quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Crise na Venezuela escancara “diplomacia de pés descalços” de Temer



Aloysio Nunes atropela a Constituição federal ao assumir uma postura ingerencista diante da crise na Venezuela
Aloysio Nunes atropela a Constituição federal ao assumir uma postura ingerencista diante da crise na Venezuela


Para o secretário nacional de Relações Internacionais do PCdoB, José Reinaldo Carvalho, a posição do Brasil diante da crise venezuelana é de quem faz uma “diplomacia de pés descalços”. Isso porque “é submissa aos interesses imperialistas e, junto às elites locais, age de forma ingerencista para interferir nos assuntos internos da Venezuela”. 




“O Brasil tem uma escola diplomática alinhada ao direito internacional que respeita a autodeterminação dos Estados Nacionais e dos povos. Raras vezes em nossa história estes paradigmas foram desrespeitados: em poucos casos na ditadura militar, no governo de Fernando Henrique e agora, uma vez mais, exerce essa diplomacia submissa que fere nossos princípios constitucionais”, denuncia o dirigente. 




A Constituição Brasileira assegura que o Brasil não deve, nunca, interferir nos assuntos internos de outros Estados soberanos. Trata-se de uma política externa voltada à mediação de conflitos e fortalecimento do diálogo. Exatamente o oposto do que o Michel Temer e seu chanceler Aloysio Nunes estão fazendo no caso da Venezuela. 



“O Partido Comunista condena a ingerência dos países imperialistas e dos países do Mercosul nos assuntos da Venezuela e condena, especialmente, o governo brasileiro que não tem moral para impor regras democráticas a ninguém porque é um governo ilegítimo”, diz José Reinaldo.



Para o secretário, cabe à esquerda apoiar a autodeterminação dos povos e os rumos que os venezuelanos escolheram para trilhar o socialismo. Neste caso, a revolução bolivariana que agora se aprofunda através da Assembleia Nacional Constituinte. Neste sentido, ele condena os setores da esquerda brasileira que “se acovardam diante da questão da Venezuela e passam a fazer coro com o imperialismo ao dizer que o governo [de Nicolás Maduro] é uma ditadura e passam a exigir também a derrocada da revolução bolivariana. Nosso partido condena as estas forças que, se apresentando como esquerda, na prática fazem o jogo do inimigo. Tanto as que se manifestam abertamente, como as que se acovardam e se recusam a praticar a solidariedade com a Venezuela”. 




José Reinaldo defende que os internacionalistas devem, antes de tudo, apoiar os esforços do povo venezuelano de lutar por sua independência. “Consideramos que a revolução bolivariana merece solidariedade plena, irrestrita e incondicional. O povo venezuelano tem o direito de elaborar, ele próprio, seu caminho de construção do socialismo”. 




Elites locais aliadas aos interesses imperialistas 



Desde que a direita ganhou a maioria parlamentar no Congresso venezuelano, em 2015, os ataques contra o governo de Nicolás Maduro se intensificaram. Na visão de José Reinaldo, isso aconteceu porque, ao conquistar este espaço, a elite local acreditou que seria “fácil” neutralizar as ações da revolução bolivariana. Porém, em constante diálogo com as bases, o Grande Polo Patriótico – coalizão progressista que integra além do PSUV e do Partido Comunista, os demais partidos de esquerda do país – conseguiu manter sua inserção popular e não perder espaço político diante das tentativas desestabilizadoras da direita. 



“Ao não conseguir neutralizar as ações da revolução, a direita local chegou à conclusão de que a única forma de interromper este processo seria liquidando o governo de Nicolás Maduro e desde então eles estão implacáveis com este objetivo”.


Manifestantes da direita fomentam a violência nas ruas de Caracas



As ações da elite venezuelana respondem diretamente aos interesses norte-americanos de dominar a política local e ampliar seus tentáculos em toda a América Latina. A Venezuela tem, atualmente, a maior reserva de petróleo do mundo, e uma das maiores reservas de gás natural, perde apenas para o Catar, que também está sob a mira imperialista. Esta é “uma riqueza estratégica”. 




Uma das primeiras ações de Hugo Chávez, ao assumir a presidência em 1999, foi nacionalizar a indústria nacional de petróleo. Com isso, o governo conseguiu os recursos necessários para empreender as chamadas Missões e Grandes Missões, ou seja, os programas sociais que garantiram distribuição de renda e inclusão da população mais pobre. Para José Reinaldo, o petróleo é ponto chave do desenvolvimento social justo da Venezuela e também do protagonismo do país no campo geopolítico, onde tem atuado de forma bilateral solidária com outros estados.




“Com o petróleo a Venezuela conseguiu desenvolver muitas ações internas e de integração, como a Alba [Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América] e a Petrocaribe, além de convênios bilaterais com uma série de países. Estes são convênios solidários, não baseados apenas nas leis cegas do mercado. Então o peso que a Venezuela tem nesta questão energética é grande”. 




José Reinaldo é enfático ao afirmar que “o que está acontecendo agora no país vizinho é mais um momento agudo da contrarrevolução tentando reverter as conquistas da revolução bolivariana. Está evidente que eles [a direita] tomaram a decisão de realmente derrubar o governo porque chegaram à conclusão de que só assim poderão conter a revolução”.




Diante do cenário turbulento, José Reinaldo destaca que a revolução iniciada por Hugo Chávez já passou por muitos momentos de turbulência, o maior deles talvez tenha sido o golpe de estado de 2002, quando o presidente foi sequestrado. E esta onda de desestabilizações que assola o país agora é mais uma destas tentativas de barrar as conquistas populares. “Esta revolução não estava em nenhum manual e nem se assemelha a qualquer outra revolução que tenha ocorrido no século 20. É uma revolução muito original com caráter nacionalista, independentista e anti-imperialista”. 




Fonte: Vermelho
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Ciro Gomes acusa Bolsonaro de lavagem de Dinheiro.

Ciro Gomes acusa Bolsonaro de lavagem de Dinheiro.




No programa pânico na jovem pan. O ex-ministro Ciro Gomes acusou o “Mito” Jair Bolsonaro de lavagem de dinheiro durante a entrevista. Segundo Ciro, disse que o deputado Jair Bolsonaro recebeu o dinheiro de doação da JBS de forma legal, segundo o Ex- ministro o a JBS, depositou 200 mil reais na conta de Bolsonaro, Ciro indaga onde a JBS conseguiu o número da conta de Bolsonaro? 


O jornalista Carioca tentou defender Bolsonaro alegando que havia recebido deposito  na conta do partido, Ciro interrompeu o jornalista e fala explicitamente que Bolsonaro e seu filho receberam o dinheiro, porém ao perceber a doação estornou o dinheiro ao partido e não a JBS. E que o partido devolveu o dinheiro na conta de Bolsonaro, o que caracterizaria Lavagem de Dinheiro. Ciro ainda disse que foi uma lavagem de dinheiro desnecessária, pois era tudo dentro da legalidade.

Os fatos narrados por Ciro Gomes já haviam sido denunciado em outros sites e blogs. A manobra é conhecida publicamente e o jornalista Carioca teve de engolir a seco e calado. 

Bolsonaro não é bem visto pela população mais culta, pois são contra certos modos que o mesmo diz querer implantar no Brasil como; o uso de arma irrestrita para os brasileiros. Os intelectuais descordam e acham que o caminho para barrar a violência, está mais focar no trabalho digno, educação, saúde e coisas do gênero.




 

Ciro Gomes ainda chamou Bolsonaro de moralista de goela. E ainda na mesma reportagem Ciro Gomes afirmou que Temer é chefe de quadrilha; este fato relacionado a Temer pode vir na proxima denuncia da PGR, por Rodrigo Janot. 

 

A entrevista ao programa Pânico aconteceu ontem 09/08/2017.
VEJA UM TRECHO ABAIXO:

 
(Vídeo do You Tube)



Por: Pedro Oliveira
Colaboração e edição: G. Hammer

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O golpe em curso só para quando desmontar o Estado nacional






O golpe em curso só para quando desmontar o Estado nacional

 



Teria o povo, cansado e decepcionado, desistido do país, ou simplesmente se deu conta da inutilidade de seu empenho diante de uma partida já decidida na ausência de escolha, pois tratava-se, aquela votação, tão-só de trocar, ou não, seis por meia dúzia?




Ora, o relevante para os grupos que se apossaram do poder, cevados desde o Brasil colônia na sonegação de impostos, na corrupção e na grilagem, não é a escolha do timoneiro sem autonomia; o que os mobiliza, na verdade escancarada, é a sustentação e aprofundamento do desmonte da “Era Vargas”, o sonho da casa-grande desde a intentona de 1932, até hoje cultuada pela oligarquia paulista.




Vargas é ainda o espectro que rouba o sono da Avenida Paulista. As menções a reformas e mais isso e mais aquilo são a senha para impor o ajuste de contas e, com a revivência do passado, impedir o parto do futuro, a saber, a emergência de sociedade menos injusta e mais inclusiva, pois era esse o limite do varguismo e dos projetos do trabalhismo, apodado de “populismo de esquerda” pela sociologia paulista, que jamais dialogou com Florestan Fernandes.




O combate à “Era Vargas”, e, por extensão, ao trabalhismo de um modo geral, o que explica o ódio incontido a Jango e a Brizola, foi sempre o grande leitmotiv dos grupos exportadores, das casas de comércio importadoras e do capital financeiro imperialista. Por isso mesmo, o anti-varguismo encontraria campo fértil para sua disseminação em São Paulo, cuja industrialização ocorreu a despeito do reacionarismo das oligarquias agrárias, que, todavia, impuseram o viés conservador.




Ali, a reorganização e politização do sindicalismo, já ao final da ditadura de 1964 e sob a égide da nascente “era Lula”, teria como elemento aglutinador o combate ao “peleguismo” – termo grafado pela direita para indicar, pejorativamente, o sindicalismo herdado de Vargas e partilhado com os dirigentes comunistas, do antigo “Partidão”. Para o petismo daquele então a CLT era uma arcaica tradução da Carta del lavoro, de Mussolini, e Vargas apenas um ditador. Por seu turno, o tucanato, nascido de uma costela do PMDB (de onde herdou o DNA), anunciava, pela voz de FHC, seu grande sonho: “varrer a Era Vargas”.




O primeiro grande golpe contra a “Era Vargas”, pós-redemocratização de 1946, foi disparado em 1954 com a sublevação militar (Eduardo Gomes, Juarez Távora, Pena Boto) que, açulada pela direita civil (Carlos Lacerda à frente) impôs a deposição de Vargas. O antigo ditador, agora presidente eleito e democrata, se viu acossado por haver ousado atribuir ao Estado o papel de indutor do desenvolvimento, consubstanciado na criação do BNDE, da Eletrobrás e da Petrobras. Quando lhe puxaram o tapete do apoio militar, o presidente não tinha mais condições de apelar às massas, pois seu sindicalismo de cooptação deixara de ser a vanguarda dos trabalhadores.




Naquele 24 de agosto as massas, até então silentes, saíram às ruas, desorientadas, numa explosão de desespero. Mas àquela altura já era tarde, só lhe restando chorar a morte de seu líder.




Quando esse varguismo ressurge com a eleição de Juscelino Kubitschek, em 1955, a mesma direita de 1954, agora no poder, intenta o impedimento da posse dos eleitos, enfim desarmado pela dissidência do Marechal Lott no episódio do “11 de novembro”, que já faz parte da História.




Poucos anos passados, em 1961, frustrado o golpe populista de Jânio Quadros, as forças civis e militares de sempre intentaram impedir a posse do vice-presidente João Goulart. O veto a Jango repetia o discurso de 1954 e 1955. Sob a liderança do então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, as forças populares se levantaram em defesa da legalidade. A irrupção derrubou o veto a Jango mas não teve forças para evitar o golpe do parlamentarismo, traficado nas caladas da noite entre forças políticas e militares. Como sempre, a conciliação da classe dominante prevaleceu. Para assegurar a posse de Jango, impôs-se emenda parlamentarista votada às pressas, mediante a qual, despido de poderes, o herdeiro de Vargas assumiria a Presidência, mas sem condições de governar.




Em 1964, o quadro se reproduz (a História brasileira é recorrente), com desfecho consabido, e a direita obtém, com a deposição de Jango, afinal lograda, e a implantação de uma ditadura longeva, aquela que parecia ser sua definitiva vitória sobre a “Era Vargas”. Entretanto, já era outro, então, o Brasil. Castello não conseguiu fazer o sucessor, e os governos militares que se sucederam restabeleceram o compromisso com o desenvolvimento, embora autocrático, e sob a égide de forte repressão que compreendeu prisão, tortura e assassinatos.




A ditadura é finalmente derrotada, mas não a persistente tentativa de aplastar a “Era Vargas”, que continuava a incomodar. Depois do assalto collorido, tivemos o neoliberalismo antivarguista e antinacional dos anos FHC, afinal superados pelas eleições de Lula.




Mas, o que era (é) o varguismo, ou pelo menos o que ele simbolizava para o País e a nação? Pinço alguns aspectos e o primeiro deles é a proteção (paternalista, se quiserem) dos trabalhadores, cuja grande marca – daí o ódio que desperta – é a Consolidação das Leis do Trabalho, editada ainda sob o Estado Novo. O varguismo pode ser identificado ainda pela opção por um desenvolvimentismo de viés industrial e tentativamente autônomo, donde a opção por políticas nacionalistas e a busca de soberania. Seus símbolos são o salário mínimo, a Previdência Social, o BNDE, o monopólio estatal do petróleo e a Petrobras, a Eletrobrás, a consolidação do CNPq e da universidade pública e, símbolo maior, nessa análise, a Cia. Siderúrgica Nacional, assegurando o aço sem o qual não se poria de pé o sonho industrialista.




E aqui se encontram o varguismo e o lulismo, malgré lui même, pois, conscientemente ou não, os governos lulistas, principalmente os dois primeiros, foram administrações programaticamente similares ao varguismo, e, por isso mesmo tão violentamente rechaçados pela oligarquia agroexportadora, mais e mais acompanhada por seitas evangélicas neopentecostais. Quais são suas características marcantes senão o desenvolvimento autônomo, a defesa da empresa nacional, a emergência das massas, e a utilização do Estado como indutor do desenvolvimento? Essa raiz varguista decretou o fim do mandato dilmista, pela necessidade de brecar a continuidade do projeto lulista, que pode ser medido com os seguintes números: de 2001 a 2009 a renda per capita dos 10% mais ricos cresceu 1,5% ao ano, enquanto a dos 10% mais pobres aumentou à taxa anual de 6,8%.




A reação ao lulismo ou o combate anacrônico ao varguismo, objetivado a partir da deposição da presidente Dilma, não se encerra com a ruptura de 2016, pois, sua tarefa atual é cerrar as vias de seu retorno (do lulismo), amanhã, em 2018 ou quando houver eleições. Enquanto isso, remover as conquistas sociais que remontam seja ao varguismo, seja ao lulismo.




Para tal desiderato a direita não medirá esforços nem julgará meio que levem à destruição do ex-presidente e do que ele, independentemente de sua vontade, representa para o povo brasileiro, por que não há, da parte da direita (a História o demonstra sobejamente), qualquer compromisso com a democracia representativa. Isso quer dizer que as eleições até podem ser realizadas— advirtamos sempre – mas se de todo for afastada a hipótese de recidiva lulista, com Lula ou sem ele. Mas, como a principal ameaça eleitoral é o ex-presidente, torna-se fundamental removê-lo do pleito, como for dado. Se de todo revelar-se impossível deter sua candidatura (as pesquisas de opinião indicam que hoje ele teria algo como 50% das opções de voto), o golpe de mão, relembrando 1961, será ou um ‘presidencialismo mitigado’, ou o parlamentarismo pleno, já em 2018, como sem rebuços pleiteia o inquilino do Jaburu, quando, tornada irrelevante a presidência, qualquer um poderá ser eleito, até um quadro de esquerda, pois o poder ficará com o Congresso, independentemente de sua ilegitimidade. Aliás, quanto mais ilegítimo, mas dócil aos projetos da casa-grande, de quem é mero despachante.




O golpe em curso precisa de ser detido enquanto não conclui o projeto de desmontagem do Estado nacional, de nossa economia, de nossa soberania, de nossa ordem jurídica, e, afinal, como consequência, a desmontagem da democracia representativa, recuperada com tantos sacrifícios.




Como detê-lo, em face de um sistema de comunicação que professa a religião do antinacional e do anti-povo, solidário, portanto, com a blitzkrieg desencadeada contra as forças populares? Apelar para a resistência de um Congresso controlado pelo que a crônica chama de baixo-clero, para significar a composição do fisiologismo com o reacionarismo? Do Judiciário, que desrespeita a Constituição e manipula o poder mediante o jogo de liminares concedidas segundo o interesse político da hora? Afinal, que esperar de um Judiciário cujo principal líder é Gilmar Mendes?




Resta-nos confiar na reação popular, na reação dos trabalhadores, na reação da universidade, na reação dos trabalhadores, na constituição de uma frente de resistência ao desmonte do Estado, dos direitos sociais e da soberania, antes que seja tarde, e voltemos à condição pré-Vargas, a de exportadores de produtos agropecuários, de minérios, de petróleo, e a de importadores de tudo.




Se não redescobrirmos o caminho das ruas, a direita, que mede a reação popular, continuará avançando e certamente não se contentará com a condenação de Lula.



*Cientista político, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB. Autor de Socialismo, morte e ressurreição (ed. Vozes).


Fonte: Portal Vermelho
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Fachin decide destino de Temer até esta sexta-feira, diz colunista

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Ministro deve "bater o martelo" quanto ao inquérito do quadrilhão do PMDB

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ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir até amanhã sobre o inquérito contra Rocha Loures, e se aceita o pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para incluir o presidente Michel Temer no caso do "quadrilhão" do PMDB.
De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, de O Globo, o ministro precisa decidir se mantém o caso de Loures tramitando no STF, agora que a denúncia contra Temer foi barrada na Câmara, ou se o remete à 1ª instância.
Os nomes de Loures e de Temer aparecem juntos, no mesmo inquérito, referente à delação da JBS que motivou a acusação contra o presidente, por corrupção passiva, de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Sobre o "quadrilhão", a defesa de Michel Temer pediu, na última sexta-feira (4), que Fachin negasse a inclusão do peemedebista no inquérito. Para o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, a PGR está "inovando" e usando um "artifício" para investigar o presidente em outro procedimento sem que haja fatos novos que justifiquem a medida.
Mariz também pediu que, caso venha a ser tomado novo depoimento do presidente, as perguntas sejam formuladas por Fachin, e não pela Polícia Federal, como foi em junho, "evitando-se a apresentação de um novo interrogatório totalmente descabido, impossível de ser respondido, como aquele formulado pela autoridade policial". 

Fonte: Noticias ao Minuto

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Encontro entre Temer e Raquel Dodge foi tentativa de tramar contra Rodrigo Janot

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O encontro na noite desta terça-feira (8) no Palácio do Jaburu entre a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente Michel Temer tratou de fato da posse dela em setembro, mas não somente. 


Segundo o blog apurou, o presidente fez a ela um relato dos motivos que o levaram a pedir a suspeição do atual procurador-geral, Rodrigo Janot e do embasamento jurídico. De acordo com relato ao blog, Raquel Dodge ouviu educadamente. 

Além disso, as mesmas fontes disseram ao blog que o presidente quer que a nova procuradora-geral da República tome posse no Palácio do Planalto, como gesto simbólico da reaproximação institucional do Executivo com o Ministério Público.


Posses de procuradores-gerais no Planalto não são incomuns. Janot e o antecessor, Roberto Gurgel, tomaram posse uma vez na Procuradoria e outra vez, no Planalto.

A ideia de que Raquel Dodge tome posse no Planalto teria como objetivo, porém, mostrar que houve, apesar dos processos em curso, mudanças no relacionamento das duas instituições – a Procuradoria e a Presidência – depois de meses de desavenças com Janot. 


Essas fontes disseram que o encontro entre Raquel Dodge e Temer, fora da agenda e às 22h, revelado pelo blog, também teve o efeito de passar uma “mensagem” ao Congresso de que as pontes da classe política com o Ministério Público serão restabelecidas. 
Leia mais no G1.
Via: Debate Progressista
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CCJ do Senado aprova projeto para punir abusos de juízes

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CCJ do Senado aprova projeto para punir abusos de juízes

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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) um projeto que permite punir criminalmente juízes que violarem as prerrogativas ou os direitos de advogados.


Pelo texto, aprovado por 15 votos favoráveis e nenhum contrário, a pena prevista para o magistrado é de um a quatro anos de prisão.
Se comprovado o ato de violação de direito ou de prerrogativa, o juiz pode perder o cargo e ficar proibido de exercer qualquer outra função pública por até três anos.
A legislação atual prevê apenas a punição administrativa para juízes que desrespeitarem direitos de advogados.


O projeto tem amplo apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e tem gerado desentendimento entre o órgão e entidades de classe da magistratura.
Pelo texto, caberá à OAB solicitar às autoridades a investigação de juízes.
A matéria agora segue para apreciação da Câmara dos Deputados.

LAVA JATO

O projeto é discutido em meio a críticas de advogados sobre a atuação de juízes da Lava Jato.
Um exemplo é o do advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Teixeira, que foi grampeado por decisão do juiz Sergio Moro. Na ocasião, a OAB se manifestou em defesa de Teixeira.



Talita Fernandes – Folhapress  
Fonte: Debate Progressista

Requião: Parlamentarismo será entregar o poder aos discípulos de Cunha

 






Depois de arquitetar um golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff do poder, Temer trabalha agora para um novo golpe: a mudança para o parlamentarismo. Durante discurso em São Paulo nesta terça-feira (8) na abertura do 27º Congresso & ExpoFenabrave, o peemedebista afirmou que "seria ótimo" a adoção do sistema parlamentarista já no ano que vem.



"De alguma maneira, estamos fazendo quase um pré-exercício do parlamentarismo. Em várias oportunidades, o Legislativo era tido como um apêndice do Executivo. No meu governo, não. O Legislativo é parceiro do Executivo. Temos trabalhado juntos". 





Fonte: Brasil 247



terça-feira, 8 de agosto de 2017

FBI do Golpe vai atrás da presidente do PT



(Foto: Agência Senado)

A Polícia Federal, que teve papel central na organização do golpe de 2016, continua a serviço das mesmas forças antipopulares que levaram Michel Temer e demais bandidos ao poder.

Observe uma das “provas” usadas pela PF para atacar a presidenta do PT: “achou uma planilha onde consta o sobrenome ‘coxa’ “…

É uma coisa surreal.

Não é mala de 500 mil reais para o assessor de Gleisi. Não é gravação de Gleisi aprovando pagamento de propina para alguém ou ameaçando alguém de morte. Não é helicóptero com 450 quilos de pasta de cocaína. Nenhum jatinho pousou na fazenda da Gleise com meia tonelada.

Querem incriminar a senadora por causa de um pagamento feito a um sócio de uma empresa que prestou serviço para uma campanha de Gleisi.

Como não há prova nenhuma ligando à senadora, então se inventa “lavagem de dinheiro qualificada”…

***
PF diz que Gleisi e Paulo Bernardo cometeram crime de corrupção passiva
Da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR); seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (PT-PR), e mais três pessoas cometeram crime de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro qualificada após concluirem um inquérito no Supremo Tribunal Federal instaurado para apurar crimes praticados na campanha eleitoral para o Senado em 2014. Gleisi, Paulo Bernardo e mais duas pessoas também são acusadas de crime eleitoral.


A nota foi divulgada ontem (7) no site da Polícia Federal. “Em fevereiro 2016, a PF apreendeu documentos na residência de uma secretária do setor de operações estruturadas da construtora Odebrecht. Entre eles, planilhas relatando dois pagamentos de R$ 500 mil cada a uma pessoa de codinome ‘Coxa’, além de um número de celular e um endereço de entrega”, diz a nota.

Segundo a nota, a investigação identificou que a linha telefônica estava no nome de um dos sócios de uma empresa que prestou serviços de propaganda e marketing na última campanha da senadora Gleisi Hoffmann. “A PF verificou outros seis pagamentos no mesmo valor, além de um pagamento de R$ 150 mil em 2008 e duas parcelas de R$ 150 mil em 2010. Também foram identificados os locais onde os pagamentos foram realizados e as pessoas responsáveis pelo transporte de valores.” As tabelas foram apresentadas pela Odebrecht quando foi firmado o primeiro acordo de delação premiada da construtora.

A Polícia Federal concluiu que, pela investigação, há elementos suficientes para “apontar a materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro praticados pela senadora, seu então chefe de gabinete, Leones Dall Agnol, e seu marido, Paulo Bernardo da Silva, além dos intermediários no recebimento, Bruno Martins Gonçalves Ferreira e Oliveiros Domingos Marques Neto. Os autos também comprovam que a parlamentar e seu marido, juntamente com Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Valter Luiz Arruda Lana, foram responsáveis pelo cometimento de crime eleitoral”.

Em nota, a assessoria da senadora afirma que “a defesa entende que não há elementos nos autos que autorizem a conclusão alcançada pela Polícia Federal. Não foi praticada qualquer irregularidade pela senadora”.


Fonte: O Cafezinho / Agência Brasil 
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População pede para que governo declare “emergência alimentar”. Venezuela? Não, Argentina



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