terça-feira, 31 de janeiro de 2017

PT entra com ação contra propaganda "terrorista" sobre Previdência

PT entra com ação contra propaganda terrorista sobre Previdência


 
“Este é o primeiro ato que estamos fazendo contra essa reforma da previdência. O governo está gastando milhões na propaganda enganosa dessa reforma da previdência, uma propaganda intimidatória, que leva medo à população brasileira e que visa pressionar não só a população, com esse terrorismo, como os próprios deputados”, explicou Zarattini.

 
A peça jurídica se dirige contra o golpista Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Elizeu Padilha, e o Secretário de Comunicação Social da Presidência, Márcio de Freitas Gomes, e pede o cancelamento imediato da veiculação da publicidade. A ação também questiona o “custo total e individualizado por veículo da campanha”, o “custo da produção da campanha” e “todos os gastos efetuados para confecção e distribuição do material publicitário”, bem como pede a condenação dos réus por “todo e qualquer prejuízo que tenha sido ou venha a ser causados ao erário público”.

 
Segundo o líder petista, “nunca antes na história do País houve uma propaganda [de governo] tão acintosa com objetivos políticos” como esta campanha. “Não há nenhum objetivo de divulgação de políticas governamentais, nenhuma informação útil à população. A partir desta constatação nós estamos entrando com uma ação popular para que imediatamente sejam retiradas essas peças do rádio, da tv, da mídia, exterior, em todos os cantos do País onde elas estão sendo veiculadas”, afirmou Zarattini, ressaltando que “não vai ter trégua na luta contra a reforma da previdência”.

 
A ação listou “palavras de ordem” que são recorrentemente usadas na campanha para criar “pânico na população através de mensagens subliminares que tem o propósito de convencê-la” sobre a “necessidade de mudanças nas regras previdenciárias”, mas de forma distorcida: “Previdência: Reformar para não acabar”; “Minuto da Previdência: Reformar hoje para garantir o amanhã”; “Seus filhos e Netos merecem ter Previdência”; “Reformar hoje para garantir o amanhã” e “As próximas gerações de brasileiros merecem ter previdência”.

 

Confira a íntegra da ação popular.


Fonte: PT na Câmara

Aécio Neves será acusado pela Lava Jato de receber dinheiro de, pelo menos, três empreiteiras

De acordo com o portal de notícias BuzzFeed, o senador tucano e presidente do PSDB, Aécio Neves, foi citado como tendo recebido dinheiro das empreiteiras que fizeram as obras da Cidade Administrativa em Minas Gerais: entre elas a Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez. A informação, de acordo com o portal, veio de investigadores que trabalham na Lava Jato.


Aecio Neves
De acordo com o portal de notícias BuzzFeed, o senador tucano e presidente do PSDB, Aécio Neves, foi citado como tendo recebido dinheiro das empreiteiras que fizeram as obras da Cidade Administrativa em Minas Gerais: entre elas a Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez. A informação, de acordo com o portal, veio de investigadores que trabalham na Lava Jato.

A delação da Odebrecht, inclusive, fará com que a Andrade seja chamada para um ‘recall’ de sua delação, uma vez que não revelou os pagamentos destinados a Aécio, em sua colaboração.

Na delação da OAS, o empreiteiro Léo Pinheiro contou que realizou repasses a Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho, apontado como operador e tesoureiro informal das campanhas de Aécio entre 2002 e 2014.

Pelo relato de Pinheiro, cujo acordo de delação foi suspenso no ano passado pelo STF, 3% era o montante da propina paga aos tucanos pela obra mineira.

A Cidade Administrativa de Belo Horizonte
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A Cidade Administrativa foi a obra mais cara feita pelo então governador Aécio Neves, que comandou Minas Gerais entre 2003 e 2010.

Orçada em R$ 500 milhões, a Cidade Administrativa custou, segundo a Folha de S.Paulo, aproximadamente R$ 2,1 bilhões.

O recebimento de recursos a partir das obras da Cidade já havia sido um dos pontos de acusação do empresário Léo Pinheiro, da OAS, numa tentativa de fechar um acordo de delação premiada com a PGR.
Após vazamento de seus anexos (tópicos sobre o que pretende delatar), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suspendeu a delação. Até hoje o empresário aguarda que as negociações sejam retomadas.


Outros Inquéritos


Aécio já é investigado pela Procuradoria-Geral da República devido à chamada lista de Furnas e por supostamente ter maquiado dados da CPI dos Correios para evitar que o Banco Rural fosse ligado ao mensalão mineiro. O senador nega ambas as acusações.

Em nota ao BuzzFeed, o PSDB-MG disse que “desconhece a suposta decisão da PGR e rechaça as também supostas acusações em relação ao senador Aécio Neves”.




 Informações do BuzzFeed/Forum

Nilto Tatto: Golpe na Previdência

Nilto Tatto: Golpe na Previdência



Não se fala que a conta correta da Seguridade Social é superavitária. Nem que o governo está deixando de repassar impostos, e desviando recursos para o pagamento de juros da dívida pública. É uma forma evidente de tirar dinheiro da população que mais precisa (os aposentados e beneficiários de assistência social) para garantir a remuneração de quem ganha dinheiro no sistema financeiro.

 
A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) propõe que, ao invés de retirar direitos, o governo precisa ajustar as receitas, isso é, o dinheiro que entra na conta da Previdência: melhorando a fiscalização, agilizando a cobrança de dívida ativa e reduzindo isenções.

 
Mas a campanha que a grande mídia vem fazendo quer convencer a população de que são os trabalhadores que têm que pagar esta conta.

 
A motivação é clara: garantir que os setores mais privilegiados abocanhem fatias maiores do orçamento público.

 
Os resultados desta reforma da previdência são claros – miséria, aumento da vulnerabilidade social, e retração econômica nos pequenos municípios. Milhões de brasileiros e brasileiras perderão o direito de se aposentar.



*Nilto Tatto é deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores-SP

Fonte: Vermelho

Desemprego recorde, alta da informalidade e menos R$ 6,5 bi/mês em 2016

Segundo o IBGE, país perdeu 1,7 milhão de vagas e fechou 3,1 milhões de postos de trabalho, sendo 1,4 milhão com carteira assinada. Rendimento do trabalho caiu

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(Foto ilustrativa)

São Paulo – A crise levou o país, em 2016, a seu pior resultado no mercado de trabalho, com 11,5% de taxa média de desemprego, três pontos percentuais acima do ano anterior. Consideradas as médias anuais, são 1,758 milhão de ocupados a menos e 3,175 milhões de desempregados a mais, em um total estimado em 11,760 milhões. A informalidade aumentou. Com queda  na ocupação e na renda, a massa de rendimentos teve diminuição calculada em R$ 6,489 bilhões por mês, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (31) pelo IBGE.

O total de ocupados foi estimado em 90,384 milhões, queda de 1,9% no ano. Foi a primeira diminuição na recente série histórica, iniciada em 2012. Com isso, a variação em cinco anos é de apenas 1%. Já o número de desempregados cresceu 37% de 2015 para 2016, acumulando crescimento de 65,6% desde 2012, praticamente concentrado nestes dois últimos anos, quando o total saltou de 6,7 milhões para quase 11,8 milhões.

No mercado formal, os empregados com carteira no setor privado (34,293 milhões) caiu 3,9% no ano, o correspondente a uma perda de 1,406 milhão de vagas. Houve pequeno crescimento dos empregados sem carteira (0,7%, para 10,147 milhões) e dos trabalhadores por conta própria (1,2%, para 22,523 milhões). Também aumentou o número de trabalhadores no setor doméstico: 1,5%, para 6,170 milhões.

Estimado em R$ 2.029, o rendimento médio caiu 2,3%. E a massa de rendimentos recuou 3,5%, de R$ 185,354 bilhões para R$ 178,865 bilhões.

 

Trimestre


No quarto trimestre de 2016, o IBGE calculou a taxa de desemprego em 12%, a maior da série, estável em relação ao terceiro (11,8%) e com crescimento de 3,1 pontos ante igual período do ano anterior. O numero de desempregados foi estimado em 12,342 milhões, crescimento de 2,7% ante o trimestre julho/setembro e de 36% sobre o último período de 2015 (mais 3,269 milhões de pessoas nessa condição).

Os ocupados (90,262 milhões) aumentaram 0,5% no trimestre (427 mil) e caíram 2,1% em 12 meses, perda de 1,983 milhão. Eram 34,005 milhões de empregados com carteira assinada no setor privada, quedas de 0,5% e de 3,9%, respectivamente (menos 1,398 milhão na segunda comparação).

Entre os setores de atividade, o nível de ocupação na indústria caiu 7,7% em 12 meses, com perda de 955 mil postos de trabalho. A construção perdeu 857 mil, retração de 10,8%. O comércio/reparação de veículos ficou perto da estabilidade (-0,4%, menos 75 mil) e o emprego doméstico caiu 3,7% (perda de 238 mil vagas). O único segmento a registrar alta foi dos serviços de alojamento e alimentação, com crescimento de 5,4%, acréscimo de 247 mil vagas.

O rendimento médio (R$ 2.043) ficou estável tanto no trimestre como na comparação com o último período de 2015. E a massa de rendimentos (R$ 180 bilhões) cresceu 1,2% ante o terceiro trimestre e manteve-se praticamente estável em 12 meses.





Fonte: Rede Brasil Atual

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Agora é a vez da Eletrobras: Governo Temer-PSDB desligará 6 mil funcionários da empresa via PDV

O presidente interino Michel Temer ao lado de Aécio Neves em seu primeiro discurso 


Governo Temer segue aplicando a única fórmula que conhece: vender patrimônio público, desempregar pra depois privatizar.



Depois de anunciados os Planos de Demissão Voluntária no Banco do Brasil, na Caixa, nos Correios, agora chegou a vez da Eletrobras, a maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina e líder de 12 subsidiárias que atuam nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, além de deter metade do capital de Itaipu Binacional.


A empresa vai por em prática, nos próximos meses, um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e o incentivo à aposentadoria de seus funcionários reduzindo a força de trabalho em 5 mil funcionários. Junto com a previsão de desligamento de 6 mil funcionários relativos às distribuidoras que deverão ser vendidas este ano, a Eletrobras reduzirá o total de seu contingente de 23 mil para 12 mil pessoas.

Segundo o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, os detalhes dos planos e de tanto desemprego estão sendo negociados com o Ministério do Planejamento do desgoverno Temer, que controla a companhia. As reduções também incluem os espaços de trabalho e os custos com gratificações.


É isso pessoal, Temer está sendo eficiente numa questão: na volta ao passado. Palavras e siglas como PDV, que há muito tempo não se ouviam mais, agora estão todos os dias na TV e nos jornais. O pior é que com elas e com tanto sucateamento no setor público, em breve virão outras expressões como “apagão”, “crise de energia elétrica”, “ineficiência do setor elétrico”, “falta de planejamento em geração de energia”, “conta de luz mais cara”.






Golpe leva indústria para patamares pré-Lula


  


"É indicativo de uma grande folga que existe na indústria. Há uma grande ociosidade no setor e isso é um limitador da retomada do investimento", afirmou o gerente-executivo de Políticas Econômicas da CNI, Flávio Castelo Branco.

 
O levantamento também indicou redução do poder de compra dos trabalhadores no fim do ano passado. A massa real de salários recuou 1,6% enquanto o rendimento médio real do trabalhador caiu 1,2% em dezembro na comparação com novembro. "A capacidade de compra está prejudicada não apenas pelo desemprego, como também pela inflação", disse Castelo Branco.

 
Por outro lado, dezembro registrou dados positivos em relação ao emprego e às horas trabalhadas na produção. Após 23 meses consecutivos de queda, o emprego cresceu 0,2% em dezembro ante novembro.

 
No mesmo período, as horas trabalhadas cresceram 1%. De acordo com a CNI, foi o segundo aumento consecutivo das horas trabalhadas na produção. Nos últimos dois meses de 2016, o indicador acumulou crescimento de 1,8%.

 
Todos os dados contêm ajuste sazonal, ou seja, levam em conta a inflação e as características do período analisado.

 
Para Flávio Castelo Branco, os resultados do emprego e horas trabalhadas podem sinalizar "possível reversão da trajetória negativa da atividade industrial, que já vem [ocorrendo] há dois anos".

 

Queda anual

 
Na comparação anual, os indicadores da indústria pioraram em relação a 2015. O faturamento real caiu 12,1% e as horas trabalhadas, 7,5%. O emprego diminuiu 7,5% e a massa real de salários teve queda de 8,6%. Já o rendimento médio do trabalhador recuou 1,2% de um ano para o outro.

 

Segundo Castelo Branco, a comparação evidencia que 2016 foi um ano difícil para indústria. "A magnitude da queda [do faturamento real], na casa dos dois dígitos e em cima de quedas que já têm sido grandes em anos anteriores, mostra uma grande corrosão do faturamento das empresas."  






Fonte: Portal Vermelho

Governo tem o pior déficit primário da história em 2016: R$ 154 bilhões

Rombo registrado na conta do Governo Federal abrange Tesouro, Previdência e Banco Central. 

Apesar da ajuda do programa de regularização de recursos no exterior, a chamada repatriação, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – encerrou 2016 com o pior déficit primário da história. No ano passado, o resultado ficou negativo em 154,255 bilhões de reais, contra déficit de 114,741 bilhões de reais registrado em 2015.


O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. Apenas em dezembro, o Governo Central registrou déficit de 60,124 bilhões de reais. O resultado é o segundo pior para o mês, perdendo apenas para dezembro de 2015 (60,633 bilhões de reais). No ano retrasado, no entanto, o déficit havia sido inflado pelo reconhecimento de passivos do Tesouro com bancos oficiais e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou nesta segunda-feira, que o resultado primário do Governo Central foi “melhor do que o previsto”, uma vez que ficou acima da meta, que era negativa em 170,5 bilhões de reais. “É muito importante este momento em que anunciamos o cumprimento da meta e um resultado melhor do que o previsto, pois realizamos déficit menor”, disse o ministro. Meirelles também afirmou que o limite para rombo, apesar de alto, foi feito sobre um “diagnóstico realista”, o que permitirá a retomada gradual da confiança na economia.

O principal fator que ajudou o governo a ficar dentro da meta foi a regularização de ativos no exterior. Também conhecido como repatriação, o programa arrecadou 46,7 bilhões de reais no ano passado, dos quais 24 bilhões de reais ficaram com o Tesouro Nacional, e o restante foi partilhado com estados e municípios.


Queda na receita


A deterioração das contas públicas no ano passado ainda foi resultado da crise econômica que tem reduzido a arrecadação nos últimos anos. Em 2016, as receitas líquidas do Governo Central caíram 4,1% descontando a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais caíram, mas em ritmo menor: 1,2% também descontado o IPCA.

Em relação às despesas, o principal fator que pressionou as contas públicas no ano passado foram os gastos com a Previdência Social, que cresceram 7,2% acima da inflação em 2016. Os gastos com o funcionalismo público caíram 0,5% descontado o IPCA. As demais despesas obrigatórias caíram 22,5% também descontada a inflação, principalmente por causa do reconhecimento de passivos com os bancos públicos e o FGTS, que ocorreram no fim de 2015 e não se repetiram em 2016, e da reversão parcial de desonerações, como a da folha de pagamento.

As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) caíram 8,1% no ano passado, considerando a inflação oficial. Depois de passarem boa parte de 2016 acumulando variação negativa, os investimentos federais, que englobam obras públicas e a compra de equipamentos, somaram 64,925 bilhões de reais, alta real (descontada a inflação) de 7%.

PAC e Minha Casa, Minha Vida

Apesar da alta dos investimentos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) gastou 42,042 bilhões de reais, queda real de 17,8% em relação a 2015. Em relação ao programa Minha Casa, Minha Vida, a retração real foi ainda maior: 64,3%. No ano passado, o principal programa habitacional do governo federal executou 7,965 bilhões de reais, contra 20,709 bilhões de reais em 2015.

O número divulgado hoje refere-se somente às contas do Governo Central, com a metodologia acima da linha, que leva em conta os gastos registrados em tempo real no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Amanhã, o Banco Central divulga o déficit primário de 2016 para o setor público, conta que inclui os estados e os municípios e considera a metodologia abaixo da linha (variação de endividamento dos entes públicos).
 


Fonte: Veja Online

 

sábado, 28 de janeiro de 2017

PEC permite revogação de mandato de presidente em consulta popular

Para o deputado, bastará que o chefe do Executivo perca legitimidade e as condições políticas de governabilidade para que sua substituição seja autorizada. 


“Havendo situação de crise política, econômica, ética ou moral, o chefe do Executivo poderá vir a ser substituído a partir da vontade soberana dos seus governados, sem maiores traumas”, defende Rubens Pereira Júnior, apontando a falta de previsão na Constituição da substituição dos chefes do Executivo de forma direta pela vontade do povo.

Segundo ele, “essa substituição não se dará somente em decorrência da prática de crimes comuns ou de responsabilidade, até porque em um estado democrático de direito não se pode incorrer em desvios de finalidade política”.

De acordo com a proposta, bastará que o chefe do Executivo perca legitimidade e as condições políticas de governabilidade para que sua substituição seja autorizada.

 
Regras

 

No caso de mandato de presidente da República, o ato revogatório popular ocorrerá a partir de requerimento apresentado por deputado federal ou partido político com representação no Congresso Nacional, que deverá ser aprovado por 2/3 dos deputados.

A situação se repete no caso de revogação de mandato de governador, mas com pedido apresentado por deputado estadual; e de prefeito, a partir de requerimento de vereador.

Já a consulta popular que decidirá sobre a revogação do mandato será efetuada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no caso de afastamento do presidente da República; pelos tribunais regionais eleitorais, se for governador; e pelos juízes eleitorais, se for o prefeito.

 

Consulta única

 
O mandato será revogado se houver maioria dos votos válidos em turno único a realizar-se em até 30 dias após a decisão do Poder Legislativo que autorizar a consulta.

 

Se o resultado da consulta popular for favorável à revogação do mandato, o afastamento do chefe do Executivo se dará imediatamente após sua homologação pela Justiça. Se for contrário, não poderá haver nova consulta até o fim do mandato.

 

Tramitação

A admissibilidade da PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, será examinada por comissão especial e depois votada em dois turnos pelo Plenário.





Fonte: Agência Câmara

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Temer derruba arrecadação: pior resultado em seis anos

 


Os números poderiam ser ainda piores, já que foram acrescidos das receitas extraodinárias obtidas, no ano passado, com a repatriação de ativos no exterior, que renderam 46,8 bilhões de reais aos cofres públicos.

 
Sem essas verbas, a arrecadação da Receita totalizaria R$ 1,218 trilhão, uma redução ainda maior, de 5,95%, ante 2015.

 
Apenas em dezembro, a arrecadação teve baixa de 1,19% sobre novembro, chegando a R$ 127,607 bilhões. O desempenho para o mês foi o mais fraco desde 2009.

 
A retração na arrecadação reflete a desaceleração da economia, apesar do aumento de alíquotas de impostos e taxas cobradas pela receita, como o fim de desonerações sobre a folha de pagamentos.

 
Embora a oposição à presidenta eleita Dilma Roussef alardeasse que a culpa da situação econômica era do governo anterior e, com o impeachment, a economia "voltaria para os trilhos", o que se viu foi outro cenário.

 
Depois da queda de 3,8 por cento no Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, o ano passado foi marcado por outra forte retração na atividade, com a pesquisa Focus do Banco Central projetando tombo de 3,5 por cento.

 
A recessão teve efeito negativo sobre a arrecadação de importantes tributos, a exemplo do Cofins/Pis-Pasep, com queda de 6,89 por cento sobre 2015, equivalente a 19,5 bilhões de reais, diante da redução no volume de vendas e de serviços.

 
Outro caso é o da retração no Imposto de Importação/IPI-Vinculado (-16,1 bilhões de reais no ano) e na receita previdenciária (-14,1 bilhões de reais), que sofreu o impacto da redução da massa salarial no país.

 
O governo Michel Temer - e as forças que o levaram a existir - insiste em dizer que o desequilíbrio fiscal do país foi acarretado por uma suposta gastança dos governos anteriores e, por isso, seria necessário cortar despesas. Mas, a cada dia, fica mais claro que o problema das contas públicas é oriundo não de um alegado aumento de gastos, mas da falta de receitas.

 
E, sem crescimento, será impossível resolver o problema. Ocorre que todas as medidas anunciadas pelo atual governo têm o efeito inverso, já que houve corte de despesas públicas, que poderiam ajudar na retomada da atividade, e a iniciativa privada não deverá investir, diante de horizonte tão desanimador. 






Fonte: Portal Vermelho/com agências

Processo contra Lula tem velocidade digna do Guinness, diz defesa

Advogado do ex-presidente questiona tramitação de investigação sobre terreno e apartamento

 Foto: Andressa Anholete/AFP

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em defesa apresentada em processo da Operação Lava Jato, que a velocidade com que tramita a ação em que o petista é acusado de se beneficiar ilegalmente de dois imóveis tem potencial para entrar no Guinness, o livro dos recordes.

“O trâmite desse processo é um recorde digno de figurar no Guinness”, afirma a defesa, que lista o cronograma do caso. Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, a Polícia Federal deu apenas dois dias úteis para a defesa de Lula apresentar suas alegações e, um dia útil depois, já havia indiciado o ex-presidente e sua mulher, Marisa Letícia.

Três dias úteis depois, continua o advogado, a denúncia foi apresentada pela PF ao juiz Sergio Moro, que, após quatro dias úteis, decidiu pela abertura da ação. Os inquéritos que deram origem à acusação tramitavam desde março de 2016.

“É incabível o procedimento tramitar ocultamente por mais de oito meses e ser concluído um dia depois de o investigado prestar seus esclarecimentos! Como atribuir impessoalidade a tal investigação?”, afirma.

Para a defesa, “essa ânsia desmesurada e crescente de prover acusações é tática comprovada de lawfare, o condenável expediente autoritário consubstanciado no uso do direito e dos procedimentos jurídicos como meio de atingir resultados políticos”. “É inegável que parte dos agentes públicos envolvidos na Lava Jato abriu uma verdadeira – e notória – guerra contra Lula e o projeto político que representa”, afirma.

Os dois inquéritos tratam de um terreno na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo, que teria sido comprado pela Odebrecht para a construção do Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao que Lula e Marisa moram, que é usado pelo ex-presidente e que também teria sido fruto do esquema de corrupção na Petrobras, segundo a acusação.

No primeiro caso, a defesa diz que Lula esteve apenas uma vez no local, com diretores do Instituto da Cidadania (nome anterior do Instituto Lula) e que descartou a compra do terreno – a sede depois foi construída no Ipiranga, em área comprada em 1990. “O que ocorreu com o imóvel após tal data não resguarda qualquer relação com nossos clientes”, disse.

Já sobre o apartamento em São Bernardo do Campo, a defesa afirma que Lula e Marisa são locatários do imóvel “conforme prova existência de contrato” – para a acusação, eles são proprietários de fato do imóvel. “O casal paga aluguel, com o recolhimento dos impostos, negócio de âmbito estritamente privado e sem qualquer relação com a Operação Lava Jato”, diz o advogado. Para ele, não há prova ou qualquer outro fundamento para “atribuir a destinação ou oculta propriedade desses imóveis”.

Os advogados aproveitam para, no final da defesa, reafirmar que não consideram o juiz Sergio Moro imparcial para julgar as acusações contra Lula. “Ressaltamos, ainda, que não reconhecemos a competência e a isenção do juiz da 13ª Vara de Curitiba, por isso renovamos as exceções de incompetência e suspeição”, afirma.




Informações da VEJA.com

Dieese/Seade: crise atingiu 'fortemente' mercado de trabalho em 2016

Taxa média de desemprego na região metropolitana subiu de 13,2% para 16,8%, a maior desde 2006, com quase 1,9 milhão de desempregados, 400 mil a mais. Renda e massa salarial caíram

 desemprego
 
São Paulo – A persistência da crise econômica "atingiu fortemente" o mercado de trabalho na região metropolitana de São Paulo em 2016, segundo mostra o resultado da pesquisa Dieese/Seade, divulgada na manhã de hoje (27). A taxa média de desemprego foi para 16,8%, ante 13,2% no ano anterior – foi a maior desde 2006. São 402 mil desempregados a mais, para um total estimado de 1,865 milhão, aumento de 27,5%. O total de ocupados caiu em 384 mil (-4%), para 9,237 milhões, enquanto a população economicamente ativa (PEA) manteve-se estável. O rendimento médio e a massa salarial também diminuíram.

Apenas a taxa média anual de desemprego aberto (em que há procura efetiva de trabalho) foi de 14%, a maior de toda a série da pesquisa, iniciada em 1985. Entre os jovens de 16 a 24 anos, o índice também foi recorde: 35,1%, embora, segundo a Fundação Seade e o Dieese, o crescimento foi maior nas faixas etárias mais elevadas.

O emprego com carteira assinada caiu no ano passado: o total de assalariados formais caiu 5%, com menos 266 mil. O número de autônomos caiu menos (-1,6%, ou menos 24 mil nessa condição). Houve aumento entre os empregados domésticos, com mais 13 mil (2,1%), mas com situações diferentes: cresceram os diaristas (9,8%) e caíram os mensalistas (-2,7%), que ainda são maioria.

A pesquisa registrou redução do emprego em todos os setores de atividade, com destaque para a indústria de transformação, com menos 163 mil postos de trabalho (-10,6%), sendo 85 mil no setor metal-mecânico (-14,3%). Os serviços eliminaram 84 mil (-1,5%) – o setor é responsável por 59,5% dos ocupados na região metropolitana. Todos esses números são de médias anuais.

Outras 87 mil vagas foram perdidas no comércio/reparação de veículos, queda de 5,1%. E a construção civil fechou 64 mil (-9,4%).

Estimada em R$ 2.003, a renda média dos ocupados caiu 4,9% no ano, enquanto a massa de rendimentos diminuiu 8,7%. 

"A distribuição dos rendimentos do trabalho, ainda muito concentrada, manteve a leve tendência de desconcentração verificada desde 2005", informam Seade e Dieese. "Em 2016, os 50% dos ocupados com menor renda apropriaram-se de 24,8% da massa de rendimentos do trabalho, porcentual pouco superior ao registrado em 2015 (24,1%), enquanto reduziu-se a parcela apropriada pelos 10% mais ricos (de 33,9%, em 2015, para 33,5%, em 2016).

 

Dezembro


Apenas no último mês do ano passado, a taxa de desemprego foi calculada em 16,2%, abaixo de novembro (16,8%). O percentual corresponde a uma estimativa de 1,795 milhão de desempregados, 74 mil a menos do que no mês anterior (-4%) e 245 mil a mais em 12 meses (15,8%). 




Fonte: Rede Brasil Atual

Equipe de Teori conclui delações da Odebrecht. Cármen já pode homologar

Juízes que auxiliavam o ministro Teori Zavascki na relatoria da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal concluíram nesta sexta-feira 27, após o depoimento de Marcelo Odebrecht, as audiências com os 77 delatores da empreiteira, a fim de confirmar que seus depoimentos à força-tarefa foram dados de livre e espontânea vontade; a partir de segunda-feira 30, portanto, a presidente do STF, Cármen Lúcia, já pode homologar a delação que envolve o nome de cerca de 150 políticos, inclusive o de Michel Temer, e que deverá abalar Brasília  

 

O processo de audiências com os 77 delatores da Odebrecht foi concluído nesta sexta-feira 27 pelos juízes que auxiliavam o ministro Teori Zavascki, morto quinta-feira 19 em um acidente aéreo, na relatoria da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

As audiências foram concluídas após o depoimento de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa, nesta manhã na Justiça Federal de Curitiba. Os depoimentos têm como objetivo confirmar se os depoimentos à força-tarefa foram dados de livre e espontânea vontade pelos executivos.

Com a conclusão desse processo, o caso agora está nas mãos da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que já poderá homologar a delação a partir de segunda-feira 30. A delação envolve o nome de cerca de 150 políticos, inclusive o de Michel Temer, e deverá abalar toda Brasília.

Cármen também avalia como fará a redistribuição da relatoria da Lava Jato após a morte de Teori, o que deve acontecer na semana que vem. Ela já conversou sobre isso com colegas da Corte e com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 



Fonte: Brasil 247


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

É piada! Juiz do Piauí libera detento para prestar concurso da PM no Maranhão

 Juiz Lirton Nogueira Santos

O juiz Lirton Nogueira Santos revogou a prisão do detento Luís Carlos Rodrigues de Oliveira por um motivo bem absurdo:  para realizar o teste de aptidão física do concurso da Polícia Militar do Maranhão nesta sexta-feira (27). Luís Carlos estava preso na Polinter, no Piauí, acusado de integrar uma quadrilha especializada em explosões a caixas eletrônicos.

A liminar foi deferida sob o argumento de que Luís Carlos Rodrigues de Oliveira é pai de um filho de 11 anos de idade e possui esposa acometida com grave enfermidade e, ainda por ter sido convocado para realizar um teste de aptidão física no concurso da PMMA.

Luís Carlos sairá da Polinter para fazer o teste amanhã às 19h, sob escolta da polícia. O juiz Lirton Nogueira encaminhou ainda para o Ministério Público conceder seu parecer sobre o pedido de prisão domiciliar.

O detento havia sido preso em dezembro do ano passado, em um sítio na estrada de José de Freitas, que fica a 68 km de Teresina, juntamente com um comparsa identificado como Alexandre Martins Braz. Durante a ação, outros dois suspeitos foram mortos pelos policiais. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), eles teriam reagido à abordagem.


Veja abaixo a decisão:
Ação Penal Autor: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ Réus: LUIS CARLOS RODRIGUES DE OLIVEIRA e ALEXANDRO SOARES MARTINS BRAZ DECISÃO:Consta nos autos pedido de prisão domiciliar e saída temporária com pedido de liminar, sob o argumento de que o denunciado Luís Carios Rodrigues de Oliveira é pai de filho de 11 anos de idade e possui esposa acometida com grave enfermidade e, ainda, por ter sido convocado para realizar um teste de aptidão física no concurso da Polícia Militar do Maranhão. Analisando o pedido, bem como os documentos que o instrui, DEFIRO PARCIALMENTE o pedido feito, até mesmo em nome do princípio da celeridade processual, para AUTORIZAR SAÍDA TEMPORÁRIA para realização da etapa no certame, mediante escolta no dia e horário acostado à fl. 170 dos autos. Quanto ao pedido de prisão domiciliar, reservo-me para apreciar o mesmo após a manifestação do d. Promotor de Justiça. Intimem-se e cumpra-se; José de Freitas, 24 de janeiro de 2017; Lirton Nogueira Santos; Juiz de Direito.”



Fonte: Portal AZ

Temer reprova homologação das delações da Odebrecht no STF

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Preocupado com a divulgação do conteúdo das delações da Odebrecht, o Palácio do Planalto reprova a homologação das delações da Odebrecht no Supremo Tribunal Federal. A revelação de casos envolvendo Temer e ministros poderia levar à queda do atual governo, que chegou ao poder por meio de um golpe palamentar-jurídico-econômico-e-midiático.


Em uma das delações da Odebrecht, empresários confirmaram repasse de R$ 10 milhões de propina a Temer.



Segundo revelou o jornal Zero Hora, por essas e outras razões, Temer é contra a ministra Carmén Lúcia homologar as delações. Com isso, Temer e a cúpula do governo esperam ganhar tempo.


Essa não é a primeira tentativa de Temer interferir nas investigações da Lava Jato. Em setembro de 2016, Fabio Medina Osório, que ocupava o posto de Advogado-Geral da União, afirmou que o governo Temer trabalhava para “abafar a Lava Jato”. Fabio Medina foi demitido por Temer.
Confira matéria do jornal Zero Hora:

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Via Paulo Pimenta

Para MPF, corrupção envolvendo Cabral é ‘oceano’ a ser mapeado

Procuradores afirmam que todos os contratos dos oito anos de sua gestão no governo estão sob investigação e que podem ser detectadas novas formas de desvio.

 

 O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado para o presídio de Bangu, em novembro de 2016 (Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)



O Ministério Público Federal afirmou em entrevista sobre a Operação Eficiência nesta quinta-feira que o esquema de corrupção liderado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) é um “oceano ainda não completamente mapeado”. Para o procurador Leonardo Freitas, todos os contratos que foram celebrados pelo estado do Rio durante os oito anos da gestão do peemedebista devem ser investigados para que se possa apurar tudo o que efetivamente foi desviado dos cofres públicos.

Desdobramento da Operação Calicute, braço da Lava Jato no Rio, a Operação Eficiência identificou cerca de 100 milhões de dólares em propinas pagas ao esquema no exterior. Desse total, 78 milhões de dólares foram exclusivamente para Cabral, com o dinheiro sendo usado para financiar todos os gastos do ex-governador e da sua família. O restante teria sido dividido entre os operadores do peemedebista Wilson Carlos (155 milhões) e Carlos Miranda (7 milhões).

Segundo a Polícia Federal, o esquema criminoso teria se iniciado em 2002, quando Sérgio Cabral ainda era deputado estadual e teria se expandido “exponencialmente” após o ano de 2007, quando ele assumiu o governo do Rio de Janeiro.




Fonte: Veja Online

Forbes prevê queda de Temer e nova crise no Brasil

 


A publicação aponta três sinais para essas mudanças. A primeira é a possibilidade crescente de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheça as acusações de improbidade na chapa Dilma-Temer na eleição de 2014. A ação, curiosamente, foi apresentada pelo PSDB, hoje um dos partidos aliados do governo.

 
O segundo motivo, segundo a "Forbes", seria a dissolução de parte da base aliada, preocupada com seu futuro político nas eleições de 2018. O terceiro motivo seria a rejeição de 64% do governo face às reformas propostas na Previdência e no mercado de trabalho, além da lenta recuperação da economia.

 
O secretário adjunto para Assuntos Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ariovaldo Camargo, concorda em parte com o diagnóstico traçado pela publicação.

 
"É um pouco natural que aqueles que se posicionaram a favor do golpe, como a grande mídia brasileira, perceberam as dificuldades que o governo Temer vem tendo a partir do momento em que apresenta duas pautas muito contraditórias no cenário brasileiro (a reforma trabalhista e a da Previdência). É muito provável que a própria base parlamentar comece a abandonar um pouco esse projeto", diz o membro da CUT.

 
Para Camargo, o enfraquecimento do governo demonstra que os próximos dois anos seriam de muitas dificuldades.

 
"O governo, que é fruto de um golpe, não tem moral para apresentar à sociedade determinadas questões como essas que são muito cruciais para a vida de qualquer cidadão brasileiro — a perspectiva de sua aposentadoria e a forma de reger seu contrato de trabalho. Diante desse quadro me parece que o governo caminha mesmo para não continuar seu mandato. Acho que a via que vão buscar é a do Tribunal Superior Eleitoral, na perspectiva de buscar uma eleição indireta no futuro para tentar salvar aquilo que eles querem fazer, porque a sociedade não tem no Temer a confiança que ele julgava ter para fazer medidas tão estruturantes na economia e na vida do povo brasileiro", afirma o secretário.

 
Camargo também diz que são evidentes os sinais de que o país já começa a viver o pré-calendário de 2018.

 
"Não é por motivo qualquer que tem projeto na Câmara dos Deputados, na Comissão de Constituição e Justiça, prevendo que nenhum cidadão brasileiro pode concorrer a três mandatos na presidência da República. Estamos chamando de Projeto Anti-Lula, porque ele é o único que pode ser atingido e Fernando Henrique Cardoso, que certamente não é pré-candidato a mais nada. Isso não vale para governadores, nem para prefeitos, só para presidente da República", ironiza.

 
Camargo diz que os deputados que pretendem se eleger no próximo ano não querem ter seus nomes vinculados à aprovação dessas propostas. O secretário da CUT garante, porém, que o movimento sindical vai colocar em cada estado a fotografia do deputado que votar a favor da reforma da Previdência.




 Fontre: Sputnik

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Ajufe lança edital de lista tríplice para substituir Teori no STF

Plenário do STF

Cada associado da Ajufe terá até esta quarta-feira (25) para indicar os nomes de três juízes federais que poderiam ocupar a vaga de Teori, que podem ser membros ou não da associação. Segundo o edital, os indicados serão consultados antes de terem o nome encaminhado ao presidente Michel Temer.

 
A Constituição Federal coloca como critério para a indicação de ministros do STF somente que seja “cidadão com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada”. O nome deve ser indicado pelo presidente da República e precisa ser aprovado pela maioria absoluta do Senado.

 
Nas regras constitucionais, não é estipulado prazo para a indicação, mas o presidente Michel Temer, citado mais de 40 vezes nas delações da Lava Jato anunciou, logo após o velório de Teori, no último sábado (21), que somente nomeará o novo ministro após a definição sobre a relatoria da Operação Lava Jato no Supremo.

 
A definição sobre o destino da Lava Jato depende de uma posição da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, a quem caberia ordenar uma redistribuição para um novo relator. Desde segunda-feira (23), ela mantém conversas com seus pares sobre o que fazer com os processos do maior caso de corrupção do país.

 
Nesta terça-feira (24), ela autorizou os juízes auxiliares do ministro Teori Zavascki a retomarem os procedimentos formais para que as 77 delações de executivos da empreiteira Odebrecht sejam homologadas.

 
Com a morte de Teori Zavascki, que também foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a atual composição do STF ficou com somente um egresso da magistratura federal, Luiz Fux, também ex-ministro do STJ.

 
Completam a atual composição do STF dois ex-procuradores (Cármen Lúcia e Celso de Mello), dois advogados (Edson Facchin e Luís Roberto Barroso), dois advogados-gerais da União (Gilmar Mendes e Dias Toffolli), dois egressos da magistratura trabalhista (Rosa Weber e Marco Aurélio Mello) e um egresso da magistratura de São Paulo (Ricardo Lewandowski).

 
Janot pede urgência

 
A Agência Brasil divulgou que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) urgência na decisão sobre a escolha do relator das ações da Operação Lava Jato.

 
 
Com informações da Agência Brasil

Estudo da USP lista os 10 maiores sites de notícias falsas do Brasil

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 (Foto ilustrativa)
 

O Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP, é uma ferramenta que contabiliza compartilhamentos de notícias no Facebook e dá uma dimensão do alcance de notícias publicadas por sites que se prestam ao serviço de construir conteúdo político “pós-verdadeiro” para o público brasileiro.

Não são sites de empresas da grande mídia comercial, tampouco veículos de mídia alternativa com corpo editorial transparente, jornalistas que se responsabilizam pela integridade das reportagens que assinam, ou articulistas que assinam artigos de opinião.

Trata-se de sites cujas “notícias” não têm autoria, são anônimos e estão bombando nas bolhas sociais criadas pelo Facebook e seu descuido com a proliferação de boatos, calúnias e difamações.

Todos os principais sites que publicam pós-verdades no Brasil possuem algumas características em comum:
1. Foram registrados com domínio .com ou .org (sem o .br no final), o que dificulta a identificação de seus responsáveis com a mesma transparência que os domínios registados no Brasil.
2. Não possuem qualquer página identificando seus administradores, corpo editorial ou jornalistas. Quando existe, a página ‘Quem Somos’ não diz nada que permita identificar as pessoas responsáveis pelo site e seu conteúdo.
3. As “notícias” não são assinadas.
4. As “notícias” são cheias de opiniões — cujos autores também não são identificados — e discursos de ódio (haters).
5. Intensiva publicação de novas “notícias” a cada poucos minutos ou horas.
6. Possuem nomes parecidos com os de outros sites jornalísticos ou blogs autorais já bastante difundidos.
7. Seus layouts deliberadamente poluídos e confusos fazem-lhes parecer grandes sites de notícias, o que lhes confere credibilidade para usuários mais leigos.
8. São repletas de propagandas (ads do Google), o que significa que a cada nova visualização o dono do site recebe alguns centavos (estamos falando de páginas cujos conteúdos são compartilhados dezenas de milhares de vezes por dia no Facebook!).

Os produtores de pós-verdades mais compartilhados nas timelines dos brasileiros são os seguintes:
* Ceticismo Político: http://www.ceticismopolitico.com/
* Correio do Poder: http://www.correiodopoder.com/ 
* Crítica Política: http://www.criticapolitica.org/ 
* Diário do Brasil: http://www.diariodobrasil.org/ 
* Folha do Povo: http://www.folhadopovo.com/ 
* Folha Política: http://www.folhapolitica.org/ — que faz um trocadilho com o nome do caderno Folha Poder do jornal Folha de S.Paulo
* Gazeta Social: http://www.gazetasocial.com/ 
* Implicante: http://www.implicante.org/ 
* JornaLivre: https://jornalivre.com/ 
* Pensa Brasil: https://pensabrasil.com/

Uma pesquisa mais profunda poderá confirmar a hipótese de que algumas destas páginas foram criadas pelas mesmas pessoas, seja por repercutirem “notícias” umas das outras, seja por utilizarem exatamente o mesmo template e formato.

Todos eles possuem páginas próprias no Facebook mas, de longe, os sites com mais “notícias” compartilhadas são o JornaLivre e Ceticismo Político, que contam com a página MBL – Movimento Brasil Livre como seu provável principal canal de distribuição, e o site Folha Política, que conta com a página Folha Política para distribuir suas próprias “notícias”. Ambas as páginas possuem mais de um milhão de curtidas e de repercussões (compartilhamentos, curtidas, etc.) por semana realizadas por usuários do Facebook.



Fonte: D.C.M.

Planalto é alvo de pressão de partidos por indicação ao STF

Nos principais partidos da base o lobby é pelo titular da Justiça

 

Enquanto aguarda a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, definir o destino da relatoria da Operação Lava Jato na Corte, o presidente Michel Temer vem sendo pressionado por representantes de tribunais superiores e presidentes de partidos e parlamentares a escolher o substituto do ministro Teori Zavascki, morto na quinta-feira passada na queda de um avião em Paraty, no litoral fluminense.

Dirigentes de pelo menos seis grandes partidos da base aliada defendem a indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. O argumento de líderes do PSDB, PSD, PR, DEM, PTB e até do PMDB é de que Moraes, considerado aliado fiel do governo, é "qualificado" e tem "experiência" jurídica.


Outros nomes sugeridos são o da ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, o do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho, e o do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas. Temer informou no fim de semana que vai aguardar a decisão de Cármen Lúcia para depois indicar um nome.


O discurso oficial de ministros próximos ao presidente é de que a vaga de Teori será preenchida por um "perfil que se assemelhe ao do ministro". Outro auxiliar palaciano disse que Temer deve levar em conta "o tamanho" das críticas da futura nomeação.


Temer tem se aconselhado com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e o secretário Moreira Franco (Programa de Parceria de Investimentos), além de pessoas de sua confiança no meio jurídico, entre elas o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.


Nos principais partidos da base --com integrantes investigados na Lava Jato-- o lobby é pelo titular da Justiça. "Se depender do PR, vamos encaminhar o Alexandre", afirmou o presidente nacional da legenda, o ex-ministro e ex-senador Antonio Carlos Rodrigues (SP).


"Do ponto de vista técnico, vejo a indicação dele como absolutamente acertada. Ele é um dos maiores constitucionalistas do Brasil", disse o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN). Segundo o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ), a indicação de Moraes é "bem vista" na sigla. "Ele pode não ser muito habilidoso no trato político, mas juiz não precisa ter essa habilidade."


No PSDB, partido ao qual Moraes é filiado desde dezembro de 2015, a indicação do ministro da Justiça para o Supremo tem apoio dos três principais caciques: o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional da sigla; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Exteriores e senador licenciado, José Serra (SP).


"Ele é extremamente qualificado. É professor de Direito Constitucional da melhor universidade do País (a USP), tem livros publicados, mais de 700 mil exemplares vendidos", disse o secretário-geral do PSDB, o deputado Silvio Torres (SP).


Moraes, que foi secretário municipal de Transportes durante parte da gestão de Gilberto Kassab (PSD) na Prefeitura de São Paulo, tem o apoio do atual ministro das Comunicações. No PMDB, partido de Temer, a defesa da indicação do ministro da Justiça ao STF é feita pelo líder do partido na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP).

Cortes


Os principais "cabos eleitorais" de Bruno Dantas são o ex-presidente José Sarney (PMDB) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), réu em um processo e investigado em outros 11 inquéritos no STF. Em nota, Renan negou o lobby, o que tratou como "especulações inverídicas".


Já o nome do atual presidente do TST, Ives Gandra Martins Filho, foi defendido por pelo menos duas pessoas próximas ao presidente. Do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde Teori fez carreira antes de chegar ao Supremo, são citados os ministros João Otávio de Noronha e Luis Felipe Salomão.


Também foram levados ao presidente nomes mais jovens e com perfil mais técnico, como Maria Isabel Gallotti. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".




Fonte: Cidade Verde

Lula: crescimento só volta com democracia e eleição direta

Ex-presidente defende proposta de recuperação que considera período de "anormalidade" vivido pelo país. "O Estado tem a obrigação de acionar a máquina", afirma 

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São Bernardo do Campo (SP) – A economia só voltará  a crescer com a recuperação da democracia, o que inclui eleições diretas, e com presença forte do Estado, o que exige credibilidade, afirmou hoje (24) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Credibilidade você só conquista com um governo eleito pelo povo", disse Lula a uma plateia de sindicalistas, principalmente do setor metalúrgico, para acrescentar que o atual governo "deu o golpe exatamente para fazer o que vocês não querem". "Ou a gente recupera a democracia, ou a gente volta a eleger um presidente da República, ou não vamos ver a economia voltar a crescer."

Ao contar que se reuniu ontem com um grupo de economistas, o ex-presidente disse que é preciso apresentar uma proposta alternativa, considerando o momento instável do país. "Temos de agir com certa anormalidade. Temos autoridade moral e política de apresentar uma proposta alternativa." Uma proposta "contundente", disse Lula, mas que também não seja o "tudo ou nada".

Seja qual for a proposta, o Estado tem de ser central, ressaltou Lula. "O governo tem de ser o motor de arranque. Se não for o Estado, é ninguém. O Itaú não empresa dinheiro a longo prazo, o Bradesco não empresta dinheiro a longo prazo. Quem empresta dinheiro a longo prazo é o Estado, o banco de desenvolvimento. O Estado tem a obrigação de acionar a máquina."

Ele afirmou ver uma discussão "um pouco invertida" nos jornais sobre seu governo, que teria cometido um equívoco ao sustentar um modelo econômico baseado no consumo. "Quero que alguém me diga qual é o empresário que vai fazer investimento se não tiver consumo? Quem vai plantar batatinha se não tiver consumo de batatinha?", questionou o ex-presidente, reafirmando que o país precisa "conquistar o direito de ter um presidente legitimamente eleito pelo voto".

 

Pito no Meirelles


Para Lula, mesmo com algum aumento da dívida pública, o Estado tem de ajudar a impulsionar a economia por meio do investimento em infraestrutura e do aumento do crédito, em vez de aplicar uma política de cortes, como o atual governo – mas observou que isso exige credibilidade, que vem do respaldo eleitoral. Ele voltou a citar a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, que recentemente, diante do ministro da Fazenda brasileiro, Henrique Meirelles, disse que a prioridade das políticas econômicas deve ser o combate à desigualdade social. "Nossa companheira francesa deu um pito no Meirelles", ironizou. Na sexta-feita (20), Lula havia dito em evento do PT que o FMI, comparado a Temer, é "esquerda porreta".

O ex-presidente também observou que houve erros no governo Dilma, como a política de desonerações, muito mais ampla do que em sua gestão. Assim, uma política destinada a manter o nível de emprego e as políticas sociais acabou causando problemas. "A caixa foi ficando vazia. A gente não olhou corretamente", comentou Lula, que participou de debate promovido pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT).

Ele criticou ainda a Operação Lava Jato, não pelo combate à corrupção. "Não estamos levando a sério o que a chamada Operação Lava Jato está fazendo com a economia brasileira. Segundo várias informações, o efeito chega a 2,5% do PIB." Vendo interesses estrangeiros em jogo, Lula afirmou que a elite brasileira ainda padece do complexo de vira-lata. "Não estou preocupado com aqueles que devem 300 reais, estou preocupando com aqueles que devem bilhões e não pagam, com o prejuízo à economia com aquela operação (Lava Jato)."

E reafirmou que seu governo conseguiu derrubar alguns tabus. "Era possível aumentar as exportações e o mercado interno. Provamos que era possível trabalhar as duas políticas. Era possível aumentar o salário mínimo e ter aumento real de salário sem aumentar a inflação. Nos meus oito anos de mandato, a inflação ficou dentro da meta estabelecida."

"É hora de gritar", disse o ex-presidente, pedindo aos sindicalistas que se preparem. "Não sei se vocês estão fazendo ginástica. Eu corri 10 quilômetros hoje."

O evento promovido pela CNM-CUT em São Bernardo do Campo continua agora à tarde, com a presença, entre outros, do ex-ministro Carlos Gabas.




Fonte: Rede Brasil Atual
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