domingo, 30 de abril de 2017

Cantor e compositor Belchior morre no RS






(Foto: Divulgação)

O cantor e compositor Belchior morreu na noite deste sábado, 29, em Santa Cruz do Rio Grande do Sul, aos 70 anos. Familiares confirmaram o falecimento, entretanto, não informaram a causa da morte. O corpo deve ser trazido para o Ceará ainda hoje. O sepultamento deve ocorrer em Sobral.


Em nota, o governador Camilo Santana decretou luto oficial de três dias no Estado e reconheceu a importância de Belchior para a música brasileira. Confira a nota na íntegra:


"Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da Música Popular Brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no País, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias. 



Aguardando mais informações


Com informações de O Povo

Datafolha: Lula dispara e vence em todos cenários

Mesmo sendo alvo de um massacre midiático, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou em todos os cenários pesquisados pelo Datafolha, alcançando números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno; ou seja: sem um tapetão judicial, que seria a fase 2 do golpe de 2016, com a inabilitação judicial de Lula, ele provavelmente seria eleito presidente pela terceira vez; a pesquisa também revelou o esfacelamento das principais forças golpistas: enquanto candidatos do PSDB, como Aécio Neves, derreteram, Michel Temer se tornou a personalidade política mais odiada do Brasil; no vácuo político, o único que cresceu, além de Lula, foi o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que hoje iria para o segundo turno; ontem, ao participar de um evento em defesa da indústria naval, ao lado do ex-governador Olívio Dutra e da presidente golpeada Dilma Rousseff, Lula se disse pronto para vencer mais uma vez o candidato da Globo



O massacre diário promovido contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Globo e outros meios de comunicação da chamada velha mídia não produziu os efeitos desejados.

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo revela  que Lula disparou em todos os cenários, alcançando números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno. Ou seja: sem um tapetão judicial, que seria a fase 2 do golpe de 2016, com a inabilitação judicial de Lula, ele provavelmente seria eleito presidente pela terceira vez.

"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, mantém-se na liderança apesar das menções no noticiário recente da Lava Jato", reconhece a Folha.

A pesquisa também revelou o esfacelamento das principais forças golpistas: enquanto candidatos do PSDB, como Aécio Neves, derreteram, Michel Temer se tornou a personalidade política mais odiada do Brasil.

No vácuo político, o único que cresceu, além de Lula, foi o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que hoje iria para o segundo turno.

Ontem, ao participar de um evento em defesa da indústria naval, ao lado do ex-governador Olívio Dutra e da presidente golpeada Dilma Rousseff, Lula se disse pronto para vencer mais uma vez o candidato da Globo.

O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Confira, abaixo, os principais cenários:


5
0
10
20
32
16-17 dez.2015
17-18 mar.2016
14-15 jul.2016
26-27 abr.2017
Lula
Bolsonaro
Marina
Aécio
Ciro
Temer


2
0
10
20
32
16-17 dez.2015
17-18 mar.2016
14-15 jul.2016
26-27 abr.2017
Lula
Marina
Bolsonaro
Alckmin
Ciro
Temer






Fonte: Brasil 247

Datafolha 2: golpe fracassou e 85% querem diretas já

O golpe de 2016, personificado na triste figura de Michel Temer, que traiu a presidente eleita Dilma Rousseff para chegar ao poder por meio de uma conspiração de políticos corruptos, é também um fracasso, segundo aponta o Datafolha; Temer é hoje o político mais rejeitado do Brasil, com 65% de avaliações negativas, e 85% dos brasileiros querem eleições diretas já; antes do golpe, já eram 63% os brasileiros que defendiam diretas, mas Temer foi imposto pelo establishment político e midiático para fazer suas reformas altamente impopulares; como o Brasil só fez piorar deste então, o grito por eleições diretas é praticamente um consenso nacional; Temer é mais impopular do que foi Dilma em seu pior momento, com uma diferença importante: enquanto ela foi massacrada, ele é protegido

REUTERS/Ueslei Marcelino

O golpe de 2016, personificado na triste figura de Michel Temer, que traiu a presidente eleita Dilma Rousseff para chegar ao poder por meio de uma conspiração de políticos corruptos, é também um fracasso, segundo aponta o Datafolha.


Temer é hoje o político mais rejeitado do Brasil, com 65% de avaliações negativas, e 85% dos brasileiros querem eleições diretas já. Antes do golpe, já eram 63% os brasileiros que defendiam diretas, mas Temer foi imposto pelo establishment político e midiático para fazer suas reformas altamente impopulares.


Como o Brasil só fez piorar deste então, e hoje tem 14,2 milhões de desempregados, o grito por eleições diretas é praticamente um consenso nacional.


A pesquisa também revela que Temer é mais impopular do que foi Dilma em seu pior momento, com uma diferença importante: enquanto ela foi massacrada, ele é protegido pelos barões da velha mídia.


"Segundo pesquisa do Datafolha, a gestão do peemedebista tem 61% de avaliação ruim ou péssima, com 28% a considerando regular e apenas 9%, ótimo ou bom. Logo antes de a Câmara afastá-la, em abril do ano passado, Dilma tinha 63% de rejeição e 13% de aprovação. Os 9% [de Temer] de aprovação são também similares à taxa de Fernando Collor de Mello antes de ser impedido, em setembro de 1992, embora a reprovação fosse maior (68%). Quando colocado como eventual candidato à reeleição, Temer vê a rejeição a seu nome subir de 45% para 64% de dezembro para cá", informa o Datafolha.


"A deterioração da imagem da Presidência impressiona. De dezembro de 2012, quando a pergunta foi feita pela última vez, para cá, disseram não confiar nela 58% dos ouvidos, contra 18% em 2012. É um índice quase igual ao da confiança no Congresso, historicamente baixa: 57% de 'não confio'".





Fonte: Brasil 247

sábado, 29 de abril de 2017

CUT: 1º de Maio será na Avenida Paulista, ‘com ou sem Doria’

povo 

O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse hoje (29) que a central realizará seu ato de 1º de Maio na Avenida Paulista, região central de São Paulo, mesmo com a manifestação da prefeitura da capital contrária ao evento. “Não vamos permitir censura. Estávamos liberados porque solicitamos e fomos atendidos, porque temos o direito de fazer o 1º de Maio na Paulista. Nós vamos fazer com (João) Doria ou sem Doria”, afirmou à Rádio Brasil Atual, referindo-se ao prefeito tucano.


A Secretaria de Comunicação da prefeitura paulistana informou, em nota, que a Regional da Sé “notificou a CUT sobre a impossibilidade de realização de um show de 1º de Maio que está sendo divulgado para a próxima segunda (1º), na avenida Paulista”. Afirma que a central não pediu autorização e que a iniciativa fere um termo de ajuste de conduta (TAC) assinado com o Ministério Público em 2007. E acrescenta que, em caso de descumprimento, a entidade está sujeita a multa, conforme a Lei 16.402, de 2016 (sobre uso e ocupação do solo no município).



O 1º de Maio na Avenida Paulista vai ser realizado pela CUT, CTB e Intersindical, com o apoio dos movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. “Tínhamos solicitado (o evento na Paulista), como manda o figurino”, disse Vagner Freitas. “Nosso secretário-geral fez ofício solicitando a utilização da avenida Paulista, que é pública e que hoje virou um campo de debate na cidade. Isso tudo é comunicado para a Secretaria de Segurança Pública. Vamos chamar nossos artistas populares e todo movimentos social e a sociedade. Fizemos o combinado.” 


Para o presidente da CUT, o prefeito quer criar um “factoide”. “O que Doria está fazendo é o que ele quer: que a gente fique falando dele porque tem que criar um factoide. Não traga conturbação à cidade, prefeito. Você não pode ser agente da conturbação pública, apenas atenda e não crie para nós o constrangimento de ter que enfrentá-lo. Depois vai dizer que houve radicalismo da nossa parte, mas radicalismo é usurpar direitos na administração pública.”


O prefeito também se manifestou contra a greve geral desta sexta-feira. Em entrevista pela manhã, chegou a chamar os manifestantes de “vagabundos”. E elogiou a postura do subprefeito de Pinheiros (zona oeste), Paulo Mathias, que informou em rede social que dormiria no local de trabalho juntamente com funcionários para garantir a normalidade do expediente.


À noite, a prefeitura soltou nova nota, para reafirmar que o evento não pode ser realizado na Paulista. Disse se dispor a ceder outro local, como o Vale do Anhangabaú.

 

De última hora



Outra central, a CSB, também enfrentou problemas na organização de seu evento para o 1º de Maio. De última hora, teve de mudar o local do Memorial da América Latina, na Barra Funda, região central, para o Sambódromo, no Anhembi, zona norte. “


“A diretoria do Memorial da América Latina, órgão controlado pelo governo do estado de São Paulo, e a Polícia Militar criaram inúmeros empecilhos burocráticos para tentar evitar o 1º de Maio da CSB, achando que, com isso, evitariam um grande ato político dos trabalhadores contra as reformas que cortam os direitos trabalhistas e previdenciários”, afirma a central, acrescentando que o ato reunirá “milhares de trabalhadores em uma única voz em repúdio aos neoescravagistas”.


O secretário-geral da CSB, Álvaro Egea, disse que o contrato estava firmado há meses. “Não foi falta de cumprimento de contrato, nem de cumprir as exigências. Nesta semana, começaram a fazer exigências fora do razoável. Criaram dificuldades para inviabilizar o evento”, afirmou. “Achamos que foi uma decisão política. O Memorial da América Latina é uma instituição de respeito. Nunca aconteceu um ato desses. Os próprios governos estão tomando atitudes não republicanas.”


Morador de Guarulhos, na Grande São Paulo, ele avalia que houve “uma adesão extraordinária” à greve geral, nesta sexta-feira (28). “Os condutores (de ônibus) nem foram à garagem. E o fretamento também aderiu. Guarulhos parou”, disse Álvaro. Segundo ele, uma escola tradicional do município, o Colégio Maia, também não teve atividades hoje. Ele lamentou apenas que, em muitos locais, a Justiça esteja concedendo interditos proibitórios para tentar coibir manifestações. “Apesar disso, é uma greve vitoriosa e que vai trazer mudanças no cenário político.”





Via Rede Brasil Atual / Debate Progrsssinta

No RS, Lula manda recado: “Terei um imenso prazer em derrotar o candidato da Globo”

Um dia após a greve geral que parou o país, ex-presidente Lula, ao lado de Dilma, foi aclamado por milhares de pessoas em ato em defesa do Polo Naval do Rio Grande do Sul. Em sua fala, criticou as reformas do governo Temer e desafiou a TV Globo. Ouça seu discurso 


 
 
 
O ex-presidente Lula foi aclamado por uma multidão de pessoas que estavam presentes no ato em defesa do Polo Naval do Rio Grande do Sul, na tarde deste sábado (29). Ao lado da ex-presidenta Dilma Rousseff, que ouviu gritos de “volta, querida”, o petista fez um discurso contundente contra o governo de Michel Temer e as reformas que pretende promover.


“Os que deram um golpe na Dilma dizendo e iam melhorar o país, só pioram o país. Eles estão destruindo tudo que Getúlio Vargas fez a nível de direitos trabalhistas. Eles querem que os trabalhadores tenham as mesmas condições de trabalho do início do século passado, querem jogar nas costas do povo o rombo da Previdência. Eles não estão fazendo uma reforma, estão demolindo o país”, afirmou.


Com uma campanha cada vez mais intensa de “volta, Lula”, o ex-presidente falou ainda sobre 2018 e mostrou não estar disposto a negociar com grandes emissoras de TV como a Globo, que foi desafiada pelo já cada vez mais candidato.


“Quero que a TV Globo descubra logo o candidato dela. E eu, que não queria mais ser candidato, terei um imenso prazer em derrotar o candidato da Globo. Na minha idade, a gente não sabe quanto tempo terá pela frente. Tô com 71 anos, mas se eu tiver mais 20 ou mais um ano pela frente, será só para defender a democracia neste país”, disse.






Fonte: Vermelho


Doria chama mais de 30 milhões de brasileiros de “vagabundos”

Esse é o número de pessoas estimado que aderiu à greve geral – que foi notícia no mundo inteiro – nesta sexta-feira (28). Para o prefeito tucano, grevistas são “preguiçosos” e ainda receberam R$100 para sais às ruas nas manifestações 




O prefeito de São Paulo, João Doria Jr (PSDB), que fugiu dos bloqueios da greve geral em São Paulo nesta sexta-feira (28) com seu helicóptero, disse ao jornal Folha de S. Paulo que os grevistas são “vagabundos” e “preguiçosos”. Estima-se, de acordo com as centrais sindicais, que mais de 30 milhões de brasileiros cruzaram os braços neste dia de mobilizações contra o governo Temer e suas reformas.


Como já é de praxe, em uma tentativa de provocação e mirando uma candidatura em 2018, o tucano disse, na mesma entrevista, que “Lula nunca trabalhou e sempre ganhou sem trabalhar”. O ex-apresentador de TV, que vem afirmando que não apoia greve alguma, ainda ficou bravo quando perguntado o motivo pelo qual, então, apoiou uma greve contra a ex-presidenta Dilma.


Desta vez, ele cortou o ponto de funcionários do município que aderiram à paralisação.


Doria, em outra entrevista, desta vez à rádio Eldorado FM, ainda foi além e deu uma informação absurda: para ele, cada manifestante que saiu às ruas recebeu R$100 das centrais sindicais.


Em São Paulo, estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham comparecido ao Largo da Batata na manifestação que foi até a casa de Michel Temer. Se considerarmos que possa ter ido muito menos gente que o número estimado, algo em torno de 20 mil pessoas, as centrais deveriam desembolsar para pagar os manifestantes, de acordo com a tese de Doria, pelo menos R$2 milhões.

MST sobre a greve: É preciso continuar mobilizado em todo o país


Confira o vídeo na íntegra:
Fonte: Portal Vermelho

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Gilmar Mendes, sempre ele, liberta Eike Batista

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a libertação do empresário Eike Batista, preso desde janeiro pela Operação Eficiência, que investiga fraudes em contratos de empresas com o governo do Rio de Janeiro. Na decisão, que ainda não foi divulgada na íntegra, o ministro suspende os efeitos da ordem de prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.


O juiz, no entanto, ressaltou que a libertação só tem validade se o empresário não ter sido preso também por determinação de outro juiz. Essa informação será apurada na própria vara federal, quando receber a decisão de Gilmar.



O ministro também afirmou na decisão que o juiz da 7ª Vara Federal poderá analisar a necessidade de aplicação de medidas cautelares – como, por exemplo, a prisão domiciliar ou o monitoramento por tornozeleira eletrônica.


Ao pedir a libertação do empresário, a defesa alegou que a prisão foi decretada para garantia da ordem pública e para que fosse assegurada a aplicação da lei penal, com base nos argumentos de que Eike participou de uma organização criminosa em um esquema de corrupção durante o governo do ex-governador Sérgio Cabral, também preso e que poderia obstruir as investigações. Mas argumentaram que não existe acusação da participação de seu cliente em organização criminosa na ação decorrente das investigações e que a suposta obstrução da Justiça se refere a outro processo.


“As medidas cautelares estão, por evidente, restritas às circunstâncias dos processos em que são decretadas”, relatam no pedido de habeas corpus.
A prisão preventiva de Eike foi decretada no dia 13 de janeiro, pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O empresário, que estava em viagem internacional, retornou ao Brasil e se entregou à Polícia Federal dia 30 daquele mês.


Eike está preso na Penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9), no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. A unidade recebe presos do regime fechado, em sua maioria policiais cumprindo pena por envolvimento com milícias. De acordo com dados coletados em dezembro, a unidade também opera acima da capacidade: na ocasião, tinha 657 presos para 547 vagas. Segundo agentes da Seap, as celas são para seis detentos cada.




Carolina Brígido – O Globo 

Fonte: Debate Progrssista

Maior greve geral da história do país contou com 40 milhões de brasileiros

Dia foi de bloqueio de estradas e ruas, fechamento de garagens de ônibus, além de passeatas e ocupações 


No dia da greve geral, convocada por centrais sindicais e movimento populares, mais de 40 milhões trabalhadores e trabalhadoras de todo o país paralisaram suas atividades, segundo dados dos organizadores. A sexta-feira (28) ficou marcada como a maior greve da história brasileira, segundo afirmou a Frente Brasil Popular, que junto com o Fórum das Centrais e a Frente Povo Sem Medo convocou as ações.


O dia amanheceu com garagens de ônibus paralisadas, piquetes nas fábricas, vias bloqueadas, ruas vazias e centenas de categorias de trabalhadores com os braços cruzados por todo o Brasil.


Para João Paulo Rodrigues, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), "a greve conseguiu chegar ao conjunto da classe trabalhadora e, acima de tudo, fazer um grande debate sobre a importância da luta e da resistência contra as reformas do governo golpista de Michel Temer". Ele ainda refirmou que segue "o compromisso de continuar a luta" e que espera que "o Congresso Nacional tenha a sensibilidade de parar imediatamente as duas votações [das reforma trabalhista e da Previdência]. Caso contrário, nós vamos convocar uma nova greve geral por tempo indeterminado".


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à Rádio Brasil Atual, afirmou pela manhã que o sucesso da greve também significa que está sendo ampliada a conscientização do povo brasileiro em relação aos impactos das reformas pretendidas. "A greve teve adesão da dona de casa, dos trabalhadores do pequeno comércio. O movimento sindical e o povo brasileiro estão fazendo história", avaliou.


Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, essa é a maior greve trabalhista já realizada no país. Ele a comparou ao movimento de 1989, quando 35 milhões de trabalhadores paralisaram os trabalhos. "Ainda não há estimativa, mas a Central vai ultrapassar esse número", disse, em entrevista para o Congresso em Foco.


Logo nas primeiras horas da madrugada, diversas cidades registraram paralisações e piquetes de trabalhadores de diversas categorias, como as de transporte público. Metrôs, ônibus e trens de uma série de cidades não circularam por 24h. Entre as dezenas de categorias que aderiram ao dia nacional de paralisação nos mais diversos ramos da economia, estão a de transporte, escolas, bancos e indústria em todo o país. Estabelecimentos de saúde – hospitais, unidades básicas, prontos-socorros –, onde não se pode paralisar 100%, os trabalhadores vão fazer escala semelhante à de final de semana, priorizando o atendimento a emergências. 


Também aderiram à greve os bancários (em 22 estados), metalúrgicos (sete estados), comerciários (seis estados), eletricitários, químicos, petroleiros e trabalhadores de saneamento básico e dos Correios. Os servidores públicos das demais áreas, inclusive do Judiciário, aderiram à paralisação em todas as capitais e dezenas de cidades médias, assim como os trabalhadores do Porto de Santos.
Confira abaixo mais detalhes de como foi a Greve Geral em alguns estados.


SÃO PAULO
Cordão policial em volta da casa de Michel Temer, na capital paulista | Foto: Julia Dolce/Brasil de Fato


Na cidade de São Paulo, diversos movimentos populares e militantes, convocados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, saíram de diversos pontos da cidade para chegarem à concentração geral, no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista. A ação reuniu 70 mil manifestantes e caminhou do local, localizado próximo à avenida Faria Lima, até a casa do presidente golpista Michel Temer.
De forma pacífica e entoando palavras de ordem, os ativistas foram atacados pela Polícia Militar próximo à residência do mandatário não eleito. Como acompanhou a reportagem do Brasil de Fato, um cordão de policiais foi formado no entorno do local e, com a aproximação do ato, iniciaram os avanços da força de repressão.


Anda nesta sexta-feira (28), dia de greve geral, a Polícia Militar (PM) invadiu o Sindicato dos Bancários de de São Paulo, Osasco e Região, por volta das 17h, mesmo horário em que estava marcado um ato dos movimentos populares e centrais sindicais, no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista. Segundo informações do sindicato, os policiais intimidaram manifestantes sob o argumento de “proteger o patrimônio público”.


Em publicação em seu site, informou que os trabalhadores estavam na porta da sede do sindicato se manifestando, quando cerca de cinco PMs foram até eles e entraram na entidade, armados, revistando os militantes, "de forma truculenta e agressiva".


Já no período da manhã, seis integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que realizavam um protesto na Radial Leste, em São Paulo (SP), foram detidos e se encontram no 65º Distrito Policial (DP), Artur Alvim, na Zona Leste da capital. Ao todo, durante este dia de greve, foram detidos 16 manifestantes na cidade de São Paulo até às 11h, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. Além dos seis militantes que se encontram no DP de Arthur Alvim, outros quatro foram encaminhados ao 33º DP, Pirituba, Zona Norte; e mais 6 detidos que foram levados ao 92º DP, Ceasa, na Zona Oeste.


Ainda madrugada desta sexta-feira (28), a Frente de Luta por Moradia (FLM), membro da Central de Movimentos Populares, além de coletivos de cultura, deram início às ações da greve geral em São Paulo, com a ocupação cultural “Casa Aberta, Praça de Todos”. Cerca de 300 integrantes dos movimentos ocuparam um terreno no centro da capital paulista, como parte de uma iniciativa chamada Abril Vermelho, na Ladeira da Memória.

PARANÁ
Mais de 90 categorias de trabalhadores do Paraná aderiram à paralisação contra as reformas trabalhista e previdenciária do governo golpista de Michel Temer (PMDB), nesta sexta-feira (28). Cerca de 200 mil pessoas participaram de mobilizações e pelo menos 400 aderiram à greve em todo o estado, de acordo com estimativas da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR).

Em Curitiba, terminais de transporte público, ruas e praças estavam completamente vazias no início da manhã, devido à adesão dos trabalhadores do transporte coletivo à greve geral. Apenas carros transitavam pela cidade. Enquanto isso, em pontos diversos da capital, movimentos sociais e organizações sindicais promoviam atos e protestos localizados. Segundo a organização, 30 mil pessoas participaram da marcha que partiu do Centro Cívico, passou pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e seguiu até a Praça Tiradentes, onde houve o encerramento, perto das 14h. Saiba mais sobre o dia de Greve Geral no Paraná.

PERNAMBUCO
Nas garagens de ônibus, braços cruzados ou mãos em punho e cartazes com anúncio da Greve Geral. Em vias importantes do estado e da cidade do Recife, bloqueios feitos por militantes de movimentos populares. Foi assim que esta sexta-feira (28) começou em Pernambuco. A adesão ao chamado da Greve Geral, contra as reformas propostas pelo governo golpista de Michel Temer, é grande em todo Brasil.

Trabalhadores (as) das empresas de ônibus e integrantes de movimentos populares e sindicatos, se reuniram na frente das garagens de ônibus do Recife já na madrugada, com o objetivo de garantir que nenhum ônibus circulasse na capital pernambucana. Os principais terminais integrados de passageiros estavam vazios. Saiba mais sobre o dia de Greve Geral em Pernambuco.

RIO GRANDE DO SUL
O centro de Porto Alegre (RS) amanheceu vazio devido a grande adesão à greve geral de diversas categorias, como bancos, escolas e universidades, comércios e justiça do trabalho. Além disso, em todo o estado, foram bloqueadas diversas estradas. 


Na madrugada desta sexta-feira, a BR 290 nos sentidos interior-capital, próximo a Ponte do Guaíba em Porto Alegre , e capital-interior, em Eldorado do Sul foram trancadas por cerca de 200 integrantes do MST, Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), e centrais sindicais. As rodovias foram liberadas após ação truculenta do Batalhão do Choque da Brigada Militar, que lançou bombas de gás lacrimogênio contra os manifestantes.


Ainda em Porto Alegre, foram realizadas mobilizações em diversos pontos da cidade, entre elas, as empresas de ônibus, a rodoviária, a prefeitura, os terminais de ônibus e o Centro Administrativo do Estado. Saiba mais sobre o dia de Greve Geral no Rio Grande do Sul.


RIO DE JANEIRO
Em adesão à greve geral convocada para esta sexta-feira, aeroviários paralisam atividades nos aeroportos Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro. No Galeão, a maior parte dos cancelamentos de voos foram de companhias aéreas internacionais, informou o movimento grevista.

A greve geral teve impacto em várias regiões do Rio. A ponte Rio Niterói foi ocupada por manifestantes, além disso tem bloqueios na Av. Brasil, Radial Oeste, Linha Vermelha, Rodovia Niterói-Manilha e nos acessos às barcas e ao terminal rodoviário Nova Alvorada, um dos maiores da cidade. Esses são importantes pontos de circulação da cidade e região metropolitana, por onde passam milhares de trabalhadores todos os dias. Saiba mais sobre o dia de Greve Geral no Rio de Janeiro.


PARÁ
Diversas cidades do estado do Pará aderiram à greve geral desta sexta-feira (28). Em Belém (PA), as ações começaram ainda de madrugada. Cerca de 50 mil pessoas participaram da marcha convocada por vários movimentos e sindicatos. Diversos pontos estratégicos da capital paraense foram fechados, como o trecho da Alça Viária, a BR 316, e as avenidas Almirante Barroso (próximo ao bairro de São Braz), Augusto Montenegro e Presidente Vargas.


Segundo a integrante do Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense, Domingas de Paula Martins Caldas, que participa das manifestações em Belém, a greve de hoje é histórica. "Eu comecei na luta com 17 anos, agora tenho 64 e estou indignada. Foram muitos anos que nós lutamos para obter uma conquista mínima para as mulheres, e hoje com uma canetada de uma criatura irresponsável, se quer matar o povo de fome, trazer a miséria de volta para nosso país. Nós somos contra [as reformas] e por isso nós estamos nas ruas".


A surpresa do dia foi que parte dos rodoviários, que não aceitaram o acordo com o sindicado patronal, negociado na quinta-feira (27), aderiram à greve. Os motoristas se mobilizaram parando os ônibus e furando os pneus, bloqueando, assim, o acesso de uma das principais avenidas de Belém, a Almirante Barroso. Saiba mais sobre o dia de Greve Geral no Pará.


MINAS GERAIS
De acordo com a Frente Brasil Popular, cerca de 150 mil pessoas participaram do ato em Belo Horizonte, contra as medidas do presidente golpista, Michel Temer. A mobilização contou com diversos setores da sociedade, como sindicalistas, sem-terra, indígenas da etnia Xakriabá e estudantes.


Cerca de 15 mil pessoas, de acordo com a Frente Brasil Popular, foram às ruas em Uberlândia, nesta sexta-feira. Em Juiz de Fora, a Greve Geral reuniu na Zona da Mata mineira, cerca de 30 mil manifestantes. Também houve fechamento da BR 116, em Itaobim. Em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de BH, manifestantes bloquearam a rodovia BR 040. Saiba mais sobre o dia de Greve Geral em Minas Gerais. 





Fonte: Brasil de Fato

Greve foi a maior da história e pode abrir novo caminho para o Brasil


Ricardo Stuckert
Manifestação no Largo da Batata, na capital paulistaManifestação no Largo da Batata, na capital paulista

 

E foi assim, com unidade das Centrais Sindicais, com o chamado de católicos, evangélicos, umbandistas que hoje misturaram suas cores e cruzaram os braços na maior greve geral da história do Brasil.

 

Só não participou quem julga que são os trabalhadores e os mais pobres que têm que pagar a conta da crise, do conluio que chantageia todos os dias o Estado brasileiro. Mas desses aí, ninguém sentiu falta, hoje eles inexistiam porque só queríamos encontrar quem estava em greve, construindo, debatendo, fazendo piquete e atos.

 

Esta greve entra para a história por estar inserida nesse contexto complexo e difícil, de extrema fragilidade e crise das instituições brasileiras. E por isso, essa união tão esperada é também tão importante.

 

O que faz a maior cidade da América Latina ficar totalmente vazia? A ameaça de um furacão, um atentado de organização criminosa? Não, não foi uma ameaça, foi luta em defesa da aposentadoria e essa força tão grande só ser significado da união e coragem desses setores que construíram a greve.

 

As fotografias das cidades vazias, dos ônibus enfileirados, dos bancos e metrôs fechados também gritavam: ainda sonhamos, estamos vivos, lutamos e vamos lutar por muito mais tempo. Afinal, de todos os embates que outras gerações antes das nossas passaram, a resistência e o brilho nos olhos de continuar acreditando que outro mundo é possível.

 

O Brasil pode ir dormir hoje mais tranquilo, não por ter conquistado a retirada da reforma da Previdência da pauta, mas por estar mais maduro para os embates em defesa da aposentadoria, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT e de retomada da democracia, do crescimento e emprego.

 

Aqueles que participaram da greve e dos atos hoje, depois de muito tempo de agonia, também podem encostar a cabeça no travesseiro e dormir melhor, por hoje, o papel foi muito bem cumprido.

 

Dados

 

A greve geral teve adesão de diversas categorias que estão construindo a luta em torno da defesa da Previdência desde o início do ato. De acordo com as centrais sindicais, 35 milhões participaram das paralisações e protestos em todo o Brasil.

 

Em São Paulo, os metroviários pararam mesmo sob decisão liminar pedida pelo governador Geraldo Alckmin para esvaziar o movimento. Os condutores também paralisaram as suas atividades desde a meia-noite de hoje.

 

Professores da rede municipal, estadual e particular participaram em massa em todo Brasil. Bancários, petroleiros, metalúrgicos também tiveram grande adesão. No ABC, berço da greve de 1979, seis montadoras e 60 mil trabalhadores cruzaram os braços em defesa da aposentadoria e contra a reforma trabalhista, que foi aprovada nessa semana na Câmara, após manobra do presidente Rodrigo Maia.

 

Alguns anteciparam os atos que comemoram o dia internacional do trabalhador, na próxima segunda-feira, dia 1º, e outros, para contar com a participação de setores que não estavam relacionados à uma categoria específica, também fizeram atos.

 

Em Porto Velho, mais de sete mil pessoas foram às ruas contra as reformas. No Pará, onde teve grande adesão dos bancários e professores, 100 mil pessoas bloquearam estradas, ruas, avenidas, fizeram atos e piquetes. Em Macapá, mais de 10 mil.

 

No Nordeste a mobilização dos atos foi grande. No Ceará, cerca de 500 mil pessoas participaram das paralisações e mobilizações em todo o estado. Em Salvador, de acordo com os organizadores, 70 mil; no Rio Grande do Norte 100 mil pessoas; e em Pernambuco, 200 mil manifestantes, conforme a Frente Brasil Popular Pernambucana, e em Sergipe, mais de 60 mil participantes.

 

Em Minas Gerais, só na capital, 150 mil pessoas participaram de atos, passeatas, paralisações. Em diversas cidades do interior mineiro também houve atividades.

 

Em São Paulo, além da forte paralisação dos serviços essenciais, como Sabesp, educação e transporte público, no final do dia cerca de 70 mil pessoas participaram de manifestação que teve como ponto de concentração o Largo da Batata e foi até a casa do presidente Michel Temer, principal autor das propostas que retira direitos dos trabalhadores. No Rio de Janeiro, 40 mil pessoas participaram das paralisações e atos que foram fortemente reprimidos pela Polícia Militar.

 

No Mato Grosso reuniu cerca de 30 mil participantes e já no Mato Grosso do Sul, mais 60 mil pessoas. No Rio Grande de Sul, tanto a capital como cidades do interior também tiveram atividades da greve geral e no total contou com 50 mil. No Paraná, mais de 30 mil manifestantes.

 

Trancaços em defesa da aposentadoria

 
Uma das estratégias dos movimentos sociais foi a realização de bloqueios de principais avenidas, ruas e rodovias. Só em São Paulo, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública Estadual, mais de 50 trancaços foram realizados.

 

E entre os movimentos que fizeram os bloqueios também houve outra interessante unidade. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento dos Sem Terra, Coordenação dos Movimentos Populares, Movimento dos Atingidos por Barragem, Movimento dos Pequenos Agricultores e a Coordenação Nacional das Associações de Moradia fizeram uma ação coordenada para travar pontos estratégicos próximos aos aeroportos, terminal de ônibus e metrô logo cedo.

 

A ação teve como resposta da Polícia Militar muita repressão e mais de 20 pessoas presas em Arthur Alvim e Ipiranga, somente em São Paulo.

 


Guerra nas redes sociais

 

A palavra greve geral uma das mais procuradas na internet nos últimos dias. Tendência que foi confirmada hoje. Desde às 4h00 da manhã, a palavra mais comentada no Twitter era #BrasilEmGreve.

 

A hastag utilizada de maneira alinhada por todos os veículos, meios, ativistas e os chamados influenciadores digitais do campo progressista, ficou mais de 10 horas no primeiro lugar entre os assuntos mais utilizados nas redes e chegou a desbancar sucessos da indústria cultural norte-americana.




Fonte: Frente Brasil Popular

Greve Geral: Confira o calendário completo e atualizado das mobilizações pelo país

Amanhã (28), milhares de trabalhadores contrários às reformas da Previdência e Trabalhista, propostas pelo governo Temer, cruzarão os braços aderindo à Greve Geral. Durante todo o dia, diversas manifestações e atividades ocorrerão em todo o país. Programe-se



Diversas categorias já aderiram à Greve Geral: comerciários, metroviários, educadores, jornalistas, ferroviários, psicólogos, estudantes, bancários, metarlúgicos, petroleiros, aeroviários e servidores públicos já declaram que irão aderir ao dia nacional de paralisações.

Confira abaixo a data e local da manifestação em sua cidade na sexta-feira (28):

São Paulo- (SP) Largo da Batata, às 17h
Praça da Sé, às 14h
Masp, às 14h
Viaduto do Chá, às 14:30h
Praça Benetido Calixto, às 14h
Periferia em Marcha na Greve Geral
USP na greve Geral
Mackenzie na Greve Geral

Sorocaba: Praça Coronel Fernando Prestes, às 8h
Padaria Sukao, às 8h

Jundiai: Sindicato dos Servidores Públicos de Jundiaí, às 6:00

Campinas: Largo do Rosário, às 16h
Associação dos Advogados Trabalhistas de Campinas – AATC, às 9h

Bragança Paulista: Praça Raul Leme, às 10h

Rio Claro: Jardim Público Rio Claro, às 8:30h

Indaiatuba: Praça Prudente De Morais, às 9h

Suzano: Suzano Praça dos Expedicionários, às 9h

Ribeirão Preto: Teatro Dom Pedro II, às 9h
Rua Álvares Cabral, 370, às 9h

Araraquara: Praça Santa Cruz, às 8h

Americana: Praça Comendador Muller, às 8h

Piracicaba: Terminal Central de Integração – Tci, às 8h

Ourinhos:Praça Mello Peixoto, a partir das 8h

LGBT´s na Greve Geral em São José dos Campos

Baixada Santista: Praça Mauá, Santos, às 10h

Taubaté: Praça Santa Terezinha, às 19h

São Sebastião: Terminal Transpetro – TEBAR, às 7h

Brasília (DF)
No canteiro central, em frente à Rodoviária de Brasília, entre o Museu da República e o Teatro Nacional, às 17h

Goiás
Goiânia (GO): Assembleia Legislativa de Goiás, às 8h
Praça do Trabalhador, às 8h
Formosa- às 10h

Ceará
Fortaleza (CE): Praça da Bandeira, às 9h
Caucaia
Sobral: Praça de Cuba, às 7:30

 Paraíba
João Pessoa (PB): Ponto de Cem Reis, às 14h

Tocantins
Palmas (TO): Avenida JK, concentração no Colégio São Francisco, às 9h
Avenida Tocantins/Taquaralto, concentração no Posto Trevo, às 16h

Roraima

Porto Velho (RO): Praça das Três Caixas D’água, às 9h

Rio de Janeiro
Barra Mansa: Praça da Matriz, a partir das 8h
UFRRJ: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro: Cinelândia, às 14h/ Alerj às 18h

Paraty: Praça Do Chafariz, às 16h

Niterói: Praça Araribóia às 15h

Espírito Santo
Vitória: Avenida Nossa Senhora da Penha, às 14h

Minas Gerais
Belo Horizonte: Praça da Estação, às 9h
Praça Sete De Setembro, às 10h

Pouso Alegre: Praça Senador José Bento, às 15h
Juiz de Fora: Praça da Estação, às 9h
Lavras: Praça Trabalhadores, às 8h
Uberaba: Praça Rui Barbosa, às 9h

Bahia
Salvador: Iguatemi, às 7h
 
Campo Grande, às 15h

Pernambuco
Recife: Praça Derby, às 14h

Rio Grande do Norte
Natal: Midway Mall, às 15h

Pará
Belém do Pará: Praça da República, às 10h
Marabá: Em Frente ao Prédio do INSS, às 8h

Piauí
Terezina: Praça Rio Branco, às 8h; às 10h Caminhada até o INSS; ás 11h, Caminhada pelo centro de Teresina; às 13h, Ato Público na praça da Liberdade

Mato Grosso do Sul
Dourados: Concentração em frente ao banco Bradesco, Rua Joaquim T. Alves, às 6h
Ato Político e cultural, no cruzamento da Av Marcelino Pires com Hayel Bon Faker, às 15h

Paraná
Curitiba: APUFPR-SSind – Associação dos Professores da UFPR, das 6h às 18h
Centro Cívico, às 8h
Londrina: Terminal Urbano de Londrina, às 10h

Rio Grande do Sul
Ijuí: Praça da República, às 9h
Pelotas: Asufpel Sindicato, a partir das 8h

Amazonas
Manaus: Praça da Polícia, às 11h
Fonte: Portal Fórum

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Com aprovação em São Paulo, motoristas e cobradores de 18 capitais estarão na greve geral

Paralisação deve se estender a todas as linhas e travar todos os terminais de ônibus da cidade de São Pauloônibus

Última categoria a aprovar adesão à greve geral consolida paralisação total do transporte coletivo na cidade de São Paulo - também já aprovada em outras 17 capitais, entre elas Rio, Brasília, BH e Salvador
 
 
São Paulo – Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista aprovaram hoje (26) a adesão à greve geral da próxima sexta-feira (28), contra a reforma da Previdência, a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita proposta pelo governo de Michel Temer (PMDB). A categoria vai cruzar os braços por 24 horas e os trabalhadores pretendem fechar as garagens de todas as empresas e os terminais municipais.


De acordo com o presidente do Sindicato dos Condutores, Valdevan Noventa, a decisão da assembleia apenas ratifica um desejo já manifestado pela cateoria. "Como as linhas das antigas cooperativas não chegaram a um acordo sobre a paralisação, é possível que nosso movimento consiga influenciar e conseguir a adesão de parte desses companheiros", disse.


Pelo menos 17 cidades da região metropolitana de São Paulo e toda a Baixada Santista também vão ter o transporte coletivo de ônibus paralisado, incluindo o sistema intermunicipal, executado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Guarulhos, Itaquaquecetuba, Arujá, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Osasco, Ribeirão Pires, São Caetano, São Bernardo do Campo, Santo André, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra e Osasco são as cidades metropolitanas que já tiveram a greve aprovada em assembleias de trabalhadores.


Os motoristas e cobradores de ônibus também vão cruzar os braços por 24 horas nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Vitória, São Luís, Cuiabá, Campo Grande, Teresina, Natal, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Rio Branco, Maceió, Manaus e Macapá.


Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também decidiram aderir à greve geral. Ficarão paralisadas, durante 24 horas, as linhas 9-Esmeralda (Grajaú-Osasco), 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi), 7-Rubi (Jundiaí-Luz), 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra), 11-Coral (Luz-Estudantes) e 12-Safira (Brás-Calmon Viana).


Os metroviários também vão cruzar os braços por 24 horas nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Teresina, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital paulista, as linhas 1-Azul, (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro) e 15-Prata (Vila Prudente-Oratório) ficarão paralisadas o dia todo, a partir da zero hora de sexta-feira.


Também vão paralisar as atividades os professores estaduais, municipais e privados, os aeroviários, os bancários (em 22 estados), os metalúrgicos (sete estados), os comerciários (seis estados), os eletricitários, os químicos, os petroleiros e os trabalhadores de saneamento básico e dos Correios. Os servidores públicos das demais áreas, inclusive do Judiciário, vão ter paralisações em todas as capitais e dezenas de cidades médias. Trabalhadores do Porto de Santos também aprovaram a greve.





Fonte: Rede Brasil Atual

terça-feira, 25 de abril de 2017

Até nisso ele é ruim: Governo Temer-PSDB compra produtos Microsoft e ameaça softwares livres

temerfhc

O Ministério do Planejamento prepara a maior compra de produtos da Microsoft já feita pelo governo em uma só tacada: estima-se que serão gastos R$ 138,9 milhões em licenças de programas como Office e Windows. O custo pode sofrer alterações dependendo dos preços definidos na licitação, que deve ser feita em 2017.


Associações que defendem o uso de programas abertos e gratuitos, como o Linux, temem que a compra seja um retrocesso nas políticas de incentivo ao “software livre” que começaram no governo Lula. O secretário de Tecnologia da Informação, Marcelo Pagotti, diz que a compra é apenas para atualizar licenças que já existem. Além disso, defende, vai economizar dinheiro ao reunir as demandas de 88 órgãos em uma só licitação.


Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

Via: Debate Progressista

Greve geral cresce e deve parar transporte, escolas, bancos e indústria em todo o país

Confira as categorias que já aprovaram paralisação contra as reformas da Previdência e trabalhista do governo Michel Temer



Cresce a perspectiva de que terminais de metrôs e ônibus amanheçam sem movimento nesta sexta (28)
São Paulo – A três dias da greve geral contra a 'reforma' da Previdência, a 'reforma' trabalhista e a terceirização irrestrita, propostas pelo governo de Michel Temer (PMDB), dezenas de categorias de trabalhadores confirmam participação na paralisação de 28 de abril. O transporte coletivo por ônibus, metrô e trens será um dos setores com maior participação na mobilização, com paralisações já confirmadas na região metropolitana de São Paulo e mais 17 capitais. Bancários, urbanitários, servidores da saúde pública, professores, metalúrgicos e comerciários também confirmaram adesão à greve.


Em relação aos motoristas e cobradores de ônibus, as atividades vão ser paralisadas por 24 horas nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Vitória, São Luís, Cuiabá, Campo Grande, Teresina, Natal, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Rio Branco, Maceió, Manaus e Macapá.


Em São Paulo, 17 cidades da região metropolitana e toda a Baixada Santista vão ter o transporte coletivo paralisado, incluindo o sistema intermunicipal, executado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Guarulhos, Itaquaquecetuba, Arujá, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Osasco, Ribeirão Pires, São Caetano, São Bernardo do Campo, Santo André, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra e Osasco são as cidades metropolitanas que já tiveram a greve aprovada em assembleias de trabalhadores.


Na capital paulista, o Sindicato dos Motoristas vai realizar assembleia nesta quarta-feira (26), às 16h. Mas o indicativo da categoria também é de adesão à greve por 24 horas. Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) das linhas 9-Esmeralda (Grajaú-Osasco) e 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi) também realizam assembleia amanhã. Já as linhas 7-Rubi (Jundiaí-Luz), 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra), 11-Coral (Luz-Estudantes) e 12-Safira (Brás-Calmon Viana) aprovaram paralisação de 24 horas.


Os metroviários também vão cruzar os braços por 24 horas nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Teresina, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital paulista, as linhas 1-Azul, (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro) e 15-Prata (Vila Prudente-Oratório) ficarão paralisadas o dia todo, a partir da zero hora de sexta-feira.


Os professores da rede pública de Alagoas, Bahia, Brasília, Paraná, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Amapá, Tocantins, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo (municipal e estadual) também vão parar na sexta-feira. Docentes da rede privada de Alagoas, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais também aprovaram adesão à greve. O mesmo vale para professores das universidades federais e estaduais de todo o país.


Os estabelecimentos de saúde – hospitais, unidades básicas, prontos-socorros –, onde a paralisação não pode ser de 100% dos trabalhadores, vão funcionar com escala semelhante à de final de semana, priorizando o atendimento a emergências. Trabalhadores desse setor nos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Tocantins e São Paulo (inclusive na capital) vão parar.


Pilotos, copilotos e comissários de voo declararam estado de greve em assembleias realizadas na segunda-feira (24) em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. A categoria vai decidir na quinta-feira (27) se paralisa ou não as atividades. Já os aeroviários (funcionários que atuam no check-in, auxiliar de serviços gerais, mecânicos de pista, entre outros cargos) aprovaram a paralisação nacional de 24 horas nos aeroportos internacionais Franco Montoro, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e Gilberto Freyre, em Pernambuco.


Também vão paralisar as atividades os bancários (em 22 estados), metalúrgicos (sete estados), comerciários (seis estados), eletricitários, químicos, petroleiros e trabalhadores de saneamento básico e dos Correios. Os servidores públicos das demais áreas, inclusive do Judiciário, vão ter paralisações em todas as capitais e dezenas de cidades médias. Trabalhadores do Porto de Santos também aprovaram a greve.


As propostas do governo Temer são rechaçadas pela maioria da população. Pesquisa Vox Populi divulgada no dia 13 indica que 93% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência e 80% contra a terceirização. 





Fonte: Brasil de Fato
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