quarta-feira, 30 de maio de 2018

Golpe, Temer e Lava Jato fazem Brasil perder, em três meses, mais 600 mil empregos formais

 

As coisas estão ficando cada dia mais feias. Antes mesmo dos efeitos trágicos da greve dos caminhoneiros, provocada pela política de preços criminosa  do governo Temer, o mercado de trabalho tinha voltado a sofrer os efeitos do aprofundamento do golpe. A prisão ilegal de Lula, o avanço inconsequente da Lava Jato sobre setores estratégicos, além dos efeitos deletérios de uma reforma trabalhista completamente irresponsável, continuam impactando profundamente na economia brasileira.


Segundo números do IBGE divulgados hoje, o desemprego geral voltou a subir, atingindo 13,6%. O emprego formal, com carteira assinada, continua sendo o mais prejudicado: em três meses, 557 mil postos de trabalho com carteira foram destruídos. Na comparação com o ano anterior, a destruição foi de 567 mil postos.


O desemprego só não está mais alto porque houve um aumento de 747 mil pessoas, nos últimos três meses, que passaram a trabalhar por “conta própria”, e mais 647 mil pessoas, no mesmo período, que entraram no mercado de trabalho informal. O setor público também ajudou, criando 360 mil empregos no último trimestre.


Repare que os empregos destruídos (com carteira assinada) são aqueles com renda média muito superior às dos setores que vem criando vagas (informal, doméstico, conta própria).

 


No site do IBGE

PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 12,9% no trimestre encerrado em abril
A taxa de desocupação (12,9%) no trimestre móvel de fevereiro a abril de 2018 cresceu 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018 (12,2%).



Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, fevereiro a abril de 2017 (13,6%), houve queda de 0,7 ponto percentual.

A população desocupada (13,4 milhões) cresceu 5,7% em relação ao trimestre anterior (12,7 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 14,0 milhões de desocupados, houve queda de 4,5%.


A população ocupada (90,7 milhões) no trimestre de fevereiro a abril de 2018 caiu 1,1% em relação ao trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2017), quando havia 89,2 milhões de pessoas ocupadas, houve crescimento de 1,7%.


Assim, o nível da ocupação (53,6%) caiu 0,6 ponto percentual frente ao trimestre anterior (54,2%). Em relação a igual trimestre de 2017, quando o nível da ocupação foi de 53,2%, houve acréscimo de 0,4 p.p.


O número de empregados com carteira de trabalho assinada (32,7 milhões) caiu 1,7% frente ao trimestre anterior (novembro de 2017 a janeiro de 2018), uma redução de 567 mil pessoas. No confronto com o trimestre de fevereiro a abril de 2017, a queda foi de -1,7% (-557 mil pessoas).
O número de empregados sem carteira de trabalho assinada (10,9 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, cresceu 6,3% (mais 647 mil pessoas).


A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,0 milhões de pessoas) ficou estável na comparação com o trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 3,4% (mais 747 mil pessoas).


O rendimento médio real habitual (R$ 2.182) no trimestre de fevereiro a abril de 2018 ficou estável tanto frente ao trimestre anterior (R$ 2.185), como em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.165).


A massa de rendimento real habitual (R$ 193 bilhões) ficou estável tanto quando comparada ao trimestre móvel de novembro de 2017 a janeiro de 2018 como frente ao mesmo trimestre do ano anterior.


A taxa de desocupação foi estimada em 12,9% no trimestre móvel de fevereiro a abril de 2018, com aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior (12,2%). Na comparação com o trimestre móvel de fevereiro a abril de 2017 (13,6%), o quadro foi de queda (-0,7 ponto percentual).


No trimestre de fevereiro a abril de 2018, havia aproximadamente 13,4 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente cresceu 5,7% (mais 723 mil pessoas) frente ao trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018, quando a desocupação foi estimada em 12,7 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano anterior (14,0 milhões), esta estimativa caiu 4,5% (menos 635 mil pessoas desocupadas).


O número de pessoas ocupadas foi estimado em 90,7 milhões no trimestre de fevereiro a abril de 2018. Esse contingente caiu 1,1% em relação ao trimestre anterior (menos 969 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2017, quando havia no Brasil 89,2 milhões de pessoas ocupadas, este indicador cresceu 1,7% (mais 1,495 milhão de pessoas).


O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 53,6% no trimestre de fevereiro a abril de 2018, caindo 0,6 ponto percentual frente ao trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018 (54,2%). Em relação a igual trimestre do ano anterior, quando o nível da ocupação no Brasil foi de 53,2%, este indicador cresceu 0,4 ponto percentual.


A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de fevereiro a abril de 2018, foi estimada em 104,1 milhões de pessoas. Esta população permaneceu estável quando comparada com o trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 0,8% (mais 860 mil pessoas).


O contingente fora da força de trabalho, no trimestre de fevereiro a abril de 2018, foi estimado em 65,2 milhões de pessoas. Este contingente cresceu 0,7% quando comparado ao trimestre anterior (427 mil pessoas a mais). Frente ao mesmo trimestre do ano anterior houve, a expansão foi de 1,2% (mais 756 mil pessoas).


O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 32,7 milhões de pessoas, caiu 1,7% (menos 567 mil pessoas) frente ao trimestre anterior (novembro de 2017 a janeiro de 2018). Em relação ao mesmo trimestre de 2017, também houve queda: -1,7% (-557 mil pessoas).


De fevereiro a abril de 2018, o número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,9 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve alta de 6,3% (mais 647 mil pessoas).


O contingente de trabalhadores por conta própria (23,0 milhões), ficou estável na comparação com o trimestre anterior (novembro de 2017 a janeiro de 2018). Em relação ao mesmo período do ano anterior, este número cresceu 3,4% (mais 747 mil pessoas).


O número de empregadores (4,4 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, cresceu 5,7% (mais 236 mil pessoas).


A categoria dos trabalhadores domésticos (6,2 milhões de pessoas) caiu 2,5% no confronto com o trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018. Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2017, houve estabilidade.


O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 11,4 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior, cresceu 3,3% (mais 359 mil pessoas).


A análise dos ocupados segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de fevereiro a abril de 2018, em relação ao trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018, mostrou que não houve crescimento em qualquer categoria. Houve redução nos seguintes grupamentos: Construção (2,7%, ou menos 186 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,5%, ou menos 439 mil pessoas) e Serviços domésticos (2,7%, ou menos 172 mil pessoas).


Na comparação com o trimestre de fevereiro a abril de 2017 foi observado aumento nas categorias: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,8%, ou mais 569 mil pessoas) e Outros serviços (9,1%, ou mais 389 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,0%, ou menos 259 mil pessoas).


O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas (R$ 2.182) no trimestre de fevereiro a abril de 2018 ficou estável tanto frente ao trimestre anterior (R$ 2.185), como em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.165).


Segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de fevereiro a abril de 2018, em relação ao trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018, apenas a categoria de Serviços domésticos mostrou aumento (2,2%, ou mais R$ 19). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa. Na comparação com o trimestre de fevereiro a abril de 2017, foi observado aumento na categoria de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,2%, ou mais R$ 100). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.


A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada, para o trimestre móvel de fevereiro a abril de 2018, em R$ 193 bilhões de reais. Essa massa permaneceu estável em ambas as comparações.


 
Fonte: O Cafezinho

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