segunda-feira, 12 de março de 2018

Bancada progressista no Parlasul manifesta apoio a Nobel para Lula

Parlamentares citam argentino Esquivel, que defendeu a iniciativa, e falam em defesa da "volta da democracia ao Brasil".

 

No início das atividades de 2018, o Parlamento do Mercosul (Parlasul), reunido nesta segunda-feira (12) em Montevidéu, teve manifestação em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O denominado bloco progressista divulgou documento em que aponta perseguição política ao líder brasileiro e dando apoio à indicação de Lula para o Prêmio Nobel, conforme adiantou, há alguns dias, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, ele mesmo um vencedor do Nobel da Paz, em 1980.

De acordo com o manifesto, que cita declarações de Esquivel, defender a candidatura do ex-presidente "é defender a volta da democracia", em um país cuja população vem perdendo "sua terra, seu teto e seu trabalho".

"A direita sabe que Lula tem muito apoio, porque implementou políticas pela igualdade e justiça social, como nunca havia sido feito no país, por isso precisam proibi-lo", acrescenta o texto.

Segundo a bancada, o ex-presidente tem sofrido perseguição permanente "por parte de setores conservadores e reacionários do Ministério Público, da Polícia Federal e dos grandes meios corporativos de comunicação do Brasil". Os parlamentares afirmam rechaçar "as manifestações de ódio contra a figura de Lula, com perseguição judicial, difamação e ameaças, desconsiderando todas as garantias do devido processo".

Em vídeo, o deputado argentino Oscar Laborde declarou que uma exclusão de Lula do processo eleitoral "seria gravíssimo não somente para o Brasil, mas para a democracia latino-americana".

Também por meio de rede social, o deputado brasileiro Arlindo Chinaglia (PT-SP), que até dezembro presidia o Parlasul, destacou a importância da manifestação. "É uma importante demonstração de como Lula é visto fora do Brasil: alguém que luta e usou o poder para fazer justiça", afirmou. O atual presidente é o paraguaio Tomás Bittar Navarro.

No ano passado, o grupo progressista já havia denunciado a existência de uma perseguição política com objetivos eleitorais. "O mundo inteiro sabe que a fraude do impeachment sem crime de responsabilidade, cometida contra a presidenta Dilma Rousseff, teria de ser complementada pela farsa das denúncias sem crimes contra Luiz Inácio Lula da Silva. O golpe precisa se completar", afirmam.




Fonte: RBA

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