domingo, 8 de abril de 2018

Movimentos organizam caravanas para vigília diante da PF em Curitiba

Comitê informou que ex-presidente "dormiu tranquilamente" e continua sereno
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Ex-presidente carregado após falar ontem no Sindicato dos Metalúrgicos: reafirmou inocência e agradeceu apoio


Apesar de uma proibição judicial, movimentos sociais organizam caravanas para manter vigília diante da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde desde a noite de ontem (7) está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Boletim divulgado neste domingo (8) pelo Comitê Popular em Defesa de Lula e da Democracia informou que "ele dormiu tranquilamente e não foi maltratado pelos agentes do local" e "continua sereno e tranquilo".

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), depois de conversar com um delegado, informou que o ex-presidente estava bem. A Justiça do Paraná, a pedido da prefeitura de Curitiba, concedeu o chamado interdito proibitório, para proibir a presença de manifestantes nas proximidades da PF. Ontem à noite, manifestantes favoráveis a Lula foram reprimidos pela polícia.

O ex-presidente chegou à Superintendência por volta das 22h. Ele deixou a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, no final da tarde, escoltado até a PF em São Paulo, no bairro da Lapa. De lá, foi de helicóptero até o Aeroporto de Congonhas, voou de jato até Curitiba, onde embarcou em outro helicóptero até a sede da PF paranaense. Até quando pôde, ficou em companhia do advogado Cristiano Zanin Martins.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, enfatizou o discurso da resistência. "Os sindicatos filiados à CUT vão resistir. Exigiremos em nossos discursos, atos e reivindicações, a liberdade de Lula, que é preso político. Quem quer prender o Lula são os banqueiros, os ruralistas, os empresários e o capital financeiro nacional e internacional."

Segundo o dirigente, haverá vigília permanente diante da Superintendência da PF em Curitiba. "Vamos definir quais as categorias que estarão se revezando nessa vigília."

Na manhã desde domingo, o líder do MTST (sem-teto) Guilherme Boulos escreveu em rede social sobre críticas feitas por um juiz. "Marcelo Bretas é tuiteiro e nas horas vagas é juiz federal. Para ele, manifestação em defesa de Lula é vandalismo. Para mim, vandalismo é um juiz e sua mulher receberem 8 mil reais de auxílio-moradia morando na mesma casa, sem pagar aluguel."



Fonte: Rede Brasil Atual
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