terça-feira, 31 de maio de 2016

Atos em defesa da Previdência Social tomam agências do INSS pelo país

 


 
Em Brasília, o ato oficial foi acompanhado por dezenas entidades profissionais, como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (ANFIP), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) ea Associação Nacional dos Membros das Carreiras da Advocacia-Geral da União (Anajur).
 
 
Em São Paulo, o ato iniciado às 10h contou com a participação também da CUT e da Intersindical. Foi realizado um comício com declarações de lideranças das três centrais, encerrado pelo discurso do próprio presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.
 
 
“Não se discute quanto da Previdência foi desviado, governo após governo, para cobrir rombos no orçamento. Não se discute o papel que essa instituição tem na vida dos mais pobre e vulneráveis, ou como ela provê o sustento para milhões de famílias brasileiras”, disse o presidente. Ele lembrou que é falsa a ideia de que a Previdência é deficitária - apenas em 2014, ela teve superávit de mais de R$ 70 bilhões - e que, mesmo se assim fosse, é preciso contabilizar aí os mais de R$ 80 bilhões que são sonegados em impostos previdenciários todos os anos. Confira o discurso na íntegra no vídeo abaixo:
 
 
O presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, também estava presente na manifestação, e disse que o ato é importante por trazer a pauta de denúncia do governo golpista de Michel Temer, “que vai esquartejar e jogar no lixo os 92 anos da Previdência Social”. Onofre lembrou também do papel social da Previdência: “Ela é uma forma importante de distribuição de renda, que vai pra aqueles que mais precisam. Esse governo está querendo tirar - é uma maldade com quem mais precisa, que são os trabalhadores e trabalhadoras”, concluiu.
 
 
Outras manifestações ocorreram por todo o Brasil, em especial em Porto Alegre e Belo Horizonte.
 
 
O próximo ato nacional está marcado para o dia 10 de junho. A ocasião será direcionada contra o próprio presidente interino Michel Temer, que não tem sustentação popular para permanecer na Presidência da República. A Frente Brasil Popular já trabalha na articulação dos movimentos sociais em todo o Brasil. 





Fonte: CTB

Previdência: Temer prepara golpe contra benefícios dos trabalhadores

Público no lançamento da Frente Parlamentar nesta terça-feira (31) em Brasília



A nova estrutura administrativa da Previdência brasileira (que não tem mais o nome social) pode resultar na morte do sistema previdenciário construído em muitas décadas.  Em 20 dias de governo de Michel Temer, a Previdência perdeu a condição de ministério para ser incorporada ao ministério da Fazenda (a parte de arrecadação) e ao ministério do Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social (a parte de benefícios).

“Parece que a tecnocracia, cada vez mais firme no Planalto, quer transformar a Previdência Social em apenas números, como se assim pudessem ocultar os acidentes do trabalho que continuam ocorrendo e as condições laborais que exigem as aposentadorias especiais”, afirmou o advogado previdenciário Sérgio Pardal Freudenthal, que assessora sindicatos de trabalhadores no Estado de São Paulo.

Ele afirmou que o desmonte representa um “grave desprezo pelo Seguro Social construído em um século”.  Para o advogado, a integração da Previdência com o Ministério do Trabalho, como estava conformado no governo da presidenta Dilma Rousseff, garantia os benefícios, quando necessários, e também assegurava as fiscalizações sobre as condições de trabalho. “São projetos políticos opostos. Agora não tem com quem conversar e nem o que discutir”, observou.




Privatização da previdência


“Ele (Temer) está jogando pra sentir o clima. Se não tiver resistência, ele vai privatizar. Quer deixar o pobre na miséria e quem puder paga a sua aposentadoria. Está jogando com a memória curta do brasileiro”, declarou Pascoal Carneiro, diretor de Previdência e Aposentados da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).


Segundo o dirigente, o governo quer favorecer os fundos de pensão privados, gerenciados por bancos. Ele argumentou também que manter a arrecadação no ministério da Fazenda  é garantir ao governo golpista o direito de utilizar a receita para outros fins que não sejam os de garantir os benefícios para o trabalhador.

“Está sendo preparada uma DRU (Desvinculação de Receitas Orçamentárias) para ser encaminhada ao Congresso alegando o déficit no orçamento. O governo quer 30% pra gastar como quiser e nestes 30% estão as receitas da previdência”, alertou Pascoal.



Mobilização




Ele ressaltou a importância dos atos realizados nesta terça-feira e da formação da Frente Parlamentar como fundamentais para barrar projetos no Congresso, com o objetivo de enfraquecer o sistema previdenciário. 


Pascoal lembrou que diante dos protestos, o governo Temer adiou o anúncio de uma proposta de reforma da previdência, que ficou prevista para ser divulgada em setembro. “Ele viu que vai ter resistência e que a reforma não virá de forma assim tão fácil”.


Sérgio concorda com Pascoal e vê o fortalecimento das mobilizações como combate ao desmonte da previdência. “Quem tinha chance de privatizar e tentou foi o Fernando Collor. Apresentou um projeto que não foi pra frente. Depois conseguimos consolidar o sistema que temos hoje. Não vamos permitir a morte política desse sistema”, completou.







Fonte: Vermelho

Livro 'Resistência ao golpe de 2016' nasce movido à indignação

Foi pensando nesse processo que tantas vidas nos custou que o grupo se uniu para usar a arma que tínhamos às mãos. O teclado dos computadores. 

Lula Marques 

 
O livro “Resistência ao Golpe de 2016” foi organizado por acadêmicos, jornalistas, cientistas políticos, advogados e líderes de movimentos sociais, que, ao longo da crise, se reuniam para trocar idéias e textos que escreveram. Alguns desses textos foram publicados em blogs, outros poucos em jornais. Participam 100 autores.

 

A coletânea foi organizada pela coordenadora do Programa de Doutorado em Direito da PUC-Rio, Gisele Cittadino, pela professora de Direito Internacional da UFRJ, Carol Proner, pelo advogado Marcio Tenebaun e o advogado trabalhista Wilson Ramos Filho, e será lançado nesta terça-feira, dia 31 de maio, às 19h, no Teatro Casa Grande, no Leblon, na Zona Sul do Rio, com a presença do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso.

 

Alguns autores foram convidados, como o acadêmico da Universidade de Coimbra,  Boaventura de Souza Santos, um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, e o cientista polítco, Wanderley Guilherme dos Santos. O deputado federal Wadih Damous consta do livro, bem como o deputado Paulo Pimenta.

 

À medida que a crise se instalava a discussão em torno do tema ficava mais animada e frequente. Wilson Ramos foi quem teve a iniciativa de reunir os textos em livro. Recolheu o material produzido pelo grupo e assim nasceu o compilado de 450 páginas.

 

Tudo começou quando no dia 4 de março o ex-presidente, Lula da Silva, foi buscado em casa sob forte aparato, por uma operação da Polícia Federal, e conduzido para uma sala especial do Aeroporto de Congonhas, onde foi ouvido coercitivamente. Daquele momento em diante,  ninguém mais teve dúvidas. Era o golpe se instalando. Os que viveram tempos sombrios sentiram no ar o cheiro de enxofre. E para quê esperar mais? Quem pôde, em todas as capitais, saiu às ruas, para demonstrar que não, não seria assim, de bandeja.

 

Por sorte de Lula e nossa, estava no aeroporto o ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Marco Aurélio Mello, que impediu que o ex-presidente fosse seqüestrado para Curitiba, conforme revelou depois. Na pista, um avião da Força Aérea Brasileira já o aguardava, de porta aberta, esperando apenas que cochilássemos, para levá-lo espalhafatosamente para Curitiba, onde desceria preso.

 

Para os que viveram a ditadura, os sinais eram fortes demais para cruzarmos os braços. Para os que não viveram, mas já ouviram de sobra sobre os seus efeitos - que até hoje reverberam na sociedade, vide o desaparecimento de Amarildo – o quadro que se desenhava era muito característico para ser ignorado.

 

E foi assim, num sem fim de telefonemas, encontros e reuniões, que fomos passando do estado de perplexidade ao espanto, e do espanto à indignação. Daí vieram os atos, as mobilizações, até que nos vimos difamados mundo a fora, com aquele espetáculo deplorável do dia 17 de abril, quando os deputados, qual freqüentadores do programa da Xuxa, mandavam “um beijo pra mamãe, pro papai e pra você”, votando pelo início do processo de impeachment. Una forma grotesca de maquiar o que o mundo chamou de golpe. Isto, sem falar na ode ao torturador, uma afronta aos mortos e desaparecidos na luta pela redemocratização desse país.

 

Foi pensando nesse processo que tantas vidas nos custou, tanto sacrifício, tantos picos de inflação galopante, tantos anos em que os salários nada valiam, e conseguir um emprego era quase um prêmio, que o grupo se uniu para usar a arma que tínhamos às mãos. O teclado dos computadores.

 

Naquele momento, era preciso literalmente botar a boca no mundo e gritar aos quatro ventos, como reagiu Chico Buarque, no Largo da Carioca, em ato no dia 31 de março: “Não, de novo não. Não vai ter golpe”. Passamos todos, cada um ao seu estilo, e correndo em raia própria, a denunciar a quebra da institucionalidade democrática que está ocorrendo no Brasil.

 

Escrevemos. Incansavelmente escrevemos. Denunciamos. Mas diante dos oligopólios da mídia, da vulnerabilidade de um Congresso minado pela corrupção doentia e digna de uma aprofundada investigação, e um Supremo - com honrosas exceções - acumpliciado com os que jogavam abertamente com o presidente do Congresso, Eduardo Cunha, não houve como salvar um modelo de país que tanto nos custou a ser delineado e construído. Um modelo que incluiu mulheres, negros, índios, foi rapidamente varrido para debaixo do tapete onde hoje pisam Temer e sua turma. Interinamente. É bom que se diga. 




Fonte: Carta Maior

Em discurso contundente, Dilma aponta: “É um governo de homens brancos, velhos, ricos e machistas”

“É um governo neoliberal em economia, e ultraconservador no social e na cultura, e em tudo mais. Sem sombra de dúvida, o golpe tem dois motivos. Um é parar a Lava Jato, o outro é impedir que nós continuemos com a nossa política de inclusão social”, afirmou a presidenta em evento na UnB. Confira os principais trechos e o vídeo com a íntegra da fala de Dilma
 dilma unb 

A presidenta Dilma Rousseff foi recebida por uma multidão na noite desta segunda-feira (30), na Universidade de Brasília (UnB), em noite de lançamento do livro A Resistência ao Golpe de 2016. Em seu discurso, ela foi contundente em relação ao governo Temer, que chamou de ilegítimo, fez referência aos áudios vazados envolvendo algumas das principais figuras do PMDB e expôs os principais motivos para o processo golpista, na sua avaliação.


“Esse é um golpe que se torna diferente pelo fato de que ele não interrompe o processo democrático, ele corrói o processo democrático, ele desgasta o processo democrático”, afirmou. “É isso que caracteriza um ‘golpe frio’, se a imagem de uma árvore sendo cortada por um machado é muito exemplar e simbólica da ditadura militar, a árvore democrática sendo destruída por um parasita é o exemplo desse golpe. Por isso nós temos que lutar dentro da democracia contra ele, temos que usar a democracia contra esse golpe”, disse.


A presidenta fez referência aos áudios gravados por Sérgio Machado com os senadores os senadores Romero Jucá (PMDB-RR)Renan Calheiros (PMDB-AL), e também com o ex-presidente José Sarney. “Como todos os outros golpes, ele detesta, odeia ser chamado de golpe, porque, ao ser chamado assim, seu caráter absolutamente contrário à Constituição e às regras democráticas surge. Eu comentava hoje com o Zé Eduardo Cardozo que tem um silêncio constrangedor quando se fala do meu afastamento. Nas gravações também têm um silêncio estarrecedor. As gravações que dizem tanto não gravam nenhuma frase que diz respeito a seis créditos suplementares ou ao Plano Safra. Não há uma única palavra em todas as gravações a esse respeito”, lembrou, referindo-se aos motivos que fundamentam o seu pedido de impeachment. “Mas há uma farta conversa a respeito de evitar que a sangria os atinja, que seus crimes sejam desvendados, que aquilo que foi feito e foi objeto de práticas irregulares, ilegais, corruptas, seja desmascarado e por isso tenho que ser afastada.”


Segundo a presidenta, contudo, não é apenas o acobertamento da corrupção que justificaria o processo do golpe. “Não acredito que o golpe seja só pra isso, ele tem outro sentido, mas aí não são as conversas gravadas que desvendam esse mistério. São as conversas, as entrevistas, as declarações do governo provisório, interino e ilegítimo. São essas falas em que eles declaram, mesmo que depois se desdigam, é esta a chave do que é o sentido desse golpe”, sustentou. “É a primeira fala de que o SUS não cabe no orçamento, então vamos criar planos privados de saúde, alijar uma parte da população do acesso à saúde e ao atendimento. Falam assim: ‘não vamos contratar mais médicos estrangeiros’, significa tirar de uma só penada 11 mil médicos cubanos no Brasil, num grande preconceito contra médicos cubanos, porque eles vão para os lugares remotos, para as periferias das grandes cidades, para os lugares mais afastados. Falam que o Minha Casa Minha Vida não vai mais atender a população de baixa renda, a chamada faixa 1 que ganha até 1,8 mil reais porque são contra subsídios. Ora, se não vão atender a faixa 1, onde está 80% do déficit habitacional no Brasil, não atenderão nenhum pobre nesse país. E se são contra subsídios são contra que os recursos de orçamento, que derivam de tributos cobrados da população, sirvam para pagar a imensa dívida social desse país com a população que nada tem.”


Dilma foi dura em relação à composição do ministério do governo provisório. “O grave, para nós, mulheres, é que é um governo de homens brancos, velhos, ricos, machistas e isso está claro na visão que se tem sobre a presença das mulheres no primeiro escalão do governo. Nós temos que chegar aos 50%, não chegamos, o máximo q e atingimos foram oito mulheres no primeiro escalão, mas, pela primeira vez, mulheres dirigiram aquilo que não se dirigia,como a Petrobras, a Caixa Econômica”, apontou. “É um governo neoliberal em economia, e ultraconservador no social e na cultura, e em tudo mais. Sem sombra de dúvida, o golpe tem dois motivos. Um é parar a Lava Jato, o outro é impedir que nós continuemos com a nossa política de inclusão social.”


Sobre o momento do golpe, a presidenta ressaltou o papel da crise econômica, que traria uma questão oculta. “Por que isso, por que agora? Toda crise implica numa questão séria, que cada um de nós tem que pensar. Não existe crise sem conflito de distribuição de riqueza, na expansão do ciclo econômico não tem, o conflito não é tão visível. O que está em questão é a velha história do pato, só que o pato aqui está claro, quem secularmente tem sido pato é o povo desse país”, disse Dilma, ressaltando o papel da mídia estrangeira na caracterização do processo do golpe. “Acredito que a imprensa internacional foi muito importante uma vez que ela não estava envolvida no jogo político, foi importante em caracterizar politicamente o que o Brasil estava vivendo. A imprensa internacional deu uma grande contribuição, mas não foi ela que deixou patente e claro que se tratava de um golpe, foram os próprios golpistas gravados.”


Dilma conclamou mais uma vez a resistência. “É com coragem que nós vamos vencer, é essa nossa arma. Eles têm um conjunto de armamentos sofisticados, têm a grande imprensa, tiveram o apoio de alguns segmentos empresariais, de uma parte do parlamento brasileiro  nós não podemos esquecer que o Eduardo Cunha está cada dia mais vivo. Eles têm tudo isso. O que é que nós temos? A nossa consciência. Nós sabemos porque lutamos e é isso que transforma nossa energia e nossa força.”







Fonte: Revista Forum

DELAÇÃO DE FILHO DE MACHADO PREOCUPA TEMER

 


Baseando-se nas revelações trazidas pelos áudios feitos por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro e apontado como operador do PMDB no esquema investigado pela Lava Jato, tudo mudaria no Brasil a partir do golpe e da formação do gabinete dos sem voto.

 

A cúpula do PMDB, liderada por Temer e Eduardo Cunha (RJ), acreditou que barrar as investigações da Lava Jato era questão de tempo. Mas o vazamento dos áudios e o que ainda está por vir anda tirando o sono dos caciques peemedebistas.

 

A grande imprensa afirma que a preocupação é com novas citações e o impacto no governo de “salvação” que Temer queria criar. A conversa do senador Romero Jucá (RR), um dos mais próximos a Temer, jogou o primeiro balde de água fria. Depois vieram as gravações de Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, e do ex-presidente José Sarney (MA).

 

A mais recente foi a de Fabiano Silveira, ministro da Transparência (antiga Controladoria Geral da União, que Temer extinguiu). Fabiano aparece em gravação orientando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, a como agir perante as investigações da Lava Jato.

 

Agora a tensão recai para a delação premiada do filho de Sérgio Machado, Expedito Machado Neto, conhecido como Did, que é apontado como o responsável pelas operações financeiras da cúpula do PMDB.

 

Domiciliado em Londres, na Inglaterra, Did controla um fundo de investimentos e sua delação premiada foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, juntamente com a do pai, Sérgio, sendo uma complementar à outra.

 

De acordo com especulações da imprensa, Did apresentou documentos que comprovariam o caminho do dinheiro desviado de obras e serviços.

 

Ainda segundo a imprensa, Sérgio e seu filho acertaram devolver aos cofres públicos os recursos financeiros provenientes de corrupção investidos no fundo que Did controlava. Fal-se em “quantia surpreendente”.

 

A grande mídia, que tem acesso “exclusivo” ao processo sigiloso, afirma que tais provas apresentadas por Sérgio e Did comprometeriam diretamente Renan, Jucá e Sarney e que seriam mais reveladoras do que os áudios gravados. 





Fonte: Vermelho / Agência Câmara

Pimenta recorre à PGR contra nomeação de ministros investigados

 



Pimenta entrou no último dia 14 com um pedido de suspensão de nomeação de ministros investigados no governo Temer por desvio de finalidade. Em decisão no dia 24 de maio, a PGR decidiu pelo arquivamento sob o apelo de que se tratavam de "situações díspares" - em comparação à de Lula - que buscavam "extrair a mesma consequência jurídica". Para a PGR, no caso de Lula "havia uma série de aspectos factuais levados em conta para chegar à conclusão de ter havido desvio de finalidade".

 

Para o deputado, a PGR não adota os mesmos critérios que manteve em relação ao ex-presidente Lula, que teve suspensa a nomeação para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff. Lula era investigado na Operação Lava Jato e não pôde assumir o ministério sob a acusação de que estava obstruindo a Justiça.

 

No pedido de reconsideração, entregue na tarde de segunda-feira (30), o deputado Pimenta inclui referência aos áudios divulgados pela imprensa em que o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, negocia com parlamentares "reconhecidamente" ligados a Michel Temer alternativas para "barrar" a Operação Lava Jato.

 

Segundo Pimenta, "em tais conversas, os interlocutores tratam, dentre outros assuntos, da preocupação com o andamento da Operação Lava Jato, reclamações e providências a serem tomadas sobre a operação, tudo no intuito de interferir na sua condução, evidenciando o conluio para obstrução da justiça, inclusive por meio da alteração da competência penal para investigados em primeiro grau de jurisdição por meio da nomeação para cargos com a inerente prerrogativa constitucional de foro especial, num eventual afastamento da Presidenta da República, Dilma Rousseff", aponta o deputado.

 

O deputado Pimenta acredita que, com os áudios que "escandalizaram o país", a PGR deve rever seu posicionamento. "O conjunto factual em torno da nomeação de ministros pelo vice-presidente tornou-se robusto no sentido de evidenciar a aparência de desvio de finalidade na prática dos atos administrativos. Os áudios evidenciaram aquilo que, desde o início, vínhamos denunciando, um esquema criminoso montado no Congresso Nacional para afastar uma Presidenta honesta, obstruir a justiça e salvar parlamentares investigados por corrupção, naquilo que o grupo político próximo ao Michel Temer chamou de 'acordão nacional'", disparou Pimenta.




 Fonte: Brasil 247

Dois senadores já admitem rever voto pelo impeachment



Senador Romário 

BRASÍLIA E RIO — Em meio à crise política que atinge o governo interino de Michel Temer, que, em 19 dias desde a posse, já teve que afastar dois ministros flagrados em grampos telefônicos tentando barrar a operação Lava-Jato, os senadores Romário (PSB-RJ) e Acir Gurgacz (PDT-RO), que votaram pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, admitem agora a possibilidade de rever seus votos no julgamento final, que deve ocorrer até setembro. A virada desses dois votos, caso se concretize e os demais votos se mantivessem, seria suficiente para evitar a cassação definitiva da petista. O Senado abriu o processo de impeachment com o apoio de 55 senadores e, para confirmar essa decisão no julgamento de mérito, são necessários 54 votos.

Romário não descarta que os novos acontecimentos políticos provocados pelos grampos do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, mudem seu voto. O senador do PSB votou pelo afastamento de Dilma, mas diz que “novos fatos” podem influenciar seu voto no julgamento definitivo.

— Meu voto foi pela admissibilidade do impeachment, ou seja, pela continuidade da investigação para que pudéssemos saber se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade. Porém, assim como questões políticas influenciaram muitos votos na primeira votação, todos esses novos fatos políticos irão influenciar também. Meu voto final estará amparado em questões técnicas e no que for melhor para o país — disse Romário ao GLOBO ontem.

No PSB de Romário, no Senado, cresce a tese em defesa da realização de novas eleições. Esse argumento, de nem Temer nem Dilma, pode ser usado para reverter votos contra Dilma na Casa. Entre os líderes dos partidos aliados de Michel Temer, há uma preocupação com os erros sucessivos e que as crises políticas afetem a votação do impeachment.

O PT vai usar, na defesa de Dilma na comissão do impeachment, a conversa de Machado com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), em que o então ministro do Planejamento diz que a aprovação do impeachment de Dilma poderia “estancar a sangria”. A interpretação é que o objetivo do impeachment era interromper as investigações da Lava-Jato, que atinge vários integrantes da cúpula do PMDB.

Já Acir Gurgacz assegurou a seu partido, segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, que mudará sua posição e votará contra o impeachment desta vez. Por conta disso, o Diretório Nacional do PDT adiou ontem decisão sobre uma punição disciplinar aos senadores do partido. Ainda de acordo com Lupi, o senador Lasier Martins (PDT-RS) pretende manter seu voto favorável ao afastamento de Dilma.

— O Acir vai votar contra (o impeachment), ele mandou por escrito — disse Lupi.
Procurado, Gurgacz afirmou que ainda não tem posição fechada:

— O que eu coloquei é que a admissibilidade (do impeachment) era uma necessidade, porque a população estava cobrando a discussão. O mérito é outro momento, estamos avaliando. Entendo que não há crime de responsabilidade fiscal por causa das pedaladas (fiscais), mas a questão é mais pela governabilidade, pelo interesse nacional.

O Diretório Nacional do PDT expulsou ontem o deputado Giovani Cherini (RS) por ter votado a favor da abertura do processo. Apesar de também terem apoiado o afastamento de Dilma, outros cinco deputados receberam uma punição praticamente simbólica, a suspensão por 40 dias.

Parecer da Comissão de Ética do PDT apontou como agravantes do caso Cherini o fato de ele ter supostamente feito campanha contra a orientação partidária, ter tentado virar outros votos no partido, e ter dado declarações a favor do impeachment.

Foram suspensos os deputados Sérgio Vidigal (ES), Flávia Morais (GO), Mário Heringer (MG), Subtenente Gonzaga (MG) e Hissa Abrahão (AM).

— O fechamento de questão é uma coisa, a decisão sobre quem não cumpriu é outra. É legítima qualquer decisão (do diretório)— disse Lupi, irritado, ao rebater crítica de um integrante do partido, que defendia a expulsão dos seis deputados, já que o PDT havia fechado questão contra o impeachment.
Fonte: Extra

Cinco ministros de Temer administram contratos dos doadores de campanha

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(Foto - Uol)

Pelo menos 5 ministros do governo Michel Temer serão responsáveis por contratos de empresas que doaram para suas campanhas eleitorais. As empresas têm contratos com os ministérios agora chefiados pelos políticos.


São eles os ministros Maurício Quintella Lessa (Transportes), Raul Jungmann(Defesa), Mendonça Filho (Educação), Helder Barbalho, (Integração Nacional) e Bruno Araújo (Cidades).
Nas Cidades, os contratos são do Minha Casa, Minha Vida, supervisionados pelo Ministério e custeados pela Caixa Econômica Federal.


As informações são dos repórteres do UOL Victor Gomes e André Shalders.


Todos os dados utilizados nesta reportagem são públicos e podem ser conferidos por meio do Portal da Transparência (gastos dos ministérios) e do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais de 2014 (para as doações de campanha).


TRANSPORTES


No Ministério dos Transportes, 3 empreiteiras doaram em 2014 ao então candidato a deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR-AL). Em entrevista ao Blog, Quintella elencou como prioridade de sua gestão a duplicação do trecho da BR 101 que liga Alagoas a Pernambuco. A obra é tocada pela OAS, que doou R$ 350 mil à campanha dele, por meio da direção nacional do PR.


No total, a OAS e as empreiteiras Barbosa Mello e Sanches Tripoloni despejaram R$ 600 mil na campanha de Quintella. O dinheiro irrigou as contas do candidato via Direção Nacional do PR. Em 2016, as 3 empresas já receberam R$ 145,14 milhões em contratos com a Valec e o Dnit, subordinados aos Transportes.


Embora possa existir no momento algum conflito de interesses, não há irregularidade nas situações envolvendo Quintella e os demais políticos. As doações e os contratos foram feitos antes de os então candidatos tornarem-se ministros.


INTEGRAÇÃO NACIONAL

O atual titular da pasta, Helder Barbalho, recebeu R$ 530 mil da Queiroz Galvão em 2014. Naquele ano, ele concorreu ao cargo de governador do Pará. Perdeu a disputa. A doação foi feita para a Direção Nacional do PMDB. Hoje, Helder comanda o ministério responsável pela transposição do rio São Francisco, um dos principais projetos da construtora.


Só neste ano a Queiroz Galvão já recebeu R$ 21,14 milhões para tocar as obras do megaprojeto hídrico.


Ao longo da semana passada, Helder teve encontros com representantes das empresas responsáveis pela transposição. O ministro anunciou que ampliará os recursos para o projeto, de R$ 150 milhões mensais para R$ 215 milhões, em média. A obra é prioritária para o governo de Michel Temer e o objetivo é que parte dela seja entregue até dezembro deste ano. 



Fonte: DCM

Movimentos organizam grandes atos contra o golpe para o dia 10

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Movimentos veem protestos em alta e preparam ato nacional no dia 10


Movimentos populares e as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo organizam uma série de manifestações, atos e intervenções para ocorrer antes de 10 de junho. Nessa data, programam um ato unificado nacional, liderado pelas duas frentes, contra o golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff.
Coordenador da Frente Brasil Popular, o ex-integrante do PSB Roberto Amaral diz que o movimento de “todas as frentes” pretende estabelecer um cronograma de inúmeras ações, com destaque para o dia 10, e deve chegar ao auge em agosto, quando deve acontecer o julgamento final de Dilma no Senado.


Segundo ele, os áudios vazados de conversas dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e do ex-presidente José Sarney, além das ações do próprio governo interino de Michel Temer, estão alimentando o crescimento das mobilizações. A opinião é partilhada pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, e pelo coordenador estadual em São Paulo da Central dos Movimentos Populares (CMP) e um dos coordenadores da FBP, Raimundo Bonfim.


“O terreno é mais fértil do que nós da Frente Brasil Popular supúnhamos. O governo interino, com sua inabilidade, está ajudando muito. Hoje temos consciência de que muitos dos que saíram às ruas pedindo o golpe, hoje não sairiam. E muitos dos que não saíram em defesa do mandato da Dilma, hoje estão saindo pedindo a saída de Temer”, diz Roberto Amaral.


Boulos vê perspectivas de manifestações cada vez maiores. “Há uma insatisfação crescente, até porque, mesmo pessoas que já foram à rua contra Dilma não foram pedindo o Temer. E com o ataque brutal que esse governo interino e ilegítimo começa a praticar contra os direitos sociais, isso seguramente vai aumentar as mobilizações”, prevê.


Para o dirigente do MTST, a principal discussão não é se o Senado vai ou não reverter o impeachment. “Não acreditamos, francamente, no carpete do Senado como palco para a solução. Achamos que a chance de reverter o golpe em curso é mobilização de rua”, defende. "No grande ato unificado no dia 10 de junho da Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo, a gente espera que as várias lutas possam confluir, colocando centenas de milhares de pessoas nas ruas."


Para Roberto Amaral, a divulgação dos áudios está claramente conscientizando a sociedade. “Nós sempre dissemos que a cassação de Dilma era uma farsa. Ela não estava sendo julgada pelo seu governo nem pelas pedaladas que ela nunca cometeu. Tratava-se pura e simplesmente de afastá-la e ficou claro, nas conversas do Sarney, do Jucá e do Renan, como isso foi articulado. Essas declarações, soltadas a conta gotas, são apenas a ponta de um iceberg. A opinião pública vai aos poucos tomando consciência da farsa”, afirma.


Raimundo Bonfim cita a eliminação de programas como Minha Casa, Minha Vida, a ameaça ao SUS, a desvinculação de recursos em saúde e educação como graves ameaças. “A massa de trabalhadores está muito preocupada; a sociedade saiu às ruas com um discurso de combate à corrupção e agora vê que o governo é uma quadrilha.” Ele lembra ainda que o movimento sindical discute a possibilidade de parar algumas categorias.


A Federação Única dos Petroleiros informou em nota que, “diante dos ataques contra a Petrobras, o pré-sal e os direitos e conquistas da classe trabalhadora, que estão sendo desmontados pelos golpistas, a FUP e seus sindicatos indicam paralisação de 24 horas no dia 10 de junho”.


Movimentos espontâneos


“Estão crescendo também as manifestações espontâneas em atos, shows e todas as atividades, tudo num crescendo, com vistas ao próximo dia 10”, observa Bonfim. Ele, Amaral e Boulos destacam ainda a espontaneidade de ações, protestos e atos políticos como um aspecto que mostra a tendência de crescimento das mobilizações.


Para Amaral, a mídia está escondendo a importância das manifestações contra o governo Temer e o impeachment, e também oculta o caráter espontâneo de algumas delas, como as que foram vistas na Parada LGBT, ontem (29), em São Paulo. “A grande mídia praticamente não registrou o significado das manifestações em São Paulo no domingo. A Folha colocou a informação numa página do segundo caderno (Cotidiano).” Cerca de 3 milhões de pessoas passaram pelo evento, segundo os organizadores, e muitos deles protestaram.


Para Boulos, essa espontaneidade, além dos atos agendados, tende a crescer. “As pessoas estão percebendo que seus direitos básicos estão sendo atacados. Quando entra um governo sem voto nenhum a aplicando um programa que não foi eleito por ninguém, isso certamente vai levar as pessoas a reagir. As mulheres, o povo da cultura, os sem-teto, em relação aos cortes do Minha Casa Minha Vida, entre outros, têm feito muitas mobilizações.”


Ações ainda não confirmadas ou deliberadamente não divulgadas devem proporcionar um aumento de mobilizações. “Uma parte do calendário de mobilizações é público e está sendo divulgada. Outra parte não, porque são ações de outra natureza, de impacto. Mas nas próximas semanas haverá ações importantes. Eu diria nos próximos dias já”, garante Boulos.


Entre elas, protestos dos sem-teto contra a suspensão do Minha Casa Minha Vida. “Vão pipocar várias ações pelo país, já agendadas. Mas não vai haver divulgação prévia. Haverá ações como essas e outras iniciativas”, promete.





Fonte: O Cafezinho

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Petroleiros anunciam greve contra Temer e abertura do pré-sal

A paralisação, de 24 horas, acaba de ser anunciada pela Federação Única dos Petroleiros e está marcada para 10 de junho, num ato com apoio da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo; segundo a FUP, os objetivos do "golpe" são retirar direitos dos trabalhadores e promover a entrega do pré-sal; "Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula", diz a nota 

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A primeira greve nacional contra o governo provisório de Michel Temer acaba de ser anunciada e será realizada pelos petroleiros. 

A paralisação, de 24 horas, está marcada para 10 de junho, num ato com apoio da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros, os objetivos do "golpe" são retirar direitos dos trabalhadores e promover a entrega do pré-sal.

"Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula", diz a nota.

Leia, abaixo, a íntegra:
FUP indica greve de 24 horas no dia 10 de junho

Diante dos ataques contra a Petrobrás, o Pré-Sal e os direitos e conquistas da classe trabalhadora, que estão sendo desmontados pelos golpistas, a FUP e seus sindicatos indicam paralisação de 24 horas no dia 10 de junho. Esta data marcará a primeira grande mobilização nacional que as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizarão contra o governo ilegítimo de Michel Temer.

As representações sindicais petroleiras, reunidas nesta segunda-feira, 30, no Conselho Deliberativo da FUP, alertaram para o risco iminente de perda de direitos e de grave retrocesso que a categoria já vive e que serão intensificados com as intenções de privatização da Petrobrás e de entrega do Pré-Sal, reveladas por Michel Temer.

As medidas econômicas de seu governo ilegítimo, anunciadas na semana passada e já em curso, revelam o que vínhamos alertando: o objetivo do golpe é derrubar as conquistas que garantimos a duras penas ao longo dos últimos anos. Retirar direitos da classe trabalhadora,  arrochar salários, reduzir os investimentos do Estado na educação, saúde, habitação e outras áreas sociais, privatizar empresas públicas,  entregar o Pré-Sal e o que restou das nossas riquezas são medidas que atendem à Fiesp, às transnacionais, ao mercado de capitais e aos demais financiadores do golpe.

Na Petrobrás não será diferente. Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula.

Somente com resistência e mobilização, os petroleiros terão a chance de impedir o violento retrocesso que atingirá a categoria nos próximos meses.

O dia 10 de junho  será uma resposta unitária de todos os petroleiros contra o golpe em curso no país e na Petrobrás.




Fonte: Brasil 247

Dilma: nunca tivemos um ministro da CGU afastado

 
No lançamento do livro "A Resistência ao Golpe de 2016", que ocorreu na Universidade de Brasília, nesta segunda (30), a presidente Dilma Rousseff comentou a queda do ministro da Transparência do governo interino de Michel Temer, Fabiano Silveira, flagrado em gravações criticando a operação Lava Jato; "O segundo ministro interino se afasta. Nunca tivemos o ministro da Controladoria Geral afastado. Ele nunca deixou de fazer sua função, que é a transparência de governo. Fizemos o portal da transparência. Eu fiquei achando muito estranho que eles tivessem transformado a CGU em Ministério da Transparência. Pensei que era uma jogada de marketing. Mas a tentativa era tornar a transparência em obscura e opaca", afirmou; Dilma também não poupou críticas ao governo interino de Michel Temer: "Nas declarações do governo provisório, interino e ilegítimo estão a chave do que é o sentido deste golpe, que é cortar programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida e o Mais Médicos"; a presidente ainda disse que, no governo Temer, "Eduardo Cunha está cada vez mais vivo"  




Fonte: Brasil 247

OcupaMinC faz protesto contra governo Temer no centro de Teresina

 

 

Integrantes do movimento OcupaMinC fizeram um protesto na tarde desta segunda-feira (30) em Teresina contra o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB). Eles deixaram a sede do  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e fecharam a avenida Campos Sales, no centro da capital.
O Ocupa Minc estava na sede do Iphan desde o dia 23 de maio. Além de protestar contra o governo Temer, o movimento reivindica uma sede própria para o Instituto em Teresina.


O movimento é nacional e reuniu 23 ocupações em órgãos do Ministério da  Cultura em vários estados. Atores, professores, artistas plásticos, músicos, dançarinos e diversos outros artistas, no Brasil, participam do movimento.


Antes da manifestação de rua, o movimento realizou uma série de ações no Iphan como roda de conversas, aulas abertas e apresentações artisticas.

 

  


Fonte: Cidade Verde

Caçula de Temer, Michelzinho tem R$ 2 milhões em imóveis

De acordo com a assessoria do presidente em exercício, a transferência foi feita como doação, uma espécie de antecipação da herança. 

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Filho mais novo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), Michel Miguel Elias Temer Lulia Filho, também conhecido como Michelzinho, acaba de completar 7 anos, mas já tem R$ 2 milhões em imóveis.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo , o filho do peemedebista é dono de pelo menos dois imóveis no Itaim Bibi, em São Paulo – que abrigam o escritório político de Temer -, cujos valores somados superam R$ 2 milhões.

Com 196 m², cada conjunto tem valor venal de R$ 1.024.802. Na declaração de bens que Temer apresentou à Justiça Eleitoral em 2014. Cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil.

De acordo com a assessoria do presidente em exercício, a transferência foi feita como doação, uma espécie de antecipação da herança.

Segundo a publicação, a casa que Temer possui na zona oeste de São Paulo estava subavaliada na declaração de bens do presidente em exercício apresentada quando foi candidato a vice-presidente na chapa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).

Em 2014, o peemedebista declarou a residência de 415 m² no Alto de Pinheiros, comprada em 1998, por R$ 722.977,41, mas na Prefeitura, o valor venal do imóvel é de R$ 2.875,109.

Ainda de acordo com o jornal, entre 2006 e 2014, Temer viu seu patrimônio mais do que dobrar, passando de R$ 2.293.645,53 para R$ 7.521.799,27.



Fonte: Informa1

Organização Transparência Internacional rompe com Michel Temer

A organização internacional classificou como “decepcionante” o fato do ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silverio, estar sob suspeita de corrupção. 

Logotipo da organização Transparência Internacional

A organização Transparência Internacional anunciou nesta segunda-feira (30) que irá suspender o diálogo com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (MTFC) do Brasil até que “uma apuração plena seja realizada e um novo ministro com experiência adequada na luta contra a corrupção seja nomeado”.

 

“É decepcionante que o ministro encarregado da transparência esteja agora sob suspeita, como parte de uma operação abafa”, disse Alejandro Salas, diretor para as Américas da Transparência Internacional. A organização ainda escreveu, em nota, que “o governo deve garantir que quaisquer membros do ministério envolvidos em corrupção ou trabalhando contra o curso das investigações sejam exonerados”.

 

O atual ministro da pasta, Fabiano Silveira, foi flagrado em áudios orientando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado a se defenderem na Operação Lava Jato. O presidente ilegítimo Michel Temer decidiu manter Fabiano no cargo. Ele foi indicado por Renan Calheiros e Temer não quer aumentar o desgaste que já tem com o senador.

 

A parceria entre a CGU e a Transparência Brasil abrangia três frentes de trabalho, uma delas envolvia a participação na elaboração de propostas para a parceria internacional de Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP).

 

A ironia da notícia é que, no entanto, a organização foi criada por estadunidenses ligados à CIA. Seu criador é Michael J. Hershman, que foi um dos responsáveis pelo recrutamento de informantes para o FBI assim como presidente-diretor geral da agência privada de "inteligência" Fairfax Group.


 

A Transparência Internacional é, antes de tudo, uma fachada para as atividades da CIA em matéria de inteligência econômica. É também um instrumento de comunicação utilizado para obrigar outros Estados a modificar suas legislações de forma favorável à abertura de seus próprios mercados.




Fonte: Vermelho / Agências

Ministro Fabiano Silveira decide deixar o cargo

Ministro da Transparência criticou Lava Jato em conversa com Renan. Ele é o segundo ministro a deixar cargo por gravações de Sérgio Machado.

 


Na noite de domingo (29), Silveira se encontrou com o presidente em exercício Michel Temer. Na reunião, Temer havia avaliado que o caso de Fabiano Silveira era “menos grave” que o do senador Romero Jucá (PMDB-RR), flagrado em gravações de Sérgio Machado sugerindo um "pacto" para barrar a Operação Lava Jato. Em razão da repercussão negativa dos áudios, Jucá teve de deixar o comando do Ministério do Planejamento.

O conteúdo da gravação de Silveira gerou intensa repercussão política em Brasília nesta segunda-feira. Enquanto parlamentares da base aliada de Temer cobraram explicações públicas do ministro, a oposição exigiu a saída de Fabiano Silveira do governo. À tarde, o presidente em exercício decidiu não demitir o ministro, à espera da repercussão política do caso.


Servidores
 

Na manhã desta segunda, o Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical) – entidade que representa os servidores da extinta Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tesoureiro Nacional – cobrou, por meio de nota, a "exoneração imediata" do ministro da Transparência.

Além disso, servidores da pasta organizaram uma manifestação nesta segunda para pedir a saída de Silveira do comando do Ministério da Transparência. No ato, os funcionários da extinta CGU lavaram as escadas do prédio que abriga o órgão de combate à corrupção no governo federal.
  

Gravações
 


Cerca de três meses antes de assumir o Ministério da Transparência, Fabiano Silveira esteve em uma reunião na residência oficial de Renan Calheiros na qual a Operação Lava Jato foi amplamente discutida.

Participam da reunião, além de Sérgio Machado e Renan Calheiros, Bruno Mendes, advogado e ex-assessor do presidente do Senado, e Fabiano Silveira, que, à época, integrava o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No encontro, relatou o ex-presidente da Transpetro aos investigadores, foram discutidas as providências e ações que ele estava pensando em relação à Operação Lava Jato.
No áudio, é possível entender que Fabiano Silveira orienta Renan e Sérgio Machado sobre como se comportar em relação à Procuradoria Geral da República.


Carta de demissão


Leia abaixo a íntegra da carta de demissão do ministro Fabiano Silveira

Recebi do Presidente Michel Temer o honroso convite para chefiar o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle.

Nesse período, estive imbuído dos melhores propósitos e motivado a realizar um bom trabalho à frente da pasta.

Pela minha trajetória de integridade no serviço público, não imaginava ser alvo de especulações tão insólitas.

Não há em minhas palavras nenhuma oposição aos trabalhos do Ministério Público ou do Judiciário, instituições pelas quais tenho grande respeito.

Foram comentários genéricos e simples opinião, decerto amplificados pelo clima de exasperação política que todos testemunhamos. Não sabia da presença de Sérgio Machado. Não fui chamado para uma reunião. O contexto era de informalidade baseado nas declarações de quem se dizia a todo instante inocente.

Reitero que jamais intercedi junto a órgãos públicos em favor de terceiros. Observo ser um despropósito sugerir que o Ministério Público possa sofrer algum tipo de influência externa, tantas foram as demonstrações de independência no cumprimento de seus deveres ao longo de todos esses anos.

A situação em que me vi involuntariamente envolvido – pois nada sei da vida de Sérgio Machado, nem com ele tenho ou tive qualquer relação – poderia trazer reflexos para o cargo que passei a exercer, de perfil notadamente técnico.

Não obstante o fato de que nada atinja a minha conduta, avalio que a melhor decisão é deixar o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle.

Externo ao Senhor Presidente da República o meu profundo agradecimento pela confiança reiterada.
Brasília, 30 de maio de 2016.
Fabiano Silveira

 

 

 Fotos: Internet

Fonte: G1

Ministro da Transparência orientou investigados pela Lava Jato

Declarações dele nesse sentido foram gravadas pelo ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, agora delator da Lava Jato. Os áudios, divulgados neste domingo (29) pela TV Globo, teriam sido gravados no dia 24 de fevereiro, na residência oficial de Renan Calheiros, presidente do Senado (PMDB-AL).

Na conversa, após Machado criticar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Silveira afirma: "Eles estão perdidos nessa questão [da Lava Jato]".

Silveira foi escolhido por Temer para comandar a pasta criada pelo presidente provisório para substituir a agora extinta Controladoria-Geral da União (CGU). O órgão era responsável por investigar e combater a corrupção no governo.

Machado informou que foi à casa de Renan para conversar sobre providências a tomar em relação à Lava Jato. Ele disse aos procuradores responsáveis pela operação ainda que um outro advogado, Bruno Mendes, esteve no encontro.

De acordo com a reportagem, que não publicou a íntegra dos áudios, o agora ministro Fabiano Silveira e Bruno Mendes orientaram os investigados sobre como deveriam se comportar diante do Ministério Público, nas investigações da Lava Jato.

Segundo a reportagem, Silveira teria chegado a recomentar que Renan não entregasse à PGR argumentos de sua defesa para os fatos investigados. "A única ressalva que eu faria é a seguinte: está entregando já a sua versão pros caras da... PGR, né. Entendeu? Presidente, porque tem uns detalhes aqui que eles... (inaudível) Eles não terão condição, mas quando você coloca aqui, eles vão querer rebater os detalhes que colocou (inaudível)", diz ele a Renan.

O atual ministro da Transparência também teria procurado integrantes da Força Tarefa da operação para pedir informações sobre os inquéritos que envolvem o presidente do Senado.

Em outro momento da gravação, Renan diz estar preocupado com um processo específico da Lava Jato - a denúncia de que sua campanha teria recebido R$ 800 mil como propina numa licitação de frota na Transpetro. "Cuidado, Fabiano! Esse negócio do recibo... Isso me preocupa pra caralho", diz o presidente do Senado.

A reportagem afirma ainda que Silveira teria dito que Sérgio Machado devia procurar o relator de um dos processos da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), sem citar qual deles.

"Eu concordo com a sua condição de, tendo sido objeto de uma medida cautelar, simplesmente, não... Dizer assim: 'olha, não é comigo isso...' acho que tem que dizer, tem que se dirigir ao relator prestando alguns esclarecimentos, é verdade", afirma a Machado.

Na semana passada, um outro ministro de Michel temer, Romero Jucá (PMDB-RR), afastou-se da pasta do Planejamento após o vazamento de um áudio gravado pelo mesmo Sergio Machado. Na gravação, Jucá - homem forte de Temer - confessa que o impeachment foi uma trama para barrar a Lava Jato.

 
Resposta

 

Por meio de nota enviada hoje (30) à Agência Brasil, Silveira disse ter comparecido “de passagem” à residência do presidente do Senado, sem saber da presença de Sérgio Machado, com quem não tem nenhuma relação pessoal ou profissional. Ele negou ter feito qualquer intervenção em órgãos públicos a favor de terceiros. “Chega a ser um despropósito sugerir que o Ministério Público [...] possa sofrer interferências”, diz a nota.

Segundo a assessoria do ministro, após ter sido procurado pela produção do Fantástico, o ministro entrou em contato com o presidente interino Michel Temer e seguiu para assistir a reportagem ao lado de Temer, que teria dito não haver enxergado críticas à Lava Jato nas declarações de Silveira. Ainda segundo a assessoria, Silveira não poderia, à época das gravações, “sequer imaginar que se tornaria ministro”.





Do Portal Vermelho, com agências

sexta-feira, 27 de maio de 2016

FHC desiste de palestra em Nova York com medo de protestos

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Após protestos de intelectuais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cancelou sua participação numa palestra neste sábado em Nova York sobre a democracia na América Latina. O evento foi organizado pela Associação de Estudos Latino-Americanos (LASA) em homenagem aos 50 anos da entidade e FH dividiria um painel de debate com o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos.

Em carta enviada a LASA, a que o Globo teve acesso, FH explica que desistiu da palestra para não dar discurso a “mentes radicais”.

“Eu peço que vocês entendam que a essa altura da minha vida, aos 85 anos, eu não desejo dar pretexto para mentes radicais, dirigidas por paixões partidárias, me usarem em uma luta imaginária ‘contra o golpe’, um golpe que nunca existiu”, escreveu o ex-presidente.

A polêmica em torno do convite a FH para falar sobre democracia no congresso começou no fim de abril. Um grupo de membros da LASA, entre intelectuais brasileiros e estrangeiros, encaminhou à entidade uma petição defendendo ser inapropriado o tucano participar do painel no momento em que o partido dele, o PSDB, é apontado como um dos colaboradores de um “golpe” no Brasil pelos partidos que apoiam a presidente afastada Dilma Rousseff.

“Ao convidar o ex-presidente para falar sobre a evolução da democracia exatamente num momento de fragilidade da democracia brasileira, quando o próprio Cardoso, bem como o partido em que ele ocupa um papel central, não hesitou em pôr em perigo a paz doméstica e os mecanismos básicos da democracia como a Constituição, a LASA estaria desrespeitando estudiosos que têm lutado para constituir uma estabilidade democrática na região nos últimos 50 anos”, diz trecho da petição, que foi liderada pela doutoranda da Universidade de Brasília e membro da LASA Mariana Kalil.

Em reação, a direção da LASA publicou uma carta em que reafirmou o convite ao ex-presidente brasileiro e defendeu que ele se deu pela reputação acadêmica de FH. Para evitar mais polêmica, a entidade mudou o nome do painel, trocando a palavra democracia por vida pública. A versão final ficou “50 Anos de Vida Pública na América Latina”. 


Fonte: D.C.M.

Lula inicia conversações com 13 senadores; Quatro já sinalizam retorno de Dilma

 

O PT está contando votos para reverter o processo de impeachment no Senado. A estratégia é retomar o discurso de novas eleições e convencer a presidente afastada Dilma Rousseff a se comprometer com a proposta, caso ela volte ao poder. Assim, petistas dizem acreditar que será mais fácil fazer com que alguns senadores que votaram pela abertura do processo mudem de voto na fase final.

Para que a presidente seja definitivamente afastada são necessários 54 votos. Na sessão de admissibilidade, 55 senadores votaram pela abertura do processo. O PT calcula entre dez e 13 senadores considerados “potenciais” para mudar de voto, porém espera reverter de fato quatro posicionamentos.

Os nomes favoritos dos petistas para reverter a votação são os senadores do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PPS-DF), Antônio Reguffe (sem partido) e Hélio José (PMDB-DF). O entendimento é que as medidas de Temer com cortes no serviço público, concursos e reforma da Previdência enfraquecem o eleitorado brasiliense de classe média.

Tanto Cristovam quanto José afirmaram na primeira sessão que votavam apenas pela abertura do processo e que poderiam mudar de opinião. Reguffe foi mais crítico em seu discurso contra o governo Dilma, mas ele faz parte do grupo de senadores que defendem a PEC das novas eleições.

 

‘Sinalização’


Cristovam, que também defende novas eleições, disse que, caso a presidente se comprometa com a medida, essa seria uma “sinalização importante”, mas que isso não define o seu voto. Para o senador, Dilma precisa mostrar que seria uma presidente melhor que Temer, abandonar o discurso do golpe e assumir erros.

Na avaliação das duas primeiras semanas de governo Temer, os petistas sustentam que o presidente em exercício saiu desgastado e que a opinião pública já se volta contra ele. Por isso, outra saída é usar os erros do governo para jogar a população contra Temer e pesquisas de popularidade para pressionar senadores.

Nessa linha, outro foco de atenção para os petistas é o PSB. Além de o partido ter sido parte da base do governo PT, os petistas apostam em uma questão regional. Eles acreditam que a opinião pública vai se virar contra Temer com mais força no Nordeste e Antonio Carlos Valadares (SE) e Roberto Rocha (MA) seriam nomes fortes para mudar de voto.

Além desses, foi cotado também o nome do senador Romário (PSB-RJ), que tem restrições com Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento de Temer e um dos principais articuladores do impeachment. Jucá é relator da CPI do Futebol, presidida por Romário, e trabalha no sentido de dificultar as investigações e evitar a convocação de dirigentes da CBF. Senadores do PT afirmam que o assunto já foi colocado para a presidente afastada e a parte mais difícil da estratégia é justamente convencê-la a se comprometer com novas eleições. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo).



Fonte:  Click Politica

Fora Temer! Dia 10 de junho - Dia Nacional de Mobilização contra o golpe


Com menos de um mês da aplicação do golpe, a conta já chegou aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. O presidente ilegítimo e golpista, Michel Temer, não esconde o que estava por trás do afastamento ilegal da presidenta Dilma Rousseff: reforma da previdência, com arrocho nos direitos dos trabalhadores, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, FIES, PROUNI e PRONATEC, criminalização e perseguição dos movimentos sociais.   


Os escândalos de corrupção envolvendo Aécio Neves, Temer e  Eduardo Cunha demonstram que os chefes do golpe arquitetaram toda movimentação para derrubar a Presidenta Dilma, sem crime de responsabilidade, para  parar as investigações da Lava –Jato, usurpar o poder e aplicar o projeto mais neoliberal da história do Brasil.   


Não reconhecemos o governo golpista, Temer não governará. A rua já é o nosso lugar de resistência, as ocupações são os comitês de resistência, e a luta o nosso lema. Não temos nada a Temer. Por isso, convocamos toda população brasileira, que preza pela democracia e que não reconhece o governo golpista, a ocuparem as ruas e avenidas no dia Nacional de Mobilização pelo “Fora Temer”, no dia 10 de junho de 2016. Seremos milhões em todo o Brasil.     





 Fonte: Frente Brasil Popular - Rede Mundo

Com prova cabal do golpe, cresce aprovação de Dilma

 


De acordo com Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, “Dilma passou de 18% para 33% de confiança”. A afirmação foi publicada na coluna de Maurício Dias, na Carta Capital.

 

"As duas mostraram certa estabilidade no porcentual de confiança, mas ainda mantinham extremo o grau de desconfiança dos eleitores. Números da terceira pesquisa, de maio, indicam um impacto forte nos índices “confia”, para cima, e “não confia”, para baixo. A queda da desconfiança é expressiva. Caiu de 76% para 65%. Percentuais ainda preocupantes. Projeta, porém, tendência de queda. O resultado surpreende. Dilma, tudo indica, está em processo de recuperação política. A velocidade do caminho será ditada pelo possível fracasso do governo provisório de Temer", relata Dias.

 

Diante dos ataques e da chantagem contra o seu mandato, a presidenta Dilma reagiu denunciando o golpe e reafirmando o seu compromisso com o país.

 

Em um trecho da conversa entre o delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, e José Sarney mostra os dois reclamando do fato de Dilma - que ainda não havia sido afastada - permanecer no cargo mesmo em forte crise política: "Ela não sai (...) Resiste... Diz que até a última bala", diz o ex-presidente José Sarney.

 

Apesar de todas as evidências de que o processo de impeachment era fraudulento com o objeto de barrar a Lava Jato, a grande imprensa atuou em apoio as manobras, o que escancarou o golpe.

 

De acordo com o presidente do Ibope, existe entre entre os entrevistados pela pesquisa os eleitores “criados” pela solidariedade à Dilma. “Ainda não sei em que proporção”, admite.

 

Montenegro diz ainda que uma das explicações para a elevação da aprovação é que o índice de confiança subiu a partir das pessoas que consideravam o governo "regular. "Existe o regular positivo. Não se deu atenção a isso. Muita gente veio do regular", diz Montenegro.





Fonte: Vermelho/Carta Capital
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