quarta-feira, 18 de julho de 2018

Em Cuba, presidentes latino-americanos defendem Lula livre

Os presidentes de Cuba, Venezuela , El Salvador e Bolívia reunidos no 24º Encontro do Foro de São Paulo, numa plenária com mais de 600 delegados da América Latina , Europa, Ásia, África e América do Norte, defenderam enfaticamente na terça (17) a liberdade de Lula, a unidade das esquerdas e movimentos populares. Todos manifestaram irrestrita solidariedade ao ex-presidente brasileiro preso em Curitiba. Do Brasil estavam presentes delegações do PT, PCdoB, PSOL e PDT. 

 
Os presidentes Nicolás Maduro (Venezuela), Díaz Canel (Cuba) e Evo Morales (Bolívia), participaram do evento

Os presidentes Nicolás Maduro (Venezuela), Díaz Canel (Cuba) e Evo Morales (Bolívia), participaram do evento



O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi contundente: "Vemos com dor, mas não com resignação o martírio de lula, a perseguição a lula, que está sendo escondido numa masmorra para impedir sua ação política, porque sabem que Lula livre ganhará a eleição presidencial no Brasil. Basta!" Neste momento, a assembleia irrompeu aplausos em meio aos gritos de "Lula Livre". Em seu discurso, o presidente da Bolívia, Evo Morales, lamentou: "Quanta falta nos fazem Fidel, Chávez e Lula!".
 
Maduro afirmou em seu discurso que "não há uma direita democrática na América Latina. Vejam o que fazem com Lula, o que fazem com Cristina [Kirchner]".
 
O presidente da Venezuela Maduro fez um breve resumo da história do Foro, celebrando: "A esquerda revitaliza esta ideia maravilhosa, o Foro, fundado por essas figuras maravilhosas Fidel e Lula". Ele sintetizou a situação da América Latina: "Quando se falava em fim da história , quando se apagava a luz do mundo em 1990, surgiu o Foro de São Paulo. Naquele momento, Fidel levantou a voz pela unidade das esquerdas e pela união da América Latina para formar um bloco.
 
Vemos hoje o Foro a grandeza das forças revolucionárias contra a hegemonia do império na região". O presidente da Venezuela rejeito a ideia de fim do ciclo de governos progressistas na região: "Não existe fim de ciclo com os retrocessos de hoje, creio na luta e ela é feita assim mesmo, com avanços e recuos. A América Latina está em processo de renovação das suas forças de esquerda e do Foro de São Paulo".
 
Maduro mencionou o papel dos líderes que estiveram à frente dos países da região nos últimos anos, com destaque especial para Lula e, na sequência condenou as ameaças dos EUA contra a Venezuela, advertindo: "Somos alvo de uma guerra de caráter não convencional". Emocionado, lembrou que em dezembro próximo serão comemorados os 20 anos da primeira eleição de Hugo Chávez à Presidência da Venezuela.


Por: José Reinaldo Carvalho

Fonte: Brasil247 

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