segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Ação contra Haddad é vingança política, diz PT

Executiva Nacional do PT classificou como "vingança política" o recebimento pela Justiça de São Paulo nesta segunda-feira, 19, da denúncia contra o ex-prefeito Fernando Haddad, que virou réu por suposta corrupção e lavagem de dinheiro; "Este episódio caracteriza a partidarização do sistema judicial do estado de São Paulo, controlado por notórios adversários do Partido dos Trabalhadores. Tem cheiro de vingança e retaliação pelo grande desempenho de Haddad e do PT nas eleições presidenciais", avalia o partido, presidido pela senadora Gleisi Hoffmann. 


Ricardo Stuckert 



A Executiva Nacional do PT classificou como "vingança política" o recebimento pela Justiça de São Paulo nesta segunda-feira, 19, da denúncia contra o ex-prefeito Fernando Haddad, que virou réu por suposta corrupção e lavagem de dinheiro.


"Com base apenas na palavra de um réu confesso, Ricardo Pessoa, que foi descartada pelo Supremo Tribunal Federal por ausência de provas e de credibilidade, o MP-SP fez uma denúncia infundada que não poderia ter sido aceita por um juízo imparcial", disse o PT em nota. 


"Este episódio caracteriza a partidarização do sistema judicial do estado de São Paulo, controlado por notórios adversários do Partido dos Trabalhadores. Tem cheiro de vingança e retaliação pelo grande desempenho de Haddad e do PT nas eleições presidenciais", avalia o partido.


Segundo a denúncia do Ministério Público, o tesoureiro do partido negociou com a empreiteira UTC um valor para pagar dívida da campanha de Haddad para a Prefeitura de SP em 2012. Haddad diz que as denúncias são "todas sem provas", baseadas em delação de quem teve "interesses contrariados".


Leia, abaixo, a nota do PT na íntegra:


"O Partido dos Trabalhadores denuncia a perseguição movida pelo Ministério Público de São Paulo e pelo juízo da 5a. Vara Criminal da Barra Funda contra o ex-ministro Fernando Haddad, candidato do PT à presidência da República que recebeu 47 milhões de votos no segundo turno das eleições.


Com base apenas na palavra de um réu confesso, Ricardo Pessoa, que foi descartada pelo Supremo Tribunal Federal por ausência de provas e de credibilidade, o MP-SP fez uma denúncia infundada que não poderia ter sido aceita por um juízo imparcial.


Este episódio caracteriza a partidarização do sistema judicial do estado de São Paulo, controlado por notórios adversários do Partido dos Trabalhadores. Tem cheiro de vingança e retaliação pelo grande desempenho de Haddad e do PT nas eleições presidenciais.


O Brasil precisa de mais Justiça e menos perseguição política. Mais democracia e nenhum tipo de manipulação das instituições. O Brasil precisa resistir a esse tipo de ataque, que não fere apenas o cidadão Fernando Haddad, fere a própria democracia.





Comissão Executiva Nacional do PT"
Via: Brasil 247

Padrão Bolsonaro de comunicação desorienta a mídia


O futuro governo mostra-se inclinado a desprezar os meios tradicionais de comunicação, jogando todas as suas fichas nas redes sociais. Irão se adaptar à nova ordem?



   



O jornal O Estado de S.Paulo demite uma cronista por ter criticado as propostas do então candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro. Toma essa decisão depois de vê-lo eleito, numa atitude nítida de subserviência. A TV Gazeta demite quase toda a equipe de jornalismo e amplia o aluguel ilegal de sua grade de programação para a Igreja Universal, apoiadora do próximo governo.
 
A Folha de S.Paulo, depois da derrota do seu candidato no primeiro turno, parece sem rumo. Chama o gesto repulsivo do presidente eleito, simulando o uso de armas, ao lado do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, de simples gesticulação. Quem ele ameaçava? Os juízes ou os trabalhadores? Essa resposta a Folha não deu.
 
O caso da Veja é ainda mais curioso. Depois de se tornar um panfleto golpista, tentando derrubar o presidente Lula, evitar a eleição de Dilma Rousseff e contribuir para tirá-la da Presidência, sai com uma capa crítica ao projeto que pretende censurar a atuação dos professores em salas de aula, tão a gosto do presidente eleito. Será uma tentativa de recuperar a credibilidade perdida? É difícil acreditar, ainda mais diante da situação econômica da Abril e a dispensa de centenas de funcionários. Um caso para ser acompanhado de perto.
 
São apenas alguns exemplos da situação dos meios de comunicação tradicionais neste momento pós-eleitoral. Todos eles apostavam numa candidatura palatável para os seus interesses empresariais mas não encontraram quem a encarnasse.
 
De repente se viram às voltas com uma realidade inesperada. Têm pela frente um governo que os despreza, que assusta muitos dos seus leitores, ouvintes e telespectadores, mas do qual não podem se afastar totalmente, como sempre acontece no Brasil. Afinal a dependência das verbas publicitárias oficiais e de outros favores governamentais é muito grande.
 
O uso do WhatsApp nas eleições foi decisivo para a definição dos resultados. Sobre isso não há dúvida. Mas esse sistema de mensagens não operou sozinho. Foi apenas o último passo de uma sequência iniciada muito tempo antes e operada pelos meios de comunicação tradicionais.
 
Criminalizaram a política abrindo espaços para o surgimento de aberrações desde o pleito municipal, há dois anos, ampliando-se agora com as eleições do presidente da República, de alguns governadores e de vários parlamentares.
 
A corrupção tornou-se um prato cheio. O Jornal Nacional diariamente tinha como imagem de fundo desse noticiário um duto por onde jorrava muito dinheiro. As TVs nos restaurantes, bares, lojas, salas de espera de consultórios e de hospitais, mesmo sem som, inculcavam as imagens da corrupção nas cabeças de quem olhasse para as telas.
Nada de novo. As massas que saíram às ruas insufladas pela TV para apoiar o golpe de 2016 levantavam as mesmas bandeiras, como sempre ocorre em qualquer parte do mundo quando a direita tenta chegar ao poder por vias transversas.

 
No caso do Brasil, além da corrupção o outro tema sensível explorado eleitoralmente é o da segurança, sobre o qual rádio e TV deitam e rolam. Num país em que morrem assassinadas por ano mais de 60 mil pessoas, o assunto não pode mesmo ser desprezado.
 
O problema é a forma como ele é abordado. Os programas policialescos que ocupam amplos horários das emissoras em todo o país pregam ainda mais violência como solução. Claro que para as emissoras não interessa acabar com a violência. É ela que dá picos de audiência e garante boas receitas publicitárias. Daí a transformação de dramas do cotidiano em espetáculos mórbidos.
 
Especialistas nesse tipo de programa, as redes Record e Bandeirantes foram contempladas com entrevistas exclusivas do candidato vencedor antes das eleições. Ele é o representante mais bem acabado da ideologia veiculada pelos programas policialescos.
 
Com sua retórica limitada, o capitão reformado balbucia chavões repetidos pela TV desde a época em que Jacinto Figueira Junior era o "Homem do Sapato Branco" na TV Cultura de São Paulo, àquela altura propriedade de Assis Chateaubriand. "Direitos humanos para humanos direitos" ou "bandido bom é bandido morto" não são novidade, fazem parte da história da televisão brasileira.
 
A contribuição da mídia tradicional para o resultado das eleições não fica por ai. A "facada de Juiz de Fora", ainda a espera de uma investigação jornalística mais aprofundada, foi o ponto de virada da campanha eleitoral.
 
Tanto que um dos filhos do candidato proclamou uma vitória em primeiro turno logo após a agressão e apressou-se em dizer que o ferimento era superficial. Estava estabelecido o álibi para tirar o militar da reserva de todos os debates previstos com os demais candidatos.
 
Sabia ele e os seus apoiadores mais próximos do desastre que seria um confronto cara-a-cara com seus adversários. No único evento desse tipo em que participou, na Rede TV, foi destruído pela candidata Marina Silva, ao discutir sobre o papel da mulher na sociedade.
 
No segundo turno as emissoras cancelaram os debates sob a alegação de que não poderiam fazê-lo só com um candidato. Embora a Rede Globo tenha feito exatamente isso no Distrito Federal onde um concorrente se ausentou. Dessa forma criou-se uma situação inédita na história das campanhas presidenciais brasileiras.
 
O candidato Fernando Haddad, disposto ao debate, foi excluído da TV. O outro candidato escondeu-se do confronto mas falou sem contestação em longas entrevistas para a Record e a Bandeirantes. A justiça eleitoral fez vistas grossas para a ilegalidade e a democracia, nesse momento, sofreu um duro golpe.
 
Resta saber o que temos pela frente. Os meios tradicionais estão desorientados. O novo governo mostra-se inclinado a desprezá-los, jogando todas as suas fichas nas redes sociais e a eleição não interrompeu esse processo. As mensagens continuam circulando, refutando críticas e exaltando as confusas decisões do "governo de transição".
 
Os meios convencionais, fragilizados em sua credibilidade e no seu caixa, terão muita dificuldade para se recuperar. A saída mais cômoda é a adaptação à nova ordem, como já mostrou a Rede Globo com uma entrevista apresentada no Fantástico com o candidato eleito.
 
O que já não era bom em termos de comunicação democrática tende a piorar. Torço para estar errado.



Por Laurindo Lalo Leal

Fonte: Rede Brasil Atual (RBA)

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Filme sobre o golpe, 'O Processo', é pré-indicado ao Oscar

Obra retrata os dias que antecederam derrubada de Dilma. Na disputa pela premiação de 2019, dentro da categoria de Melhor Documentário, concorrem ainda outras duas produções brasileiras


O documentário O Processo, que reconstitui os 271 dias que antecederam o golpe do impeachment que retirou Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República, foi pré-indicado na categoria Melhor Documentário para concorrer ao Oscar 2019, uma das premiações cinematográficas mais reconhecidas mundialmente. Ao todo,  outras 166 produções concorrem ao troféu. 


O filme, dirigido por Maria Augusta Ramos, já havia sido aclamado pela crítica em importantes circuitos, como o Festival de Berlim, onde chegou a ser escolhido pelo público como terceiro melhor documentário da mostra.  


À época de sua estreia, a diretora chegou a afirmar, durante entrevista ao jornalista Juca Kfouri, no programa Entre Vistas, da TVT, que o filme, ao retratar os bastidores e a disputa pela narrativa entre opositores e apoiadores de Dilma e da democracia, não apresenta lados. "Tento retratar a realidade por diversas narrativas e pontos de vista", explicou.


Outras duas obras brasileiras também concorrem na mesma categoria de Melhor Documentário, Nossa Chape que relembra a tragédia aérea com a equipe de futebol do clube Chapecoense em 2016, e Piripkura, que dá nome também a uma etnia indígena e conta a história de dois de seus descendentes, que sobrevivem em uma área dominada por madeireiros e fazendeiros.


A seleção final dos concorrentes ao prêmio máximo da academia de cinema norte-americana será anunciada no dia 22 de janeiro e a premiação ocorrerá no dia 24 de fevereiro. 


VEJA TRAILER:




Fonte: RBA
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Lula é alvo de manobras no processo do sítio de Atibaia

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Lula é alvo de manobras no processo do sítio de Atibaia


Ação do Ministério Público Federal (MPF) não apresenta nenhum prova de que o imóvel pertence ao ex-presidente e diversas testemunhas já negaram qualquer relação com Petrobras.

 

Reprodução
 Como no caso do triplex, o processo do sítio também tem manobras contra Lula



Desde o início da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, promove uma sistemática perseguição a Lula tem transformando a Justiça e o direito em instrumentos de poder para atender a objetivos políticos, prática conhecida como lawfare.
 

Importantes juristas internacionais já denunciaram as irregularidades de Moro na condução dos processos contra Lula. Mas não só a comunidade internacional, como juristas, lideranças e estudiosos brasileiros seguem denunciando os abusos praticados contra o ex-presidente. Assim como no caso do tríplex, o mesmo ocorre com o processo do sítio, para o qual Lula depõe nesta quarta-feira (14) perante a juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro. Entenda ponto a ponto as inconsistências e absurdos de mais uma denúncia sem provas:
 

Nem Moro diz que o sítio é de Lula
 

A exemplo do que ocorreu no caso “triplex” que levou Lula à condição de preso político, o processo do caso sítio de Atibaia também não apresenta qualquer evidência e nem discute se a propriedade pertence ao ex-presidente. O próprio Moro diz que isso não importa. Resumindo, Lula não está sendo acusado de ser dono do sítio, mas pela reforma que foi feita nele que, segundo as “convicções” do juiz e do Ministério Público Federal, teriam sido solicitadas por Lula. Em sua denúncia, o MPF faz várias insinuações, mas não acusa ele de ser dono. O sítio é de outra pessoa.
 

Sítio fica em Atibaia e não há relação com Petrobras
 

A perseguição a Lula é tão descarada e evidente que o MPF da Lava Jato achou por bem resolver a falta de provas contra o ex-presidente com uma lista falsa de contratos entre a Petrobras e as empresas Odebrecht, OAS e Schahin para que o processo pudesse cair nas mãos de Moro na 13ª Vara Federal em Curitiba e não em São Paulo. A artimanha jurídica, que seria execrada por qualquer juiz sério, atendeu aos anseios do juiz político e agora ministro do presidente eleito.
 

Testemunhas negam, mas isso não importa para Moro
 

O problema (ao menos para quem ainda acredita na Justiça brasileira) é que Lula não tem qualquer relação com esses contratos e, mesmo após o depoimento de dezenas de testemunhas, não se achou nada que pudesse relacioná-los ao ex-presidente. Marcelo e Emílio Odebrecht, por exemplo, negaram qualquer relação com a Petrobras no caso e que a reforma não era contrapartida e que nunca discutiu contratos.
 

Agora ministro, Moro sem mantém como “juiz oculto” do caso
 

Moro disse em diversas ocasiões que jamais entraria para a política. Bem, o mundo inteiro agora sabe que ele mentiu – o que não chega a ser uma surpresa desde a condenação em primeira instância de Lula. Mas ele ainda consegue se superar ao, mesmo atuando politicamente para Bolsonaro, não ter pedido exoneração para assumir o Ministério da Justiça e manter a juíza Gabriela Hardt, substituta direta do juiz, à frente de processos que envolvem Lula. Se tivesse pedido exoneração, o que seria mais ético perante os olhos do mundo, um outro juiz provavelmente sem relação com ele seria responsável pelo julgamento do caso do sítio de Atibaia.
 

Sítio tem dono e Moro sabe. Cadê a justiça?
 

Os advogados de defesa de Lula argumentaram, ao longo de todo o processo, que o sítio da Atibaia tem proprietários conhecidos, “que constam na matrícula do imóvel e que provaram a utilização de recursos próprios e lícitos para a compra do bem, e, ainda, que suportam despesas de sua manutenção”. Aí sim existem provas: de que o imóvel não é dele. Tudo comprovado em cartório.
 

Adiamento era para evitar exposição? Não é bem assim…
 

Quando Moro adiou o depoimento de Lula que acontece nesta quarta (13) para depois das eleições disse que “o acusado apresenta-se como candidato à Presidência da República. Caberá ao egrégio Tribunal Superior Eleitoral decidir a respeito”. Mas agora todo mundo sabe que a intenção era tirar Lula do jogo (mesmo preso) e favorecer o seu candidato Jair Bolsonaro.



Fonte: PT Notícias 
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Governadores do Nordeste declaram ´guerra´ a Bolsonaro e boicotam reunião

um governador do Nordeste participa de encontro em Brasília

Governadores do Nordeste declaram ´guerra´ a Bolsonaro e boicotam reunião


um governador do Nordeste participa de encontro em Brasília
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT), é o único presente hoje (14) no fórum, em Brasília, dos nove estados do Nordeste. Ao chegar à reunião, o petista se apresentou como representante do Fórum de Governadores do Nordeste e adiantou que o grupo quer conversar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, para tratar de uma agenda comum da região


“Alguns pontos avançaram, mas [em] outros não chegamos a um pleno entendimento e, na data que for possível, estamos prontos para o diálogo [com Bolsonaro]”, afirmou Wellington Dias, informando que há uma agenda em curso com o governo do presidente Michel Temer.


O governador reeleito da Bahia, Rui Costa (PT), que está em Israel, enviou seu vice, João Leão (PP). Wellington Dias negou que haja resistência por parte dos governadores ausentes. “Quando recebemos o convite, vários governadores estavam com missões no exterior, outros com compromissos, com dificuldades de alteração [na agenda], então acertamos que eu compareceria.”


Anfitrião do encontro, o governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também disse que houve um desencontro de agendas. “Sei que cada um tem seus problemas, o Renan Filho [governador reeleito de Alagoas], por exemplo, está em viagem e nos comunicou, mas não tem nada de retaliação. Acho que todos querem se integrar a esse novo modelo de administração.”


Não compareceram ao encontro os governadores eleitos e reeleitos da Bahia, Rui Costa (PT); do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); do Ceará, Camilo Santana (PT); do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); da Paraíba, João Azevêdo (PSB); de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD); e de Alagoas, Renan Filho (MDB).


No encontro em Brasília , Wellington Dias destacou que o principal ponto da agenda da região é a segurança pública. “O Nordeste responde por pouco mais de 40% dos homicídios no país. É uma situação muito grave para o país e para a nossa região”, afirmou.


Os governadores também têm propostas para combater o desemprego e promover o crescimento da economia, a partir de um política industrial focada no desenvolvimento regional. A questão hídrica também está entre as prioridades.


O governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), chegou ao encontro disposto a deixar claro que a realidade dos estados amazônicos é distinta da vivida por estados do Sudeste e do Sul. Barbalho defendeu que dentro do pacto federativo é fundamental que haja compensação pela Lei Kandir.


“Todos devem contribuir e fazer o seu dever de casa. É necessário que os estados possam ser mais eficientes no gasto público, possam compreender o fortalecimento do desenvolvimento das duas economias para ampliar a sua receita e a sua capacidade de investimento e otimizar a utilização de mão de obra pra não inchar a folha”, disse acrescentando que tais medidas devem ser analisadas paralelamente ao pacto federativo.


Helder Barbalho defendeu ainda que governos federal e estaduais trabalhem em conjunto. “Se o Brasil não der certo, os estados não darão certo. Se os estados não tiverem capacidade de enfrentar os seus desafios, a sobrecarga acabará recaindo sobre o governo federal. Portanto, é hora de buscar caminhos conjuntos. Dissociar o governo federal dos governos estaduais é absolutamente um equívoco”, alertou.


Ao final do encontro será elaborada uma carta do governadores. Ibaneis Rocha disse o documento será um registro do encontro e não um texto para o governo eleito. Na programação, está prevista a participação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ),  e do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE). 






Fonte: Paraíba  On Line

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Constrangida, cantora Cláudia Leite denuncia assédio de Silvio Santos

Durante programa, apresentador e dono da emissora SBT usou roupa da cantora para assediá-la. “Isso é desenfreado, cruel, nos fere e nos dá medo", afirmou a artista em rede social.

 
 



Após o apresentador Silvio Santos afirmar, durante a exibição de um programa criado para ajudar a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), neste sábado (10), que não poderia abraçar a cantora Cláudia Leite porque "ficaria excitado", a artista veio a público declarar ter se sentido constrangida pela postura do dono da emissora SBT, que usou a roupa da cantora para justificar o assédio.


Visivelmente incomodada, ela chegou a dizer que deixaria o programa. Em sua conta no Instagram, Cláudia declarou que os comentários do apresentador remetem aos episódios diários de machismo enfrentados pelas mulheres em diversos lugares e apontou que o assédio vem muitas vezes mascarado como uma piada.


"Isso é desenfreado, cruel, nos fere e nos dá medo. A provocação vem disfarçada de piada, e as pessoas riem, porque acostumaram-se, parece-nos normal! E lá se vai a nossa vida", escreveu a cantora.


Durante sua passagem pelo programa, Silvio Santos fez diversas referências ao vestido que Cláudia usava que, segundo ele, não permitia mais olhá-la como "uma loirinha bonita", mas como "uma mulher provocante e sensual". "Não sabia que você se apresentava com essa roupa, essa é novidade", considerou o apresentador. 


A cantora rebateu o argumento afirmando que "definitivamente a culpa não é do que estamos usando!. A culpa é dessa atitude constrangedora e de dois pesos e duas medidas", defendeu. 


Os comentários de Silvio Santos a respeito das mulheres vêm ganhando destaque na imprensa pela repercussão negativa de suas falas, muitas vezes de teor machista e misógino. No Twitter, mensagens de apoio repercutindo a postagem de indignação de Cláudia Leite estão nos trending topics. Atrizes, jornalistas e apresentadoras, entre elas, Taís Araujo, também comentaram em sua publicação, prestando apoio. "Parabéns pela coragem. Assédio não é diversão. Estamos juntas!", afirmou a atriz. 


Veja um trecho da fala de Silvio Santos 


Fonte: Rede Brasil Atual


Usam Lula como troféu para sustentar mentiras, diz Boff

 
 
 
 

Usam Lula como troféu para sustentar mentiras, diz Boff

O teólogo Leonardo Boff acredita que a principal luta do povo brasileiro agora deve ser o resgate do pacto social; 'Uma Constituição é um pacto social, que nós fazemos para 'um não comer o outro'. Então, esse pacto social foi rompido com o impeachment contra a Dilma. Como foi rompido, não vale a Constituição, não valem as leis, eles pintam e bordam, surram, prendem", disse; para ele, que visitou Lula em Curitiba, o ex-presidente vem sendo usado como "troféu, para sustentar as mentiras que fizeram, especialmente aquele desenho onde ele era a cúpula de toda uma estratégia de corrupção"

  
"Usam Lula como troféu, para sustentar as mentiras que fizeram”, diz Boff / Foto: Joka Madruga / APT



O teólogo Leonardo Boff acredita que a principal luta do povo brasileiro no próximo período é resgatar o pacto social rompido após o impeachment de Dilma Rousseff. Ele esteve em Curitiba nesta segunda-feira (12) para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Superintendência da Polícia Federal. Após a visita, o teólogo concedeu entrevista coletiva à imprensa.


“Uma Constituição é um pacto social, que nós fazemos para 'um não comer o outro'. Então, esse pacto social foi rompido com o impeachment contra a Dilma. Como foi rompido, não vale a Constituição, não valem as leis, eles pintam e bordam, surram, prendem”, disse Boff.


Para o teólogo, a prisão do ex-presidente Lula é uma “vergonha para o Brasil e para o sentido do Direito”, pois sua condenação foi baseada em um processo sem provas de culpabilidade. Lula está preso na Superintendência da PF desde o dia 7 de abril, condenado no âmbito da Operação Lava Jato, por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.


“Usam ele [Lula] como troféu, para sustentar as mentiras que fizeram, especialmente aquele desenho onde ele era a cúpula de toda uma estratégia de corrupção. Seguram o Lula preso para se autojustificar. Mas sabem que é mentira a questão do triplex. Eles montaram uma narrativa que fez dele chefe de quadrilha, mas não conseguem trazer nenhuma prova”, afirma Boff. 


Além das violações jurídicas que envolvem o processo do ex-presidente Lula, para o teólogo, a campanha eleitoral de 2018 mostrou um novo fator para desestabilização da democracia brasileira, que foram as notícias falsas disseminadas pelas redes sociais. 


Dez dias antes do segundo turno das eleições, o então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi denunciado por receber financiamento ilegal de campanha, com montante de mais de R$ 12 milhões. A denúncia divulgada pelo jornal Folha de São Paulo mostrava que empresários estariam bancando a compra de pacotes de distribuição em massa de mensagens contra o PT no Whatsapp.


“Ele [Bolsonaro] ganhou as eleições de forma fraudulenta, com aqueles milhões de notícias falsas. É uma lição para nós, saber que as eleições futuras não vão ser mais de grandes comícios, vão ser o manejo das mídias sociais, que nós temos que aprender a usar, aprender a nos defender”, diz. 


Aliado ao trabalho nas redes sociais, Boff entende também que existe a necessidade de que os movimentos e organizações de esquerda voltem-se às suas bases e ao contato mais próximo com o povo. Para o teólogo, a religião tem parte fundamental nesse processo, pois o povo “entende o discurso religioso, porque eles manejam a Bíblia.


“Nós temos que retomar o trabalho na base, criar escolas de formação política. E o tema central que nós vamos sempre bater será injustiça social no brasil. Não vamos falar só desigualdade, porque é um tema neutro. Injustiça é um tema ético. Injustiça é pecado contra Deus e contra os filhos e filhas de Deus”, diz.


Antes de visitar o ex-presidente Lula, Boff falou às pessoas presentes na Vigília Lula Livre, que mantém-se em frente ao prédio da PF desde que o ex-presidente foi preso, há 220 dias.



Edição: Diego Sartorato

domingo, 11 de novembro de 2018

PT reage a Villas Bôas: general comprova trama política contra Lula

Dirigentes do PT reagiram às declarações do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, que afirmou que "a coisa poderia fugir ao controle" se ele não tivesse se manifestado antes do julgamento do habeas corpus de Lula pelo STF, em abril deste ano; "A fala do gal Villas-Boas evidência a trama politica contra Lula! Deixa claro q houve ingerência em decisão do STF! O q fugiria do controle? Teve de agir pq? Q limite tinha?", questionou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann; "Não é papel das força armadas tutelar os poderes, em particular o STF, afrontado claramente neste episódio", disse o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta


 


Dirigentes do PT reagiram as declarações do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, que avaliou em entrevista à Folha de S. Paulo neste domingo, 11, que a situação "poderia fugir ao controle" caso o Supremo Tribunal Federal reconhecesse ao ex-presidente Lula sua presunção de inocência e lhe condesse um habeas corpus em abril deste ano.


A presidente PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que a entrevista do general Villas Boas comprova a articulação para deixar o ex-presidente Lula fora da disputa eleitoral. "A fala do gal Villas-Boas evidência a trama politica contra Lula! Deixa claro q houve ingerência em decisão do STF! O q fugiria do controle? Teve de agir pq? Q limite tinha? Era uma decisão judicial, a CF devia ser observada! Bagunçaram o país pra impedir Lula de ser candidato", disse Gleisi pelo Twitter


Já o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, disse que o comandante do Exército fez uma ameaça implícita à democracia. "Villas Bôas dizer que Exército esteve ‘no limite’ e que Lula solto poderia ‘tirar militares do controle’, é uma ameaça implícita a democracia. Não é papel das força armadas tutelar os poderes, em particular o STF, afrontado claramente neste episódio", disse Pimenta também pelo Twitter.




Fonte: Brasil 247

sábado, 10 de novembro de 2018

Atibaia: Lava Jato cozinha nova condenação de Lula em fogo alto


 

Depois dos depoimentos de Marcelo e Emilio Odebrecht, filho e pai, e de Alexandrino Alencar, executivo da mesma empresa, que ajudaram a confirmar as teses da acusação, a Lava Jato divulgou ontem os depoimentos de Leo Pinheiro, ex-diretor da OAS, além de Agenor Medeiros e Paulo Gordilho, também da OAS, que vão na mesma linha de associar Lula como principal beneficiário das obras no sítio em Atibaia, cujos gastos seriam descontados nos supostos “fundos de propina” que as empreiteiras reservavam aos partidos políticos, incluindo o PT.


As pesadas críticas que a sentença de Moro contra Lula, no caso do triplex de Guarujá, recebeu da comunidade jurídica, parecem ter levado a Lava Jato a montar melhor o processo de Atibaia, que será julgado por outro juiz, no caso a juíza Gabriela Hardt.


Ao contrário do triplex, que se baseava exclusivamente num depoimento confuso de Leo Pinheiro, Atibaia traz as delações combinadas de um número bem maior de pessoas, e pessoas com peso, como os donos da Odebrecht, Marcelo e Emílio, filho e pai. Mas os fundamentos da acusação permanecem frágeis, visto que não se apresenta qualquer prova do envolvimento do ex-presidente em algum desvio de verba pública.


As delações, feitas sob condições suspeitas, revelariam apenas uma relação promíscua entre o ex-presidente e as empreiteiras, mas não há provas de corrupção praticada por Lula. Não há enriquecimento ilícito, nem qualquer prova de que Lula tomado qualquer decisão, enquanto presidente, que prejudicasse, deliberadamente, o erário em benefício das empreiteiras.


De qualquer forma, é importante que os internautas fiquem atentos aos fatos. Agora que Lula não representa mais um “perigo político” iminente, a mídia sequer está dando destaque aos últimos movimentos da Lava Jato para incriminar o ex-presidente. O rolo, porém, compressor não parou. Ao contrário, a mudança na correlação de forças, em desfavor de Lula, parece ter aumentado a sede de sangue dos aparelhos de repressão.


Uma nova condenação de Lula, que ajudaria a blindar Sergio Moro das críticas à frágil sentença que emitiu contra ex-presidente, parece estar sendo cozinhada em fogo alto pela Lava Jato.
*** 


Léo Pinheiro detona Lula na ação do sítio de Atibaia

Empresário ligado à OAS foi interrogado nesta sexta-feira, 9, pela juíza Gabriela Hardt e declarou que ex-presidente se comportava como proprietário do imóvel
Ricardo Brandt, Fausto Macedo, Julia Affonso e Paulo Roberto Netto
09 Novembro 2018 | 19h45



O empresário Léo Pinheiro, da OAS, declarou nesta sexta-feira, 9, à juíza Gabriela Hardt que o ex-presidente Lula se comportava como o proprietário do sítio de Atibaia e como real beneficiário das obras que a empreiteira realizou no imóvel localizado no interior de São Paulo. Leó Pinheiro detonou Lula em longo relato na ação penal em que o petista é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


Segundo o empresário, foi Lula quem o chamou para conversarem sobre as obras do sítio, mas nunca o ex-presidente teria demonstrado preocupação em saber detalhes dos valores empenhados. Ele estima que a empreiteira desembolsou entre R$ 350 mil e R$ 450 mil nas obras de melhorias da área – apenas a cozinha ficou em R$ 170 mil.


Léo Pinheiro também é acusado nesta ação do sítio. Preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, ele está colaborando com as investigações.


Nesta sexta, 9, o empresário respondeu todas as perguntas da juíza Gabriela Hardt, sucessora de Sérgio Moro na condução dos processos criminais da Operação Lava Jato no Paraná.


No fim do depoimento, a defesa fez três perguntas a Léo Pinheiro. Na primeira, a advogada do ex-presidente da OAS quis saber. “Em algum momento, o ex-presidente Lula te questionou acerca de valores dessas obras realizadas no sítio, em algum momento ele perguntou como deveria ser ressarcidas essas despesas gastas?”
“Não, nunca”, respondeu o executivo.


“As atitudes que o ex-presidente Lula tomou frente ao sítio, me refiro às obras especificamente que a OAS fez no sítio, deixaram dúvida ao sr de que ele era o real proprietário do sítio?”, perguntou a defesa.

“Nenhuma dúvida”, afirmou Léo Pinheiro.

“Deixaram dúvida de que ele seria o real beneficiário dessas obras?”, questionou o advogado.

“Nenhuma dúvida”, disse o ex-presidente da OAS.


O que disse Léo Pinheiro à Gabriela Hardt?
 

O executivo relatou à juíza que, em fevereiro de 2014, foi ‘convocado pelo ex-presidente Lula para um encontro no Instituto Lula’. No local, contou, o petista ‘explicou que queria fazer uma reforma, não era uma reforma grande, num sítio em Atibaia’.


“Era numa sala e numa cozinha e também tinha problema num lago que estava dando infiltração, se eu podia mandar alguém, uma equipe para dar uma olhada. Eu disse: ‘presidente, eu gostaria de ir pessoalmente, o sr marca o dia que eu vou estar presente’. Ele marcou no sábado seguinte”, disse.


Léo Pinheiro narrou que foi ao sítio com Paulo Gordilho, então diretor da OAS Empreendimentos, porque o dirigente ‘já tinha conhecimento dos serviços que nós vínhamos fazendo no triplex do Guarujá’.


“Eu preferi que Paulo também continuasse para que essa coisa não ficasse muito divulgada dentro da organização. Eu fui com Paulo num dia de sábado, o presidente combinou comigo de eu ficar aguardando após o pedágio da Fernão Dias, que eu não sabia onde ficava, era difícil de chegar”, afirmou.


“Isso ocorreu, eu fiquei esperando. Fui seguindo o carro dele, estivemos no sítio. Ele e a Dona Marisa me mostraram, a mim e a Paulo, os serviços que eles gostariam de fazer na sala e atingiria a cozinha, porque tinha uma parede que tinha que desmanchar. Nós dissemos: ‘presidente, deixa a gente fazer um projeto e mostrar ao sr’. Fomos ver o lago que estava tendo uma infiltração. Demoramos um pouco para tentar entender como é que estava acontecendo aquilo. Eu disse: ‘olha, o lago, a gente vai ter que esvaziar’.”


De acordo com o ex-presidente da OAS, Lula marcou um novo encontro em sua casa, em São Bernardo do Campo, também em um sábado, cerca de ‘2 ou 3 semanas depois’.


“Estava ele e dona Marisa. Eu fui com Paulo e mostramos a ele como é que seria a reforma da sede do sítio”, disse.


“O presidente combinou comigo o seguinte: ‘olha, tudo bem, pode iniciar o serviço. Eu só lhe pediria, Léo, que não, que as pessoas não se apresentassem na cidade de Atibaia, questão de sigilo, que as pessoas não tivessem uniforme, essas coisas, da OAS, que não tivesse nenhuma identificação.”


O ex-presidente da empreiteira relatou que combinou com Paulo Gordilho ‘que, se possível, trouxesse pessoas que não fossem de São Paulo’.


“Vieram de Salvador pessoas da confiança dele para que pudesse fazer. Essas pessoas foram um encarregado, se não me falha a memória, três ou quatro operários. Ele determinou que qualquer coisa se conversasse com o caseiro, acho que é Maradona o nome, que teria lugar para essas pessoas dormirem. E assim foi feito. Isso foi feito durante o mês de março até talvez julho ou agosto de 2014”, contou.


Gabriel Hardt quis saber se o empresário Fernando Bittar, em nome de quem a propriedade está formalmente registrada, estava na primeira visita ao sítio. Léo Pinheiro disse que se ‘recorda bem’ de Fábio, um dos filhos de Lula.


“E eu acho que me apresentaram o Fernando, eu não tenho certeza, mas me parece que sim”, respondeu. “Eu só conversei com o presidente (sobre a reforma). Ela estava presente nas duas vezes que eu tive contato com os dois.”


Segundo Léo Pinheiro, o ex-presidente o orientou que não fizesse ‘nada em nome da OAS’.
 

“Não pode ser feito nada em nome da OAS. As compras eram feitas na cidade de Atibaia pelo encarregado que estava lá. Ele recebia um dinheiro que a empresa disponibilizava para ele. Ele fazia as compras, ao que me consta, parece até em nome dele, porque era recibo, não era nota fiscal”, disse.


À juíza, Léo Pinheiro explicou como era feito o ‘encontro de contas’.


“Nós fizemos várias obras com a Petrobrás ao longo desses anos, durante o governo do PT. Acredito eu que num montante de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões. Essas obras tinham um valor determinado de 1% para o PT”, declarou.


Segundo o ex-presidente da OAS, os ‘valores começaram a ser gerenciados, em um primeiro momento, por Delúbio Soares, que era o tesoureiro do PT e depois o João Vaccari’.


“Nós tínhamos uma conta corrente. A cada faturamento de cada obra dessa, a gente tinha que fazer um pagamento de 1% sob valor que nós recebíamos. Mas isso não era pago imediatamente”, afirmou.


“Às vezes juntava mais um pouco e o Vaccari determinava: ‘eu quero que você me pague isso em caixa 2, quero que você faça doações ao Diretório nacional do PT, ao diretório estadual tal, que ajude político tal’. Foi assim a vida toda. Juntava-se um montante, eu tinha uma participação direta nisso, eu pouco delegava isso, até por uma questão de ser um partido no poder, ser o presidente.”


De acordo com Léo Pinheiro, o ‘pessoal da Controladoria que operacionalizava isso’.


“Vaccari combinava comigo ou diretamente com essas pessoas e a gente faria os pagamentos. Qualquer despesa extra que tivesse, a mando do PT, no caso essas duas coisas que foram feitas diretamente com o presidente, a nível pessoal, como as outras despesas, eu sempre combinava com Vaccari e fazia-se um encontro de contas”, relatou.


COM A PALAVRA, O ADVOGADO CRISTIANO ZANIN MARTINS, QUE DEFENDE LULA


“Leo Pinheiro foi ouvido hoje (09/11) como acusado e tal como fez na ação do tríplex preferiu acusar Lula com afirmações mentirosas ao invés de se defender. A estratégia faz parte de uma tentativa de convencer o Ministério Público Federal a lhe conceder benefícios, inclusive para sair da prisão, por meio de um acordo de delação que negocia há quase 2 anos.


Agenor Medeiros, também ouvido reconheceu que é falsa a acusação do Ministério Público ao afirmar que ele teria prometido e oferecido vantagens indevidas a Lula por meio da reforma de um sítio em Atibaia.


Paulo Gordilho, por seu turno, deixou evidente em seu depoimento que sempre tratou com Fernando Bittar sobre os assuntos relativos ao sítio de Atibaia, que é o proprietário do imóvel.”

Veja outros depoimentos no caso do sítio
Leo Pinheiro



Agenor Medeiros
 
 
 Paulo Godilho
 
 
 
 Marcelo Odebrecht
 
 
 
 
 Emílio Odebrecht
 
 
Alexandrino Alencar
 
 
 
 
 
Por:  Miguel do Rosário
Fonte: O Cafezinho 

Justiça vai apurar indicação de Moro como ministro

A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciou nesta sexta-feira (9) que instaurou um processo para apurar a indicação do juiz federal Sergio Moro pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) como ministro da Justiça.

 

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Processo contra Moro tramita em segredo de Justiça 

Processo contra Moro tramita em segredo de Justiça



O processo foi aberto pelo corregedor nacional, ministro Humberto Martins, que pede que Moro preste informações sobre suposta atividade político-partidária ao aceitar o convite de Bolsonaro. O juiz, que era responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, tem um prazo de 15 dias para apresentar explicações. O processo tramita em segredo de Justiça.
 
Diversos partidos, entidades e cidadãos apresentaram representações contra Moro. A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia argumenta que Moro violou a lei orgânica da magistratura, a Constituição e o Código de Ética da Magistratura ao aceitar o cargo sem pedir antes a exoneração e que, desta maneira, houve atuação político-partidária por parte do juiz.
 
Há uma semana, Moro aceitou o convite de Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça. Em entrevista coletiva na terça-feira, o juiz admitiu que foi sondado pelo futuro ministro da Fazenda Paulo Guedes sobre uma eventual participação no governo no dia 23 de outubro, antes do segundo turno.
 
Ao ser questionado sobre críticas de que teria agido politicamente na condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Moro disse que o convite não tem relação com o processo contra o petista.
 
Moro foi o juiz responsável pela primeira condenação de Lula em 2017, que marcou o início dos problemas do ex-presidente em registrar sua nova candidatura ao Planalto em 2018. Em abril deste ano, foi a vez de o juiz determinar a prisão de Lula, que à época era considerado o candidato favorito para vencer o pleito. Com Lula na prisão e barrado pela Justiça Eleitoral, Bolsonaro passou para a liderança nas pesquisas.
 
Moro também foi questionado sobre como se sentia em participar de um governo ao lado do deputado Onyx Lorenzoni, que admitiu ter recebido caixa dois de campanha, – crime que o próprio Moro considerou mais grave do que enriquecimento ilícito. O juiz respondeu ter grande admiração pelo futuro ministro da Casa Civil.
 
"Ele foi um dos poucos deputados no momento [da votação] das dez medidas [contra a corrupção na Câmara] que defendeu a aprovação daquele projeto mesmo sofrendo ataques severos da parte dos seus colegas. Quanto aos erros, ele mesmo admitiu e tomou providências para repará-los", disse.
 
Sobre o fato de ter classificado o caixa dois como um crime grave que desequilibra as eleições, Moro desconversou e disse que na época se referia apenas aos casos investigados na Lava Jato.
 
Para assumir o ministério, Moro pretende pedir a exoneração do cargo de juiz apenas em janeiro.



Fonte: DW Brasil
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