão no Brasil e nove no Nordeste. No Piauí, nenhuma consta da relação." O coronel afirmou que a família tem que ser acionada para ajudar no combate a violência e ao crime. Não adianta a polícia prender se a base da sociedade está esfacelada. Ele disse ainda que a nova polícia piauiense se baseia no homem capacitado, na melhor logística e no uso da inteligência.
Gerardo Rebelo é o homem da confiança de Wilson Martins na Polícia do Piauí 
Gerardo Rebelo é o homem da confiança de Wilson Martins na Polícia do Piauí
VEM AÍ O CONCURSO PÚBLICO
Estará sendo realizado concurso com 800 vagas para policiais e 30 para oficiais. Os armamentos utilizados atualmente são pistolas ponto 40, espingardas ponto 12 e fuzis automáticos e semiautomáticos 5556. O efetivo conta com 6 mil homens. "Temos hoje uma necessidade de 11.366 policiais. Mas estamos trabalhando no sentido de potencializar o que existe, pois 95% do nosso efetivo está nas ruas, trabalhando para garantir a segurança da sociedade." A entrevista foi concedida na manhã desta sexta-feira (28/03).

Fonte: Portal 180 Graus / Teresina FM

Ex-Legião Urbana critica novo site oficial de Renato Russo

 
Marcelo Bonfá, ex-integrante do Legião Urbana (à direita na foto), não gostou nada de saber que o site oficial da banda sofreu alterações e agora, leva apenas o nome de Renato Russo.

Relançado na última quinta-feira (27), o endereço na web "www.legiaourbana.com.br" é direcionado para o site com o nome do vocalista, morto em 1996, devido a complicações causadas pela Aids.

Os fãs acreditam que a mudança possa ser uma tentativa de "apagar" a história do grupo.

Por meio de sua assessoria, o filho de Renato Russo - Giuliano Manfredini - negou a intenção e garantiu que a página contém informações de todos os integrantes, de acordo com o jornal "Folha de S. Paulo".

Fonte: MSN

Moradores afirmam que receberam ordem de despejo de João Claudino

Moradores do bairro Planalto Ininga, passam por difícil situação a muito tempo


Moradores do bairro Planalto Ininga, zona leste de Teresina, passam por uma difícil situação. É que nos últimos dias, eles receberam uma ordem de despejo do grupo Claudino solicitando que as famílias que residem entre a avenida Presidente Kennedy e Homero Castelo Branco, saíssem de suas casas em um determinado tempo. Mas segundo informações dos que residem na região esse impasse não é de hoje.
 
Francisco Altino morador do bairro que acompanha o processo desde o início explica que há mais de 30 anos eles sofrem ameaças de despejos. E após várias lutas judiciais eles têm conseguido permanecer em suas residências, porém tem ficado cada vez mais complicado. E tudo que eles construíram, inclusive suas histórias de vida pode ser apagadas pelo empresário João Claudino e o candidato a reeleição, senador João Vicente Claudino (PTB).

Altino conta essa situação que os moradores passam ao longo desses anos:“Em 1988, sofremos o mesmo problema, 117 famílias tiveram ordem expedida, entramos com um processo e foi defendido até conseguirmos continuar aqui. Mas a história voltou a acontecer em 1993. Todos nós fomos sujeitos a mais uma solicitação. O bairro estava ainda mais estruturado, e novamente entramos em conflitos judicial com o grupo Claudino, que acabou nos dando o direito mesmo que provisório de ficar no bairro”.

Já o fato recente ele comenta que eles foram surpreendidos por pessoas a mando de João Claudino e forma tratados sem nenhum respeito:“Tudo aconteceu na última terça-feira (25) os meus vizinhos foram surpreendidos por um carro, que trazia um oficial de Justiça e uma senhora, por sinal muito agressiva e arrogante, eles deixaram a ordem e disseram que teríamos que sair do local, porque o Grupo tem muito dinheiro e poder”.

Embora as 240 famílias não tenham documentos que lhe deem direitos sobre os terrenos, eles garantem que pelo tempo de moradia no bairro já podem se considerados proprietários. Agora eles vão lutar contra a imposição de João Claudino. Inclusive junto a Prefeitura, Câmara de Municipal de Vereadores. “Vamos ter uma reunião com os vereadores, para discutir o assunto e iremos em todos os lugares possíveis divulgar o que estão querendo fazer. Embora todos tenham medo de bater de frente com o João Claudino”.

PESSOAS VÃO AS REDES SOCIAIS DENUNCIAR O CASO:
Todos os moradores que estão sujeitos ao despejo estão indignados com a situação e usam o Facebook para expressar sua insatisfação com a família Claudino:

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Já a moradora Aline Souza mostrou em sua página no Facebook, um vídeo em que o repórter vai ao bairro, grava entrevista sobre o caso, mas que até agora não foi veiculado pelo poder que o Grupo Claudino exerce em Teresina, inclusive nas emissoras, como colocou Francisco Altino.

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NOTA DE ESCLARECIMENTO DO GRUPO CLAUDINO
A assessoria do Grupo Claudino quando procurada afirmou que não tem conhecimento do fato e que ao que tudo indica essa ordem de despejo colocada por residentes do bairro não existe.
FOTOS DO BAIRRO PLANALTO ININGA:

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Fonte: Portal 180 Graus

quinta-feira, 27 de março de 2014

Facebook quer usar drones, satélites e lasers para acesso à web

  Foto: Reprodução
Nesta quinta-feira, o Facebook anunciou a criação da Connectivity Lab, uma equipe que está trabalhando para construir “drones, satélites e lasers para entregar internet para todo mundo”, segundo o CEO da rede social, Mark Zuckerberg.


A equipe faz parte da Internet.org, criada por Zuckerberg no ano passado com o objetivo de levar serviços básicos de internet para todo mundo. A iniciativa tem parcerias com a Ericsson, MediaTek, Nokia, Opera, Samsung e Qualcomm e, segundo o Facebook, levou acesso à internet a 3 milhões de pessoas nas Filipinas e no Paraguai.


O novo time vai focar em novas tecnologias para atingir o objetivo da organização, e conta com especialistas em tecnologias aeroespaciais e de comunicação, incluindo pessoas dos centros de pesquisa Jet Propulsion Lab e Ames Research Center, ambos da Nasa. A equipe também tem membros da empresa Ascenta, responsável por ter criado as primeiras versões do Zephyr, o drone movido a energia solar com o voo mais longo da história.  

Fonte: Terra

Pesquisa: 59% dos brasileiros se incomodam com beijo gay

Direitos Homossexuais: A trajetória contra o preconceito

Além disso, para 51,7% dos brasileiros, o casamento gay deve ser proibido

A maioria dos brasileiros ainda se incomoda ao ver um beijo de um casal gay em locais públicos. De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 59,2% dos entrevistados se disseram incomodados ao verem dois homens ou duas mulheres se beijando na boca em público.

Segundo o estudo - uma nova edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social sobre tolerância social à violência contra as mulheres -, metade dos brasileiros (50,1%) se mostra favorável a casais do mesmo sexo terem os mesmos direitos dos outros casais. Para 51,7%, no entanto, o casamento gay deve ser proibido.
Quando não se mencionam direitos ou casamento, mas somente a possibilidade de uma relação afetiva entre pessoas do mesmo sexo, a aceitação é menor: somente cerca de 41% dos entrevistados concordaram que “um casal de dois homens vive um amor tão bonito quanto entre um homem e uma mulher”.
De acordo com os pesquisadores, “no sentido mais abstrato, no momento de concordar com a igualdade de direitos, uma parcela maior da população mostra-se mais tolerante, mas esses direitos não parecem incluir a demonstração de afeto em ambientes públicos”. Segundo os resultados do estudo, jovens apresentam tolerância maior à homossexualidade, e os idosos mostram-se mais intolerantes.

A religião também teve parcela significativa nas respostas. Os católicos só se mostraram intolerantes além da média no que toca à ideia de proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os evangélicos, por sua vez, se sobressaem como grupo mais intolerante à homossexualidade. Segundo os pesquisadores, a chance de esses fiéis tenderem a concordar total ou parcialmente com a proibição do casamento é 3,5 vezes maior do que a de não-católicos ou não-evangélicos, enquanto a dos católicos é 1,4 vez maior. Já a chance de evangélicos serem neutros ou discordarem da possibilidade de o amor entre homossexuais ser belo é 2,2 vezes maior que a dos não-evangélicos, inclusive católicos. E a chance de se esse grupo se sentir incomodado com o beijo homossexual é 2,1 vezes maior.
 
A pesquisa ouviu 3.810 pessoas em todas as regiões do País. O estudo completo faz recorte regional, de gênero, de religião, além de idade, escolaridade e renda.
Fonte: Terra

 

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A ciência da fé

A ciência se curvou aos fatos: dezenas de estudos mostram que fiéis são mais felizes, vivem mais e são mais agradáveis. Mas também não há mais dúvidas de que é possível reproduzir esses efeitos em ateus e pessoas sem religião. Acredite.

"Como você professa sua fé?", pergunta o médico Paulo de Tarso Lima a seus pacientes na primeira consulta. Conversar sobre isso virou rotina no setor de oncologia em um dos mais conceituados hospitais do Brasil, o Albert Einstein, em São Paulo, onde Lima é coordenador do Serviço de Medicina Integrativa. Se o doente vai à missa, ele anota na receita: aumentar a frequência aos cultos. Se deseja a visita de um padre, rabino ou pastor, o hospital manda chamar. Se quiser meditar, professores de ioga são convocados. No hospital, a fé é uma arma no tratamento de doenças graves.
A Santa Casa de Porto Alegre também trabalha nesse sentido. O hospital está realizando uma pesquisa inédita, em parceria com a Universidade Duke, nos Estados Unidos, para mensurar os benefícios biológicos da fé. O objetivo é descobrir se os pacientes espiritualizados submetidos à cirurgia de ponte de safena têm menos inflamações no pós-operatório - hipótese já levantada por outros estudos. "Existe um marcador de inflamação que parece apresentar menores níveis em religiosos", explica o cardiologista Mauro Pontes, coordenador do Centro de Pesquisa do Hospital São Francisco, um dos sete hospitais do complexo Santa Casa da capital gaúcha.

Hoje, as principais faculdades de medicina americanas dedicam uma disciplina exclusiva ao assunto. E, na última década, uma série de estudos mostrou que os benefícios da fé à saúde têm embasamento científico. Devotos vivem mais e são mais felizes que a média da população. Após o diagnóstico de uma doença, apresentam níveis menores de estresse e menos inflamações. "O paciente com fé tem mais recursos internos para lidar com a doença", diz Paulo Lima. Fé tem uma participação especial no que médicos e terapeutas chamam de coping: a capacidade humana de superar adversidades. "Não posso prescrever bem-estar, mas posso estimular que o paciente vá em busca de serenidade para encarar um momento difícil", explica o médico. É por isso que mais profissionais têm defendido essa relação. "Atender às necessidades espirituais tem de ser, sim, tarefa do médico", defende o cirurgião cardíaco Fernando Lucchese, que está escrevendo o livro A Revolução Espiritual com o psiquiatra americano Harold Koenig, autoridade no assunto.

Há um século, o canadense William Osler, ícone da medicina moderna, já defendia isso. Em 1910, ele escreveu um artigo cheio de floreios elogiosos às crenças das pessoas: "a fé despeja uma inesgotável torrente de energia".

A designer Juliana Lammel, 33 anos, vivenciou isso. Em 2005, cansada de tantas operações sem sucesso para corrigir um estreitamento no ureter, canal que liga os rins à bexiga, ela resolveu fazer uma cirurgia espiritual, mesmo sem ter nenhuma ligação com o espiritismo. "Para mim, era sinônimo de filme de fantasma", lembra. Ela topou - e sem ceticismo. Para ter resultado, Juliana teria de acreditar piamente, já que o tratamento espírita exige fé do paciente.

Uma vez por semana, por um mês, na mesma hora, ela deitava na própria cama por 30 minutos, ao mesmo tempo em que o grupo espírita fazia a concentração. Ela em São Paulo, eles no Rio de Janeiro. No fim, Juliana voltou ao médico com novos exames. Ele viu os resultados e não conseguia explicar por que os componentes alterados do rim tinham voltado a níveis quase normais. Juliana foi operada mesmo assim, mas o procedimento foi bem menos agressivo do que o previsto, graças, segundo ela, à cirurgia espiritual. O episódio mudou a forma como a designer lida com a fé. "Antes, me forçava a acreditar em algo. Depois disso, passei a acreditar de verdade".

Vantagens no dia a dia

Uma das maiores pesquisas feitas até hoje, divulgada em 2009, revisou 42 estudos sobre o papel da espiritualidade na saúde, que envolveram mais de 126 mil pessoas. O resultado mostrou que quem frequenta cultos religiosos pelo menos uma vez por semana tem 29% mais chances de aumentar seus anos de vida em relação àqueles que não frequentam. Não é intervenção divina. Não é feitiçaria. É comportamento. Os entrevistados que são religiosos apresentaram um comprometimento maior com a própria saúde. Iam mais ao dentista, tomavam direitinho remédios prescritos, bebiam e fumavam menos. A pesquisa confirmou ainda os dados de um estudo populacional feito em 2001 pelo Centro Nacional de Adição e Abuso de Drogas dos EUA: adultos que não consideram religião importante em suas vidas consomem muito mais álcool e drogas do que os que acham os credos relevantes. É a versão real dos Simpsons e seus exageros estereotipados. Homer faz pouco de qualquer fé, é obeso e alcoólatra. Já seu vizinho, o carola Ned Flanders, é regrado, tem saúde perfeita e corpo sarado.

Andar na linha é mais comum entre os crentes, e a razão está no poder de autocontrole, dizem os cientistas. É o que defende o psicólogo Michael McCullough. Professor da Universidade de Miami e parceiro de Harold Koenig em pesquisas sobre espiritualidade, ele diz que a fé facilita a árdua tarefa de adiar recompensas, algo fundamental para muita coisa, de fazer dieta a estudar para concursos.

A fé também tem uma relação íntima com a felicidade. Um estudo feito na Europa mostrou que pessoas espiritualizadas se dizem mais satisfeitas do que aquelas que não se consideram como tal. Parte disso se explica na natureza de ateus e céticos em geral. Quem não acredita em nada pode ter mais propensão ao pessimismo porque faz uma leitura objetiva da vida, sem crer em algo divino que mude as coisas. Por outro lado, a certeza da existência de uma recompensa divina muda a vida das pessoas. E não é questão somente de otimismo. Tem algo pragmático aí.

Religiões estimulam algo essencial para o ser humano: o espírito de comunidade. Devotos normalmente não estão sozinhos, o que ajuda nos problemas da vida. Para Andrew Clark, um dos autores desse estudo europeu e professor da Escola de Economia de Paris, as religiões ajudam as pessoas a superar choques ou a pelo menos não se desesperar tanto com os tropeços da vida. Por exemplo, segundo a pesquisa, a queda no indicador de bem-estar foi menor entre os desempregados religiosos do que entre os não religiosos. "A religião oferece 'proteção' contra o desemprego", diz Clark. Na hora do aperto, há sempre alguém para estender a mão. Outra pesquisa, feita pela Universidade de Michigan, EUA, comparou duas formas de amparo recebidas por idosos: o oferecido pelas igrejas e o proporcionado por serviços sociais estatais. A discrepância a favor do suporte religioso foi tão significativa que o autor do estudo, o gerontologista Neal Krause, acredita haver algo de único nesse tipo de apoio.

Até mesmo os ateus são beneficiados pelo espírito solidário oferecido pelas instituições religiosas. Um estudo feito por Clark investigou o efeito da religiosidade dos outros sobre o bem-estar de uma comunidade. A descoberta foi intrigante. As pessoas sem religião de regiões de maioria ateia são menos felizes do que aquelas sem religião de áreas onde a maior parte da população professa uma fé. "Isso não é nada bom para os ateus: eles parecem menos felizes e também fazem os outros menos felizes", concluiu Clark. A explicação para isso pode estar na compaixão incentivada pelas religiões. A escritora e ex-freira inglesa Karen Armstrong, autora de mais de 20 livros sobre o tema, acredita que o princípio da compaixão está no centro de todas as tradições religiosas. É ela que nos leva a pensar no próximo e a fazer de tudo para aliviar o sofrimento e as angústias dele.

Antônio Gilberto Lehnen, 78 anos de catolicismo ativo, sentiu os efeitos dessa rede de apoio após enfrentar duas cirurgias que quase lhe custaram a vida. Aos 67 anos, ele teve de passar por um transplante cardíaco. Na lista de espera por um novo coração, sem saber ao certo se aguentaria, sua atitude era de gratidão. "Lembro de ele me dizer, com toda a tranquilidade: 'Planeja tudo aqui que o papai do céu está cuidando de mim'. Era uma atitude confiante", lembra o cirurgião Fernando Lucchese, que fez a operação. Antônio é grato até hoje. "Não sei quem foi o doador, mas não deixo nem um dia de rezar por ele e pela felicidade da sua família", diz.

O que é a fé

Na Antiguidade, as religiões eram essenciais para unir uma comunidade. "Nas sociedades primitivas, a religião sempre exigiu tanto esforço (de união) que não pode ser encarada só como um acidente evolutivo", diz Nicholas Wade, autor de The Faith Instinct ("O instinto da fé", sem edição no Brasil). Essa união foi questão de sobrevivência por milênios. É o que afirma Karen Armstrong em Os 12 Passos para uma Vida de Compaixão. Organizado em pequenos grupos, o homem primitivo precisava partilhar os parcos recursos a mão. Muito antes do surgimento das grandes religiões, altruísmo e generosidade já eram características primordiais a um bom líder tribal.

A genética também ajuda a explicar a origem da fé. O geneticista americano Dean Hamer causou rebuliço no meio científico em 2004 ao anunciar a descoberta dos genes da fé - ou, como ele preferiu chamar, o gene de Deus. Batizado de VMAT2, trata-se de um conjunto de genes que ativam substâncias químicas que dão significado às nossas experiências. Eles atuam no cérebro regulando a ação dos neurotransmissores dopamina, ligada ao humor, e serotonina, relacionada ao prazer. Durante a meditação, por exemplo, esses neurotransmissores alteram o estado de consciência. "Somos programados geneticamente para ter experiências místicas. Elas levam as pessoas para algo novo, ouvem Deus falar com elas", explica Hamer. O pesquisador aplicou um questionário para medir o grau de espiritualidade em um grupo de 1.001 voluntários. Desenvolvido pelo psiquiatra Robert Cloninger, da Universidade de Washington, o levantamento trazia perguntas ligadas a crenças e rituais. Hamer avaliou os genes dos voluntários e percebeu que as diferenças nas respostas estavam relacionadas com as variações no gene de Deus. Essas variações explicariam por que algumas pessoas são mais espiritualizadas que outras.

                                       
Dá para visualizar isso, literalmente. Exames de neuroimagem mostram a atividade de crenças espirituais no cérebro. O time de cientistas liderado por Andrew Newberg, professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, e autor do livro How God Changes Your Brain ("como Deus muda o seu cérebro", sem edição no Brasil), demonstrou que Deus é parte da nossa consciência: quanto mais pensamos nele, mais nossos circuitos neurais são alterados. No primeiro de seus estudos a respeito, Newberg avaliou o impacto da fé ao analisar imagens cerebrais de freiras rezando e budistas meditando. Ele detectou aumento de atividade em áreas relacionadas às emoções e ao comportamento e redução na zona que dá senso de quem somos. A diminuição de trabalho nessa região específica, segundo Newberg, representa a possibilidade de atingir com a meditação um estado em que se perde a noção de individualidade, espaço e tempo. "Você se torna um único ser com Deus ou com o Universo", escreveu. É o mesmo efeito descrito por Hamer. A ciência não pode provar que Deus existe, mas consegue medir os efeitos da crença no divino nas pessoas.

Seria possível, então, transformar esses efeitos da fé em um botão no cérebro, que poderíamos ativar quando quiséssemos? O canadense Michael Persinger quis provar que sim ao criar o "capacete de Deus". Trata-se de um aparelho que estimula uma área específica do cérebro, onde nascem pensamentos místicos e espirituais. Persinger queria saber se dava para simular a sensação de uma prece intensa ou da meditação apenas estimulando essa região cerebral. Ele recrutou voluntários religiosos e não religiosos para o teste. Depois de ficarem uma hora com o capacete, quatro de cada cinco pacientes relataram sentir um estado de transe, com uma sensação de deslocamento para fora do corpo. A maioria dessas pessoas tinha uma predisposição à fé, mas, mesmo assim, o aparelho conseguiu simular experiências religiosas em laboratório. Ou seja, com ele não é preciso rezar para sentir os mesmos efeitos benéficos descritos na reportagem. Da mesma forma que não é preciso seguir uma religião para ter esses benefícios.


Como trabalhar sua fé


Que fique claro, fé e religião são coisas diferentes. A religião é uma maneira institucionalizada para se praticar a fé, por meio de regras específicas e dogmas. Já a fé é algo pessoal, ligado à espiritualidade, à busca para compreender as respostas a grandes questões sobre a vida, o Universo e tudo mais. Isso pode ou não levar a rituais religiosos. Você pode buscar essas respostas pulando sete ondinhas, acendendo velas, consultando o horóscopo da Susan Miller, pregando faixas de Santo Expedito ou investigando quilos de livros de física quântica. Cada um tem seu jeito próprio.

Vale até ficar louco de cogumelo. Foi o que Roland Griffiths, professor da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, propôs. Sua equipe deu a 36 voluntários cápsulas com altas doses de psilocibina, substância presente em cogumelos alucinógenos. O grupo deitou em sofás com olhos vendados ao som de música clássica. Depois de uma sessão de seis horas, passado o efeito, a maioria relatou ter experimentado uma forte conexão com os outros, um sentimento de união, amor e paz. Até aí, parecia papo de doidão. Mas o professor voltou a falar com os voluntários um ano depois. Eles disseram que se sentiam diferentes. A experiência os tornou pessoas melhores, o que foi confirmado pelas famílias deles. "Se a psilocibina pode causar sensações místicas idênticas àquelas que ocorrem naturalmente, isso prova que esse tipo de experiência é biologicamente normal", disse Griffiths no fórum de palestras TED. Mais que isso: talvez, drogas alucinógenas tenham benefícios.

                                 
Mesmo sem cogumelos alucinógenos ou um capacete de Deus, é possível atingir artificialmente as benesses da fé. Cientistas garantem que basta ter uma forte crença em algo - e nem precisa ser uma divindade ou força superior. Pode ser qualquer coisa realmente importante para a pessoa. "Se para os crentes é Deus, para os ateus pode ser família ou amigos", diz Michael Shermer, diretor da Sociedade Cética e autor do livro The Believing Brain ("o cérebro crente", sem edição no Brasil). "Teoricamente, um ateu pode ter uma poderosa experiência mística", endossa Andrew Newberg. O pai do gene de Deus, Dean Hamer, segue a mesma linha. "Algumas das pessoas mais espiritualizadas que conheço não acreditam em divindade nenhuma", escreveu no trabalho em que relatou a descoberta genética. Outra grande autoridade no assunto, o psicólogo Kenneth Pargament, do Instituto de Espiritualidade e Saúde do Centro Médico do Texas, sugere cultivar a espiritualidade exercitando o que ele chama de santificação ateísta. Significa dar a algo importante da vida um status sagrado, mesmo sem acreditar em Deus. A foto do seu filho quando bebê pode ser muito mais sagrada para você que a imagem de Santo Antônio, por exemplo.

Não se trata de banalizar a sacralização, mas o contrário: exercitar a fé dessa forma é uma postura antibanalização da vida, qualquer aspecto pode assumir um caráter divino. E esse hábito de sacralizar aspectos do cotidiano é capaz até de alterar nosso comportamento, segundo uma pesquisa que acompanhou recém-casados. Os casais que consideravam o casamento e o sexo sagrados estavam mais felizes - e transavam mais! No trabalho é a mesma história. Outro estudo, realizado no ano passado, avaliou 200 mães de família que haviam acabado de concluir uma pós-graduação. Apesar da dupla jornada, aquelas que encaravam a carreira como parte de algo maior (e não só a fonte de renda para pagar as contas do mês) se disseram muito mais felizes profissionalmente - e menos cansadas.

Em tese, portanto, é possível usufruir de benefícios semelhantes aos proporcionados pelas crenças divinas apenas focando as energias naquilo que faz bem a você. O psicólogo Elisha Goldstein, autor do best-seller The Now Effect ("o efeito 'agora'", sem edição no Brasil), desenvolveu um método que consiste em cultivar momentos sagrados. Primeiro, você escolhe objetos que trazem boas lembranças. Valem fotos de infância, o relógio do avô, uma carta de amor, o primeiro gibi. Todos os dias, preste atenção a esse amuleto por no mínimo cinco minutos. Deixe que os pensamentos invadam sua mente. Relaxe. Após três semanas, avalie suas emoções. Segundo Goldstein, os voluntários que participaram do experimento relataram sentimentos de gratidão, humildade e empatia. Isso porque eles se reconectaram àquilo que realmente importa. Consequentemente, se sentiram menos ansiosos e pessimistas e mais dispostos a ajudar quem precisa. Isso sem ter de orar ou meditar seguindo preceitos religiosos.



Esses benefícios dependem da intensidade da crença. Quem vai à igreja e fica jogando Candy Crush Saga no celular dificilmente vai usufruir das vantagens da fé. Newberg resolveu passar isso a limpo e pediu a um grupo de ateus que pensassem em Deus. Nenhuma mudança significativa ocorreu. Para eles, não fazia o menor sentido. Então, o melhor é se engajar em atividades em que você realmente acredita. Se seu negócio não é integrar uma igreja, o psicólogo Michael McCullough lembra que algumas ONGs têm regras de conduta e convivência semelhantes, reproduzindo os mesmos mecanismos das religiões que incentivam compaixão, autocontrole, senso de comunidade e comportamento ético.

Da mesma forma que é possível ter os benefícios da fé mesmo sem religião, há ocasiões em que ela faz mal - e nem precisamos entrar no mérito das guerras religiosas. Atribuir a Deus poderes milagrosos pode levar pacientes a abandonar tratamentos. Há também um outro componente preocupante. Em algumas pessoas, ocorre o que os especialistas chamam de conflito religioso, sentimento que leva a acreditar que a doença ou os sofrimentos são punição divina. Nesses casos, a religião tem um efeito desastroso. Um estudo publicado na revista científica americana Archives of Internal Medicine mostrou que esse conflito está associado a depressão, ansiedade e maior índice de mortalidade. Se fosse bom, fé cega não teria esse nome.


Fonte: Abril 
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