domingo, 18 de junho de 2017

Cunha avalia cenários para fechar delação com ou sem Janot na PGR

Eduardo Cunha vai delatar; negociações com procuradores já foram iniciadas

Preso no ano passado pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) passou a discutir com advogados e familiares possíveis cenários no caso de uma eventual delação premiada Oficialmente, a equipe jurídica de Cunha nega a intenção do ex-presidente da Câmara de colaborar com as investigações. Mas o peemedebista tem discutido o tema com um grupo restrito de advogados.

 
No primeiro cenário, aliados de Cunha afirmam que, após a delação de Joesley Batista, ele quer se colocar como um "trunfo" ou um "ativo" para corroborar as revelações do dono da JBS em relação ao presidente Michel Temer e os principais peemedebistas envolvidos no acordo. O problema desse cenário, afirmam aliados de Cunha, é que o ex-deputado teme que, mesmo fazendo revelações, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não aceite a proposta de acordo, já que ele transformou Janot em seu principal adversário quando estava na presidência da Câmara.

 
Para o Planalto, por outro lado, o cenário ideal é que Cunha deixe para depois de setembro a oferta de delação premiada. O motivo: o mandato de Janot termina em setembro e cabe a Temer indicar o substituto. A ideia do governo é indicar um procurador-geral "anti-Janot", mais alinhado ao Palácio do Planalto.

 
Além da delação de Joesley, outro fator que fez Cunha passar a considerar a colaboração - mesmo negando oficialmente - é o avanço das tratativas do doleiro Lúcio Funaro com os investigadores. Segundo o Ministério Público Federal, Funaro e Cunha atuaram juntos em diversos esquemas, como operações na Caixa Econômica Federal.

 
Segundo o site Debate Progressista; o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) abriu conversas com procuradores para fazer delação premiada e contratou advogado para liderar o processo.


Se as negociações avançarem, será o tiro de misericórdia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, que cambaleou mas não caiu com a delação de Joesley Batista, um dos donos da JBS.


O novo advogado que Cunha constituiu exclusivamente para isso é o criminalista Délio Lins e Silva Júnior, que tem escritório em Brasília. “Delinho”, como é conhecido o advogado, atuou na delação de Diogo Ferreira, que era chefe de gabinete do ex-senador Delcídio do Amaral.




 Fonte: G1/Debate Progressista

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