terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Salário Mínimo passa a ser R$ 880 a partir da próxima sexta-feira (1º)



A partir da próxima sexta-feira (1º de janeiro), o salário mínimo do brasileiro passa a ser R$ 880, segundo previsão orçamentária do governo federal aprovada para 2016. O reajuste ainda depende de um decreto presidencial, mas se confirmado, representará aumento de R$ 83 em relação ao valor pago hoje, que é R$ 788. Atualmente, 40 milhões de trabalhadores (um terço do total) recebem salário mínimo. 

O valor proposto pela União era de R$ 865,50, mas foi aumentado pelos parlamentares devido à nova previsão da inflação (INPC), que deverá fechar 2015 em 10,37%. Com a mudança, o valor do abono do PIS/Pasep, que corresponde a um piso nacional, também será corrigido a partir do dia 1º. Os valores de indenizações decorrentes de ações movidas nos Juizados Especiais também sofrerão reajustes, já que os valores são fixados por quantidade de salários mínimos.

Cálculo do SM

A atual política de valorização do salário mínimo está em vigor desde 2008. A fórmula estabelece que o reajuste dos trabalhadores seja igual à soma da variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país) de dois anos antes, mais a inflação do ano anterior (INPC). Em 2014, o PIB foi de 0,1%, ou seja, não fará diferença na conta. Portanto, não haverá ganho real, acima da variação inflacionária. 


Fonte: Cidade Verde

Conselho aprova aumento da tarifa de ônibus em Teresina para R$ 2,83


O Conselho Municipal de Transportes Coletivos de Teresina aprovou, nesta terça-feira (29), o reajuste da tarifa de ônibus de R$ 2,50 para R$ 2.83. O aumento ainda precisa ser aprovado pelo prefeito Firmino Filho (PSDB). O decreto será levado ao Palácio da Cidade e poderá entrar em vigor em janeiro de 2016. 
A reunião aconteceu na manhã desta terça-feira na Superintendência de Transportes e Trânsito (STrans). Além do reajuste para R$ 2,83, o conselho aprovou o aumento da "meia passagem" para estudantes de R$ 1,05 para R$ 1,20. Os estudantes deverão pagar 42% do valor da passagem, ao invés de metade. 
Cíntia Machado, diretora de transporte público da Strans, explicou para a TV Cidade Verde que os valores pagos para motoristas e cobradores de ônibus geram impacto na planilha usada para definir a tarifa. Além disso, o aumento no preço do combustível seria outro problema. 

"O que pesa na tarifa é o valor do operacional, do combustível, que cresceu muito. Esse valor foi apresentado ao conselho e agora vai ser levado para o prefeito fazer as ponderações", explicou em entrevista no Jornal do Piauí. Com o rejuste aprovado na reunião de hoje (29), o aumento da passagem é de aproximadamente 13%.

Em fevereiro deste ano, o preço da tarifa de ônibus, que era R$ 2,10, passou a custar R$ 2,50. Na época, o prefeito Firmino Filho assinou um decreto para que não houvesse reajuste na passagem dos estudantes, congelando o valor da meia passagem em R$ 1,05 pelo período de um ano.

Logo após o reajuste da passagem, os estudantes reclamaram que a decisão de congelar a meia não estava sendo cumprida. Segundo relatos de denúncias feitas à executiva estadual da Assembleia Nacional de Estudante Livres, o valor que estava sendo debitado pela catraca eletrônica era de R$ 1,25. O caso foi levado ao Ministério Público e a situação foi regularizada. 


Fonte: Cidade Verde


VENHA MELHORAR SUA QUALIDADE DE VIDA EM TERESINA!



Brasil × golpistas: Quem ganhará o jogo?

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Sônia Sampaio, em 27/8/2014

Dilma foi reeleita democraticamente para continuar na Presidência do Brasil de 2015 a 2018. Novamente, golpistas tentarão interromper o processo democrático para tomar o poder.

Nos tempos de FHC – 1995 a 2002 –, havia várias suspeitas de corrupção envolvendo o ex-presidente, mas o Congresso não propôs impeachment.

Quanto à Petrobras, em 1996, o jornalista Paulo Francis denunciou a corrupção na estatal, mas o Congresso não propôs impeachment do presidente.

Em 2000, José Eduardo Andrade Vieira, ex-ministro de FHC, denunciou o uso de caixa 2 na campanha de eleição presidencial de FHC em 1994, mas o Congresso não propôs impeachment do presidente.

Se o Congresso não propôs impeachment para FHC com base em denúncias, não tem moral para propor impeachment para Dilma que combate a corrupção, doa a quem doer.

Nunca se combateu tanto a corrupção no Brasil quanto nos governos do PT e isso incomoda os políticos acostumados com a impunidade que vigorava antes de 2003.

Quanto ao chamado “Petrolão” foram citados pelos criminosos delatores políticos de diferentes partidos PP (32 filiados), PMDB (7), PT (6), PSDB (3), PSB (1) e PTB (1).

Então, se votarem a favor do impeachment de Dilma, terão de votar também a favor da cassação do mandato de todos os políticos citados pelos criminosos delatores.

A verdade que a TV Globo e Veja escondem da população é que os políticos do Congresso que são a favor do impeachment da presidenta Dilma é porque têm interesse na continuidade da impunidade de outrora.

O povo não quer impeachment, porque sabe que o problema do Brasil não é a presidenta Dilma.

O que o povo quer é a solução para seus problemas nas áreas de educação, saúde, habitação e transporte bem como a punição dos políticos corruptos de todos os partidos.

Os maiores problemas do Brasil são dívida interna, sonegação fiscal e corrupção política que não se resolverão com impeachment.

Globo e Veja não informam para a população que o Brasil perde muito mais com a sonegação fiscal do que com a corrupção política: em 2013, perdeu R$415 bilhões e em 2014, R$500 bilhões com a sonegação.

Os maiores sonegadores são os ricos que não pagam todos os impostos devidos.

As vítimas da corrupção política e sonegação fiscal são os pobres e a classe média, que precisam de mais investimentos públicos nas áreas essenciais para terem melhor qualidade de vida.

Os principais problemas do Brasil somente se resolverão com a reforma política sem doação de empresas para os políticos e a reforma tributária.

Se os políticos do Congresso forem patriotas defenderão a democracia e apoiarão as mudanças nas leis para avançarmos na justiça social, condição para a paz.

Milhões de brasileiros e brasileiras torcem para que o Brasil ganhe esse jogo político contra o impeachment para o bem de todos, especialmente dos pobres e da classe média.

Viva a democracia! Fica, Dilma!


Colaboração:  Sonia Sampaio
Fonte: Limpinho e Cheiroso

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Frente Brasil Popular prepara nova marcha contra o golpismo

 

Dando sequência à onda que toma conta do Brasil em defesa da democracia e denunciando um golpe que já se encontra em curso no país, com as tentativas da direita em promover a ingovernabilidade e o processo de impeachment, a Frente Brasil Popular, que reúne dezenas de movimentos sociais, lideranças políticas e a sociedade civil organizada, planeja realizar uma nova marcha, em Brasília, no início do ano.

No próximo dia 18 de janeiro, o grupo se reunirá em São Paulo para definir o cronograma das manifestações de 2016.

“Temos obrigação de colocar pelo menos 100 mil pessoas na Esplanada”, afirma Raimundo Bonfim, coordenador-geral da Central de Movimentos Populares (CMP). Segundo ele, o objetivo é pressionar os congressistas para que barrem o processo.

A Frente Brasil Popular se reuniu com a presidenta Dilma na última quinta-feira (17). O grupo, formado por cerca de 60 lideranças dos movimentos sociais, além de personalidades, intelectuais e artistas como o teólogo Leonardo Boff, o ex-ministro Roberto Amaral e os cantores Chico César e Tico Santa Cruz, manifestou a defesa da democracia contra o golpismo da direita conservadora.

As manifestações organizadas pela Frente no dia 16, em defesa da democracia, contra o golpe e pela deposição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que ocorreram em todo o país, foram mais fortes e reuniram mais pessoas do que os atos pró-impeachment que aconteceram três dias antes. Em São Paulo, mais 100 mil pessoas participaram do ato, segundo organizadores da manifestação.

Os atos puxados por setores da direita ocorridos no último dia 13, apesar das tentativas da mídia hegemônica em inflá-lo, foram esvaziados e reuniam palavras de ordem pelo regresso da ditadura militar e a favor do impeachment de Dilma Rousseff, que foi eleita democraticamente presidenta da República nas últimas eleições.

Além de fazer a defesa da democracia e denunciar um processo de golpe em andamento no país, a Frente Brasil Popular também cobra que o governo Dilma se alinhe às demandas da classe trabalhadora, mudando, principalmente, a política econômica. “O chamado ajuste fiscal tirou direitos dos trabalhadores e paralisou a economia”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, em um artigo escrito na semana passada. 


Do Portal Vermelho com informações do Brasil 247

A VOLTA DO FILHO (DE PAPAI) PRÓDIGO OU A PARÁBOLA DO ROQUEIRO BURGUÊS


Nem todo direitista é derrotista, mas todo derrotista é direitista. Reparem no capricho do léxico: as duas palavras são quase idênticas. Ambas têm dez letras, soam similares e até rimam. Se você tem dúvida se alguém é de direita observe essas características. Começou a falar mal do Brasil e dos brasileiros, a demonstrar desprezo por tudo daqui, a comparar de forma depreciativa com outros países, é batata. Derrotista/direitista detectado.
 
Temos hoje no Brasil duas personalidades célebres pelo derrotismo explícito e pelo direitismo não assumido: os roqueiros Lobão e Roger Moreira, do Ultraje a Rigor. Eu ia citar também Leo Jaime, outro direitoso do rock nacional, mas não posso classificá-lo como um derrotista típico –fora isso, no entanto, cabe perfeitamente no figurino que descreverei aqui. Os três são cinquentões: Lobão tem 55, Roger, 56 e Leo, 52.
 
Da geração dos 80, Lobão sempre foi meu favorito. Eu simplesmente amo suas canções. Para mim, Rádio Blá, Vida Bandida, Vida Louca Vida e Decadence Avec Elegance são clássicos. Além de Corações Psicodélicos, em parceria com Bernardo Vilhena e Julio Barroso, ai, ai… Adoro. E não é porque Lobão se transformou em um reacionário que vou deixar de gostar. Sim, Lobão virou um reaça no último. Alguém que voltasse agora de uma viagem longa ao exterior ia ficar de queixo caído: aquele personagem alucinado, torto, jeitão de poeta romântico, que ficou preso um ano por porte de drogas, se identifica hoje com a direita brasileira mais podre.

Não me importa que Lobão critique o PT ou qualquer outro partido. O que me entristece é ele ter se unido ao conservadorismo hidrófobo para perpetrar barbaridades como a frase, dita ano passado, em tom de pilhéria: “Há um excesso de vitimização na cultura brasileira. Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje, dão indenização a quem seqüestrou embaixadores e crucificam os torturadores, que arrancaram umas unhazinhas”. No twitter (@lobaoeletrico), se diverte esculhambando o país e os brasileiros, sempre nos colocando para baixo. “Antigamente éramos um país pobre e medíocre… terrível. Hoje em dia somos um país rico e medíocre… pior ainda”, escreveu dia desses.
 
Os anos não foram mais generosos com Roger Moreira, do Ultraje. O cara que cantava músicas divertidíssimas como Nós Vamos Invadir Sua Praia, Marylou ou Inútil virou um coroa amargo que deplora o Brasil e vive reclamando de absolutamente tudo com a desculpa de ser “contra os corruptos”. É um daqueles manés que vivem com a frase “imagine na Copa” na ponta da língua para criticar o transporte público, por exemplo, sem nem saber o que é pegar um ônibus. Os brasileiros, segundo Roger, são um “povo cego, ignorante, impotente e bunda-mole”. Sofre de um complexo de vira-lata que beira o patológico. Ao ver a apresentação bacana dirigida por Daniela Thomas ao final das Olimpíadas de Londres, tuitou, vaticinando o desastre no Rio em 2016: “Começou o vexame”. Não à toa, sua biografia na rede social (@roxmo) é em inglês.

Muita gente se pergunta como é que isso aconteceu. O que faz um roqueiro virar reaça? No caso de ambos, a resposta é simples. Tanto Roger quanto Lobão são parte de um fenômeno muito comum: o sujeito burguês que, na juventude, se transforma em rebelde para contrariar a família. Mais tarde, com os primeiros cabelos brancos, começa a brotar também a vontade irresistível, inconsciente ou não, de voltar às origens. Aos poucos, o ex-revoltadex vai se metamorfoseando naqueles que criticava quando jovem artista. “Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você, é o que você vai ser quando você crescer” –Renato Russo, outro roqueiro dos 80’s, já sabia.

O carioca Lobão, nascido João Luiz Woerdenbag Filho, descendente de holandeses e filhinho mimado da mamãe, estudou a vida toda em colégio de playboy, ele mesmo conta em sua biografia. O paulistano Roger estudou no Liceu Pasteur, na Universidade Mackenzie e nos EUA. Nada mais natural que, à medida que a ira juvenil foi arrefecendo –infelizmente junto com o vigor criativo– o lado burguês, muito mais genuíno, fosse se impondo. Até mesmo por uma estratégia de sobrevivência: se não estivessem causando polêmica com seu direitismo, será que ainda falaríamos de Roger e Lobão? Eu nunca mais ouvi nem sequer uma música nova vinda deles. O Ultraje, inclusive, se rendeu aos imbecis politicamente incorretos e virou a “banda do Jô” do programa de Danilo Gentili.

Enfim, incrível seria se Mano Brown ou Emicida, nascidos na periferia de São Paulo, se tornassem, aos 50, uns reaças de marca maior. Pago para ver. Mas Lobão e Roger? Normal. O bom filho de papai à casa torna. A família deles, agora, deve estar orgulhosíssima. 


Fonte: Amarante Notícias Amarante

Vacina contra a dengue é aprovada no Brasil

A Dengvaxia, que no mês passado havia sido liberada no México e nas Filipinas, é uma novidade: uma vacina lançada em "países emergentes" antes de chegar aos EUA ou à Europa.


Algo raro aconteceu nesta segunda-feira: a Anvisa anunciou a aprovação de uma nova vacina, antes mesmo de ela ser lançada nos maiores mercados de medicamentos do mundo, os EUA e a Europa. O Dengvaxia é uma boa notícia para fechar 2015, e chega em boa hora: com um aumento no número de casos no Brasil batendo em 200% no último ano, e o número de mortes crescendo 80% no mesmo período, a doença estava prestes a ganhar ares de calamidade pública. A vacina deve arrefecer esse risco.
Aedes aegypti                                                                    iStock
Toma essa, mosquito. 7X1 agora, vamos virar.

2015 foi um bom ano em termos de inovações impactantes na indústria farmacêutica: vacinas contra malária e ebola (da britânica GlaxoSmithKline e da americana Merck, respectivamente) também obtiveram aprovações importantes e estão à beira de serem lançadas no mercado. Agora foi a vez da multinacional francesa Sanofi Pasteur, cuja vacina contra dengue mostrou eficácia de mais de 90% contra os casos mais graves, de dengue hemorrágica, o suficiente para tirar a força da epidemia. As três vacinas das três multinacionais farmacêuticas têm uma característica em comum: todas focam em doenças infecciosas típicas do mundo pobre, com alta incidência em países tropicais.

Isso explica a nova estratégia de mercado: lançar as vacinas antes em países "emergentes" (difícil conter as aspas nestes tempos de crise), como o México, as Filipinas e o Brasil, os três primeiros no mundo a aprovarem a Dengvaxia.

As grandes empresas farmacêutica obviamente estão de olho grande nesses mercados, que tradicionalmente são mal atendidos por empresas quase sempre sediadas em países temperados. Mas esse olho grande é boa notícia num momento como o atual, com as mudanças climáticas acelerando o espalhamento de epidemias tropicais.

A Sanofi sonha grande: espera fazer mais de 1 bilhão de dólares por ano, no mundo, com o novo produto. Se essas estimativas se concretizarem, a Dengvaxia será uma das três vacinas mais vendidas da centenária multinacional francesa.

O plano da Sanofi é vender o Dengvaxia em grandes lotes para os governos, para permitir uma imunização em massa, melhor estratégia para conter uma epidemia. O preço ainda não foi anunciado, mas a Sanofi prometeu que será "razoável" (o que não significa muito, já que fabricante algum vai a público divulgar que seu produto é caro demais).

Mas já está claro que a conta fecha com folga para o Brasil. Afinal, o país gasta cerca de 1,2 bilhão com a dengue por ano, e essa fortuna nem inclui as tragédias humanas causadas pela doença. Na real, vale torcer para a Dengvaxia seja um sucesso de vendas. Quem sabe sirva de estímulo para a indústria continuar investindo em doenças tropicais, como a zika, transmitida pelo mesmo mosquito Aedes aegypti da dengue e da febre amarela. 



Fonte: Abril

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Cunha é surpreendido por Lewandowski em audiência aberta à imprensa

Para não deixar dúvidas a Cunha e seus acompanhantes, o presidente do STF disse que, em seu entender, não há margem para dúvidas sobre a decisão


Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski recebeu o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — réu no pedido de afastamento formulado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por formação de quadrilha e evasão de divisas, entre outros crimes denunciados — com as portas do gabinete abertas à imprensa. O fato surpreendeu Cunha e o grupo de parlamentares que o acompanhou na visita à sede da Corte Suprema, nesta quarta-feira.
Cunha baixou o tom de voz na conversa com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski
Cunha baixou o tom de voz na conversa com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski
Cunha, que corre o risco de perder o mandato, na ação que será julgada no STF dentro de 60 dias, chegou à Corte às 14h, acompanhado de apenas dois deputados aliados, Jovair Arantes (PTB-GO) e Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ). O grupo ficou reduzido após a desistência da maioria dos líderes partidários convidados para o encontro com Lewandowski. O isolamento de Cunha ficou retratado na recepção.

Adversário de Cunha, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) fez questão de chegar um pouco depois, para marcar o fato de que não acompanhava o grupo favorável ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Na extensa mesa de reuniões do STF, Cunha e seus dois convidados sentaram-se com Lewandowski que, ato seguinte, convidou os repórteres presentes a acompanhar e documentar o encontro, que não durou mais do que meia hora.

Alguns ministros do Supremo comentam com seus assessores e estes, por sua vez, com jornalistas conhecidos, que a atitude de Lewandowski — de abrir o gabinete à mídia — demonstrou, de forma clara, o repúdio da corte “ao pedido intempestivo de Cunha”.

– Cunha praticamente forçou o encontro com o presidente da Corte, às vésperas das festas de fim de ano, para uma reunião absolutamente inócua – disse um assessor, por telefone, à reportagem do Correio do Brasil. O pedido de Cunha foi interpretado como uma forma de pressão ao STF.

Cunha fala baixo

Tentando disfarçar o incômodo, Cunha sentou-se de costas para os repórteres e iniciou a reunião falando em voz baixa. Sem tocar no ponto que havia alardeado, na véspera, ao dizer que pretendia questionar o Supremo quanto às decisões julgadas, Cunha resumiu seu discurso, quase inaudível, a um mero pedido para que o ministro divulgue, tão logo puder, o acórdão (resultado do julgamento) da decisão que suspendeu o rito do impeachment.

Cunha alegou que existiria uma série de dúvidas entre os parlamentares e que isso poderia prejudicar as atividades legislativas e resultar em “grave paralisia institucional”.

— Os votos dos ministros não nos permitiram esclarecer essas dúvidas, então peço que esses esclarecimentos possam ocorrer o mais rapidamente possível — disse Cunha, em um quase sussurro.

Alto e claro

À cabeceira da mesa, com a voz em um tom normal, Lewandowski foi direto ao ponto:

— Não haveria intenção da minha parte de postergar matéria tão importante quando essa, mas que isso segue um rito regimental. Que os ministros têm até 19 de fevereiro para liberarem seus votos e que, após isso, o tribunal tem até 60 dias para publicar o acórdão.

Para não deixar dúvidas a Cunha e seus acompanhantes, o presidente do STF disse que, em seu entender, não há margem para dúvidas sobre a decisão, que trata apenas da comissão do impeachment, não de qualquer outra. E que ele não irá esclarecer dúvidas informalmente, que elas só poderão ser feitas pelo plenário do tribunal, em resposta aos chamados “embargos” (recursos) que serão apresentados pela Câmara.

Futurologia

Lewandowski também entregou a Cunha a ata da sessão e o voto do ministro Luís Roberto Barroso, que conquistou a maioria dos votos no Plenário do Supremo.

— A ata da sessão reflete o mais fielmente possível o que aconteceu na sessão, além do voto do ministro Barroso. Não há margem para dúvida pela minuciosidade e a forma explícita como foi decidida a questão. Não podemos antecipar qualquer dúvida da Câmara porque não podemos responder nada hipoteticamente — pontuou Lewandowski.

Cunha ainda tentou, mais uma vez, explicar o que havia levado o grupo até a Presidência do STF, de forma atabalhoada, mas a conversa terminou ali.

— O voto do ministro Barroso deixa bem claro que a decisão se refere à comissão do impeachment, não se refere a outras comissões — atalhou o ministro.

O presidente da Corte Suprema também advertiu Cunha a não praticar a “futurologia”, na tentativa de apresentar embargos à decisão do STF, antes do devido prazo legal. Parte do tribunal concorda que quaisquer embargos antes do acórdão “são incabíveis”.

Na despedida, o ministro desejou ao deputado “paz e tranquilidade para o país em 2016”.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

‘Lobão teve projeto de quase 2 milhões aprovado pela Lei Rouanet’, afirma Tico Santa Cruz

‘Lobão teve projeto de quase 2 milhões aprovado pela Lei Rouanet’, afirma Tico Santa Cruz

Em sua página no Facebook, Tico criticou a postura de Lobão de dizer que não sabia sobre um projeto de R$ 2 milhões aprovado pela Lei Rouanet, que ele insiste em criticar. “Você realmente vai querer que a gente acredite?”, questionou

De Tico Santa Cruz, em sua página no Facebook

A Farsa de Lobão e o argumento sobre Lei Rouanet

Que Lobão gosta de latir como um cão feroz, todo mundo sabe, fala, esbraveja, acusa… Mas… Fiz uma pesquisa sobre sua relação com a Lei Rouanet, que ele GRITA como sendo “A mortadela que os artistas recebem para “defender o Governo”, mas pouca gente sabe que LOBÃO TEVE UM PROJETO APROVADO PELA LEI ROUANET.

Diz ele que a ESPOSA através da Produtora que ambos tem como sócios, aprovou o projeto de 2 MILHÕES “sem ele saber” ( Mesma lábia de muitos políticos que nunca sabem de nada – Não é o que você diz? )


E querendo meter o fodão ( desculpem o termo ) ele “SE RECUSOU A RECEBER”.


Recusou uma ova, provavelmente ninguém quis investir nesse projeto.


Lobão, esse papo furado você usa com essa gente que te segue e que você engana.


Para que uma produtora onde ambos sejam sócios aprovar um projeto como esse é preciso que os sócios assinem o projeto e tenham CIÊNCIA do que estão fazendo.


Você realmente vai querer que a gente acredite que você – LOGO VOCÊ QUE SABE DE TUDO – Não sabia do projeto de 2 milhões que sua esposa APROVOU DA LEI ROUANET?


Mete essa para outros, para cima de mim não vai colar.


Retirei trechos de duas entrevistas que o Lobão deu – uma da folha de São Paulo e outra do site Whiplash.net para que fique atestado o “argumento ***Eu não sabia*** de Lobão.


Você é um hipócrita e mentiroso.


Está representando muito bem essa gente que acredita em você.


Fontes: http://whiplash.net/materias/news_823/188132-lobao.html

http://www1.folha.uol.com.br/…/1271788-tudo-passa-na-lei-ro…

NÃO SABIA DOS 2 MILHÕES APROVADOS PELA SUA ESPOSA PARA SEU PROJETO DA LEI ROUANET?

CONTA OUTRA!!!!!!!

DIVULGUEM A FARSA DE LOBÃO


“Eu não sabia”…. ahã



Foto de capa: Divulgação 
Fonte: Revista Fórum

 

Dilma recebe apoio de líderes mundiais contra o impeachment




Agência Brasil
   

A presidenta Dilma Rousseff recebeu demonstrações de apoio de líderes mundiais contrários às tentativas de golpe contra o governo petista, durante a 49ª Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, na  segunda-feira (21).


O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ressaltou a “lealdade institucional”, a “responsabilidade política e integridade pessoal” da presidenta Dilma, em relação “às complexidades inerentes à sua investidura e o projeto de país que representa”.

 

“Estamos com você, companheira”, declarou o líder uruguaio.

 

Ausente, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi representado pela chanceler Delcy Rodríguez, que transferiu a mensagem de solidariedade para com a líder brasileira.

 

“Estamos solidários pelo assédio sofrido por Dilma. Saudações carinhosas do presidente Nicolás Maduro”, discursou.

 

Antes do encontro, no último dia 12 de dezembro, o presidente da Bolívia Evo Morales também condenou o processo de impeachment contra Dilma e disse que está em preparação no Brasil um “golpe de Estado parlamentar”.

 

Em entrevista ao jornal argentino Página 12, Evo comparou a situação atual do Brasil com a do Paraguai sob o governo de Fernando Lugo, que foi deposto em 2012 após um processo de impeachment-relâmpago.

 

“É um golpe parlamentar em preparação. Já houve um golpe no Congresso do Paraguai, e agora está acontecendo [o mesmo] no Brasil (…) são os grupos oligárquicos os que detêm poder político”, declarou.




Fonte: Agência PT de Notícias

Vídeo exclusivo: Chico Buarque bate boca defendendo o PT no meio da rua, no Leblon

Chico Buarque encurralado num bate-boca no Leblon 
Chico Buarque encurralado num bate-boca no Leblon 


Chico Buarque, que circula sempre pelas ruas do Leblon, bairro onde mora, no Rio, foi provocado na noite dessa segunda-feira por conta de seu ativismo político em favor do PT. O músico, que saía de um jantar na rua Dias Ferreira com Cacá Diegues, foi cercado por uma turma de jovens entre 20 e 30 anos, que incluía o filho de Alvaro Garnero, empresário paulista, e o rapper Tulio Dek, ex-namorado de Cleo Pires. E começou um bate boca. “Petista, vá morar em Paris. O PT é bandido”, escutou Chico, que, ao se defender, disse que a posição do grupo era influenciada por veículos de comunicação e retrucou: “Eu acho que o PSDB é bandido”. A discussão, na porta do restaurante Sushi Leblon, um dos mais concorridos da região, tomou conta da rua. Chico xingou e foi xingado, mas manteve o tom de voz baixo, apesar da alta temperatura. Glamurama tem o registro em vídeo.

 Play aqui embaixo! (por Julia Moura)


PSDB quer impor suas vontades como um coronel, diz Rodrigo Maia

Rodrigo Maia (DEM) está com a pulga atrás da orelha

Enquanto o campo progressista se unifica em defesa da democracia, os tucanos se desentendem no rumo que trilham rumo ao abismo golpista .


Isso porque o deputado Rodrigo Maia, ex-presidente do DEM, criticou a estratégia da cúpula tucana para chegar ao golpe. Nesta segunda (21), o líder tucano Cássio Cunha Lima afirmou que o processo movido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a salvação para afastar Dilma Roussef.

"O PSDB decide sem conversar. O PSDB não quer liderar a oposição é, sim, impor suas vontades como um coronel”, disse ele, segundo o colunista Ilimar Franco.

Esse não é o primeiro aliado a criticar a postura da cúpula tucana. em junho deste ano, Arnaldo Madeira, ex-secretário da Casa Civil de São Paulo e coordenador do programa de campanha de Aécio, disse que estava "difícil entender o partido”. Segundo ele, as posições do PSDB "são apenas para atrapalhar o governo".

Outro a reclamar foi o vice-presidente da legenda, o ex-governador paulista, Alberto Goldman. “O PSDB não tem projeto de país", admitiu ele, que fez críticas diretas a gestão de Aécio à frente do partido, reclamando da falta de debate.





Do Portal Vermelho com informações de agências

Delator diz que DEM recebeu R$ 1,7 milhão da UTC por proteção na CPI

O então senador Gim Argello (PTB-DF) teria sido o parlamentar que atuou em favor da empresa

Um dos delatores da Lava Jato, o diretor financeiro da UTC Walmir Pinheiro Santana, detalhou à Procuradoria-Geral da República um acerto que teria sido feito em 2014 entre Ricardo Pessoa, dono da empreiteira, e o então senador Gim Argello (PTB-DF). Pelo acordo, o parlamentar atuaria para que Ricardo Pessoa não fosse chamado a depor na CPMI da Petrobras. Em contrapartida, Ricardo Pessoa faria contribuições em favor de pessoas indicadas por Gim Argello.


No total foram pagos R$ 1,7 milhão em favor do DEM; em favor do PR, R$ 1 milhão; em favor do PMN, R$ 1,15 milhão; em favor do PRTB, também foram pagos R$ 1,15 milhão, perfazendo um total de R$ 5 milhões.

Segundo Walmir Santana, o acerto era “um tipo de blindagem” para Ricardo Pessoa. “No início do mês de julho de 2014, Ricardo Pessoa se aproximou do declarante (Walmir Santana) e afirmou ter chegado a um acordo com Gim Argello no sentido de que ele, Ricardo Pessoa, fosse blindado em relação a CPI; que, em contrapartida, teriam que fazer doações no valor de R$ 5 milhões a pessoas que Gim Argello indicaria.”

O executivo prestou depoimento em 4, 5 e 6 de agosto à Procuradoria-Geral da República. Em um deles, Walmir Santana contou que após a instalação da CPMI, “existiam umas afirmações de que Ricardo Pessoa seria chamado para prestar depoimento”. O dono da UTC, segundo Walmir Santana, passou a procurar “pessoas dessa CPMI” e chegou a Gim Argello, que teria “uma certa influência” sobre Vital do Rêgo, então senador e presidente da CPMI e hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Walmir Pinheiro Santana, Ricardo Pessoa reuniu-se algumas vezes com Gim Argello.

No depoimento, Walmir Santana declarou que o dono da UTC disse que “seria procurado por uma pessoa de nome Paulo Roxo, que teria maiores instruções de como proceder”. “Ainda no início de julho de 2014, Paulo Roxo esteve com o colaborador e Ricardo Pessoa, ocasião em que Paulo Roxo passou a lista do primeiro pagamento que seria realizado em 10 de julho”, declarou. “Seriam feitos depósitos para o PR (R$ 1 milhão), para o DEM (R$ 500 mil), PMN (R$ 250 mil) e para o PRTB (R$ 250 mil), totalizando R$ 2,5 milhões.”

“Os pagamentos tratados na reunião com Paulo Roxo em 18 de agosto foram realizados em 25 de agosto; 15 de setembro e 1 de outubro de 2010; que, esses pagamentos beneficiaram o DEM (R$ 600 mil), em 25 de agosto; em 15 de setembro também em favor do DEM, no valor de R$ 600 mil e o último, em 1 de outubro, no valor de R$ 300 mil em favor do PRTB e R$ 300 mil em favor do PMN; que, houve pagamentos em 30 de julho e 15 de agosto; que, esses pagamentos decorreram de contatos telefônicos com Paulo Roxo que o instruiu a realizar, em 30 de julho, pagamentos em favor de PMN, R$ 300 mil, e PRTB, R$ 300 mil; que, em 15 de agosto, novamente foram feitos pagamentos nos valores de R$ 300 mil para o PMN e R$ 300 mil em favor do PRTB”, diz trecho do depoimento publicado por Fausto Macedo em seu blog.

O DEM negou que tenha “qualquer relação” com o ex-senador Gim Argello, que “ademais sempre integrou partido da base do governo ao qual o DEM faz oposição”. “Em 2014, o Democratas recebeu da UTC o valor de R$ 1 milhão, doação que foi devidamente declarada na prestação de contas do partido junto ao TSE”, informou.

O PR disse que não comentaria o assunto. Gim Argelo e os demais partidos não se pronunciaram.


Fonte: Brasil 247

'Sem internet, Aécio teria vencido eleição', diz cientista político

Amadeu

Para Sérgio Amadeu, PSDB adota 'estratégia do cinismo'. Ele considera inaceitável que a bandeira de combate à corrupção seja conduzida por 'forças da corrupção'
São Paulo – Carro-chefe da editora Abril, a revista Veja lançada na última sexta-feira (24) divulgou como matéria de capa uma acusação de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, tinham conhecimento de um esquema de corrupção na Petrobras. Sem apresentar qualquer prova, o conteúdo da reportagem era baseado em suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal, que foi desmentido por seu advogado logo após a publicação.

Considerada a última “bala de prata” da oposição para tentar impedir uma nova vitória petista sobre os tucanos, a reportagem foi contestada duramente pela presidenta durante seu último programa eleitoral na TV na mesma sexta-feira. Ainda naquele dia, a Justiça considerou a publicidade da revista como “propaganda eleitoral” e também concedeu direito de resposta ao PT no site da revista.

Ainda assim, o estrago já estava feito. A campanha e simpatizantes do PSDB distribuíram panfletos com a capa impressa da revista da Abril em várias cidades do Brasil. Já na madrugada de sábado (25) para domingo (26), circulavam boatos de que Alberto Youssef havia sido envenenado, algo que teve de ser desmentido com rapidez pela Polícia Federal.

“Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que ela é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou”, disse o sociólogo Sérgio Amadeu, doutor em Ciência Política pela USP. Comparando o caso à ação midiática que ajudou a decidir o pleito presidencial de 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello, Amadeu acredita que o plano da editora Abril só não se concretizou nas urnas pela existência da internet. “Existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição.”

Para o cientista político, as redes sociais apontaram um acirramento muito grande e deixaram claro que “a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB” é baseada na “estratégia do cinismo”. Amadeu também defendeu uma reforma política para se alcançar uma legislação mais democrática dos meios de comunicação.

Qual foi a influência da capa da revista Veja às vésperas do segundo turno presidencial entre Dilma e Aécio?
A capa da Veja foi feita justamente para influenciar o resultado eleitoral. Ela normalmente está nas bancas no sábado, mas saiu na sexta-feira. E era uma capa para, inclusive, ser impressa, tanto é que a campanha do candidato Aécio Neves (PSDB) imprimiu essa capa justamente para manter aquele clima que eles criaram no Brasil de demonização do outro. O grupo Abril, em particular a revista Veja, já há muito tempo é organização que defende interesses econômicos a partir da gestão da política. Não há como dizer agora o quanto impactou, mas eles influíram claramente na votação de domingo, porque o Aécio conseguiu, a partir desse tipo de ação, crescer e encostar na candidata Dilma Rousseff no segundo turno das eleições.

Como o sr. avalia o papel da internet nessas eleições?
Uma coisa que chama atenção nesse processo é que essa operação já tinha sido feito nas eleições de 1989, com sucesso, mas não teve desta vez. E por quê? Porque desta vez – além das pessoas já conhecerem a manobra de grupos de comunicação misturadas à elite política econômica no caso da vitória do Collor – também existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente, o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição, porque era o candidato preferido pelos grupos econômicos, pelos banqueiros, pelo mercado de capitais. Inclusive oscilava a Bolsa e, se você for ver, é muito curioso, quando as pesquisas davam a Dilma crescendo, a Bolsa caía, o que mostra o humor desses especuladores financeiros. A internet foi decisiva para a garantia de um debate que não existiria se fossem apenas os meios de comunicação de massa atuando nessas eleições. Isso é bastante nítido no processo eleitoral que ocorreu em 2014.

E as redes sociais?
As redes sociais, em particular, tiveram um papel grande e mostraram, na verdade, um acirramento muito grande. Deixou claro, e é importante que tudo fica registrado, qual é a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB, que é baseada em preconceito, em mentira e numa estratégia que podemos chamar de “estratégia do cinismo”. Eles chegam a afirmar que nenhum corrupto ligado ao PSDB está preso ou foi julgado por incompetência do PT, o que é uma coisa completamente cínica. Esse tipo de ação, as pessoas não têm clareza de como vão lidar com isso. Agora, minha opinião é bastante clara: é preciso mostrar concretamente o que é o PSDB do ponto de vista da corrupção. É inaceitável que a bandeira da corrupção seja tomada por forças da corrupção. É inaceitável.

Não tenho nenhuma dúvida do aparelhamento que (governador de São Paulo) Geraldo Alckmin faz na Sabesp. Isso ficou nítido nas gravações mostrando que eles são capazes de ganhar a eleição, inclusive se for para deixar uma cidade em situação de calamidade. Nós temos que mostrar que eles são uma junção de descompromisso com a democracia, de má gestão de recursos públicos e de corrupção em larga escala, como foi feito em São Paulo. Réus confessos entregaram as provas e o Ministério Público não faz nada. Então, temos que ir para cima disso.

Temos que ir para cima do crime eleitoral cometido pela revista Veja, temos que exigir o julgamento do mensalão mineiro antes que ele prescreva e temos que mostrar toda a ligação que o PSDB tem com crime, com práticas absurdas. Não podemos aceitar. E não vai ser falando “pessoal, o clima de ódio é ruim”. Não. O clima de ódio só vai ser reduzido com argumentos verdadeiros e racionais. Não é pedindo paz e amor, não, mas colocando claramente para as pessoas, insistentemente, as falácias do discurso que eles reproduzem para o Brasil. A gente tem que ser muito claro com isso, porque disso depende a democracia, né?

O sr. acredita que o novo governo possa mudar artigos que dizem respeito à comunicação?
Eu acho que um dos principais pontos da reforma política para o Brasil é a reforma da comunicação. Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou. Ela já havia feito isso se ligando a um criminoso chamado Carlos Cachoeira e não aconteceu nada. O cara continua lá na sucursal de Brasília, não foi preso, não foi condenado. Nós precisamos mexer nessas estruturas de concentração econômica de poder, fazer uma reforma da comunicação, uma lei de meios, como a da Argentina. E nós precisamos também de uma reforma política que retire o poder do capital, que retire o financiamento privado de campanha, mas que permita também à gente avançar em questões cruciais da sociedade brasileira. Com uma Constituinte que não possa ser com estes deputados, que tenha que ser exclusiva. O deputado que quiser fazer essa Constituinte só poderá se candidatar para isso, para discutir as ideias e o futuro do país, e não para vir com esquemas que a gente sabe que eles articulam, de grandes corporações, de forças que bancam campanhas milionárias. Precisamos de uma reforma política com uma Constituinte exclusiva e, nesse contexto, uma reforma das comunicações.

Por que os partidos têm tido certa dificuldade em atingir os jovens na internet?
A internet não é contraposta aos partidos, mas é que a velocidade das comunicações e as relações intensas que existem na internet geram muitas dificuldades para os partidos, principalmente para legendas partidárias que são estruturas mais orgânicas. Por exemplo, o PSDB adotou e atuou como estratégia na internet, e não é de agora, de desconstruir seus opositores, no caso o governo federal e o PT.

E os tucanos fazem isso destilando preconceitos e coisas absurdas. Se for ver o que dizem dos nordestinos, dos gays e das opções políticas das pessoas, beira ao fascismo. Agora temos que ver o que os partidos que são propostas democráticas e de esquerda podem refazer utilizando a internet, mas é muito difícil fazer política só pelas estruturas partidárias. Hoje, está muito claro que não é só o partido o elemento que faz política. Há outras formas de se fazer política, inclusive com conexões, grupos e coletivos de ativistas na internet.
Fonte: Rede Brasil Atual

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Denúncia contra Cunha revela ligação de Serra na Lava Jato

 Investigações da Lava Jato sobre Eduardo Cunha revelam ligações perigosas de José Serra
Investigações da Lava Jato sobre Eduardo Cunha revelam ligações perigosas de José Serra

A denúncia formulada por Rodrigo Janot, procurador-geral da República, contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), revela a ligação da Operação Lava Jato com os desvios bilionários ocorridos durante o processo de privatização realizado durante os dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Na página 40, conforme revela a jornalista Helena Sthephanowitz, do site de notícias Rede Brasil Atual (RBA), a denúncia de Janot rastreia o caminho do dinheiro das propinas sobre contratos de construção de sondas pela Samsung para a Petrobras encontra indícios de ligação entre líderes tucanos e o esquema criminoso, entre eles, o senador José Serra (PSDB-SP).

“Segundo a denúncia do Ministério Público, o representante da Samsung, Júlio Camargo, recebeu comissão por ter conquistado o contrato – e distribuiu propinas. Três desses pagamentos, entre junho e outubro de 2007, saíram das contas, em paraísos fiscais, das empresas Piamonte Investment e Winterbothan Trust Company, do próprio Camargo, para a Iberbras Integración de Negócios Y Tecnologia, ligada a Fernando Soares, o Fernando Baiano, chamado por Camargo de ‘sócio oculto’ de Eduardo Cunha”, escreve a articulista.

Ainda segundo Sthephanowitz, a denúncia registra que a Iberbras tem uma sucursal brasileira – Iberbras Integração de Negócios, de CNPJ 068.785.595/0001-01 –, registrada em nome de Hiladio Ivo Marchetti, marido de Claudia Talan Marin, que, por sua vez, é proprietária do Condomínio Vale do Segredo Gestão de Patrimônio Eireli, em Trancoso, no litoral sul da Bahia. “Fernando Baiano tem entre seus bens sequestrados pela Justiça uma mansão naquele condomínio e realizou transferências para Cláudia Talan Marin no valor de R$ 1,6 milhão”, acrescenta.

A ligação entre os suspeitos e a nata do PSDB é revelada ao identificar Cláudia Talan Marin e Hiladio Ivo Marchetti. São filha e genro de Gregório Marin Preciado, ex-sócio do senador José Serra (PSDB-SP) em um terreno no Morumbi, bairro nobre de São Paulo. A mãe de Cláudia, Vicencia Talan Marin, é prima do senador tucano. Por este parentesco, Preciado muitas vezes é tratado nos meios políticos como “primo” de Serra.

Todo o capítulo 8 do livro-reportagem A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior pela Editora Geração Editorial, de 2011, é dedicado a Preciado, com o título O primo mais esperto de José Serra. No final do capítulo 7, há documentos da CPI do Banestado obtidos no Tribunal de Justiça de São Paulo, comprovando a movimentação milionária de dinheiro de Preciado em paraísos fiscais, em negócios com Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-tesoureiro das últimas campanhas eleitorais de Serra.

Relações profundas

“As relações de Preciado com Serra são antigas e profundas”, acrescenta a colunista de RBA. A antiga empresa de consultoria do atual senador, denominada ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda., tinha como endereço o prédio da firma Gremafer, pertencente a Gregório Preciado. Neste imóvel também funcionaram os comitês de campanha de José Serra nas eleições de 1994 para o Senado, e de 1996, para prefeito de São Paulo.

“Preciado também contribuiu para financiar campanhas de Serra nos anos de 1990 por intermédio de suas empresas Aceto, Gremafer e Petrolast. A família de Serra visitava sempre as casas de Preciado em Trancoso, região onde ele passou a fazer negócios imobiliários. Um caso rumoroso envolvendo o DEM da Bahia foi na Ilha do Urubu”, lembra a jornalista.

A ligação de Fernando Baiano com a Iberbras foi confirmada nas investigações a partir do controle de acesso na portaria da Petrobras, onde Baiano identificou-se como representante da empresa. Segundo informações de bastidores a respeito da delação premiada de Fernando Baiano, ainda sob sigilo, “um dos assuntos delatados seria justamente negócios com o ‘primo’ de Serra”, acrescentou.

As possíveis ligações do senador José Serra com as investigações da Operação da Lava Jato também surgiram em relatório divulgado, recentemente, sobre as mensagens capturadas no celular do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. O relatório da PF identifica as iniciais do vice-presidente Michel Temer, do governador de São Paulo Geraldo Alckmin e, embora apareçam com uma tarja preta na identificação, cita “JS” em um contexto que deixa poucas dúvidas quanto à identidade do senador tucano. Como o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia, conclui-se que os filtros da Lava Jato criaram uma blindagem ampla para o senador. 



Fonte: Correio do Brasil

Quem vale a pena seguir no Facebook?

 Saber selecionar pessoas tornará o uso do Facebook uma experiência melhor e mais prazerosa

Um dos grandes lances do Facebook é permitir você seguir pessoas que ajudem, de alguma forma, a você se tornar um ser humano melhor. Não estou falando daquelas pessoas que publicam fotos do café da manhã ou que meramente reproduzem o que leem no jornal ou vídeos engraçados do YouTube. Estou falando de pessoas interessantes, que contam histórias legais, que colocam minhoca na sua cabeça, que compartilham pontos de vista diferentes, que provocam reflexão, às vezes até desconforto, e que geram valor. Saber selecionar essas pessoas tornará o uso do Facebook uma experiência melhor e mais prazerosa.

Na minha jornada nas mídias sociais aprendi que vale a pena seguir pessoas que pensam diferente de mim. Isso é diversidade na veia. Gera incômodo, mas me transforma num indivíduo melhor, desafiando meus preconceitos e até algumas crenças. Um dos melhores exemplos pessoais que tive, e tenho, foi com Tico Santa Cruz.

Certamente somos muito diferentes, não concordo com a maioria do que ele fala e como se posiciona, mas segui-lo no Facebook é um exercício de aprendizado contínuo, mesmo que seja para discordar integralmente de tudo que ele publica.

Para provocar você a buscar novos interlocutores, compartilho aqui nove personalidades que merecem ser seguidas por você no Facebook. Faça um test drive. Eu sei que você terá vontade de chutar a canela de alguns deles.

Ricardo Boechat É uma delícia seguir o Boechat. Ele mistura a sua rotina pessoal com a profissional, de forma divertida e muito genuína. Conta algumas confidências. Sai da postura de âncora excepcional para a posição de um ser humano como a gente, com virtudes, manias, dificuldades e diversão. É divertido ver as fotos de suas filhas no balcão do jornal da Band.

Tico Santa Cruz
Ele conversa sobre suas posições e pontos de vista a respeito de vários temas, especialmente sobre a situação do País. É sincero, tem posição, participa dos diálogos e sabe argumentar. Não é por acaso que tem quase dois milhões de seguidores. Sigo ele mesmo não concordando com tudo que escreve. A linha de comentários dele muitas vezes se transforma num campo de batalha.

Luciano Pires
Está sempre nos fazendo pensar. É muito atuante no Facebook, comanda o famoso podcast Café Brasil e gosta de provocar as pessoas. Ele costuma compartilhar notícias da atualidade agregando os seus pontos de vista. É mandatório segui-lo, mesmo que você não concorde com ele em tudo.

Mentor Neto
É um fenômeno recente. É uma delícia segui-lo, parece estar conversando no pé de ouvido com você. Escreve textos belíssimos, divertidos, misturando realidade com ficção. Mas, cuidado, ele não tem piedade em bloquear gente chata.

Cora Ronai
É imperdível. Suas reflexões, algumas profundas, misturadas com pitadas do cotidiano, são sempre valiosas. Ela ainda oferece um bônus para seus seguidores publicando os textos de sua coluna do jornal. Adoro a cobertura de suas viagens. Não perca as fotos e os gatos. Vale segui-la também no Instagram.

Ethevaldo Siqueira
Pitadas de alta tecnologia, sempre bem escritas e com um nível de profundidade na medida certa. É mandatório para quem gosta de estar por dentro das novidades tecnológicas, especialmente sobre o espaço sideral. É apaixonado por música clássica.

Carlos Osório
Ele é Secretário de Transportes do Estado do Rio. Sabemos que sua presença no Facebook tem um viés político, mas é legal como ele descreve o seu dia a dia, parece estar sempre prestando contas para a população. Sempre publica fotos do cotidiano (tiradas por alguém, raramente por ele próprio), quase sempre numa atividade com alguém do povo. Só não gosto do tom sempre otimista, mas é um exemplo de um político que utiliza bem o meio, mesmo sabendo que ele tem uma assessoria por trás fazendo o serviço.

Romário
Você pode não gostar dele. Sim, ele é polêmico, muuuuito polêmico, mas ele se posiciona no Facebook, às vezes com ironia, mas é um político que adotou as mídias sociais como um meio de comunicação com o seu eleitorado e sabe usar muito bem.

Flavio Gikovate
Estar no divã com Gikovate é interessante, mesmo que de vez em quando o devaneio vá além do nosso entendimento. Ele compartilha reflexões e pequenas pílulas do comportamento da sociedade atual. Vale seguir.

E você? Quais são as personalidades que segue nas mídias sociais? Compartilha comigo.

 
Fonte: Meio e Mensagem

A virada de Dilma

O fato é que está se delineando um novo quadro político no país, uma espécie de 'luz ao final do túnel' como há muito não se via. 

 Marcelo Camargo / Agência Brasil 

Embora a conjuntura política brasileira permaneça extremamente fluida desde o início do ano, com lances e contralances diversos em distintas direções, os acontecimentos da última semana aparentemente são promissores ao Governo Dilma, uma vez que ganhou musculatura para virar a página das crises intermináveis que estamos vivenciando dramaticamente.

 
Mesmo correndo-se o risco de a análise abaixo ser abalroada pela multiplicidade de atores, pontos de veto e novos lances, o fato é que está se delineando um novo quadro político no país, uma espécie de “luz ao final do túnel” como há muito não se via.

O conjunto de fatos – conjugados – a seguir apontam nessa direção, embora não sem contradições:

 
1) Do ponto de vista institucional: a decisão do STF de revogar essencialmente as deliberações dos golpistas no Congresso, lideradas por Eduardo Cunha, com toda sorte de manobras, atentados ao regimento e sobretudo à Constituição traz, sem dúvida, alento para se barrar o “golpe parlamentar” em andamento desde a divulgação do resultado eleitoral que proclamou Dilma presidente da República. Embora algumas decisões do STF, caso do modus operandi de todo e qualquer processo de impeachment, sejam questionáveis, notadamente quanto ao quórum da Câmara e do Senado à admissibilidade e julgamento do chefe do Executivo, assim como o fato de manter na presidência da Câmara um parlamentar (Cunha) cujas provas materiais – apontadas o procurador-geral Rodrigo Janot – são inquestionáveis a ponto de intitulá-lo como “chefe de quadrilha”: apesar dessas, e outras contradições, o fato é que a manobra golpista de Cunha, Temer e parte do PMDB, do PSDB/DEM e outros, foi derrotada nesse momento. Não bastasse isso, espera-se que as Operações Lava Jato e Zelotes, entre outras, em algum momento cheguem ao PSDB/DEM/Mídia, uma vez que profundamente enlameados, em distintas situações, com mecanismos ilegais, conforme diversas evidências vêm apontando, embora sem ações institucionais efetivas até o momento.

 
2) Do ponto de vista das forças políticas partidárias, a clareza do golpismo de Temer, que borrou sua história de maneira inexorável, condenando-o definitivamente ao esquecimento; a agonia de Cunha, cujo processo de cassação de seu mandato finalmente avançou no Conselho de Ética, e cuja perda do mandato e quiçá prisão está por poucos meses (embora sua liberdade e poder no Parlamento jamais possam ser desconsiderados); a potencial fragilização de Renan, em razão da quebra do sigilo fiscal e bancário pelo STF, cujas consequências políticas ainda são desconhecidas; e a obtusa atuação do PSDB, do DEM, e de figuras patéticas como Paulinho da Força e tantos outros cuja estatura política nunca houve ou vem derretendo inexoravelmente. Todos esses aspectos são de extrema importância no sentido de compreender que o golpismo parlamentar não tem votos suficientes para o impeachment – o que não significa que não poderá ter –, assim como ancora-se na representação minoritária, expressa nas ruas, dos grupos conservadores e reacionários. Deve-se ressaltar que tal pensamento é, em termos de organização política, minoritário no país, mas que fora amplificado pelo golpismo midiático.

 
3) Do ponto de vista dos aparelhos ideológicos midiáticos, há claro esgotamento das pautas e do modus operandi dos grandes jornais, revistas e mesmo das emissoras de canal aberto, que perdem audiência a olhos nus. O mau caratismo golpista explícito tem como síntese a tentativa obtusa de colar a imagem do empresário Bumlai como “amigo de Lula”. Em outras palavras, se não se consegue incriminar o ex-presidente, tenta-se fazê-lo por pessoas próximas ou supostamente próximas: o “filho de Lula”, a “neta de Lula” e, agora, o “amigo de Lula”. Aparentemente essa estratégia está chegando ao seu limite, embora um sem-número de “inocentes úteis”, mesmo que decrescentes, acreditem piamente na grande mídia. Deve-se lembra que alguns de seus títulos, notadamente o principal deles em termos de panfleto político, a “revista” Veja, é pré-falimentar.

 
4) Do ponto de vista social, fundamentalmente a mobilização de diversos segmentos importantes da sociedade brasileira politicamente organizada, tais como juristas, professores, sindicatos, entidades de classes e outras, mas sobretudo as manifestações populares, é crucial na atual conjuntura. Nesse sentido, não apenas o maior número de manifestantes pró-legalidade – cujos atos ocorreram no dia 16/12 –, mas sua representatividade e diversidade, demonstraram a força da sociedade brasileira cuja democracia política e social são valores essenciais. Não bastasse isso, as manifestações dos grupos de classe média tradicional – a chamada “classe média burguesa” – vêm diminuindo de maneira vigorosa, no limiar da desidratação, como pode ser observado no ato do dia 13/12, data funesta à democracia brasileira por coincidir com o famigerado AI-5. A simbologia desta data não poderia ser mais significativa, mas fundamentalmente demonstra o “tiro curto” de lideranças de movimentos como MBL, Vem Pra Rua e outros, cada vez mais reduzidos à insignificância política da qual são portadores, pois, além do mais, tinham em Cunha (!) seu esteio anticorrupção! A ascensão de movimentos partidários, sociais e populares, legalistas e de esquerda, que passaram a superar suas divergências em nome da manutenção do mandato legal de Dilma, e compreenderam que muito além do impeachment da presidente o que está em jogo é a democracia política – o que inclui direitos civis –, social e trabalhista, e a própria agenda de esquerda no país: tal ascensão torna-se sustentáculo da democracia e, nesse momento, do mandato de Dilma.

 
5) Por fim, do ponto de vista econômico a celebrada saída do ministro Levy e sua substituição pelo então ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, aponta finalmente para a virada macroeconômica, isto é, mesmo que paulatina, a mudança de rumo quanto ao desenvolvimento do país poderá finalmente se fazer, suplantando parcialmente o rentismo em prol dos mais pobres e dos que vivem do trabalho.
 

É claro que não se pode desprezar a “República de Curitiba” do juiz Moro, com suas infindáveis “delações” premiadas seletivas, igualmente vazadas de forma seletiva pela mídia golpista, assim como surpresas antigovernistas da Procuradoria Geral da República (Janot) e do próprio STF, TSE e TCU, entre outros. Da mesma forma, a unidade em torno do golpe do PSDB e da Fiesp. Também o PIG, embora já se saiba como se dá sua atuação, sempre poderá, em parceria escusa com membros de instituições judiciárias, produzir novas “bombas” acusatórias e persecutórias que, embora destituídas de comprovação, dominam o “noticiário” político: eufemismo e nome fantasia de manipulação grosseira e grotesca.
 

Contudo, como procurou-se argumentar, o conjunto de fatores conjugados – reitere-se –, e, no interior deles, a mobilização social de legalistas, democratas e da esquerda, é aspecto-chave, e que precisa perdurar, para a derrubada do golpe, reordenação das forças políticas e nova política macroeconômica de desenvolvimento, derrubando-se consequentemente a “agenda retrógrada” que prospera no Congresso. A partir daí um outro governo Dilma pode emergir, virando paulatinamente à esquerda, o que implica enfrentar os grandes poderes, radicalizar a democracia e sustentar/ampliar direitos políticos, civis, sociais e trabalhistas.
 

Não se trata de otimismo, e sim de tentativa de compreensão da realidade por meio de fenômenos que se articulam. Afinal, como nos ensinou Maquiavel, para “mudar a realidade deve-se compreendê-la realisticamente e agir igualmente de forma realista”! Isso não significa excesso de pragmatismo, tal como desenvolvido desde o Governo Lula, e sim compreensão da realidade para alterá-la, o que implica colocar os sonhos, transformados em projetos políticos, em ação! Para tanto, novas correlações de força hão de se desenvolver, notadamente as que têm como base os pobres e os trabalhadores, tal como demonstrado pelas manifestações do dia 16/12.


Fonte: Carta Maior/Agencia Brasil


Fabíola e Léo depois do filme do motel.

Por Nathalí Macedo

O casal antes da tempestade 
O casal antes da tempestade

Léo e Fabíola foram os dois protagonistas do último grande escândalo da internet. Como esquecer a cena deplorável da moça sendo arrancada pelos cabelos do carro, pelo próprio marido, enquanto outro homem filmava a cena e a insultava?

Para Fabíola, os mais lamentáveis adjetivos: vagabunda, puta, piranha, sem caráter. E para Léo, o homem que saiu com a mulher do amigo? Apenas o estigma de amigo ‘fura-olho’, pegador, aquele que não resiste ao “instinto masculino”. “Tanta piranha, Léo!” – foi o que se ouviu na voz off do vídeo – tanta piranha e você ‘pega’ logo a mulher do seu amigo?

Léo poderia ser visto saindo com muitas ‘piranhas’ de um motel, mesmo sendo casado. Mas não com Fabíola, porque ela sim deveria ter se dado ao respeito.

Após a exposição (certamente inesperada) na rede, Fabíola enfrenta uma depressão.

Não deve ser fácil ver milhões de pessoas julgando a sua vida íntima. Não deve ser fácil saber que quem te chama de vagabunda não vive o seu casamento, não enfrenta as suas dificuldades, não dorme com você todas as noites.

Assim como ela, muitas mulheres já tiveram a vida destruída pela exposição e julgamento machista na rede: quem esqueceu da menina de Veranópolis, que se suicidou após o vazamento de fotos íntimas no WhatsApp?

Não me surpreende. O mundo – especialmente o virtual – é cruel com as mulheres.

E enquanto Fabíolas e meninas de Veranópolis entram em depressão e se suicidam por não saberem lidar com a crueldade alheia, Léo se diverte em férias com a família. Sua esposa, também traída, não o agrediu; perdoou-o, decerto.

Afinal, homem é assim mesmo.

Léo também é adúltero, mas eu não vi um comentário sequer recriminando-o por ter traído sua esposa. Ela é que provavelmente não deu conta do recado. E homem insatisfeito em casa, procura na rua – nós é que devemos segurar os nossos homens com um bom sexo. Nós precisamos perdoar e nos calar – porque, como se diz, homem é artigo de luxo.

E quem nunca presenciou um casamento de merda? Quem nunca compreendeu, talvez sentindo na pele, que divorciar-se não é tão fácil quando o mundo inteiro te convence de que você precisa de um homem?

Precisamos ter sensibilidade e uma boa dose de empatia para perceber que a vida conjugal alheia – que não nos diz respeito, ressalte-se – não é tão simples quanto escrever um insulto na internet. Que as opressões são intermináveis. Que muitos homens convencem as suas esposas, silenciosa e meticulosamente, de que elas precisam deles. De que nenhum outro homem as aceitará – porque estão velhas, porque têm filhos, porque são problemáticas. Muitas mulheres acreditam cegamente que um casamento fracassado é tudo que lhes resta – porque qualquer coisa é melhor que ficar sozinha.

Por que Fabíola não se divorciou antes de trair? Eu não sei.

Mas, já tendo presenciado mulheres tentando livrar seus maridos violentos da cadeia – presos em decorrência da Lei Maria da Penha, por exemplo – porque eles eram os provedores, financeiros ou psicológicos, da família, eu consigo imaginar.

Tendo visto mulheres lindas – e mais próximas a mim do que você, leitor, pode imaginar – se submetendo a traições, insultos e humilhações porque “não conseguiriam outro casamento” ou “não querem que seus filhos cresçam sem pai”, sim, eu posso imaginar.

A sociedade patriarcalista cultiva em cada uma de nós uma carência oportuna, necessária para que continuemos nos calando, nos contentando com o lugar que nos foi imposto. É preciso muita ousadia para afirmar-se enquanto mulher divorciada e autossuficiente sem ser vista como “coitada”. É preciso muito amor próprio – aquele mesmo amor próprio que a sociedade nos tira – para não aceitar um relacionamento opressor.

Fique à vontade para me acusar de vitimista e “defensora de vagabundas”.

Mas antes, pergunte-se: E Léo? Por que não divorciou antes de trair?
 OBS: Por questão  ética não mostraremos o vídeo nesta matéria!
Sobre o Autor
Colunista, autora do livro "As Mulheres que Possuo", feminista, poetisa, aspirante a advogada e editora do portal Ingênua. Canta blues nas horas vagas.


Fonte: DCM

domingo, 20 de dezembro de 2015

Simone de Beauvoir e a imbecilidade sem limites de Feliciano e Gentili

A total falta de conhecimento de como funciona a filosofia

A filósofa francesa realizou um estudo sério; se for pra criticar, ao menos façam comentários sérios e embasados, sem impedir ou rebaixar a reflexão 

Na última semana assistimos a um grande show de horror no Brasil. Uma questão na prova do Enem que trazia uma frase da filósofa francesa Simone de Beauvoir e o tema da redação que versava sobre a persistência da violência contra a mulher, causou falsa indignação e respostas tenebrosas por parte de alguns membros da intelligentsia (muita ironia, por favor) brasileira.

Marco Feliciano, em sua página de Facebook, desaprovou a questão. Disse se tratar de tentativa de doutrinamento e completou:

“A primeira pergunta apresentado na prova do Enen (sic) deste sábado versa sobre um assunto em que em todas as esferas legislativas de nosso país foi vencida e jogada no lixo, a teoria de gênero, algo que sutilmente tentaram nos incutir de forma sorrateira e rechaçada pelos parlamentares eleitos democraticamente pela maioria da população e que todas as pesquisas apontam como maioria de fé Cristã e conservadora”, opinou.

“Essa frase da Filósofa Simone de Beauvoir é apenas opinião pessoal da autora, e me parece que a inserção desse texto, uma escolha adrede, ardilosa e discrepante do que se tem decidido sobre o que se deve ensinar aos nossos jovens.”

O promotor de Justiça de Sorocaba, Jorge Alberto de Oliveira Marun, também sobre Beauvoir escreveu em sua página de Facebook:

“Exame Nacional-Socialista da Doutrinação Sub-Marxista. Aprendam jovens: mulher não nasce mulher, nasce uma baranga francesa que não toma banho, não usa sutiã e não se depila. Só depois é pervertida pelo capitalismo opressor e se torna mulher que toma banho, usa sutiã e se depila”, escreveu.

A declaração fazia referência à célebre frase de Simone de Beauvoir, ”Não se nasce mulher, torna-se mulher”. O comentário ofensivo e desprovido de reflexão crítica rendeu uma nota de repúdio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Para quem estuda a obra de Simone de Beauvoir como eu, foi uma alegria ver uma questão sobre sua obra numa prova de alcance nacional.

Beauvoir foi uma intelectual importante que, ao lançar O Segundo Sexo em 1949, colocou a mulher no centro do debate e rompeu com uma tradição filosófica que a mantinha invisível ou vista a partir do olhar do outro.

Quando lançou a obra, Beauvoir não se entendia como feminista ainda, nesse estudo em específico pensa a categoria de gênero por uma perspectiva existencialista e, como afirma Margaret Simons, uma das maiores especialistas em Beauvoir, posteriormente a obra adquire um caráter fundamentalmente político.

Estudar Simone de Beauvoir é de suma importância por conta de suas grandes contribuições filosóficas. Feliciano colocar a famosa frase de Beauvoir como “opinião dela” mostra seu total desconhecimento de como funciona um sistema filosófico. Maldita doxa, diriam os gregos.

Fora isso, houve uma tentativa de querer destruí-la como ser humano em vez de questionar cientifica e politicamente sua obra dentro das condições históricas a qual estava submetida.

Tanto Feliciano como Marum podem discordar do pensamento dela, mas que tenham competência crítico-argumentativa para fazê-lo em vez de destilarem machismo e burrice. Beauvoir realizou um estudo sério. Se for pra criticar, ao menos façam críticas sérias e embasadas. Não se pode impedir e nem rebaixar a reflexão crítica, por favor.

O que Beauvoir quis dizer com a frase “Não se nasce mulher, torna-se” não é de difícil entendimento. Explico: ao dizer que “não se nasce mulher, torna-se”, a filósofa francesa distingue entre a construção do “gênero” e o “sexo dado” e mostra que não seria possível atribuir às mulheres certos valores e comportamentos sociais como biologicamente determinados. Simples, não é? E faz todo sentido, o ser mulher se impõe; há uma imposição social de como as mulheres devem se comportar.

Diante das várias imbecilidades proferidas, Danilo Gentili, o imbecil mor ficou com inveja e não quis ficar de fora. Em seu programa The Noite, um de seus convidados fez piadas violentas escancarando o que há de pior no humor brasileiro.

Já escrevi sobre como o humor não está descolado dos valores da cultura, e o convidado descerebrado de Imbecili, Leo Lins, só comprovou isso ao dizer coisas do tipo: “Eu já li que a cada 12 segundos uma mulher sofre violência no Brasil, mas estou escrevendo a redação há 30 e não vi nenhuma apanhando”.

“Também é preciso ver quem fez a pesquisa... como saber se o sangue é de violência ou ciclo menstrual? Afinal, o sangue que sai de um corpo é o mesmo, não importa o buraco.”

Após esse show de desrespeito absurdo, uma fã de Imbecili criticou o fato de os “humoristas” debocharem de um tema tão sério e disse que não seria mais fã de Gentili. Ao que ele respondeu: “Mas vc jura por tudo que deixou mesmo de ser minha fã? Eu posso até depositar uma grana pra vc me enviar um contrato que nao é mais minha fa. É importante pra mim saber que nao tenho fã arrombada".

O cúmulo da falta de respeito e de civilidade.

O show de falta de respeito e de civilidade de Danilo Gentili
Gentili é o que há de pior na televisão brasileira. Debater temas como violência contra a mulher é importante para a sociedade, há inúmeras pesquisas sérias que comprovam o alto índice de mortes de mulheres por seus companheiros.

Logo debochar disso, além de mostrar que essas pessoas têm problema de caráter e revelar o que há de mais sujo e baixo, é uma forma de concordar com essa violência, de manter as coisas como estão. Gentili poderia fazer um favor à humanidade e permanecer calado até aprender a ser gente.

Apesar de toda a manifestação horrenda de Feliciano, Marun e Gentili, vejo algo positivo nisso tudo. É urgente que temas como esses sejam debatidos e ensinados, se estão incomodando é porque talvez estejamos no caminho da mudança.

Como disse Érico Veríssimo: “Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”.
 
As três figuras aqui citadas querem permanecer erguendo as barreiras da ignorância, do desrespeito e machismo. Façamos moinhos de vento  


Fonte: Carta Capital

Haja disposição para compras (CRISE?)

Polo de moda com feiras, shoppings e galerias próximo à rodoviária espera receber cerca de 300 mil pessoas no último fim de semana antes do Natal

Trânsito, falta de vagas para estacionamento, calçadas e galerias lotadas. Esse é o cenário normal da região da Rua 44, no Setor Norte Ferroviário, mas deve piorar muito no último sábado e domingo. Empresários estimam que o polo de modas deverá atrair 300 mil pessoas  até domingo, o dobro do que é registrado nos fins de semana em outras épocas do ano. Um público que vem de diversas partes do Brasil, e até de países como Uruguai e Paraguai, em busca de uma grande variedade de produtos a preços bem abaixo dos praticados no mercado.


No sábado passado, a reportagem esteve no polo, formado por shoppings, dezenas de galerias e uma feira com cerca de 13 mil bancas. O movimento já era intenso. O vai e vem frenético de compradores, muitos em uma verdadeira corrida contra o tempo para comprar o máximo que podiam antes de dar o horário de entrar no ônibus para ir embora.


Nas ruas adjacentes, as calçadas ficam lotadas. Os compradores de peças no atacado, muitos com malas amontoadas em carrinhos de rodinhas, não têm outra opção a não ser disputar espaço com os carros e as motos no meio da rua.


Junto com o movimento, a quantidade de problemas também aumenta. O motorista que quiser enfrentar o trânsito da Rua 44 deverá ter muita paciência. A via fica completamente congestionada e o ideal é não passar por lá motorizado.


Mas deixar o veículo em um local para andar a pé nos quarteirões da moda não é tarefa fácil. As vagas mais próximas geralmente são ocupadas por ônibus de viagens e os carros dos feirantes. A dica principal para quem quer enfrentar menos tumulto é chegar cedo. Bem cedo mesmo!


"No sábado, às 4h30 aqui já está cheio de carros. Domingo, tem gente que chega aqui às 2 horas, para aproveitar a feira", diz o segurança Francisco Pereira da Silva, que também atua como vigia de veículos em um ponto da Rua 66, no Centro, acima da Avenida Independência. O entorno do Parque Mutirama é uma das primeiras a ficarem lotadas de carro, por conta da segurança. Na região estão o 1º Distrito Policial de Goiânia e um batalhão do Corpo de Bombeiros.


O corredor de ônibus desativado para as obras do BRT, na parte central da Avenida Goiás Norte, foi transformado em um estacionamento improvisado. Entre a Rodoviária de Goiânia e o shopping Estação Goiânia, nem as ilhas escapam da ocupação de ambulantes e carros. Alguns mais audaciosos sobem em uma parte da Praça do Trabalhador.


Para a agente de turismo Alcenir Ponciano, de 36 anos, falta estrutura para receber tantos ônibus. Ela traz, toda sexta-feira, um ônibus com compradores da cidade de Uberaba (MG). O veículo geralmente fica no estacionamento do hotel. Mas como no fim do ano ela traz dois ônibus, por conta do aumento da demanda, um deles precisa ficar na rua. A saída é negociar com os flanelinhas. "Não adianta investir apenas em construção de galerias. Precisamos de ter onde parar", reclama.


Sem lugar para deixar o veículo, carros e ônibus acabam estacionados na Marginal Botafogo, via de trânsito rápido da capital onde o estacionamento não é permitido. Por volta das 13 horas, a fila irregular ia da altura da Rua 69 até a ponte da Rua 301, que dá acesso à Pecuária.


O lixo é outro problema. Simone Silva Campos, de 38 anos, vende almoços em uma das ruas adjacentes da 44 e recolhe o material descartado pelos clientes no chão. "Preciso recolher senão os lojistas reclamam. Não tem lixeiras e sem elas as pessoas acabam jogando as vasilhas de isopor no chão", diz. Mas nem todos os vendedores de quentinhas têm a mesma iniciativa e é comum ver pessoas sentadas em meio à sujeira. 

Comércio intenso, problemas também
Comércio intenso, problemas também 
Fonte: O Popular 

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