sexta-feira, 12 de maio de 2017

#MarisaRespeiteDonaMarisa

 
Uma publicação em uma rede social da rede de lojas Marisa, uma das maiores do país no comércio de roupas, gerou grande repercussão nesta sexta-feira. Ao promover uma promoção para o Dia das Mães, festejado no próximo domingo, a rede de lojas criou um mote fazendo referência ao depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro, na última quarta-feira.

"Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa", diz o post, que recebeu a reprovação mas também elogios de internautas que comentaram a publicação.

Lula foi interrogado sobre o apartamento tríplex no Guarujá, do qual o Ministério Público Federal (MPF) o acusa de ser o dono oculto. Em 2005, a ex-primeira-dama, que morreu em fevereiro, assinou um documento de compra de outra unidade do mesmo prédio, que ainda seria construído. Depois que o empreendimento foi assumido pela OAS, afirmam os procuradores, a empreiteira decidiu presentear o casal Lula com o tríplex. Dona Marisa Letícia chegou a visitar o tríplex por duas vezes em 2014, a primeira delas com Lula, já com a obra perto da conclusão.

Lula nega ser proprietário do tríplex. Em seu depoimento, o ex-presidente afirmou que só tomou conhecimento do assunto em 2005, no ato da compra e quando Dona Marisa começou a pagar o parcelamento pela unidade "comum" do prédio, e depois em 2013. Lula disse que, ao visitar o tríplex em 2014, não gostou do imóvel e que sequer soube da nova visita de Marisa Letícia. 


- O apartamento estava no nome da minha mulher. Eu tinha dito em fevereiro que não queria. Ela certamente pensava em fazer negócio se ela fosse ficar com o apartamento - disse Lula no depoimento - Eu nem sabia que teve essa visita, doutor. Eu não sei se o senhor tem mulher, mas nem sempre elas perguntam pra gente o que vão fazer. Dez ou quinze dias depois ela me relatou e disse que não tinha gostado. Ela já sabia que eu não queria o apartamento - afirmou o ex-presidente, em outro momento, a
Sergio Moro.


Num "marketing de oportunidade", o post da rede de lojas Marisa faz referência à interpretação destas falas de Lula, recorrente na internet desde a última quarta-feira, de que seria uma estratégia da defesa atribuir responsabilidades no caso à ex-primeira-dama, falecida em fevereiro.


Trabalho Escravo - Internautas indignados com a campanha das Lojas Marisa de imediato relembraram matéria da Revista Forum, de 2012, que denunciava a presença de trabalho escravo nas lojas no estado do Ceará. Na matéria, O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza foi às ruas repudiar as ações ilegais da confecção registrada como Indústria de Comércio e Roupas CSV Ltda, fabricante de peças de vestuário feminino para as Lojas Marisa

A manifestação aconteceu em frente à Loja Marisa do centro de Fortaleza. Os sindicalistas levaram à público as denúncias de escravidão, maus tratos, aliciamento, ilegalidade, jornadas de trabalho excessivas, diversos problemas no campo da saúde e segurança do trabalho e até indícios de tráfico de pessoas, segundo a fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo – iniciada em 18 de fevereiro – que responsabilizou a Marisa em 43 autos de infração.

A população parou para ouvir o discurso dos dirigentes sindicais e indignou-se com os fatos relatados. Pessoas saíram da loja e desistiram de comprar no estabelecimento. Alguns afirmaram que não comprariam mais na Marisa. “É um absurdo o que estão fazendo. Gostaria de saber para que tanta ganância? Para que tanta riqueza se não fornecem sequer salário justo e trabalho digno para as pessoas?”, protestou uma cliente.

Segundo o site da Marisa, a mesma é “a maior rede de lojas femininas do país, com mais de 220 lojas espalhadas por todas as regiões, mais de 90 milhões de peças vendidas e mais de 44 milhões de clientes que frequentam as unidades da rede por ano”.


Entretanto, mesmo com toda esta grandeza, a empresa escraviza imigrantes, principalmente bolivianos, desrespeita as leis e age na ilegalidade. Há registros de “salários” de R$ 202 e de R$ 247, menos da metade do salário mínimo da época (R$ 510).
Com informações da IBahia e da revista Fórum 


Nota do Blog: O título desta matéria é uma hashtag que está rolando nas redes sociais. Fiz questão de postar porque aqui não se trata de partidarismo político. Dona Marisa morreu há três meses e a memória de alguém que não pode mais se defender está sendo ofendida. Alguns dizem que o próprio viúvo (o ex-presidente Lula) foi quem começou. Mas isso não dá direito a ninguém utilizar disso. O desrespeito em nome do Marketing não deve ser incentivado, por isso esse título. 


G. Hammer: Resolvi seguir a linha do blog da Taís Paranhos com uma forma de fomentar esta este discurso critico contra uma mulher digna que foi nem só primeira dama, como também mãe, avô e recentemente bisavó. Não é justo que uma campanha de tamanho mau gosto possa atrair clientes logo nas vésperas do dia mais importante para as mulheres, que é justamente o "dia das mães". Fica aqui meu repudio ao Grupo de Lojas Marisa e seu marketing doloso. E que #MarisaRespeiteDonaMarisa e quem amar sua mãe não dê presentes de lá.





Fonte: Blog da Thaís Paranhos

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