terça-feira, 19 de junho de 2018

STF absolve Gleisi


Divulgação 

O ministro Edson Fachin, relator do processo contra a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, votou pela absolvição dos dois por corrupção e lavagem de dinheiro em julgamento no Supremo Tribunal Federal na noite desta terça-feira 19. Ele votou pela condenação de Gleisi por crime eleitoral. O empresário acusado com o casal também foi absolvido por Fachin.
Os ministros Celso de Mello e Dias Toffoli concordaram com o relator e absolveram os três por corrupção e lavagem. Ainda faltam os votos de Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, mas já há maioria na Segunda Turma pela absolvição.


Para Fachin, está provado o efetivo recebimento de valores no interesse da campanha de Gleisi Hoffmann, porém tal recebimento não configura o crime de corrupção passiva descrito na denúncia, mas sim o delito de falsidade ideológica eleitoral (artigo 350 do Código Eleitoral). 


A presidente nacional do PT era acusada dos dois crimes. O relator entendeu ainda que a suposta prática criminosa não foi devidamente comprovada na denúncia do Ministério Público Federal e não ficou configurada.


Logo no início de seu voto, Fachin anunciou que não iria acatar nenhuma das preliminares apresentadas pela defesa, que tentavam encerrar o julgamento. A fala foi feita antes de o ministro avaliar se Gleisi e o ex-ministro Paulo Bernardo, seu marido, receberam ou não R$ 1 milhão do esquema da Petrobras.


O relator foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski e Fachin começou então a dar seu voto em relação ao mérito da ação penal. Ele foi o primeiro a votar.


O caso começou a ser julgado às 13h30, quando Fachin fez um resumo sobre o caso, o Ministério Público apresentou a acusação e as defesas de Gleisi, Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kugler sustentaram suas argumentações. Lewandowski disse no início da sessão que o julgamento deve ser concluído ainda nesta terça.



Leia mais na Agência Brasil:
Fachin vota pela absolvição de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo

 

Por André Richter - O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou há pouco pela absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Fachin é o relator do caso, e o julgamento continua para a tomada de votos dos demais ministros. No entanto, o ministro desclassificou a acusação e votou pela condenação da senadora por crime eleitoral.


A Segunda Turma da Corte julga hoje ação penal na qual a senadora é acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para embasar a acusação.


Em seu voto, o relator entendeu que há divergências nos depoimentos de Youssef e Costa e que não há provas suficientes para comprovar que Paulo Bernardo solicitou o dinheiro. "Os demais elementos de prova, sejam documentais e testemunhais, não são aptos a confirmar a tese acusatória no sentido de que a solicitação da vantagem indevida a Paulo Roberto Costa tenha partido do denunciado Paulo Bernardo", afirmou.


Apesar de reconhecer que a campanha da senadora chegou a receber R$ 250 mil, o ministro entendeu que não ficou caracterizado o crime de corrupção passiva, porque não foi possível comprovar que Gleisi deu apoio para manter Costa no cargo, conforme a acusação. Na época dos fatos, a parlamentar não tinha nenhum cargo eletivo, segundo a defesa.


Para o ministro, o caso deveria ter sido tratado pela PGR como suposto crime eleitoral de caixa dois. "Ainda que a denunciada, na época dos fatos, fosse considerada expoente nos quadros do PT, a possibilidade de interferência na manutenção de Paulo Roberto Costa no cargo de diretor de Abastecimento não encontra suporte no conjunto probatório", argumentou. 


Após o voto do relator, o julgamento prossegue para a tomada de votos dos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. 

No início do julgamento, a defesa da senadora e de Paulo Bernardo alegou que a PGR usou somente depoimentos de delações premiadas ao denunciar os acusados e não apresentou provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras.
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inistro Edson Fachin, relator do processo contra a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR
) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, votou pela absolvição dos dois por corrupção e lavagem de dinheiro em julgamento no Supremo Tribunal Federal na noite desta terça-feira 19. ElO ministro Edson Fachin, relator do processo contra a 
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inistro do Planejamento Paulo Bernardo, votou pela absolvição dos dois por corrupção e lavagem de dinheiro em julgamento no Supremo Tribunal Federal na noite desta terça-feira 19. Ele votou pela condenação de Gleisi por crime eleitoral. O empresário acusado com o casal também foi absolvido por Fachin. Os



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ewandowski e Gilmar Mendes, mas já há maioria na Segunda Turma pela absolvição.
Para Fachin, está provado o efetivo recebimento de valores no interesse da campanha de Gleisi Hoffmann, porém tal recebimento não configura o crime de corrupção passiva descrito na denúncia, mas sim o delito de falsidade ideológica eleitoral (artigo 350 do Código Eleitoral). 
A presidente nacional do PT era acusada dos dois crimes. O relator entendeu ainda que a suposta prática criminosa não foi devidamente comprovada na denúncia do Ministério Público Federal e não ficou configurada.
Logo no início de seu voto, Fachin anunciou que não iria acatar nenhuma das preliminares apresentadas pela defesa, que tentavam encerrar o julgamento. A fala foi feita antes de o ministro avaliar se Gleisi e o ex-ministro Paulo Bernardo, seu marido, receberam ou não R$ 1 milhão do esquema da Petrobras.
O relator foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski e Fachin começou então a dar seu voto em relação ao mérito da ação penal. Ele foi o primeiro a votar.
O caso começou a ser julgado às 13h30, quando Fachin fez um resumo sobre o caso, o Ministério Público apresentou a acusação e as defesas de Gleisi, Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kugler sustentaram suas argumentações. Lewandowski disse no início da sessão que o julgamento deve ser concluído ainda nesta terça.
Leia mais na Agência Brasil:
Fachin vota pela absolvição de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo

Por André Richter - O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou há pouco pela absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Fachin é o relator do caso, e o julgamento continua para a tomada de votos dos demais ministros. No entanto, o ministro desclassificou a acusação e votou pela condenação da senadora por crime eleitoral.

A Segunda Turma da Corte julga hoje ação penal na qual a senadora é acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para embasar a acusação.
Em seu voto, o relator entendeu que há divergências nos depoimentos de Youssef e Costa e que não há provas suficientes para comprovar que Paulo Bernardo solicitou o dinheiro. "Os demais elementos de prova, sejam documentais e testemunhais, não são aptos a confirmar a tese acusatória no sentido de que a solicitação da vantagem indevida a Paulo Roberto Costa tenha partido do denunciado Paulo Bernardo", afirmou.
Apesar de reconhecer que a campanha da senadora chegou a receber R$ 250 mil, o ministro entendeu que não ficou caracterizado o crime de corrupção passiva, porque não foi possível comprovar que Gleisi deu apoio para manter Costa no cargo, conforme a acusação. Na época dos fatos, a parlamentar não tinha nenhum cargo eletivo, segundo a defesa.
Para o ministro, o caso deveria ter sido tratado pela PGR como suposto crime eleitoral de caixa dois. "Ainda que a denunciada, na época dos fatos, fosse considerada expoente nos quadros do PT, a possibilidade de interferência na manutenção de Paulo Roberto Costa no cargo de diretor de Abastecimento não encontra suporte no conjunto probatório", argumentou.
Após o voto do relator, o julgamento prossegue para a tomada de votos dos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
No início do julgamento, a defesa da senadora e de Paulo Bernardo alegou que a PGR usou somente depoimentos de delações premiadas ao denunciar os acusados e não apresentou provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras.
e votou pela condenação de Gleisi por crime eleitoral. O empresário acusado com o casal também foi absolvido por Fachin. Os ministros Celso de Mello e Dias Toffoli concordaram com o relator e absolveram os três por corrupção e lavagem. Ainda faltam os votos de Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, mas já há maioria na Segunda Turma pela absolvição.
Para Fachin, está provado o efetivo recebimento de valores no interesse da campanha de Gleisi Hoffmann, porém tal recebimento não configura o crime de corrupção passiva descrito na denúncia, mas sim o delito de falsidade ideológica eleitoral (artigo 350 do Código Eleitoral). 
A presidente nacional do PT era acusada dos dois crimes. O relator entendeu ainda que a suposta prática criminosa não foi devidamente comprovada na denúncia do Ministério Público Federal e não ficou configurada.
Logo no início de seu voto, Fachin anunciou que não iria acatar nenhuma das preliminares apresentadas pela defesa, que tentavam encerrar o julgamento. A fala foi feita antes de o ministro avaliar se Gleisi e o ex-ministro Paulo Bernardo, seu marido, receberam ou não R$ 1 milhão do esquema da Petrobras.
O relator foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski e Fachin começou então a dar seu voto em relação ao mérito da ação penal. Ele foi o primeiro a votar.
O caso começou a ser julgado às 13h30, quando Fachin fez um resumo sobre o caso, o Ministério Público apresentou a acusação e as defesas de Gleisi, Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kugler sustentaram suas argumentações. Lewandowski disse no início da sessão que o julgamento deve ser concluído ainda nesta terça.
Leia mais na Agência Brasil:
Fachin vota pela absolvição de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo

Por André Richter - O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou há pouco pela absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Fachin é o relator do caso, e o julgamento continua para a tomada de votos dos demais ministros. No entanto, o ministro desclassificou a acusação e votou pela condenação da senadora por crime eleitoral.

A Segunda Turma da Corte julga hoje ação penal na qual a senadora é acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para embasar a acusação.
Em seu voto, o relator entendeu que há divergências nos depoimentos de Youssef e Costa e que não há provas suficientes para comprovar que Paulo Bernardo solicitou o dinheiro. "Os demais elementos de prova, sejam documentais e testemunhais, não são aptos a confirmar a tese acusatória no sentido de que a solicitação da vantagem indevida a Paulo Roberto Costa tenha partido do denunciado Paulo Bernardo", afirmou.
Apesar de reconhecer que a campanha da senadora chegou a receber R$ 250 mil, o ministro entendeu que não ficou caracterizado o crime de corrupção passiva, porque não foi possível comprovar que Gleisi deu apoio para manter Costa no cargo, conforme a acusação. Na época dos fatos, a parlamentar não tinha nenhum cargo eletivo, segundo a defesa.
Para o ministro, o caso deveria ter sido tratado pela PGR como suposto crime eleitoral de caixa dois. "Ainda que a denunciada, na época dos fatos, fosse considerada expoente nos quadros do PT, a possibilidade de interferência na manutenção de Paulo Roberto Costa no cargo de diretor de Abastecimento não encontra suporte no conjunto probatório", argumentou.
Após o voto do relator, o julgamento prossegue para a tomada de votos dos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
No início do julgamento, a defesa da senadora e de Paulo Bernardo alegou que a PGR usou somente depoimentos de delações premiadas ao denunciar os acusados e não apresentou provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras.




Fonte: Brasil 247

EUA confirmam retirada do Conselho de Direitos Humanos da ONU

“Nenhum outro país teve coragem de se juntar à nossa luta para reformar o órgão hipócrita”, afirmou a embaixadora norte-americana na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley

 




A política externa norte-americana, comandada por Donald Trump, concretizou mais uma promessa: após se retirar acordo climático de Paris, em 2017, e do acordo nuclear com o Irã, em maio deste ano, agora Trump ratificou a saída dos Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da ONU, segundo informações da Reuters. “Nenhum outro país teve coragem de se juntar à nossa luta para reformar o órgão hipócrita”, afirmou a embaixadora norte-americana na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley.

Os EUA estavam na metade de um mandato de três anos no principal organismo de direitos humanos da entidade e já vinham ameaçando se desligar, caso não houvesse mudanças, acusando o conselho de 47 membros, com sede em Genebra, de ser anti-Israel.

Na semana passada a Reuters noticiou que ativistas e diplomatas afirmaram que as conversas com os norte-americanos sobre uma reforma do órgão não atenderam às exigências de Washington, dando a entender que o governo Trump abandonaria o fórum.

Os EUA estão enfrentando fortes críticas por deterem crianças separadas de seus pais imigrantes na fronteira EUA-México. Na segunda-feira Zeid Ra’ad al-Hussein, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, solicitou que Washington suspendesse sua política “impiedosa”. 




Fonte: Fórum

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Jogos da Copa do Mundo ganham um novo comentarista: o ex-presidente Lula

Lula comentarista Copa do Mundo Trajano

 

Preso em Curitiba, petista enviará comentários por carta ao jornalista José Trajano, que os transmitirá no canal TVT 



Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro ex-presidente do Brasil a ir para a prisão por corrupção e, mesmo assim, de acordo com as pesquisas, o favorito indiscutível para a maioria dos eleitores para assumir a presidência nas eleições de outubro, para desgraça do resto das elites políticas do país, tem uma nova ocupação: comentar a Copa do Mundo Rússia 2018 na televisão. Seu amigo, o veterano jornalista esportivo José Trajano, Ultrajano em seus vários perfis online, anunciou nesta semana nas redes sociais que, a partir desta segunda-feira, o presidente dará sua opinião sobre as idas e vindas da seleção brasileira no programa Papo com Zé Trajano, da TVT.

Conseguir isso em um país em que é ilegal entrevistar presos requer um esquema bem tramado: Lula vai acompanhar os jogos na televisão que tem em sua cela – um dos privilégios de que desfruta por ser ex-presidente – e escreverá suas opiniões em cartas, pois a lei permite que prisioneiros mantenham correspondência com amigos (não é preciso ser procurador-geral para aceitar que Ultrajano é amigo de Lula: basta vê-los em qualquer um dos muitos programas que gravaram juntos, ou também os vídeos em que Ultrajano, já sozinho, pede que Lula volte à presidência). Assim que a carta for recebida, o apresentador lerá as opiniões do ex-presidente ao vivo.


A decisão é no mínimo incomum, tanto para um aspirante a candidato à presidência quanto para um político preso pela sentença mais polêmica do amplo catálogo de vereditos por corrupção no Brasil. Os muitos inimigos de Lula atribuem isso ao seu egocentrismo; seus seguidores, não menos numerosos, ao realismo mágico que se empenham em projetar sobre o ex-presidente e seus dois mandatos, entre 2002 e 2010, quando o Brasil cresceu de forma grandiosa e milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema. Mas também é provável que a decisão venha da terceira característica mais marcante de Lula: sua astúcia política. Da prisão ele não pode comentar a atualidade política ou ser entrevistado; ao mesmo tempo, existe a velha teoria de que no Brasil as eleições são ganhas por aquele que passa mais tempo na televisão.


Nesse dilema, a Copa do Mundo é uma desculpa perfeita para passar sob os holofotes um tempo do que seus adversários não têm. É o golpe perfeito, aperfeiçoado por um último detalhe. Se quisesse, Lula poderia alegar que comentar a Copa do Mundo é um trabalho e pedir a redução da pena. Dificilmente o conseguiria, mas a cara de seu inimigo, o juiz Sérgio Moro, ao ler a petição também seria uma forma de vitória política. 




Fonte: El Pais

O pretexto de Fux para esmagar internet em favor da grande mídia

Não é apenas de militares e de seus fâmulos que vem o apelo profundo, na sociedade brasileira, por uma ditadura. Vem principalmente de civis politicamente degenerados, como é o caso deste ministro do Supremo, Luiz Fux, defendendo abertamente a censura à internet a pretexto de combater as fake news.

 
Jornal do Brasil
O que Fux esconde por trás de seu discurso é o servilismo absoluto à grande mídia  
 
O que Fux esconde por trás de seu discurso é o servilismo absoluto à grande mídia


O que se esconde por trás do recente discurso do ministro nesse sentido é o servilismo absoluto à grande mídia, especialmente à TV Globo e aos outros dois jornalões do oligopólio da imprensa escrita, incomodados com o fato de que suas fake news, esta sim, sejam submetidas ao escrutínio de blogs, sites, face books, twetters.  

O ministro arrolou como aliados na sua guerra sagrada contra as fake news a própria grande imprensa e os partidos políticos. É o caso de chamar todos os bandidos bem sucedidos do país a integrar uma força tarefa contra o crime. Se sua afirmação na palestra é um indício de decisões futuras do Supremo Tribunal Federal, é o caso de se promover o fechamento imediato desse tribunal em nome da verdadeira liberdade de imprensa garantida pela Constituição. Não há dúvida de que fake news incomodam leitores inocentes. Entretanto, não se joga o bebê pela janela junto com a água suja do balde.
 
A internet livre é a única defesa do cidadão contra a manipulação da grande mídia, especialmente entre nós. No caso da Globo, uma virtual monopolista da informação no Brasil, estamos todos sujeitos a manobras políticas de interesse da empresa e contrárias ao interesse público. Veja esse fenômeno de circo que criou sob a rubrica de “que futuro você quer para o Brasil?”: milhares de cidadãos bem intencionados mandam seus vídeos para a emissora, que, sem controle externo, escolhe aqueles que quer por em circulação. Naturalmente, não mexem no conteúdo. Mas simplesmente escolhem os conteúdos que interessam.
 
No sistema Globo, pela minha experiência pessoal, nem sempre foi assim. Escrevi uma coluna de economia política no Globo por quase um ano. Nunca recebi qualquer ordem ou recomendação de Roberto Marinho para abordar ou deixar de abordar qualquer tema. Não tive contato pessoal com os herdeiros, exceto uma breve conversa com o que me parecia ser o mais bem preparado dos três. Entretanto, pelo que o jornal e tevê põem em circulação, simplesmente deformaram o sentido que Roberto Marinho tinha da notícia - tanto que gostava de ser chamado de jornalista, não de doutor, como faziam os puxa-sacos.
 
Em algum momento, em futuro que espero não muito distante, a estrutura do sistema de comunicação no Brasil deve ser reformada. Será uma reforma mais importante que a reforma política. E não passa absolutamente pela introdução da censura. Basta copiar o sistema norte-americano, no qual jornal não pode ser dono de tevê ou rádio, tevê não pode ser dona de jornal ou rádio, e rádio não pode ser dono de jornal ou tevê. Isso entre nós será pouco traumático, já que o sistema Globo tem três herdeiros, podendo cada um assumir a sua parte. Algo assim aconteceu na reforma da mídia argentina, com maior traumatismo.
 
Essa estruturação não é um capricho. Na verdade, é conseqüência do gigantismo do sistema Globo, originalmente pela competência e habilidade de Roberto Marinho de ocupar um espaço não regulamentado. Houve nesse processo situações que ilustram bem os riscos do monopólio. O Jornal do Brasil era, de longe, até os anos 70, o principal jornal de opinião do Brasil, bm à frente do Globo. Mas o Globo tinha televisão, e pela propaganda na tevê abocanhou a principal fonte de recursos do JB, o pequeno anúncio. Desde então o Globo avançou e o Jornal do Brasil decaiu até acabar – e ser ressuscitado agora num novo formato.
 
De forma sutil, a tevê Globo promove o “seu” jornal selecionando (ou ignorando) a repercussão das “notícias” que saem nele próprio e em seus concorrentes. Com isso esmaga a concorrência, e apenas não a mata por completo, no jornalismo, porque Estadão e Folha de S.Paulo ainda conseguem ser estruturas fortes. No caso das televisões, a Record é um empreendimento financeiro-religioso. Já Bandeirantes e Sílvio Santos partilham o medo ou a incompetência para concorrerem com a Globo. A solução portanto é simples: colocar os Marinho, herdeiros do único competente no jogo, a concorrerem uns contra os outros. E com isso estará criado um mercado concorrencial de notícia, em total prejuízo das fake news!




Por Por J. Carlos de Assis 

Fonte: GGN

Em Rostov, Brasil empata com a Suíça por 1 a 1 na estreia da Copa do Mundo

Philippe Coutinho marcou o gol da Seleção, no primeiro tempo; confira análise do jogo

 

A Seleção Brasileira empatou com a Suíça por 1 a 1 neste domingo (17), em Rostov, na estreia da Copa do Mundo da Rússia. Com um ponto, a equipe do técnico Tite assume a segunda posição do grupo, atrás da Sérvia e ao lado da própria Suíça.


Primeiro tempo


Conforme prometido pelo técnico Vladimir Petkovic, a Suíça não jogou na retranca. Pelo contrário, adiantou a marcação, igualou a posse de bola e não deu espaços para as investidas de Neymar.

O Brasil só conseguiu impor seu futebol durante cinco minutos: dos 15 aos 20. Foi quando Philippe Coutinho recebeu com liberdade do lado esquerdo, próximo à grande área, e acertou um chute cruzado, com efeito, ao seu estilo. A bola ainda tocou a trave antes de balançar a rede suíça.

O golaço de Coutinho animou a torcida brasileira em Rostov, mas foi a Suíça quem controlou as ações no final da primeira etapa. O domínio territorial, no entanto, não resultou em nenhuma chance clara de finalização.



Segundo tempo



No intervalo, estava claro que o Brasil iria depender de seus talentos individuais para sair vitorioso do jogo de estréia.

Desde o início, a Suíça mostrava-se mais bem postada e ligada na partida. E foi num lance de desatenção, aos quatro minutos da segunda etapa, que o defensor Steven zuber aproveitou a cobrança de escanteio e subiu sozinho no meio da zaga brasileira para empatar o jogo.

A Seleção Brasileira cresceu imediatamente, e passou a criar boas oportunidades de gol. Aos 24, Coutinho recebeu passe primoroso de Neymar, cortou o zagueiro e bateu para fora.

A dez minutos do fim, Roberto Firmino aproveitou falha da zaga suíça, invadiu a área e chutou por cima.

Nos acréscimos, outras três chances. Firmino, de cabeça, parou no goleiro. O zagueiro Miranda, após rebote de escanteio, chutou desviado. Na última oportunidade, Renato Augusto empurrou para o gol, mas a zaga adversária tirou quase de cima da linha.

O próximo jogo do Brasil será no dia 22 de junho, sexta-feira, em São Petersburgo, contra a Costa Rica.




Por:  Daniel Giovanaz e Poliana Dallabrida,
Edição: Pedro Ribeiro Nogueira

 

Violência e mentiras, as duas armas da direita na América Latina

A violência e as mentiras são hoje as duas armas principais utilizadas pela direita internacional e particularmente a deste hemisfério para pretender destronar os governos progressistas que em Nossa América resistem à atual investida neoliberal orquestrada desde os Estados Unidos.

Manifestação violenta na Nicarágua, contra o governo de Ortega

Os mal chamados “golpes suaves” aplicados há poucos anos no Paraguai e no Brasil parecem já não estar muito na moda, a julgar pelos fatos mais recentes. Agora os preferidos de Washington e da oligarquia regional são evidentemente os “golpes de rua”, experimentados primeiro na Venezuela, com as denominadas guarimbas [barricadas a partir das quais grupos organizados praticam atos violentos], e nas últimas semanas em uma versão quase idêntica, na Nicarágua.

Chama a atenção que os protagonistas desses “golpes de rua” não têm caras visíveis, nem sequer de supostos opositores que buscam liderança política. São jovens, em sua maioria com potencial delitivo, que escondem seus rostos e os daqueles que realmente lhes pagam para praticar atos de destruição, assassinar seus próprios compatriotas e criar o caos.

Portam “armas rústicas”, sim, mas atenção, causam danos e mortes similares às das armas convencionais, e certamente são financiadas e construídas fora do território onde são usadas.

Enquanto eles destroem e criam terror, a oligarquia através dos grandes meios de comunicação que controla, e das redes sociais, se encarrega de propagar mentiras e mais mentiras. Denominam de rebeldes os violentos e acusam os governos populares de reprimir os “opositores pacíficos”.

Denigrem reiteradamente as autoridades e as qualificam de autoritárias e antidemocráticas embora tenham chegado ao poder depois de derrotar débeis partidos conservadores em eleições justas, como são os casos da Venezuela bolivariana e da Nicarágua sandinista.

Repetem tanto essas falsidades que até alguns iludidos, ingênuos ou mal intencionados dentro das fileiras progressistas assumem posturas críticas e nada construtivas que prejudicam a imprescindível unidade de que a Pátria Grande necessita para evitar que novamente a convertam no quintal dos Estados Unidos.

Venezuela e Nicarágua são no momento duas peças-chave a derrubar na América Latina e Caribe para que Washington recupere seu domínio na região, como também é a Bolívia, pelo que é vital cerrar fileiras na defesa dessas nações soberanas e independentes.

Somente a unidade e a solidariedade podem derrotar os claros propósitos dos Estados Unidos, que se encontram empenhados ao fundo para impedir que a Colômbia viva definitivamente em paz, que o ex-presidente Lula seja candidato e triunfe nas eleições presidenciais brasileiras deste ano e que André Manuel Lopez Obrador faça o mesmo nas eleições mexicanas de 1º de julho próximo.

*Patricio Montesinos é jornalista espanhol radicado na Bolívia, correspondente do sítio de internet cubano Cubadebate


Por: Patricio Montesinos

Fonte: Resistência


sábado, 16 de junho de 2018

STF pode libertar Lula no próximo dia 26

  
O ministro do STF Edson Fachin liberou para julgamento recurso protocolado pela defesa para suspender a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; caso deve ser julgado pela Segunda Turma da Corte no dia 26 de junho, conforme sugestão do ministro; além de Fachin, a Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewadowski, Dias Toffoli e Celso de Mello


O caso deve ser julgado pela Segunda Turma da Corte no dia 26 de junho, conforme sugestão do ministro. Se a condenação for suspensa como foi pedido pelos advogados, o ex-presidente poderá deixar a prisão e também se candidatar às eleições.

O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos segunda instância da Justiça.

Na petição enviada ao Supremo, a defesa do ex-presidente alega que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados ante a execução da condenação, que não é definitiva.

"Além de ver sua liberdade tolhida indevidamente, corre sério risco de ter, da mesma forma, seus direitos políticos cerceados, o que, em vista do processo eleitoral em curso, mostra-se gravíssimo e irreversível", argumentou a defesa.

Além de Fachin, a Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewadowski, Dias Toffoli e Celso de Mello.



Fonte: Agência Brasil / Brasil 247

Preto Zezé, sinônimo de resistência, periferia e cultura

   

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Preto Zezé, sinônimo de resistência, periferia e cultura


Uma conversa de Preto Zezé, presidente da CUFA Global, com os estudantes de jornalismo num trabalho realizado para a disciplina de Laboratório de Telejornalismo da Universidade Federal do Ceará. Em entrevista, Zezé conta de sua adolescência, da exclusão, do ambiente de profundo estigma, do amor materno, dos sonhos de meninos de periferia, de sua trajetória de menino negro num ambiente de extrema violência de lavador de carro à sua politização.

 

   

“O racismo no Brasil é tão eficaz que os pretos não sabem nem que são pretos.” é uma das afirmações fortes de Preto Zezé. “Enquanto a sociedade e o Estado exclui os jovens negros, o crime inclui em larga escala”, enfatiza.

Falando sobre a sofisticação do racismo brasileiro na letalidade, lembrando as teses do Brasil miscigenado e o Brasil da ‘democracia racial’, considerando que o Brasil tem 50% de negros, 70% dos jovens assassinados por arma de fogo são negros, Preto Zezé dispara:

“Ou a polícia mata preto porque é racista ou as balas gostam de nós. Só pode ser isso, se o Brasil é misturado por que a maioria dos jovens assassinados são negros? Olha como o racismo no Brasil é sofisticado, se somos misturados, como é que o diabo da bala enxerga mais os escurinhos?”

“No movimento social, quantas lideranças negras vocês conhecem? A maioria das lideranças dos movimentos sociais são de homens brancos. Se o movimento social de esquerda está assim, imagina nos centros de poder”




Assista à integra da entrevista:



Fonte: Blog da Maria Frô

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Moro blinda delatores em investigações de órgãos de controle

Juiz determinou que informações obtidas através de colaborações não podem ser compartilhadas

 

 

Após pedido do Ministério Público Federal, juiz responsável pela Lava Jato em Curitiba modificou seu entendimento a respeito da questão 

 

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba (PR), determinou que provas obtidas no âmbito da operação não podem ser utilizadas contra delatores e empresas por outros órgãos, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Receita Federal. 

Moro modificou seu entendimento após pedido do Ministério Público Federal. O não compartilhamento de provas também tem o apoio público de advogados de defesa de delatores e das empresas. A partir de depoimentos na Lava Jato, a Receita pretende, por exemplo, aplicar multas sobre ganhos ilícitos. Em paralelo, as empresas buscam acordos de leniência com o TCU e a Controladoria Geral da União. 

Patrick Mariano, integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), entende que a nova posição de Moro transcende seus poderes, interferindo na atuação de outras instituições. 

“O juiz Sergio Moro se tornou um rei absolutista. Paira acima da lei, da Constituição e pensar estar ungido de poderes ilimitados. Importante mencionar o tempo que ele passa viajando e, enquanto faz tudo isso, deixa de julgar processos, por exemplo, de ex-governadores do PSDB”, crítica, em referência ao caso do Beto Richa, político tucano que deixou o cargo de governador do Paraná para tentar uma vaga no Senado.

O Ministério Público Federal entende que o compartilhamento de provas poderia retirar a atratividade das colaborações premiadas. Moro utilizou como base interpretativa para sua posição um norma norte-americana. 

Ivan de Franco, advogado criminalista em mestre em Direito, explica que a decisão de Moro se dá em meio a uma lacuna da legislação brasileira, bem como em um contexto no qual diversos órgãos cumprem a função investigatória. A norma dos EUA citada pelo juiz, explica ele, tem um funcionamento muito mais claro naquele país, já que apenas um órgão conduz essas atividades. 

“A questão de compartilhamento ou não de prova não tem um fundamento [legal] claro no Brasil.  Lá [nos EUA], fica no âmbito do Departamento de Justiça, enquanto no Brasil, e talvez esse seja a principal questão, não só para a colaboração, mas uma punição em uma esfera pode ter diversas outras consequências nas demais. Essa multiplicidade de autoridades contribuem para esse quadro de incerteza”, analisa. 

A ordem foi assinada por Moro em abril, e enviada aos órgãos em maio. Além das provas obtidas nas próprias delações, também veta o compartilhamento de informações obtidas por outros meios, mas que prejudiquem delatores.

 

Por: Rafael Tatemoto

Via: Brasil de Fato

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O ministro Ricardo Lewandowksi, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu destaque para transferir do plenário virtual para julgamento presencial, na Segunda Turma da Corte, uma reclamação dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o juiz federal Sérgio Moro. A intenção da reclamação é anular áudios interceptados pela operação Lava Jato, comandada por Moro. Segundo a defesa de Lula, o juiz de Curitiba não poderia ter levantado o sigilo dos áudios por envolverem autoridades públicas, ministros e parlamentares.

Uma dessas conversas de Lula, com a então presidenta Dilma Rousseff, foi anulada pelo ministro Teori Zavascki. A defesa quer a anulação de todas as gravações. Em outubro de 2017, o ministro Edson Fachin rejeitou o pedido, mas os advogados de Lula recorreram. Fachin enviou o caso ao plenário virtual por entender que ele não exige mais discussões pelos ministros da Corte.

O relator do caso na Segunda Turma é o próprio Edson Fachin. Para ele, uma reclamação não é o instrumento adequado para analisar o caso. A captação de diálogos “envolvendo detentor de prerrogativa de foro não permite, por si só, o reconhecimento de usurpação da competência da Corte (STF)”, na opinião do ministro. 

Lewandowski é o novo presidente da Segunda Turma e o julgamento terá de ser pautado por ele. O colegiado é composto por ele próprio, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

A mesma Turma do Supremo deve julgar, na próxima terça-feira (19), ação penal em que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta do partido, foi denunciada, acusada de participar do “esquema da Petrobras”.


 

 Fonte: Rede Brasil Atual

 

 

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