quinta-feira, 6 de abril de 2017

Sem projeto político, Freire aparelha ministério com 18 nomes do PPS

Crítico ao "aparelhamento do governo anterior", Freire prejudica desenvolvimento de políticas públicas sem apresentar projeto consistente

Agência Câmara
Crítico ao "aparelhamento do governo anterior", Freire prejudica desenvolvimento de políticas públicas sem apresentar projeto consistente 

Desde que assumiu o ministério, em novembro de 2016, Freire já nomeou 18 pessoas de seu partido, o PPS, a maioria deles sem currículo considerado qualificado para atuar na pasta a qual foram designados.

 
Para Associação dos Servidores do Ministério da Cultura (AsMinc), o caso mais emblemático é do servidor que ocupava o posto de Coordenador-Geral da Instituição que após ser nomeado para tal função se mudou de Recife para Brasília e foi exonerado pelo telefone enquanto estava em uma viagem de trabalho. No lugar dele entrou Eliseu de Oliveira Neto, do PPS, que não é especialista na área.

 
Além de Eliseu, os outros nomeados pelo ministro parecem usar o ministério como um refúgio depois de terem sido derrotados nas últimas eleições. É o caso de Maria do Céu, que depois de não garantir uma vaga na Câmara Municipal do Recife se tornou a chefa de representação do Minc no Nordeste; Fabio Sato, derrotado na prefeitura de Presidente Prudente (SP); Adão Cândido, que não teve sucesso nas eleições de 2014 para vice-governador do DF e outros com um histórico parecido.

 
Freire se defende dizendo que todos os novos nomeados são “qualificados, idôneos, republicanos” e gozam de sua “mais absoluta confiança”. Em justificativa disse que a movimentação atual no ministério é “algo bem distinto de aparelhar toda a estrutura do ministério em função de um projeto político, como ocorreu durante o governo anterior”. Ou seja, o aparelhamento sequer diz respeito a um projeto que vá além “da absoluta confiança” de Freire em seus aliados políticos.

 
A AsMinC denuncia que “a falta de transparência nos processos de ocupação de cargos compromete inclusive a eficiência das políticas públicas conduzidas pelo Ministério da Cultura. As mudanças intempestiva de cargos prejudicam a continuidade de políticas públicas”.







Fonte: Portal Vermelho, com agências

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