sexta-feira, 31 de julho de 2015

Expedição percorre mil quilômetros em torno do Cânion do Rio Poty


Cerca de mil quilômetros estão sendo percorridos pela equipe que integra o Projeto Expedição Cânion do Rio Poty. A expedição que teve início na última quinta-feira, dia 30, e prossegue até o dia 02 de Agosto, passando pelos municípios de Teresina, Campo Maior, Castelo do Piauí, Buriti dos Montes, Juazeiro do Piauí, Crateus(CE), Novo Oriente(CE) e Quiterianópois(CE). O Secretário Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ziza Carvalho e técnicos da SEMAR participam da expedição, oportunidade que estão tendo para uma avaliação das condições do Cânion do Poty, com vista na criação de uma Unidade de Conservação.

A expedição está sendo maravilhosa e bem oportuna. Pretendemos criar novas unidades de conservação no Estado do Piauí e é preciso conhecer os lugares e nossas belezas naturais.  Estamos dialogando com representantes do governo cearense sobre a criação destas Unidades de Conservação.  

A proposta é visitarmos toda a orla do rio Poti na zona urbana de Crateús, no Ceará e os sítios paleontológicos existentes ao longo do cânion. 

Pretendemos criar dois parques estaduais de conservação na área que fica situada entre os municípios de Juazeiro do Piauí, Castelo do Piauí e Buriti dos Montes”, enfatiza Ziza Carvalho.

O Cânion do Rio PotY é um fenômeno criado pela passagem do Rio Poty por uma fenda geológica situada na Serra da Ibiapaba entre o Piauí e o Ceará. Se  estende por quatro municípios: Crateús, no Ceará; Buriti dos Montes, Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí, no Piauí.  

O membro do Instituto CO2 Zero, Benedito Rubens Luma de Azevedo, especialista em Gestão Pública e Conservação de Arte Rupestre,  já apresentou junto a SEMAR, a proposta do Mosaico de Unidades de Conservação para o Cânion do Rio Poty.  “Existe uma grande riqueza turística na região do

Cânion do Rio Poty e os órgãos ligados à preservação do meio ambiente devem se mobilizar para fazer a preservação do local. Lá existem pinturas rupestres que ainda nem foram pesquisadas por estudiosos.

Nesta reunião de hoje demos um passo importante para a criação de Unidades de Conservação (UCs) no cânion e também já tratamos sobre a elaboração de um Plano de Manejo destas UCs, necessário para a manutenção destas áreas, para embasar a gestão e fazer uso sustentável dos recursos naturais no local”, pontuou Benedito Azevedo.

A expedição conta com a participação de representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PI),  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Universidade Federal do Piauí (Ufpi), dentre outros órgãos.

Fonte: Cidade Verde

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