terça-feira, 4 de julho de 2017

Governo já admite dificuldades em barrar denúncia contra Temer

 


Denunciado pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva, com base nas delações dos empresários da JBS, Temer tenta desde a sexta-feira (30), realizar sessão plenária para dar início o prazo para a apresentação da defesa. Mas não conseguiu o quórum mínimo de 51 parlamentares.

 

Diante deste cenário, o governo já admite dificuldades não ter votos para barrar a denúncia. O clima de derrota é tanto, que o presidente da CCJ e correligionário de partido, Rodrigo Pacheco, disse que "é constrangedor para todo brasileiro ter um Presidente da República denunciado criminalmente no Supremo Tribunal Federal". "A pura existência da denúncia já é um fato grave e que tem que ser encarado com a maior responsabilidade possível", comentou.

 

A agenda de Temer esta semana é toda dedicada a receber parlamentares, na linha de prometer tudo aos deputados que cotarem com o governo. Mas de acordo com aliados, a conta ainda não fecha, e o Planalto ainda não tem votos suficientes para ter uma vitória nem na comissão.

 

Segundo fontes próximas ao governo, apenas 30 deputados votam a favor de Temer entre os 66 integrantes da comissão. Há 21 indecisos que têm demonstrado insatisfação com o Planalto e ameaçam se posicionar contrariamente. Temer precisa de 34 votos para garantir que a CCJ recomende o arquivamento da denúncia.

 

Para piorar a situação, a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, braço-direito de Temer, cria ainda mais embaraço aos deputados no trabalho de convencimento dos indecisos.

 

"A prisão logicamente traz mais uma instabilidade política, mais turbulência naquilo que a oposição deverá fazer durante toda a semana", disse o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE). "Não podemos permitir que fatores externos possam ser utilizados na tentativa de trazer um tumulto ainda maior."

 

De acordo como regimento interno da Câmara, cabe ao presidente indicar o nome do relator. Na semana passada, Rodrigo Pacheco não disse quem indicará para a relatoria, mas afirmou que busca um parlamentar com perfil "técnico, conhecimento jurídico, relativa independência, além de assiduidade na comissão".

 

"É bom que seja um advogado", afirmou. O relator é responsável por recomendar à CCJ a aprovação ou rejeição da denúncia. No entanto, seja qual for o resultado sugerido pelo relator, a comissão analisará o parecer que, em seguida, será submetido a votação no plenário da Câmara.




Fonte: Vermelho/Agências

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ocorreu um erro neste gadget

Arquivo do blog

Amazon MP3 Clips