segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Secretaria de Educação prepara 'guerra' contra as escolas em luta!


Braço direito do secretário Herman anuncia que o decreto da 'reorganização' sai na terça e lança estratégia para 'isolar' as escolas, com o apoio da PM 

 Fernando Sato/Jornalistas Livres

 

 

Em reunião realizada agora há pouco, na antiga escola Normal Caetano de Campos, a primeira escola pública de São Paulo na era republicana, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald, sobre como deverão agir a partir de amanhã para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin.

 A reunião foi realizada em uma sala anexa ao próprio gabinete do secretário.

Jornalistas Livres estavam lá e escutaram o chefe de gabinete anunciar para os dirigentes de ensino que o decreto da “reorganização sai na [próxima] terça-feira”. Segundo ele, “estava pronto na quinta passada (26/11) para o governador assinar”, mas pareceria que o governador não “tinha disposição para o diálogo”. A maioria na sala (todos “de confiança” do governo), suspirou de alívio, e Padula emendou: “Aí teremos o instrumento legal para a reorganização”.

Trata-se de uma gravação esclarecedora, que merece ser ouvida em sua íntegra pelo que tem de revelador. Nela, o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”.

Também importante foi o ponto em que o chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.

A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp.

Padula contou como procurou o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “A gente precisa procurar todo mundo, não é?”, dele recebendo a orientação para responder aos que se opõem à “reorganização”. “Vocês precisam responder”, teria dito dom Odilo ao chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Dom Odilo teria afirmado ainda que “as ocupações nas escolas têm o objetivo de desviar o foco de Brasília”.

Foi interessante notar que a mesma reunião que insistia em denunciar a presença de partidos e organizações radicais entre os meninos e meninas contou com o anúncio solene da presença de um militante do Movimento Ação Popular, ligado ao PSDB e presença frequente nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
 
 

Escute o áudio da reunião:

 

  Créditos da foto: Fernando Sato/Jornalistas Livres

 


Campanha pede redução de direitos de pessoas com deficiência

Campanha pede redução de direitos de pessoas com deficiência

Um outdoor em Curitiba sugere o “fim dos privilégios para deficientes”. A ação é iniciativa de um grupo que propõe, entre outras coisas, a redução de vagas exclusivas, além da extinção de cotas em empresas e concursos públicos para esse segmento da população

 campanha

(Foto: Reprodução/Facebook)

Parece piada de mau gosto, mas não é. Um outdoor foi colocado no bairro Vista Alegre, em Curitiba, pedindo o “fim dos privilégios para deficientes”. A ação é iniciativa de um grupo intitulado “Movimento Pela Reforma de Direitos”, que propõe, entre outras coisas, a redução em 50% das vagas exclusivas para deficientes, além da extinção de cotas em empresas para esse segmento da população.

Os integrantes do movimento se dizem prejudicados por leis “que privilegiam uma minoria e esquecem da maioria”, segundo afirma um texto que acompanha a petição online lançada para buscar adesões para suas reivindicações. “Quem já ficou horas atrás de uma vaga para estacionar e sempre olhava para aquelas vagas de deficientes vazias sabe como isso é importante”, aponta o abaixo-assinado.

As cotas em concursos públicos, a isenção de impostos na compra de automóveis e a gratuidade em programações culturais são outros direitos que devem ser cancelados, de acordo com o grupo. A ideia gerou uma repercussão negativa entre os internautas. “Vocês podem vir a se tornar deficientes um dia, ou um irmão, ou os pais, ou os avós. Continuariam com esta mesma pobreza de espírito?”, questionou um deles ao comentar a petição.




Foto de capa: Reprodução/Banda B

 Fonte: Portal Fórum

Ao "falar demais", Delcídio revela a transposição do "petrolão tucano"

Delcídio do Amaral 

Delcídio do Amaral comprovou, por conversas gravadas, origens da corrupção na Petrobras. Pelo teor das gravações que chegaram ao conhecimento público, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez por merecer sua prisão, apesar de alguns juristas dizerem que houve precipitação na decisão.

 
Isso porque, de acordo com a Constituição, parlamentares só podem ser presos em flagrante – pode-se até questionar se há excessos nas prerrogativas parlamentares, mas atualmente é o que está em vigor na Carta Constitucional brasileira.

 

Outra questão é se a prisão irá ajudar ou terá atrapalhado as investigações. Na prática, Delcídio foi preso por falar demais e sua prisão imediata acaba por silenciá-lo. Daqui em diante, o senador se limitará a só falar o que os investigadores já sabem e, pelo jeito, vem aí um novo acordo de delação premiada.

 

A melhor investigação recomendava monitorá-lo algum tempo antes de prendê-lo para obter provas mais conclusivas, armar o flagrante em ação controlada e, assim, pegar outros envolvidos e obter evidências de eventuais crimes ainda não elucidados ou mesmo desconhecidos.

 

Mas Delcídio produziu uma combinação fatal para si mesmo: falou em influir politicamente na decisão de ministros do STF e citou um banqueiro bilionário (que era André Esteves, do BTG Pactual) ter em mãos a cópia de um acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que deveria estar em sigilo absoluto.

 

Tudo isso somado certamente levou os ministros do STF citados à conclusão de que se esta gravação chegasse à imprensa antes de prendê-lo eles próprios estariam sob suspeição diante da opinião pública. Como agravante, o risco de dossiês secretos virem a ser usados com fins escusos, inclusive como informação privilegiada no mercado financeiro. Daí o imediatismo da prisão, mesmo controversa do ponto de vista constitucional.

 

Apesar de a prisão silenciar as conversas de bastidores de Delcídio sobre malfeitos na Petrobras, a gravação feita por Bernardo Cerveró, filho de Nestor, da reunião que teve com o advogado Edson Ribeiro, que defendia o ex-diretor, e do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, contém informações suficientes para tirar da gaveta o que podemos chamar de "petrolão tucano". Tudo aponta para concluir-se que o esquema de corrupção na diretoria internacional da Petrobras após 2003 ser uma transposição vinda da diretoria de Gás e Energia na gestão de Delcídio, durante o governo tucano de FHC.

 

Já está claro que, com o apoio de Delcídio, Cerveró foi para a Diretoria Internacional em 2003. E levou com ele gerentes da diretoria de Gás e Energia que agora são investigados na Lava Jato e que aparecem ligados a escândalos do passado mal investigados até hoje.

 

Delcídio foi diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 1999 e 2001. Nestor Cerveró foi seu braço direito na época. Eram gerentes nesta diretoria Luis Carlos Moreira da Silva e Cezar de Souza Tavares. Foram designados naquele tempo para representar a Petrobras no conselho de administração da Termorio S.A., empresa criada para construir e operar a termoelétrica Leonel Brizola, em Duque de Caxias, cujo maior fornecedor de equipamentos foi a Alstom.

 

Na conversa gravada, Delcídio manifestou preocupação com a possibilidade de Cerveró delatá-lo por questões relacionadas a contratos da Alstom com a Petrobras.

 

Apesar de fazerem parte apenas do conselho de administração da termoelétrica, posto que não tem função executiva, os dois gerentes viajaram para a Suíça junto com o presidente da Termorio em junho de 2002 para participar de negociações do contrato da Alstom, conforme descrito em ata de reunião da diretoria registrada na Junta Comercial do Rio de Janeiro. Na 20ª fase da Operação Lava Jato, os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão por evidências de terem recebido propina na compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA.

 

Luis Carlos Moreira da Silva foi levado por Cerveró para ser gerente-executivo de desenvolvimento de negócios da diretoria internacional. Cezar de Souza Tavares se aposentou e abriu a empresa Cezar Tavares Consultores, que foi contratada pela diretoria de Cerveró para atuar na negociação dos contratos de compra da Refinaria de Pasadena. Em 2008, após Cerveró sair da diretoria Internacional, Moreira tam´bem se aposentou e virou sócio na consultoria de Tavares, mesmo movimento feito por outro investigado, Rafael Mauro Comino, igualmente "transposto" da diretoria de Delcídio para a Internacional de Cerveró.

 

No diálogo gravado, Delcídio dá a entender que tinha uma combinação para Cerveró não falar sobre envolvimento dele com a Alstom e questiona o rascunho da delação mostrado por André Esteves conter isto. Bernardo e o advogado Edson confirmam que Cerveró e Moreira (eles não citam o nome completo) tinham dinheiro na Suíça, recebido da Alstom, e foram descobertos lá há algum tempo, mas conseguiram arquivar o processo fazendo acordo confidencial com o Ministério Público de lá. O dinheiro ficou com o governo suíço mas, no Brasil, ninguém soube de nada.

 

Os procuradores da Lava Jato tiveram conhecimento da trama informamente quando estiveram na Suíça mas, segundo o advogado Edson, não têm como usar esta informação de forma legal no Brasil, já que, depois do acordo, os procuradores suíços não podem mais fornecer estes dados oficialmente.


 

Pausa para uma observação: se for verdade esta narrativa, que justiça podre era essa dos suíços? Descobriram dinheiro com indícios de ser roubado dos cofres públicos brasileiros e fizeram acordo para ficar com o dinheiro em troca de silêncio? 


Gestões temerárias

 

Mas voltando ao "petrolão tucano": a diretoria de Delcídio foi responsável pela assinatura dos contratos lesivos à Petrobras para construção e operação de usinas termelétricas, no governo FHC, em consórcio com empresas estrangeiras como Enron, El Paso e com a brasileira MPX, de Eike Batista.

 

Processo de tomada de contas especial do TCU – TC 032.295/2010-3 – registra nos contratos que a Petrobras assumiu sozinha riscos desfavoráveis ao erário público (leia-se: ruins para a estatal e bons para os sócios privados nos consórcios) para a construção das termelétricas.

 

O texto do acórdão descreve um contrato draconiano, cuja única garantia tinha os sócios privados, de que teriam seus lucros devidamente recebidos – o que obrigou a estatal a pagar aos consórcios R$ 2,8 bilhões. A Petrobras (leia-se, o povo brasileiro) ficou com este prejuízo, enquanto os sócios privados foram generosamente remunerados. Pior do que isso, durante cinco anos a Petrobras pagou aos sócios juros de 12% ao ano, mais do que os sócios pagavam ao BNDES pelo dinheiro que tomaram emprestado para investir.

 

Desenhando: se a Petrobras tomasse diretamente empréstimo no BNDES para construir as termelétricas sem sócio nenhum, em cinco anos pagaria o empréstimo, com juros muito menores e ficaria dona sozinha das usinas.

 

Mesmo identificando e reconhecendo tudo isso, o acórdão do TCU de 16 de julho de 2014 (quando a Lava Jato já bombava) acatou a defesa e não puniu ninguém da diretoria da Petrobras da era tucana.

 

Foram alvo desta tomada de contas além de Delcídio e Cerveró, Henri Philippe Reichstull, Ronnie Vaz Moreira, Francisco Gros, Rogério Almeida Manso da Costa Reis, José Coutinho Barbosa, Geraldo Vieira Baltar, Albano de Souza Gonçalves, João Pinheiro Nogueira Batista,Jorge Marques de Toledo Camargo, Antônio Luiz Silva de Menezes, Irani Carlos Varella.

 

Um trecho do acórdão do TCU resume a decisão: "(...) ainda que tenha faltado prudência por parte dos administradores da Petrobras, os gestores devem ser eximidos de responsabilidade por não ser razoável exigir-lhes que, com as circunstâncias favoráveis de mercado, descumprissem os compromissos políticos e sociais que haviam assumido e desistissem da oportunidade de negócio que se apresentava. Fica demonstrada a inexigibilidade de conduta diversa por parte dos gestores da Petrobras, excluindo sua a culpabilidade".

 

Deixa ver se entendi: em uma linguagem menos embromada, como a diretoria tinha "compromisso político" com o governo tucano ficou tudo liberado para fazer outra imprudente "privataria" com a Enron, El Paso e MPX. É isso?

 

Detalhe: em 2001 e 2002, quando ocorreram estes fatos, o ministro das Minas e Energia era José Jorge que posteriormente foi senador pelo PFL de Pernambuco. Em 2014, José Jorge era conselheiro do TCU. Hoje aposentado, à época ele declarou-se impedido de votar neste processo. Concluí-se, portanto, que ele tinha interesse direto no assunto.



*Publicado na Rede Brasil Atual

Governador Wellington Dias pedirá apoio do Exército e da Força Nacional

Governo diz que salários estão em dia, as promoções estão sendo feitas e o cronograma de negociação criado para reajuste está sendo cumprido

 

Em reunião realizada, ontem (29), com o comandante da Polícia Militar, Carlos Augusto, os secretários de Segurança, Fábio Abreu, e o da Justiça, Daniel Oliveira, ficou acertado com o governador Wellington Dias o pedido de atuação do Exército e da Força Nacional para atuação em cidades como Teresina, Parnaíba e onde houver necessidade, por ocasião do movimento de paralisação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

 
O governador Wellington Dias reforçou que apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas no ano de 2015, os salários estão em dia, as promoções estão sendo feitas e o cronograma de negociação criado para reajuste da remuneração firmado pelo governo anterior está sendo cumprido.

 
“Na conjuntura vivida não há razão para deixar de cumprir com as obrigações junto à sociedade. E o que está acontecendo aqui é crime militar e, portanto, vamos tratar como tal”, reforçou.

 
E para isso o governador falou que estão sendo tomadas todas as providências necessárias junto ao Ministério Público e ao Judiciário. Ele disse que irá solicitar apoio do ministro da Justiça, Luiz Eduardo Cardozo, e ao ministro da Defesa, Aldo Rebelo, para que autorizem a presença da Força Nacional e do Exército nas cidades de Teresina e em Parnaíba e em outras onde houver necessidade.

 
“Além do que já autorizei ao secretário de Justiça, ao comandante da PM, bem como do Corpo de Bombeiros a adotar todas as medidas necessárias para que seja mantida a essência da segurança, que é o respeito e a disciplina”.

 
Dias também chamou a atenção para o fato de se tratar de pessoas que são autorizadas por lei a fazer uso de armas, então, por esta razão trata-se de modo diferenciado. “Nós vamos tratar naquilo que é essência da segurança que é disciplina, o respeito e o trabalho na proteção da população na área do combate ao crime e da segurança. É inad- Governador Wellington em reunião com área da segurança do Estado para definir estratégias de ações missível compreender como naturalidade crime militar num ambiente como esses, no Piauí, onde estamos cumprindo com as obrigações do Estado”, explicou.


 
Fonte: Jornal O DIA

 http://neohardcoreacademia1.blogspot.com

 

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Governador diz que prisão de Delcídio foi um "choque" e traz dificuldades para PT

O governador Wellington Dias (PT) afirmou que a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT/MS), ontem (25), foi um choque para ele e defendeu uma  necessidade de se examinar melhor a gravação que serviu como prova para a sua detenção. Em entrevista ao site conversaafiada.com.br, do jornalista Paulo Henrique Amorim, o governador ressaltou que é preciso uma urgente reforma política para a manutenção da democracia.
“Primeiro foi um choque para todos nós. Eu convivi com o senador Delcídio, e posso afirmar que é uma pessoa com grande compromisso com o Mato Grosso do Sul e com o Brasil, que no Senado está da forma correta. Então, como pessoa que o conhece eu diria da necessidade de se examinar essa gravação, porque em se confirmando que na gravação é a voz do Delcídio, eu digo que é outro Delcídio do que eu conheci. E é claro, o efeito disso, especialmente em um momento em que ele é senador e líder do partido, contando que cada pessoa responde por seus atos, para o momento do Brasil, não é bom, é algo realmente que traz muitas dificuldades”, declarou Wellington Dias.

Wellington Dias avaliou a posição do PT no momento de crise, com envolvimento de nomes na Lava Jato e em outras denúncias de corrupção, em dois aspectos: “o primeiro é que há um movimento que trabalha pela desmoralização dos partidos, digo: todos eles. Veja que pesquisas apontam que mais da metade da população não acredita em nenhum partido e o outro ponto é a desmoralização dos políticos". 

Quanto ao PT, o governador disse que “quem queira que o PT acabe, isso nunca faltou. Sou da geração que era perigoso andar com uma estrela no peito. Ele deu sua contribuição para a abertura da democracia no Brasil e é claro que o alvo principal é o Partido dos Trabalhadores e a estratégia maior é colocar o Lula na cadeia, isso é claro, não tenho dúvidas, e não é da Lava Jato isoladamente ”.

Enxergando a necessidade de uma reforma política como fator preponderante para a retomada da posição de credibilidade dos políticos, assim como dos partidos, o governador contou que acredita que as siglas com seus representantes não se sustentam no modelo político atual. “Onde o que vale é o indivíduo, onde as campanhas são caríssimas, onde as campanhas são feitas por empresas, dificilmente um partido se sustenta”. Na sua visão, a estabilidade política é o caminho necessário para a estabilidade econômica, para a execução dos projeitos de interesse da população, e só a democracia perde com isso.

Na entrevista o governador observou que parece que as eleições 2014 no Brasil, ainda não acabaram. “Foi para o segundo turno, o terceiro turno, e queira ou não, cerca de 4 milhões brasileiros elegeram a presidente Dilma Rousseff".  




Fontes: Cidade Verde/Conversa Afiada

'Desastre ambiental em Minas é mais uma herança maldita do PSDB', diz deputado

 

Em 12 anos, outras quatro barragens romperam. A informação só não se espalhou porque Aécio Neves sempre manteve tudo em segredo, com apoio da mídia.


A privatização da Companhia Vale do Rio Doce - operada pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1997 - não apenas entregou à iniciativa privada um dos mais rentáveis patrimônios do país, como deixou a exploração do minério brasileiro totalmente à mercê do capital internacional.

Quem afirma é o deputado Rogério Correia (PT-MG), relator da Comissão Extraordinária de Barragens da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (AL-MG), criada para apurar as responsabilidades pelo desastre ambiental de Mariana (MG). “É mais uma herança maldita que o PSDB nos deixou”, disse.

“A privatização da Vale deixou o país sem nenhuma estratégia nacional de exploração mineral”, avalia. Segundo ele, nas mãos da iniciativa privada, com o capital internacional operando a seu bel prazer, o setor não desenvolveu tecnologia própria e sequer importou. “A mineração brasileira é feita com base em tecnologia primária, da forma mais arcaica possível, como no século passado”, denuncia.

Conforme o deputado, enquanto quase todos os países do mundo desenvolvem tecnologias de mineração à seco ou com filtros - na qual a água utilizada é pouca e tratada de imediato -, no Brasil ainda impera a preferência pela utilização de barragens e minerodutos. A própria Samarco leva seu minério até o litoral por minerodutos movidos à água, pilhando também esse outro patrimônio dos brasileiros. “Isso não deveria sequer ser permitido”, reclama o deputado.

Correia atribui também a esta falta de planejamento estratégico o fato do país não ter alavancado a indústria nacional com o minério produzido no país. “As multinacionais vêm, retiram montanhas de minério e levam tudo embora”, afirma. Em 2014, o município de Mariana recebeu menos de 1% do lucro obtido pela Samarco (mais precisamente 0,72%), enquanto os acionistas lucraram 65%, conforme relatórios da própria empresa.

Vale X Petrobrás 

No momento em que a Petrobrás sofre ataques recorrentes em função da corrupção constatada na administração do órgão, o deputado a usa como exemplo para demonstrar que, apesar de todos problemas, o controle estatal faz a maior diferença para o desenvolvimento do país.

De acordo com ele, enquanto o setor petrolífero brasileiro é um dos mais modernos do mundo, justamente porque a Petrobrás continuou nas mãos do estado e desenvolveu tecnologia de ponta até para explorar o pré-sal, o setor de mineração, com a Vale totalmente entregue ao capital, se utiliza das formas mais predatórias não só de exploração do minério, mas também de relações de trabalho.

A Vale é a maior mineradora do Brasil, segunda do mundo. Em 2012, foi eleita a pior empresa do mundo em uma votação organizada por organizações não governamentais. No Brasil, no entanto, ainda é vista como a menina dos olhos da privataria tucana, recordista em distribuição de lucro aos seus acionistas. É ela que controla a Samarco, a empresa responsável pelas barragens que se romperam em Mariana, em parceria com a anglo-australiana BHP Billiton, a maior empresa de mineração do mundo.

Números do atraso

Dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o órgão do governo federal responsável pela fiscalização do setor, atestam a preferência das empresas de mineração que atuam no país pelos sistemas de barragens de dejetos de alto risco. Conforme seu último relatório, o Brasil possui hoje 663 barragens de dejeto, sendo que 180 delas – ou 27,1% - oferecem alto risco às populações do entorno e ao meio ambiente.

As fragilidades da fiscalização, porém, podem esconder números ainda mais alarmantes. Por falta de infraestrutura e pessoal, o DNPM baseia o relatório de classificação do chamado Dano Potencial Associado (DPA) em informações prestadas pelas próprias mineradoras, e não em fiscalizações in loco por agentes públicos treinados e capacitados para tal função.

Outra questão crítica é que, além de fiscalizar pouco e mal, o Brasil quase não pune os crimes ambientais. E quando pune, é somente por meios de multas, que raramente são pagas. Levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU) no final do ano passado demostra que, de cada R$ 100 em multas cobradas, o órgãos recebe menos de R$ 3.

Entre as razões, está o excesso de instâncias recursais para as empresas contestarem as multas. Só no Ibama, no plano administrativo, são duas. Apenas sete funcionários são responsáveis por julgar os 14 mil recursos que entram a cada ano. Por lá, a prescrição tem sido quase regra. E ainda há todas as etapas judiciais previstas.

Para agravar, os valores das multas são quase risíveis, com teto de R$ 50 milhões previsto pela legislação. A Samarco foi multada em R$ 250 milhões por cinco crimes. Quase um trocado se comparado aos R$ 20,7 bilhões pagos pela multinacional British Petroleum, responsável pelo ao vazamento de petróleo no Golfo do México, em 2010.

Herança maldita

Correia afirma que, em Minas Gerais, o modelo de exploração predatória é ainda mais crítico que a média nacional porque os sucessivos governos estaduais tucanos deram amplo trânsito às multinacionais. “Nesses anos de governo tucano em Minas Gerais, foram expedidos alvarás para mineração sem nenhum controle, sem nenhum compromisso. E essas empresas trabalham no limite da irresponsabilidade”, denuncia.

Segundo ele, o desastre em Mariana foi o mais grave e o que trouxe maiores prejuízos sociais e ambientais para o estado. Mas não foi o único. “Esta é quinta barragem que se rompe em Minas Gerais. Nos 12 anos de administração tucana, foram mais quatro, nos municípios de Itabirito, Cataguases, Espera Feliz e Miraí. A informação só não se espalhou porque o ex-governador Aécio Neves sempre manteve tudo em segredo, com o apoio da mídia”, esclarece.

O deputado ressalta ainda que a privatização da Vale repassou à iniciativa privada grande parte da estrutura logística do estado, como é o caso da malha ferroviária. “O único vagão de passageiros que temos hoje no Estado é o que faz a linha Belo Horizonte – Vitória, que a Vale manteve como uma espécie de símbolo do que o estado poderia ter sido”, critica.

Correia destaca também que, embora o laudo do desastre ainda esteja em fase de elaboração, tudo leva a crer que a causa do problema em Mariana foi a sanha desenfreada da Samarco por lucro acima de qualquer coisa. “Só no ano passado, a mineradora aumentou a produção da barragem em 32%”, denuncia. E isso em um contexto onde o risco de desastre já era anunciado.

Providências imediatas

O deputado fez parte da comitiva de autoridades mineiras que, nesta segunda (23), visitou Governador Valadares (MG), um município de cerca de 277 mil habitantes que teve o abastecimento de água interrompido quando a lama tóxica proveniente do rompimento das barragens de Mariana chegou por lá, via Rio Doce.

Na semana passada, o deputado integrou a comitiva da AL-MG que se deslocou à Mariana para vistoriar a área, prestar solidariedade aos atingidos e participar da audiência pública que discutiu o socorro às vítimas. “É muito triste o que a gente vê. Nesta primeira etapa, estamos priorizando a fiscalização do socorro às vítimas”, explicou.

O rompimento das barragens em Mariana matou 11 pessoas. Outras 12 continuam desaparecidas. A lama tóxica que desceu o rio São Francisco levando destruição por onde passou já atingiu o estado do Espírito Santo e a expectativa dos técnicos que atuam na área é que o prejuízo envolva uma área muito maior do que a prevista inicialmente. Os danos sociais, ambientais e econômicos ainda são imensuráveis.



Fonte: Carta Maior

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Delcídio e Esteves são presos na Lava Jato

Delcídio e Esteves são presos na Lava Jato

O senador foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró de participar de um esquema de desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA


O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo na Casa, pela Polícia Federal após pedido do Ministério Público Federal, com evidências de que ele teria tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Trata-se da primeira vez que um senador é preso no exercício do mandato.

O senador petista foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró de participar de um esquema de desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Ele também foi mencionado em delação de Fernando Baiano.

Segundo investigadores, ele teria tentado dificultar a delação de Cerveró. Também foram realizadas buscas e apreensões no gabinete de Delcídio, no Congresso.

Também foram presos pela PF o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. 



Fonte: Fórum/Brasil 247

Para burlar direito de resposta, G1 diz que errou ao mentir sobre Lula

 

O Portal Vermelho desmascarou nesta terça-feira (24) a mentira publicada em matéria do G1, da Globo, que dizia que o procurador da Lava Jato teria dito em coletiva de imprensa que há comprovação do envolvimento de Lula.

A farsa manipulada pelo site foi publicada às 12h04 e o Vermelho apontou a mentira em matéria publicada às 13h20. Diante do fato, o G1 resolveu burlar a nova lei de direito de resposta e dizer que se tratou apenas de um erro.
Segundo o G1, “ao transcrever a frase de um procurador sobre o ex-presidente Lula”, aconteceu um “erro”. No entanto, a dita frase não foi na declaração entre aspas do procurador, mas na análise feita pelo veículo sobre as declarações do procurador.


O G1 disse: “Saiu errado: ‘Diante da proximidade entre Bumlai e Lula, o procurador afirmou que há comprovação de envolvimento do ex-presidente petista no esquema de corrupção’. O correto é: ‘Diante da proximidade entre Bumlai e Lula, o procurador afirmou que não há comprovação de envolvimento do ex-presidente petista no esquema de corrupção’”.


O site da Globo confessa que o crime, que ela chama de “erro”, ocorreu em duas reportagens publicadas nesta terça-feira (24). A reportagem “Empréstimos de Bumlai foram pagos com contratos da Petrobras, diz MPF”, das 10h23, foi corrigida às 16h56. A reportagem "Preso na 21ª fase Operação da Lava Jato, Bumlai chega à Polícia Federal", das 12h04, foi corrigida somente às 17h18, ou seja, depois de quatro horas. 


Fonte: Vermelho

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Extrema-direita argentina espera que Macri solte os genocidas

O segundo maior jornal argentino escreveu um editorial pedindo a soltura dos criminosos que torturaram e assassinaram militantes de esquerda nos anos 70


Trecho de matéria do Opera Mundi e tradução na íntegra o editorial do La NacionSite Oficial Mauriciomacri.com.ar

O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, afirmou durante sua campanha eleitoral que irá acabar com o “negócio” que se tornou a questão dos direitos humanos na Argentina. Na mesma linha do novo líder, o diário argentino La Nación, o segundo maior do país, publicou nesta segunda-feira (23/11) um editorial com críticas à prisão de militares acusados de crimes durante a ditadura militar que durou entre 1976 e 1983.

“Por estarem muito velhos para estar presos”, a medida representa uma “vergonha nacional” e os novos tempos são propícios para “terminar com as mentiras sobre os anos 1970”, diz o La Nación, em uma referência contra o julgamento dos militares.

O chamado resgate da memória realizado pela Argentina nos últimos anos é apontado por organismos de direitos humanos em toda a América Latina como importante para impedir que se repitam os fatos que resultaram no desaparecimento forçado e na morte de mais de 30 mil pessoas.


Não mais vingança
Editorial diário argentino La Nación, 23 de novembro de 2015

A senadora Norma Morandini escreveu dias atrás, neste mesmo jornal, que as causas de direitos humanos não podem ser defendidas com mentiras. Não se pode defender tampouco com novas violações aos direitos humanos, como está ocorrendo no país atualmente.

Um dia depois dos cidadãos elegerem um novo governo, devemos esperar que as ânsias de vingança sejam sepultadas de uma vez, para sempre.

Os trágicos acontecimento dos Anos 70 vêm sendo contados de forma deturpada por uma esquerda ideologicamente comprometida com os grupos terroristas que assassinavam com armas, bombas e uma articulação que não se diferencia em nada daqueles que provocaram o atentado de Paris, que comoveu o mundo há dez dias atrás. Aquela esquerda raivosa, de verdadeira configuração fascista – tanto antes quanto agora –, se apoderou do aparato propagandístico oficial desde o começo do governo dos Kirchner.

Se ocultou, assim, o que já não pode ser ocultado por mais tempo, para o bem da compreensão dos fatos por parte de uma sociedade cuja composição geracional vem mudando bastante nos últimos quarenta anos. Para a sociedade argentina dos Anos 70, não era necessário explicar que o aberrante terrorismo de Estado sucedeu o pânico social provocado pelas matanças indiscriminadas perpetradas por grupos treinados para uma guerra suja, os que o kirchnerismo qualifica de forma absurda, como uma “maravilhosa juventude”.

A sociedade isolou esses “jovens idealistas”, enquanto o terrorismo de Estado os trucidou com seu poder de fogo, com algumas exceções isoladas, apenas com a eficácia das operações militares, que tinham por objetivo aniquilar o inimigo, com uma moral que, no fundo, não se diferenciava da dos rebeldes que combatiam.

Chegou a hora de pôr as coisas no seu lugar. Debater que aqueles semearam a anarquia no país e destruíram vidas e propriedades não podem gozar mais de um reconhecimento histórico cuja gestação se fundou na necessidade prática dos Kirchner de contar, em 2003, com alguma bandeira de conteúdo emocional. Néstor o fez ao assumir o poder, com apenas 22% dos votos. Antes, deram muito menos importância ao assunto.

Há duas questões urgentes por resolver. Uma é o vergonhoso padecimento de condenados, processados e inclusive de suspeitos de terem cometido delitos durante os anos da repressão subversiva, e que se encontram em prisão, apesar de serem anciões. Já são mais de trezentos os condenados por direitos humanos que morreram na prisão, e isso constitui uma verdadeira vergonha nacional.

Dias atrás, tal situação se agravou devido a uma escandalosa decisão do Tribunal Oral de La Plata, que revogou a prisão domiciliar de vários militares de idade avançada, como os coronéis Carlos Saini e Oscar Bardelli, o capitão Carlos Robbio e o almirante Antonio Vañek. Parece uma burla que isso coincida com o privilégio domiciliário concedido recentemente, por um tribunal da província de Chaco, a um mafioso de 65 anos, condenado a 19 anos de prisão, por ter traficado mais de mil quilos de cocaína à Espanha.

Em segundo lugar, de modo paralelo, os atos de perseguição contra magistrados em atividade continua. Um deles foi o caso do juiz federal de Mar del Plata, Pedro Hooft, absolvido no ano passado após sete anos de acusações sobre supostos delitos contra a humanidade. A perversa montagem foi revelada por gravações apresentadas como prova, mas Hooft logo teve que enfrentar novos ataques. Também recentemente surgiu outro processo irregular montado contra o juiz Néstor Montezanti, de Bahía Blanca, em outra clara tentativa governista de desarticular a investigação de causas que envolvem a família presidencial.

O juiz federal Ricardo Lona, de Salta, também foi perseguido por mais de dez anos, quase sem elementos contra si, apenas referências mentirosas entregues por três militares condenados como autores das matanças produzidas no denominado Massacre de Palomitas. Hoje, ele se encontra em prisão preventiva, por supostas falhas na investigação da morte do ex-governador de Salta, Miguel Ragone, ocorrida em março de 1976. Se desconhece, porém, que o juiz Lona foi quem reuniu as provas que levaram à condenação dos autores do crime, segundo o reconhecido pela própria Corte Suprema de Justiça.

Por outra parte, a acusação contra ele carece de validade, pois a ação não se encontra em mãos dos promotores da causa, mas sim por outros designados pela questionada Procuradoria Geral da Nação, que carece de atribuições para perpetrar a ação. Com quase 80 anos e uma grave doença, Lona corre o risco de ser enviado à prisão, após os questionamentos a um informe médico que claramente desaconselha que ele seja enviado a um centro penitenciário.

A cultura da vergonha foi instalada pelos meios de difusão do Estado e pelas escolas habituadas a seguir as pautas históricas nada confiáveis do kirchnerismo. Ou seja, a mentira às quais a senadora Morandini se referia.

Os relatos de sujeitos que foram responsáveis por incendiar o país nos Anos 70, convencidos de que as armas de fogo e os explosivos, com suas sequelas de dor e morte, eram a via de acesso a uma sociedade melhor, não podem intimidar os políticos responsáveis, nem os juízes compenetrados em sua missão, de atuar em consonância com a verdade histórica e os princípios básicos do direito penal.

Sempre será indispensável construir a partir da verdade completa, apaziguar e não esgotar a busca, por todos os meios necessários, para que se cumpra o apelo do papa Francisco, de que todas as ferramentas da lei se ativem “para evitar qualquer tipo de vingança e curar as feridas”, embora “sem deixar de ver as cicatrizes”, como ele bem lembrou.


Fonte: Carta Maior

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Rivotril, a droga da paz química

Caixa-de-Rivotril

Em 2007, foram vendidas no Brasil 29 mil caixas de clonazepam, princípio ativo de medicamentos como o Rivotril. Hoje são mais de 23 milhões  O Rivotril, chamado de "paz em drágeas", é cultuado e se tornou ícone pop, aparecendo em produtos como capas para celular
Segundo a Anvisa, o consumo brasileiro do princípio ativo do Rivotril, o clonazepam, em 2007 era de 29 mil caixas por ano. Em 2015, este número atingiu os 23 milhões, de acordo com a IMS Health. O crescimento significativo em pouco tempo desperta as suspeitas de uso excessivo e desnecessário por parte de especialistas.


Com a promessa de aliviar as pressões e as ansiedades cotidianas, psiquiatras e médicos em geral receitam o remédio tarja preta, ou seja, que pode causar dependência física e psíquica, mesmo que o paciente não apresente um caso clínico de ansiedade.

Agravando a situação, o medicamento tem um valor relativamente baixo. A reportagem de CartaCapital chegou a encontrar caixas a R$ 4. As mais caras são vendidas por cerca de R$ 20.


O clonazepam, princípio ativo do medicamento Rivotril, do laboratório farmacêutico Roche, pertence à classe farmacológica das benzodiazepinas, que agem diretamente sobre o sistema nervoso central, afetando a mente e o humor. 


Os ansiolíticos à base de clonazepam são as substâncias mais consumidas no Brasil entre os 166 princípios ativos de remédios tarja preta segundo o Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa, entre 2007 e 2010.


O Rivotril tem entre seus usos o controle de distúrbios epilépticos e casos graves de transtornos de ansiedade, como a Síndrome do Pânico. Sempre em situações pontuais e pelo menor tempo possível.


“O Rivotril, de modo geral, é uma medicação segura e eficaz para o que se propõe, e pode ser de grande benefício quando bem receitado”, explica o médico psiquiatra Plinio Luiz Kouznetz Montagna, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e ex-professor da Universidade de São Paulo, com passagem pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres.


No entanto, segundo Montagna, seu uso tem sido banalizado. O psiquiatra explica que usar o Rivotril para apaziguar sintomas sem dar atenção às origens dos mesmos pode mascarar quadros mais graves, porque a ansiedade pode ser primária ou derivar de outras condições, como depressão e psicoses, que exigem outros tipos de tratamento.


Montagna esclarece que as manifestações da ansiedade podem ocorrer tanto na esfera psíquica (sentimento opressor, antecipação de perigo etc) como no corpo (dispneia, insônia, taquicardia). Já as causas da ansiedade podem derivar de elementos biológicos, psicológicos, socioculturais e do desenvolvimento individual em um contexto familiar determinado.



O psiquiatra considera a ansiedade como fundamental para sinalizar um perigo e necessária para a saúde psíquica. “Costumo comparar com o funcionamento de um violão. É preciso um nível de tensão das cordas adequado para que a música aconteça. Se as cordas estiverem frouxas, não sai música. Se demasiadamente estiradas, podem até a romper. Assim é a ansiedade em relação ao funcionamento mental humano”.


No entanto, quando a reação a um estímulo passa a ser desproporcional é que há um transtorno de ansiedade, como explica o conselheiro do Cremesp Mauro Gomes Aranha de Lima. “Viver em grandes centros urbanos gera, naturalmente, um sentimento de ansiedade por deixar as pessoas estejam constantemente em alerta, estressadas. E isso não é necessariamente um transtorno de ansiedade. Mas esses fatores podem desencadear um transtorno em quem já tem certa tendência a isso”.


Como exemplo de reação além da necessária a um estímulo, Lima descreve a situação em que alguém vê uma faca ou está em um elevador apertado e isso desencadeia uma crise de pânico. Ou quando, ao cumprimentar alguém e sentir um pouco de suor, ter que lavar as mãos excessivamente depois.


Em relação à vida urbana de que Lima fala, Montagna lembra o epidemiologista inglês Richard Wilkinson, cujos trabalhos são utilizados pela ONU e a OMS: “o binômio inclusão - exclusão a grupos, pequenos ou grandes, está em questão.


Os estudos de Wilkinson observam que o fator que importa em termos de ansiedade e saúde mental, consumo de drogas, criminalidade, e diversos outros índices de bem estar social é a diferença de renda entre os mais ricos e os mais pobres. Quanto mais equitativa a sociedade, menor a prevalência de ansiedade e de transtornos mentais”.


Montagna pondera que, se essa é a situação em países do primeiro mundo, a questão deve tornar-se muito mais aguda e possivelmente mais dramática em países como o Brasil, com uma grande desigualdade social. “Com a desigualdade, nos índices de saúde, saúde mental e social, o prejuízo, o sofrimento não é só dos pobres, mas também dos ricos. O prejuízo da desigualdade é de todos”.


Surgimento e abstinência


O surgimento dos atuais tranquilizantes é atribuído a Leo Sternbach, que trabalhava para Hoffmann - La Roche e patenteou mais de 241 inovações químicas, tornando a Roche uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo.


Ele foi responsável por desenvolver os primeiros tranquilizantes à base de benzodiazepínicos, substituindo os barbitúricos desenvolvidos no começo do século passado (como o Gardenal) perigosos por terem a dosagem fatal próxima à dosagem para o tratamento. Em 1960, Sternbach lançou o Librium e, três anos depois, o Valium, mais simples e mais potente.
 
 
“Mães precisam de alguma coisa hoje para acalmá-las. E mesmo que ela não esteja realmente doente, há uma pequena pílula amarela”, diz a música dos Rolling Stones lançada em 1966 em referência ao Valium, quando os tranquilizantes já estavam popularizados nos Estados Unidos.


Hoje, Medley, Sanofi, Pfizer, Aché e Farmasa são alguns dos laboratórios que produzem ao menos um medicamento à base de benzodiazepinas no Brasil, além das versões genéricas dos princípios ativos. O Rivotril, da Roche, contudo, é um dos mais conhecidos.


Dados obtidos pela reportagem da Folha de S. Paulo em 2011 e 2012 mostram que, dentre todos os medicamentos, tarja preta ou não, o Rivotril foi o sexto mais vendido no Brasil. Na época, o Rivotril era responsável por 77% das vendas de ansiolíticos -- 14 milhões de caixas por ano. 


O levantamento foi feito a pedido do jornal pela IMS Healt, a empresa que audita o mercado farmacêutico no país. Procurado pela reportagem de CartaCapital, contudo, a IMS Health afirmou que este tipo de levantamento não está mais disponível para a imprensa.


Em 2007 foram consumidas 29 mil caixas de medicamentos à base de Clonazepam (princípio ativo do Rivotril) no Brasil. Três anos depois, em 2010, esse número superou os 10 milhões, de acordo com a Anvisa. 


Já entre setembro de 2014 e agosto de 2015, o consumo de todos os medicamentos à base de Clonazepam subiu para mais de 23 milhões, de novo de acordo com os dados da IMS Health.


“No fim do século passado prescrevia-se Dienpax a todo o momento. Hoje isso ocorre com o Rivotril”, analisa Montagna. Lima acredita que o uso acima das necessidades reais desse tipo de medicação acontece porque não há a necessidade de que um especialista o receite.


“É uma forma de melhorar rapidamente a ansiedade e, de alguma forma, o paciente institui aquele remédio como uma constante – esse é o cuidado que devemos ter, para não usar cronicamente. E vale lembrar: jamais em proximidade com bebidas alcoólicas, porque potencializa o efeito sedativo”.


O psiquiatra também alerta para a perda do efeito ao longo do uso crônico, uma tendência das benzodiazepinas. “Para obter o mesmo efeito é preciso aumentar progressivamente as doses. A questão é que a retirada dos benzodiazepinas quando é usado por longo tempo, deve ser gradual, porque pode gerar síndrome de abstinência”.


Como combater o uso excessivo?


Para contornar a situação, Montagna ressalta a necessidade de trabalhar mais, na educação médica, a relação médico-paciente e a valorização de aspectos humanos da Medicina. Ele afirma que percebe que muitos médicos não têm ferramentas para lidar com o paciente a não ser através da medicação. “Mas de todo modo não se perca de vista que o Rivotril tem suas qualidades em quadros de ansiedade, eventualmente como coadjuvante de antidepressivos e para a epilepsia”.


Lima, como conselheiro do Cremesp, afirma que eles procuram fazer uma educação médica continuada, levando aos médicos não psiquiatras os melhores meios de utilizar essas medicações. “Existem maneiras de a vigilância sanitária mapear prescritores muito exagerados de tranquilizantes e, por vezes, a gente chama esse médico no Conselho e alertamos sobre esse uso indiscriminado. Mas é a qualidade da formação médica que evidentemente precisa melhorar no nosso país”.


Lima observa que alguns tratamentos de ansiedade precisam de um ou dois anos de medicação, mas que não devem ser usados os benzodiazepinas e, sim, outro grupo de medicações mais adequado para tratamentos de longa duração.


No entanto, nem eles são capazes de curar o transtorno de ansiedade definitivamente. “São muito importantes no tratamento da ansiedade todos os métodos psicoterápicos. E cada tipo de ansiedade existe terapias adequadas. Então a psicoterapia é o tratamento mais que tem resultados mais sustentados e deve ser feito concomitantemente ao tratamento farmacológico, sempre objetivando interromper a medicação depois de algum tempo”.


Procurada pela reportagem, a Roche enviou a seguinte nota: "A Roche, fabricante de Rivotril (clonazepam), esclarece que as vendas do medicamento permanecem estáveis nos últimos anos no Brasil, embora a classe terapêutica CT4 e a substância clonazepam tenham crescido recentemente. A companhia reitera que somente o médico pode prescrever o medicamento, por meio de uma receita retida e controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerando necessidades médicas de cada paciente. A Roche segue a legislação nacional que regulamenta a promoção e a venda de seus medicamentos comercializados no Brasil". 


Fonte: Carta Capital
 

Vitória dos estudantes: Justiça nega reintegração de posse das escolas

  Angela Meyer (Upes) e  Camila Lanes (Ubes)

 Angela Meyer (Upes) e  Camila Lanes (Ubes)

Os estudantes que estão ocupando dezenas de colégios, contra a medida do governo Alckmin de fechar 92 escolas, obtiveram uma vitória. Em audiência que ocorreu na manhã desta segunda-feira (23) no Palácio da Justiça, na capital paulista, a decisão foi de não acatar o pedido de reintegração de posse feito pelo governo tucano, por entender que o mesmo não dialogou com a sociedade antes de encerrar as atividades nos colégios, qualificando as ações das ocupações como legítimas.


A presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Angela Meyer, afirmou que o movimento continuará até que Alckmin ceda em sua medida de desmonte educacional. “Nossa proposta é bem simples: Não permitiremos nenhuma escola fechada e queremos debater de maneira ampla a proposta de reorganização, mas o Alckmin finge não entender. Podem tentar reintegrar, mas vamos ocupar e resistir!”, afirma.

Camila Lanes, recém-eleita presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), está há dias percorrendo várias escolas ocupadas e afirma que, sem democracia, não há conversa. “Não existe possibilidade de fechar qualquer escola em São Paulo, os secundaristas querem diálogo, não decisões imediatistas e irresponsáveis. E também declarado que, se a PM reintegrar uma escola, vamos ocupar mais duas!”

Na última quinta-feira (19), em audiência pública realizada no Tribunal de Justiça, o governo Alckmin apresentou uma proposta de temporariamente pausar a ação de fechamento das escolas. Setores do movimento social ligados à educação denunciaram a estratégia tucana de pausar o plano de encerramento das atividades nos colégios, alegando que a pausa seria para desmobilizar os estudantes que ocupam e resistem nas escolas.

O projeto, intitulado “reorganização escolar”, lançado pelo governo Alckmin na calada da noite, na prática, tem o intuito de intensificar a privatização educacional que há 20 anos é executada por gestões tucanas. Especialistas denunciam que, por trás do discurso de melhorar a eficiência do sistema educacional paulista, há o compromisso de favorecer setores privados, como exemplo, as escolas particulares, que se beneficiarão com a oferta menor de matrículas em colégios públicos.

As ações contra o projeto de reorganização escolar vêm ganhando cada vez mais força e apoio por de diversos setores da sociedade e do movimento social. Cerca de 1.500 professores de disponibilizaram para dar aulas gratuitas nos colégios ocupados e o Movimento Sem Terra ( MST) doou 100 litros de leite e alimentos para os estudantes que resistem em seus colégios.
Os estudantes que se organizam em vários grupos para a manutenção das suas atividades nas escolas estão pedindo doação de alimentos para seguirem a rotina de ocupações. As doações podem ser feitas nas sedes das entidades estudantis, em São Paulo, além dos colégios ocupados. 


Fonte: Portal Vermelho

domingo, 22 de novembro de 2015

Piauiense é alvo de ofensas racistas em rede social por causa do cabelo


"O comentário realmente houve. Eu tentei fazer uma homenagem pela passagem do aniversário dela, como sempre faço com minhas funcionárias. Daí, uma pessoa proferiu comentários decortês e deselegante. Outras pessoas que acessam minha página, começaram a fazer compartilhamentos do que ele disse, relacionando o cabelo crespo dela à falta de higiene. Foi muito chato. Eu não vou mentir, me senti envergonhada. Morar em um país multiracial e ter que conviver com esse tipo de preconceito, saber que isso está no meio da gente. Essas pessoas com esse tipo de pensamento estão bem mais próximas do que a gente imagina", disse a empresária.

O comentário racista partiu de um senhor que se identifica sendo natural de Teresina e que trabalha com Educação. "Só não entendo porque não sobra tempo para pentear o cabelo", diz o post.  


Além de ofender Jô, o internauta ainda discute com outros seguidores da rede social e posta novas mensagens, inclusive, duvidando da punição para quem comete o crime de injúria racial.

A proprietária do salão disse que, a pesar de ter conhecimento de outros casos de preconceito, ficou surpresa com a reação do internauta. Até a manhã, deste sábado (21), o post da empresária foi compartilhado mais de 100 vezes e comentado por quase 1.200 internautas que deixaram mensagens de apoio à cabeleireira.

"Eu nunca imaginei que a gente poderia conviver com gente com pensamento tão pequeno. O preconceito não é novidade para nós. Através das mídias sociais, percebemos que isso  é mais comum do que poderíamos imaginar, mas as notícias que são divulgadas são de pessoas públicas, que estão na mídia. Sinceramente, eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer com uma pessoa mais próxima, que alguém pudesse se incomodar tanto com  o visual que cada uma adota pra si. No salão nós não adotamos o estereótipo de só ter cabelo liso. Aqui nós tratamos cabelos, independente de ser crespo, afro negroide...o nosso paciente é o cabelo. A Jô é uma mulher linda com o cabelo maravilhoso. Acho que ele ficou meio despeitado", disse Antônia Costa. 

Em entrevista ao Cidadeverde.com, Josânia Martins disse que ficou bastante magoada e assustada com os comentários maldosos. Ela conta que o apoio de amigos e até mesmo de desconhecidos foi importante para superar a situação. 

"Eu fiquei um pouco assustada, porque é uma pessoa que eu não conheço, nunca vi e fez um tipo de comentário assim. Eu trabalho em um salão de beleza e hoje não existe esta coisa de cabelo cacheado, cabelo afro ou cabelo liso. Cada um usa seu cabelo como gosta e se sente melhor. Também fiquei muito magoada, porque não tem como a gente não ficar e dizer: Ah!! eu não dou importância. Eu procurei não ficar abalada com isso, mas fiquei muito chateada e sentida. Porém, graças à Deus, ontem era meu aniversário e recebi parabéns de pessoas que eu nunca vi, porque viram o que ele falou e todo mundo ficou solidário à minha pessoa, ligando pro salão, me defendendo e incentivando a processá-lo, porque isso não se faz", desabafou Jô.

A cabeleireira, que já trabalha há 16 anos no mesmo salão de beleza, localizado no bairro Mocambinho, na Zona Norte de Teresina, disse que ainda não sabe o que fazer diante das ofensas, mas pensa em processar o autor da injúria racial, como uma forma de barrar novas atitudes criminosas.

"Tem horas que dá vontade de ir adiante e processar, mas acho que todo mundo já falou tão mal dele e não sei se quero me desgastar com isso. Por outro lado, ele é uma pessoa que merece. Vou amadurecer a ideia e essa semana vou resolver se vou adiante ou não. Porque eu acho que se a gente não tomar uma postura, as pessoas vão continuar nos ofendendo. Eu sou negra e não é a primeira vez que eu sofro preconceito, racismo", disse.

Ela contou ao Cidadeverde.com que não é raro sofrer preconceito em situações do cotidiano, como por exemplo, ir à uma loja. "Já cheguei em lojas querendo comprar e a vendedora me deixou esperando porque foi atender uma pessoa branca. Já aconteceu isso por diversas vezes. Tem pessoas que dizem que o negro é o próprio racista, mas pelo contrário, eu agradeço a Deus por ter nascido, por que independente da minha cor, de sermos brancos, baixos, com cabelos loiro ou cacheado...isso não tem nada a ver. A única certeza que nós temos é a morte. Todos nós um dia vamos morrer e é aí que a gente vai se igualar...nós não levamos nada do que adquirimos na terra", reitera a cabeleireira. 

Jô conta ainda que já teve o cabelo liso e resolveu assumir o visual afro há cerca de dois anos. Autêntica, ela diz que jamais negará suas origens e brinca ao dizer que fará uma homenagem ao autor do post com teor racista. 

"Eu sou uma pessoa negra, já tive o cabelo liso, mas resolvi assumir meu cabelo natural, afro. Me sinto muito bem assim. Não deixei ele estragar meu aniversário...foi muito bom, encontrei amigos e todo lugar que eu chegava as pessoas me reconheciam, me desejam felicitações e falavam que tinham 'acabado' com ele. Acho que todo mundo também se sentiu com o que ele fez comigo. Eu sou uma pessoa tranquila, não tenho maldade no coração. Não sei porque esse senhor falou isso de mim..Eu tenho muita pena dele. Espero que ele mude, até  porque já é um senhor de idade e nunca imaginei isso de gente assim, porque é comum a gente ver mais de pessoas joviais. Engraçado, como no Facebook dele, ele fala em Deus. Como pode a pessoa falar de Deus e falar de uma pessoa negra se todos somos filhos Dele? Sou rodeada de amigos e nunca vou negar minha origem. Em homenagem a ele, vou usar meu cabelo mais alto. Há dois anos, uso meu cabelo black, assumi os meus cachos e não aliso mais. Agora vai ser assim para sempre", disse a cabeleireira.  

Após a repercussão, a página virtual do autor do post não foi mais localizada. Recentemente, um caso semelhante com a atriz Taís Araújo ganhou repercussão em todo o país.

Injúria

O crime de injúria está previsto no artigo 140 do Código Penal e consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém “na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

A pena pode chegar a três anos de reclusão. Se o promotor entender que houve racismo, os acusados podem responder pelos crimes previstos na Lei 7.716, de 1989. Há várias penas possíveis para racismo, entre elas prisão e multa. O crime de racismo não prescreve e também não tem direito à fiança.  


Informações do Portal Cidade Verde

Golpistas acampados em frente ao Congresso são retirados pela polícia

Cerca de 15 barracas foram retirada de frente do Congresso 

  Cerca de 15 barracas foram retirada de frente do Congresso


Cerca de 15 barracas do grupo de golpistas foram devidamente retirados do gramado em frente ao Congresso Nacional, pela Polícia Legislativa. A polícia responsável pela segurança do Congresso tentou negociar com os acampados, mas, como não teve sucesso, retirou barracas e faixas, dispersando o grupo no sábado (21).


O grupo foi obrigado a se retirar depois que, na semana passada, atacou integrantes da Marcha das Mulheres Negras. Um policial civil acampado com os manifestantes disparou quatro tiros para o alto e depois foi preso pela polícia.

Diante da evidente ameaça, dezenas de parlamentares exigiram da presidência da Câmara dos Deputados e do Senado a retirada do grupo. O presidente da Câmara, Eduardo Ccunha, que autorizou o acampamento, insistia em mantê-los, mesmo com a posição contrária de Renan Calheiros, presidente do Senado. Após o incidente, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, reuniu-se com os dois presidentes e acertou um prazo até este sábado, para que os acampados deixassem a Esplanada dos Ministérios.

Mais cedo alguns integrantes do acampamento pró-intervenção ainda resistiam à desocupação e diziam que só iriam embora mediante a apresentação de um documento oficial determinando a retirada. Sem sucesso.

Percebendo que não adiantava mais insistir, o grupo mudou o discurso dizendo que deixaria o gramado mas permaneceria "mobilizado". Eles cantaram o Hino Nacional e gritaram palavras de ordem como "Pátria, família e Deus".

O escritor Felipe Porto, 55 anos, prometeu novas ações. “Estamos prontos para fazer novos acampamentos, inclusive em frente a casa do governador”, disse, vestido com roupa de camuflagem e usando um broche em homenagem ao Exército. 


Veja fotos abaixo:

 

 

 

 

"ISTO É REALMENTE CÔMICO!"



Informações do Portal Vermelho/Agência Brasil

Lula mobiliza jovens em apoio a Dilma contra "os que não sabem perder"

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a juventude, nesta sexta (20), a defender com empenho o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Lula disse que, antes de pensar em 2016 e 2018, é preciso combater as investidas da oposição. "Temos que ajudar a companheira Dilma a sair da encalacrada que a oposição nos colocou depois das eleições", disse, ao participar do 3º Congresso da Juventude do PT, em Brasília. O ex-presidente criticou os adversários que não aceitam o resultado das urnas.

 “Eles perderam e não souberam perder, o que de mais grave pode acontecer a eles é que, se continuarem com essa ignorância política, podem perder a quinta eleição”, disse Lula.

O petista afirmou ainda que torce para que Dilma consiga aprovar no Congresso as medidas necessárias para equilibrar as contas do país. “O que precisamos ter consciência é que a primeira tarefa é ajudar a companheira Dilma. Deus queira que seja aprovado tudo o que ela [Dilma] quer até o fim do ano para a gente virar a página do ajuste e botar na página do crescimento”, discursou.

Lula afirmou que em diversos momentos de crise na história do Brasil foram os jovens que se apresentaram para dar os primeiros passos. “A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta. Então vocês precisam assumir esse papel de lutar e pensar no futuro do país”, acrescentou. O ex-presidente também disse que o PT tem autoridade para convidar a juventude brasileira para um bom debate, pelo que implementou no Brasil.

Segundo Lula, para o projeto encabrçado pelo PT chegar forte às eleições presidenciais de 2018, deverá conseguir um bom resultado nas eleições municipais do ano que vem. Por isso, pediu à juventude do partido, além do apoio a Dilma, defesa do legado dos governos petistas e maior engajamento na política.

“Muita gente tem raiva quando eu digo a frase ‘nunca antes neste país’ para citar vários avanços, mas é verdade. Por tudo o que foi feito, temos autoridade moral e política para convidar a juventude brasileira para um bom debate, lembrar o que nós fizemos e pensar o futuro. Eu sonho com o dia em que vocês vão falar que vão assumir a construção deste partido e deste país", acentuou.

“Não tem 2018 se a gente não tiver 2016. Precisamos construir 2016”, afirmou o ex-presidente, defendendo que o partido vai fazer uma "surpresa" para aqueles que acham que o PT já acabou.  

Ele defendeu o lançamento de mais candidaturas para a disputa do ano que vem e formação de alianças para governar. Segundo ele, achar que uma única legenda poderia governar tudo sozinha, é uma utopia. "Entre a política e o sonho, entre o meu desejo ideológico partidário e o mundo real da política, tem uma distancia enorme. Precisamos aceitar e fazer alianças, em nome da governabilidade”, colocou.

Lula disse que se preocupa com a “tentativa de setores dos meios de comunicação e da sociedade de induzir a sociedade brasileira a não gostar de política”. Embora sem citar nomes, o ex-presidente afirmou, ainda, que a mídia “trabalha para mostrar que a política está apodrecida. E aí quem tenta resolver possivelmente seja um programa de TV ou um apresentador” – numa menção implícita a apresentadores que concorrem a cargos políticos. Na pré-campanha em São Paulo nomes de jornalistas e apresentadores como Celso Russomanno (PRB), João Dória (PSDB) e José Luiz Datena (PP) aparecem na disputa.

Ele também falou sobre a importância de se preservar o PT e combater os ataques feitos ao partido. “Não se pode permitir que ladrão fique chamando petista de ladrão”, ressaltou Lula.

O ex-presidente também cobrou que a juventude apresente propostas para o país. “Apenas escrever num documento fora Levy ou fora PMDB é muito pouco”, disse, sugerindo que o congresso da juventude se mobilize também neste sentido. “Quero saber qual é a proposta nossa da juventude para a educação desse país. Quero saber o que esse Congresso vai aprovar para a geração de emprego para nossa juventude”, afirmou Lula.

Sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), Lula afirmou que não adianta achar que a a presidenta Dilma sozinha vai implementar. "A engrenagem deste plano é o povo brasileiro que quer uma educação de qualidade".

Em uma crítica à gestão do tucano Geraldo Alckmin em São Paulo, quando lembrou as manifestações de 2013, iniciadas pelo Movimento pelo Passe Livre e o Plano Nacional de Educação (PNE), Lula ironizou: "Enquanto a gente está se matando para construir mais escolas, o governo de São Paulo está fechando". 






 Do Portal Vermelho, com agências
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