domingo, 31 de dezembro de 2017

'Nenhum Papa foi tão longe na condenação ao capitalismo como Francisco'

Segundo Michael Lowy, Francisco pretende levar a sério o compromisso da Igreja com os pobres e tentar reduzir o poder conservador da Cúria Romana. 

 Presidencia de la República Mexicana  

O papado de Francisco continua a alvoroçar o catolicismo e a opinião pública mundiais, num pontificado que, ao lado da promessa de fomento à “opção pelos pobres”, tem ousado fazer críticas às engrenagens de um capitalismo em crise em níveis bem acima do esperado. Para discutir o papel daquele que muitos consideram o maior líder político da atualidade, o Correio da Cidadania, 21-06-2016, entrevistou o filósofo franco-brasileiro Michael Löwy, estudioso daTeologia da Libertação.

“Obviamente, ele pretende levar a sério o compromisso da Igreja com os pobres, suprimir os vínculos dos bancos do Vaticano com a máfia e tentar reduzir o poder conservador da Cúria Romana. Sua tentativa de elaborar uma concepção um pouco mais aberta da família e da sexualidade foi diluída pelo Sínodo dos Cardeais... Há muitas resistências. Parece que os setores mais reacionários da Igreja têm uma prece especial sobre Bergoglio: ‘Nosso Pai que está no Céu, ilumine-o ou... Elimine-o’”, pontuou.


Ao mesmo tempo em que reconhece o papel e importância do novo papado, Löwy contrabalança parte da visão otimista que existe hoje relativamente às posturas de Francisco. Não por conta da polêmica em relação à ditadura argentina, mas por ponderar que a crítica ao capitalismo e aos modos de acumulação fazem parte da tradição da Igreja. O filósofo faz questão, de toda forma, de ressaltar, que "a esquerda deve tratar com respeito as convicções religiosas e considerar os militantes cristãos de esquerda como parte essencial do movimento de emancipação dos oprimidos. A teologia da libertação nos ensina também a importância da ética no processo de conscientização e a prioridade do trabalho de base”.

Na entrevista, Löwy também comenta o encontro do Papa em Havana com o patriarca Kiril, líder da Igreja Ortodoxa russa, e avalia a possibilidade de união entre as três grandes religiões monoteístas frente ao capitalismo, entre outras observações que podem ser lidas na íntegra a seguir.
Eis a entrevista.

Quem é Papa Francisco? O que pretende?


Gostaria, antes de responder sua pergunta, de homenagear a memória do fundador do Correio da Cidadania, meu querido amigo e companheiro de lutas Plínio de Arruda Sampaio, um cristão socialista comprometido com a luta do povo brasileiro por sua emancipação, um adversário intransigente da ditadura militar, do latifúndio, do imperialismo e do perverso sistema capitalista. Sua vida foi um exemplo de coerência ética e política, de dignidade e de coragem.

Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, não era considerado um homem de esquerda. Seu comportamento durante a ditadura militar argentina é um exemplo de "pecado por omissão": não apoiou e tampouco se opôs ao regime. Não é, portanto, surpreendente que tenha sido eleito Pontifex Maximum pelo mesmo conclave que havia eleito Ratzinger - Bento XVI - pouco tempo antes.


Entretanto, apenas eleito, surpreendeu por uma sucessão de iniciativas corajosas, a começar pela visita à Lampedusa, para denunciar o tratamento dado pela Europa aos refugiados (muçulmanos em sua maioria). Em relação à teologia da libertação, sua atitude é radicalmente distinta da dos dois pontífices anteriores: Gustavo Gutierrez foi convidado ao Vaticano e o processo de canonização de Monsenhor Romero, aberto. Se lemos atentamente as Encíclicas de Bergoglio, percebe-se a influência de uma corrente importante do catolicismo da Argentina: a teologia da libertação não-marxista, representada por pensadores como Juan Carlos Scannone.


Obviamente, ele pretende levar a sério o compromisso da Igreja com os pobres, suprimir os vínculos dos bancos do Vaticano com a máfia e tentar reduzir o poder conservador da Cúria Romana. Será que conseguirá? Sua tentativa de elaborar uma concepção um pouco mais aberta da família e da sexualidade foi diluída pelo Sínodo dos Cardeais... Há muitas resistências. Parece que os setores mais reacionários da Igreja têm uma prece especial sobre Bergoglio: "Nosso Pai que está no Céu, ilumine-o ou... Elimine-o".


A encíclica Laudato Si ataca frontalmente o sistema capitalista. O que isto significa vindo de um Papa?


Bergoglio não é marxista e a palavra “capitalismo” não aparece na Encíclica. Mas fica muito claro que para ele os dramáticos problemas ecológicos de nossa época resultam das “engrenagens da atual economia globalizada”, engrenagens que constituem um sistema global, “um sistema de relações comerciais e de propriedade estruturalmente perverso”.


Quais são, para Francisco, estas características “estruturalmente perversas”? Antes de tudo, é um sistema no qual predominam “os interesses ilimitados das empresas” e “uma discutível racionalidade econômica”, uma racionalidade instrumental que tem por único objetivo aumentar o lucro. Para o Papa, esta perversidade não é própria de um país ou outro, mas de "um sistema mundial, onde predominam a especulação e o princípio de maximização do lucro, e uma busca de rentabilidade financeira que tende a ignorar todo o contexto e os efeitos sobre a dignidade humana e o meio ambiente. Assim, se manifesta a íntima relação entre degradação ambiental e degradação humana e ética".


A obsessão do crescimento ilimitado, o consumismo, a tecnocracia, o domínio absoluto da finança e a divinização do mercado são outras características perversas do sistema. Em sua lógica destrutiva, tudo se reduz ao mercado e ao “cálculo financeiro de custos e benefícios”. Mas sabemos que “o meio ambiente é um desses bens que os mecanismos de mercado não são capazes de defender ou de promover adequadamente”. O mercado é incapaz de levar em conta valores qualitativos, éticos, sociais, humanos ou naturais, isto é, “valores que excedem cálculos”.


O poder “absoluto” do capital financeiro especulativo é um aspecto essencial do sistema, como revelou a recente crise bancária. O comentário da Encíclica é contundente: “a salvação dos bancos a todo custo, fazendo a população pagar o preço, confirma o domínio absoluto das finanças que não têm futuro e só pode gerar novas crises, depois de uma longa, custosa e aparente cura".


Sempre associando a questão ecológica e a questão social, Francisco constata: "a mesma lógica que dificulta tomar medidas drásticas para inverter a tendência ao aquecimento global é a que não permite cumprir com o objetivo de erradicar a pobreza". Existe uma longa tradição de crítica do capitalismo liberal, ou dos "excessos " do capital na Igreja Católica. Mas nenhum Papa foi tão longe nesta condenação como Francisco.


Em 12 de fevereiro, Papa Francisco e o e o Patriarca Kirill, encontraram-se em nome de suas igrejas quase 1.000 anos após o cisma, em Cuba, e assinaram um documento que contém este texto: “O nosso encontro fraterno teve lugar em Cuba, encruzilhada entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste. A partir desta ilha, símbolo das esperanças do “Novo Mundo” e dos acontecimentos dramáticos da história do século XX, dirigimos a nossa palavra a todos os povos da América Latina e dos outros continentes”. Um “Novo Mundo” na visão dos dois líderes religiosos é um mundo socialista?


Francamente, não atribuo tanta importância a este encontro, que tem mais a ver com a diplomacia das relações inter-religosas do que com a revolução cubana... O "Novo Mundo" de que falam não é o "mundo socialista", mas simplesmente o continente americano, designado há séculos como "Novo Mundo". O conceito de "socialismo" não faz parte do vocabulário de nenhum do dois líderes religiosos.


O que a Teologia da Libertação tem a ensinar para a esquerda mundial, considerando suas diferentes correntes de pensamento?


Em primeiro lugar, ela nos ensina que a religião pode ser outra coisa, diferente de simples "ópio do povo". Aliás, Marxe Engels já haviam previsto a possibilidade de movimentos religiosos com uma dinâmica anticapitalista. A esquerda deve tratar com respeito as convicções religiosas e considerar os militantes cristãos de esquerda como parte essencial do movimento de emancipação dos oprimidos. A teologia da libertação nos ensina também a importância da ética no processo de conscientização e a prioridade do trabalho de base, junto às classes populares, em seus bairros, igrejas, comunidades rurais e escolas.


Uma unidade política de caráter anticapitalista e anti-imperialista entre as grandes religiões monoteístas (Cristã, Judaica e Islã) é possível no ponto de vista de alguns teólogos e mais, fundamental para superar o capitalismo em escala global. O que pensa sobre isso? É possível superar o capitalismo sem esta unidade?


Não acredito em unidade anticapitalista das "grandes religiões monoteístas"... O que pode existir é uma convergência ecumênica entre correntes progressistas, anticapitalistas, anti-imperialistas, ecologicamente conscientes, em todas as religiões, não só as três que menciona. Por exemplo, o budismo, o hinduísmo, religiões africanas, umbanda, candomblé, religiões indígenas das Américas etc. Já existem redes progressistas, como a Associação de Teólogos do Terceiro Mundo, que é ecumênica. Não sei se superar o capitalismo sem esta convergência é possível ou não, mas ela é uma contribuição importante para a conscientização de amplas camadas populares.
A igreja católica no Brasil está alinhada ao Papa Francisco?


Boa parte dos bispos da CNBB está alinhada com Francisco. Alguns até gostariam que ele fosse mais longe. Outros, pelo contrário, acham que ele está colocando em perigo a doutrina da fé e tentam colocar obstáculos para suas propostas. Mas a Igreja brasileira, apesar de seus limites, em particular no que concerne ao direito das mulheres sobre seu corpo - divórcio, contracepção, aborto - é uma das mais progressistas do mundo católico.


Objetivamente, Papa Francisco tem condições de criar uma unidade internacional de caráter progressista para enfrentamento ao capitalismo?


Não! Nem objetivamente, nem subjetivamente. O Papa não se coloca tarefas deste tipo! Para enfrentar o capitalismo necessitamos da unidade internacional dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos indígenas, dos explorados e oprimidos, que são a esmagadora maioria da humanidade. O Papa poderá, eventualmente, contribuir para uma tomada de consciência social e ecológica de um amplo setor dos fieis católicos. Já é muito!


A “Opção Preferencial pelo Pobre”, conjunto de ideias e ações práticas contrárias à lógica da acumulação e retenção de capital do atual sistema político e econômico, se colocadas plenamente em prática resultará em confrontos violentos. Como se posicionará o Papa neste cenário, em sua avaliação?


A Igreja, tradicionalmente, busca "evitar" os confrontos violentos. Mas na Conferência de Medellín dos bispos latino-americanos, em 1968, foi adotada uma resolução importante que reconhece o direito de insurreição do povo contra tiranias e estruturas opressivas. Como sabemos, alguns membros do clero levaram sua opção libertária e seu compromisso com a luta dos pobres até as últimas consequências, participando de movimentos armados de emancipação.

Foi o caso de Camilo Torres na Colômbia, que resolveu aderir ao Exército de Libertação Nacional e foi morto em combate em 1966. Poucos anos depois, um grupo de jovens dominicanos deu seu apoio à ALN, dirigida por Carlos Marighella, no combate contra a ditadura militar. E nos anos 1970, os irmãos Cardenal e vários outros religiosos participaram da Frente Nacional de Libertação da Nicarágua. É difícil prever, no momento atual, que tipo de "confrontos violentos" se darão contra o sistema capitalista, e menos ainda qual será a posição do Papa Franciscofrente a uma situação deste tipo.


Mudando de assunto, mas para não deixar escapar a oportunidade, como você enxerga o atual momento político brasileiro? Que desfecho gostaria que a crise política, econômica, social e ética tivesse?


Vejo a conjuntura brasileira atual com muita preocupação. Tenho muitas críticas ao governo de Dilma Rousseff, fez demasiadas concessões ao capital financeiro, aos bancos, aos latifundiários e tomou várias medidas opostas aos interesses das classes populares. Por outro lado, não posso deixar de manifestar um repúdio categórico à aprovação do processo de impeachment que afastou a presidente, um verdadeiro golpe de Estado pseudo-legal.


É uma verdadeira farsa tragicômica o que acaba de se passar no Congresso: uma quadrilha de gângsteres políticos, comprometida com os escândalos de corrupção, derruba a presidenta democraticamente eleita - um dos poucos políticos não acusados de corrupção, - por supostas "irregularidades administrativas". Tudo isso em nome de "Deus", da "Pátria", da "Família", se escondendo atrás da bandeira nacional. Sem falar nos adeptos da ditadura militar e dos métodos de tortura do coronel Ustra. Uma vergonha!


É triste ver como o Partido dos Trabalhadores, que em sua origem tinha uma grande coerência ética e política, acabou sendo envolvido no escândalo da Petrobras. Mas ele está longe de ser o único! É absurdo pretender, como o faz a média conservadora, que o PT tem o monopólio da corrupção: os principais dirigentes da oposição, a começar pelo famigerado Eduardo Cunha - e dezenas de outros, do PSDB, do PMDB, do PP etc. - estão comprometidos com o "assunto".


Minha esperança é que a Frente Brasil Popular, que inclui partidos de esquerda e movimentos sociais, consiga seus objetivos: ao mesmo tempo impedir o golpe e obrigar o governo de Dilma a romper com as políticas neoliberais. Só uma ampla mobilização do povo brasileiro, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos negros, de todos os explorados e oprimidos, poderá por um fim à tentativa da oligarquia reacionária de tomar o poder e acabar com a democracia no Brasil.


Minhas simpatias vão ao Partido do Socialismo e da Liberdade (PSOL), um dos poucos a não estar comprometido com Lava Jatos e outras ignomínias; ele é, a meu ver, o digno herdeiro do que de melhor havia no PT das origens, quando ainda se propunha a acabar com o grande inimigo dos trabalhadores e da democracia: o sistema capitalista. 




Fonte: Carta Capital
FELIZ 2018




sábado, 30 de dezembro de 2017

Artigo | Sobre o filme da Lava Jato ou a pior peça publicitária da política

Polícia Federal: a lei é para todos é mal construído em termos de narrativa, mas o fracasso não pode nos induzir ao erro.

 

"Polícia Federal: a lei é para todos" foi lançado no cinema no dia 7 de setembro do ano passado, no contexto do golpe de 2016 e das adesões e críticas à Operação Lava Jato.

Vale destaque para o financiamento ter sido totalmente privado e parte dos financiadores mantidos sob segredo, ter tido um orçamento no valor oficial de R$ 16 milhões e sob direção de um jovem diretor, com dois filmes anteriores, duas comédias semi-adolescentes.

A sétima arte não é isenta. Bolcheviques adotaram o cinema para uso na propaganda, tentando acessar os milhões de russos analfabetos e carentes de informação sobre os rumos da revolução. Mas o uso mais profissional do cinema no trabalho político é obra de Hollywood.

Desde a década de 1930 o cinema dos EUA se dedica à política. Na guerra fria o cinema hollywoodiano deslanchou como um "braço" político, quase um departamento do Pentágono.
No Brasil sabemos bem como é essa disputa. Somos um país de alto consumo do cinema estadunidense, da máquina de propaganda do imperialismo.

O filme sobre a Lava Jato nasceu para cumprir um papel na disputa política e ideológica. E é uma peça de propaganda sem disfarce ou maior cuidado.

A começar pela proposta, o filme retrata a passos largos uma operação complexa e marcadamente ilegal. Principia com as investigações de lavagem de dinheiro. Sem se preocupar com misturar ficção e realidade, usa os nomes reais de todos os acusados. Já os nomes dos policiais, promotores e do juiz Sérgio Moro, são assemelhados em uma quase brincadeira ridícula. O delegado Igor Romário é vivido por Antônio Calloni com o nome de Ivan Romano.

Como mencionado, o filme é mal construído em termos de narrativa. Pula de uma etapa a outra em sobressaltos. E nas entrelinhas, os delegados, agentes e promotores federais se veem diante de uma operação com "gente graúda", "perigosos", etc. Há uma narrativa do começo ao fim que indica ser uma operação ameaçada por tudo e por todos. Parece que o mundo conspira contra esses bravos corajosos.

Esse é o contexto para a criação dos personagens do "lado do bem, todos heróis". É um filme da velha tradição hollywoodiana de mocinhos versus bandidos, encaixando-se no gênero Thriller, mas feito às pressas por um diretor de comédia querendo fazer uma semi-ficção policial.

Os pobres agentes da lei se veem pressionados, ameaçados e frustrados com a possibilidade da operação "abafa" prosperar. Esse é o pano de fundo mais desconexo do filme. Sem mostrar que a operação se vale de divulgações documentos colhidos legal e ilegalmente, entre eles as escutas arbitrárias e publicizadas ao bem sabor dos "pobres" coordenadores da operação. Certamente um expectador desavisado poderia cair nessa cantilena dos agentes como vítimas por terem se metido com os poderosos.

Rapidamente a narrativa vai para o centro do filme, o Partido dos Trabalhadores (PT). Delações, um mapa com a arquitetura do fluxo da corrupção, tudo indicando o chefão no centro.

Nesse quadro, entre a pressa do filme em caminhar em sobressaltos para chegar no alvo, com os agentes da lei temerosos de todas as ameaças e riscos, emerge um personagem discreto.
Como um Crawford - personagem central na busca do Hannibal Lecter, orientador quase invisível da jovem agente Clarice, eis que aparece o juiz Moro.

Discreto, aparentemente técnico, sem usar frases fortes, com uma aparência de um juiz normal cuidando dos seus afazeres, com uma vida normal é bastante humanizado. Discreto, cuidadoso, técnico, responsável, pai amoroso e atento, marido zeloso. Só aparece com imagens positiva, cenas reconfortantes, música suave, e parece fora do "Thriller" tenso, além de se relacionar com agentes do estado sob ameaça e riscos.

Com a pressa de um cinema amador qualquer, logo o filme chega naquele março de 2016. O juiz autoriza a condução coercitiva de Lula quase como uma operação para proteger o conduzido. Mensagem de "tenham cuidado com ele…não o exponham" e outras deixam uma imagem de absoluto cuidado com a legalidade e a integridade dele. Essa parte é uma das cenas mais patéticas do cinema pátrio. Digna de ser usada nos cursos de cinema, psicologia, sociologia, história, direito etc. Risível.

Aí a trama adentra na maldade maior. Ela busca demonstrar as evidências com muita imagem, áudio e trechos encadeados para compor uma denúncia pública. Os áudios criminosos com a presidenta Dilma Rousseff, especialmente no episódio do ministério, imagens do Triplex e do sítio de Atibaia abundam na trama. Isso é parte do jogo: a narrativa pretende ganhar a força das evidências quase da obviedade da conduta criminosa.

É aí que o filme chega no seu ápice. Decidida a condução, a operação vai ao prédio - imagem do prédio onde Lula vive - e entra em cena o ator Ary Fontoura para dar o seu show particular. Constrói um personagem rude, bruto, com uma tentativa de reprodução da voz de Lula, que beira a insensatez completa. Mas o papel desse octogenário é criar um personagem que o público pudesse odiar. Ou, no mínimo, ter uma ojeriza absoluta. Assim ele o fez.

O filme vai até esse ponto. Mostra os atos de reação à condução, imagens reais e fictícias, as "ameaças" dos petistas e a resistência do povo. Uma cena típica do pior cinema de propaganda. 

O filme foi construído com a velha divisão entre bandidos e mocinhos. Agentes do estado (policiais, promotores e um juiz) sob ameaça e violões poderosos do outro lado. Moro é a expressão do estado neutro. Lula é o político acostumado com a lei não ser "para todos".

Obviamente que o filme não consegue demonstrar que a lei é para todos. Faz uma narrativa trôpega e 
apressada, uma adolescência completa para chegar logo no grande vilão.

Destaque para o uso de imagens de forte teor apelativo, mensagens de efeito que lembra as pornochanchadas e personagens muito cuidados para que demonstrem que são heróis sob ameaça e vilões prepotentes , antipáticos e dignos de causar nojo. Não construíram um filme com algo sério para um perfil mais complexo, mas o contrário. É feito para passar nos programas "Supercine", Tela Quente e Sessões da Tarde.

O fracasso nas telonas não pode nos induzir ao erro. O filme foi feito para passar na Sessão da Tarde, de preferência a cada mês, para construir uma narrativa hermética dos bandidos e mocinhos.
Apesar da grande pretensão, inclusive de ser parte de uma trilogia, mas essa peça de publicidade ultraconservadora não pode se esquivar de uma verdade: a montanha pariu um rato, um rato medíocre.


Edição: Simone Freire
Via: Brasil de Fato 
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Menor do que o esperado: Temer anuncia reajuste de R$ 17 no salário mínimo de 2018

Michel Temer assinou, nesta sexta-feira (29), o decreto que aumenta o salário mínimo para 2018 em 1,81%, passando dos atuais R$ 937 para R$ 954 no ano que vem. 

  

O reajuste está bem abaixo dos R$ 42 previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018, que considerava alta de 4,5%. Esta é a menor correção em valores desde 2004. O novo valor passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2018. A medida será publicada ainda nesta sexta em edição extra do Diário Oficial da União.

Cerca de 45 milhões de pessoas no Brasil recebem salário mínimo, entre aposentados e pensionistas.
Os R$ 954 estão bem abaixo do valor do salário mínimo considerado como “necessário” pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo o órgão, o salário mínimo para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 3.731,39 em novembro deste ano.

Não tem como  admitir que este aumento do salário mínimo é a cara do pobre de direita que aos poucos vai perdendo todas as conquistas dos governos Lula e Dilma como: comprar gás de cozinha, abastecer seu carro ou moto, pagar energia e agua; assim como outros inúmeros benefícios que não são mencionado aqui.  Esse salário é o mínimo que os defensores do "golpe" merecem e devem receber nos próximos meses. Aguardem "patos patetas" que sua aposentadoria será sua próxima vitima, e por consequência,  sua morte lenta e dolorida.


Informações do Portal Fórum
Edição: Gabriel Hammer
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>DEPUTADO QUER PROIBIR O CONSUMO DE CARNE EM SÃO PAULO!


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

DEPUTADO QUER PROIBIR O CONSUMO DE CARNE EM SÃO PAULO!

O projeto no mínimo polêmico que fere a constituição e provocou revolta entre cidadãos e produtores, embora possa parecer uma medida em prol da vida dos animais, ela é completamente autoritária ou sem sentido mesmo. Ou seria total falta do que fazer? 


 




Deputados estaduais de São Paulo aprovaram na quarta-feira (27) o projeto de lei (PL) que estabelece a “segunda sem carne” no estado. O PL número 87/2016 agora vai para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que decidirá se o sanciona ou não.

 

O autor do projeto ou da proeza é o deputado Feliciano Filho do (PSC). O texto proíbe “o fornecimento de carnes e seus derivados às segundas-feiras, mesmo que gratuitamente, nas escolas da rede pública de ensino e nos estabelecimentos que ofereçam refeição no âmbito dos órgãos públicos”.



 




A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) lançou nota onde considera a proposição uma interferência direta à liberdade de consumo e de escolha individual do cidadão. A medida, se sancionada, fere também a ordem econômica de mercado, regida pelo direito de produção, compra e venda de produtos lícitos no país.


Associações ligadas à defesa de animais comemoram a aprovação da lei e garantem que medida será uma forma de defesa dos animais.Acreditem, é isso mesmo que vocês estão lendo é uma política de sei lá o que; ou para o que mesmo.

 
A redação aprovada é polêmica e controversa. A medida também não deixa claro se vale apenas carne vermelha ou se abrange também aves e peixes.

 
A lei deixou Hospitais e unidades de saúde pública isentas desta proibição, até por que, seria no mínimo patético e desumano deixar pacientes sem alimentos derivativos de carne em meio a um tratamento.


O projeto também obrigará restaurantes, lanchonetes e bares a fixarem em local visível ao consumidor um “cardápio alternativo sem carne e seus derivados”. O texto prevê multa pelo descumprimento de R$ 7.521. O projeto foi encaminhado para a decisão final do governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

Já fico imaginando como serão recebidos os projetos que proíbem o sexo anal, a masturbação e a cura gay. Melhor mesmo é deixar a imaginação de todos flutuar na eterna bagunça medieval que está se tornando o Brasil. Será que tem cura?

 
Informações: o Globo e Repórter MT
Texto:  Pedro Oliveira
Finalização: Gabriel Hammer

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Sem reforma, Temer ameaça cortar salários e pensões de servidores

 



"O que vai acontecer é que as pensões serão cortadas; o vencimento dos servidores públicos será cortado como aconteceu em outros países", disse Temer.

Temer, que chegou ao poder por meio de um golpe midiático, jurídico e parlamentar, voltou a fazer piada da sua própria impopularidade. "Há poucos dias, dando uma entrevista coletiva, eu até fiz uma brincadeira dizendo que a minha popularidade cresceu 100%, ou seja, subiu de 3% para 6%. Parece que não é nada, mas se continuar subindo nesse ritmo, o reconhecimento virá logo", disse ele, que é o governante mais impopular do mundo, com 97% de rejeição, segundo o Instituto Ipsos.

Sobre a sucessão de 2018, ele afirmou que apoiará quem defender seu legado, embora o Datafolha o tenha apontado como o pior cabo eleitoral do País. "É aquele que acolher, prestigiar, incentivar, elogiar e praticar as reformas que estamos fazendo no nosso governo. E, evidentemente, se outras reformas ainda demandarem execução, que elas venham a ser feitas no próximo governo. Esse será o meu candidato à Presidência da República", afirmou.


Fonte: Brasil 247
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Retrospectiva 2017: medidas do governo Temer atingiram principalmente os mais pobres

Com cerca de 12 milhões de desempregados, propostas como a PEC do Teto de gastos acentuaram a pobreza e a miséria

 

A sensação de insegurança causada pelo aumento do desemprego, o retorno da fome e da miséria e os cortes nos direitos sociais são algumas das situações que assustaram os brasileiros nesse ano. A reportagem foi às ruas para ouvir o povo em uma retrospectiva dos principais acontecimentos de 2017.

As reformas propostas pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) foram lembradas com preocupação. Uma delas é a trabalhista, que entrou em vigor no mês de novembro e retirou uma série de direitos consagrados pela  CLT. Outra ação do governo golpista foi a aprovação da PEC do Teto dos Gastos, que congela os investimentos em áreas como saúde e educação pelos próximos 20 anos. 
Para o taxista Djalma Alves Freire, de 69 anos, as políticas de Temer prejudicaram principalmente os mais pobres.

"Porque tudo que o governo atual está propondo é para prejudicar o coitado, os mais pequenos. A gente vê muita gente na rua. O trabalho informal está crescendo cada vez mais, o ambulante vendendo suas coisinhas, porque não tem outra opção.Ou faz isso, ou morre de fome", opina.

O mesmo sentimento de indignação é compartilhado por Antonio Tadashi, 55 anos. Ele é economista e acredita que as decisões de Temer foram feitas apenas para agradar a classe política qual ele faz parte. 

"O cara tentou vender várias reformas e, basicamente, as reformas que ele tentou fazer é para penalizar a classe trabalhadora brasileira. O governo do Temer está a serviço de um grupo de pessoas. E esse projeto deles é justamente para reformular a sociedade brasileira, a economia e manter os mesmo políticos que vem governando desde a época da ditadura", diz.

Toda essa crise, segundo João Pedro Stedile, coordenador nacional Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) teve início com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.

"O Brasil vive uma grave crise econômica, que se transformou em uma crise social e em uma crise política, em função do golpe que a burguesia deu no Executivo e derrubou a presidenta Dilma, eleita democraticamente. O golpe foi precisamente isso, para eles poderem aplicar uma política econômica que joga todo o peso da crise sobre a classe trabalhadora. E é por isso que, já em 2017, começaram a aparecer os efeitos, no aumento do desemprego, na inflação, no aumento da desigualdade social", comenta Stedile. 

A quantidade de pessoas sem ocupação é justamente a preocupação da jovem recém-formada, Gabriela Martins, de 22 anos. A taxa de desemprego atinge hoje mais de 12 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que o índice é um dos maiores da história, apesar de quedas neste fim de ano. 

"Para mim, enquanto recém formada, é mais no sentido de apreensão mesmo, de como vai ser meu futuro no mercado de trabalho. Eu não votei nesse governo, não era um governo que gostaria que estivesse hoje em dia em vigor", reclama. 

Com o controle do governo golpista sobre os parlamentares do Congresso, Stedile acredita que o próximo ano ainda será de dificuldades para a classe trabalhadora:

"O ano de 2018 será ainda mais perverso para as condições de vida do povo brasileiro e para a concentração da riqueza e da renda. Infelizmente o governo golpista tem o controle absoluto do Congresso Nacional e, por essa razão, ao longo do ano eles conseguiram aprovar diversas mudanças na lei brasileira, que buscavam apenas jogar o peso da crise sobre a classe trabalhadora."

Diante da conjuntura, Stedile enfatiza a importância das mobilizações das massas nas ruas para impedir mais retrocessos na política e o agravamento da crise que se instalou no país.

"Companheiros e companheiras, nós teremos um 2018 cheio de mobilizações, de muita disputa política em que a própria campanha eleitoral se transformará em uma verdadeira luta de classes e é por isso que nós, dos movimentos populares, estamos convocando cada militante, cada companheiro e cada companheira e todos os movimentos para nos engajarmos nesse processo e transformarmos 2018 na derrota desses golpistas e na retomada do desenvolvimento do Brasil", defende.

As centrais sindicais e os movimentos populares já agendaram uma série de atos contra a reforma da Previdência, que poderá ser colocada em pauta em fevereiro, no retorno do recesso parlamentar. 



Edição: Camila Salmazio
Fonte: Brasil de Fato
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E agora, Temer? País registrou 12 mil empregos a menos em novembro


  

 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

E agora, Temer? País registrou 12 mil empregos a menos em novembro


César Itiberê/Fotos Públicas
Fila para emprego em São PauloFila para emprego em São Paulo

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, tentou minimizar os números em matéria na Folha de S.Paulo. Segundo ele, “novembro tem tendência a apresentar saldo negativo” e que os dados do Caged não interrompem o “processo de retomada do crescimento do país”. Os dados, no entanto, frustraram expectativa de analistas ouvidos pela Reuters, que projetavam um saldo positivo de 22 mil vagas.



O saldo negativo de postos de trabalho em novembro confirmam declarações de Clemente Ganz, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Economicos (Dieese), feitas ao Portal Vermelho no início de dezembro. Segundo ele, a reforma trabalhista, ao contrário do que diz o governo, pode ser um tiro no pé na retomada de qualquer crescimento e um estímulo para demissões.



“Como eu vou buscar crédito mostrando a minha carteira de trabalho como trabalhador intermitente? Como eu vou fazer uma compra parcelada em 12 vezes se eu não sei se terei renda para pagar? Você pode até ter queda no desemprego mas por conta de empregos precários e com rebaixamento da massa salarial. O Brasil vai vivenciar um efeito que já ocorre em outros países que flexibilizaram a legislação trabalhista: efeito depressivo no mercado interno. Eu demito 10 e contrato 20 só que esses últimos ganham menos que os dez, não geram demanda e não aquecem a economia”, comparou o diretor do Dieese.



A reforma trabalhista formalizou modalidades de contratação como o trabalho intermitente e a jornada a tempo parcial, criticadas pelo movimento sindical como formas de contratação precárias. O trabalho intermitente, que já foi contabilizado pelo Caged para obter os dados de novembro, coloca o trabalhador à disposição do empregador sem saber quantas horas vai trabalhar, nem o quanto vai ganhar. Caso seja chamado pelo “patrão” e não comparecer paga multa. Com salário que não deve atingir o mínimo, a contribuição previdenciária desse trabalhador deve ser feita à parte.

Do Portal Vermelho com informações da Folha de S.Paulo

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

SENADOR GOLPISTA CAUSA REVOLTA EM INTERNAUTAS!

O Senador golpista José Medeiros, pousou para foto com uma árvore que foi retirada da floresta,supostamente de forma ilegal e causou revolta em internautas que o atacaram na página pessoal do Facebook, a árvore foi cortada ilegalmente, segundo internautas.


Não é a primeira vez que o senador golpista é matéria de nosso blog por razões no mínimo polêmica. Primeiro por farra de gastos com recursos públicos, depois por fazer tour com despesas de passagens tudo pago pelo povo. Dessa vez o senador causou a revolta de internautas que ficaram enfurecidos com a postagem do senador, ao invés de lutar pela preservação da selva e da natureza, o senador fez questão de pousar para fotos com uma árvore de mais de 100 anos e que fora supostamente extraída de forma ilegal segundo os internautas. Tentamos contato com o senador, não foi possível, segundo assessoria de imprensa do mesmo, o senador está  passando as festas com a família.

O senador é um ferrenho combatente do PT e da esquerda, talvez por isso seja um defensor do desmatamento da Amazônia, o senador já defendeu em outras vezes a redução da demarcação de áreas indígenas e a diminuição de áreas de preservação ambiental, recentemente foi atendido por Michel Temer. Só lembrando a nossos leitores é que este senador não foi eleito pelo povo e sim por ser suplente.
Não foi difícil encontrar quem estivesse revoltado com a foto e com o ato impensado do Senador José Medeiros, vale lembrar que o senador José Medeiros foi vice-líder do governo de Temer no senado e que somente deixou o cargo por que passou a integrar outro  partido  o PODEMOS que não faz parte do governo. Em julho desse ano Temer enviou um projeto de lei que na prática autorizava o desmatamento da Amazônia; fato ocorrido  após voltar de uma viajem a Noruega. O projeto seria uma retaliação a Noruega que cortou cerca de 196 milhões de reais de ajuda ao Brasil por não preservar a Amazônia, esse fundo era repassando sobre o compromisso do Brasil em garantir a diminuição do desmatamento da floresta.

O projeto defendido por Temer e que tinha apoio de José Medeiros: prevê uma mudança nos limites da Floresta Nacional, levando a uma redução de 349.046 hectares (equivalente a duas vezes à área da cidade de São Paulo). Esse território será transformado em Área de Proteção Ambiental (APA). O nível menos restritivo de unidade de conservação. A floresta passa a ter 953.613 hectares. É um corte menor que o proposto pela MP, de 486 mil hectares, mas maior do que dizia o texto original da MP, feito pelo governo, que falava em 304 mil hectares.
Internautas reagiram imediatamente à postagem do senador e não mediram criticas a mais essa loucura do senador José Medeiros. 


O senador José Medeiros é defensor do projeto, e chegou a afirmar que o “país não poderia prejudicar seu desenvolvimento por causa de migalhas”, claro que foi duramente criticado na época e apagou a postagem no seu Facebook. A suspeita de que a árvore tenha sido extraída ilegalmente, contudo foi levantada pelos internautas. Nosso blog é complemente imparcial e está à disposição da assessoria de imprensa do senador e do mesmo para ouvir sua versão dos fatos. 


Informações do Facebook / Veja 
Por: Pedro Oliveira
Edição: Gabriel Hammer

MICHEL TEMER PREPARA SAÍDA DE CUNHA DA CADEIA!


O espírito natalino desceu no golpista que vestiu a carapuça de bom velhinho e assinou a liberdade de corruptos; agora todos poderão sair antes até 2019 com a medida de Temer que abre-se o precedente para a anistia e todos estarão livres para disputar as eleições de 2022. 


O jornal El País trouxe a tona uma nova manobra de Temer. O golpista não perdeu tempo, agiu politicamente para responder aos que o apoiaram barrando duas denúncias do Ministério Público. Sua última falcatrua que foi a mudança nas regras de indulto (perdão da pena) assinadas na semana passada e que beneficiará criminosos da lava jato. 
 
O presidente afrouxou os requisitos para quem pode ser beneficiado pela redução da pena e agora atinge todos os condenados por delitos sem violência ou grave ameaça. Nesse meio estão lavagem de dinheiro e corrupção. Exatamente os crimes pelos quais ao menos uma centena de parlamentares está sendo investigada no âmbito da operação Lava Jato e outros tantos (empresários, lobistas e políticos)  que já foram condenados na primeira instância.
 
Na prática o indulto de 2017 diminui para um quinto o prazo mínimo de cumprimento da pena para que o preso possa receber o benefício, independentemente do total de anos estabelecido na condenação. Resumindo, a ideia é simples, rever as condenações abusivas do juiz golpista Sergio Moro, além disso, Temer sabe que no dia 01/01/2019 terá de responder aos processos que foram barrados pela câmara e que terá uma pena longa caso condenado, por isso tenta se livrar o quanto  com essa manobra. 


Um dos que podem se livrar da cadeia a partir de agora é o lobista João Augusto Rezende Henriques. Apontado como um dos operadores do PMDB na Petrobras e condenado a seis anos e oito meses de detenção, ele poderia ser “indultado” após o cumprimento de um ano e três meses de prisão, que ele já cumpriu. Achou pouco? Então vem à bomba. Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara, filiado ao PMDB, e que impulsionou o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Pela regra assinada por Temer, Cunha pode deixar a prisão em junho de 2019, assim como o ex-governador Sérgio Cabral e outros políticos, desde que nenhum deles seja condenado por nenhum outro delito. Atualmente, Cunha cumpre pena em regime fechado em Curitiba, após ser condenado a 14 anos e seis meses de prisão, em segunda instância, pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Ainda no campo das hipóteses.
 
 
 
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, deu o tom da decisão presidencial: uma posição política, que “reflete uma visão mais liberal do direito penal”. “Não é fácil explicar à opinião pública no momento político em que dezenas de personalidades ou já foram condenadas ou estão sendo investigadas. Compreendo muito bem que o senso de justiça do cidadão comum fica um pouco abalado. Talvez seja teoria demais para explicar”. 

Assim caminha a política brasileira, livrando Cunhas, Cabrais e quantos mais precisarem, inerte o povo brasileiro, tão guerreiro (estúpido) e tão valente (paspalho) na hora de combater a corrupção (ao PT) e pedir o impeachment (golpe parlamentar) de Dilma. Agora escondem as panelas, enrolam as bandeiras e se escondem atrás da cortina de vergonha (hipocrisia) que lhes foi alimentada pelo seu amplo poder de instrução educacional (Rede globo) e por seu exercito de heróis (patetas do MBL). Sem esquecer sempre o moralista ator pornô que é outro completo idiota. 
 
Assim os patriotas se agonizam na UTI da decência, e respiram os últimos dias com a ajuda de aparelhos que os mesmo fizeram questão de instalar no poder. Parabéns a todos que participaram ativamente dessa armadilha muito bem montada, comemorem cada aumento de combustível, de gás, energia, e a cada bela hora trabalhada pelo regime de trabalho intermitente, pois serão longos 40 anos de trabalho, e nunca, mas nunca esqueça que você fez parte desse processo patético que culminou com essa quadrilha no poder. Afinal, mesmo que não tenha ido manifestar-se nas ruas, você é culpado por ter ficado em casa e não defender seu país, este é seu grande papel patriótico, seu legado para a história que será sempre lembrado como o Zé Ruela que não fez nada para defender seus direitos e deixou bandidos tomarem de conta de nossa gloriosa pátria.  
 
 
Com informações do El País
Texto: Pedro Oliveira
Edição: G. Hammer
 
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domingo, 24 de dezembro de 2017

EXPULSÃO DE EMBAIXADOR BRASILEIRO NA VENEZUELA EXPÕE DESGASTE DE TEMER.

As posições brasileiras contra medidas tomadas pelo Executivo venezuelano tornam Ruy Pereira 'persona non grata' naquele país
 






O embaixador do Brasil na Venezuela, Ruy Pereira, foi declarado 'persona non grata' na Venezuela pela Assembleia Nacional Constituinte. Como ele, foi considerado “persona non grata', o que na prática obriga a ambos deixar o solo venezuelano. Segundo a presidenta da ANC, Delcy Rodríguez, o status do Brasil vai permanecer assim até “que se restitua o rito constitucional que o governo de fato vulnerou”, declarou. Brasil foi um dos países que, em meados de agosto, mostraram seu apoio ao Parlamento venezuelano, de maioria opositora, e que se posicionou em desacordo com a conformação da Constituinte, celebrada pelo presidente Nicolás Maduro, para favorecer seus apoiadores e evitar um golpe político como ocorreu no Brasil.


No último dia 21, o Itamaraty divulgou comunicado repudiando a decisão da ANC (Assembleia Nacional constituinte) que dissolveu os governos municipais de Caracas e Alto Apure, que era liderada por opositores de Maduro.

“O governo brasileiro repudia o continuado assédio do regime de Nicolás Maduro à oposição venezuelana, com a arbitrária dissolução dos governos municipais de Caracas e Alto Apure e a imposição de exigências que comprometem a participação de importantes partidos de oposição no processo eleitoral. São medidas que desmentem o anunciado interesse do governo venezuelano em buscar uma solução negociada e duradoura para a crise”, dizia o comunicado da diplomacia brasileira.



O Governo do presidente Maduro fez críticas ao impeachment de Dilma, ao qual sempre foi classificado como um golpe parlamentar. As coisas terminaram por piorar ainda mais quando o ministro da justiça venezuelano Nestór Riverol, ameaçou pedir a prisão do Juiz Sérgio Moro junto a Interpol,caso as denúncias de Tacla Dúran se confirmem.

 
O Itamaraty nega que tenha havido tal comunicado, mas a informação foi dada em primeira mão pela TV Venezuela em 03 de dezembro de 2017, pelo jornalista Matias Olizares, e publicada por esse blog no mesmo dia. 


Não é a primeira vez que Brasil e Venezuela se batem de frente. No ano de 2015 uma comissão de senadores golpistas foi a Venezuela para tentar desestabilizar o governo do presidente Nicolas Maduro, sem sucesso o senador o Aécio Neves "que é acusado de vários crimes pela PGR", juntamente com sua quadrilha voltaram de Caracas sem nenhum resultado positivo. 
Dois anos depois o presidente Nicolas Maduro comparou o golpista Michel Temer a um narcotraficante e o chamou de assassino, chamou o senador Aécio Neves de bandido, corrupto e ladrão, tudo em rede nacional e ao vivo. 

Em junho desse ano os representantes dos países bateram boca na assembleia da OEA, onde o representante brasileiro teve de ouvir calado e ficar de rabo entre as pernas, a situação tende a piorar a expulsão do embaixador brasileiro que na prática corta relações entre as nações e leva a instabilidade diplomática na região. 

O governo ilegítimo de Temer consegue em uma única tacada a desmoralização internacional do Brasil e abalar as relações com um país que sempre foi aliado em momentos difíceis. É ridícula a posição brasileira na política externa, seria cômico se não fosse trágico. Nos lembra as falas de Hugo Chaves que em uma ocasião falou em rede mundial que a presença do presidente americano no recinto fedia a enxofre. Referindo-se de forma ironia ao americano do Norte como demônio.

 
Assista a reportagem sobre a expulsão do embaixador brasileiro:
https://youtu.be/22kv2V1wmbY

Assista Maduro chamando Aécio neves de ladrão: https://youtu.be/aqBKNY82qfI

Assista embaixador venezuelano humilhando o Brasil:


Informações: El País, TV Venezuela e GloboNews.
Por: Pedro Oliveira e Ana Karine
Colaboração e edição: G. Hammer

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