terça-feira, 23 de agosto de 2016

Jean Wyllys defende comunicação pública ao assumir frente parlamentar

Segundo deputado do Psol, prioridades serão tocadas "num contexto em que as regras do jogo democrático foram rompidas por um golpe de Estado e por um ambiente de ódio agressivo"

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São Paulo – Em cerimônia realizada na tarde desta terça (23), a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP) transmitiu a coordenação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom) ao deputado Jean Wyllys (Psol-RJ).


A parlamentar paulista, candidata à prefeitura de São Paulo, ressaltou a importância de a frente ser coordenada por um “jovem parlamentar que tem presença nas mídias sociais”. Ela destacou também a necessidade de o colegiado se consolidar, “num dos mais graves momentos de crise multifacetada da história do nosso país”.


Ao assumir a frente, Jean Wyllys disse que, entre as prioridades de sua gestão, está a “defesa intransigente da comunicação pública, fazendo distinção entre comunicação pública e comunicação institucional”. O parlamentar citou a passagem de Eduardo Cunha pela presidência da Câmara como um exemplo de como não deve ser o tratamento da comunicação num parlamento.


“Sob a gestão dele, os veículos de comunicação da Câmara se transformaram em veículos de comunicação institucional a serviço dele e de seus interesses.” Wyllys propõe a substituição da figura do secretário de Comunicação da Câmara, cargo criado por Eduardo Cunha, por um conselho formado por deputados de todos os partidos e tendências da Casa. Cunha não apenas criou o cargo como nomeou o aliado Cleber Verde (PRB-MA) para o cargo.


“Durante a gestão de Cleber Verde vimos uma censura imposta a parlamentares de partidos progressistas ou se que se opunham ao golpe parlamentar travestido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff”, disse Wyllys.


Segundo o novo coordenador da Frentecom, as prioridades serão “tocadas num contexto em que as regras do jogo democrático foram rompidas por um golpe de Estado que está em vias de conclusão, por um aumento da anti-intelectualidade nesta Casa, por um ambiente de ódio agressivo que não permite o avanço legislativo para ampliar direitos, direitos humanos principalmente”.


Ele propõe diálogo com outras frentes, como a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos e a Frente Parlamentar  Mista pela Cidadania LGBT. “Os membros dessas frentes são praticamente os mesmos. De 513 deputados, eu diria que 100, sendo otimista, dividem-se entre as frentes progressistas que buscam ampliar direitos na Casa”, disse Wyllys.


Ele afirma pretender também levar para o diálogo outros atores da sociedade civil não organizados em instituições, mas que são ativistas pelo direito à comunicação e pela liberdade de expressão. Como novo coordenador da frente, o deputado do Psol defendeu como essencial da luta do colegiado a defesa de uma internet livre, aberta e neutra.


E também “combater a perseguição aos blogueiros progressistas e aos ativistas de comunicação”. “Isso está em curso junto com o golpe, criminalizar os blogueiros progressistas  e os ativistas de comunicação. Contando para isso com os meios de comunicação de massa concentrados nas mãos de plutocratas. Perseguir blogues e sites progressistas ou que se opuseram ao golpe é uma maneira de nos silenciar”, declarou.




 Fonte: Rede Brasil Atual

Governo interino quer exportar o golpe para o Mercosul

 


Serra sonha, sempre sonhou, com uma área de livre comércio proporcionando concorrência (predatória) das nações mais industrializadas, na qual cada país fará o que bem entender, negociando sozinho sua pauta de comércio.

 
O bloco do Mercosul foi criado justamente para dar força aos países membros na hora de negociar com as grandes nações, ou alguém duvida de que sozinhos os sul-americanos são muito mais frágeis perante as grandes potências econômicas? Acabar com a união aduaneira, como propõe Serra, tirará do bloco o sentido estratégico de propiciar inserção soberana dos seus membros no cenário mundial.

 
O Mercosul é um projeto estratégico de longo prazo que envolve os interesses de países e suas populações. Do ponto de vista do Brasil a união aduaneira, ainda que incompleta, é vital para nossos interesses. Em 2002, exportávamos somente US$ 4,1 bilhões para o Mercosul. Já em 2013, incluindo a Venezuela no bloco, as nossas exportações saltaram para US$ 32,4 bilhões. Isso significa um fantástico crescimento de 690%, quase de oito vezes mais, em apenas 11 anos. E cerca de 90% do que exportamos para esse bloco são produtos industrializados. Assim, esse mercado é crucial para nossa indústria. Só questões ideológicas explicam porque o chanceler brasileiro quer jogar fora um grande mercado de consumo para o nosso país.

 
A estratégia para a implosão do Mercosul consiste em não deixar a Venezuela assumir a presidência “pro tempore” do Bloco, o que tem direito pelas regras aprovadas no Tratado de Assunção e Protocolo de Ouro Preto, que estabelece que a presidência do Conselho se exercerá por rotação dos Estados Partes e em ordem alfabética, por períodos de seis meses.

 
O governo golpista, através de Serra, e por sua orientação, alega que a Venezuela não cumpriu os termos do Tratado relativos à tarifa comum e, portanto, não estaria em condições de assumir. Ocorre que nenhum país cumpriu integralmente com os termos do Tratado, inclusive o Brasil.

 
A vontade de impedir a Venezuela de assumir e implodir o Mercosul com essa crise é tanta que Serra chegou a propor a troca do voto do Uruguai por favores em negociações que o Brasil está realizando com a China. Um escândalo, que se fosse em um governo sério teria derrubado o ministro.

 
As condições internas da política e da economia venezuelanas não podem também ser justificativa para retirá-la da presidência do Bloco. É uma situação crítica, que vai requerer empenho do país e de suas forças políticas para resolvê-las. E se crise interna fosse critério, Brasil e Argentina também estariam com óbices.

 
Governos são efêmeros. No longo prazo e num ambiente democrático, é fato que se sucedam, nos países do bloco, muitos governos de matizes políticos bastante diferenciados. Essa inevitável diferenciação política não pode, contudo, paralisar ou inviabilizar o processo de integração. Os governos que estão provisoriamente representando seus países no bloco não podem usar o processo de integração como alavancas políticas de suas agendas internas específicas. Se isto acontecer, o processo de integração não evoluirá a contento e jamais se consolidará.

 
Toda a discurseira e articulação contra Venezuela tem o objetivo primeiro de implodir o Mercosul. Não satisfeitos com o golpe que estão dando na democracia brasileira, os interinos querem também dar um tiro no Mercosul e nas relações do Brasil com seus vizinhos próximos. A política externa brasileira está entregue a quem quer entregar o Brasil.






Impeachment: como cada senador escreverá o seu nome na história?

Senado

Não há dúvidas de que este processo golpista é um artifício político para, na falta de votos, tomar o poder 
 
 
O julgamento do impeachment, aquele que interessa, acontecerá nos próximos dias. As votações anteriores causaram efeitos positivos e negativos no país, mas esses últimos podem ser revertidos adiante. É nessa votação final que cada senador decidirá como quer escrever o seu nome na história.

Houve efeitos positivos no afastamento temporário de Dilma Rousseff, pois, após 13 anos e 5 meses de governo do PT, boa parte da sociedade havia perdido a noção sobre quais problemas haviam sido gerados pelo governo petista e quais problemas eram simplesmente do Brasil, uma vez que sempre ou quase sempre existiram, e continuarão existindo até que sejam feitas reformas estruturais de qualidade, que não estão sendo propostas pelo Governo Temer.   

Um aspecto positivo foi observar como uma política pautada na ultrapassada ideologia neoliberal é falha e, assim como na Argentina, gera mais custos do que benefícios.

Um governo foi deposto sob alegações de gastos excessivos e corrupção para colocação de outro muito mais gastador e corrupto.

Logo após o afastamento de Dilma, houve vazamentos de áudios incriminando políticos chave do governo interino, inclusive o próprio Michel Temer, além de políticos de outros partidos até então poupados, como o PSDB, comprovando que a corrupção é um mal endêmico.

Era como se a “República de Curitiba” apenas estivesse esperando passar o afastamento para “atacar” a reputação dos governantes interinos perante a sociedade e manter a força das investigações. É inegável que o Poder Judiciário, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão agindo ao seu critério para alterar a política.

Os envolvidos nos vazamentos deveriam expor antes da votação toda a sujeira à qual já têm acesso e, assim, deixar que a sociedade e os políticos eleitos por ela decidam o futuro do país. A seletividade significa manipulação política e social.

Parece inegável que o governo Dilma tinha menos intenção de interferir na Lava Jato do que o governo Temer, de modo que é do interesse corporativo da República de Curitiba a volta da Presidente democraticamente eleita e a realização de consulta democrática acerca de novas eleições.  

Quem vota contra o impeachment sob o argumento de que vota contra a corrupção está mentindo. O suposto crime de responsabilidade, também cometido por Temer, foi afastado pelo Ministério Público Federal e pela perícia técnica do Senado. Não há nada contra a pessoa de Dilma, mas há inúmeros indícios e até provas contra Temer e a cúpula do PMDB.

Não custa lembrar todos os casos de corrupção que vieram à tona recentemente. O primeiro ministro a cair foi o do Planejamento, Romero Jucá, muito próximo a Temer, mas exonerado em 24/05 após aparecer em conversas nas quais dizia que o impeachment tinha o objetivo de parar a Lava Jato.

Minutos após o afastamento de Dilma pelo senado em 12 de maio, Temer extinguiu a Controladoria Geral da União (CGU), que fiscalizava os órgãos da União Federal e ajudava a desbaratar esquemas de corrupção.

Foi criado o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, cujo ministro, Fabiano Silveira, não durou no cargo 30 dias, pois foram vazados áudios seus criticando a Lava Jato e aconselhando Renan Calheiros, seu padrinho político, e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, a evitar complicações em interrogatórios sobre corrupção.

Em 16 de junho o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, caiu após delação de Sérgio Machado que mencionou recebimento de dinheiro sujo na Suíça.


Muito mais está por vir. O chanceler uruguaio expôs tentativa de compra de voto por José Serra, o mesmo que aparece nas delações da Odebrecht como recebedor de 23 milhões de reais via caixa dois.
Todos sabem que, salvo alguma manipulação forte na Lava Jato, Temer, Serra, Geddel e outros não demoram a cair por corrupção. Qual, então, o propósito do impeachment, senão permitir que esses indivíduos se estendam no poder fazendo mal ao país e servindo ao interesse de alguns poucos, parte deles estrangeiros?


Após as diversas divulgações do envolvimento do governo Temer vindo ao ar, alguns dos senadores começaram a declarar que poderiam mudar de voto, como Romário (PSB-RJ). Segundo a deputada Mara Gabrilli acusou mais tarde, no entanto, ele teria mantido o voto a favor do impeachment em troca da nomeação da ex-deputada Rosinha da Adefal para a Secretaria da Pessoa com Deficiência.


Acyr Gurgacz (PDT-RO), Antônio Carlos Valadares (PSB-CE), Cristovam Buarque (PPS-DF), Omar Aziz (PSD-AM) e Raimundo Lira (PMDB-PB) são outros senadores que foram citados como indecisos, apesar de Buarque vir afirmando agora o seu voto a favor do impeachment, contra a sua história e o que vinha defendendo algumas semanas antes no sentido de que novas eleições seriam o melhor caminho para o país.


Antônio Reguffe (sem partido) e Roberto Rocha (PSB-MA) são outros que cogitaram mudar de voto caso houvesse a defesa de novas eleições, o que já aconteceu.

Mesmo aqueles que votaram a favor do prosseguimento do processo de impeachment e que o defenderam amplamente têm a oportunidade agora de voltar atrás, sendo que a maioria não dará tanta importância às votações passadas, interessando para a sociedade, ao final, se o golpe se concretizará ou não. 

Sim, ninguém nega mais que é golpe, nem mesmo aqueles favoráveis ao impeachment. Todos sabem hoje que se trata de um artifício político utilizado para, na falta de votos, tomar o poder.

Inúmeros países estudam cortar relações e pedir a órgãos internacionais aplicação de sanções ao Brasil, acaso o impeachment se concretize. Não se tem a dimensão do problema, pois a grande imprensa brasileira, desde o início, é agente central no golpe, como foi em 1964.

O senador dos Democratas nos Estados Unidos, Bernie Sanders, que teve votações expressivas nas primárias e goza de enorme proeminência no país, pediu recentemente que o seu governo tomasse posição sobre o impeachment no Brasil. É possível que algo aconteça, se ele vier a se concretizar.
Alan Grayson, deputado da Flórida, já havia discursado em 13 de julho na Câmara dos Estados Unidos fazendo duras críticas ao impeachment em curso.

Na União Europeia, um grupo de 34 deputados pediu o fim do acordo entre ela e o Mercosul por conta do processo do impeachment no Brasil. As relações estão estremecidas e certamente ficarão suspensas até 2018 em caso de impeachment.

A quebra do regime democrático, a tomada do poder sem razão constitucional que a justifique, afastará o Brasil ainda mais do resto mundo, fazendo o país penar até o final de 2018, até que um presidente seja eleito democraticamente.

Há ainda gigantesco risco de Temer cair no meio do caminho, pois o seu nome aparece inúmeras vezes em áudios, delações e mensagens de whatsapp com menções a recebimento de dinheiro de corrupção, a ajuda a Eduardo Cunha para que não seja cassado ou preso e assim por diante.

Devido ao impasse político criado, que teve a contribuição do governo Dilma, mas que não pode, apenas por isso, ser destituída do poder, a saída do plebiscito para devolver ao povo o direito de definir o futuro do país é democrática e levará, de acordo com pesquisas recentes, de fato à escolha de um novo Presidente.

O governo Temer não deve durar e, mesmo que chegue a 2018, será em meio a escândalos, protestos e crise cada vez maior. Menos de 15% do povo aprova Temer. Não demorará até se consolidar publicamente que o impeachment é um golpe sujo e todos os apoiadores se juntarão na vergonha pelo resto de suas vidas, ficando com seus nomes manchados na história até mesmo após as suas mortes.

Ser a favor de impeachment claramente inconstitucional e, portanto, flagrantemente golpista é típico de político brasileiro, que pensa nos benefícios individuais de curto prazo. No entanto, o médio e o longo prazo serão duríssimos com eles. A história não os perdoará. Deus é piedoso, sempre perdoa, mas castiga. O povo brasileiro talvez não tenha a mesma piedade. 



*Marcos de Aguiar Villas-Bôas, doutor pela PUC-SP, mestre pela UFBA, é conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda e pesquisador independente na Harvard Law School e no Massachusetts Institute of Technology 


Fonte: Carta Capital

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Temer agora diz que vai "segurar" reajustes salariais

 


O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse, nesta segunda (22), que os aumentos já aprovados serão mantidos, mas a posição do Planalto agora é de aguardar e discutir as propostas que ainda estão tramitando no Congresso.

"O que passou, passou. Agora, o momento é de segurar um pouco essa questão de reajustes. O país precisa aprovar suas reformas estruturantes, precisa sinalizar claramente o compromisso com o combate ao déficit público e com a austeridade fiscal. Esse é o nosso sentimento nessa hora", disse, após almoço entre líderes da base da Câmara com Temer.

O governo tem sido criticado por agir de forma contraditória. Ao mesmo tempo em que adota o discurso da austeridade e defende propostas que significarão cortes em direitos sociais e garantias constitucionais, oferta benesses a alguns setores que têm impacto sobre as contas públicas. 

Nos últimos meses, os parlamentares aprovaram - com o aval do governo - um pacote de reajustes para várias categorias do funcionalismo, com impacto de R$ 58 bilhões nos cofres públicos. A iniciativa fez crescer um certo descrédito em relação às intenções do governo, que acabara de aprovar uma estimativa de deficit de R$ 170,5 bilhões - a maior da história do país.

Economistas, parlamentares e analistas, apontaram que os cortes eram, portanto, seletivos. E muitos sinalizaram que a meta fiscal teria sido inflada, com o objetivo de agradar aliados do golpe e conquistar apoio para Temer.

Entre as propostas de reajuste que ainda estão em análise no Legislativo, está, por exemplo, o aumento do teto remuneratório dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto eleva os salários de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o que tem efeito "cascata" e significará ampliar o teto remuneratório do funcionalismo público em todo o país.

O freio do governo nos reajustes ocorre também em meio à descrença do mercado financeiro em relação ao ajuste fiscal e a críticas do PSDB a concessões feitas pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Os tucanos pressionam por medidas mais duras e temem que Meirelles evite iniciativas mais impopulares, de olho na disputa de 2018.

Apelo por engajamento

No almoço com os líderes, Temer solicitou apoio para votações que devem ocorrer esta semana, como a conclusão da análise do projeto de renegociação das dívidas estaduais com a União e a proposta de Lei Orçamentária Anual (LDO) de 2017.

O governo quer evitar o revés que sofreu no passado, quando precisou adiar votações consideradas prioritárias por falta de quórum para aprovar as medidas. Foi o caso da análise da prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e do próprio projeto que alonga o prazo de pagamento das dívidas de Estados com a União.

Segundo Geddel, Temer chegou a fazer um "apelo" aos parlamentares, pedindo "engajamento" da bancada governista. "O presidente renovou esse apelo que a coordenação política tem feito permanentemente por presença em Brasília e por engajamento da base que está participando efetivamente do governo que é hora de dar demonstração clara ao país de disposição de enfrentar os problemas”, disse.

De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na lista de projetos prioritários, está ainda a revisão da legislação do pré-sal, um projeto do então senador José Serra, que flexibiliza a participação da Petrobras na exploração dos campos de pré-sal.

"Temos muitas medidas provisórias, os destaques da renegociação das dívidas dos Estados e, depois disso, a gente entra no Pré-sal. O pedido do presidente foi para que a Câmara possa avançar nessas matérias que são muito importantes para o país", afirmou.




Do Portal Vermelho, com agências

Servidores do Ministério das Relações Exteriores estão em greve

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Servidores do Ministério das Relações Exteriores entraram em greve por tempo indeterminado ao meio-dia desta segunda-feira (22/08) reivindicando equiparação salarial dos integrantes do SEB (Serviço Exterior Brasileiro) às demais carreiras típicas de Estado do Poder Executivo.


A categoria quer receber o mesmo valor designado a profissionais de áreas como Receita Federal, Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e Planejamento. Até o momento, porém, o governo ofereceu apenas reajustes salariais que são rejeitados pelos servidores.


As negociações para a recomposição salarial com o Ministério do Planejamento se iniciaram em março de 2015. A pasta ofereceu, em diversas ocasiões, a proposta de reajuste de 27,9%, que seria dividida em três anos e passaria valer a partir de janeiro de 2017. Todas as vezes, porém, o sindicato rechaçou a proposta, sob alegação de que o percentual não cobre a defasagem acumulada desde 2008.


“A gente recebe os menores subsídios, os menores salários, só o reajuste não iria resolver”, disse a presidente do Sinditamaraty (Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores), Suellen Paz, a Opera Mundi.


Um estudo do sindicato sobre a remuneração recebida pelos integrantes do Serviço Exterior Brasileiro e pelos servidores de outras carreiras típicas indicou uma defasagem média de 28,48% para o cargo de assistente de chancelaria; 31,88%, para o posto de oficial de chancelaria e 7,11% para diplomatas.


O Sinditamaraty reivindica subsídio inicial de R$ 7.284,89 e final de R$ 12.517,16 para assistentes de chancelaria; subsídio inicial de R$ 21.644,81 e final de R$ 28.890,13 para diplomatas; e subsídio inicial de R$ 14.380,72 e final de R$ 20.713,63 para oficiais de chancelaria.


O movimento tem adesão de trabalhadores no país e em postos do exterior. Até o momento não há informações sobre o número de representações diplomáticas que aderiram à greve.


Segundo o sindicato, 30% dos servidores continuarão em atividade, como determina a legislação brasileira.


Além dos serviços administrativos, serão afetadas atividades de legalização de documentos, assistência consular, emissão de passaportes, vistos, atos notariais e registro civil nos postos no exterior. 




Fonte: Opera Mundi / Debate Progressista

domingo, 21 de agosto de 2016

Dilma é a entrevistada do Conexão Repórter deste domingo no SBT

 

 
Aos 68 anos, Dilma conta como é enfrentar o impeachment, fala sobre a luta contra a ditadura militar e a tortura que sofreu naquele período.

 
Sobre a crise política, Dilma fala as traições que sofreu em seu governo encabeçada pelo seu vice, Michel Temer, a relação com Luiz Inácio Lula da Silva e a luta para resistir o golpe contra o seu mandato.

 
Sob o título “Crepúsculo no Alvorada”, ao que tudo indica, o objetivo da reportagem é tenta construir a imagem de uma Dilma abandonada e isolada. E conferir para saber.

 
O Conexão Repórter vai ao ar a partir da da meia noite, apos o Programa do Silvio Santos. 



Fonte: Portal Vermelho

Lewandowski nega suspensão de testemunhas de Dilma no impeachment

 

Lewandowski entendeu que as alegações apresentadas pelos autores do processo de impeachment para evitar o depoimento do economista Luiz Gonzaga Beluzzo e do jurista Geraldo Prado não estão entre as causas de impedimento de testemunhas previstas no Código de Processo Penal (CPP).

 
Em outras decisões, o ministro aceitou pedido do jurista Miguel Reali Júnior, um dos autores do pedido de impeachment, para corrigir um erro no processo e que conste a justificação dos fatos imputados a Dilma.

 
O presidente do STF também negou requerimento da defesa de Dilma para convocação de peritos e rejeitou pedido da acusação para que um vídeo do jurista Hélio Bicudo fosse transmitido durante o julgamento. Bicudo tem 94 anos e está com problemas de saúde.


Julgamento

 

O início do julgamento definitivo de Dilma está marcado para começar no próximo dia 25, às 9 horas, no plenário do Senado. Para afastar definitivamente a presidenta do mandato, serão necessários dois terços dos votos, ou seja, o apoio de, no mínimo, 54 dos 81 senadores.






Fonte: Agência Brasil

Lula leva jornal O Globo à justiça por calúnia com relação ao triplex

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com uma ação contra o jornal O Globo pedindo reparação por danos morais por matéria caluniosa intitulada “Dinheiro liga doleiro da Lava-Jato à obra de prédio de Lula”. A ação foi ajuizada no dia 18, última terça-feira.


O jornal das Organizações Globo publicou, no dia 12 de agosto, reportagem em que afirma que Lula seria dono de um apartamento triplex no Edifício Solaris, no Guarujá, litoral norte, e que o tal empreendimento estaria ligado de alguma forma ao doleiro Alberto Youssef.


Quando procurado para comentar a denúncia, o Instituto Lula conversou com o jornalista, que dona Marisa Letícia, exposa do ex-presidente, adquiriu a prestações uma cota no empreendimento e que a família não tem nenhum apartamento, muito menos um tríplex. O Instituto Lula fez este esclarecimento a tal jornal em mais de uma ocasião mas O Globo optou por disseminar a mentira repetida inúmeras vezes desde dezembro do ano passado.


O repórter insistiu na versão que bem entendeu, e a direção do jornal deu amplo destaque na versão impressa e na internet. No dia 14, o Instituto Lula respondeu ao Globo, “Lula não tem apartamento no Guarujá. E se tivesse?”.


No sábado, dia 15 de agosto, o jornal incrementou o tipo de jornalismo que tem praticado, publicando que a atribuição da propriedade do imóvel por Lula foi confirmada por informações passadas pela “vizinhança”, isto é, fofocas de corredor de prédio.


 A matéria teve claro caráter difamatório e o mero registro burocrático do outro lado não compensa os danos morais causados pela veiculação de graves mentiras, diz a nota do Instituto Lula. Ainda mais que foram criadas relações que não existem entre uma cota de empreendimento adquirida a prestações pela família de Lula e Alberto Youssef, um criminoso reincidente. Aliás, Youssef é bem conhecido do juiz de primeira instância Sérgio Moro, pois que foi o delator do caso Banestado, promovido e arquivado pelo juiz em questão. 




Fonte: Debate Progressista

sábado, 20 de agosto de 2016

CUT irá às ruas no dia do julgamento de Dilma

"Não vamos nos calar. Iremos tomar as ruas de Brasília dia 29 de agosto, exigindo que os senadores não votem pelo golpe", afirmou o presidente da central sindical, Vagner Freitas, anunciando o grande ato pela democracia no dia da votação final do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; ele acredita que o cenário pode se reverter e Dilma voltar ao poder; "O cenário que temos no Senado é diferente do cenário na Câmara. Em abril, a opinião pública apoiava o golpe. Hoje, houve um entendimento de que o golpe aprofundou a crise política e econômica no Brasil", disse  

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 Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) articularam, em uma reunião realizada nesta quinta-feira 18 com o ex-presidente Lula, que haverá uma grande mobilização nacional no dia 29 de agosto, quando ocorrerá a votação final do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Senado.


"O cenário que temos no Senado é diferente do cenário na Câmara. Em abril, a opinião pública apoiava o golpe. Hoje, houve um entendimento de que o golpe aprofundou a crise política e econômica no Brasil", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, no encontro. "Não vamos nos calar. Iremos tomar as ruas de Brasília dia 29 de agosto, exigindo que os senadores não votem pelo golpe", reforçou.


A convocatória foi reforçada pela vice-presidente da entidade, Carmen Foro. "Aqui está quem cerrou fileiras nos últimos meses em defesa da democracia. O próximo período, companheiras e companheiros, será de guerra. Estou falando da guerra em defesa dos nossos direitos, que estão sendo atacados, e a guerra que será as eleições nos municípios", afirmou. A central sindical e outros movimentos organizaram recentemente diversos atos contra a retirada de direitos pelo governo interino.

Segundo informações da CUT, durante a reunião, realizada em Guarulhos (SP), Lula criticou a cobertura que um setor da imprensa faz do julgamento de impeachment.


"É inadmissível que a Dilma, presidenta da República, faça agendas pelo País e a imprensa ignore completamente. Eles estão deixando a Dilma anônima. Esse bloqueio é imposto pelos donos desses meios de comunicação, que são responsáveis pelo golpe. A internet é a única possibilidade que a gente tem de furar a grande mídia".


Para Lula, as medidas tomadas pelo governo interino provocaram problemas que não enfrentávamos "há muitos anos". "Nós voltamos a ter reajuste salarial abaixo da inflação. Nós voltamos a ver sindicatos fazendo acordos para preservar emprego", disse. O ex-presidente também falou da entrega do pré-sal para empresas estrangeiras, como defende o novo presidente da Petrobras e o governo Temer.


"Qualquer governante que ache que precisa vender o patrimônio público para superar a crise, não sabe governar. Agora, eles querem entregar o pré-sal. Logo o pré-sal, que é a maior descoberta de reserva de petróleo no século XXI. Vejam, o que os EUA fizeram assim que descobrimos o pré-sal? Eles colocaram em funcionamento a 4º Frota da Marinha no Atlântico. Desde então, eles estão de olho no petróleo e ficaram muito contrariados quando aprovamos a partilha", disse.


Por fim, Lula lembrou as conquistas da classe trabalhadora durante os governos petistas e enviou um recado "para as elites". "O País elegeu um metalúrgico e uma mulher para a presidência. Nossas medidas começaram a incomodar a parte de cima da sociedade, já que os de baixo subiram um degrau. Nosso recado para as elites é que gostamos do andar de cima e vamos lutar para continuar no andar de cima", disse. 




Fonte: Brasil 247

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Tortura Nunca Mais e OAB denunciam juiz Moro

Presidente da entidade de defesa dos direitos humanos em Goiás diz que prisões são tortura e presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB vê delações premiadas como chantagem; ”A ditadura, com o AI-5, acabou com o habeas corpus e estimulou o dedurismo, a delação. O que vejo na ação do juiz Sérgio Moro é algo semelhante: a prisão usada como método de investigação e também de tortura, algo que achava que havia sido enterrado na lata de lixo da história pela Constituição de 1988”, critica Waldomiro Batista, o Mirinho

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Presidente do grupo Tortura Nunca Mais em Goiás, o ex-preso político Waldomiro Baptista denuncia o juiz Sérgio Moro pela prática de tortura.”A ditadura, com o AI-5, acabou com o habeas corpus e estimulou o dedurismo, a delação. O que vejo na ação do juiz Sérgio Moro é algo semelhante: a prisão usada como método de investigação e também de tortura, algo que achava que havia sido enterrado na lata de lixo da história pela Constituição de 1988”, critica.


Waldomiro Baptista, o Mirinho, como é conhecido, é irmão de Marco Antônio Dias Baptista, 15, o mais novo desaparecido político do Brasil, tendo sido visto pela última vez em maio1970. Sua mãe, Maria de Campos Baptista, morreu em um acidente de carro em 15 de fevereiro de 2006, na BR-060, no retorno de Brasília à Goiânia após ter se encontrado com vice-presidente da República, e Ministro da Defesa, José Alencar (PR), a aquém pediu a elucidação das circunstâncias da morte do filho.


Mirinho diz que ficou revoltado com os maus-tratos a que estão submetidos os empreiteiros encarcerados pela Polícia Federal, em Curitiba-PR, após ler a pela reportagem da jornalista Mônica Bergamo, à Folha de S. Paulo, que revelou os abusos: “Eles estão em celas escuras, comem carne com as mãos, dividem-se em celas para quatro pessoas, com uma latrina comum, e até recentemente estavam impedidos de ler jornais e revistas”. Para o militante dos direitos humanos, a prisão e humilhação dos acusados reforça a necessidade do país rever a Lei de Anistia. “Ao não criminalizar a tortura e os torturados, o STF permitiu que a tortura continue a ser usada como método investigativo. As circunstâncias mostram que o juiz Moro pode estar fazendo uso deste método”, avalia.


Há três meses os maiores empreiteiros do país, responsáveis direitos por mais de 200 mil empregos, estão encarcerados indevidamente. Para Mirinho os empreiteiros Leo Pinheiro, presidente da OAS, Ricardo Pessoa, presidente da UTC, Sérgio Mendes, vice presidente da Mendes Júnior, Dalto Avancini, presidente da Camargo Corrêa e Idelfonso Colares Filho, presidente da Queiroz Galvão são presos políticos. “Não há legalidade na prisão. Os acusados não têm direito ao contraditório, e assim como na ditadura, os delatores tem mais fé pública que os acusados. Assim, o que vemos é que da forma que conduz as apurações o juiz Sérgio Moro tortura os presos com a prisão, dá como verdadeira as declarações de ladrões confessos e quer vencer pelo esgotamento emocional os encarcerados, forçando-os a delatar também. Isto, repito, é tortura”, alerta.


Para Waldomiro Baptista as investigações são importantes, entretanto, ressalta que lei é lei e ninguém está acima da lei ou da Constituição. “Recentemente o ministro Marco Aurélio, do STF, numa crítica a Lava Jato disse que a prisão passou a ser regra e a liberdade, exceção entre os acusados. Recentemente ao Estadão o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Rogério Schietti, da 6.ª Turma da corte, também condenou as prisões esclarecendo que juízes não podem prender cautelarmente antes da sentença final simplesmente levando em conta a gravidade do crime. Como diria o árbitro Arnaldo Cesar Coelho, a regra é clara, quem não está cumprindo é o juiz Moro”, informa.
Chantagem


Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e da Comissão da Verdade do Rio e ex-presidente da OAB-Rio o advogado Wadih Damous também criticou a condução das investigações pelo juiz Sérgio Moro. No evento, na ABI, no Rio, em defesa da Petrobras, ele foi claro: “ O espetáculo do Dr Moro não garante o direito de defesa, o contraditório e a presunção de inocência”, frisa. Segundo ele, Desde o mensalão, acabou no Brasil presunção de inocência.” Esse juiz ( Moro) é a reprodução daquele que se presume falar pelos brasileiros e brasileiras honestas. Em meu nome ele não fala”, reage.


De acordo com Wadih Damous, a defesa da Petrobras é uma defesa da do Estado de Direito, que está sob ameaça. “Esse juiz e esses procuradores se respondessem ao exame da Ordem da forma como se comportam na investigação da Lava Jato não seriam aprovados. Delação premiada é chantagem. Delação premiada não é pau de arara, mas é tortura !”, denuncia.


Waldomiro Baptista pretende encaminhar ofício ao Ministro da Justiça, José Cardozo, pedindo esclarecimentos sobre os abusos denunciados pela jornalista Mônica Bergamo na carceragem da PF de Curitiba. “Eu e minha família fomos vítimas do arbítrio no passado, não desejo a nenhum ser humano a humilhação, o tratamento desumano e o vilepêndio a honra. Nós que lutamos contra a ditadura, e ainda lutamos pela valorização da vida, temos que nos indignar contra abusos contra quem quer que seja, sendo rico ou pobre, petista ou tucano”, conclui. (Com informações do site Conversa Afiada)


Juízes de Goiás foram cassados por enfrentar a ditadura


Waldomiro Baptista lembra que além de agentes políticos a ditadura militar de 1964 também foi implacável com os defensores do Direito. Ele relata a cassação em abril de 1964 pelo AI-1, (primeiro ato do regime de exceção da ditadura) do desembargador Frederico Medeiros, seu chefe de gabinete, Jesus Aquino Jayme e outros membros do Judiciário, como os desembargadores Geraldo Bonfim e Jair Abrão.


“A ditadura determinava a cassação dos direitos políticos de inúmeros adversários, e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral a época, o desembargador Frederico Medeiros, não admitiu aquela violação do Estado de Direito. Foi cassado por dez anos, juntamente com o seu chefe de gabinete, Jesus Aquino Jayme. Em seguida foi empossado o desembargador Geraldo Bonfim, que fez um desagravo ao seu antecessor, Frederico Medeiros, e também foi cassado. Na sequência foi empossado Jairo Abrão, que também fez desagravo aos antecessores, criticando o arbítrio, e também foi cassado. É preciso que a magistratura preste homenagens àqueles que tiveram coragem de enfrentar o arbítrio e não se deixaram levar pela opinião publicada. Digo isto porque em 1964 parte da grande imprensa tramou e estimulou o golpe. Nos dias de hoje, os mesmos veículos de comunicação estimulam o retrocesso. Não podemos compactuar com isto”, relata.


Waldomiro Baptista relembrou também o papel de defensores públicos que defenderam presos políticos contra os arbítrios do regime de exceção, dentre os quais Wanderley de Medeiros. “Dr. Wanderley se ergueu contra a ditadura quando era presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás. Foi enquadrado na famigerada LSN (Lei de Segurança Nacional) por seus discursos e posicionamento público contra o golpe e mesmo assim continuou acreditando no Direito, advogando de graça para as famílias de presos políticos em Goiás. Num ato de ousadia discursou certa feita, em 1982, numa plenária da OAB do Rio de Janeiro:


- Sejamos advogados. Mas sejamos principalmetne homens identificados com a Corporação, ciosos de seu insuperável valor, honrados com nossa carteira vermelha, para que possamos exibi-la como Maiakóvski fazeia com seu passaporte soviético: Lede e inveja-me, sou membro da OAB”!


Para o defensor dos direitos humanos, é imprescindível que os membros da Ordem e da Magistratura enfrentem a tentação autoritária a qual se apegam alguns setores do Judiciário e do Ministério Público, “sob pena de um retrocesso nos direitos do cidadão, que podem vir a corromper as conquistas da Carta Cidadã de 1988”, conclui.




Fonte: Brasil 247

Com medo de 2018, PSDB ataca Meirelles e expõe racha no golpe

 


Explicitando o racha no ninho golpista, os dirigentes do PSDB pressionaram para que Meirelles restrinja sua atuação à economia. Para eles, o ministro tem flexibilizado algumas medidas duras e extremamente impopulares, por motivos eleitoreiros. Estaria em busca de se viabilizar como uma alternativa eleitoral fora dos quadros já manjados do PSDB e PMDB.

 
Nesse sentido, a cobrança tucana de que é preciso rigor na implementação do ajuste fiscal esconde – embora nem tanto – a intenção de também desgastar Meirelles. O discurso da preocupação com equilíbrio das contas cai por terra também ao se constatar que parlamentares do PSDB deram seu apoio às “benesses” que o presidente aprovou no Congresso.

 
Mas, se havia dúvidas sobre as desconfianças em relação ao titular da Fazenda, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) tratou de eliminá-las. “O ministro Meirelles tem todo nosso apoio e simpatia. Mas deixa o Meirelles cuidando da economia e deixa o núcleo político cuidando da política, sem deixar 2018 contaminar o ajuste que tem que ser feito”, cobrou Tasso, de acordo com O Globo.

 
O cenário ideal desenhado pelos tucanos previa que, após o golpe, o governo interino trataria de aplicar as medidas mais duras e impopulares do receituário neoliberal e, em 2018, eles próprios – sem o peso de serem os autores diretos de tais maldades – teriam o caminho livre para tentar voltar ao poder, em teoria, com uma economia já estabilizada. Por isso, líderes do partido têm feito reiteradas cobranças de que o próprio Temer deixe claro que não disputará a eleição.

 
O fato é que, vendo em Meirelles um possível adversário, o PSDB tem tratado de minar o seu trabalho, com críticas à condução da área econômica - não pelo seu caráter antipovo, antinacional e incapaz de retomar o crescimento, mas exatamente por consider que têm sido feitas muitas concessões. A atitude dos tucanos expõe a fragilidade da aliança construída para o golpe sobre a base do fisiologismo e dos interesses pessoais.

 
Os ataques se acentuaram após Meirelles voltar atrás e decidir modificar o texto do projeto de lei complementar 257/2016, que trata da renegociação da dívida dos Estados e do Distrito Federal. O governo abdicou da exigência de que os Estados não poderiam conceder reajustes salariais aos seus servidores por dois anos.

 

A insatisfação tucana – e consequente pressão por rigor num ajuste ‘doa a quem doer’ – permeia inclusive um documento divulgado pelo Instituto Teotônio Vilela, do PSDB. No texto, a entidade lamenta que o governo tenha tido que fazer concessões e defende que não podem mais haver recuos no ajuste fiscal. “É preciso fazer as escolhas que não são fáceis, mas são necessárias”, diz.

 
As críticas ao ministro têm gerado desconforto. O secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, Moreira Franco, chegou a sair em defesa de Meirelles. Para ele, o colega é vítima de “manipulação eleitoral”.

 
“Os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula tiveram ministros fortes na área econômica. Já (José) Sarney e Dilma (Rousseff) tiveram ministros fracos. A experiência mostra que não é recomendável transformar o ministro da economia em vítima de manipulação eleitoral”, disse, de acordo com O Estado de S. Paulo. E completou: “Diante da gravidade da situação, é muito pouco recomendável qualquer tentativa de enfraquecimento do ministro Meirelles.”

 
O titular da Fazenda é filiado ao PSD de Gilberto Kassab e, como sinaliza Moreira Franco, tem acumulado poderes na sua pasta. Não apenas trouxe para seu domínio a Previdência Social com seu grandioso volume de recursos, como pressiona para que o Secretaria do Orçamento, hoje dentro do Ministério do Planejamento, também migre para seu superministério. 








Com informações do Portal Vermelho



Lula à BBC: Corajosamente, Dilma vai se expor ao Judas no Senado

 

 
“E ela vai tentar mostrar para eles o erro que estão cometendo. Se a Dilma não conseguir convencer os 28 senadores (número necessário para evitar o impeachment), ela vai estar fazendo um gesto histórico neste país. É uma mulher de coragem se expor diante de 81 senadores e ouvir de cada um, olho no olho de cada um, a acusação e poder, olho no olho, se defender. Eu quero saber como os senadores vão voltar para casa e olhar para suas mulheres, filhos, netos. Eles vão ter que reconhecer que ilegalmente eles afastaram uma pessoa eleita nesse país. E a história não julga na mesma semana. Às vezes a história demora séculos para julgar e eu trabalho com isso. A história não termina dia 29. Ela começa dia 29”, completou.

 
Lula reafirmou que o processo de um impeachment é um golpe parlamentar resultado de uma manobra de uma maioria eventual que se juntou para usurpar o governo da presidenta eleita.

 
“As pessoas que estão fazendo isso não querem que a gente fale golpe, porque diz que é feio, que não é golpe militar. O presidente interino (Michel Temer) é constitucionalista. E ele sabe que o que eles estão fazendo é ilegal, porque a Dilma não cometeu crime e segundo porque é um golpe parlamentar”, destacou.

 
Sobre as investigações que o acusam de suposta obstrução da Justiça na Operação Lava Jato, Lula afirma que é alvo de mentiras.

 
“Tem uma coisa muito esquisita aqui no Brasil. Você tem uma investigação, eu sou vítima de acusações em que você não tem uma única prova. Eu penso que os procuradores e os delegados que acusaram estão com uma dificuldade muito grande, e a imprensa numa dificuldade maior, porque como eles mentiram muito tempo a respeito das acusações, em algum momento isso vai vir à tona, eles vão ter que provar se procede alguma das coisas que eles me acusaram”, declarou.

 
E completou: “Por falta de prova, eles começaram a preparar um discurso, que você deve conhecer bem, que é a teoria do domínio do fato. Ou seja, se o Lula é presidente, ele deveria saber. Não existe essa de você julgar em tese. Ou você prova ou não prova. Ou você pede desculpa ou não pede desculpa. E eu não quero nada, só quero que peçam desculpas pelas mentiras que contaram a meu respeito. Nós temos uma força-tarefa nesse processo. Que envolve um juiz, procurador e Polícia Federal. Então, você não sabe quem investiga, quem acusa e quem vai julgar. Uma mistura, todo mundo faz tudo”.




Informações da BBC / Vermelho

O fenômeno José Serra


  


Passado o espanto, lembrei que notícias ruins sobre o Serra são como vídeos no Snapchat: duram 24 horas. Resolvi aguardar o desenrolar dos acontecimentos. Na segunda-feira, começo a desconfiar de que meu palpite estava correto: nada mais sobre Serra na Folha. Nenhum colunista indignado, nenhum aprofundamento sobre o assunto. Na terça, a mesma coisa. Na quarta, uma novidade: Elio Gaspari comenta o caso e a coluna ganha uma chamadinha de capa. Mas não se emocione. O nome de Serra, o principal personagem do texto, não aparece nela. O que vemos é apenas um genérico “PSDB paulista”. Detalhe: essa chamada está presente somente na edição nacional. Na edição para o estado de São Paulo, onde o PSDB reina há 22 anos, ela simplesmente não existiu. Talvez essa notícia não seja do interesse do povo bandeirante em ano de eleição.


 

Há muito o que se comentar sobre as diferenças das capas, mas não comecemos com trololó. Certamente se trata apenas de uma opção editorial.

 

É inegável que não há nem sombra daquele ímpeto investigativo que vemos contra outros políticos. Aquela volúpia fiscalizadora parece não incomodar nosso chanceler. Talvez não seja à toa, já que todo jornalista brasileiro já ouviu alguma história referente à influência de Serra sobre as redações do país. Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli que o digam.

 
Quando ministros são acusados por corrupção, uma enorme pressão se levanta contra eles. No próprio governo Temer, três ministros foram forçados a pedir demissão após citações na Lava Jato. Editoriais do Globo, por exemplo, pressionaram Temer pela demissão de Fabiano Silveira e Romero Jucá. Mas, quando o nome é José Serra, ninguém ousa pedir sua cabeça. O ministro continua firme e forte no cargo, sem nenhuma pressão, sem ninguém cogitar sua queda.

 
Outro caso que evaporou do noticiário foi o da funcionária fantasma contratada para o seu gabinete no Senado, Margrit Dutra Schmidt. Ela passava de manhã para pressionar sua digital no ponto eletrônico e voltava ao fim do expediente apenas para registrar mais um dia não trabalhado – porém, muito bem remunerado pelos cofres públicos. Nenhum dos funcionários do gabinete a conheciam. Quem a conhecia muito bem é Álvaro Dias (PV). Quando ainda estava no PSDB, o tucano a exonerou do gabinete da Lucia Vania (PSDB) pelo mesmo motivo: ela não aparecia para trabalhar. Sabe onde ela não trabalhou também? No gabinete do Arthur Virgílio (PSDB).

 
É bonito de ver a solidariedade dos tucanos com essa trabalhadora, ainda mais eles, que são tarados por cortes de gastos públicos. Mas por que o PSDB a paparicava tanto? Não se sabe, já que esta é uma notícia natimorta, sem aprofundamento, uma notícia fantasma. Mas vamos dar uma escarafunchada nela.

 
Mesmo sabendo do seu passado fantasmagórico em gabinetes tucanos, Serra pediu para que Álvaro a nomeasse para o seu, porque “desejava que ela se dedicasse a um projeto na área de educação (…) Ainda é um projeto sigiloso. Lançarei em breve. Queria alguém que me ajudasse em questões não econômicas. Conheço a Mag há muitos anos. Tenho relações pessoais e intelectuais”.

 
Questionado sobre onde Mag trabalhava nesse projeto educacional ultrassecreto, o ex-senador não soube dizer se era em casa ou no Senado. Quando lhe informaram que nenhum funcionário do gabinete a conhecia, subitamente retomou a memória: “Ela trabalha de casa. Meu gabinete tem pouco espaço, não tem sala para todo mundo.” Ou seja, Serra não sabia onde ela trabalhava, mas, no segundo seguinte, lembrou que o gabinete era tão apertado que nem fantasma cabia. O remendo só piorou a coisa, já que, pelo regimento interno do Senado, os funcionários são proibidos de trabalhar em casa.

 
Seria um escândalo para atormentar qualquer político, ainda mais um senador da República. Mas Serra não é qualquer político e nunca mais foi incomodado com o assunto.

 
Só que Mag também não é uma funcionária qualquer. Ex-mulher do lobista Fernando Lemos e irmã de Miriam Dutra – a ex-amante de FHC –, Margrit não ficou famosa apenas por ganhar sem trabalhar em gabinetes do PSDB. Além de ser uma empolgadíssima militante anti-petista nas redes sociais, a amiga de Serra enviava dinheiro para a irmã, que havia se mudado estrategicamente para Europa após engravidar – ou não – do ex-presidente. Segundo Noblat, Miriam “recebia uma mesada em dólar paga por FHC e dinheiro que sua irmã e o marido lhe enviavam regularmente”.

 
A catalã Carme Polo, uma das melhores amigas de Miriam Dutra, disse ao DCM que Serra “era o contato de Miriam com Fernando Henrique Cardoso”. A relação era tão próxima, que o ministro das relações exteriores chegou a ir para Barcelona para acompanhar uma reforma no apartamento da irmã de Mag.

 
Aqui não estamos falando apenas da vida pessoal, mas da evidente promiscuidade entre a coisa pública e a privada – um costume político brasileiro sempre muito criticado por Serra. Mas podemos nos fazer de inocentes e acreditar que todos esses empregos fantasmas que Mag conseguiu no ninho tucano não tinham nada de mais. Assim como acreditamos que a cocaína presente no helicóptero da família de um outro senador não tinha dono.

 
Agora voltemos para as propinas da Odebrecht. Breno Costa, repórter do The Intercept Brasil, escreveu matéria intitulada “José Serra propôs lei que beneficia empreiteiras com redução de impostos e punições”. A Folha teria todas as condições de fazer essa relação e aprofundar o assunto. Mas não, o jornal que já publicou uma ficha policial falsa de Dilma na capa não foi capaz de levantar essa lebre. Parece que a cota de notícia ruim sobre o Serra na semana já havia sido preenchida no domingo, não é mesmo?

 
O novo escândalo pode trazer de volta uma figura relegada ao ostracismo: Paulo Preto, o ex-diretor da Dersa responsável pela contratação das empreiteiras que comandaram grande obras quando Serra era governador de São Paulo. O mesmo Paulo Preto cuja filha advogava para essas mesmas empreiteiras e emprestava dinheiro para Aloysio Nunes (PSDB). O mesmo Paulo Preto que Serra, ao ser questionado na campanha presidencial de 2010, afirmou não conhecer quando Dilma trouxe seu nome para um debate: “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”.

 
Irritado com a já famosa falta de memória de Serra, Paulo Preto fez uma afirmação – ou uma ameaça – que se tornaria clássica: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Ainda sobre a falta de memória do ex-governador, declarou: “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem”.

 
Mesmo arranhada por tantos espinhos, a imagem de homem ilibado, competente, dotado de espírito público continua protegendo a figura de Serra. Nosso ministro é mesmo um fenômeno. Tanto que, ao ter seu nome ventilado para o ministério de Temer, Sardenberg chegou a elogiá-lo pelo – pasmem! –“rigor com as contas públicas”. A Mag que o diga!

 
Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. Há muitos fantasmas no armário de Serra. Com as delações das empreiteiras prontas para sair do forno, será cada vez mais difícil manter a blindagem do nosso valoroso chanceler. Até agora, ninguém parece disposto a largá-lo ferido na estrada.




*João Filho é cientista social,  jornalista e autor do Jornalismo Wando

 Fonte: The Intercept_Brasil

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

URGENTE, PF conclui que Lula não é o dono do Tripléx do Guarujá

  


A Polícia Federal entregou à Justiça na última sexta (12) o relatório final sobre a fase Triplo X da Lava Jato; foram indiciados a publicitária Nelci Warken (que admitiu ser a verdadeira dona de um tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá) e funcionários da Mossack Fonseca no Brasil; o ex-presidente Lula e seus familiares não são mencionados nesse indiciamento

 
A Polícia Federal entregou à Justiça na última sexta-feira (12) o relatório final sobre a fase Triplo X da Lava Jato. Foram indiciados a publicitária Nelci Warken (que admitiu ser a verdadeira dona de um tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá) e funcionários da Mossack Fonseca no Brasil. O relatório final da PF foi tornado público pelo juiz Sérgio Moro no final da tarde desta quinta-feira (18). Leia a íntegra aqui.


 
Além de Nelci, são arroladas Maria Mercedes Riaño (chefe do escritório da Mossack no Brasil), Luis Fernando Hernandez, Rodrigo Andrés Cuesta Hernandez, Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Britto, que trabalhavam para a Mossack.

 
O ex-presidente Lula e seus familiares não são mencionados nesse indiciamento.

 
No relatório, A PF descreve a Mossack Fonseca como uma “organização criminosa de caráter transnacional, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, voltada para a prática do crime de lavagem de dinheiro”.

 
“Ex-presidente Lula e familiares não estão no indiciamento  



Fonte: Brasil Atual

Dilma diz que é "escândalo" Serra querer comprar voto do Uruguai

 

A presidente Dilma Rousseff disse que foi um "escândalo" a denúncia de que o chanceler brasileiro, José Serra, tentou comprar o voto do Uruguai no Mercosul para se posicionar contra a Presidência da Venezuela no bloco.
 
"É impossível um chanceler brasileiro tomar aquela atitude em relação a um chanceler uruguaio. O Brasil não pode ser dar ao luxo de achar que compra algum país. Nós não somos imperialistas, nunca fomos. Nós não podemos tratar países dessa forma", disse a presidente afastada, durante um encontro com movimentos de mulheres, no Palácio da Alvorada.
 
 
Durante o evento, Dilma também frisou que comparecerá ao Plenário do Senado, no dia 29, às 9h, para fazer a sua defesa pessoal do processo de impeachment. Afirmou que não teme ataque de senadores favoráveis à sua saída definitiva e que estará na defesa do projeto de governo que representa.
 
 
"Diziam que eu não iria ao Congresso falar aos senadores. Erraram. Eu vou. Falarei aos senadores com o respeito que eles merecem. (...) Em relação à conduta deles, não tenho nenhum temor. Acredito que diante dos olhos do mundo, será importante que o Senado brasileiro honre a sua tradição histórica", disse a presidente.
 
 
"Comparecerei ao Senado, mas não exclusivamente para fazer a minha defesa, mas a defesa do que eu represento, as mulheres desse país, os negros, os índios, todas as populações marginalizadas, os sem-terra, as classes média e os trabalhadores", completou.
 
 
Assista ao vídeo completo: 
 
 
 
 
Fonte: GGN / Facebook
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