sexta-feira, 17 de julho de 2015

Morre um dos menores condenados pelo crime de Castelo do Piauí


Gleison foi morto durante a madrugada pelos outros três menores envolvidos no crime.

Um dos menores condenados pelo estupro coletivo em Castelo do Piauí foi morto na madrugada desta sexta-feira (17) no alojamento D do Centro Educacional  HB Masculino, CEM. Gleison Silva, de 17 anos, foi espancado pelos outros três menores também acusados do crime contra quatro adolescentes.

Segundo informações da polícia, o menor teve a cabeça quebrada devido às pancadas recebidas. O diretor de atendimento socioeducativo da Sasc, Anderlly Lopes, afirmou que nenhum objeto foi usado durante o espancamento. "Eles utilizaram as próprias mãos para cometer o crime contra Gleison. O motivo seria porque ele foi o delator do crime e houve vingança, mas isso ainda vai ser investigado pela polícia", disse.

Gleison foi encontrado com vida dentro da Unidade, mas enquanto era deslocado para receber atendimento médico, faleceu. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal ainda na madrugada. 

Os menores estavam internados no CEM desde a última terça-feira (14) e apresentavam bom comportamento até então. "Eles estavam bem até agora, separados dos outros internos do centro e juntos em uma cela. Mas isso tudo parece ter sido premeditado pela forma que aconteceu", disse Anderlly. 



Os menores que mataram Gleison foram devolvidos para o Centro Educacional de Internação Provisória (Ceip) por ordem do Juiz Antônio Lopes, em decorrência deste outro ato infracional cometido. Antes da internação no CEM, a administração do Centro conversou com os menores sobre os alojamentos que iriam ocupar e os quatro concordaram de ficarem juntos, mas separados dos outros internos por medo de represália. "Enquanto o processo corria e enquanto estávamos com eles nenhuma ameaça foi percebida contra o Gleison. Os outros três condenavam o menor contra o crime, mas o processo apurou que todos tiveram culpa", disse Anderlly Lopes. 

O corpo de Gleison ainda não foi liberado pelo Instituto Médico Legal e a Sasc aguarda a família para decidir a organização do velório. O diretor de atendimento socioeducativo ainda relatou que, por mais que o menor morto hoje tenha sido o delator, não havia condições de saber se os outros poderiam cometer algum crime contra ele, devido ao bom comportamento apresentado. 

Os detalhes do velório do menor ainda não estão definidos. De acordo com a Sasc não foi acordado onde vai ocorrer, se na capital ou se o corpo vai ser levado para Castelo do Piauí. "Eu desacredito em qualquer tumulto, caso o velório ocorra em Castelo do Piauí, porque ele já está morto. O que pode surgir é um clamor pelas meninas violentadas por parte da população do município", finalizou Anderlly.

 

 

Fonte: O Dia

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