domingo, 9 de agosto de 2015

Através de guarda compartilhada, pai ensina que amor não precisa esperar


Para o empresário Lucas Petit, a guarda compartilhada foi fundamental para que seu filho Erick não sofresse com a divisão da família.


Através de guarda compartilhada, pai ensina que amor não precisa esperar 

O pequeno Erick d’Luka, de 5 anos, vem correndo e, com empolgação, dá um abraço apertado no pai que nem esperava receber o mais novo afago - muito bem-vindo, por sinal. Como o abraço, foi assim também, de surpresa, a chegada da criança no berço da família. Erick é fruto de uma gravidez que não foi planejada, mas aceita de imediato. Após o fim do relacionamento com a mãe do garoto, a guarda-compartilhada foi fundamental para que o filho não sofresse com a divisão da família e aprendesse que o pai estaria sempre presente, de uma forma reinventada dia após dia por ambos.

Para o empresário Lucas Petit, a surpresa em ter o filho, com o tempo, deu lugar à ansiedade em tê-lo nos braços. Apesar do desafio, a missão de cuidar da criança foi e continua sendo revigorante. Lucas explica que, desde o momento que soube da gravidez da então companheira, o desejo de ser pai se tornou presente em sua vida.

“Não foi planejada, estava no início de relacionamento e aconteceu de vir essa criança. Mas, no momento que eu soube, o desejo foi de me tornar pai e de assumir essa responsabilidade. Acredito que quando Deus coloca uma criança na vida nossa vida, nós temos condições de contribuir de alguma forma para que essa criança seja alguém no mundo. O Erick foi dessa forma, assim que soube que ia ter um filho, o desejo de ser pai, de ser um bom pai, tomou conta de mim”, afirma.

Após o término do relacionamento, quando Erick era apenas um bebê, as tentativas para adaptar a rotina foram inúmeras. A ideia de realizar guarda compartilhada, que acontece quando tanto o pai quanto a mãe dividem as responsabilidades, as decisões e tudo o que estiver for relacionado à rotina dos filhos, foi presente. As tentativas para a melhor forma de execução chegaram com o tempo.

“Tentamos por dias alternados, fazer fim de semana sim e outro não, mas acabou que adaptou ela pegando ele nas segundas e eu nas quintas-feiras, com a troca sempre na escola”, esclarece. O que parece ser confuso no início, para Erick foi uma adaptação natural. A partir daí, Lucas se responsabiliza por arrumar, levar a escola, passeios e cumprir atividades dentro e fora de casa.

No auge dos cinco anos de vida, Erick já sabe os dias que têm de ficar com a mãe e os dias que passa com o pai. E a parceria entre pai e filho vai desde às atividades simples do dia a dia aos momentos de lazer e novos aprendizados.

“Os desafios são diários, tem que cuidar, acordar cedo pra levar para a escola e adaptando bem a rotina. Hoje, nós fazemos muitas coisas sozinhos. Nosso lazer, é futebol toda terça e quinta, jogar vídeo game e ele também me acompanha em rotinas vinculadas ao trabalho, como fazer supermercado”, explica Lucas.

Com a tecnologia, mesmo nos dias em que pai e filho não estão juntos, a comunicação é constante, seja através de ligações ou mensagens no aplicativo de mensagem instantânea - esse último, uma das surpresas que Erick já domina para conseguir aproximar-se da rotina do pai. Afinal, a saudade não espera e os dois sabem disso.

“O mais importante na guarda compartilhada é ter a compreensão e amizade das duas partes. Ter uma relação boa, de amizade e respeito para a criança não ser afetada com isso. Eu, quando estou na casa dos pais da mãe do Erick sou muito bem tratado, e ela da mesma forma na minha família. Meu filho é o maior presente que Deus me deu. Hoje, não consigo imaginar minha vida sem ele”, finaliza.


Fonte: O Dia

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