sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Bispos denunciam que “propaganda derrotista” gera “pessimismo contaminador”

“É inadmissível alimentar a crise econômica com uma crise política irresponsável e inconsequente”, diz a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em nota

Bispos denunciam que “propaganda derrotista” gera “pessimismo contaminador” 

Os bispos do Brasil apontam dificuldades e oportunidades na atual conjuntura social e política.A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou esta semana uma nota sobre “A realidade sociopolítica brasileira: dificuldades de oportunidades”. O texto foi aprovado pelo Conselho Permanente da instituição, que esteve reunido em Brasília, de 27 a 29 deste mês.


Na nota, a CNBB manifesta-se a respeito do momento de crise na atual conjuntura. “A permanência e o agravamento da crise política e econômica, que toma conta do Brasil, parecem indicar a incapacidade das instituições republicanas, que não encontram um modo de superar o conflito de interesses que sufoca a vida nacional, e que faz parecer que todas as atividades do país estão paralisadas e sem rumo”, declaram os bispos.


Para a entidade católica, a frustração presente e a incerteza no futuro somam-se à desconfiança nas autoridades e à propaganda derrotista, gerando um pessimismo contaminador. “Porém, equivocado, de que o Brasil está num beco sem saída”. Os bispos alertam para que a população não se deixe tomar pela “sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre” (Papa Francisco – Alegria do Evangelho, 85).


Os bispos chamam a população a garantir a governabilidade do país, que implica no funcionamento adequado dos três poderes; recuperar o crescimento sustentável; diminuir as desigualdades; exigir profundas transformações na saúde e na educação; ampliar a infraestrutura; cuidar das populações mais vulneráveis, que são as primeiras a sofrerem com os “desmandos e intransigências dos que deveriam dar o exemplo”.


Para a CNBB, cabe à sociedade civil exigir que os governantes do Executivo, Legislativo e Judiciário recusem, terminantemente, mecanismos políticos que, disfarçados de solução, aprofundam a exclusão social e alimentam a violência, entre os quais o estado penal seletivo, as tentativas de redução da maioridade penal, a flexibilização ou revogação do Estatuto do Desarmamento e a transferência da demarcação de terras indígenas para o Congresso Nacional.


Os bispos defendem que a superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção; pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso comum entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. “O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético e moral de favorecerem a busca de caminhos que recoloquem o país na normalidade. É inadmissível alimentar a crise econômica com uma crise política irresponsável e inconsequente”.


Foto de capa: Divulgação CNBB

Fonte: Revista Fórum

Quem paga esta conta?

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 As ações do grupo que promove manifestações contra o PT e contra Dilma e Lula pelo Brasil afora chamam a atenção dos mais afeitos a detalhes, para além da simples aparência dos caros bonecos infláveis

As ações do grupo que promove manifestações contra o PT e contra Dilma e Lula pelo Brasil afora chamam a atenção dos mais afeitos a detalhes, para além da simples aparência dos caros bonecos infláveis.

Em primeiro lugar, a estrutura que cerca os tais "bonecos" infláveis, expostos nas ruas do país. Ao preço médio de 12 mil reais, os bonecos recebem um aparato de segurança que contempla cercas, cones e pasmem, a contratação de vigilantes de empresas de segurança privada, além de apoio para os minguados manifestantes como água, sucos, refrigerantes e lanches, cadeiras para descansar do balouçar de bandeiras, banheiros químicos e a mordomia de ter à disposição, equipe profissional de apoio fardada, com motos e carros de luxo, sem contar com as camisas padronizadas, faixas, bandeiras e impressos em geral.

Foi isso o que vimos em Fortaleza, patrocinado por um denominado Instituto de Democracia e Ética, cujo único registro é uma página no Facebook, onde se coloca como "Instituição política, suprapartidária, sem fins lucrativos que busca conscientizar os cidadãos de sua responsabilidade política na sociedade". Na verdade, um braço do PSDB que tem no seu comando o empresário do setor imobiliário Paulo Angelim, membro da Comissão Provisória do PSDB de Fortaleza, pelo menos a partir de maio de 2015, segundo os registros do partido no TRE-Ce.

Em segundo lugar, para os ainda mais atentos, se destaca a estratégia de propaganda e marketing. A estratégia dos bonecos é nitidamente uma ação midiática. Haja vista a estrutura citada nos parágrafos anteriores. Colocar militantes nas ruas em passeatas perturbando o já conturbado tráfego das grandes cidades brasileiras não seria "simpático" à possíveis apoiadores, além é claro, de exigir mobilização social, o que não é o forte da direita no Brasil. Na passagem da boneca da presidenta Dilma em Fortaleza, contava-se, entre todos os presentes, quatro ou cinco "militantes". O maior número era de pessoas contratadas entre seguranças privados e equipe profissional de apoio, como mostram as fotos. Entretanto, o efeito midiático da ação, com bonecos gigantes, chama a atenção dos que passam pelos locais onde se monta a estrutura, criando a falsa sensação de mobilização.

Em terceiro lugar, o que se destaca mais ainda, é o custo dessa conta. Quem está pagando a agência de publicidade ou os marqueteiros contratados para criar a estratégia desta campanha de âmbito nacional? Porque não há dúvida, para quem é do ramo, de que há toda uma estratégia de propaganda e marketing político por trás dessas ações. Uma estratégia em que os bonecos são apenas uma pequena parte visível e que talvez, a maioria dos apoiadores nem perceba que são apenas massa de manobra nessa super estrutura maior que tem como objetivo derrubar um governo democraticamente eleito, mas que para infortúnio da grande maioria da população, não consegue superar suas dificuldades internas e abre espaço para que uma minoria detentora dos meios de produção concretos e simbólicos e, portanto detentora do poder real que é o poder econômico, consiga articular ações de desestabilização política que colocam em risco a maior conquista recente do Brasil que é a nossa democracia.

No final das contas, como sempre, quem vai pagar essa conta somos nós, a maioria do povo brasileiro, cuja única demanda real é a estabilidade política e econômica, para que o País volte a crescer e se desenvolver.


Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sem rito definido, Cunha não pode analisar impeachment

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), revogou, nesta quinta (29), o “manual do impeachment” que ele havia adotado para responder aos pedidos de afastamento de Dilma Rousseff. O rito já havia sido suspenso por liminares dos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheram os argumentos de mandados de segurança propostos por deputados do PCdoB e do PT.


De acordo com o vice-líder do PCdoB na Câmara, deputado Rubens Pereira Jr (MA), Cunha “volta à estaca zero” com a revogação do procedimento. “Essa decisão mostra que ele se viu obrigado a voltar atrás por conta de uma decisão do STF. Com isso, não há um rito específico para processamento de qualquer crime de responsabilidade na Câmara. E, se não há rito, não pode haver processo”, afirma o parlamentar, que é autor de um dos mandados de segurança analisados pelo Supremo.

No entanto, Eduardo Cunha tem um entendimento diferente. Em entrevista, o presidente da Câmara afirmou que se balizará pela Constituição, pela Lei do Impeachment (Lei 1.079/50) e pelo Regimento Interno para analisar os pedidos de afastamento de Dilma que ainda aguardam análise. Segundo o parlamentar a decisão será “caso a caso”.

Na avaliação de Rubens Pereira Jr, o Parlamento deveria definir outro rito, antes de retomar a análise dos pedidos em curso. “No nosso entendimento, Cunha não pode decidir, analisar ou julgar nenhuma denúncia enquanto não houver rito pré-estabelecido. Se o presidente editar qualquer norma ou rito que vá ferir o que está previsto no artigo 85 da Constituição Federal, nós recorreremos de novo ao STF, que já deu indícios de que a palavra final será em defesa da Constituição. Não cabe a Cunha a decisão única e exclusiva”, analisa.





Fonte: PCdoB na Câmara

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Membros do MBL e Revoltados On Line ovacionam Cunha e se acorrentam em pilastra pelo impeachment


mbl acorrentado


Eduardo Cunha foi ovacionado no salão verde da Casa na manhã desta quarta-feira (28) por integrantes de “movimentos” que apoiam o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não houve, obviamente, nenhum tipo de manifestação sobre as acusações contra Cunha.Coisa muito estranha.

Para completar, membros do MBL, Revoltados On Line e Vem Pra Rua se acorrentaram numa pilastra. Consta que Kim Kataguiri tem a chave das algemas, mas só libera se rolar uma verba para a viagem de volta para São Paulo.

Era só o que falava mesmo acontecer com esse bando de "quadrúpedes" que pelo que me parece não tem nada para fazer a não ser sair atrás de uma eleição que acabou já faz um ano.

Outra coisa interessante que foi pouquíssimo divulgado ou nada mesmo, é que esse nome do movimento  "VEM PRA RUA" não é legitimo e eu fiz parte dele no inicio em Teresina quando estudantes e trabalhadores foram pras ruas contra o aumento da passagem de ônibus. Este fato mencionarei em outra oportunidade. Mas em nenhum momento fomos pras ruas contra Dilma e sim contra o sistema que estava decadente no geral e todo o Brasil.

Sobre Cunha o O Conselho de Ética recebeu na tarde desta quarta-feira (28) representação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. O documento que pede a cassação do mandato do peemedebista foi protocolado no último dia 13 pelo PSOL e a Rede Sustentabilidade. Mas só agora foi enviado à mesa diretora do Conselho.



Com informações do D.C.M.

94 escolas de SP serão fechadas, afirma Secretaria de Educação

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Na Última segunda-feira (26), a Secretaria Estadual de Educação divulgou que 94 escolas da rede serão fechadas e terão de transferir seus alunos para outras unidades próximas. Dessas, 66 ficarão à disposição dos municípios para uso de Educação de Jovens e Adultos, Centro Educacional Unificado (CEU) ou creche.

A mudança, anunciada em setembro pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), prevê um arranjo nas escolas para que tenham apenas um ciclo de ensino (anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do fundamental e ensino médio).

Com isso, cerca de 340 mil alunos serão transferidos para outra unidade no próximo ano.
Pela manhã, Alckmin afirmou que 754 escolas passarão a ter ciclo único - hoje são 1,5 mil -, um aumento de 52%. Disse também que, com a reestruturação da rede, 1.197 salas serão fechadas.

Segundo o secretário de Educação, Herman Voorwald, o ensino fundamental 1 ganhará 54 escolas de ciclo único, passando das atuais 778 para 832; o ensino fundamental 2 terá 360 unidades a mais neste formato (de 206 para 566); e o ensino médio, 340 (de 459 para 799).
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Com informações do Brasil Post

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Investigações são medo de Lula voltar em 2018, diz líder do governo

 O deputado José Guimarães (PT-CE)

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), saiu em defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (27) com relação as investigações da Operação Zelotes, que investiga empresas de um dos filhos do ex-presidente. "É o medo de Lula voltar em 2018", disse. "Tudo o que acontece com o presidente Lula vira manchete. Não tem nenhuma acusação contra ele. Tem tanta gente acusada que fica perambulando pelo país", afirmou o líder sem mencionar nomes.


Ontem, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal deram início à terceira fase da Operação Zelotes. Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão no escritório de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente.


Também ontem, Gilberto Carvalho foi ouvido pela PF em inquérito da Zelotes. Ele foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no primeiro governo Dilma e assessorava Lula no Palácio do Planalto. Investigadores dizem que Carvalho foi citado por vários personagens envolvidos no suposto esquema de compra de Medidas Provisórias.


Ao mencionar o aniversário de 70 anos de Lula, comemorado nesta terça-feira, Guimarães disse que "o legado dele é de muita honradez" e que "ninguém fez tanto pelo Brasil e pelos pobres quanto o presidente Lula".


Ao comentar o resultado da pesquisa CNT/MDA divulgada nesta manhã e que atribuiu à presidente Dilma Rousseff 70% de avaliação negativa, Guimarães disse que a baixa popularidade afeta a governabilidade, "mas não é motivo para qualquer outra medida", em referência a um eventual pedido de impeachment articulado pela oposição.

Pauta

José Guimarães disse que o governo estabeleceu, durante reunião com líderes da base aliada, três pautas prioritárias para esta semana. No plenário, será votada a Medida Provisória (MP) 687, que trata de incentivos fiscais para o setor cinematográfico do País. O Planalto negocia a duração de tais incentivos. A comissão que tratou do assunto estabeleceu de cinco a oito anos, mas o governo insiste em dois anos.


Outro tema prioritário é o projeto de lei de repatriação de recursos de brasileiros no exterior, que deve ir ao plenário somente nesta quarta-feira, 28. Guimarães está negociando alterações com o relator da proposta, deputado Manoel Junior (PMDB-PB), para que ele desfaça algumas mudanças, retornando ao texto original do texto elaborado pelo Senado e enviado pelo governo.


Por fim, o Planalto espera votar até a manhã de quinta-feira, 29, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Desvinculação de Receitas da União (DRU). Temas polêmicos como a extensão da desvinculação a Estados e municípios devem ser colocados em discussão apenas na comissão especial que tratará do assunto tão logo o texto saia da CCJ. "A Câmara está votando e saiu da pauta negativista da oposição", disse Guimarães. 



Fonte: Uol

Presidente Dilma, políticos e artistas parabenizam Lula pelos 70 anos

 
 
A presidente Dilma Rousseff gravou um vídeo em que parabeniza o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo aniversário. Nesta terça-feira (27), Lula completa 70 anos. Além de Dilma, outros políticos e artistas, como Chico Buarque, também enviaram vídeos em homenagem ao ex-presidente, que foram publicados na página de Lula no Facebook.

Na mensagem, Dilma disse que tem orgulho de caminhar sempre "lado a lado" do ex-presidente.
"Nós, brasileiros reconhecemos seu papel para o país. Ao longo desses anos, aprendi muito com nossa convivência e sou muito grata por isso. Nessa festa dos seus 70 anos, estendo um forte e fraterno abraço, com a satisfação e orgulho de caminharmos sempre lado a lado na missão de transformar em realidade o Brasil com que sempre sonhamos", disse Dilma.
O Blog da Cristiana Lôbo informou nesta segunda-feira (26) que a relação entre Lula e Dilma tem passado por momentos de desgaste, que se agravou com as buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal na sede de empresas de um dos filhos de Lula, Luís Cláudio Lula da Silva.
No vídeo em homenagem a Lula, Dilma diz ainda que "poucas pessoas no mundo são reconhecidas simultaneamente pelas mais importantes lideranças e pelas nações e povos". "Você, meu querido Lula, é uma delas", completou a presidente.


Outros vídeos

Quem também gravou homenagem para Lula foi o escritor e compositor Chico Buarque.  "Querido Lula, bem-vindo aos setentinha. Receba minha solidariedade, não só pelos setenta anos, mas por tudo que você vem enfrentando. Estou com você, como sempre", disse o artista.


O presidente do PT, Rui Falcão, parabenizou Lula e manifestou a vontade de ver o ex-presidente concorrer em 2018.

"Eu quero dar os parabéns a você em nome de toda militância do PT, mas também em meu nome", afirmou Falcão. "Nés estamos na expectativa que esse seu aniversário se prolongue por muitos e muitos anos, até porque, você sabe, a minha expecativa é que em 2018, Lula de novo", conclui.

Também gravaram depoimentos, que estão na página de Lula, o fotógrafo Sebastião Salgado, o diretor-geral da FAO, José Graziano, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernanda Pezão (PMDB-RJ), e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG).



Informações do G1

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Frente Brasil Popular se une a estudantes para grande marcha dia 13

 

A Frente Brasil Popular, que reúne entidades do movimento social como CTB, CUT, UNE, MST, entre outras, realizará marcha em Brasília no próximo dia 13 de novembro, em defesa da democracia, por mudanças na política econômica, reformas estruturantes e por mais direitos. A marcha acontecerá simultaneamente ao 41º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), entre os dias 12 a 15 de novembro.

“Essa marcha tem o objetivo de fortalecer e reafirmar a unidade dos movimentos sociais para combater os retrocessos. A Frente Brasil Popular tem trazido ao centro do debate assuntos de enorme relevância para o país que podem trazer e criar consensos também em nosso Congresso”, enfatizou Bárbara Melo, presidenta da Ubes. Segundo ela, a marcha já fazia parte da agenda do Congresso e a Frente decidiu incorporar-se ao ato.

 
A líder estudantil também reforça que o foco da mobilização é a defesa da democracia, por uma educação de qualidade e a luta por mais direitos. “Vamos ocupar a Esplanada dos Ministérios contra a proposta de retrocesso que tem pautado a Câmara dos Deputados e contra o chamado ‘rito do impeachment’”, destacou ela, reafirmando a defesa do mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff.
Mudanças na economia
 
Bárbara frisou que o enfrentamento ao conservadorismo passa também pela retomada do desenvolvimento. Para ela, a equipe econômica do governo precisa trilhar um caminho diferente do atual.

 
“A solução da crise é a retomada do desenvolvimento. O corte de verbas da educação foi muito grave. É preciso que o governo dê uma guinada e mude essa política econômica para que possa dar outras receitas ao combate à crise, pois não se pode combater a crise gerando desemprego e corte de programas sociais, muito pelo contrário”, defendeu.

 
O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, também defende uma mudança na política econômica. Ele salienta o papel do parlamento.

 
Para Adílson, a sociedade foi às urnas para eleger um parlamento que direcionasse o seu olhar para as demandas cruciais que o país carece, como mais investimentos públicos, desatar os gargalos estruturais e a realização de grandes obras de infraestrutura.

 
“É evidente que a ameaça golpista continua acesa e a direita tem feito todo o esforço de conduzir o país a uma instabilidade interminável. Por isso, os movimentos sociais, ao ganhar as ruas, constroem caminhos para uma efetiva resposta que garanta a estabilidade do país, a retomada da centralidade do debate do desenvolvimento nacional”, frisa o sindicalista.

 
Para ele, o país vem sendo pautado por essa ofensiva conservadora, que quer a austeridade monetária. “Sabemos que isso é exatamente retomar a agenda neoliberal derrotada nos últimos 12 anos”, conclui.

Do Portal Vermelho

Os coxinha (sic) são a cara de SP?


bessinha desfile fashion FHC e serra

A propósito do vídeo daquela da "terra dos coxinha", o Conversa Afiada mereceu esse comentário do amigo navegante Donizette Lima do Nascimento:
Fico imaginando até quando os paulistas de bem de todo o Estado, não só da capital, vão aturar a balela desses coxinhas. reajam antes que eles segreguem todos vocês.

Em 1932, com medo de perder a hegemonia no cenário político e econômico, o governo de SP tentou uma dita, "revolução dita constitucionalista", mas que, no fundo era, sim, conservadora, de revolucionária de verdade nada tinha. não queriam perder o prestigio de locomotiva conquistado à custa de muito trabalho escravo ou semi e de muitos imigrantes internos e externos (acho que se se fizer uma pesquisa, todo paulista nascido nos ultimos 10 anos tem um parente pai, avô, bisavô(ó) de outro estado principalmente de Minas e do nordeste.

já na colonização a matriz genética paulistana foram os índios das missões e no centro norte do Brasil. basta ler Oliveira Viana, Rocha Pitta dentre outros historiadores, até os mais recentes.

Para muitos coxinhas paulistanos, o Brasil se resume a São Paulo e as coisas que eles julgam melhor para o país. Veja se emendam, São Paulo é um estado importante, mas só são Paulo não faria o Brasil, apesar de muito do Brasil, não olhando a negatividade ou a positividade tenha começado em grande parte por São Paulo. Os homens e mulheres de bem não podem aceitar esse tipo de atitude.

XÔ Coxinhas!, A coisa tá tão braba que eles já estão concordando com o pseudônimo. 



Fonte: Conversa Afiada

A doença (dos coxinha) é nacional!

Quem foi para a porta do velório do Dutra?
bessinha cerra e o pig
Do Fernando Morais, no Facebook:

Antes que comecem com esse papo de que a agressão de hoje à tarde ao Eduardo Suplicy, na livraria cultura, é "coisa de paulista", vamos aos efes e aos erres. Não foi em São Paulo, mas em Belo Horizonte, que um bando de tarados fez manifestação na porta do velório do José Eduardo Dutra. Não foi em São Paulo, mas no aeroporto de fortaleza, que um corretor de imóveis mobilizou gente para insultar o João Pedro Stédile, do MST.

Essa é uma doença - algo como a "super gonorréia" que a folha noticiou - que está contaminando todo o país. Vamos acabar com essa conversa de que baiano é assim, goiano é assado, paulista é assim. A doença é nacional. 


Fonte: Conversa Afiada

Teresina permanece como a 1ª capital do NE em geração de empregos

Secretário Fábio Nery comemora estes índices e ressalta que a população de Teresina é quem mais ganha


Pelo nono mês seguido, a cidade de Teresina continua em destaque no ranking das capitais brasileiras em geração de empregos. Segundo os dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para o acumulado de janeiro a setembro de 2015, a cidade segue apresentando o maior saldo de novos postos de trabalho da região nordeste.


As ocupações responsáveis por esta evidência são os empregos gerados no setor de Call Center, principalmente como Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo que somam 3.328 postos entre admitidos e desligados.


Esta repetição dos resultados positivos em Teresina comprova como os esforços da Prefeitura através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo em tornar o mercado da capital atraente para os investidores têm se mostrado uma decisão acertada. As empresas de Call Center geram empregos em grande escala desde 2014 transformando o quadro econômico da cidade expressivamente.


O secretário Fábio Nery comemora estes índices e ressalta que a população de Teresina é quem mais ganha. “Quanto mais oportunidades de trabalho geramos, mais emprego e mais renda surge para o povo da nossa cidade e isso afeta em todos os setores, pois o poder de compra aumenta o consumo e faz a moeda circular permitindo que todos sintam esses efeitos de alguma forma”, disse. 


As análises apontam ainda que entre as regiões, apenas o Nordeste, em setembro, registrou expansão no emprego. Os estados que mais geraram emprego além do Piauí foram Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba e Maranhão. 



Fonte: O Olho

Eleição de 2014 faz um ano, mas ainda não terminou

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Um ano após o segundo turno das eleições presidenciais, o clima de disputa continua muito vivo - e isso tem feito muito mal ao Brasil; o inconformismo tucano diante da quarta derrota consecutiva empurrou o País para uma situação crítica; a instabilidade política e as tentativas de golpe contra a vitória da presidente Dilma Rousseff fizeram diminuir a confiança do mercado e dos investidores no Brasil, ampliaram as dificuldades do governo no Congresso, insuflaram as ruas e estenderam a duração da crise econômica; Aécio Neves (PSDB) ainda não desencarnou do papel de candidato, os tucanos foram quem mais estimularam as manifestações e também recorreram ao TCU e ao TSE para tentar tirar Dilma do poder; resultado é um quadro de deterioração econômica puxado pela crise política; até quando?


 Um ano após o segundo turno das eleições presidenciais, o clima de disputa continua muito vivo - e isso tem feito muito mal ao Brasil. O inconformismo tucano diante da quarta derrota consecutiva empurrou o país para uma situação crítica: a instabilidade política e as tentativas de golpe contra a vitória da presidente Dilma Rousseff fizeram diminuir a confiança do mercado e dos investidores no país, ampliaram as dificuldades do governo no Congresso, insuflaram as ruas e estenderam a duração da crise econômica.


O senador Aécio Neves (PSDB) ainda não desencarnou do papel de candidato. Ele frequentemente cita as eleições em suas críticas à presidente. Na maioria dos pronunciamentos feitos no plenário do Senado, o tucano critica ações do governo e procura relacioná-las à campanha do ano passado. Na semana passada, por exemplo, Aécio afirmou que o governo petista adotou as chamadas pedaladas fiscais “única e exclusivamente para vencer as eleições”. O principal candidato da oposição não desceu do palanque. Em sua atuação como parlamentar, ele deixa a desejar. Se no ano passado, ele recebeu nota 0 numa avaliação feita pela revista Veja, este ano, a produção do seu mandato é mínima.

Além disso, desde a derrota nas urnas, o PSDB é quem mais insufla os movimentos de rua que pedem a saída de Dilma. Sempre que um protesto foi agendado, membros do partido - e da oposição de direita - participaram dos atos. Aécio sempre utilizou as redes sociais e os programas partidários do PSDB na TV para convocar a população. Ele, inclusive, participou das manifestações que ocorreram em agosto. "Estamos aqui como parte da sociedade indignada, sem querer qualquer protagonismo. Candidatura não é projeto pessoal. Eu tenho muita disposição de impedir que esse governo continue fazendo mal aos brasileiros", discursou o tucano no ato que ocorreu em Belo Horizonte.


Outra tentativa do PSDB de derrubar o governo Dilma é através das instituições. No Tribunal Superior Eleitoral, o partido conseguiu levar adiante um pedido de reavaliação das contas da campanha da presidente, que haviam sido aprovadas no final do ano passado. No último dia 6 de outubro, por cinco votos a dois, o TSE decidiu abrir investigação da campanha. Foi a primeira vez que a corte abriu uma ação de impugnação de mandato eletivo contra um presidente empossado. A decisão foi tomada após o PSDB, autor da ação, recorrer ao plenário do TSE contra o arquivamento do caso pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, no início do ano.


Na Câmara, o PSDB atua em duas frentes: uma votando contra qualquer tentativa do governo de reequilibrar as contas, sendo contrários até mesmo ao fator previdenciário que foi criado por FHC. Dos 51 deputados federais tucanos que analisaram os vetos da presidente ao aumento de gastos, apenas um votou em prol do ajuste fiscal.


Outra frente de atuação tucano no parlamento é através de pedidos de impeachment. O PSDB, o DEM, o PPS e outros partidos de oposição já apresentaram vários pedidos, articulando, inclusive, manobras junto ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), para fazer tramitar o pedido de impedimento. Sem sucesso, uma vez que foram barrados pelo Supremo Tribunal Federal na tentativa de mudar a forma de tramitação, os tucanos não se dão por vencidos. No último dia 21, um novo pedido foi apresentado.


Para alcançar seu objetivo de chegar ao poder pelo golpe, o PSDB não se incomoda nem mesmo de continuar ao lado de Cunha, mesmo diante das consistentes denúncias de corrupção envolvendo o presidente da Câmara. Segundo o próprio Aécio Neves, o partido não pode perder o foco do impeachment. Elei, inclusive, agiu para poupar o peemedebista.


O resultado disso é um quadro de deterioração econômica no país puxado pela crise política. O dólar subiu (em outubro do ano passado, a moeda americana custava R$ 2,46, contra R$ 3,90 desta semana); a inflação opera em alta (6,75% em 2014, contra os 9,77% atuais), e a dívida bruta do setor público que figurava em 61,7% do PIB, está em 65,3%. É óbvio que a situação da economia não chegou a esta situação exclusivamente pela ação do PSDB, mas é inegável que a oposição raivosa que o partido desenvolve atenta diretamente contra a estabilidade da democracia do país, com reflexos no mercado. 


Fonte: Brasil 247

Em novo livro, FHC confirma que é o pai do Petrolão. Detalhe: Roberto Marinho “escolhia” os ministros

RobertoFHC 

Documentos provam que a corrupção na Petrobras começou no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, mas quem está combatendo é o atual governo da presidente DilmaRousseff


O livro “Diários da Presidência”, do ex-presidente tucano FHC, narra fatos sobre seus anos como dirigente máximo da nossa república e precisa “urgentemente” ser anexado aos autos da operação Lava Jato.

Entre outras revelações, o ex-presidente relata ter sido alertado, em 16 de outubro de 1996, que ocorria um “escândalo” dentro da Petrobras. Quem o alertou foi o dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, nomeado pelo ex-presidente para o conselho de administração da estatal.

Nunca é demais lembrar que hoje seu próprio partido, o PSDB, chama as denúncias de corrupção dentro da estatal de “petrolão”…. 

E tem mais: No governo de Fernando Henrique Cardoso, quem nomeava ministros era Roberto Marinho, dono da Globo

No primeiro volume dos diários, FHC afirma ter nomeado um alto funcionário do Ministério das Comunicações em 1995 após consultar Marinho a respeito de três indicações. Um desses nomes foi escolhido secretário-executivo pelo então titular da pasta, Sérgio Motta.

O trecho da livro, reproduzido na reportagem da Folha, diz o seguinte: “Eu próprio [FHC], depois de ter pedido uma informação ao Roberto Irineu Marinho a respeito de três pessoas competentes da área, pedi ao [ministro] Eduardo Jorge que as entrevistasse”, afirma o tucano. “Passei os nomes ao Sérgio Motta [1940-98]. O secretário-executivo escolhido pelo Sérgio [Renato Guerreiro] é um desses três.”

“O então presidente, por iniciativa dele, quis conhecer a minha opinião sobre três nomes para uma posição técnica”, afirma Marinho na nota enviada à Redação. 


Fonte: Brasil 29

sábado, 24 de outubro de 2015

7 países com mais mulheres no Congresso que o Brasil - e não são os que você imagina

Afeganistão. Uganda. Arábia Saudita. É, não estamos nada bem.
 
Um ranking da União Interparlamentar classificou os países de acordo com o número de cadeiras que as mulheres ocupam no Congresso Nacional. Essa representatividade feminina é necessária para assegurar que os direitos das mulheres sejam tratados com a devida importância, o que não tem acontecido no Brasil. Já era de se esperar que, na lista, o nosso país não ficasse em uma posição muito boa - ficou em 118º, com apenas 9,9% de mulheres na Câmara dos Deputados. Mas o mais surpreendente foram os países que ficaram na frente: são lugares que tratam as mulheres de modo extremamente conservador e cruel.
Se ficamos atrás deles, a situação por aqui deve estar bem pior do que o imaginado:
mulheresWikimedia Commons
1- Etiópia
O país africano ainda é muito atrasado no quesito direitos das mulheres: elas ainda são circuncidadas, e, na maioria das vezes, se casam com pretendentes escolhidos pelos pais. Mesmo com uma legislação tão medieval, o país fica na frente do Brasil: as mulheres representam 38,8% na Câmara dos Deputados.

2- Uganda 
Lá, 48% das mulheres já sofreram algum tipo de violência por parte do parceiro. Em 2013, foi proposto que as minissaias fossem banidas, e mais da metade da população feminina acredita que é justificável que elas apanhem do marido. A realidade é triste, mas a república africana fica na frente do Brasil no ranking, com 35% de mulheres no Congresso.

3- Afeganistão
Em 2011, o país foi considerado o mais perigoso do mundo para as mulheres. No começo do ano, uma professora foi jogada de uma ponte e queimada depois de, supostamente, rasgar páginas do Alcorão, o livro sagrado do islamismo. Ainda assim, 27,7% dos representantes do Congresso são mulheres -imagina se esse número fosse menor.

4- Paquistão
É só lembrar da história de Malala Yousufzai para saber que o país não é um bom exemplo de igualdade de gêneros. A menina lutou contra o Talibã para garantir o seu direito de ir à escola, e levou três tiros por isso. A representação feminina no Congresso é de aproximadamente 20%.

5- Arábia Saudita
São tantas coisas que mulheres não podem fazer no país que é quase impossível listar todas. Entre as mais absurdas estão: elas têm um tempo limitado para interagir com homens que não sejam da família, não podem experimentar roupas em lojas e nem andar sozinhas. E sim, lá também têm mais vagas no Congresso do que no Brasil: 19,9%, precisamente.

6- Marrocos
Ainda está em vigor no país uma lei que só foi abolida no Brasil em 2002. Ela diz que um estuprador pode se livrar da pena se se casar com a vítima. Em 2012, uma menina de 16 anos, Amina Filali, foi obrigada a se casar com o seu agressor e acabou cometendo suicídio. Dentro do Congresso, as mulheres representam 17,7%.

7- Coreia do Norte
Sim, no país mais fechado do mundo as mulheres estão mais presentes no Congresso do que no Brasil. É difícil acreditar que, um lugar que considera mulheres um sinal de má sorte e que não interfere em casos de violência doméstica, tenha 16,3% de representatividade no governo - o que ainda é bem pouco, mas mais do que o Brasil.


Fonte: Abril

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Após reestruturação global, ESPN Brasil demite 34 profissionais

 

Emissora não divulgou número de demitidos


ESPN Brasil anunciou nesta quarta-feira (21/10) que, após uma reestruturação global da empresa, terá de eliminar postos de trabalho, que afetarão a emissora como um todo, não apenas a redação. O canal demitiu 34 profissionais entre jornalistas, cinegrafistas, editores de imagem etc. Entre os dispensados está Roberto Salim, que estava há 20 anos na TV. Nos EUA, os cortes atingiram 300 funcionários.


O canal alega que a medida visa manter o desenvolvimento do negócio em um cenário cada vez mais competitivo. Sendo assim, a "ESPN revisou suas operações globalmente para se preparar para o futuro" e seguir com o compromisso "de ter a melhor entrega para o fã do esporte, parceiros e clientes e se concentrará no aprimoramento e desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços".

Em carta enviada aos funcionários, o presidente da ESPN John Skipper, afirma que embora a demanda por esportes continue a mesma, o cenário de atuação da emissora nunca foi tão complexo nos 36 anos do canal. 

Nesse quadro, a ESPN iniciou uma série de mudanças organizacionais que fortalecerão na conquista dos objetivos futuros". Segundo Skipper, esse processo contará com a "eliminação de algumas posições, afetando amigos e colegas em toda a organização".

O presidente afirma que antes dessa decisão foram avaliadas e discutidas cuidadosamente as alternativas. "As pessoas que nos deixarão foram parte do sucesso da ESPN e nós agradecemos suas contribuições e respeitamos o papel que desempenharam. Durante o período de transição, forneceremos todo o apoio possível, e isso inclui um pacote de desligamento que reflita seus anos de serviço, extensão de assistência médica, além do serviço de recolocação profissional, para ajudá-las a encontrar outro emprego".

As mudanças, segundo ele, são parte de uma ampla estratégia para garantir que a ESPN esteja bem preparada para aproveitar ao máximo as novas oportunidades de construção do canal. 

"Sei que esse processo será difícil para todos, mas acredito que as medidas que estamos tomando trarão vantagens competitivas importantes para a nossa empresa a longo prazo. Agradeço seu profissionalismo e apoio daqui para frente, para garantir o contínuo sucesso da ESPN e para garantir aos fãs dos esportes que o melhor ainda está por vir", finaliza Skipper. 


Fonte: Portal Imprensa

Lula desmascara factoide da mídia contra Dilma

Ex-presidente Lula concedeu entrevista à rádio Metrópole, de Salvador, nesta sexta (23)

Em entrevista à rádio Metrópole, de Salvador, nesta sexta-feira (23), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desmentiu o factoide que a mídia criou na semana passada sobre rumores de que estaria pressionando a presidenta Dilma Rousseff pela saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.


“Isso não é verdade porque seria desleal com Dilma”, enfatizou Lula. “Eu não sou presidente e não tenho direito de indicar ninguém. Eu só tenho direito de torcer para a presidente Dilma escolher as pessoas mais corretas", completou.

Durante viagem oficial à Suécia, Dilma desmentiu as ilações e repeliu a tentativa da imprensa de fazer especulação com as suas declarações.

Lula também comentou as manobras da oposição para tentar abrir um pedido de impeachment contra a presidenta. Ela argumentou que não há motivo para pedir o impeachment.

“Se você for analisar de forma muito sincera, não há nenhuma razão jurídica, não há nenhuma explicação a não ser atitude irracional de querer fazer o impeachment da presidenta”, enfatizou, ressaltando que tais tentativas acontecem num momento difícil da economia.

“O momento é difícil para presidente, para governadores e prefeito. Estamos em época de baixo investimento. Acho que a discussão começou errada e acho que as pessoas estão tomando juízo e isso vai acabar logo”, completou.

Lula também voltou a rebater as ilações de que articulou, junto com a bancada petista no Congresso, um acordo para manutenção de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Presidência da Câmara.

“Não faço política com ilações. Acho que Eduardo Cunha tem que ter todo o direito de se defender, como eu quero com todo mundo deste país. Se ele for culpado, vai pagar como todo mundo deste país”, disse Lula.
 




Fonte: Vermelho

MPF pode desmembrar inquérito para prender mulher e filha de Cunha

 Parlamentares relataram que presidente da Câmara está apreensivo com desmembramento de processo 
Parlamentares relataram que presidente da Câmara está apreensivo com desmembramento de processo


Parlamentares próximos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já dão como certo um pedido do Ministério Público Federal para que o inquérito contra o deputado, sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e a filha Danielle seja desmembrado.


Com a operação, o processo da mulher e da filha de Eduardo Cunha seria remetido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para primeira instância e poderia cair nas mãos do juiz Sérgio Moro. Como as duas não têm foro privilegiado, haveria grandes chances de prisão preventiva dos familiares do parlamentar.


A possibilidade de que seja essa a estratégia do MPF deixou Eduardo Cunha apreensivo, segundo relatos de deputados aliados. Sob a condição de se manter em anonimato, um parlamentar comentou, ainda, que a mulher do peemedebista está deprimida com a eminente ação da Justiça.

Assessores do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, buscam indícios de que Eduardo Cunha fez e vem fazendo uso do cargo na Presidência da Câmara para atrapalhar as investigações e os desdobramentos da Lava Jato.


Na quinta-feira (22), o relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, atendeu ao pedido da PGR para ordenar o bloqueio e sequestro de R$ 9,6 milhões atribuídos a Cunha e que estão em contas na Suíça.



Antes mesmo que fossem descobertas as contas secretas e a informação fosse comunicada pelo Ministério Público suíço às autoridades brasileiras, a PGR já havia denunciado Eduardo Cunha no STF por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no âmbito das investigações de fraudes na Petrobras.





Fonte: Jornal do Brasil

Ministro autoriza sequestro de R$ 9,6 milhões atribuídos a Cunha na Suíça

Dinheiro será enviado ao Brasil e depositado numa conta judicial. Documentos apontam, mas deputado nega ter contas no exterior.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (22), um novo bloqueio e o sequestro de 2,4 milhões de francos suíços (equivalente a R$ 9,6 milhões) contidos nas contas atribuídas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Suíça.


O sequestro de valores designa a transferência do dinheiro para uma conta judicial no Brasil. O objetivo é assegurar que, caso fique comprovado que a quantia é fruto de crime, seja diretamente incorporada aos cofres públicos, com possibilidade de ser usado pela própria PGR em suas atividades.

O pedido foi feito num documento enviado na quinta-feira passada (15) ao STF, junto com o pedido de abertura de inquérito, autorizado no mesmo dia.

As duas contas alvo da investigação atribuídas a Cunha já foram bloqueadas pela Suíça, antes da remessa das investigações para o Brasil, em setembro. Diferentemente do sequestro, o bloqueio apenas impede movimentações, como saques ou transferências para outras contas. Por segurança, a PGR pediu também um novo bloqueio ao STF, para garantir que os valores continuem congelados, caso a Suíça suspenda o bloqueio que fez nas contas.

Questionado sobre o sequestro dos valores, Cunha disse que não sabe do que a decisão trata.

"Eu não vi, eu cheguei aqui, eu não sei do que se trata. Todas as quintas- feiras, nas últimas 15 semanas se divulgam decisões ou se divulgam dados referentes a mim,  os quais eu não conheço. Na realidade, tudo que está sendo falado, já pedi a meus advogados que pedissem acesso e não tiveram até agora. Então, vamos aguardar", disse.

Segundo as investigações enviadas ao Brasil pelo Ministério Público suíço, numa das contas, foi depositado 1,3 milhão de francos suíços, por suposta propina retirada de contrato da Petrobras para exploração de um campo de petróleo em Benin, na África. Uma outra conta atribuída a Cunha transferiu US$ 1,050 milhão para uma conta da mulher de Cunha, Cláudia Cruz.

O inquérito aberto no STF na semana passada apura se Cunha, a mulher e uma filha cometeram crimes de evasão de divisas (envio ilegal de dinheiro para o exterior) e lavagem de dinheiro (tentativa de ocultar origem ilícita de valores). O deputado também é suspeito de corrupção.

Em nota divulgada na semana passada, Cunha reiterou que "nunca recebeu qualquer vantagem de qualquer natureza, de quem quer que seja, referente à Petrobras ou a qualquer outra empresa, órgão público ou instituição do gênero". Também refutou "com veemência" ter compartilhado "qualquer vantagem, com quem quer que seja, e tampouco se utilizou de benefícios para cobrir gasto de qualquer natureza, incluindo pessoal".
 
Na Suíça, os investigadores descobriram que, quando pediu para abrir contas no país europeu, em 2011, Eduardo Cunha declarou patrimônio de US$ 16 milhões, adquirido no mercado financeiro e em negócios no ramo imobiliário. 

Assinatura de Eduardo Cunha em conta na Suíça da Orion SP (Foto: Reprodução)
Assinatura de Eduardo Cunha em conta na Suíça da Orion SP (Foto: Reprodução)

Em 2002, Cunha declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 525,7 mil. Nas eleições seguintes, de 2006, disse que tinha R$ 989 mil. Em 2010, os valores declarados somavam R$ 1,4 milhão. E, na última declaração, de 2014, seus bens chegavam a R$ 1,6 milhão, conforme oficialmente informado pelo próprio deputado.

No período, a evolução patrimonial no Brasil foi de 214%. Em todas as declarações, o deputado listava somente participação em algumas empresas no país, carros e imóveis no Rio de Janeiro.

À noite, em entrevista ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), Cunha reclamou do vazamento de dados sobre a investigação e disse que não existe Operação Lava Jato, mas "operação Lava Cunha".

"Estou debaixo de uma artilharia direcionada. Eu fui eleito pelo Ministério Público como se fosse o chefe do petrolão. Parece que só existe no mundo. O pessoal tava brincando hoje, não tem Operação Lava Jato, 'operação Lava Cunha', que só se dirige a mim", disse o peemedebista.
 
 
 
Fonte: G1

 

Reunião ministerial do Brics: Não podemos ficar à mercê dos monopólios

Ministros das Comunicações de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reunidos em Moscou

   Ministros das Comunicações de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reunidos em Moscou

 

Os ministros das Comunicações dos países do Brics estão reunidos em Moscou desde a quinta-feria (22) até esta sexta-feira (23), para discutir estratégias comuns de desenvolvimento no setor. Sobre o encontro, o Ministro André Figueiredo concedeu entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.


No plano doméstico, André Figueiredo também falou de suas metas para o Ministério das Comunicações, salientando que um dos objetivos centrais é ampliar o acesso de toda a população à internet.

Em alguns poucos anos, disse também o ministro, estará disponível no Brasil a tecnologia 5G, que aumentará a velocidade de conexão e operação de aparelhos eletrônicos como computadores, tablets, smartphones e as chamadas televisões inteligentes.

André Figueiredo ainda falou dos trabalhos do Grupo Parlamentar Brasil – Demais Países do Brics, que ele presidiu quando exercia o mandato de deputado (PDT-CE) na Câmara Federal.

Sputnik: O Ministro André Figueiredo faz parte da nova equipe da presidenta Dilma Rousseff e está em Moscou participando do Encontro dos Ministros das Comunicações do Brics.

André Figueiredo: Para nós é uma honra ter recebido este convite da presidenta Dilma Rousseff e ter como primeiro compromisso internacional, coincidentemente, uma reunião dos ministros das Comunicações dos países que compõem o bloco Brics, tendo aqui em Moscou a discussão de projetos que podem, cada vez mais, aproximar estes cinco países distantes geograficamente mas que cada vez se unem mais em busca de cooperação para buscar caminhos alternativos para o nosso planeta.

Quais são as propostas que o senhor apresenta neste evento?
Nós estamos discutindo, já há algum tempo, caminhos alternativos aos sistemas operacionais existentes no mundo. Não podemos ficar à mercê de um monopólio, à mercê de sistemas que se propõem a talvez ser o único para conectar todos os internautas do mundo, mundo que vive hoje um momento de elevada propensão à completa conectividade. Se mesmo os cidadãos de todos os países mais distantes tiverem acesso a um cabo de fibra óptica ou mesmo a uma antena que propicie a conexão deles à internet, eles já começam a ter essa demanda e cabe aos países providenciarem isto. Nós no Brasil estamos muito preocupados em propiciar o acesso, ou seja, a inclusão digital das pessoas mais carentes, e sabemos que essa também é uma preocupação dos Governos dos demais países que compõem o Brics. Ao mesmo tempo, queremos definir um fórum de governança da internet. Nós teremos no dia 10 de novembro, na cidade de João Pessoa, um Fórum Internacional de Governança da Internet, evento promovido pela ONU, e esperamos cada vez mais avançar no modelo que nós queremos, num modelo multissetorial, multilateral, um modelo onde haja o controle por parte do Governo ou um modelo que seja mais democratizado – inclusive esta é a tese que nós do Brasil defendemos.
 

Qual a expectativa de realização de acordos bi e multilaterais no Brics para a tentativa de quebra desses monopólios internacionais aos quais os senhor se referiu, nas áreas de software, tecnologia da informação e nesta governança da internet?

Os cinco países detêm hoje aproximadamente 50% da população mundial. Por isso, um sistema operacional que congregue a população desses países já é um sistema forte, mas não podemos ficar isolando sistemas que são adotados em quase todo o mundo, inclusive nos nossos países. Precisamos apenas apresentar alternativas para que não fiquemos à mercê de um monopólio e consequentemente não termos autonomia de gerir as informações que são, às vezes, exclusivas dos nossos países. Mas temos que dar total tranquilidade para que nossos cidadãos possam se conectar com o resto do mundo e construir cada vez mais a aproximação entre os nossos povos. Esta é a ideia que nós queremos apresentar aqui e, claro, fazer evoluir. É o primeiro encontro e queremos fazer com que possamos sair daqui com pensamentos unificados e alguns que não sejam unificados, mas que pelo menos possamos avançar, talvez bilateralmente com alguns países, e construir uma grande cooperação.

A tecnologia da informação tornou-se um hábito para a população mundial e em especial para a população brasileira. Qual é a percepção que o senhor tem hoje do nível da tecnologia da informação no Brasil?

Ela avança a passos muito largos. Eu estive recentemente na Suécia e na Finlândia acompanhando a presidenta Dilma e nos foi apresentada a tecnologia 5G, que vai ser a Internet das Coisas, ou seja, nós já estamos preocupados também em conectar máquinas e fazer com que cada vez mais tenhamos a digitalização de todos os processos sendo um elemento facilitador da vida das pessoas. Um trânsito inteligente, um sistema de transmissão de imagens na área da saúde, um sistema de educação que propicie levar aos locais mais remotos também um acesso à inclusão digital, isso nós temos absoluta convicção de que é um caminho inexorável, e consequentemente teremos, num curto espaço de tempo – talvez mais curto do que possamos imaginar –, todos os cidadãos, em todo o nosso planeta, ou pelo menos a grande maioria deles, completamente conectados e tendo acesso aos benefícios que a tecnologia da informação pode passar para os nossos povos.

Qual a perspectiva para a tecnologia 5G chegar ao Brasil?

Ela já está sendo desenvolvida no Brasil por uma empresa sueca em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal do Ceará. Temos módulos ainda experimentais, mas esperamos que talvez até 2017 possamos ter esta tecnologia sendo implantada e ver a velocidade nos nossos equipamentos e da conectividade entre as pessoas, e, neste caso, a conectividade das máquinas, especialmente no setor industrial, sendo alavancada de modo a levar produtividade, a fazer com que tenhamos cada vez mais produtos mais bem acabados e uma evolução mais rápida de toda a nossa economia.

O que o senhor pode adiantar sobre os seus planos à frente do Ministério das Comunicações?

Nós estamos no processo de migração, no Brasil, do sistema de TV analógico para o digital. Isso vai propiciar a liberação de uma banda de frequência, de 700 MHz, que é extremamente adequada para que as operadoras de telefonia possam fazer transmissão de dados em uma velocidade mais rápida.

 

As principais operadoras compraram esta banda de frequência e teremos, a partir de 29 de novembro, a primeira cidade a desligar, ou pelo menos encaminhar o desligamento, caso não haja um número mínimo de domicílios aptos a isso, do sinal analógico para o sinal digital, que vai propiciar que os cidadãos possam ter acesso aos benefícios da conectividade. A televisão deixa de ser apenas uma transmissora de programas de emissoras abertas para também ser um elemento de conectividade, e para isso o Governo brasileiro acertou que os beneficiários do Bolsa Família terão acesso gratuitamente aos conversores e não ficarão isolados no sistema de TV digital.

 

Existe um desafio, nós temos a preocupação de não deixar os cidadãos que eventualmente não possam adquirir os conversores ou mesmo uma smartTV, que eles também não fiquem alheios a este processo. É algo que não faremos de forma açodada. Ao mesmo tempo nós temos um grande plano de inclusão digital, determinado pela presidenta Dilma Rousseff, de que pelo menos 70% da população brasileira tenham acesso à banda larga até o final do seu mandato em 2018, e assim nós migraríamos rapidamente para uma completa conectividade da população brasileira em curto espaço de tempo após 2018.

Fonte: Agência Sputnik

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Em ação contra Jandira, golpismo de Aécio sofre nova derrota no STF

 

O golpismo da oposição tucana está sofrendo derrotas em várias frentes. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inadmissível interpelação judicial do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que pedia explicações à deputada federal e líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ) sobre uma postagem feita por ela em sua página no Twitter em maio deste ano.

Assim como no processo de impeachment, o tucano tenta atropelar a lei e entrou com uma ação pedindo a condenação da deputada comunista. Mas ministro Celso de Mello advertiu que a interpelação judicial apresenta caráter instrumental, destinada ao esclarecimento de situações revestidas de dubiedade, equivocidade ou ambiguidade, conforme prevê o artigo 144 do Código Penal, "em ordem a viabilizar, tais sejam os esclarecimentos eventualmente prestados, a instauração de processo penal de conhecimento tendente à obtenção de um provimento condenatório".

Aécio, candidato derrotado nas urnas, queria obter explicações da deputada comunista acerca de comentário que questionava sobre um helicóptero apreendido em Minas Gerais há cerca de dois anos.

Segundo o ministro, verificou-se que não é cabível o pedido de explicações de Aécio Neves por ausência de seus requisitos, uma vez que a "leitura das afirmações atribuídas à interpelanda [deputada] não permite qualquer dúvida em torno do real destinatário da manifestação alegadamente ofensiva", o que afasta a possibilidade de interpelação judicial segundo inúmeros precedentes do STF.

Mello também lembrou o senador que, assim como ele, a parlamentar tem imunidade parlamentar, neste caso, a imunidade de opinião, o que inviabiliza o pedido. Segundo ele, a garantia prevista no artigo 53, caput, da Constituição Federal, não sofre limitações em decorrência do espaço em que o comentário foi proferido. "É irrelevante, por isso mesmo, para efeito de legítima invocação da imunidade parlamentar material, que o ato por ela amparado tenha ocorrido, ou não, na sede, ou em instalações, ou perante órgãos do Congresso Nacional", afirmou.

Para o ministro, a Constituição garante a efetiva proteção ao parlamentar, permitindo-lhe, no desempenho de suas funções, "o amplo exercício da liberdade de expressão, qualquer que seja o âmbito espacial em que concretamente se manifeste, ainda que fora do recinto da própria Casa Legislativa, desde que as declarações emanadas do membro do Poder Legislativo – quando pronunciadas fora do Parlamento – guardem conexão com o desempenho do mandato".

O ministro aproveitou para dar uma aula de Direito Constitucional aos tucanos. Destacou que a garantia de imunidade parlamentar protege as entrevistas jornalísticas; a transmissão, para a imprensa, do conteúdo de pronunciamentos ou de relatórios produzidos nas Casas Legislativas; bem assim as declarações veiculadas por intermédio dos "mass media" (meios de comunicação de massa) ou dos "social media" [mídias sociais].

"Vê-se, portanto, que se revela incabível, na espécie, também por esse outro fundamento, a interpelação judicial contra a ora interpelanda [Jandira Feghali], eis que a declaração por ela feita no meio de comunicação social em questão (Twitter) acha-se amparada pela cláusula constitucional da imunidade parlamentar em sentido material", concluiu o relator.

O ministro Celso de Mello enfatizou, nessa decisão, que não se admitirá a interpelação judicial fundada no artigo 144 do Código Penal nas hipóteses em que incidir, em favor de qualquer congressista, a cláusula constitucional da imunidade parlamentar material.


Fonte: Portal Vermelho

Lula admite que está se preparando para a eleição e manda recado

Ex-presidente disse que não vai aceitar que o Brasil volte a ser o que era há 20 anos.

O ex-presidente Lula (PT), em entrevista exclusiva a uma TV local nesta quinta-feira (22), resolveu admitir que está se preparando para a campanha eleitoral de 2018, diferente do que declarou ontem ao PortalODIA. Dessa vez, ele até mandou um recado para os seus adversários. “Eu vou dar um aviso: não vou aceitar que o Brasil volte a ser o que era há 20 anos”, disse o petista.


Em tom bem humorado, Lula afirmou que está “na área”. “Eu estou fazendo a minha academia, minha esteira, me sinto muito bem e estou preparado. Eu tenho consciência de que poucos presidentes fizeram pelo povo brasileiro o que eu fiz. Eu estou preparado para qualquer situação”, ressaltou o ex-presidente.


Por outro lado, Lula afirmou que é preciso encontrar novas lideranças e destacou o nome do ministro Jaques Wagner (PT), que assumiu recente a Casa Civil no governo de Dilma Rousseff (PT). “Ele é um político esplêndido. Já ganhou três eleições na Bahia em primeiro”, disse Lula.


Sobre um possível impeachment de Dilma, o ex-presidente reafirmou não acreditar que isso vá acontecer. “Não existe recurso legal. O que as pessoas devem fazer é deixar que a Dilma termine o mandato dela”, disse Lula, que também não acredita na possibilidade de renúncia. “Como uma mãe, ela não pode abandonar os filhos”, completou.


Lula chegou a Teresina dia  (21) para receber os títulos de cidadania piauiense e teresinense. Ele aproveitou a visita e participou de várias atividades referentes ao Plano Nacional de Educação (PNE). Na manhã desta quinta-feira, o petista embarcou para Salvador.

 Fonte: O dia

'Pedaladas' podem não sustentar processo de impeachment, diz Cunha

Para presidente da Câmara, é preciso que fique comprovado ato que viole lei. Nesta quarta, oposição protocolou novo pedido de afastamento de Dilma.

 

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (22) que a comprovação das chamadas "pedaladas fiscais" pode não ser motivo suficiente para a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para ele, é preciso que fique comprovado que Dilma cometeu um ato que configure crime de responsabilidade.

"Tem que ter uma tipificação do ato de descumprimento da lei. O fato de ter existido a pedalada não necessariamente quer dizer que tenha havido o ato da presidente da República com relação ao descumprimento da lei. Ela pode ter sido feita por vários motivos. A pedalada pode ter sido ato de equipe. Mas eu estou falando em tese. Não tenho nenhum elemento", afirmou Cunha.
 
"Pedalada fiscal" foi o nome dado à prática do governo de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária. Há duas semanas, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, por unanimidade, parecer que recomenda a rejeição das contas do ano passado do governo da presidente Dilma Rousseff em razão, entre outros motivos, das chamadas "pedaladas fiscais"
Em julho, Eduardo Cunha já havia dito que eventual rejeição das contas de 2014 da presidente "pode ou não" embasar pedido de afastamento da presidente.

"O fato de as contas serem rejeitadas pelo Congresso pode ou não gerar sustentação pelo impeachment. Até porque estamos analisando contas de 2014. Acho que se as contas de 2015 tiverem esse tratamento, aí poderia gerar [impeachment]. Mas precisa ver o caso concreto", argumentou o presidente da Câmara, em entrevista concedida no dia 16 de julho.

Ao falar com jornalistas nesta quinta, Cunha disse ainda que precisa agir com "cautela" na análise dos pedidos de impeachment. "O fato por si só de ter a pedalada não significa que tenha razão para pedido de impeachment. Tem que configurar que há atuação da presidente num processo que descumpriu a lei. Pode existir a pedalada e não existir o requisito do impeachment. Tem que ver qual o ato do próprio presidente. Tem que ter cautela", disse.
Nesta quarta (21), a oposição protocolou um novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O pedido foi elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, e Miguel Reale Junior, que não foram ao Congresso nesta terça.

Inicialmente, a oposição planejava fazer um aditamento a um pedido já existente – que já tramita na Câmara e está pendente de análise de Cunha – para incluir as “pedaladas fiscais” do governo em 2015.

Os deputados oposicionistas desistiram de fazem um aditamento ao pedido anterior porque a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o rito definido por Cunha para eventuais processos de impeachment não permite aditamentos a pedidos já em tramitação.
 
Segundo os oposicionistas, o novo pedido tem cópia de decretos presidenciais assinados por Dilma que, segundo eles, embasam a tese das pedaladas.

A estratégia é contornar o argumento do presidente da Casa, a quem cabe decidir pela abertura ou rejeição de um pedido, de que a presidente só pode ser responsabilizada por atos cometidos durante o seu mandato em vigência. 


Fonte: G1

Humanidade x EUA (Como os EUA criaram e sustentam o ISIS - Estado Islâmico do Iraque e Síria) .



Vídeo 7 minutos Putin em entrevista com jornalistas americanos e de outros países, explica como os EUA criaram e sustentam o ISIS - Estado Islâmico do Iraque e Síria . 

Começaram nos EUA as duas principais crises econômicas - 1929 e 2008 que afetaram a economia mundial pois os EUA controlam os negócios por meio das oscilações do valor do dólar. 

Desejo que os EUA: - cuidem da paz no seu país que é muito violento - crie emprego para os 47 milhões de americanos pobres e dependentes de Auxílio -Alimentação do Governo para sobreviver - parem de tentar dominar o mundo ! 

 Vamos compartilhar pois a TV Globo não divulgará o vídeo pois é amiga do Maior Inimigo da Paz Mundial. Viva a Paz ! Viva a Justiça Social.



Por Sonia Sampaio
Edição: Gabriel Hammer

O pior emprego da imprensa brasileira. Por Paulo Nogueira

Pobre Vera 

O pior emprego da imprensa no Brasil, hoje, é o da ombudsman da Folha, Vera Guimarães.
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Vera é uma jornalista experiente e talentosa, como se vê a maior parte do tempo em suas colunas.

Ela acabou forçada a ver, de camarote, a transformação da Folha numa espécie de Veja diária.

Você pode dizer que eu estou exagerando. Mas atenção. A Veja não virou o panfleto indecente que é hoje numa única edição. Foi uma marcha, iniciada quando Lula assumiu.

A Folha está no meio dessa marcha.

E a ombudsman não pode fazer nada exceto registrar desabafos em sua coluna impotente.

Para ela, trata-se de preservar sua dignidade e sua reputação.

Nas duas últimas semanas, ela tratou de pontos vitais na cobertura desequilibrada da Folha.

Primeiro, foi o ridículo espaço concedido às denúncias contra Eduardo Cunha quando os fatos gritavam, à luz das denúncias espetaculares trazidas ao Brasil pelos suíços.

Demorou, e como demorou, para Cunha ser manchete.

Agora, é o mesmo tema mas pelo lado oposto. A ombudsman captou a compulsão do jornal em amplificar negativamente tudo que diga respeito a Lula.

Falar baixo com Cunha e berrar com Lula é a mesma coisa.

Vera rejeitou a manchete tardia da Folha segundo a qual um delator citara uma nora de Lula  como destinatária de 2 milhões de reais em dinheiro sujo.

A trapalhada na mídia começara com o novo colunista do Globo, Lauro Jardim. Em sua “estreia triunfal” no jornal, Lauro dissera que Lulinha fora mencionado. Fantástico, exceto pelo fato de que não fora.

Foi citada, na mais completa vagueza, uma nora de Lula, sequer nomeada. Era o chamado diz-que-diz que, em situações normais, não é aceito pelos editores de jornais e revistas.

Mas, como contra Lula vale tudo, a denúncia acabou na manchete da Folha.

Vai ficando cada vez mais difícil para jornalistas sérios como Vera trabalhar nas redações das grandes empresas jornalísticas.

Porque já não se faz jornalismo, mas política, e um tipo de política que, a rigor, só interessa aos donos. Você é pago para defender os interesses da plutocracia.

A Veja foi plural durante anos. Lembro, em meus dias de Abril, de uma campanha da Veja que dizia mais ou menos o seguinte. “A direita nos detesta e a esquerda nos abomina. Isso mostra por que os leitores nos adoram.”

Para a Folha valia mais ou menos a mesma lógica. Era o tal do “saco de gatos”, colunistas de direita e esquerda misturados num jornal “sem rabo preso com ninguém”.

Não dá mais para a Folha sustentar a tese do rabo. Se existem alguns colunistas de esquerda, o noticiário em si – manchetes etc etc – é francamente enviesado.

Para os leitores progressistas, que durante os anos 1980 e 1990 amavam a Folha, hoje ela faz parte do que o jornalista Paulo Henrique Amorim chama de PIG.

O jornal a serviço do Brasil, para citar um slogan tão marcante, é hoje um jornal a serviço da plutocracia.
É a Veja amanhã, só que em edição diária.

As colunas da ombudsman Vera Gumarães são uma espécie de registro dessa mutação macabra.
Xico Sá não aguentou trabalhar na Folha como ela é hoje, e saiu com estardalhaço num caso simbólico.
A ombudsman talvez tenha o mesmo desejo. Mas tem contas a pagar e um contrato a respeitar.

E então ela produz desabafos patéticos aos domingos, naquele que é, para mim, o pior cargo da imprensa brasileira nestes tempos tão antijornalísticos.
 


Fonte:  DCM

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