sexta-feira, 15 de junho de 2018

Preto Zezé, sinônimo de resistência, periferia e cultura


Uma conversa de Preto Zezé, presidente da CUFA Global, com os estudantes de jornalismo num trabalho realizado para a disciplina de Laboratório de Telejornalismo da Universidade Federal do Ceará. Em entrevista, Zezé conta de sua adolescência, da exclusão, do ambiente de profundo estigma, do amor materno, dos sonhos de meninos de periferia, de sua trajetória de menino negro num ambiente de extrema violência de lavador de carro à sua politização.

 

   

“O racismo no Brasil é tão eficaz que os pretos não sabem nem que são pretos.” é uma das afirmações fortes de Preto Zezé. “Enquanto a sociedade e o Estado exclui os jovens negros, o crime inclui em larga escala”, enfatiza.

Falando sobre a sofisticação do racismo brasileiro na letalidade, lembrando as teses do Brasil miscigenado e o Brasil da ‘democracia racial’, considerando que o Brasil tem 50% de negros, 70% dos jovens assassinados por arma de fogo são negros, Preto Zezé dispara:

“Ou a polícia mata preto porque é racista ou as balas gostam de nós. Só pode ser isso, se o Brasil é misturado por que a maioria dos jovens assassinados são negros? Olha como o racismo no Brasil é sofisticado, se somos misturados, como é que o diabo da bala enxerga mais os escurinhos?”

“No movimento social, quantas lideranças negras vocês conhecem? A maioria das lideranças dos movimentos sociais são de homens brancos. Se o movimento social de esquerda está assim, imagina nos centros de poder”




Assista à integra da entrevista:



Fonte: Blog da Maria Frô

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